Direitos Autorais: Naruto infelizmente não me pertence, ele é de seu criador, Masashi Kishimoto. A música apresentada neste capítulo, Show me Love, também não me pertence, pertencendo à t.A.T.u.

Advertências: OOC (Out Of Character, ou seja, uma pessoa com comportamento fora do normal), Yaoi (ou seja, dois menininhos lindos sendo MUITO mais do que amiguinhos e se agarrando à torto e à direito), Incesto (ou seja, dois irmão tendo uma relação bem mais profunda do que uma de irmãos), Violação (ou seja, sexo não-consentido por uma das partes, estupro), Hentai (ou seja, relação sexual heterossexual).

Pares: SasukeItachi, SasuIta, Uchihacest. FugakuxMikoto, FugaMiko.

Comentários Iniciais: É, acabou. Finalmente, a série Adversidades no Natal está oficialmente aposentada. O último capítulo, Show me Love, é a continuação de Show me Passion, dedicado a Camis. Este, por sua vez, vai para todos os que acompanharam esta série, capítulo por capítulo. Deve ter sido difícil, já que primeiramente eu a coloquei em formato de long-shot, e depois transferi para one-shot. Aos que adicionam como favorito ou alerta – tanto autor quanto história -, aos que comentam e aos que somente lêem. Especialmente para Moon, meu namorado – Eu te amo!. Sei que dediquei minha primeira história para ele, mas não resisti à tentação. Espero que ele não odeie o Lemon (xD). Só você acalenta meu coração, honey. Espero que gostem, à leitura!


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Show me Love

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Random acts of mindlessness

Atos aleatórios de burrice

Sasuke arregalou os olhos, sentindo as órbitas doerem ao fazê-lo com tanta força, quando sentiu a queimação em sua bochecha, resultado do tapa que recebera, proveniente da mão direita de seu irmão mais velho. Itachi por um momento lhe olhara com extrema raiva, e berrou, consternado e histérico:

- O que você pensa que estava fazendo?!

Sasuke não sabia ao certo como responder, já que não sabia como Itachi tomaria seu plano. Mas tinha certeza que partir tão abertamente para o ataque foi uma péssima idéia. Suas pálpebras tornaram-se pesadas pela água salina que começava a se acumular em seus olhos. Ele, com a vista embaçada, apontou a cozinha, e Itachi, com o cenho franzido, caminhou até lá.

Commonplace occurrences

Ocorrências banais

No momento em que Itachi presenciou a cena que Sasuke vira antes, uma luz pareceu acender-se em sua mente fragilizada. Sasuke simplesmente vira aquilo, e interpretara errado! Como se aquela fosse uma demonstração de amor que pudesse ser feita por irmãos. Ele estava apenas confuso. Claro que a verdade passava perto - mas nem tanto - do raciocínio de Itachi.

Sasuke já tinha derramado algumas das lágrimas retidas, e Itachi apiedou-se de seu irmãozinho tolo. Voltou a dobrar as pernas para ficar em sua altura, e abraçou o pequeno. Acariciou gentilmente os cabelos negro-azulados, e afastou-o lentamente, sorrindo de maneira terna. Sasuke engoliu o choro, sorrindo timidamente. Então Itachi notou, ao olhar de canto, que a cena tornava-se um pouco mais... quente. Engoliu o riso ao pensar que Sasuke também imitaria aquilo. Afinal, era para rir-se, e não para chorar, já que era somente algo banal, uma simples ocorrência causada por fatos aleatórios que nada tinham de importantes.

Chances and surprises, another state of consciousness

Acasos e surpresas, outro nível de consciência

Itachi aproximou-se da cena, com Sasuke segurando firmemente sua mão. Então, tossiu fortemente, tentando fazer com que seus pais parassem de se agarrar em plena cozinha. Sua mãe, ao notar que ambos estavam ali, fechou a camisa e, corada, escondeu-se atrás de Fugaku.

-A casa tem crianças, sabiam? É pra isso que existem motéis – Itachi sorriu debochado, e Fugaku sorriu exatamente da mesma maneira.

-Acha que voltamos de onde? - Mikoto arregalou os olhos, e encolheu-se atrás do marido. Sasuke arqueou as sobrancelhas, perguntando-se o que raios era um motel, e o porquê de sua mãe se sentir tão embaraçada ao sequer lembrar de um.

-Na verdade, não quero nem saber – Itachi sorriu levemente, e retirou-se, levando Sasuke junto.

Tell me nothing ever counts

Diga-me que nada conta

- Nii-san, você está bravo comigo? - Sasuke perguntou, soluçando e fazendo bico, não agradando-lhe a idéia de ficar mais afastado ainda de seu irmão.

- Não, fique tranquilo – Itachi parou de andar, e virou-se para Sasuke, dando-lhe um sorriso radiante. Um daqueles que ele mostrava somente para o pequeno. E, mesmo assim, era muito estranho para Sasuke ver Itachi sorrir – Nós somos irmãos, Sasuke – Itachi parou de sorrir, ficando mais sério – E sempre haverão barreiras entre nós, e brigas, e inveja, mas isso não significa que devemos nos separar. Somos irmãos, e somente podemos contar um com o outro. Então, entre nós, nada ruim deve contar, já que isso significaria perder o outro. Por isso, eu não vou contar essa experiência, porque não quero perder você.

- Nii-san... - Sasuke o olhou com orgulho. Apesar de invejá-lo, adorava seu irmão. E talvez fosse esse mesmo o motivo de invejá-lo.

Itachi lhe beijou na testa, segurando o queixo infantil. Logo após, afastou-se, sorrindo docemente.

- Assim que você deve me beijar – ele piscou para Sasuke, e dirigiu-se em direção da porta.

Quando Itachi saiu, Sasuke sorriu também. Afinal, Itachi tinha razão. Entre eles, nada deveria contar.

Lashing out or breaking down

Atacando ou demolindo

Sasuke foi direto para o campo de treinamento familiar, tentando acertar mais shurikens que outrora. Claro, se ele fosse patriarca do clã, teria que ser tão forte quanto Itachi. E ele sabia que aquele tapa no rosto havia tido força comedida, porque Sasuke teria alguns ossos fraturados se não tivesse.

Deixando de lado o 'e se', Sasuke voltou às shurikens.

Uma, certo.

Duas, errado.

Três, errado.

Quatro, certo.

Cinco, errado.

Seis, errado.

Sete, certo.

Oito, errado.

Nove, errado.

Dez, certo.

O corpo de Sasuke ferveu ao ter certeza de que Itachi acertaria todas.

Mas ele também conseguiria, e desposaria Itachi após isso.

Still somebody loses cause there's no way to turn around

Ainda alguem sai perdendo porque não há como voltar atrás

Itachi deixou-se escorregar pela parede, roçando os lábios com os dedos. Era seu primeiro beijo. E, oh Deus, tinha sido com seu irmão mais novo. Espremeu as pálpebras, sentindo-se mais sujo do que nunca. Nem quando matara pela primeira vez sentira-se assim. E, por toda a consideração à inocência do pequeno, resolveu não lhe dizer nada daquilo. Sasuke não enteria, mas era tão errado...

Resolveu então carregar aquele peso consigo, junto aos outros que em tão jovem idade já tinha. Assassino, impiedoso, insensível, e agora incestuoso. Era só o que lhe faltava para sentir-se mais nojento do que antes.

Abriu os olhos, vendo o céu azul. Teria que suportar tudo o que sentia, ou Sasuke ficaria preocupado. Mordeu o lábio inferior, rezando para que não ficasse com medo de se aproximar de Sasuke. Era tudo o que menos queria, já que a única pessoa que lhe fazia viver era seu pequeno irmãozinho.

Tell me how you've never felt

Diga-me como você nunca se sentiu

- Por que você imitou o papai? - mesmo que Itachi tentasse, acabou por cair na tentação no dia seguinte.

Sasuke duvidou em dizer algo, mas resolveu que o melhor seria abrir o jogo e ver a opinião de Itachi de uma vez.

- É que ele me disse que eu teria que casar com uma mulher, e... Bem, a mamãe é uma mulher, e você também por ser igual a ela...

- Como?! - a voz de Itachi voltou a alterar-se, e Sasuke se encolheu em seu lugar.

Delicate or innocent
Delicado ou inocente

Itachi corou, ao perceber que Sasuke pensara que ele era uma mulher. Está bem, ele não tinha o corpo exatamente masculino, um pouco andrógino talvez, mas feminino? Depois Shisui dizia que era paranóia a hora que ele gastava na frente do espelho tentando colocar algo masculino o suficiente para que ele não parecesse um menininho facilmente violável.

Então arregalou os olhos ao notar que fôra compleramente inocente ao não desconfiar de algo parecido, e seu corpo era em certa maneira delicado. Sorriu, sentindo o coração palpitar mais forte.

- Eu achei que se eu casasse com você como a mamãe casou com o papai, eu poderia manter a família junta para sempre... Se você e eu casarmos com outros, vamos nos separar – Sasuke choramingou, e Itachi lhe acariciou os cabelos.

- Quem te disse que eu sou uma mulher?

- Papai.

Itachi levantou-se de seu lugar, berrando enfurecido.

- PAI!

Do you still have doubts that us having faith makes any sense?

Você ainda tem dúvidas de que nós termos fé faz algum sentido?

Sasuke correu até sua mãe, tentando descobrir a razão de Itachi estar furioso por ser chamado de mulher. Ele não o era?

- Sasuke querido, não corra dentro de casa!

- Mamãe, eu tenho algo para te perguntar – Sasuke parou de correr, sentando-se ao lado da mãe, que descascava algumas batatas.

- Fale, meu amor. Estou te escutando, sim?

- Bem... Uma mulher de treze anos é chamada de mulher?

- Comunmente não – Mikoto franziu o cenho – Alguns chamam, mas eu acho que são pequenas demais para serem mulheres. Há idade para tudo, meu anjo. Se bem que Mulher designa todo o sexo feminino humano, não importando a idade.

- E como se chama a mulher mais jovem? - Sasuke sorriu, achando que Itachi ficara fulo porque Fugaku deu a entender que ele já era mulher, quando na verdade ainda não era. Talvez estivesse ofendido por ser chamado de velho.

- Moça, garota, menina... tanto faz.

- Ah, sim – da próxima, Sasuke não o chamaria de mulher, certamente – E alguma menina fica ofendida se é chamada de mulher?

- Geralmente não. Maioria gosta até. Elas se sentem mais femininas, sei lá. Muitas meninas gostariam de serem mais velhas, então se sentem felizes por serem chamadas de mulheres. Mas algumas ficam furiosas, como eu quando namorava com seu pai. Eu quase dei um soco nele quando ele me chamou de velha. Se bem que quase todas odeiam ser chamadas de velhas – Mikoto sorriu, lembrando de alguns fatos anteriores ao casamento e à seus filhos.

- Obrigado! - Sasuke saiu correndo, e Mikoto sorriu docemente. Talvez fé não fosse em vão mesmo.

You play games, I play tricks

Você brinca jogos, eu prego peças

As folhas mexiam-se violentamente nos galhos, algumas soltando-se do sustentador de suas frágeis vidas. Um homem passava por elas como uma ráfaga de vento, intempestivo, centrado em um único objetivo. Isso até ouvir um grito infantil.

- Nii-san!

Itachi quase caiu da árvore, literalmente.

- O que você está fazendo aqui, Sasuke?! Eu não tinha te dito que a floresta proibida era perigosa? Como raios você entrou aqui?!

- Anh... Você deixou o portão aberto...?

Itachi teve a vontade súbita de bater com a cabeça no tronco da árvore, até desmaiar. Mas claro que não fez, era um Uchiha, e o gênio do clã, e também não queria ter uma dor de cabeça.

- E como você chegou aqui? - Itachi franziu o cenho, desgostoso.

- Anh... Andando...?

- Andando? Como? - o cenho do maior se franzia cada vez mais, aprofundando as marcas de expressão na testa.

- Com os pés? - Sasuke o olhou como se estivesse maluco.

- Vá embora, eu estou treinando – Itachi voltou às kunais, jogando-as em alvos pré-estabelecidos.

- Mas...! - Sasuke notou que Itachi nem ao menos percebia sua presença, então deu as costas e voltou por onde veio. Itachi parou o que fazia, e suspirou.

- Irmãozinho, se você soubesse... - Itachi sorriu melancolicamente. Era melhor assim. Pelo menos Sasuke não levaria um baque tão grande quando soubesse do futuro extermínio do clã.

Girls and girls but you're the one

Meninas e meninas, mas você é o único

Caminhando, emburrado, Sasuke parou para notar nas outras meninas da cidade. Poucas eram dignas de serem chamadas de feias, e muitas eram realmente lindas. Algumas usavam vestidos simples, algo que intrigou Sasuke, por nunca ver Itachi com um.

Tinham garotas de todos os tipos de cabelos, do rosa ao verde, passando por cores normais, e algumas bizarras. Era uma variedade enorme, e ele sabia que era só piscar para que alguma se derretesse por ele. Na verdade, ele nem precisava insinuar algo, e as meninas já pulavam encima dele. Mas Itachi não era assim. E era algo que Sasuke valorizava nele.

Por um efêmero momento, Sasuke cogitou a idéia de deixar Itachi livre de seu plano, e escolher algumas das meninas. Não, ele não o faria. Por quê? Talvez fosse pelo clã, pela aceitação... Não, na verdade era porque a única pessoa com quem imaginava gastar sua vida era Itachi. E ele nem ao menos cogitava a idéia de se divorciar depois.

Não importava quantas meninas houvesse, Itachi era o único de sua escolha.

Like a game of pick-up-sticks

Como um jogo de pegar palitos

- Você é o único no centro de Konoha, Itachi – Fugaku comentou, sério.

- Eu sei, tenho consciência disso.

- Então por que continua gastanto tempo à toa com Sasuke? Hávera tempo depois de aniquilarmos Konoha.

- Porque o tempo que estamos perdendo agora nunca vai voltar atrás, pai – Itachi olhou-o, insensível. Como Fugaku passara a odiar o rosto impecavelmente inexpressivo de Itachi... E admirar, como cada detalhe do filho.

- Eu criei você para ser o melhor, Itachi – Fugaku franziu o cenho, Itachi lhe encarou com seus olhos frios.

- Não pai, você me criou para ser você.

Itachi não poderia estar mais certo.

Played by fucking lunatics
Jogados por malditos lunáticos

- Você é o único no centro de Uchiha, Itachi – o conselheiro disse calmamente, num tom que sugerisse a importância daquilo para a vila inteira.

- Eu sei, tenho consciência disso.

- Quais seus planos, Itachi? - outro conselheiro questionou, e Itachi controlou o meio sorriso que afloraria de seus lábios.

Diferente de Fugaku, os conselheiros tinham certeza de que não estavam no controle. Fugaku ainda não sabia desse pequeno detalhe. Como não soube que o maior sonho de Itachi era ser médico, curando pessoas, e não matando-as. Como não soube que Madara havia lhe contatado e dado total apoio para o massacre que ocorreria. Como não sabia que Itachi a cada dia tinha mais certeza de que o que Fugaku queria consigo era corrigir seu próprio passado, manipulando Itachi como se fosse ele próprio.

Mas Itachi não seria mais uma marionete.

Estavam em um jogo de palitos, no qual tem que se tirar palito por palito, até chegar ao final. E Itachi tinha a pequena impressão de que era o palito mais soterrado pelos outros. Se fosse removido, todos os outros cairiam, e o jogo terminaria. Um à pouco eliminado foi Shisui, e Itachi não admitiria que Sasuke fosse o próximo.

- Posso lhe pedir algo, Hokage-sama? - Sarutobi, que olhava para o teto, mirou Itachi com seus olhos sábios.

- Sim.

Itachi sorriu.

A marionete cortou os próprios cordões.

Show me love, show me love, show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor

A casa em penumbras impossibilitava uma boa visão do caminho. Sasuke procurava um copo de água, a sede lhe abatera naquela madrugada. Talvez porque não tivesse bebido muito, nem comido, por estar divagando a tarde inteira. Não era calor, já que era inverno. Ele sorriu ao lembrar da grande árvore de natal da sala, com os presentes sob ela.

Enquanto tateava as paredes para não precisar ligar a luz – seu pai já lhe achava fraco, se soubesse que precisava de luz acesa para ver algo... - acabou por, inevitavelmente, ouvir barulhos provenientes do quarto de seus pais. Em frente dele, ficava o quarto de Itachi. O pequeno não tinha certeza absoluta de que o barulho fosse só do quarto de seus progenitores, então colocou as mãos em ambas maçanetas, já que o corredor era algo estreito.

Show me love 'till you open the door
Mostre-me o amor até que você abra a porta

As portas deslizaram-se suavemente para trás, chocando-se com suas respectivas paredes de maneira suave e pouco sonora.

No quarto de Itachi, o Uchiha dormia placidamente, um sono pesado. Mesmo que fosse ANBU, quando Itachi dormia, era quase impossível acordar-lhe. Podia-se entrar em seu quarto, revirá-lo de ponta-cabeça, e ele nem ao menos se mexeria na cama. Talvez fosse a segurança de estar em casa. Se bem que aquilo estava mais para um campo de guerra do que para uma casa.

No quarto de seus pais, ambos estavam acordados, mas não notaram a locomoção da porta até a parede. Fugaku estava por cima de Mikoto, e mesmo com o frio do inverno, ambos estavam nus e sem algo que lhes cobrisse. Pelas bochechas avermelhadas de Mikoto, frio não era exatamente o que eles sentiam.

Show me love, show me love, show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor

As pernas de Sasuke falharam quando ele ouviu um sonoro gemido sair da boca de sua mãe. Caiu no chão, mas não fez muito barulho. Encolheu-se perto da porta, assistindo como seu pai sugava com vontade o mamilo de sua mãe, enquanto tocava com o polegar dentro dos lábios grandes da zona pélvica.

Ela gemeu novamente, fincando as unhas nas costas do marido, os olhos lacrimejantes. A outra mão de Fugaku pousou-se no outro seio, apertando o mamilo entre o dedo indicador e médio, enquanto os outros dedos apertavam a pele em volta. Se beijaram, e Mikoto soltou outro gemido entrecortado no beijo. Repentinamente a boca de Sasuke tornara-se mais seca do que antes, e o calor apoderara-se não só de sua boca, mas de seu corpo inteiro.

Show me love 'till I'm up off the floor
Mostre-me o amor até que eu levante do chão

Sasuke tomou o maior cuidado possível para que seus pais não lhe vissem ao levantar do chão. Mas eles estavam entretidos o suficiente para não ouvirem uma bala de canhão, se fosse disparada de seu quarto.

Virou-se para o quarto de Itachi, olhando o rosto quase angelical de seu irmão. Uma ideia fugaz passou em sua mente. Ele sabia que o que seus pais faziam era algo realmente íntimo, como tomar banho, ou ter uma escova de dente para si.

E parecia que somente pares casados faziam aquilo, já que ele não via as pessoas na rua fazendo algo parecido. Claro, beijos ele já havia visto, e até um garoto colocando a mão sob a blusa da menina, como ele fizera com Itachi. Mas os dois nus numa cama? Não, ele não procurava informação do tipo.

Show me love, show me love, show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor

Mikoto empurrou Fugaku de sobre si, e, corada, passou a acariciar sua parte íntima. Fugaku sorriu maldosamente, e ela olhou para o teto, envergonhada. Ele adorava ver Mikoto daquele jeito, tão submissa. A única pessoa que ele gostava, em sua família, que fosse assim tão adoravelmente submissa, era Mikoto. Odiava quando via um de seus filhos daquele jeito, já que não encaixava-se em sua mente que um deles sequer se parecesse com sua mulher.

Fugaku grunhiu quando Mikoto tocou um ponto erógeno na base. Ela aproximou-se do pênis ereto, e passou a lamber timidamente a cabeça. O rubor apoderou-se mais ainda do rosto dela, e seu marido segurou-lhe pelos cabelos, incentivando-a a chegar mais fundo.

Show me love 'till i'ts inside my pores
Mostre-me o amor até isto estar dentro dos meus poros

Sasuke não soube o porquê, mas repentinamente suas roupas pareciam um estorvo. Novamente olhou para Itachi, mordendo o lábio, pensando se ele não ficaria furioso, como na primeira tentativa de Sasuke de imitar Fugaku.

O que mais dava se ficasse furioso! Depois ele resolvia isso, naquele momento o mundo era quente demais para ficar com roupas, e Itachi era um convite para tirá-las. O lençou que cobria seu irmão escorregou quando Itachi deitou com as costas para o colchão. Ele levava uma camisa folgada e uma cueca. Só. E em uma noite fria de inverno. Se bem que Itachi era calorento, diferente de Sasuke, que era friorento. Mais uma igualdade de Itachi com Mikoto para a lista.

Despiu-se enquanto caminhava até a cama, retirando o pijama que levava posto. Uma vez sobre a cama, situou-se sobre Itachi, mas sem colocar seu peso sobre ele. Apenas situou-se entre as pernas levemente abertas do maior.

Show me love, show me love, show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor, mostre-me o amor

Sasuke olhou de esguelha para o casal no outro quarto, e notou que Fugaku tinha deitado Mikoto novamente sobre a cama, e abrira-lhe as pernas, fazendo com que dobrasse e separasse os joelhos. Com algo de esforço e cuidado, colocou as mãos na parte de trás do joelho de Itachi, e levantou-os, fazendo que ele abrisse as pernas e apoiasse as plantas dos pés na cama.

Deslizou a cueca, com dificuldade no começo, tendo que vencer o peso de Itachi, e não fazer barulho. Tinha medo que Itachi acordasse e lhe desse outro tapa. Preferia fazer às escondidas, e quando Itachi acordasse, lhe diria que queria casar com ele. Os dois casariam, e ponto final.

Quando Itachi finalmente ficou nu da cintura para baixo, Sasuke passou a lhe estinular com a mão, vendo como ele se mexia agitadamente na cama, mas não acordava. Provavelmente viera de uma missão da ANBU, e estava cansado.

O moreno notou que seu irmão soltou um gemido estrangulado, e que o membro de seu irmão tornava-se ereto, pulsando sob sua mão. Notou que, inexplicavelmente, ele também estava. Claro que ele era menor que seu irmão, então toda sua anatomia era. Arregalou os olhos ao ver que o seu, ereto, parecia ser maior do que o mesmo em estado flácido. Não importou-se naquele momento, já que sua respiração tornava-se entrecortava, e a de seu irmão também. Usou a boca para abocanhar a ponta, sugando levemente, como vira sua mãe fazer. O corpo de Itachi convulsionou-se, e Sasuke sentiu parte do pré-gozo preencher sua boca. Separou-se de seu irmão, novamente olhando para seus pais. Seu pequeno corpo estava agitado, excitado. Queria continuar, e não havia coisa no mundo que iria lhe deter.

Show me love 'till I'm screaming for more
Mostre-me o amor até eu estar gritando por mais

Fugaku colocara dois dedos dentro de sua esposa, e Mikoto arrepiou-se. Sasuke procurou em Itachi o mesmo lugar, mas notou que ele era meio diferente da mãe. Talvez fosse uma diferença entre meninas e mulheres. Notou então que ele tinha outra entrada, mais embaixo. Sabia que aquilo não era sua principal utilização, mas lubrificou os dedos com saliva e colocou um dentro de Itachi. O corpo de seu irmão se convulsionou, e Sasuke fechou os olhos, mexendo-o. Vira que seu pai colocara dois, então acompanhou seu primeiro dedo com mais um, mexendo em conjunto, num movimento contínuo de vai-e-vem. Abriu um dos olhos, e vira de esguelha que seu pai colocara mais um dedo. Então o imitou. Itachi inconscientemente apertara os lençóis sob si, o rosto corado pelo calor.

Mikoto, por outro lado, ouvira um gemido abafado que não era nem seu nem de Fugaku, mas achou que fosse um simples delírio pelo prazer. Por que diabos Sasuke estaria gemendo enquanto ela estava naquela situação com Fugaku? Claro que reconhecera o timbre de voz, mas talvez fosse a sua própria alterada pela paixão do momento. Resolveu deixar pra lá.

Fugaku tirou os dedos de dentro de Mikoto. Gostava de brincar com ela antes de fazer amor. Posicionou-se entre suas pernas, e beijou-lhe gentilmente o ombro. Usou uma mão para guiar seu membro até a vagina da mulher, e penetrou-a. Mikoto abraçou-lhe fortemente, gemendo sonoramente.

Sasuke, ao ver a cena, resolveu imitá-la, como todas as outras. Dobrou mais os joelhos do maior, e posicionou-se entre as esguias pernas. Beijou a bochecha do irmão, que murmurou algo entre sonos, e posicionou-se em sua entrada. Notou que Itachi era bastante estreito, e entrou-lhe na cabeça que talvez nunca tivesse feito aquilo. Sorriu, adorando a idéia de ser o primeiro.

Show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor

Então Sasuke penetrou-o lentamente. Itachi abriu os olhos de golpe. Inspirou o ar como se estivesse se afogando por muito tempo, e o gás essencial para sua vida estivesse lhe sendo privado. Engoliu em seco, sentindo prazer, o corpo borbulhando de paixão. Tremia, um estado febril do qual não queria retirar-se nunca. Nada nunca tinha lhe deixado tão excitado.

Tentou incorporar-se para ver o causante, mas as forças escaparam-se de seu corpo. Então notou que alguém se apoiava sobre si, tentando alcançar seu rosto. Arregalou os olhos. Oh Deus, era Sasuke! Gritou à plenos pulmões quando Sasuke saiu e entrou bruscamente nele. Agarrou-se firmemente no corpo de seu irmão, abraçando-o pelos ombros, juntando mais ainda os dois corpos.

Give me all that I want

Dê-me tudo o que quero

Mikoto sentia o fogo queimando sua pele, nublando seus sentidos e deixando-a sentir e ouvir muito mais seu corpo do que seu pensamento. Fugaku a penetrava em descanso, a mão direita tocando-a no clítoris e em seus arredores. Ele estava adoravelmente corado, os olhos semicerrados. Gritou de prazer ao sentir que tocava em um ponto erógeno dentro de si. Abraçou-o mais firmemente, arranhando suas costas.

Fugaku gemia roucamente, os lábios próximos ao ouvido de Mikoto. Sabia que ela tremia ao vê-lo gemer. Às vezes lhe dizia baixo que adorava estar dentro dela, o que fazia com que ela ficasse mais excitada e envergonhada. Os dois se beijavam apaixonadamente, sem sequer imaginar que seu filho mais novo estaria transando com o irmão mais velho.

Show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor

Fugaku saiu completamente de Mikoto, e penetrou-a violentamente, fazendo com que todo o corpo dela se convulsionasse de excitação. Ela soltou um gemido rouco, agarrando-se na madeira da cabeceira da cama. Fechou os olhos, acompassando seus movimentos de quadris com os do marido, fazendo-o salivar de prazer. Ele a segurou pelos cabelos, e a atraiu para um beijo passional, invadindo-lhe a boca com sua língua. Ela segurou-o pela cintura, atraindo-lhe para perto, enroscando as pernas na cintura do marido.

Give me all that I want

Dê-me tudo o que quero

Itachi largou Sasuke, apoiando-se no colchão, tentando falar algo. Sasuke tinha o rosto corado e os olhos fortemente fechados, um sorriso trêmulo no rosto. Podia estar se sentindo sujo novamente, mas não podia negar que estava disfrutando como nunca. Sasuke começou a masturbar-lhe lentamente, o que fez com que todo o resto de força que Itachi tivesse fosse para o inferno.

Sentia seu corpo pulsar, principalmente sua entrada, diante do intruso. Um pulsar que subia por seu corpo e invadia seus poros, ficando dentro deles. Gemeu fracamente, a respiração o mais entrecortada possível. Fechou os olhos, vendo que era inútil tentar falar. Seu corpo estava fatigado da última missão ninja, sua mente estava dolorida de tanto pensar em táticas de invasão, e agora estava sendo violado pelo próprio irmão.

Show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor

Fugaku acelerou o ritmo, se é que era ainda possível. Mikoto sentia que seu interior era lubrificado por seu próprio corpo, e como as fortes investidas chegavam cada vez mais fundo. Fechou os olhos fortemente, sentindo o orgasmo mais do que próximo. Os corpos de moviam, um contra o outro, em um ritmo frenético, buscando o fim. Os lábios novamente se encontraram, o ar tornando-se escasso.

Sasuke, por sua vez, beijava o pescoço de Itachi, enquanto não parava de investí-lo. Subia lentamente, chegando ao queixo, indo até a bochecha. Estava cansado, mas não queria parar. Sentia que seu corpo precisava de alívio, e parar não iria dar alívio a ele. Colocou as pernas de Itachi enroscadas em sua cintura, segurando- pelos quadris, tentando chegar o mais fundo possível nele. Itachi, que já não tinha vontade de replicar, e extasiado demais para perceber o que estava acontecendo, aceitou o gesto, enlaçando o menor pela cintura. Os dois gemeram sonoramente, pelo aumento do contato.

Give me all that I want

Dê-me tudo o que quero

- Nii-san – Sasuke gemeu e abraçou o irmão, sorrindo com felicidade.

Ao ouvir aquele simples apelido, Itachi arregalou os olhos, e um murmúrio saiu da garganta seca. Os olhos banharam-se de lágrimas, ao finalmente ter a mente um limpa o suficiente para notar o que estava acontecendo. Deixou-se fazer, colocando as mãos aos lados de sua cabeça. Queria chorar, espernear, gritar, mas estava cansado demais para qualquer uma das opções.

Sasuke acariciou gentilmente os cabelos de seu irmão, sorrindo ao lembrar que era uma das partes do corpo dele que mais gostava. Empurrou-se com mais força contra o corpo do irmão, notando que seu pai aumentava cada vez mais a velocidade, os corpos dele e de sua mãe tremendo convulsos.

Show me love, show me love

Mostre-me o amor, mostre-me o amor

Mikoto, assim como Itachi, arregalou os olhos, e apertou mais o seu agarre na cabeceira da cama. A respiração era quase tão rápida quanto as penetrações que seu corpo recebia. Gemia entrecortadamente, e algumas vezes sua boca se abria e nenhum som saía dela. Retirou o agarre da madeira da cabeceira, e abraçou Fugaku com todas as suas forças. Ele também abraçou-a, entrando em um ritmo frenético.

Imitando seu pai, Sasuke abraçou Itachi, e usou todas as suas forças para chegar à mesma velocidade do pai. Aquilo dava mais prazer, muito mais prazer. Era tão incrível que Sasuke queria gravar aquilo em sua retina para sempre.

'Till I'm screaming for more

Até eu estar gritando por mais

Mikoto agarrou-se com todas as forças em Fugaku, chegando ao clímax, sedenta de mais. Fugaku, ao ter as paredes internas dela agarrando-o e apertando-o, também chegou ao fim, derramando-se dentro dela. Fugaku caiu por cima de Mikoto, e abraçou-a, ainda perdido em seu próprio prazer. Saiu de dentro de sua esposa, e deitou-se a seu lado, atraindo-a para perto de si. Mikoto apoiou a cabeça no peito de Fugaku, e fechou os olhos, tentando dormir.

Por outro lado, Sasuke seguia investindo seu irmão, e Itachi tinha os olhos abertos, a boca entreaberta, e o corpo mais convulso do que nunca. O rubor tomou conta de ambos os rostos, enquanto Itachi inconscientemente apertava sua própria entrada, devido aos espasmos pré-gozo. As costas de Itachi se arquearam ao chegar ao clímax, enquanto derramava seu sêmen sobre seu abdômen. Sasuke apertou-se mais contra Itachi, sentindo seu irmão apertar seu interior, levando-o junto ao clímax. Gemeu o nome do irmão, enquanto seu gozo preenchia Itachi por dentro.

Sasuke caiu sobre Itachi, aninhando-se em seu peito, tentando voltar à respiração normal. Oh, tinha sido incrível! Incorporara-se com dificuldade, tentando ver o rosto de seu irmão mais velho. Itachi tinha os olhos arregalados, e Sasuke sentiu um calafrio ao pensar que parecia que não tinha alma dentro daquele corpo. Então, chegou perto do ouvido dele.

- Nii-san...? - Sasuke sussurrou lentamente, temendo a resposta.

A reação de Itachi primeiramente tranquilizou Sasuke, para depois apavorá-lo.

A primeira coisa que Itachi fez foi piscar os olhos, voltando a tê-los no tamanho normal. Então, focalizou Sasuke em seu olhar. Arregalou os olhos novamente, e empurrou seu irmãozinho com todas as forças que tinha, fazendo o menor cair da cama. Sasuke, do chão, viu Itachi encolher-se contra a cabeceira da cama, com pavor estampado nos olhos. Sasuke subiu novamente na cama, e tentou tocar Itachi no rosto, vendo que o maior se esquivava, aterrorizado. Sasuke sentiu as lágrimas apoderarem-se de seus olhos, com o peito doendo ao pensar que Itachi tivesse medo dele.

- Nii-san – Sasuke chamou de novo, e então teve uma idéia. Como da primeira vez, apontou para a cena que copiara, e Itachi seguiu o lugar onde seu dedo apontava. Os olhos abriram-se desmensuradamente, e então ele voltara a ver Sasuke, desta vez esperando uma esplicação. Mas não parecia ter mais medo, pelo menos não de Sasuke, e isso aliviou enormemente o menor.

- Co-Como...? - Itachi gaguejou pela primeira vez na vida, pelo menos era a primeira vez na frente de Sasuke.

- E-Eu... - repentinamente, parecia que as palavras não serviam de nada naquela situação. Mesmo assim, Sasuke esforçou-se para achar as palavras que acabariam com aquele silêncio aterrador, outrora preenchido pelos gemidos deles – É que eu... Eu quero me casar com você! - Sasuke gritou, achando que não tinha mais futuro guardar seu segredo – Então eu pensei que talvez... Se eu copiasse o que o papai fazia com a mamãe, você casaria comigo, assim como ela casou com ele – Sasuke engoliu em seco, vendo como os olhos de Itachi se arregalavam novamente – E eu... Isso não importa, o que eu quero é passar a minha vida ao seu lado, nii-san! - Sasuke aproximou-se, desesperado, do corpo trêmulo de Itachi, e abraçou-o fortemente.

Itachi deixou as lágrimas que estava guardando finalmente escorregarem por seu rosto, molhando-o. Sorriu fracamente, e prendeu Sasuke em um quente abraço fraternal, tentando esquecer e ao mesmo tempo gravar tudo o que acontecera.

Era incesto.

Era errado.

Era sujo.

Era pecaminoso.

Mas, ainda assim, seria uma das últimas lembranças que guardaria de Sasuke.

Estava decidido, na noite seguinte tomaria coragem o suficiente para desligar-se de todos os laços que lhe prendiam a este mundo.

Menos um.

O laço que agora segurava entre seus braços.

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Sasuke respirou fundo, colocando a fotografia no chão, deitando-se na cama. Tinha feito tantas coisas à Itachi, e nem ao menos acreditava que ele tivesse sido capaz de se sacrificar tanto por ele. Só esperava que Itachi, do lugar em que estivesse, lhe perdoasse pelo que fizera.

Por ser tão igênuo.

Por ser tão cego.

Por ser tão orgulhoso.

Por ser tão imbecil.

Por não enxergar que cada frase que Itachi dizia naquela mórbida noite não era mais do que uma sucessão de mentiras.

Por ter vivido no ódio e na vingança em contra de um irmão que fizera de tudo por ele.

Por tentar destruir Konoha.

Por aliar-se à Akatsuki.

Por ajudar a quase matar Naruto.

Por nem sequer cogitar que toda a frieza de Itachi era mentira.

Por quase desperdiçar o sacrifício de Itachi e acabar se rendendo ao ódio.

Por não querer continuar a viver sem Itachi.

Por, mesmo depois de tanto tempo, ainda amar Itachi da mesma maneira violenta e psicótica que antes.

Por amá-lo não só fraternalmente, mas também carnalmente.

Por tudo.

Sasuke levantou-se da cama, e fechou os olhos. Quando abriu-os, uma nova luz brilhava no interior das pérolas negras. Recomeçaria. Por Itachi, começaria de novo. Voltaria à estaca zero, sem sofrimento por fazê-lo. Ao contrário, encheria-se de júbilo ao apagar toda a dor de seu passado, e continuar a viver. Continuaria sem esquecer seu passado, não carregando-o como um peso, mas sim como uma advertência de não cometer os mesmos erros de outrora. E, principalmente, nunca esqueceria de Itachi.

Por Itachi, iria viver. Iria promover a paz. Ajudar Naruto a ser Hokage, e ao lado dele ajudar o mundo ninja a ter paz. Ajudar que ninguém tivesse que passar pelo que seu irmão passou.

O sol poente, outrora tampado por grossas nuvens de chuva, fôra finalmente descoberto, iluminando o rosto do único Uchiha vivo. Sasuke tornou-se levemente melancólico ao lembrar do sorriso radiante de Itachi, tão radiante como aquele sol. Era inegável, Itachi estava sorrindo para ele.

E sorriu entre lágrimas, correspondendo o sorriso imaginário do irmão.

Por agora, aquele sorriso celestial dava-lhe forças suficientes para reconstruir sua vida.

E continuar.

Sim, continuar.

Porque Itachi já demonstrara seu amor por ele.

Era hora de mostrar seu amor também.

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Owari

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Comentários Finais: Respirem aliviados, pessoal, finalmente acabou! Para quem estava fulo por eu parar meu rendimento para escrever esta série, sinta-se feliz. Para os que gostaram, uma notícia: talvez – e eu repito, talvez – eu vá fazer uma outra série de one-shots como continuação para cada uma das one-shots. Isso se eu tiver criatividade e achar necessário. Até lá, vou tentar adicionar mais capítulos às histórias que já tenho – que, diga-se de passagem, estão meio cheias de teias de aranha – Ja Ne, Kissus!