Revenge

Quando o amor e a vingança caminham juntos.

Capitulo 2

Bella

Isabella sentia-se ultrajada e aviltada. Ela não se enganara em relação ao Sr. Cullen, ele era frio, insensível, arrogante e impertinente e, Isabella sentia-se alterar a cada segundo. Suas mãos tremeram levemente, o que atraiu o olhar de Edward para elas. Pequenas, com dedos finos, envoltos em um par de luvas finas e rotas.

_Gostaria que soubesse que não é minha intenção ofende-la, mesmo porque, o obvio não deveria causar este efeito. Apenas gostaria que se fizesse entendida que o senhor Withlock estará em breve de compromisso marcado com a senhorita Greenne, este será um grande momento para ambas as famílias e eu não gostaria de ver nada de errado acontecendo.

Ela umedeceu seus lábios lentamente. Depois, com calma, ela tirou suas luvas, objeto de tanta atenção em suas mãos que tremiam involuntariamente, para por ultimo, após um esforço enorme, conseguir dizer algo que fizesse sentido, sem a diminuir ainda mais:_Tentarei ignorar toda e qualquer ofensa que tenha me dito ou feito através de sua postura grosseira, mesmo porque, me falta discernimento suficiente para entender seus atos comigo, que nada tenho com o senhor além da infelicidade de o haver conhecido hoje. Mas, se não for pedir muito de sua paciência e bondade, poderia me elucidar o motivo de achar que eu seria responsável por algo de errado entre o futuro enlace do Sr. Withlock com a minha protegida, a senhorita Greenne?

_Folgo em perceber que sabes controlar teus ânimos. É um ponto de elevada consideração de minha parte, nem tudo é uma tragédia ao final.

_Tragédia?

_Sim, não vou negar que fiquei deveras preocupado com o entusiasmo de meu amigo para com a senhorita. Entenda, ele é jovem e está em um processo difícil de aceitação com as conformidades da vida. Seria uma tragédia enorme se a senhorita julgasse errado os modos fáceis e diretos de Jasper.

Isabella fechou o atlas com brutal força, o que causou um barulho exagerado, chamando a atenção dos demais:_Veja Alice, nossos oponentes já acharam a resposta, mas que dupla de doninhas...

Isabela ergueu-se da cadeira onde esteve sentada a mercê da rudeza de Edward Cullen. Ela olhou diretamente naqueles olhos frios, como duas esmeraldas, disposta a mandar as favas toda a educação e diplomacia que ela deveria portar perto de pessoas de boa classe e, principalmente, por não estar em sua própria residência. A este pensamento, ela lembrou-se de que a noite de hoje seria muito mais fria do que a anterior e que precisava das moedas da visita de hoje para comprar as toras de madeira. Respirando profundamente, ela nada disse com seus lábios, mas seus olhos faiscaram a resposta que coçava em sua língua e secava a sua goela, a resposta certa para mandar o empertigado Edward Cullen direto para o inferno.

_Pelo visto não somos assim tão diferentes, eu, uma humilde dama de companhia que irá contar ávida as moedas ao final do dia. Moedas estas que irão servir para aquecer os ossos de minha avó. Já o senhor. – neste momento Isabella olhou com atrevimento de baixo acima para Edward que sentiu a força daquele olhar: _O senhor não terá que contar as moedas no final do dia, não é mesmo? Apenas, se a tua mente fria e insensível o permitir, irá se deleitar ao lembrar de haver humilhado alguém que sequer teve o direito de se defender, pois foi julgada pelas roupas e posição social. Se me der licença senhor Cullen, acho que esta brincadeira para mim chegou ao fim. Acredito que Alice não sentira a minha falta.

Ela se dirigiu sem olhar para trás, saindo da sala. Seu andar era reto e seus olhos brilhavam pelas lagrimas que ela segurava para que não caíssem, mas, bastava apenas um piscar.

_Não, ele não as merecem...

Edward viu o corpo pequeno da mulher que ele acabara de ofender se retirar com a cabeça erguida, uma leve brisa fez balançar uma mecha do cabelo, com um tom diferente de castanho. Ele ficou ali, parado e não percebeu que Rosalie havia se aproximado:_O que fez, Edward?

_Apenas avisei a pobre moça para que não tivesse sonhos com os quais não poderia se regalar.

_Que direito tens de quebrar os sonhos dos outros?

_Se interferir na felicidade de algum amigo meu, todo!

Edward e Rosalie, olharam para Alice e Jasper, entretidos, com as cabeças juntas a olhar para a enciclopédia. Eles estavam bem, aceitando complacentemente o que o destino lhes reservava.

_Parece que ofendes-te a Srta. Dwyer.

_Nada fiz, além de trabalhar com a verdade, lá na frente ela irá me agradecer!

Rosalie olhou para o amigo, ela o conhecia, sabia o que ia embaixo daquela postura fria e irritante._ Vou ter com a senhorita Dwyer, não desejo que ela ore pela sua morte, meu amigo.

Rosalie deixou seu amigo que não se incomodara com as suas palavras e saiu da sala quente e luxuosa. Ela andou por entre os cômodos em busca de Isabella, a suspeitar que a moça estivesse chorando em algum canto. Cerca de quase quinze minutos depois, ela a encontrou. Na porta lateral da grande casa, olhando para o nada branco do lado de fora. O vento estava gelado e fez com que Rosalie puxasse seu xale para agasalhar melhor seu peito.

_Srta. Dwyer?

Isabella voltou-se a menção de seu nome e se deparou com os belos olhos de Rosalie Withlock. Esta lhe sorriu com candura, o que a tornava ainda mais bela.

_Srta. Withlock? O que faz aqui? Está muito frio...

_Para a senhorita também...vim buscá-la, ainda não acabamos com nosso brinquedo.

_Para mim basta, receio não conseguir continuar, principalmente ao lado...- Isabella tivera a presença de espírito de não concluir a fala, mas Rosalie já sabia o seu final:_Sinto se meu amigo Edward a tenha ofendido. Acredite-me, ele não é assim...o diabo em pessoa.

_Me custa a crer que ele possua a tua amizade sendo tão rude. És um anjo, de fato!

_Senhorita Dwyer, posso chamá-la de Isabella?

_Mas é claro!

_Não tenho a liberdade de lhe dizer muito além disso, mas meu amigo Edward é um bom homem, ele apenas teve uma decepção que o tornou um pouco rude, com ele e com a vida. Peço-lhe a tua indulgência para que lhe conceda um voto de confiança. Não irá se arrepender.

Havia sinceridade nos belos olhos azuis de Rosalie que estendera sua mão para Isabella. As duas voltaram para a sala grande onde haviam deixado os companheiros. Como Isabella havia suspeitado, Alice de fato não sentira sua ausência que ao final das contas fora breve. Ela estava muito envolvida com Jasper Withlock que falava sem parar, contanto historias a fazendo rir. Isabella sentiu em seu intimo que aquela união daria certo, Alice aceitaria bem a imposição de casar-se com o Sr. Withlock, o que a fez pensar a contragosto em Edward Cullen. Guiada por esta idéia, ela dirigiu seu olhar para o altivo homem que a acolheu com um brilho estranho nos seus olhos sombrios. Rosalie participou das historias que o irmão contava e trouxe Isabella com ela, a envolvendo na conversa. As horas passaram rapidamente e, após o chá da tarde, Isabella dera por encerrado o seu dia na residência dos Greennes, visto que Alice não iria precisar de sua companhia para a noite, ela teria Rosalie.

Discretamente Isabella se dirigiu até a cozinha onde a governanta lhe fizera uma cesta:_Aqui querida, separei alguns pães e geléias, tenho certeza que sua avó irá gostar e, como ela está Isabella?

_Passou certa dificuldade a noite. Saindo daqui irei comprar algumas toras de madeira para que hoje a noite seja mais aquecida e lhe de mais conforto ao dormir.

_Que Deus te proteja querida, você é a única coisa que restou para Cecília. – um afago no rosto de Isabella foi o suficiente para que uma lagrima escorresse por sua face. Cecília Dwyer, sua avó, tivera muita dificuldade em criá-la. Todos sabiam da triste história de sua filha Rennee que se entregara ao amor não correspondido e as duas tiveram que mudar-se para aquela vila, ha vinte anos, com Rennee grávida e sem noticias do pai de Isabella. A tristeza a consumiu durante toda a gestação, culminando com a sua morte ao dar a luz ao bebê de olhos castanhos inigualáveis. A vida das duas fora uma batalha constante e, piorou quando as forças começaram a faltar para Cecília. Isabella passou a ceder suas horas em companhia das jovens abastadas da vila e como recomendação, era também babá nas casas ricas da cidade de Forks, tendo que as vezes, se ausentar meses. Ela aproveitava tudo o que a vida poderia lhe oferecer, as aulas de piano que ela aprendia junto com seus protegidos, ou as aulas com os professores particulares, sobre conhecimentos gerais e língua estrangeira.

Quantas vezes não fora assim com Alice? Que para não ter aulas sozinha com o professor Mike Newton, Isabella ficara ao seu lado e se beneficiara também do aprendizado. Principalmente após a morte repentina da senhora Greenne, que fez com que o senhor Inácio tomasse uma decisão de não mandar mais Alice para estudar longe e trazer os professores até a pequena vila. Ele também fora conversar com a avó de Isabella para propor que sua neta fosse a dama de companhia de sua filha até a mesma vir a se casar. Agora que estava perto desta realidade se confirmar, Isabella pensou preocupada em como iria conseguir o sustento dela e de sua avó.

_Venha querida, falei com o senhor Cooper, ele irá levá-la. É muito perigoso andar ao cair da noite. Foi visto coiotes na mata na última semana.

Isabella seguiu a bondosa governanta, no bolso de seu vestido estava o envelope com as moedas do dia e, como ela já suspeitava, uma nota a mais. O Senhor Greenne sempre fazia assim, era o modo que ele via de auxiliá-la sem ofender. Quando chegaram perto da larga carroça do Sr. Cooper, que lhe saudou com um sorriso largo, Isabella tivera ainda outra surpresa, havia toras de madeira para ela, outro zelo do senhor Greenne. Ela fora auxiliada a subir na carroça, mas antes que deixasse a propriedade, ela sentiu-se sendo vigiada e guiou seu olhar até encontrar os dele. Edward Cullen estava ao lado do estábulo e apenas acenou com a cabeça antes de desaparecer de suas vistas. Isabella entrou em casa chamando pela avó, imediatamente ela se pôs a preparar a merenda, mas não antes de acender a lareira com algumas das toras. Sua felicidade alegrava os olhos envelhecidos de Cecília Dwyer que via a neta cantando ao preparar a merenda das duas.

_Vovó, está noite será melhor!

As duas conversaram alegremente, mas foram surpreendidas com o som de batidas na porta, um pouco depois de haverem terminado a merenda. Isabella atendeu a porta e a voz peculiar de Sr. Inácio Greenne preencheu toda a casa:_Minhas amigas, perdoem a minha intromissão. Minha cara senhora Dwyer, como tem passado?

_Inácio! Que surpresa agradável, entre! A que devemos a honra da tua visita?

_Ah sim, Alice estará viajando amanhã, para conhecer a casa do senhor Withlock e, seria de estrema alegria para mim se Isabella pudesse acompanhá-la.