[Supernatural] Already Over
Sinopse: "Você já teve medo de encarar uma pessoa, sabendo que quando seu olhar encontrasse o dela, haveria de tudo ali, menos o que você mais procurava?" (PadAckles, UA)
Disclaimer:Jensen Ackles, Jared Padalecki e qualquer outro artista aqui mencionado não me pertencem! Não é minha intenção denegrir a imagem de nenhum dos atores. História sem fins lucrativos.
Classificação: NC-17
Gênero: Romance / Angst / Lemon / Drama / Terror / Sci-Fi / Supernatural / Tragédia / Fantasia / Darkfic
Avisos: Homossexualidade / Álcool / Linguagem Imprópria / Violência / First Time / NCS
Shipper: PadAckles (Jared Padalecki x Jensen Ackles)
Beta: Larissa Costa
N/A: Heeey, gente! :D olha eu aqui outra vez! Devo dizer que fiquei muito feliz em saber que vocês gostaram do primeiro capítulo, e que estão acompanhando! *.* ~surtando~
Novamente, agradecimentos especiais à beta, porque ninguém mais aceitaria ficar surtando comigo por sms, MSN, e ficar 51 minutos com o telefone na mão, só pra discutir sobre pontos do enredo que estou terminando de planejar s2 Lari, pode colocar a fic numa maletinha, guardar embaixo do braço e levar embora, porque eu acabo de decidir que ela é sua! Sem mais u.u
Sem muito mais à dizer aqui. Algumas notas importantes sobre como serão as postagens da fic estarão no final do capítulo. Respostas às reviews anônimas também, comentários logados respondidos por MP
P.S.: Ah, gente, esqueci de falar! A música-tema da história é Already Over Part. 2, da banda Red ;) ou seja: voltem lá no primeiro capítulo, e leiam ele escutando a música! Huahsuahsuahs xD
Capítulo 2. I exist to my need to self-oblige
(Eu existo pela minha necessidade de me auto-corrigir – Slipknot) [Vermilion]
Quando Jared Padalecki atravessou correndo as portas da Morgan's Advocacy, tinha certeza de que aquela segunda feira seria especialmente tortuosa. O calor era de matar, sua camiseta tinha três botões abertos — isso se ela não estivesse ao avesso —, seus tênis talvez estivessem ao contrário, pois seus pés doíam, e ele ainda estava atrasado.
Justo ele, que nunca se atrasava, havia perdido o horário pela primeira vez em toda sua vida! Era perfeccionista ao extremo quando se tratava de seu estágio — chegando até mesmo a irritar seus amigos —, pois sabia que seu futuro trabalho dependia de seu bom desempenho. Não era porque Jeffrey ás vezes fazia vista grossa para seus erros — nem porque era um dos amigos mais íntimos de seu pai — que podia se dar ao luxo de relaxar e fingir que eles não fariam diferença.
O moreno tentava não se irritar, mas o nervosismo e a certeza absoluta de que se não tivesse sonhado nada disso teria acontecido o estavam deixado possesso. Tanto que mal cumprimentou as pessoas por quem passava — coisa bastante incomum, uma vez que Jared estava sempre bem humorado — e caminhou diretamente até a mesa de seu supervisor. Ou, no caso, supervisora.
Samantha Smith, surpresa, levantou os olhos dos papéis que segurava quando Jared parou em frente a sua mesa. Com os cabelos louros presos num coque apertado, o blazer social preto e os óculos meia-lua, ela parecia muito mais séria do que realmente era. Poderia parecer arrogante — e ele sabia como ela era realmente assustadora quando se irritava com as coisas —, mas provavelmente era uma das pessoas que o rapaz mais admirava.
— Jared? — a mulher questionou, colocando os papéis sobre a mesa com uma calma que chegava a ser irritante. — Pensei que não viesse hoje.
O moreno suspirou, sentando-se na cadeira em frente à mesa de Samantha, e apoiando sua mochila ao seu lado. Esfregou o rosto algumas vezes, secando o suor da testa e checando suas roupas para ter certeza de que estava tudo no lugar. Sendo sincero consigo mesmo, estava apenas procurando motivos fúteis e banais pra não se irritar com o fato de Smith não tê-lo repreendido por chegar atrasado. Fez apenas uma careta desgostosa, e lançou uma olhadela discreta em direção à janela.
Lá fora, o Sol ainda brilhava, numa promessa muda de que o dia seria lindo.
~J2~
Não é a droga de um pesadelo. Não é a droga de um sonho ruim. Não é algo do qual eu precise fugir e, droga, eunãoquerofugir. Por tudo que é mais sagrado, será que isso não poderia parar, nem que seja por uma única noite?
— Jared? — a voz irritantemente aguda de Emily Perkins cortou toda e qualquer linha de pensamento que Jared pudesse ter naquele momento.
— Hum?
— Você está ocupado nesse fim de semana? — Padalecki mal registrava em seu cérebro as palavras que a garota dizia. — Quer ir ao cinema comigo?
— Claro...
Quando a garota deu um grito de comemoração, Jared quase caiu da cadeira, assustando-se. Virou-se erguendo sobrancelhas para encará-la, sem entender o motivo para tal alvoroço. Emily sorria, os lábios rosados cobertos de gloss esticados por seu rosto de um modo que o fazia se perguntar como ela conseguia sorrir daquela maneira.
— Eu prometo que você vai se divertir! — num surto de coragem, Perkins abraçou-o, e rapidamente saiu de perto do moreno, sem jamais deixar de sorrir.
— Mas que raios...? — Jared arregalou os olhos, se perguntando mentalmente com o quê, exatamente, acabara de concordar.
Padalecki suspirou, apoiando os cotovelos sobre a mesa do refeitório e afundando o rosto entre as mãos. O tempo já estava melhor do que quando ele chegara à empresa — e ele podia deduzir isso pelas folhas das árvores balançando do lado de fora da janela — mas, Jared ainda tinha a sensação de estar derretendo de tanto calor. Sua cabeça doía, e as palavras do documento sobre leis que ele estava lendo pouco antes de se perder em pensamentos giravam e dançavam à sua frente, fazendo a maior confusão.
E a única coisa na qual ele conseguia pensar era naqueles malditos olhos que via, noite após noite, em seus sonhos. Olhos de um tom verde que ele não conseguia definir. Olhos cheios de carinho, cheios de amor. E também incerteza. Olhos que pediam para que ele o amasse, que ele o abraçasse, que o tocasse e lhe pertencesse. Olhos que o incendiavam, por dentro e por fora. Olhos que tiravam seu ar, seu chão, seu tudo.
Os mesmos olhos de Jensen Ackles. JensenAckles. Toda noite, sem falta, ele sonhava com um cara, pelo amor de Deus! Que tipo de louco obcecado ele era? E ainda sem contar todos os outros fatos: um, ele não era gay, nem bissexual — então, definitivamente, não devia se sentir atraído por um homem — E dois: Jensen não lhe dava a mínima.
Eles se conheciam desde a sétima série — sim, senhor, exatos seis anos —, e desde aquela época Jensen o tratava de forma diferente. Era um pouco tímido com pessoas que não conhecia, mas a partir do momento que o assunto se iniciava, só faltava falar pelos cotovelos. Com Jared, nunca chegou a ser assim, por mais que o moreno tentasse iniciar uma conversa.
O que explicava bastante seu complexo de pensar que talvez houvesse alguma coisa errada com ele. Não com Jensen, ou qualquer outra pessoa; um problema com ele.
Sob o toque de suas mãos febris, as asas trêmulas. Tudo neles era oposto, e seu subconsciente parecia ter notado isso no momento em que o tocou. Suas energias atritavam-se, e esse era o motivo de sua dor—uma sensação estranha, como se algo nele estivesse sendo espremido. O anjo permanecia lhe encarando. Incerto, confuso. Suspirou, fechando os olhos e permitindo-se apenas apreciar a sensação...
— Ainda que eu fale todas as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor sou como o bronze que soa, ou o sino que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo pra ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.—citou, mordendo o lábio inferior com certo nervosismo, reprimindo a vontade que tinha de abrir os olhos.
O anjo sorriu. Um sorriso meio triste, meio apaixonado. Delicadamente, tocou-lhe os ombros, erguendo-se e pressionando os lábios macios contra os seus, num selinho quase casto. E sem se afastar, murmurou:
— O amor é sofredor, é benigno. O amor não é invejoso, o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba, mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão. Havendo ciência, desaparecerá. Porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino, mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face. Agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanece a fé, a esperança, o amor, estes três... Mas o maior destes é o amor.
— Jared?
Por que as pessoas tinham o dom de interrompê-lo nas horas mais inoportunas? Jared suspirou, abrindo os olhos.
Rob Benedict o encarava, parecendo estar dividido entre magoado, ou irritado.
— Hey, Rob. — Padalecki respondeu, não muito entusiasmado.
O menor hesitou por alguns instantes, e então, foi direto ao ponto:
— A Emily me disse que você vai ao cinema com ela nesse final de semana... — Jared se assustou com a constatação. Era com isso que ele havia concordado, então? — É verdade?
Inferno.
— Ela disse? — arriscou-se a perguntar, lançando um olhar culpado ao moreno.
—... — Rob balançou a cabeça, decepcionado. — Droga, Padalecki! Você sabe que eu... Você não gosta dela, não do jeito que ela quer, por que fica dando esperanças? Você gosta de brincar com os sentimentos das pessoas, é isso? Porque se for, não tem a mínima graça! Eu pensei que fôssemos amigos, droga!
— Rob, não é nada disso que... Quer dizer, eu não tive a intenção de... — Jared se engasgava com as palavras, sem saber ao certo como explicar que concordara com o que a garota dizia sem ao menos saber do que se tratava o assunto. E o assustador não era nem saber que concordara sair com uma garota que gostava dele, mesmo que não quisesse nada além de amizade com a menina, o assustador era saber que havia pisado na bola com Rob, que gostava dela. Irresponsabilidade sua, outra vez.
— Mas quer saber? Pode esquecer que eu existo, Jared! — Benedict se afastava, parecendo irritado, magoado, decepcionado e possesso, tudo ao mesmo tempo. — Não deve fazer muita diferença pra você, mesmo...
— Rob, espera! — Jared fez menção de se levantar, mas o moreno já corria para longe dele, chamando a atenção das poucas pessoas que se encontravam no refeitório.
Padalecki provavelmente teria corrido atrás do amigo e tentado concertar a situação, mas estava cansado demais para isso. Sentou-se novamente, esfregando o rosto várias vezes e encarando a mesa como se ela fosse a coisa mais interessante que há.
Nunca antes acontecera de ele se atrasar para seu estágio. Nunca acontecera antes de ele se distrair e acabar concordando com Emily, concordando em sair com ela, por mais que a garota insistisse, porque sabia que Rob gostava dela.
E, acima de tudo, ele nunca antes "sonhara" acordado, como havia acabado de acontecer. Ele nunca fantasiara tanto assim. Aquilo estava se tornando um problema muito sério. E ele não sabia se era obsessão, ou se estava ficando louco de vez.
Jared estava tão ferrado.
~J2~
N/A: Então, meus queridos, gostaram? Me deixem saber, vai! ;)
O que eu disse que ia avisar sobre a postagem, é que acontece o seguinte: o primeiro capítulo e esse segundo, estou postando logo depois de receber da beta. O problema, é que eu percebi que não gosto muito de "trabalhar" assim. É, podem me matar, se quiserem, mas é o meu jeito, fazer o quê .-.
Por que estou dizendo isso? Porque é possível que o capítulo 3 demore um pouco a sair. Eu tenho que terminar de digitá-lo, e enviar pra beta. Enquanto isso, digitarei o quatro. Aí, ela me devolve o três. E eu só posto ele, quando enviar o quatro pra ela betar. E assim vai. Eu já comecei a digitar o 3, mas não sei se consigo terminar o quatro tão rápido assim. E tem também que minhas provas oficiais começam na quarta da semana que vem, e só terminam na outra quinta... Ou seja, tudo conspira pra que eu demore u.u
Mas, calma aí, gente! Não pretendo demorar tanto assim, falou? Talvez (talvez), se eu terminar o 3 até domingo, eu consiga digitar o quatro e enviar para a beta, aí eu posto na sexta-feira, tudo bem?
Ah, e tem outra coisa! As citações que eu coloquei no flashback, são citações bíblicas que realmente existem. Se não me engano, é Coríntios 13. Não tenho certeza se é realmente amor, ou se na citação era dito caridade. Joguei no Google, e a maioria deles respondeu amor, então eu coloquei isso, e não me perguntem por que raios eu não olhei numa bíblia (foi porque eu não achei u.u). Não é minha intenção aqui discutir qualquer assunto religioso, e tudo que eu escrevo é por entretenimento. Se alguém por aí souber, com certeza absoluta (e que tenha consultado numa bíblia também, rsrs), se é amor ou caridade a palavra usada na frase, eu ficaria muito agradecida que me dissessem. Mas não é pra encucar demais com isso, beleza?
Beijos, e obrigado pela compreensão ;)
Respostas às reviews anônimas:
Medecris: Hey, you! \Õ/ Eita, minha nossa senhora das slashers, você está acompanhando todas as minhas longs! o.o assim você infla meu ego, sua linda! u.u Também gostei dessa frase ;) escolhi ela em especial, porque achei que combinava um pouco com a fic, ou o capítulo em questão xD
E, sim, senhorita, asas! \Õ/ ~me gusta~ pensar em anjo demônio, porque eu acho que é a coisa meio clichê mais f*** que já inventaram no campo literário! *.* aí já viu, né... Às vezes, quando falam em anjo, também penso em Destiel! xD mas é mais por causa do Cas, mesmo, porque meu OTP é PadAckles...
A resposta à sua pergunta talvez seja respondida nesse capítulo! xD Ou não... Por enquanto, vou deixar em aberto para que vocês se questionem e morram de curiosidade! Huashaushauhsaush! *risada maligna* #FAIL
Beijos, fofa, e muito obrigado pelo review! ;*
Waldorf SaN:Hey, you! \Õ/ será, será, será? Ou será que realmente foi apenas um sonho? Huahsuahsuahsuash, não posso responder sem soltar um montão de spoilers! Meus dedinhos coçam por isso, mas como sou muito, muuuito má, não soltarei nenhum u/u (Spoiler só com permissão da capitã agora! Haushauhsaush)
Mas acho que posso dizer que vou tentar inovar bastante, escrever umas coisas nessa fic que estava louca pra fazer, e por falta de ideias (até agora) e, admito, coragem (e talvez um pouco de incentivo \Õ/), nunca tinha feito até agora! Espero que algumas das suas perguntas tenham sido respondidas nesse capítulo, ou ao menos tenham aumentado sua curiosidade em saber o que vem pela frente! xD
Huahsuahsuahs, beeijos, fofa, e muito obrigado pelo review! ;*
