N/As: Olá! XD Tudo bem, tudo bem, estamos até com vergonha de aparecer por aqui depois de tanto tempo. Mas temos explicações convincentes ou não. Primeiro as aulas começaram e descobrimos que terceiro colegial é um porre. Segundo, se não tínhamos provas à tarde, tínhamos que estudar. E terceiro, quando tínhamos uma folga, queríamos era aproveitar. Mas isso não significa que a fic fora completamente esquecida... O capítulo foi sendo escrito aos poucos e aqui está. Esperamos que seja do agrado de vocês. Estamos planejando postar mais dois capítulos, no mínimo, nessas férias. O restante virá lentamente, até mais que esse. u.u Sentimos muito, mas a agenda vai ficar apertada T.T

Explicadas, vamos as reviews! \o/

Aline - Mas é claro! Você também nos ajudou e nos incentivou a escrever essa fic, nada mais justo do que dedicar a você também Bem, se deixássemos o outro título, ficaria muito normal, muito igual, mesmo porque já existem outras fics com aquele título. E quanto ao personagem, estamos pensando na possibilidade. Nada muito certo, mas quem sabe? ;) Obrigada por gostar da fic e esperamos que continue gostando! XD Beijos!

Bruna - MOONY! \o/ É claro que a fic tá boa e o Reggie está perfeito! Sabe porquê? Primeiro, a fic é nossa (:P), segundo o Reggie é o Reggie! XD "não é nenhuma surpresa, já que vocês me amam..." ¬¬ Depois fala de nós! Convencida! XP Thanks por ler e como está do meu lado agora, não vou ficar prolongando aqui! Espero que goste do capítulo! XD Beijos!

.Missy.-.Goldy. - MANINHA! Titia! \o/ Obrigada pelos elogios! XD E eu sei que a fic demorou mas... A SUA TAMBÈM TÁ DEMORANDO! XP Continue lendo e comentando! E gostando, é claro! Beijos!

Nisii - Nisii! Ainda bem que gostou da fic, mas temos que falar: acha mesmo que iríamos fazer algo tosco?! chocadas Vocês está falando com Prongs e Pads! Hauahuahuahuah
Nha, obrigada pelos elogios e esperamos que continue gostando e, é claro, comentando. E criticando também! O/
Beijos!

Ana P. - tr00! Primeiro: Mas é claro que está! Achou que ia ficar de fora?! Claro que não! Segundo: Auhauhauhau amou mesmo? Que bom! Foi especialmente projetado para a Queen! Você pode sim ficar na platéia. O/ Terceiro: Rá! Depende de que parte. O capítulo foi escrito pela Nathy e o Talk to Queen por mim. Agora, nesse capítulo, invertemos. Eu fiz o capítulo e a Nathy o Talk. ;) As músicas foram selecionadas rigorosamente (COF COF) e o Sirius sempre foi imaginado assim por nós. Pra nós ele nunca foi um retardado! ò.ó XD Quarto: Obrigada pelo comentário! Esperamos que goste desse novo capítulo! Beijos!

Isabella – Obrigada pelos elogios! Significa muito para nós! E esperamos que Queen tenha tirado suas dúvidas. Continue lendo, gostando e comentando! Beijos!

Luci E. Potter – MAMMA! Vovó! abraça Nha, que bom que gostou! Ficamos muito contentes com isso! A Drunk é uma perdida! Onde já se viu ter essa obsessão pela Queen?! Fracamente! ¬¬ Obrigada pelos elogios, Mamma! Espero que a fic esteja a altura de sua leitura XD Beijos! O/
PS: As pizzas NÃO chegaram! Ò.Ó Tô achando que o carteiro comeu no caminho, não é possível! Absurdo! Vou ligar pro PROCOM! Acho que a pamonha sofreu o mesmo destino T.T
PS2: E NSM? E ABA?! XD

L Black – Mana! Titia! Nha, obrigada pelos elogios! E nem nós sabemos o que Queen realmente é! O.o Love ya too! Beijos!

Babi Bulstrode Black – Deus! Que vergonha! Obrigada pelos elogios! Mesmo! Tentamos dar o nosso máximo e de fazer o mais perfeito possível a fic. Também não gostamos daqueles personagens todos iguais e batalhamos arduamente (COF COF) para que isso acontecesse! XD Ah! O Jay aparece nesse capítulo, espero que não se decepcione! E é claro que pode me chamar de Fê! Beijos e continue lendo!

Tahh Halliwell – Nossa! Quantos elogios! Até ficamos encabuladas desse jeito! XD hauhauhauah Obrigada mesmo, de coração. Não sabe o quão essa review é importante para nós! Sabe, tentamos ao máximo postar mais cedo, mas não deu MESMO! Só agora tivemos a oportunidade. Espero que nos entenda u.u Continue lendo e apreciando! Vamos tentar ao máximo deixar as coisas mais reais! Beijos!

Japa – Pessoa que NÃO deixou comentário, mas como somos seres COM CONSIDERAÇÃO, vamos deixar uma resposta! Obrigada por ler o capitulo mesmo que RECLAMANDO por ser muito grande. : Você só fez isso porque AMA a gente, certeza P Por mais que fique negando isso. E... você VAI continuar lendo SIM! O/ Beijos, CHILIQUENTO UOU UOU BARRAQUEIRO ROCOCÓ TARADO CAFAJESTE XAPUSKINHUO HEL!

Obrigada a todos que leram e vão ler!

Agora vamos ao capítulo! O/

Disclaimer: Acho que todos já estão cansados de saber o que vai escrito aqui, não é? u.u" Só temos a declarar que os nomes Susan e McFusty foram inspirados nas personagens de Silverghost; o jeito Lucius Malfoy de ser Queen foi inspirado na fanfiction Appasionatta e há uma pequena correção a ser feita para o capítulo anterior: a estória se passa no final do ano de 1975 e vai até a metade do ano de 1976, que compreende no período em que os Marotos fizeram o sexto ano. É claro, nenhuma música utilizada é de nossa autoria (não temos capacidade para tanto!).


Capítulo 2: Irmãos?


"As risadas praticamente não eram ouvidas naquela tarde de sábado. A proximidade do Natal indicava que a temperatura estava muito baixa do lado de fora do castelo e nos amplos corredores; o vento gelado e cortante não ajudava a tornar esse cenário mais confortável. Por esses singelos motivos, eram poucas as pessoas que se aventuravam e enfrentavam o vento e a baixa temperatura para estar nos jardins da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

- Sirius, vamos! Eu estou congelando aqui! - uma garota morena e de olhos verde-cítricos disse com voz chorosa, olhando cobiçosa para o imponente castelo a sua frente.

- Credo, Susie. Pensei que iria me fazer companhia... - um Sirius Black praticamente jogado no banco de cimento falou com zombaria ao mesmo tempo que desenhava com o pé na neve.

- Acompanhar é uma coisa, morrer congelada é outra! - a garota fez bico e cruzou os braços, o que levou o amigo a rir.

- Vamos! - Susan tentou mais uma vez, dessa vez pegando no braço dele e fazendo força para tirá-lo de lá. - Vem!

Vendo o tremendo esforço que ela fazia, Sirius riu mais ainda.

- Ixi... Desse jeito nem com toda a sua força você me tira daqui.

- Ei! - revoltou-se. - Se você não fosse tão gordo... - mostrou a língua para ele, puxando-o mais uma vez. - Andiamo

O moreno ria cada vez mais, tendo a certeza de soltar todo o seu peso sobre o banco e não deixá-la tirá-lo de lá. Susan, fazendo cara e boca de extremo esforço e já ficando vermelha, acabou por cair no chão, levando Sirius a gargalhar.

- Imbecille! - resmungou a irmã de James, fechando a cara. Enquanto observava Sirius gargalhar, teve uma idéia. Um sorriso vingativo se formou em seu rosto e ela caminhou sorrateiramente para trás dele e o empurrou, derrubando-o com a cara no chão. Com o susto, Sirius parou de gargalhar e olhou confuso para ela, que, agora, ria.

- Ei! Isso não foi justo! - reclamou Padfoot. - Eu estava distraído.

- Bah, nem vem! - pulou nas costas do moreno, abraçando-o pelo pescoço. - Você mereceu.

Ele não disse nada, apenas ficou parado, com a cara emburrada. Não gostava de ser passado para trás, de levar uma vingança. Ele era quem fazia isso e mais ninguém! Ah, ela iria pagar!

Depois de algum tempo no qual Sirius pensava no que faria para se vingar de Susan, o silêncio foi quebrado por um suspiro da garota.

- Vamos entrar? - apoiou o queixo no ombro dele, imitando a expressão de um cachorrinho pidão. - Eu realmente estou com frio.

Sirius suspirou, dando um leve sorriso para ela. Porém, antes que pudesse abrir a boca para responder, outra voz feminina, uma mais aguda e irritante, foi ouvida.

- Sirius, tenho um recado para te dar.

Os dois grifinórios ergueram o rosto e viram duas garotas trajadas com uniformes da Sonserina e que pertenciam ao quarto ano, assim como Susan: Narcissa Black e Sarah Malfoy. Sirius enrugou a testa.

- O que quer? - quis saber ríspido, lançando olhares horríveis para as duas.

- Dar um recado, já disse. - Narcissa disse no mesmo tom que o primo. - Não iria dirigir a palavra a você de bom grado.

Enquanto os dois primos discutiam, Susan observava as duas. Sarah e Narcissa eram duas garotas conhecidas pela escola toda, tanto pelo fato de ambas virem de famílias consideradas puras, quanto pela fama de "arrumadoras" de confusão. Nem Susan e nem mais ninguém, a não ser o círculo de amizade delas, sabia dizer o porquê das várias detenções que elas recebiam, mesmo nunca aprontado nada a um estudante da escola, por mais que o menosprezassem.

Apesar de estar no mesmo ano que elas, a morena nunca sentira a necessidade de fazer uma amizade. Sim, ela achava extremamente ridícula a rivalidade entre as casas da Grifinória e da Sonserina e isso contribuía um pouquinho mais para aumentar a sua fama de esquisita e levar James a reclamar que sua irmã devia ter sido adotada. "Uma Potter não se mistura com sonserinos, principalmente os que acham que os dignos são apenas aqueles que vêm de famílias puras!" era o que ele sempre dizia e Susan sempre retrucava, falando que ele era o melhor amigo de Sirius, um Black, que se amaldiçoava, logo no começo do primeiro ano, por não ter ido para a casa da serpente. James, por sua vez, dizia que com o amigo era diferente, já que ele aprendera a ver o quão grandioso um grifinório era e que a família Black era composta por perdedores. Susan, então, o lembrava de Andrômeda, prima de Sirius e adorada por todos os Marotos e pela menina, e ele sempre vinha com a mesma defesa: "Bom, em quase sua totalidade". A morena sempre acabava por tremer a cabeça e morder o canto da boca, sinalizando que não iria continuar com aquela discussão. Era muito perda de tempo.

- O QUE?!

O grito de Sirius acordou Susan de seu devaneio e ela olhou assustada para todos ali. O garoto estava com cara de poucos amigos, Narcissa com o cenho franzido e com os braços cruzados e Sarah havia rodado os olhos, soltando um muxoxo.

- Francamente, Black, não desconte suas frustrações em Cissy!

- Não se intrometa, Malfoy. - o grifinório falou em tom de ameaça.

Mal Susan abriu a boca para perguntar o que havia acontecido ali, Narcissa já dava indiretamente a resposta, provavelmente impedindo uma discussão entre os outros dois.

- Eu só estou transmitindo uma mensagem, Sirius. Titia deu ordens a papai para que aceitasse Reggie e você na nossa ceia de Natal, enquanto ela e tio Órion viajavam. Ela também disse que você era obrigado a comparecer, ou sua preciosa mesada seria cortada até o final do seu sétimo ano. Papai concordou e me pediu para te avisar. - a loira fez uma careta. Estava muito lógico que ela não queria a presença do primo na ceia de Natal e concordava com o moreno que ele deveria passar as férias com os Potter ou em qualquer outro lugar.

- Ele será obrigado a passar o feriado todo lá? - a aluna da grifinória perguntou com delicadeza, piscando os olhos.

- E no que isso te interessa? - a garota Black perguntou ríspida para Potter, lançando-lhe um olhar horrível.

Susan juntou as sobrancelhas, fazendo uma careta.

- E no que saber o porquê da minha pergunta te interessa?

- Não se meta nos assuntos da minha família, garota.

- Ei! Veja lá como fala de Susan, Narcissa! - Sirius, bravo, veio em defesa da amiga.

- Tudo bem, Sirius. - Susan tremeu a cabeça, falando com calma. Logo, sorriu com maldade. - Eu não me importo com o que uma gralha fala.

- O QUE DISSE? - a loira ofendida deu um grito estridente, arregalando os olhos.

- Cissy! - Sarah colocou uma mão no ombro da amiga, lançando um olhar a ela que dizia claramente para ela se acalmar; que não deveria se importar com aquilo. Mas Narcissa fingiu não prestar atenção.

- Você ouviu o que ela disse?! - perguntou ofendida à Sarah.

- O que eu disse, querida? - a outra quis saber com cinismo e recebeu como resposta uma careta, o que contribuiu para a risada de Sirius. A prima de Sirius ofegou e olhou para Sarah, mostrando à amiga que estava começando a ficar nervosa. E uma Narcissa Black nervosa não era algo nada agradável.

- Quer parar de rir? - Malfoy olhou brava para o moreno. - Cissy, se acalme! - lançou um olhar de preocupação para a amiga. - Ela só foi extremamente infeliz ao dizer aquilo a você!

- É verdade, Cissy. - Susan falou usando o apelido dela de propósito. - Foi uma infelicidade minha. Não deveria ter falado daquela forma com você. - suspirou com pesar, dando um pequeno sorriso a Sirius que acabara de ergueu uma sobrancelha curioso. - É só que eu não consigo agir como uma pessoa normal ao seu redor.

- O-o q-quê quer dizer com isso? - a garota quis saber, alarmada.

- Você não percebe? - ofegou ofendida.

- Perceber o que?

- Que eu te amo, entendeu? - respondeu com seriedade, fazendo os três ao seu lado arregalarem os olhos chocados. - Te amo

- SARAH! - a filha de Cygnos gritou apavorada, agarrando no braço da amiga. - Vo-vo-você ou-ou-ouviu?! - tentava de todo jeito se esconder atrás da amiga, impedindo que esta conseguisse se pronunciar.

- Cissy, amore, você não sente o mesmo? - Susan provocava mais ainda, se segurando ao máximo para não soltar a gargalhada.

- É CLARO QUE NÃO! - gritou desesperada.

- E por que não?

Narcissa analisou-a com nojo e ao ver que Susan avançava em sua direção, gritou a plenos pulmões.

- FIQUE LONGE DE MIM! - e saiu correndo.

Os dois grifinórios olharam um para a cara do outro e desataram a gargalhar. Sarah apenas os observava com repugnância, reorganizando na cabeça os pensamentos de raiva que sentia naquela hora, principalmente em relação a Sirius.

- Não podia se esperar nada diferente de você, não é, Black? O que custava evitar tudo isso? - começou a dizer, no que os dois pararam de rir. - Mas não... Sempre defendendo seus amiguinhos mas nunca defendendo quem sempre esteve ao seu lado até o momento que entrou nessa escola. Quem sempre ficou com você; quem confiava em você. Não, Sirius Black sempre acaba por mudar de lado assim que o convém, esquecendo-se de quem foram os outros. - virou o olhar para Susan, apertando os punhos e semi-cerrando os olhos. - Cuidado Potter, ele irá se esquecer de você, mais cedo ou mais tarde, como ele sempre faz. - um brilho passou pelos olhos dela no mesmo momento em que virou-se para sair.

Ao passo que Sarah caminhava atrás de Narcissa, Sirius fechava os punhos e a expressão e Susan virava o rosto para ele.

- Sirius...? - chamou-o com cautela, mas ele levantara-se rápido e saíra sem dizer nada, deixando a garota sozinha.

- SIRIUS, ESPERA! - tornou a pedir e, vendo que ele fingira não escutar, cruzou os braços e resmungou brava. O que será que Sarah havia dito que o deixara daquela forma? O que Sirius havia feito? Sabia que ele não lhe responderia e isso só contribuiria para aumentar ainda mais sua curiosidade. Suspirou. Odiava ser tão curiosa àquele ponto! Talvez, se perguntasse a Sarah o que ela queria dizer com aquilo, ela responderia...

Susan levantou-se decidida. Iria perguntar à causadora de sua curiosidade até que a garota a respondesse decentemente, nem que ela precisasse torturá-la para isso.

Mal sabia a morena de olhos cítricos que sua curiosidade levaria a uma quebra às regras impostas pelas rivalidades entre as casa das serpentes e a dos leões. Susan e Sarah mostrariam à escola que amizade entre sonserinos e grifinórios existia sim e essa amizade traria confusão, muita confusão."


Assim que se viram longe o suficiente do escândalo que Jean Malter, nova ex-namorada de Sirius, fazia, os cinco garotos puderam, enfim, comentar sobre o ocorrido. Não que estar ao lado da menina os impedissem de falar. Acontece que a privacidade seria maior estando longe dos outros. E os comentário? Ah! Os comentários poderiam ser muito, muito mais à moda Marotos.

- Sinceramente, Pads, já estava na hora. - comentou displicente James, arrumando a alça da mochila no ombro.

- Bom, se já estava na hora ou não, eu não sei dizer, mas que já estava estranhando o nosso cachorrão ficar muito tempo com uma garota só, isso eu estava. - foi a vez de Frank comentar, desmanchando o cabelo de Sirius, que lançou um olhar horrível para ele.

- Não mexa no cabelo. - falou o moreno já bem mal-humorado, usando tom de perigo na voz, no que o amigo afastou a mão depressa. Estava muito esclarecido que Sirius não falaria nada sobre o ocorrido.

- Eu adoraria ter garotas no meu pé como vocês... - comentou Peter mais para si do que para os outros. Havia um brilho de admiração e de inveja em seus olhos.

Sim, aqui vamos nós para uma das nossas imprescindíveis pausas na narrativa. Afinal, leitores, o que seria da boa compreensão da história por vocês se não fossem as minhas explicações? Ok! Não precisam responder, vamos logo ao o que interessa: no primeiro capítulo, não comentei que Peter era um garoto de extrema sorte por ter os outros quatro como amigos? Pois bem. Peter acaba de dizer que adoraria ter garotas aos seus pés e, apesar de tal comentário, não podemos dizer que ele nunca beijou ou ficou com alguma garota. Na verdade, isso é um fato muito raro quando se está falando de adolescentes. Não. Peter já teve relacionamentos, curtos, vale a pena citar, mas teve. Porém, como narradora, é meu dever informar que, se não fosse pelos seus amigos, talvez ele nunca tivesse os tido. A verdade é que, nenhuma garota olharia para ele ou jamais ele teria coragem para falar com uma, se não fosse por James, Sirius, Remus e/ou Frank. Certo, finalizando o nosso raciocínio, Peter clama por garotas porque nunca teve uma que realmente se interessou por ele pelo simples e inegável fato dele ser o Peter Pettigrew. Agora, convenhamos, ele ser Peter Pettigrew já explica alguma coisa, não?

Que seja, agora que as considerações foram devidamente feitas, podemos voltar à narrativa.

Ao ouvirem esse comentário, cada um dos garotos teve uma reação diferente. Sirius, como estava em seu estado de extremo mal-humor, limitou-se a olhá-lo estranhamente; Remus rodou os olhos e suspirou, pensando no quão errado Peter estava ao pensar uma coisa dessas; Frank engasgou e passou a rir descontrolado, sendo seguido por James.

- Wort, Wort, Wort. - o moreno de óculos tremeu a cabeça, dando batidinhas no ombro do gordinho. - Você não sabe o que fala. Acredite em mim, isso pode ser uma tremenda dor de cabeça. - e desatou a rir.

- Além do mais, Peter, você não saberia como agir numa situação como essa, isso é fato. - complementou Sirius com um de seus comentários horríveis e verdadeiros que sempre vinham em péssima hora.

Com as declarações, Wortmail corou, encolhendo-se um pouco e xingou-se mentalmente. Não era para ter saído em voz alta!

- A questão aqui não é o Peter e seu sonho, e sim a sua cena, Sirius. - Remus resolveu ir ao resgate do outro. Apesar de concordar com os outros amigos, não poderia perder uma oportunidade de resolver uma intrigante questão como essa. Além de que, estraçalhar os sonhos de Peter nunca foi lá seu passatempo favorito.

- O que tem demais? Eu terminei com ela e ponto final. - Padfoot disse impaciente, tirando o cabelo de cima de seus olhos. - Não entendo o drama que estão fazendo!

- Não estamos fazendo drama algum! - James se defendeu, erguendo as duas mãos em sinal de paz . - Acontece que não é sempre que você termina com uma garota diretamente.

- É! - Frank resolveu ajudar. - Geralmente você faz com que a garota veja você com outra, de propósito, para que ela fique com raiva e termine o relacionamento, fazendo os típicos escândalos para que você dê um pouco de risada depois! - fez uma careta ao terminar.

- Humhu! - sem saber o que dizer, Peter acenou com a cabeça, concordando com os outros.

- Então, o que diz em sua defesa? - Moony, cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha fina, deu a cartada final.

Sirius rodou os olhos e continuou a andar, indo na frente e sendo seguido pelos outros. A porta da sala de aula já havia sido avistada pelos garotos e, na hora que James ia abrindo a boca para perguntar mais uma vez, Pads parou no batente da porta e olhou os quatro com um olhar neutro.

- Às vezes é bom variar. - abriu um sorriso malicioso antes de entrar na sala de aula e se jogar numa das cadeiras, esperando que os amigos fizessem o mesmo.


- Droga!

- Que? - virando o rosto com uma expressão um tanto preocupada, um tanto curiosa, Susan perguntou calma à amiga.

- Roubaram meu lugar! - Sophie respondeu brava, cruzando os braços e soltando um xingamento baixo.

- Anh? - a morena pareceu não entender. - Mas você sempre senta lá atrás... - apontou para o lugar que a ruiva sempre sentava, desde o primeiro dia de seu primeiro ano no colégio e, consequentemente, o lugar ao lado do de Susan, já que a ruiva sempre a arrastava para lá, mesmo que a amiga insistisse que queria estar mais perto dos professores para que pudesse aproveitar melhor as aulas.

- O que é isso, Su? - indagou a ruiva chocada e ofendida. - No final do ano letivo teremos N.O.M's; eu tenho que prestar atenção nas aulas!

Sophie McGonagall. Alguma semelhança com o sobrenome da Profª. Minerva não é simples coincidência. Sophi, para os íntimos, perdera os pais quando tinha seus onze anos de idade, um pouco antes da garota entrar para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Saber como ou porque isso havia acontecido não é muito importante para a história, por isso me limitarei a falar e espero que vocês me perdoem, leitores. Depois desse incidente, Sophie passou o resto das férias com sua tia Minerva, irmã de seu pai e, nas férias de Natal e Páscoa, ou ficava no colégio ou na casa de Susan, sua melhor amiga, e, nas férias de verão, dividia a sua presença com sua tia e com Susan.

Minerva McGonagall nunca tivera uma grande proximidade com sua sobrinha devido ao tempo que dedicava ao trabalho de lecionar em Hogwarts e quase nunca via seu irmão mais novo e sua cunhada quando estavam vivos. Porém, após a tragédia, ela e Sophie, apesar do choque que levaram no começo - Sophie sempre rebelde e com atitudes de sua mãe e Minerva sempre conservadora e detestando os atos de sua cunhada - aprenderam a conviver uma com a outra, o que despertou um certo lado materno da professora.

Para completar o perfil da amiga de Susan e explicar a reação da morena, termino por dizer que Sophi não era uma aluna dedicada. Era uma aluna normal, que se destacava em algumas matérias e simplesmente odiava outras, o que a fazia não prestar atenção nas aulas. E, para o desgosto de McGonagall, sua sobrinha odiava Transfiguração. Na verdade, as matéria favoritas dela era Trato de Criaturas Mágicas e Estudo dos Homens, já que considerava as duas coisas sendo a mesma.

- Coitado, Sophie! - tremeu a cabeça, ainda rindo, o que fez Sophie sorrir inocente.

- Do que está falando? - fez-se a ruiva de desentendida.

- Quem está no "seu" lugar? - fez sinal de aspas enquanto falava seu, tentando segurar uma nova risada que poderia chamar a atenção dos outros.

- Ela... - respondeu por entre os dentes, apertando os punhos e lançando um olhar em direção a uma garota de cabelos platinados que trajava o uniforme da Sonserina.

Susan tremeu a cabeça, soltando um muxoxo. Nunca entenderia o porquê da amiga odiar a sonserina. Sarah era tão legal com Susan e, para o desgosto das duas casas, ambas eram amigas. Não amigas de "eu-estou-do-seu-lado-para-o-que-der-e-vier-porque-sou-sua-melhor-amiga", mas sim um tipo de amiga que se importava com a outra, mesmo não convivendo juntas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano.

- Ah, olá senhorita Hanibell! - uma voz alegre e grossa foi ouvida por Susan antes que ela pudesse expressar sua opinião sobre o ódio de Sophie sobre Sarah. A garota olhou rapidamente para a porta e viu o dono da voz, seu professor de poções, Slughorn ou simplesmente O Morsa, como James e os marotos o haviam apelidado carinhosamente e, decididamente, toda vez que Susan olhava para ele, via-lhe a imagem de uma morsa tagarelando sobre seus alunos favoritos e parando vez ou outra para comer um abacaxi cristalizado.

A carraca de Sophie aumentou, se possível, assim que viu o professor conversando animadamente com a aluna que, diferente da maioria dos alunos, estava gostando de ficar naquela conversa. Slughorn tinha a incrível capacidade de nunca perceber que seus comentários, na maioria das vezes, não eram bem vindos para os alunos que não estavam nem um pouco interessados em conhecer todas as pessoas famosas que ele conhecia, mas com Hanibell estava sendo o oposto. Dando uma última olhada para Regulus, a ruiva virou-se para a amiga.

- Vamos, antes que ele nos veja!

Susan correu de bom grado atrás da amiga. Não queria ter a infelicidade que Hanibell teve, embora pudesse perceber que a sonserina de cabelos castanhos estava gostando da atenção que recebia do professor. "Pobre alma..." pensava Susan. "O que o professor pode estar falando que a esteja animando? Na certa, nada! Será que ela não percebe o quão irritante ele é?"

Sim. Tanto Susie quanto Sophie sofriam com o "puxa-saquismo" do professor de Poções. Elas não tinham nenhuma habilidade com a matéria, muito pelo contrário. Susan se esforçava ao máximo para conseguir tirar notas acima da média e Sophie, bem, ela simplesmente deixava de lado. Nunca fora lá muito fã da disciplina. Mas, embora a falta de aptidão, Susan era uma Potter, família tradicionalmente bruxa, composta por bruxos com habilidades extraordinárias – coisa que a garota dizia não ter herdado – e Sophie era uma McGonagall, sobrinha da professora de Transfiguração e, sem sombra de dúvida, seria bom para os interesses de Slughorn manter uma boa relação com a sobrinha da vice-diretora da escola na qual lecionava.

Quando o mestre de poções resolveu que já havia falado o suficiente com Hanibell e mais uns outros, caminhou para frente da sala e começou a explicar a aula, dizendo qual poção os alunos do quinto ano iriam fazer e para que ela servia, além de comunicar-lhes que era uma boa opção para uma questão no N.O.M, o que desanimou a maioria dos adolescentes situados na sala.

A poção era bem rápida de se preparar, mas mesmo assim, não deixava de ser complicada. Uma miligrama a mais de pó de unha de dragão poderia levar a uma explosão capaz de destruir, no mínimo, cem metros de diâmetro, coisa que o professor fez questão de frisar para todos os alunos. Ele até dera um exemplo, no qual o bruxo Elden Karvin se exaltara e acabara por destruir o vilarejo bruxo em que vivia. A sorte fora que não houve mortes, apenas ferimentos, alguns graves. Isso fora o bastante para assustar os grifinórios e sonserinos e fazê-los medir com precisão cada ingrediente. Depois de colocar as medidas certas no caldeirão, só era preciso mexer por três minutos e deixar o líquido ferver até adquirir um tom esverdeado.

Mordendo o lábio inferior e analisando pela quarta vez o volume do sangue de salamandra, Susan despejou lentamente o líquido no caldeirão e, apreensiva, misturou por três minutos, ao mesmo tempo que rezava para a poção ficar verde no final. Após ter dado o tempo, colocou a concha ao lado do caldeirão, abaixou um pouco o fogo e limpou sua parte da bancada. Sophie já estava mexendo a poção, não prestando muito atenção no que fazia; seu olhar estava focado em outra coisa...

A morena suspirou, abrindo um sorrisinho e sentando-se no banquinho. Ao mesmo tempo em que apoiava o queixo na mão, passou a observar a sala de aula. Nada muito diferente nos últimos quatro anos. As mesmas mesas com as mesmas manchas de explosões ou corrosões, os mesmo bancos, o mesmo quadro negro, as mesmas estantes com potes e potes de ingredientes extras... Aqueles mesmos enfeites, todos ganhos pelo professor de seus amigos ou ex-alunos influentes que ele fazia questão de exibir a todos, ainda estavam espalhados pela sala, nas mesmas posições. Às vezes aquela sala de aula era sufocante com tantas quinquilharias que Slughorn fazia questão de guardar. "Mas existem lugares piores...", comentava para si Susan. Nada era pior que a sala de Adivinhação. Aquele cheiro doce e enjoativo no ar, aquela fumaça impedindo a visão e aquela professora que fazia questão de dizer que todos iriam morrer por meios horríveis desagradava completamente a garota. "Não vejo a hora de passar o N.O.M daquilo... Ano que vem não faço mais!" continuava a pensar, desgostosa e franzindo o cenho. "Argh! Não sei como James pode gostar daquele lixo! Só mesmo ele, que adora inventar coisas, para gostar de uma porcaria como Adivinhação..." Não tinha remorso algum em rezar para que, quando a previsão da própria morte da professora desse certo, Dumbledore tomasse a sábia decisão de acabar de vez com aquela disciplina ridícula!

Um barulho metálico ao canto esquerdo da sala fez a Potter acordar de suas divagações e olhar assustada e curiosa para o local. Aparentemente, um colega da Grifinória, de desespero, deixara cair o caldeirão no chão, derramando toda a poção e causando gritaria dos outros ao seu lado.

- Hupf! Coitado, não Sophie? Vai ficar sem nota... - comentou, mantendo os olhos no rebuliço e esperando uma resposta da amiga. Não a recebendo, juntou as sobrancelhas e chamou-a mais uma vez. - Non'è, Sophi?

E mais uma vez Susan não obteve resposta da ruiva. Fazendo uma careta, a morena virou-se bruscamente para o lado em que a amiga se situava, pronta para reclamar, mas parou no meio do caminho. Sophie estava olhando compenetrada para frente, seus olhos predatórios fixos em algo e o lábio já roxo de tanto tempo que o mordia. Segurando um riso, Susie seguiu o olhar da outra, descobrindo, apesar de já saber, quem era o alvo. O moreno parecia desconfortável, se mexendo no banquinho e lançando olhares para os lados a cada cinco minutos, o que deixava sua prima, sentada ao seu lado, cada vez mais irritada, fazendo-a gritar para que ele parasse, o que ele respondia com um olhar feio e um muxoxo.

Nunca vira sua amiga daquele jeito antes, tão decidida, tão obsessiva por um garoto. E não era uma obsessão normal. Se fosse outro garoto, Sophie já o teria encurralado e aproveitado tudo o que ele podia lhe oferecer. Mas com Regulus ela agia diferente e Susan não conseguia achar uma justificativa. A mais plausível era extremamente bizarra!

Como a algazarra do grifinório que derrubara a poção no chão já não era de interesse para mais ninguém, a morena teve que encontrar outro ponto de atenção e decidiu por observar Regulus e tentar descobrir o que levaria Sophie ao seu estado obsessivo. Sem sobra de dúvidas, o Black mais novo era bem bonito e charmoso. Cabelo preto penteado perfeitamente, sem que um fio sequer estivesse fora do lugar; era curto, e nunca perdia o corte. Sempre usava roupas em perfeito estado e sapatos lustrosos. Seus olhos, azul-acinzentados, os mesmos olhos de todos os Black, chamavam a atenção, já que ficava em destaque com a cor do cabelo e a pela bem branca. Alto para a idade, embora fosse ficar mais baixo e menos encorpado que Sirius. Regulus Black, pensava Susan, seria a cópia do irmão se ele não fosse tão sistemático e se andasse com aquele sorriso arrogante ao invés da expressão de desconfiado. É, ele era interessante... Mas Sirius era mais. Bem mais.

Sirius Black, o famoso Sirius Black. Ombros largos, braços bem moldados, tanquinho que lavaria qualquer tipo de roupa, até mesmo as mais difíceis, coxas grandes, um metro e noventa. Aquele cabelo preto que cai sobre os olhos, lhe dando um ar displicentemente charmoso além do ar de desleixado e presunçoso. Ah, ele era sexy e sabia disso. E usava isso do jeito que podia. Se aproveitava principalmente na hora em que estava com o uniforme de quadribol do time da Grifinória, que só acentuava mais o seu corpo. Sem sombra de dúvidas, analisando todos os quesitos de um homem ideal, Sirius era o mais bonito dos Marotos, perdendo só para Remus em relação a sua bunda. Meninas, o que é a bunda do nosso Lobão? Rá! Acreditem, eu como narradora e profunda conhecedora destas criaturinhas divinas sei o digo.

O batedor da Grifinória e braço direito de James Potter era simplesmente um "deus" que estimulava o desejo de centenas de exemplares da massa feminina de Hogwarts. E Susan, nossa comprometida Susan, era mais uma que ajudava a engordar este número. Não porque ela queria, mas porque não podia evitar. Ainda se lembrava do dia em que James levara seus novos amigos, nas férias de Páscoa, para a mansão Potter e os apresentara à irmã. Remus sempre educado, Peter tímido e pronto para aceitar qualquer oferta de comida, Frank sendo o mesmo atirado de sempre (já conhecia o garoto das festas dadas pelos pais nas quais os Longbottom sempre apareciam) e Sirius... Bem, ele mal olhara para ela, respondendo com pouco caso o seu cumprimento e ainda tendo a coragem de comentar com maldade sobre as duas trancinhas perfeitas que ela tivera tanta dificuldade em fazer!

Ah, isso deixara Susan muito irritada e com extremo ódio pelo garoto petulante de onze anos! Lembrava-se de ter feito um enorme bico e ficado vermelha, ao mesmo tempo em que cerrava os punhos, pronta para voar em cima dele. Mas sua mãe aparecera bem na hora e a garotinha teve que se contentar em subir para o seu quarto e afogar sua raiva em doces. Não saíra de lá o resto do dia. Na manhã seguinte acordara bem cedo e, depois de um café muito reforçado, fora para o escritório do pai e sentara na beirada da janela com seu caderno e carvão. Sim, nossa querida (ou não) Susan tinha o talento de desenhar. A maioria das crianças desenhavam apenas riscos e traços malfeitos, mas ela sempre conseguira desenhar algo mais avançado. E, com treinamento e prática, os traçados da garota ficavam cada vez melhores e mais belos.

Nem mesmo o barulho da porta se abrindo e passos entrando no local a fizera desviar a atenção do novo projeto. Sirius entrara no aposento, analisando cada detalhe e, quando avistara a irmãzinha do amigo tão concentrada, não teve outra idéia a não ser ir até ela e provocá-la. Ontem, havia percebido o quão fácil ela ficava irritada e, sem dúvida nenhuma, aquilo era engraçado.

- Por que insiste em poluir a visão das pessoas? – perguntou petulantemente bem próximo ao ouvido dela, abrindo um sorriso maldoso.

A descendente Potter tomou um sustou, pulando um pouquinho e fazendo um rabisco no desenho. Encarou o pergaminho meio amarelado com os olhos arregalados. Estava tendo tanto trabalho em fazer aquele desenho para a mãe e aquele cretino havia estragado tudo! Sentiu uma raiva crescer dentro de si e, bruscamente, virara o rosto para ele, suas bochechas já vermelhas. Sem se conter, gritou.

- O que está fazendo aqui, seu idiota?

- Deixe-me ver isso. - sem respondê-la, Sirius arrancou o bloco das mãos dela e virou as páginas, analisando os desenhos. Por um tempo ficou ali, desviando das investidas que Susan dava para pegar o que era seu. Quando vira o último desenho, Sirius entregara o bloco de desenho de novo para ela com calma.

- Gostei mais do hipogrifo. - falara sincero, colocando as mãos nos bolsos. - Quando terminar a paisagem, me mostra, ok? - piscou para a garotinha e saiu de lá sem esperar que ela dissesse alguma coisa.

Susie não teve reação. O que fora aquilo? Primeiro ele havia dito que tudo estava um lixo e depois dissera que havia gostado dos desenhos. Ele era algum demente ou algo parecido? Piscando os olhos, voltara a sua atenção ao desenho, repassando a cena que acabara de acontecer. Sorriu. Ele havia dito que gostara mais do hipogrifo! É, talvez ele não fosse tão ruim assim. Talvez ele só fosse daquele jeito para chamar a atenção ou ficar por cima dos outros. Talvez eles precisassem só se conhecerem melhor! É, ela iria dar mais algumas chances a ele e quem sabe os dois poderiam ser amigos?

E aquilo havia acontecido. Susan conhecera melhor Sirius e percebera o quão divertido ele era. Sirius deveria ter gostado dela também, pois agora eram amigos. Quando não estava com Sophie, a morena se encontrava com o irmão e seus amigos ou até mesmo só com os amigos de seu irmão e, agora, seus amigos também. Passava o tempo com Peter quando ambos estavam na cozinha fazendo os lanches da tarde; compartilhava seu tempo com Frank quando estavam jogando Snap Explosivo ou nas arquibancadas do campo de quadribol. Já com Remus, Susan estudava e conversava coisas sérias e besteiras, jogando uma vez ou outra xadrez bruxo, sempre perdendo - Remus tinha uma capacidade de raciocínio incrível! Sirius era a pessoa com que a morena mais passava o tempo. Juntava-se a ele principalmente quando estava com vontade de zoar com o irmão ou quando queria reclamar de alguém – Padfoot sempre a ajudava a arrumar xingamentos – ou até mesmo quando não tinha nada para fazer. Gostava de conversar com ele. O único problema era a grande capacidade que ele tinha de conseguir irritá-la em cinco segundos. Porém, uma hora depois ela já não se lembrava disso.

Sim, ela ficara muito próxima dele. Não se atrevia a dizer que se tornara a melhor amiga dele, mas tinha a arrogância de dizer que era bem próxima a isso. No entanto...

A garota suspirou triste e coçou a pálpebra com o dedo indicador, voltando um pouco para a realidade no momento em que olhou para o relógio no pulso e constatou que ainda faltavam quinze minutos para o término da aula.

Por que será que Sirius estava agindo de uma forma tão estranha com ela? Desde o dia da festa de Halloween, em que Susan teve Joe como acompanhante, o moreno estava sendo grosso com ela, irritando-a mais do que normal, sendo frio e distante. E com Joe ele era pior ainda. Vivia tentando humilhá-lo, testando a paciência do outro todas as vezes que o encontrava. E quando Sirius se juntava com James, que não gostara nadinha do novo cunhado, a vida de Joe virava um inferno.

No começo achara que aquilo tudo fosse porque ele a via como uma irmã mais nova, tendo que protegê-la de todo o mal do mundo e sendo, inclusive, aquele irmão ciumento, já que isso se encaixava no perfil do Black. Achava que Sirius estava agindo como James que, apesar de não declarar nitidamente, não estava contente com o namoro de sua irmãzinha. Antes tinha certeza que era isso. Só que agora não sabia se podia considerar aquilo como zelo fraterno. Não depois de tudo o que ele vinha fazendo.

E Susan não estava mais suportando essa situação. Primeiro porque estava convicta de que Sirius não gostava dela e que nunca teria algo com ela, fazendo-a nunca ter qualquer tipo de esperança em relação ao moreno e partir para outra, tanto é que começou a namorar com Joe, do qual gostava muito e não abriria mão dele tão facilmente. Segundo porque Joe não merecia aquelas azarações e provocações. Ele era pacato e gentil demais, nunca provocando ninguém e nem querendo ser melhor que o outro. Vivia na dele e não gostava de se mostrar, ajudando sempre que podia. Não merecia nada do que seres arrogantes como James, Sirius e até mesmo ela pudessem fazer com ele.

Um estralar de dedos em frente a seu rosto fez com que a morena interrompesse seus pensamentos e mudasse sua atenção à Sophie.

- No que estava pensando, Susie? Em Joe? - Sophie tinha um sorriso estranho em seu rosto, o que fez a amiga corar.

- Ora, Sophie! - cruzou os braços e tentou esconder o rosto, virando-o meio de lado. - Não te interessa saber sobre o que estava pensando.

- Huuuummmm... - a ruiva fez um barulho com a boca, continuando a provocar - Aposto que era algo pervertido, já que não quer me contar!

- Sophie! - a morena repreendeu a amiga, sentindo suas bochechas ficarem mais vermelhas. - Olha só quem fala! - tentou mudar o alvo da conversa. - Eu bem que percebi você aí, comendo o Black vivo!

Apesar de parecer um pouco surpresa, Sophie conseguiu esconder isso através de uma gargalhada.

- Você é boba, Susan! Deveria aproveitar, assim como eu faço!

- Senhores, por favor. Parem o que estão fazendo e coloquem a poção num vidro e deixem na minha mesa. - a voz grossa de Slughorn ecoou pela sala e logo todos os alunos, a maioria reclamando do fracasso da poção, levantaram-se e deixaram os frasquinhos na mesa do professor, retornando a mesa para pegar o mateiral

- E antes que eu me esqueça, gostaria que as senhoritas Malfoy, Black, Hanibell, Potter, McGonagall e o senhor Black ficassem aqui por mais um tempo. O resto pode sair.

A quantidade de alunos do quinto ano das casas Grifinória e Sonserina foi saindo rapidamente, sobrando somente os seis alunos que caminharam até a mesa do professor.

Susan e Sophie trocaram um olhar de tédio e a morena não deixou de perceber a mesma expressão no rosto de Sarah. Abrindo um pequeno sorriso, acenou de leve para a loira, que a respondeu antes de voltar a sua atenção para mais uma discussão entre Regulus e Narcissa.

- Como bem sabem – começou o mestre de Poções – o Natal está chegando e eu darei mais uma de minhas festas. Gostaria que - a esse ponto retirou vários envelopes da gaveta da mesa e distribuiu para cada um. - vocês comparecessem à ela, afinal, alunos brilhantes deveriam conviver com pessoas brilhantes. - dizia tudo num tom jovial, dando um sorriso para todos.

- Agora podem ir, ou vão perder o horário de almoço e não queremos isso, não é mesmo? - piscou, virando sua atenção para Hanibell que chamara para alguma conversa ou pergunta.

Sem pressa alguma, os outros cinco adolescentes foram saindo, as duas grifinórias na frente e tomando o caminho oposto dos sonserinos.

- Ei, Susie. - Sophie chamou pela amiga e quando conseguiu sua atenção, um brilho passou pelos seus olhos. - Não se importaria se eu te deixasse por um tempinho, não é?

Já sabendo o que viria a seguir, a irmã de James tremeu a cabeça, rindo.

- Pode ir, So. Eu ia procurar o Jay mesmo. - deu com os ombros ao mesmo tempo que a ruiva acenava com a cabeça.

- Ok! Nos encontramos depois do almoço, então. Divirta-se! - piscou.

- E você não abuse muito do garoto! - a morena mostrou a língua para a ruiva, virando a direita e caminhando até a sala de Feitiços, na qual seu namorado estava tento aula.


Para todos aqueles que freqüentaram uma escola, ou que freqüentam, não é novidade alguma dizer que algumas aulas podem ser simplesmente maçantes. Seja pela matéria que não agrada, pelo professor nojento, pelo dia e horário em que você deve cursá-la ou pelo estado de humor que nos encontramos não ser muito favorável. Os motivos são muitos, mas o maldito resultado em geral sempre é o mesmo: tédio.

- Porém, é meu dever ir alertando que na prática de feitiços não verbais... – não acompanhando a vibe de seus alunos, pois se encontrava estranhamente animado, estava o pequeno e agradável professor Flitwick, mestre de Feitiços e, segundo especuladores de plantão, campeão de Duelos, tentando enfiar com auxilio de alguns livros os prós e contras do uso de feitiços não verbais nas cabeças de seus alunos.

Contudo, mesmo quando nos encontramos no deplorável estado de apatia, perdidos em meio às trevas do desanimo, sempre há algo em que podemos nos agarrar. Algo como uma luz no fim do túnel, uma chama de esperanças que queima em nosso peito e que nos faz pensar que em breve, muito em breve, as coisas melhorarão. E, tratando da situação especifica em que é o tédio provocado por um período duplo de aulas teorias de Feitiços, a tal luz que os estudantes focavam era o termino da aula que, por curiosidade, já estava prestes a acontecer.

- Professor?! - levantando a mão direita e parecendo ser uma das poucas almas que, além de Flitwick, pareciam realmente interessadas na explicação, Lily Evans, ou nosso estimado lírio ruivo, depositou sua pena sobre o pergaminho, franzindo o cenho de uma maneira que lhe deu um ar extremamente inteligente e expôs ao professor sua dúvida.

- Finalmente! – exaltando-se um tanto, Flitwick bateu a palma das mãos uma na outra, alargando seu sorriso. – Com toda certeza, a sua pergunta, Srtª. Evans, veio em uma boa hora. – dizia, quando muxoxos e insinuações vindos de vários cantos da sala fizeram com que o mestre de Feitiço pedisse um instante e consultasse seu relógio de bolso, constando o término de seu período. – Está bem, está bem. – levantou os braços, virando-se para encarar a classe toda. – Estão dispensados por hoje. Mas é uma pena que não queriam ficar e ouvir a resposta desta excelente pergunta. – lamentou, dando de ombros logo depois e descendo de sua pilha de livros, rumando até onde Lily estava sentada, quase sendo atropelado por estudantes em fúrias sedentos por um intervalo, em seu percurso.

Não contrariando o esperado, a sala de aula foi esvaziando muito, muito rápido. Em pouco instantes, além de Evans, sua fiel amiga Alice Adams, alguns gatos pingados da Corvinal e o mestre de Feitiços, James Potter, Sirius Black, Remus Lupin, Peter Petigrew e o maroto honorário, Frank Longbottom, contrariando a quaisquer expectativas, também se faziam presentes, muito embora não estivessem lá a fim de ouvir explicação alguma, com a exceção talvez de Lupin.

- Ok! – acabando de socar os últimos pergaminhos rabiscados dentro da mochila e jogando esta sem cuidado algum nas costas, Sirius franziu o cenho, analisando primeiro o ambiente e depois o melhor amigo sorridente postado ao seu lado. – O que vai ser?

- E você ainda pergunta? – piscando levemente e voltando por breves segundos sua atenção ao material ainda espalhado pela mesa, Remus, que se mantinha ligado tanto a explicação quanto na visível trama que Sirius e James estavam prontos para colocar em prática, perguntou com seu típico tom sarcástico e quase debochado, meneando um tanto a cabeça.

- Moony, Moony! – dando-se ao trabalho de encarar o lupino apenas pelo canto dos olhos, James alargou seu sorriso, mordendo o lábio inferior e controlando-se para não deixar que as palavras escapassem tão altas de sua boca. – Só porque te demos o direito de negar a sua participação neste... Hum... Ato de justiça. – molhou o lábio inferior com a ponta da língua. – Não significa que lhe concebemos o direito de nos atacar por isso.

- Ninguém aqui está atacando ninguém. – suspirou, finalmente arrumando seus pertences e guardando-os na mochila. – Apenas só estou expondo o óbvio a Padfoot e, porque não, evidenciando o quão previsíveis vocês dois andam se tornando. – comentou, pelo puro e exclusivo desejo de abater o cervo, já que este simplesmente sentia calafrios só de imaginar em ser previsível.

- Certo! Certo! – Sirius disse rápido, resolvendo interromper antes mesmo que James iniciasse algum discurso de defesa. – Creio que já deixou bem clara a sua posição, mio amico. – lançou um olhar ácido ao lobisomem que fez questão de responder com um singelo sorrisinho. – Que seja... – deu com os ombros, soltando um profundo suspiro e voltando-se para Peter e Frank. – E vocês? – arqueando a sobrancelha direita, indagou com certo desgosto ao perceber sorrisinhos divertidos estampados na cara de ambos.

Encostado de uma maneira folgada em uma carteira ali próxima, Frank só se deu ao trabalho de alargar seu sorriso e fazer um sinal negativo com a cabeça. Quanto a Peter, mesmo intimidando-se com o tom pouco amigável do amigo, resolveu manter sua posição e não se envolver, pelo menos não tão diretamente, na investida planejada.

- Traidores! – cuspiu James entre dentes, aumentando o seu bico e lançando um último olhar "mata leão" para todos.

- Vá! Vá! Vá! – fazendo um claro sinal de descaso com as mãos, Remus jogou a mochila nas costas e levantou-se. – Se realmente pretendem passar este ridículo que seja sem a nossa ajuda. – falou, olhando de canto para Peter e Frank, que o apoiaram. – E que seja rápido, já que... – apontou para a porta. -... Enquanto discutíamos, parece que a pobre presa fez uma fuga inconsciente.

- Hã? O QUE? – exagerado como sempre, James bateu com o punho na carteira, chamando a atenção de alguns alunos, dentre eles sua estimada Lily Evans que, infelizmente, só não nos deu a alegria de mais uns de seus barracos por culpa de Alice Adams que a impediu, e do professor ainda ali presente. – Cretino! – controlou-se, xingando sua vítima em um tom baixo e trocando um olhar de cumplicidade com o amigo-irmão.

Como dois leões sedentos por sangue fresco, Sirius e James, a pobre dupla abandonada, estufaram o peito e, poderoso e imponentes, perseguiram sua presa, a águia, até certo ponto do corredor antes de finalmente resolverem dar o bote. Toda esta investida, é claro, teve como principais espectadores Remus, Peter e Frank, que embora tivessem recusado terminantemente de participar daquele esquema todo, não haviam dispensado a possibilidade de assistir tudo de camarote e com direito a críticas e elogios no final do espetáculo.

- Hey?! – parando no meio do corredor e gritando um pouco mais alto do que era realmente necessário, James apoiou as mãos na cintura, inclinando um tanto o corpo para frente. – Pombinhas?! – chamou a atenção do grupo de corvinais com quem antes assistiam a mesma aula e que haviam ficado até mais tarde na sala para ouvir parte da explicação extra do professor.

- Hum?! Garotas? – de braços cruzados e postado a alguns centímetros atrás do melhor amigo, Sirius cerrou suas pálpebras e levantou um tanto o queixo, deixando que uma aura arrogante o envolvesse naquele instante. – Será que seria incomodo demais se espalhassem a revoada? – tinha um tom ironicamente simpático. – É que temos um assunto sério a tratar com uma de vocês. – sorriu. – Em... Particular! – acrescentou.

Um pouco afastados da dupla caótica, tanto Frank quanto Peter observavam aos acontecimentos com os lábios crispados e risadas presas na garganta. Remus deu-se apenas ao trabalho de suspirar e rodar os olhos, permanecendo calado e, com esta postura, indo diretamente contra os seus deveres de monitor.

- E então? – ficando ereto, James apoiou todo o peso em apenas uma de suas pernas, franzindo o cenho – Ora! Mas o que é isso, Jay? – dirigiu-se agora especificamente a vítima. – Será que precisa do seu bando todo como escolta só para ter um simples e inofensiva conversa com seu cunhadinho?

- Tsc! Tsc! Tsc! Realmente, corvinal... – Sirius baixou os olhos um tanto decepcionado, encarando os próprios pés. – Esperava bem mais de você. – deu com os ombros, piscando algumas vezes antes de erguer a cabeça, deixando que um brilho de desafio emanasse de seu olhar. – Porém... – sorriu com crueldade.

Suspirando, a "pombinha", ou Joe McFusty, voltou-se para os amigos e, após certo esforço, conseguiu convencer estes de que tudo estava aparentemente "bem" e que poderiam se retirar sem preocupações. Prometendo encontrar-se com o grupo apenas após o intervalo, já que não fazia idéia de quando aquela investida toda contra si iria terminar, sorriu fazendo aceno firme com a cabeça em despedida.

- O que querem? – perguntou educadamente o corvinal, franzindo o cenho e encarando de frente ambos os grifinórios. – Ein? – mordeu com leveza o lábio inferior, intensificando a ruga formada entre suas sobrancelhas loiras e cruzando os braços.

- Quanta animosidade!- com passos curtos e bem calculados, James suspirou, dando uma rápida verificada nas unhas. – Só queremos conversar. Só isso... – parando a apenas alguns centímetros do loiro, olhou-o com um ar de superioridade e até mesmo certo desprezo.

- Sobre? – dizendo isso, Joe relaxou um tanto a expressão. Porém, manteve-se firme, sem se deixar intimidar pelo irmão mais velho de sua namorada. – Não me leve a mal, Potter, não quero parecer indelicado, mas tenho pressa. – mentiu, com o intuito de acabar com aquele joguinho deles o mais rápido possível. Seja lá que o que eles quisessem, que fossem depressa ao assunto.

- É, entendemos. – mesmo não tendo o comentário dirigido exatamente a si, Sirius respondeu ao corvinal. – Muito que fazer, não é mesmo? – indagou. – Só gostaria mesmo de saber o que e com quem você tem tantos compromissos. – mordeu o lábio inferior. - Embora acredite que a minha suspeita seja a resposta.

Joe McFusty, ou ainda Jay para os íntimos, era um inegável representante de dezesseis anos da cada de Rowena Ravenclaw (Corvinal). Inteligência, força de vontade e simpatia eram algumas das grandes qualidades que podemos encontrar neste rapaz. Qualidades estas que, somadas com a sua notável beleza clássica, eram as respostas para o porquê de um simples garoto ser considerado por muitos um modelo. Porém, modelos ainda são seres humanos (pelo menos é o que se espera), logo, Joe McFusty era um ser humano e como tal tinha seus instintos naturais que, naquele instante, pulsavam alertando que ele deveria se controlar já que a coisa poderia "engrossar" para o seu lado.

- Perdão, Black... – muito sério, cobriu seus olhos verdes com as pálpebras, massageando estas e soltando um longo e cansado suspiro. – Creio que minha vida pessoal não diz respeito a você.

- Mas a vida pessoal de minha irmã diz respeito a nós. – entrando naquela recém formada discussão, James finalmente revelou o motivo daquela conversa.

Susan C. Potter. Irmã de James Potter, namorada de Joe McFusty, sabe se lá exatamente o que de Sirius Black e amiga dos Marotos restante, como já puderam perceber, era também nada mais, nada a menos que do que o principal motivo das desavenças entre seu irmão, seu namorado e seu sabe se lá o que. Em suma, Susan era uma pobre coitada que precisava lidar com o ciúme e com as brigas de três garotos (mesmo que um deles fosse seu irmão) por si. Realmente, pobrezinha, uma das poucas pessoas que tem que viver em uma situação desagradável como esta, não é? Mas, que seja... Motivos e conseqüências a parte, a verdade é que após ter o seu pedido de namoro aceito pela herdeira Potter, Joe McFusty foi da glória ao completo desastre em menos tempo do que esperava. Se por um lado seu relacionamento com Susan estava indo em vento e poupa, sua saúde física e mental estavam seriamente ameaçadas a irem para o saco graças ao crescente número de conversinhas que havia tento com o seu ciumento cunhado e seu melhor amigo de plantão.

- Hum? – parando repentinamente com seus movimentos no exato momento em que as palavras do cunhado chegaram aos seus ouvidos, Joe abriu um de seus olhos, encarando a dupla a sua frente. – Não, não creio. – comentou meio baixo, mordendo levemente o lábio inferior e tentando reunir forças em seu íntimo.

- Não crê exatamente no que, meu caro? – levantando uma sobrancelha e fechando a expressão, James ficou um tanto quanto meio tenso, demonstrando assim não ter gostado nem um pouco da atitude do corvinal.

- Não, não é nada. – disse com simplicidade, agora com os dois olhos abertos e encarando o chão. – É só... Bem... – pressionando com mais força os caninos contra os lábios, Joe esforçava-se inutilmente para que um leve, porém sarcástico risinho não se alargasse em seu rosto. – Creio que, caso Susan quisesse vocês monitorando a vida dela, já teria pedido, não é mesmo?

- O que? – arregalando um tanto os olhos, James, assim como o melhor amigo, estampou uma carranca horrível na face. – O que disse? – estava perplexo. Afinal, quem aquela pombinha insolente pensava que era?

- Olha... – levantando o olhar de novo e soltando sonoramente sua respiração, Joe voltou a manter-se sério.

- O que foi que disse? – perguntou grosseiro, interrompendo bruscamente o loiro. – Ein, McFusty? – e antes mesmo que o corvinal pudesse abrir a boca e tentar uma nova defesa, James, como era de costume, desembestou logo a falar. – Pois fique sabendo, cunhado, que mesmo sendo do agrado de Susan, ou não, é nosso dever ficar de olho na nossa irmãzinha, não é mesmo Pads? – discretamente, levou a mão até o bolso da calça, apertando alguma coisa lá dentro. - Principalmente quando esta estranhamente resolve se envolver com tipinhos assim como você. – cuspiu.

Sirius, que até aquele momento havia mantido sua postura de superioridade, olhava agora meio que confuso para o amigo. Piscando algumas vezes, demorou alguns poucos instantes até confirmar as palavras do outro.

- Sim! – finalmente respondeu, balançando levemente a cabeça e lançando um olhar firme ao corvinal. – Nossa irmã. – foi tudo o que disse.

Molhando discretamente os lábios e amaldiçoando-se internamente pela sua falta de controle, Joe sustentou o olhar tanto para James quanto para Sirius.

- Tipinhos como o meu? – o loiro arqueou a sobrancelha. – Potter, não querendo ofender, mas...

- Mas o que, McFusty? – James interrompeu mais uma vez. Porém, agora apenas a uma tênue sombra do que era sua irritação inicial podia ser percebida e, um intimidante e desagradável sorriso, estampava sua face.

Dando um pequeno e cauteloso passo para trás, Joe levou discretamente a mão ao próprio bolso e segurou a varinha, rezando para não chegar ao ponto de ter que usá-la, mas mesmo assim garantindo-se caso James resolvesse engrossar para o seu lado.

- Ein, cara pombinha? – entre dentes, disse o grifinório de cabelos revoltosos, percebendo a ação do outro e assim sacando já empunhada sua própria varinha. – Responda!

- Prongs? – piscando lentamente, Sirius, também apanhou sua varinha, mesmo demonstrando-se um tanto indiferente as atitudes do amigo e não mais lá muito animado para qualquer tipo de confusão.

- Potter?! – dando mais um passo para trás e apertando com força a varinha na mãe, Joe não pode evitar e acabou por rodar os olhos, mostrando-se assim também já irritado com aquela situação. – Francamente, admito que seu instinto fraterno protetor é admirável, mas...

- Tsc, tsc, tsc! – meneando a cabeça negativamente, James alargou a expressão de escárnio. – Resposta errada! – disse em um tom solene de sentença. – Expelliarmus! – brandou.

Empunhando a própria varinha, Joe que já esperava uma atitude como aquela do cunhado, conjurou como pode uma barreira que, apesar de impedir que o feitiço do outro o desarmasse, acabou acausando um considerável impacto em seu braço, ferindo-o.

- Droga! – franzindo o cenho, Joe desfez a barreira.

- Hum! O que foi, Jay? – meio que toscamente, conteve um riso alto. – Machucou? – passando a mão nos cabelos negros, James espetou-os mais ainda. – E olha que nós ainda nem começamos... Levicopus!

- Expelliarmus- neste instante, uma voz feminina estridente ecoou pelo corredor, pronunciando em bom som o feitiço de desarmamento contra Potter e assim impedindo que o garoto pudesse atacar mais uma vez Joe já machucado.

Sentindo uma forte pancada em seu braço direito, mas mantendo-se firme e não deixando que sua varinha escapasse de suas mãos, James um tanto quando surpreso e assustado, virou-se lívido para encarar o novo presente.

– Su-Susan? – admirou-se, reconhecendo a irmã como sua agressora.

- Mas o que esta acontecendo aqui? – piscando loucamente e guardando de qualquer maneira a varinha no bolso, a Potter mais nova arrumou a mochila nas costas e fez menção de aproximar-se mais do local do duelo. Contudo, sentiu um aperto forte em seu braço e virou-se assustada. – Sirius? – zangou-se. – Me solta! – mandou.

- Su-Su-Susan?! – arrumando sua postura e esquecendo-se do duelo com o cunhado, James franziu o cenho, encarando a irmã de uma maneira inquisitória. – Mas que raios você veio fazer aqui? – perguntou em um tom lento e perigoso, voltando-se para encarar o loiro algum tempo depois.

- Merlim mio! – soltando-se do aperto do irmão, Susan encarou tanto a este quando a Sirius de uma maneira horrível, antes de correr até o namorado e pousar sua mão em seu ombro. – Jay? – chamou-o com cautela. – Vo-você esta bem? – corou um tanto.

- Sue? – piscou algumas vezes, relaxando a expressão e voltando a sua face. – E-eu estou. – baixou a varinha, sentido seu rosto ficar subitamente avermelhado. - Susan, eu...

- Shi! – colocou a mão sobre os lábios dele, o impedindo de continuar. – Não precisa explicar nada. – sorriu agradavelmente para ele. – Tenho absoluta certeza que a culpa não deve ter sido sua e sim do trasgo do meu irmão e seu amiguinho... – constrangendo-se mais ainda, baixou um tanto a cabeça tentando assim evitar encarar o loiro a sua frente.

- Hey? Trasgo? – chocado, James levou a mão até o ombro e massageou o local dolorido. – Francamente... – rodou os olhos, bufando e virando-se para Sirius. – Ouviu isso, Pads? Trasgos! – balançava a cabeça, parecendo estar extremamente chocado.

Não se dando ao trabalho de responder ou ter qualquer tipo de reação contra as ofensas da garota ou o chilique do melhor amigo, Sirius, o único que se manteve ileso naquele pequeno duelo, guardou sua varinha no bolso em silêncio, fechando a cara e observando o casal a sua frente com extremo desgosto.

- Joe? – ignorando completamente a protesto do irmão e ainda de cabeça baixa, Susan apertou o braço bom do namorado. – Creio que devo me desculpar e...

- Ei? – contendo uma careta de dor, Joe levou uma de suas mãos até o queixo da garota, segurando-o com delicadeza. – Já disse que esta tudo bem, não? – levantou o rosto dela, forçando-a a encará-lo. – Não há necessidade para isso e além do mais eu é que devo me desculpar aqui. – suspirou, baixando as mãos e voltando-se para James e Sirius. – Eu não deveria simplesmente ter perdi a cabeça e revidado as provocações do seu irmão e Black.

- Rá! Como somos civilizados e nobres. – James comentou com ironia e desprezo, cruzando os braços e olhando para o lado. – Isso até me emociona...

Meneando a cabeça, Joe desistiu definitivamente de qualquer tipo de conversa "amigável" que pudesse ter com o cunhado. Virando-se mais uma vez para a namorada, impediu-a com um sorrisinho de iniciar uma discussão com o irmão e enlaçou suas mãos entre as suas.

- Bem, vamos? – perguntou o loiro, com seu típico tom calmo e sereno.

- Mas Joe, eles não podem simplesmente... – Susan tentou argumentar, queria de qualquer maneira que algo fosse feito ou dito contra Sirius, James e a cachorrada que haviam aprontado. Porém, o namorado parecia mesmo disposto de esquecer aquilo e deixar mais uma safadeza como aquela passar. – Ok! – deu-se por vencida, fazendo um biquinho e apertando a mão deles.

Com um ar extremamente sombrio, Sirius, que não havia proferido uma palavra sequer desde que Susan havia interrompido o duelo que travavam, se possível intensificou mais ainda sua carranca e, com passos largos e pesados, deixou o local. Tentando evitar qualquer tipo de reação que tentasse impedi-lo de sair dali, ao passar pelos amigos lançou-lhes um olhar muito claro de "Eu quero ficar sozinho".

- Pads? PADFOOT? – teimoso como era, James ainda chamou pelo moreno, mas não obteve resposta alguma. – Droga! – xingou baixinho, fechando os olhos e somente reabrindo-os quando sentiu alguém aproximar-se demais. – Re-Moony?

- Já chega, não? – pacientemente, Remus colocou uma de suas mãos pálidas sobre o braço machucado do amigo. – Melhor passar na enfermaria e dar uma olhada nisto. – afirmou, levantando o braço e o analisando por alguns segundos.

- Eu não preciso ver porcaria nenhuma... – respondeu mal humorado, fazendo uma careta de dor.

- É claro que não. – foi tudo que o lupino dignificou-se a responder perante a teimosia do outro. – Hey, McFusty? Susan? – deixando um pouco James de lado, levantou a cabeça e chamou pelo casal já um pouco afastado. – Está tudo bem? Não acham mais prudente irem até a enfermaria? – perguntou com certo quê de preocupação.

Olhando para a namorada emburrada e vendo que ela não fazia questão alguma de responder a pergunta do amigo, virou a cabeça e sorriu meio fraco, respondendo que estava tudo bem com ele e que não havia necessidade. Ainda parado, observou James, Remus e os outros dois deixarem o corredor, fazendo um leve aceno em retribuição quando o Maroto monitor despediu-se da mesma maneira. Quando finalmente os quatro se foram, voltou-se para a frente e continuou sua caminhada com a namorada.


Observando a pintura de uma camponesa que passava de um quadro para o outro afim de fofocar com a colega, Joe suspirou e olhou com o canto dos olhos para a namorada que fazia questão de continuar com aquele bico e com a cara de emburrada. Soltando um suspiro, o loiro molhou os lábios e abriu a boca para falar alguma coisa, porém fechou-a imediatamente. Esperou alguns segundos e fez os mesmo movimentos. Por fim, suspirou fundo e tomou coragem.

- Eu já disse que está tudo bem...

Susan, que até aquele ponto fazia questão de manter-se calada, lançou ao corvinal um olhar feio e cruzou os braços.

- A questão não é você estar bem ou não! - falou rispidamente. - É não deixar mais que eles façam isso! Eles já estão muito folgados; passaram do limite há tempos!

Ao ouvir as palavras da morena, Joe abriu a boca para contestar, mas voltou atrás. Ela estava certa, só que não iria dar o braço a torcer.

- Eu não ligo para o que eles fazem. - falou com simplicidade.

- Pois deveria! - retrucou Susan, jogando os braços para o alto parecendo muito impaciente. - Você não merece isso! - suspirou, fazendo bico e olhando para ele. - Não gosto que te ofendam...

O sextanista não deixou de ficar surpreso com a declaração dela. Não que a Potter não era carinhosa com ele ou falasse coisas que uma namorada normal falaria ao namorado. Era só que nunca pensou que ela ficasse inteiramente ao lado dele quando a questão envolvia James e Sirius. Sorrindo, parou de caminhar e enlaçou a cintura dela com seus braços, apoiando o queixo no topo da cabeça dela.

- Obrigado, mas ainda acho que não deveria se preocupar com a, perdoe-me por dizer isso, imaturidade deles dois. - acariciou os cabelos dela, dando um leve beijo na bochecha de Susan.

Suspirando, a morena abraçou o namorado e apoiou a testa no ombro do rapaz.

- Não consigo não me preocupar... Mas vamos deixar isso de lado por enquanto, sim? - perguntou, afastando a cabeça e sorrindo para ele. - Quero que me responda porquê não apareceu ao café-da-manhã! - enquanto falava isso, cutucava o tórax dele com o indicador, fingindo estar brava.

Sentindo-se corar um tanto, o loiro abaixou a cabeça e coçou a bochecha.

- Eu acordei atrasado. - respondeu, corando mais ainda. - Tive que sair correndo para a aula, quase que o Prof. Flitwick me deixa para fora da classe. - fez um bico.

- Ow! - Su apertou a bochecha dele. - Pobrezinho, deve estar morrendo de fome! - disse e Joe acenou com a cabeça, fazendo cara de coitado. - Então acho melhor irmos para o Salão Principal rápido ou irá ficar sem almoço também!

- Concordo! Mas não antes disso. - e sem esperar um movimento dela, McFusty beijou Susan e só se separou dela quando sentiu falta de ar. - Agora vamos! - falou alegre, segurando a mão dela e caminhando em direção ao Salão Principal.


Finalmente aquele dia havia passado e agora estava livre para descontar sua raiva em alguma coisa. Desde que acordara pressentira que aquele dia iria ser um inferno e estava certo. Primeiro acordara com James gritando desesperado pelo dormitório por não encontrar seus óculus que, por incrível que parece, encontrava-se na testa do rapaz. Depois disso não teve outra alternativa a não ser levantar-se e se aprontar para mais um dia escolar ou Remus iria importuná-lo até que o fizesse.

No café da manhã, além de aguentar os planos de Prongs em relação à Evans, os quais sempre falhavam, ainda teve que aturar Jean dando um barraco por vê-lo com outra garota. Francamente, não acreditava que ela havia mesmo tido esperanças entre os dois. Em seguida veio a aula de Feitiços, onde pensou que teria a feliz oportunidade de dormir, porém teve que ficar acordado pois Remus não parava de cutucá-lo e de dizer que ou ele copiava a matéria ou ele, Remus, não emprestaria suas anotações ao amigo. Ficou emburrado pelo resto da aula até que uma esperança surgiu quando James deu a idéia de terem uma "conversa" com o namorado de Susan. Isso alegra Sirius imediatamente, porém, toda a sua alegria se dissipou quando Susan aparecera no meio de um pequeno duelo entre ele, James e Joe e correra para o lado do namorado. Não sabia explicar o porquê, mas naquela hora sentira uma tremenda raiva e seu mau-humor voltara mil vezes pior. Passara o resto dia desse jeito, sem falar com ninguém.

Parando para pensar agora, toda vez que via Susan com Joe ou quando a garota falava do namorado ou até mesmo quando via o corvinal sozinho, uma raiva crescia dentro de si e ele tinha a vontade de bater no rapaz. Tudo isso e não sabia o porquê. Passava todo o seu tempo livre pensando sobre o que aquilo podia ser, mas não encontrava uma resposta. Só sabia que queria acabar com McFusty e não tinha remorso algum perante a isso.

Chegando perto de um banco de cimento no jardim, jogou-se nele, arrumando a capa preta sobre o corpo. Como estavam em pleno inverno, ninguém em sã consciência viria para os jardins de Hogwarts, principalmente àquela hora da tarde. Estaria em plena paz e com tempo suficiente para colocar seus pensamentos em ordem. Já confortável no banco, tateou os bolsos da calça em busca de algo e abriu um sorriso sarcástico assim que encontrou. Retirou do bolso um maço de cigarro e um isqueiro de prata e levou um rolo até a boca, acendendo-o e observando a fumaça subir lentamente. Não demorou muito para voltar a pensar nos acontecimentos anteriores e, ao dar uma longa tragada, um som começou a ser ouvido.

Hey sister why you all alone?
(Ei garota, por que você está tão só?)
I'm standing out your window
(Eu estou parado do lado de fora de sua janela)
Hey little sister, can I come inside, dear?
(Ei irmãzinha, eu posso entrar, querida?)

Após um tempo, quando estava mais relaxado, viajou os olhos pela paisagem, passando-os pelo castelo e parando-os na janela bem em frente a ele. A janela estava situada na torre Norte e ele pôde perceber que era o lado onde os dormitórios femininos se situavam. Onde Susan situava-se.

I wanna show you all my love
(Eu queria te mostrar todo o meu amor)
I wanna be the only one
(Eu queria ser o único)
I know you like nobody ever, baby
(Eu conheço você como ninguém conhece, amor)
Little sister can't you find another way
(Irmãzinha, você não pode encontrar um outro jeito?)
No more livin life behind a shadow
(Sem mais viver a vida atrás de uma sombra)

Um grande sorriso sarcástico nasceu novamente em seu rosto e Sirius, jogando as cinzas do cigarro na grama verde, deitou-se no banco, apoiando a cabeça nos braços. Batia o pé em um ritmo compassado com o da melodia da música.

You whisper secrets in my ear
(Você sussura segredos no meu ouvido)
Slowly dancing cheek to cheek
(Dançando lentamente com o rosto colado)
It's such a sweet thing when you open up, baby
(É uma coisa tão doce quando você se abre)
They say I'll only do you wrong
(Eles dizem que eu só te faço mal)
We come together cause I understand
(Nós estamos juntos porque eu entendo)
Just who you really are, baby
(quem você realmente é, querida)

Sentou-se novamente no banco, colocando uma das pernas em cima do objeto de cimento e cantou os últimos versos da música. Tudo isso sem tirar os olhos da janela que estava coberta pela cortina vermelha da casa dos leões.

Little sister can't you find another way
(Irmãzinha, você não pode encontrar um outro jeito?)
No more livin life behind a shadow
(Sem mais viver a vida atrás de uma sombra)

- Você fica tão sexy com um cigarro na boca. - uma voz melodiosa e maliciosa falou no ouvido do rapaz e este deu um salto para frente. Para qualquer um seria um privilégio ouvir aquela voz, mas para ele não. Aquela voz sinalizava o maior temor de Sirius Órion Black...

- MALFOY! - gritou após virar o corpo para o seu "admirador" e apontou a varinha para ele. - Estava me espionando?!

Lucius, que até então estava sorrindo para o moreno, soltou um risinho e passou a mão pelos fios de cabelos platinados, jogando-os contra o vento.

- Bobinho! - comentou, molhando os lábios avermelhados. - Eu não estava te espionando. - respondeu, caminhando em direção a ele e não ligando para a varinha apontada para si. - Estava te admirando. - sorriu e apertou o nariz de Sirius.

Enojado, Padfoot afastou-se com brutalidade do sonserino e usou a varinha para separá-los mais uma vez. - Saia daqui, agora.

Suspirando, Lu tremeu a cabeça. - Você anda tão tenso ultimamente, sabia? - olhou-o com pena. - Deixe-me fazer uma massagem relaxante... - sorriu malicioso. - Irá ver como melhorará. - piscava rapidamente, fingindo uma expressão de anjo.

- Não se atreva a encostar em mim, sua coisa! - e, sem esperar qualquer reação do loiro platinado, tratou de sair de lá rapidamente e rumou para a torre da Grifinória, não sem antes ouvir a risada de deboche do Lucius Malfoy.

Depois de pronunciar a senha à Mulher Gorda, subiu correndo a escada que levava ao seu dormitório e, sem se importar, bateu a porta do quarto. Malfoy havia conseguido deixá-lo com mais mau-humor ainda! Sem se importar com os olhares indagadores de James e Frank, retirou os sapatos, casaco e gravata, jogou-se na cama e preparou-se para fechar o cortinado, mas reparou que Remus não se encontrava a vista. Franziu o cenho.

- Onde está Moony?

James, em resposta, apontou para a cama do Maroto monitor que estava coberta com o cortinado e, sob o olhar indagador de Sirius, deu com os ombros e suspirou cansado e um tanto triste. Padfoot, soltando um resmungo que mais parecia um rosnado, fechou bruscamente o cortinado vermelho de sua cama, deitando-se emburrado e com extremo mau-humor. Esperava que aquela fumaça deixasse de habitar o dormitório masculino do sexto ano da Grifinória.


No ar em 5…4…3…2…1:

I know you like me (I know you like me)
(Eu sei que você gosta de mim (Eu sei que você gosta de mim))
I know you do (I know you do)
(Eu sei que gosta (Eu sei que gosta))
That's why whenever I come around
(É por isso que toda vez que eu me aproximo)
She's all over you
(Ela está dando em cima de você)
And I know you want it (I know you want it)
(E eu sei que você quer isso (eu sei que você quer isso))
It's easy to see (it's easy to see)
(É fácil de ver (é fácil de ver))
And in the back of your mind
(E na sua cabeça)
I know you should be on with me
(Eu sei que você deveria estar comigo)

TALK TO QUEEN!

As mesmas cortinas rosa com glitter se abrem, revelando, aparentemente, o mesmo ambiente pink e principesco do programa anterior. No centro do cenário, a mesma mesa negra, a mesma poltrona rosa choque e o mesmo confortável sofá continuavam a compor o cenário do talkshow. Porém, destacando-se fortemente e sem sombra de duvidas fazendo muita diferença, uma típica foto bruxa de PATCHENHO, com o biquinho levemente aberto e com seus maravilhosos olhinhos expressivos e brilhantes, encontrava-se ampliada e devidamente posicionada ao lado da encantadora gravura de nossa estrela maior. Ninguém mais, ninguém menos, meus amáveis leitores, do que Lucius Queen Malfoy. Figura ilustre esta que, como não poderia ser diferente, foi rapidamente identificada sentada em sua poltrona assim que as luzes do palco se acenderam.

Don't cha wish your girlfriend was hot like me?
(Você não gostaria que sua namorada fosse gostosa como eu?)
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me?
(Você não gostaria que sua namorada fosse maluca como eu?)
Don't cha?
(Não gostaria?)
Don't cha?
(Não gostaria?)
Don't cha wish your girlfriend was wrong like me?
(Você não gostaria que sua namorada fosse cruel como eu?)
Don't cha wish your girlfriend was fun like me?
(Você não gostaria que sua namorada fosse engraçada como eu?)
Don't cha?
(Não gostaria?)

- Boa noite! – a música, entendendo imediatamente que deveria recolher a sua insignificância, parou no exato momento em que nossa anfitriã, incrivelmente simpática, deixou que sua voz melodiosa escapasse por seus lábios, cumprimentando a todos – Sejam bem vindos a mais um Talk To Queen!.

Enigmáticas palmas que eu, a narradora, pretendo descobrir até o final desta fanfiction de onde surgem, foram ouvidas e, lascivamente, Queen começou a caminhar pelo palco, chegando à sua tentadora poltrona, sentando-se e recostando-se ali.

Hoje, nossa adorada e estimável apresentadora usava uma blusa preta que marcava perfeitamente o seu corpo e calça jeans reta. Em seus adoráveis e delicados pés encontrava-se uma bela sandália de prata e podemos ver que suas unhas do pé estão perfeitamente pintadas de rosa claro. Por cima da blusa preta, Queen colocou uma outra blusa de manga comprida e de renda pink. Para completar o look de nossa rainha estava um cinto preto com uma fivela prateada que brilhava, anéis nos dedos e uma coroa com brilhantes nos fios platinados da deusa.

- Bem, primeiramente, gostaria de iniciar este programa com os meus mais sinceros agradecimentos às incríveis e abençoadas alma que deixaram reviews cheias de elogios a mim. – sorrindo de orelha a orelha, Queen piscou algumas vezes. – Obrigada pela gentileza meninas, é sempre bom ser elogiada. – apoiou o cotovelo direito na mesa, suspirando sonhadora. - Mesmo que elogios sejam mais do que rotineiros para mim... – deu com os ombros, voltando a sua posição normal. – Que seja, vamos às respostas!

Queen Responde/Comenta:

- Aline: Sim, queridinha, PATCHENHO é realmente um amor! Meu fiel escudeiro. Fico muito satisfeita em saber que apreciou tanto a figura dele. Apesar de que... É praticamente impossível não apreciar.

- Bruna: Rá! E alguém teve alguma dúvida em relação ao certeiro sucesso do MEU talkshow? Tolinhos! Que seja, tenho que comentar que ADOREI a sua sugestão para o cenário. A inclusão da foto de PATCHENHO junto a minha ficou um luxo! Realmente, é ótimo saber que temos um público que reconhece o talento de meu pupilo. Quanto entrevistar Sophie, bem... Espero que nem tão cedo eu tenha que ver a fuça daquela ruiva maldita!

- .Missy.-.Goldy.Ow! Fico feliz por ter gostado do programa e percebi que você é das minhas. Torturar as autoras atrasadas? MUHAUAHUAHA MUHAHAHAHA!

- Nisii: Ensaio fotográfico? Mas é claro, querida! Pode deixar que irei enviar uma relação das datas que tenho disponíveis e aí você me liga e marcamos o dia certinho.

- Ana P.: É claro que você pode ficar na platéia do meu programa! Mas, sinto informar que o número disponível de vagas para a platéia é pequeno e a fila de interessados é simplesmente ENORME! Pois é, quem sabe você não dá sorte e consegue vir? Ah! Tenho que concordar que o look do cenário é perfeito. Tenho funcionários bem competentes, sabe?

- Isabella: Amour, obrigada pelos elogios! Você é realmente uma pessoa muito, muito agradável. Mas bem, sobre como mantenho a minha forma no verão só tenho a dizer que não é uma fórmula mirabolante ou complicada. Eu nasci assim, perfeita! Então, nada que uma dieta balanceada e leves exercícios físicos não resolvam. Agora, sobre os olhos da Potter... (Inspira! Expira!)... Não é exatamente um verde-limão, mas sim uma tonalidade um pouco mais clara e amarelada do verde normal dos olhos e é mais claro do que castanho-esverdeado.

- Luci E. Potter: Aí! Você disse tudo. Eu também estou cansada de ver fanfictions me retratando como aquele ser cruel, sem coração, sinistro e negro. (Snif!) Como é que as pessoas podem me imaginar sendo assim tão amarga? Modéstia a parte eu sou uma pessoa que só quer dar amor ao mundo. Não sei como podem me imaginar tão sinistra assim. Sem sombra de dúvidas... Eu sou pink!

- Ly Black: "A" Queen! "A" Queen! Sempre há esta confusão sobre o meu gênero e eu não faço a menor idéia do porquê. Digo, o que vale é o interior, não é mesmo? E por dentro eu tenho a mais absoluta certeza de que sou "A" Queen.

- Babi Bulstrode Black: Sabe, eu sei que é extremamente feio fazer este tipo de coisa e que eu deveria ficar calada, mas... Querida, se todos os comensais e até mesmo Voldie seguissem o meu exemplo o mundo bruxo já estaria devidamente puro, conquistado e pink. Obrigada pelo seu comentário querida. E sim, SIM! Amigas de fã-clube!

- Tahh Halliwell: Querida, não se incomode por não ter comentado da primeira vez ou não. Rá! A verdade é que se não fosse você para dar uma injeção de animo nestas autoras vagais este capítulo não teria saído e nem o meu talkshow

- Enfim, com todas as perguntas das nossas espectadoras/leitoras devidamente respondidas, vamos a grande atração do programa de hoje! – disse, jogando-se animada e completamente feliz no encosto de sua poltrona. – Trazido ao nosso palco especialmente por PATCHENHO, apresento a vocês o convidado de hoje: O corvinal, Joe McFusty!

Um tanto quando constrangido e relutante, Joe McFusty, o supra-sumo da casa da águia, adentrou naquele mesmo minuto no "discreto" cenário do programa. Em suas mãos, dignamente recostado em uma macia almofada rosada, PATCHENHO brilhava, o que mostrava que o convidado do programa era digno. Muito digno.

Uma enorme salva de palmas (malditas e misteriosas palmas) foram ouvidas.

- Obrigada, PATCHENHO, por sempre demonstrar tamanho interesse e apreço por nossos convidados. – disse a loira platinada, apanhando a almofada e PATCHENHO das mãos de Joe assim que ele se aproximou o suficiente. – E... muito obrigada, Jay! Posso te chamar assim? Por ter aceitado o nosso convite e ter comparecido ao programa. – piscando loucamente, Queen deposita em seu devido lugar à mesa seu fiel assistente. – Fique a vontade!

- Hum! Obrigado. – dando um sorriso um tanto quanto amarelado, mas mesmo assim simpático, Joe dirigiu-se até o sofá negro e ali sentou. – Bem, é um prazer estar aqui.

Não tão discretamente assim, Queen puxou sua poltrona para mais perto da mesa e do convidado.

- Sim, imagino que seja! – respondeu nossa apresentadora de maneira meiga e sedutora, apanhando sua pauta na pilha de pergaminhos depositados de maneira organizada em sua mesa. – Mas bem... – ajeitou-se, fazendo uma pose série e respeitável. – Vamos à entrevista!

- Humhu! – murmurou o convidado, fazendo um aceno positivo com a cabeça, e acomodando-se melhor no sofá. Demonstrava atenção e interesse...

- Ok! – disse Queen!, batendo com as mãos finas e delicadas uma na outra. – Jay, após a leitura deste segundo capítulo e baseando-se no pouco que foi dito nele sobre a sua maravilhosa pessoa, imagino que tanto eu, quanto nossos leitores perceberam certa inclinação sua para a bondade. Por isso, diga-nos: como se sente sabendo que é considerado um bom moço? Um modelo? O sogro que mamãe pediu a Deus? Um cavalheiro? E como se sente a respeito disto?

- Ora! – subitamente, certo rubor começou a nascer e se espalhar pela face branca e de traços bem marcados de Joe. – Bem, digamos que esta é uma pergunta meio difícil de se responder, não? – riu um tanto.

- Puxa! Percebo, então, que começamos bem... – comentou a loira em um tom um tanto maldoso e malicioso, passando os olhos de cima a baixo no loiro e sorrindo discretamente depois.

- Vejamos... – o corvinal baixou um tanto a cabeça e pensou um pouco. – Bem, não creio exatamente que eu seja um bom moço. Digo, é complicado fazer uma auto-análise, principalmente de pontos de sua personalidade como este. Acho que a única coisa que realmente posso comentar e afirmar aqui sobre este assunto é que eu me esforço para ser uma pessoa educada, tratar sempre bem as pessoas e oferecer minha ajuda quando é possível. – pensou mais um tanto, levando a mão direita até a nuca, coçando-a e levantando a cabeça logo depois. – É... Acho que é só isso mesmo.

- Sei, sei... – ponderou a sonserina estrela. – Mas, convenhamos... Esta é a opinião geral sobre a sua pessoa, Jay. Talvez com algumas poucas exceções. – piscou, suspirando de leve e apoiando os cotovelos sobre a mesa. – Você realmente não acha que além do seu esforço para ser educado, tratar bem as pessoas e sempre oferecer a sua ajuda, há um quê a mais em você?

- Eu realmente não sei o que dizer. – encabulado, Joe cruzou as mãos e apertou uma na outra, meio que nervoso. – Desculpe-me...

- Está desculpado, querido. – Queen mordeu de leve o lábio inferior, dando com os ombros alguns poucos segundos depois. – Já que não sabe, vamos a próxima...

- Sim, sim! Eu prefiro. – falou o loiro educadamente, sorrindo.

- Jay, quais são seus hobbies? – perguntou Queen, desta vez sem muitos rodeios.

- Meus hobbies? – Joe arqueou um tanto a sobrancelha loira, mas agradeceu internamente por ter que responder uma pergunta relativamente fácil. – Puxa! Quando eu não estou ocupado com os afazeres do colégio, eu aprecio ler um bom livro, jogar xadrez bruxo e snap explosivo, conversar com meus amigos e a minha namorada, jogar quadribol...

- Quadribol? – interrompendo o convidado com uma exclamação inesperadamente alta e um pulinho frenético na poltrona, a apresentadora abriu um enorme sorriso de mais profunda felicidade e encarou firme o convidado com seus olhos brilhando intensamente. – Sim! Havia me esquecido deste fato. Você é batedor! – pisca freneticamente.

- Sim. – meio que assustado com a repentina ação da outra, Joe afastou-se um tanto. – Sou!

- Ow! – voltando a sentar-se encostada na poltrona, Queen, já mais controlada, mas ainda sim extremamente feliz, volta a falar. – Batedor! Fale-me mais sobre isso...

- Hum! – estranhando a atitude da loira e temendo os rumos que aquela entrevista poderia tomar, Joe molhou os lábios. – Eu comecei a treinar como batedor oficial do time da Corvinal no meu quarto ano e, bem... – com seus olhos verdes vivos, fitou meio que confusos um canto qualquer do cenário - Acho que é só. – deu com os ombros. – Eu não pretendo seguir uma carreira como jogador profissional nem nada. É mais um hobbie mesmo, uma diversão. – completou.

- É... Uma diversão. – riu Malfoy de uma maneira meio que contida e maliciosa. – Tanto para você, quanto para os outros... Mas que seja. Próxima pergunta.

Ainda encarando um ponto qualquer, Joe apenas sinalizou positivamente com a cabeça, abstendo-se de fazer alguma objeção ou comentário.

- Também neste capítulo, nossos leitores puderam perceber que o seu... seu... seu... – estranhamente Queen parecia meio que "engasgada".

- Meu...? – voltando sua atenção mais uma vez a apresentadora, Joe tentou ajudar.

- Seu relacionamento – finalmente disse a loira, com certo tom de desgosto na voz. - Com a Potter, – inspira! Expira! - tem lhe rendido uma série de problemas, perseguições e desconfortos. Sendo assim, eu pergunto: Jay, como você se sente em relação aos constantes ataques, injúrias, tentativas de azarações e duelos que James Potter e – suspiro – Sirius Black o submetem?

- Co-como? – dando um discreto pulinho no sofá, Joe realmente assustou-se com a pergunta.

- Foi o que você ouviu, queridinho. Como se sente em saber que é o novíssimo e odiado alvo de Potter e Black? – repetiu a sonserina displicentemente.

- Hum! – com as mãos sobre o colo e os olhos percorrendo lentamente todo o local, Joe pensava. – É algo bem desagradável. – foi tudo que disse.

- De-desagradável? – Queen parecia um tanto quanto decepcionada com a resposta. - Só isso? – bateu com a mão na mesa, levantando-se um pouco e encarando de maneira firme e séria o loiro.

- É...É! – repetiu o corvinal. – Digo, acho que ninguém gosta de ser perseguido, não é mesmo? Principalmente se o motivo de tal perseguição seja algo tão... Infantil. – suspirou. – Porém, eu acredito que esta seja apenas uma fase do Potter e do Black. A idéia de Susan estar namorado é algo muito recente e, de certa forma, eu até tento entender o que os dois sentem. - completou sua resposta, temendo um surto da apresentadora. – Bem, que seja... A verdade é que não aprecio nem um pouco a situação, mas acredito que é só uma fase. Logo eles vão se acostumar e entender. – sorriu.

- Ah! Claro... – voltando a se sentar devidamente na poltrona, Queen arruma alguns audaciosos fios platinados que caíram sobre o seu rosto. – É tão inspiradora a sua confiança, Jay! – sorriu de orelha a orelha. – É uma pena que nem todos sejam assim como você.

- Bem... Obrigado! – agradeceu o rapaz, meio confuso e não sabendo exatamente se deveria considerar aquilo um elogio ou não.

- Agora, já que tocou no assunto do seu namoro com a Potter, – inspira! Expira! -vou para a nossa última pergunta que inesperadamente – tosse. - segue este mesmo assunto: quais são os seus planos, desejos ou aspirações em relação a este relacionamento? Você acha que este seu casinho vai para frente?

- Casinho? – o batedor franziu o cenho. – O meu namoro – fez questão de frisar. – com Susan tem sido algo muito bom e acredito friamente que nós nos gostamos muito. Não tenho grandes aspirações ou grandes planos ainda em relação a ele, já que somos muitos novos e o nosso relacionamento também é algo novo. Mas, eu espero que ele seja duradouro e que nós sejamos felizes por todo o tempo que passarmos juntos.

- Ow! – os olhos claros de Queen brilhavam. – Que fofura! – disse em um pequeno surto. – Jay, querido, talvez esta sua última resposta seja uma prova de que você realmente é um bom moço. Talvez o único bom moço nesta história toda. – logo após piscar para o rapaz, Queen dirigiu sua divina atenção ao público, sorrindo simpaticamente. – Bem, sinto informar, mas o nosso programa encerra-se por aqui. – biquinho. – Gostaria de agradecer em nome de todos a sua presença, Joe. – olhou de esguelha para o convidado. – Foi, sem sobra de dúvida, uma entrevista muito prazerosa.

- Nossa! Eu que agradeço... – disse o corvinal meio sem jeito. – Foi um prazer!

- Ah! Nem me diga... Só que infelizmente, acabamos por aqui! – suspirou. – Bem, aos nossos leitores, lembro que eu estou completamente aberta a perguntas e sugestões. Mais uma vez muito obrigada. Boa noite! E até o nosso próximo: TALK TO QUEEN!

As cortinas se fecham, com Queen acenando tal como uma verdadeira lady e Joe com o seu já tão conhecido, porém encantador , sorrisinho estampado no rosto.

I know she loves you (I know she loves you)
(Eu sei que ela te ama (Eu sei que ela te ama))
So I understand (I understand)
(Então eu entendo (Eu entendo))
I probably be just as crazy about you
(Eu provavelmente também seria louca por você)
If you were my own man
(Se você fosse meu homem)
Maybe next lifetime (maybe next lifetime)
(Talvez na próxima vida (talvez na próxima vida))
Possibly (possibly)
(Possivelmente (possivelmente))
Until then, old friend, your secret is safe with me
(Até lá, velho amigo, seu segredo está guardado comigo)
Don't cha wish your girlfriend was hot like me?
(Você não gostaria que sua namorada fosse gostosa como eu?)
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me?
(Você não gostaria que sua namorada fosse maluca como eu?)
Don't cha?
(Não gostaria?)
Don't cha?
(Não gostaria?)
Don't cha wish your girlfriend was wrong like me?


N/As: E o segundo capítulo termina por aqui! Espero que tenham gostado!

Obrigada a todos que leram esse e o capítulo anterior!

Músicas: "Little Sister - Queens Of The Stone Age" e "Don't cha? – The Pussycat Dolls"

Até ao próximo capítulo!

Beijos!