O Destino, os Segredos e as Lembranças Perdidas
Capítulo II: Os segredos de Neji
Como se tudo conspirasse para que o dia de Hinata passasse de ruim para péssimo, as coisas não paravam de dar errado para a jovem. O dia amanheceu com o céu coberto por densas nuvens que ameaçavam despencar a qualquer momento. O vento gelado cortava a sua pele que se arrepiava pelo frio e pelas lembranças que ele trazia. Foi numa manhã exatamente assim, nessa mesma época do ano, quando a mulher mais cativante e carinhosa que conhecera a deixou. Hyuuga Akemi, sua mãe que morreu pouco depois de dar a luz a sua irmã mais nova.
Hinata nem pode se deixar viajar pelas lembranças de sua querida mãe, pois foi chamada por um de seus empregados a pedido de sua avó para ir á sua sala. Ela suspirou fundo e foi ao encontro da mulher. Seu pai morreu na guerra protegendo sua família, e agora era sua avó, mãe de Hiashi, quem liderava o clã. Hinata só se tornaria a líder quando completasse 21 anos. Até lá tinha que obedecer aquela mulher que perceptivelmente tinha um favoritismo em relação à Hanabi. Sua avó criticava tudo o que ela fazia, desde o modo de falar e vestir até as técnicas de combate. Enquanto Hiashi cedia à doçura da filha mais velha e reconhecia sua óbvia evolução como ninja a aceitando como a herdeira de seu título, sua avó nunca deixou de olhá-la como se fosse um peso que tinha que carregar. Às vezes Hinata se pegava sentindo raiva de seu pai por tê-la deixado nessa situação. Seria tão mais fácil se ele estivesse ali para apoiá-la!
- Hinata querida, estou sabendo que tem um novo trabalho aqui na vila. – a mulher mais velha falou com um fingido carinho.
- Sim, farei a guarda do clã Uchiha.
- Hum! Aquela mulher perdeu o juízo! – disse se referindo a hokage – Eu já tinha avisado que não era para ela tomar seu tempo por causa da sua preparação. Será que ela não entende o trabalho que dá educá-la? E porque ela pensou que você estaria apta a vigiar aquele Uchiha? Vá até o escritório daquela mulher e diga que não pode aceitar esse trabalho. Na verdade você deveria ter feito isso desde o início!
Hinata pensava em quantos insultos sua avó conseguia dizer de uma vez só...
- Me desculpe Arata-sama, (toda vez que Hinata pronunciava seu nome não podia deixar de pensar em como era irônico) mas eu já conversei a respeito com a Hokage-sama e ela foi intransigente enquanto a isso. Ela disse que eu ainda respondo a ela e que não poderia abrir mão da minha força de trabalho. E, além disso, eu acredito que dou conta das duas coisas. Por favor, não se preocupe.
A mais jovem fez uma pequena reverência e se virou para deixar a sala.
- Eu ainda não terminei. – Arata disse ríspida.
Hinata se virou novamente para a avó.
- Ainda não estou convencida de sua aptidão para liderar este clã, então decidi que daqui a um mês você e Hanabi terão um duelo para testar suas habilidades. Ele será assistido por toda a família principal será uma ótima oportunidade para você mostrar sua verdadeira força.
Hinata fechou as mãos com força, suas unhas machucavam a palma. Respirou fundo contendo todas as palavras de ódio que queriam fugir de seu peito para simplesmente sussurrar:
- Sim, Arata-sama.
E finalmente deixou a sala.
Hinata correu o máximo que pode em direção ao campo de treinamento para se encontrar com seus companheiros de time. Um treino com os seus amigos acalmaria a ansiedade em seu coração. Mas só quando já estava lá se lembrou que Shino e Kiba estavam em uma missão fora da vila.
-MAS QUE MERDA! – A jovem gritou tão alto que machucou sua garganta.
Então as lágrimas começaram a descer sem que ela pudesse fazer nada. Ela descontou toda sua raiva nas árvores que estavam a sua volta.
- Porque você está chorando sua idiota? Aquela monstra não merece suas lágrimas! – A Hyuuga dizia em voz alta para si mesma.
- Já será humilhante ter que lutar com minha irmã mais nova, e o pior é que eu posso perder... Haaaaa! – outra árvore espancada. Então ela se lembrou do que seus amigos fariam nessa situação para animá-la: zombar.
- Eu me admiro como meu pai ainda tinha coração, filho da senhora "sangue bombeado pelo estômago". Aquela mulher só pode ser uma mutação da natureza. Com certeza, a forma mais evoluída de um Hyuuga! Olhos grandes, língua afiada e um buraco no peito. Será que se ela tiver uma indigestão seu fluxo sanguíneo pára? Acho que vou fazer um daqueles assados de lagartixa que o Kiba dá pro Akamaru comer, quem sabe não me livro dela logo...
Suas mãos doíam muito e o sangue já pingava o chão. Hinata se jogou no chão e começou a rir forçado, que misturado com o choro a fazia engasgar.
- Meu Deus, me dê sanidade! Se bem que eu acho que já é tarde.
Seu coração finalmente desacelerou e ela dormiu ali mesmo.
OooO
Hinata abriu os olhos ao sentir seu corpo gelar. Era chuva. Ótimo. E também já era noite. Maravilha. O primeiro dia no seu querido trabalho e já chegaria atrasada. Ela se levantou e mesmo cheia de dores correu até o clã Uchiha.
Ela passou por dois ANBUS que a cumprimentaram, e então entrou pelo portal do grande composto e foi em direção à casa de Sasuke. Quando chegou foi recebida por Shikamaru. Ele a sacou de cima a baixo espantado, e só então ela percebeu o seu estado. Tinha terra e lama por todo o corpo e sua roupa estava encharcada.
- Você está bem? – o rapaz perguntou com uma expressão duvidosa colocando as mãos no bolso.
Hinata corou e respondeu afirmativamente com a cabeça.
- É que eu vim direto do campo de treinamento...
- Ah. Se quiser eu posso ficar aqui mais um pouco.
- Tudo bem Sikamaru-kun, eu já me atrasei bastante. Pode ir. Muito obrigada.
- Então tá. Toma.
Shikamaru esticou os braços até o de Hinata e colocou uma coisa gosmenta em sua mão.
- Katsuyu. Caso precise de ajuda. – ele disse.
- Ah! – a jovem disse surpresa olhando para a pequena lesma azul e branca em sua mão.
- Você não vai entrar? – Shikamaru perguntou já que ela continuava parada em frente à porta e não parecia que se moveria tão cedo.
- Eu prefiro fazer a guarda aqui de fora mesmo. – ela soltou uma risada sem graça.
O rapaz respirou fundo. Porque as pessoas tinham que ser tão problemáticas?
- Hinata, essa é uma guarda de curta distância, que quer dizer "de perto", você sabe. Você tem que no mínimo ficar lá dentro. – ele disse com o máximo de paciência que conseguiu reunir.
- M-mas eu tenho o Byakkugan e... – a voz da Hyuuga murchou quando ela percebeu que a expressão do rapaz a sua frente estava se tornando impaciente.
- Tá! Já vou entrar. – ela desistiu e foi marchando para a forca enquanto Shikamaru ia embora.
"Que ele esteja dormindo! Que ele esteja dormindo!" Hinata pedia mentalmente aos céus enquanto entrava na casa. Ela avistou de cara o rapaz a quem se referia em sua prece sentado no sofá de pernas cruzadas lendo um pergaminho. "Droga!"
Quando Sasuke a viu sua face se contorceu.
- Eu disse a Tsunade que não queria você na guarda. – ele disse seco, sem tirar os olhos dos dela.
- É. Parece que ela não escutou nenhum de nós. – Hinata disse num tom demasiado seco para ela. Mas como podia se culpar? Com certeza não estava de bom humor hoje.
Sasuke apertou os olhos enquanto continuava a encarar.
- Por acaso os Hyuuga estão passando por alguma dificuldade ou você gosta de andar por aí como uma mendiga? Você já não agrada aos olhos normalmente, mas poderia pelo menos se arrumar para ir trabalhar. É desrespeitoso entrar desse jeito na casa de alguém.
Hinata corou furiosamente e desviou o olhar para o chão.
- É que e-eu estava treinando e-e então percebi que estava atrasada e...
O rapaz bufou alto.
- Só não entre no meu caminho, Hyuuga.
- Eu não vou. – ela disse tentando sorrir educada.
- Você só tem acesso ao primeiro andar. Eu vou para a biblioteca e você fica aqui.
Hinata só sorriu educadamente de novo e o rapaz subiu as escadas. "Essa será uma noite longa." Ela pensou.
E foi. Aquela casa grande e silenciosa a causava arrepios. Era bem menor que a sua luxuosa mansão, mas era bem espaçosa e tradicional. Não pode deixar de pensar inúmeras vezes sobre as pessoas que antes moraram ali. Na verdade era meio assustador estar em um lugar onde todos os antigos moradores estavam mortos. Por mais que Naruto e seus amigos se esforçaram em deixar o local habitável novamente aquele clima fúnebre sinistro insistia em não desaparecer. A casa estava tão quieta que Hinata frequentemente usava seu Byakuugan para ver se Sasuke realmente estava lá. Ela aproveitou para investigar o composto e memorizou cada rua e casa.
Já eram 6h da manhã e Sasuke não dormiu nem um minuto. "Ótimo! Ele não dorme a noite! Que sorte."
Logo ouviu uma batida na porta e era Lee chegando para trocar de turno.
-Bom dia Hinata-chan! Como a senhorita está? Passou bem o seu turno? O dia está esplêndido, não é mesmo?
Hinata estava ficando tonta com tanta falação depois de uma noite inteira acordada e em silêncio. Seus ouvidos estavam doendo então ela teve que dizer algo para que o rapaz diante de si se calasse por alguns instantes.
- Bom dia Lee-kun. Eu passei bem a noite sim. Só é muito difícil lidar com alguém como Sasuke-san.
O rapaz arqueou as suas enormes sobrancelhas em confusão.
-Hinata-chan, eu não acho difícil lidar com Sasuke-kun. Na verdade ele era bem pouco educado no começo, e as vezes até agressivo. Mas agora, apesar de não gostar muito de conversar sobre a juventude, ele me trata de forma respeitosa e até compartilhamos as refeições. Nós temos treinos muito produtivos juntos e eu considero a presença de Sasuke-kun agradável.
O jeito de falar de Lee divertia Hinata, mas o que ele disse não fazia sentido para ela. "Presença", "agradável" e "Sasuke" na mesma frase? Ainda confusa ela se despediu do amigo.
- Ei Hinata-chan! A Hokage-sama pediu para ir direto deixar seu relatório no escritório dela. Até mais!
OooO
- Olá Hokage-sama. Vim Deixar meu relatório.
- Como foi Hinata? Sasuke se comportou bem? – a mulher disse brincalhona.
- Sim. Ele ficou na biblioteca a noite toda.
- É. Ele dorme lá a maior parte das vezes.
- Na verdade ele não dormiu a noite toda.
- Hum. Estranho.
A mulher pegou o papel que estava na mão da mais nova e começou a ler. De repente surgiu uma cara de desgosto. Tsunade massageou suas têmporas e respirou fundo antes de falar.
- Hinata, você é uma jounin. Eu tenho certeza que você sabe o que é uma guarda de curta distância, vulgo ESCOLTA. Você deve ficar no mesmo cômodo que Sasuke. Exceto pelo banheiro, é claro. Se bem que algumas guardas já tentaram entrar com ele... Mas bem, por mim não existiria a necessidade de toda essa proteção, mas os velhos irri... quer dizer, os líderes de clãs e conselheiros exigem que seja dessa forma e os relatórios são examinados por eles. Então trate de ficar coladinha no Uchiha ou então vou cancelar a sua pesquisa no hospital.
A cara de decepção da jovem foi no mínimo engraçada. É como se tivessem tirado um doce de uma criança, jogado no chão, pisado em cima e falado que nunca mais comeria um doce.
- Estamos entendidas?
- Hinata! – ela gritou.
- Sim, Tsu-na-de-sa-ma. – ainda falou como a criança sem doce.
OooO
Quando Hinata finalmente chegou em casa se encontrou com a avó que estava saindo. A mulher olhou horrorizada para a neta.
- Hinata! Porque está nesse estado deplorável? O que vão dizer do nosso clã se a virem dessa forma? Que estamos passando por necessidades?
Arata saiu resmungando coisas sobre "Hiashi deveria ter sido mais duro com essa menina" e "Hanabi nunca faria isso".
OooO
Naquele dia mais tarde foi para o hospital. Lá Hinata ficava algumas horas fazendo pesquisas sobre como poderia usar os pontos e canais de chakra para tratar doenças. Foi uma idéia sua iniciar a pesquisa a partir de alguns documentos médicos antigos de seu clã. Ela mapeava os sistemas de chakra e os relacionava com o funcionamento dos órgãos. Tsunade ficou muito empolgada com a pesquisa e disponibilizou alguns ninjas médicos para acompanhá-la.
Quando saia do hospital avistou Tenten indo ao seu encontro como um furacão. A pele sempre dourada de sua amiga estava pálida e as bochechas vermelhas. Hinata ficou preocupada e correu para alcançá-la mais rápido. Quando se aproximaram Tenten abraçou Hinata ela pôde sentir o cheiro de álcool exalando por todos os poros da amiga, que começou a chorar e falar embolado entre soluços.
- Ele. Hip. Não. Hip. Podia fazer. Hip. Ixo. Hip. Comiiigoooo.
- Quem, Tenten-san? Fazer o que?
- O INFELIX DO SEUPRIMO! Hip.
Hinata abriu bem os olhos em choque.
- Neji-nii-san?
- ÉÉÉÉ! – Tenten gritou tão alto que todos em volta pararam para olhar.
- Ele exxtá me trainu! Hip. – a mais velha disse ainda soluçando e fungando.
- O que? Te traindo? – Hinata falava sussurrando tentando acalmar a amiga. – Mas... eu nem sabia que vocês estavam namorando... – ela disse confusa.
- É que... nóxx não estamox... que dizeeee... maix ou menuxxx.
- Hum... – Hinata achou melhor parar de falar e só abraçou a amiga e a levou para casa.
Quando chegaram a Hyuuga a sentou em uma mesa na cozinha e preparou um chá. Quando ela estava mais calma Hinata voltou a falar.
-Agora me conte essa história.
- Há algumax semanax o IDIOTA do Neji está maix ocupado e misterioso que o normal. Eu achei que fosse por causa da promoção, max hoje eu fui à sua casa no seu horário de folga e ele não estava. Então eu aproveitei para mexer nas coisas dele.
- Tenten! – a mais nova repreendeu a amiga.
- Eu tinha tooodo o direito poque ele não respondia nuuunca as minhas perguntax! Eu peguei uma calça que estava pra lavar (Hinata olhava cada vez mais assustada para a amiga...) e vi um papelzinho no bolso. Então eu li. ("Claro, era a coisa certa a fazer", pensava Hinata irônica). E dizia "hoje a fexxtinha é maix cedo, não se atrase". COM LETRA DE MULHER! – Tenten voltou a chorar e soluçar.
- Eu sou mesmo uma idiota, Hinata! Eu pensei que ele me amava! Como sou estúpida! Mas ele nunca disse mesmo que queria algo sério comigo! Ele xó queria XEXO! XEXO!
Hinata não sabia onde enfiar a cara. Ela não era nenhuma santinha ou algo do tipo, mas Neji era como um irmão, e ninguém precisa saber que o irmão faz sexo!
- Tenten-san, se acalme. Você está bêbada, vá dormir que amanhã você estará melhor.
- EU NÃO EXXXTOU BÊBEDAAA! Só tomei (tentou fazer o gesto de 1 com as mãos mais acabou se enrolando) sakê.
- Tudo bem, amiga, vamos pra cama.
- Hinata! Você me promete um cooisa? É muito importante pra, mim.
- Prometo. O que é?
- Você vai me ajudar a dexxcrobrir quem é a VAGABUNDA?
- Vou sim, Tenten-san. – disse a levando para o quarto.
- Depois eu vou arrancaaa a cabeeeça dela e enfiar no péee! Kkkkkk – Tenten riu de um jeito tão sinistro que Hinata ficou arrepiada.
- Tá bom, Tenten-chan.
- Hnata-xan... – Tenten voltou a chorar. – Você é uma ótima amiga, sabia? Muito obrigada, tá? Eu te amo, Hinata-xan. Te amo!
OooO
Já eram onze horas da noite quando Tenten finalmente adormeceu e Hinata foi para sua própria casa. No caminho ela pensou que apesar de achar que a maior parte do que a amiga disse era fantasia da sua cabeça, ela também tinha reparado que Neji estava ocupado demais. Na verdade fazia duas semanas que ela não o via e tinha a sensação que ele estava a evitando. Hinata resolveu ir direto para a casa do primo, esperando que ele ainda não tivesse saído para trabalhar. O rapaz não estava em casa e Hinata deduziu que ele deveria voltar logo para se trocar antes do trabalho, já que ele tem que chegar meia noite na sede da ANBU. Então resolveu esperar, forçou "levemente" a janela para entrar e sentou no seu sofá.
"Neji-nii-san está mesmo estranho, mas será que ele está mesmo saído com outra pessoa? Algo me diz que não é só isso." A Hyuuga pensou preocupada, mas por mais que tentasse manter seus olhos abertos não conseguia...
Hinata acordou com o incômodo da luz do sol sobre ela. "Merda, porque as malditas cortinas não estão fechadas?" Mas ao se levantar para fechar as cortinas percebeu que elas não estavam onde deveriam estar, e só depois de alguns segundos se lembrou que havia dormido no sofá de Neji.
"Merda! Merda! Merda"
Ela arrumou rápido os cabelos e os olhos para ir para casa quando percebeu que tinha um pequeno bilhete com seu nome na mesinha em frente ao sofá.
"Olá, Hinata-sama. Eu cheguei atrasado ontem para ir trabalhar e não poderia conversar, por isso achei melhor não te acordar. Quando tiver tempo eu te procuro. Neji"
"Merda! Porque ele não me acordou? Ele sabia que não seria bom se eu não voltasse para casa! Ele não queria era falar comigo!"
Hinata foi correndo para casa e desacelerou quando avistou a porta.
"Por favor, não tenha ninguém em casa! Por favor!"
- Bom dia Hinata. Dormiu fora de casa hoje? – Hanabi falou em um falssíssimo tom inocente e um sorriso sacana.
-É Hinata, ainda bem que meu querido Hiashi não está aqui para ver isso. Ele ficaria muito decepcionado ao ver sua filha voltando para casa só pela manhã toda amarrotada. Tsk, tsk, tsk. – a avó passou por ela balançando a cabeça em negação resmungando "este é o futuro de nosso clã..."
OooO
No escritório da hokage uma figura de capuz negro e máscara em forma de galo fez uma pequena reverência a loira.
- Neji, como estão as investigações?
- Estão avançando bem. – o rapaz disse removendo a máscara. – Já refizemos o mapa antigo das propriedades do clã Uchiha. Também já descobrimos as contas com o dinheiro de sangue. Agora falta reconhecer todos os envolvidos. Temos informações de que os Yamanaka participaram.
- Isso explicaria muita coisa.
- O que, Hokage-sama?
- Não, nada.
-Tem algo que eu não saiba sobre essa investigação? Não seria melhor que como líder eu estivesse a par de tudo?
- Neji! Não se esqueça que está falando com a Hokage. Esses moleques! Eu deixei você liderar com a sua promessa de que não iria se envolver pessoalmente.
- Perdão Hokage-sama.
-Vocês estão fazendo um ótimo trabalho. Pode ir.
- Sim. - E desapareceu numa nuvem de fumaça.
