Bella foi correndo atender ao telefone – de novo.
- Oi, Alice. – Disse suspirando.
- Como você sabia que era eu? – Sua voz soava indignada.
- Porque só você me liga. – Bella riu. – E, ainda por cima, três vezes a cada quinze minutos. – Alice riu. Ótimo, Bella estava livre da bronca.
- Tá, "senhorita sabe-tudo". Eu só queria saber se você vai comigo ao aeroporto...
- Sim, Alice. – Bella a interrompeu. – Eu já disse que iria.
- Hum. É que...Eu estava preocupada. – Admitiu. – Afinal, é o Edward.
- Eu sei... – Disse em um tom triste, compreendendo a amiga. – Mas já passou. Eu só tinha dez anos, Lice!
- E você chorou por meses depois daquilo. – Bella mordeu o lábio inferior: Alice estava certa. Mas eles ficaram longe tempo o suficiente, e ela duvidava que ainda nutrisse sentimentos por ele. Era impossível.
- É passado, eu nem me lembro de como ele era! – Mentiu. Claro que ela lembrava. Sorriu internamente ao se lembrar de seus olhinhos verdes...
- Sei... – Alice duvidou. – Ainda assim, eu acho meio difícil se esquecer do rosto de seu melhor amigo de infância (tirando eu, é claro). E, caso a senhorita não se lembre, ele foi o primeiro a lhe beijar. – Ela riu. – Em pensar que, logo após lhe pedir em namoro, ele emendou: "quer casar comigo?" – Gargalhou, e Bella se juntou a ela.
- Alice! – Tentou repreender entre os risos.
- Você não me engana, Bellinha...E, você sabe o principal motivo do por quê isso é difícil de se esquecer. – Disse em um tom mais sério, e Bella suspirou. Ela se lembrava bem até demais. Após um dia do "pedido de casamento" de Edward, ela o encontrou aos beijos com outra menina. Foi o pior dia de sua vida, e até hoje ela tinha problema para confiar nos homens com que se relacionava. A partir daquele dia, Edward, que vinha passar todos os verões em Forks, nunca mais voltou. Depois de oito anos, era a primeira visita dele à prima e à cidade. Bella torcia para que ele não tivesse melhorado muito desde a última vez que o vira: era melhor a única diferença ser a falta do aparelho.
- Você venceu, Alice. Quer saber a verdade? – Disse um pouco com raiva. – Eu me lembro de tudo, exatamente, em todos os mínimos detalhes, como se tivessem acontecido há apenas cinco minutos! Lembro-me desde os eu sabor favorito de sorvete (chocolate), até o dia em que tudo acabou. – Terminou com a voz embargada.
- Eu sinto muito, Bella. – E Bella sabia que a amiga sentia.
- Não há motivo por que sentir...Desculpe-me por ficar nervosa. Faz muito tempo, afinal. Éramos muito crianças, nem era para significar tanto.
- Mas você o amava... – Bella a cortou:
- Falou certo, amava. Eu não amo mais o seu primo, Alice. Então... – Tentava achar algum assunto novo, desviando-se de Edward. – O Emmet também vem? – Emmet era o irmão mais velho, grandalhão, destrambelhado e engraçado de Edward.
- Sim...E também vem um amigo deles. O Jasper. – Terminou em um tom nervoso.
- Você o conhece? – Bella perguntou: alguma coisa deixava Alice nervosa...E ela poderia apostar que era o tal do Jasper.
- Infelizmente, sim. – Bingo! – Eu o odeio. – Alice? Odiando alguém? Bella achava isso impossível, e desatou a rir.
- Posso saber o por que, hein Lice?
- Ele é muito metido! E vive me irritando! – A amiga disse desesperada.
- Eu acho que isso vai virar é outra coisa, se você me entende. – Bella brincou.
- Háhá, muito engraçado. Nem vem, Bella. – Alice disse irritada. – Por isso que eu quero que você vá...Talvez ele me deixe em paz...
-...Ou faça alguma outra coisa. – Bella completou em voz baixa.
- Como?
- Nada não. A Rose também vai, não? – Se desviou da pergunta, lembrando da amiga Rosalie, que queria muito ir receber os meninos.
- Sim. Desde que ela viu uma foto do Emmet aqui em casa ela me persegue. Pelo menos ela apaga logo esse fogo quando o conhecer...Ou não. – Reprimiu um risinho, e Bella sorriu. – Bem, eu vou desligar. Até daqui a meia hora: fique bem bonita. Beijo.
- Alice, a gente vai a um aeroporto. – Bella reclamou.
- Eu sei. Mas esse não é o motivo... É quem é o motivo. – Bella ficou brava, mas decidiu deixar para lá. Alice conseguia ser bem persuasiva e irritante quando queria: a baixinha era fogo na roupa...Literalmente. Uma vez ela tacou fogo nas roupas de Bella que ela julgava serem muito "do século passado e ridículas!".
- Tá. Beijo. – Desligaram.
Colocou o telefone na base e foi se arrumar. Escolheu uma blusa azul escura de manga ¾ e uma calça jeans justa simples. Colocou um tênis – Alice a mataria por isso – e deixou os cabelos soltos, o mais liso possível que ela conseguiu. Terminado isso, ficou com tempo para pensar na volta de Edward.
Ela ainda se espantava com que o simples fato da menção de seu nome lhe dava borboletas no estômago e seu coração se apertava. Ela não devia se sentir assim...Ele a fez sofrer muito no passado. E, por que cargas d'água ela estava se remoendo por causa daquilo? Fazia anos...
Não demorou muito e ela ouviu a buzina do Porsche amarelo de Alice...O "canário" como ela o chamava. Entrou no carro e foram para o aeroporto de Seattle. Encontraram Rose saindo de seu conversível vermelho e entraram as três juntas no aeroporto.
Quando passavam, os homens se viravam para olhar. Bella estava acostumada – era sempre assim quando estava com Alice ou Rosalie. A primeira, baixinha de cabelos castanhos e espetados parecia dançar quando andava e a segunda, mais alta e loira, tinha o corpo comparável a qualquer deusa da beleza existente. E as roupas de grife que elas usavam também chamavam a atenção, claro. Bella sempre se sentia inadequada entre elas...Por mais que elas fossem suas melhores amigas.
Elas tinham carros, não uma caminhonete dos anos 50 e desbotada. Elas usavam roupas, não trapos. Mas Bella já tinha decidido há um bom tempo atrás que nunca deixaria isso afetar sua amizade. E era o que ela fazia.
Logo foi anunciada a chegada do vôo vindo de Phoenix, – ela sabia. Quem em são consciência deixa a praia em pleno verão para ir a um lugar congelante? – e o coração de Bella disparou. Pôs-se na ponta dos pés para enxergar melhor e logo avistou um homem forte, de cabelos negros e encaracolados (Emmet), seguido por um mais alto e loiro, de olhos azuis (devia ser o tal do Jasper) e um homem igualmente alto, de cabelos bronze e olhos de um verde incomum. – Edward.
As esperanças de Bella que ele fosse, pelo menos, normal, se extinguiram ali. Ele era perfeito – um Deus grego. A perfeição em pessoa. Seus cabelos estavam cuidadosamente bagunçados e, quando a viu, ele lhe lançou um sorriso de parar o trânsito. Corando, Bella acenou e ele, largando as malas em cima de Emmet, correu em sua direção, para pegá-la no colo e girá-la no ar. Mas o que significava aquilo?
N/A: Esse é o único capítulo narrado em terceira pessoa, gente! Eu cansei de fazer assim, he. Anyway, a Bella vai narrar a maior parte da história, com algumas participações eventuais do Edward. Outros POV's só mais para frente...
Agora, o que interessa: o que o Edward fez? Por que ele agiu como se nada tivesse acontecido? Hm... Só nos próximos capítulos, rs. Enquanto isso... Que tal deixarem reviews? Eu sou um pouco (muito) viciada neles...
- xoxo
Pâm P. =]
