O LIMITE DO CAOS

Sinopse: Bella Swan foge de Forks para Nova York para reconstruir sua vida, mas com o tempo, ela tímida e calada verá como o seu mundo se converteria em uma total loucura quando se encontrar presa pela obsessão de quem menos acredita, o misterioso Edward Cullen.

Disclaimer: A fanfic pertence à sachita1212 que me autorizou a tradução, Twilight e os seus personagens pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


Capítulo 2 - Da Solidão e Transições

2007

Seu primeiro ano em Nova York foi descobrimento, soube o quão forte e tenaz que era, havia se convertido nessa pessoa capaz de sobreviver a muitas coisas: a pressão, a velocidade da cidade e a indiferença dessa. Tudo passava tão rápido que parecia que nada entendia em que momento do tempo estava. Todos viviam no agora, as pessoas pareciam não ter rosto e muito menos identidades definidas, só eram coisas que se moviam de um lugar para outro.

Apesar do pouco tempo que tinha, conseguiu ser na universidade a melhor. Publicou na revista literária um artigo seu "A ternura e ironia na obra de Dickens" enviou-a para Charlie ler, mas confessou que não tinha entendido muito dos conceitos do ensaio. Bella sorriu agradecida por trás do telefone; que seu pai leu algo que ela tinha escrito ao menos que tenha tentado era algo maravilhoso (seu pai e suas particulares maneiras de dizer que a amava).

O que leu seu artigo e o discutiu com ela foi Thomas. Bella descobriu que aquele velho "toupeira" era alguém com um mundo a parte. Um dia lhe perguntou "o que faz na contabilidade Thomas, deveria estudar música, artes, tudo menos contabilidade" e ele respondeu com um sorriso matreiro "querida uma coisa é que ame os livros e a música, outra é que tenha talento para fazer disso uma profissão, eu amo o que faço, de verdade, além do mais o bom desfrute é uma forma de talento não acha?".

Foi assim com Thomas se converteu em seu Charlie de New York, sempre estava pendente dela, aprendeu a conhecer seus estados de humor, nunca perguntou mais além do devido, sempre a encorajava a ser a melhor. Cada boa noite e realização universitária foi celebrado com uma linda caixa de bombons. Thomas e Stella foram os amigos que nesse momento da sua vida necessitava e os amava por isso.

Pouco a pouco Bella foi se tornando imprescindível para Thomas; em algumas ocasiões lhe ajudou a fechar as folhas de pagamento e efetuar pagamento a grandes empregados independentes que trabalhavam sob a forma de prestação de serviços. Não foi difícil, a mecânica daquele trabalho, era tão previsível que entediava; portanto chegou a conclusão que apenas Thomas poderia sobreviver à monotonia de vinte e cinco anos de semelhante trabalho.

Conheceu Cathy Cope seis meses após começar a trabalhar na contabilidade. Ela era uma mulher de cerca de cinquenta anos magra e muito alta; muito mais do que seu marido; vestida de maneira impecável e refinada. À primeira vista e sabendo que ela era a parceira do "toupeira Ford" todo se perguntavam como aquele homem pode casar com esta dama, mas Bella sabia que Thomas era um sedutor fascinante por trás dessa imagem chata de contador.

Isabella a olhava com estupor, talvez na CULLEN C.O. Essa mulher era a única que tinha real acesso ao todo poderoso senhor da torre.

Cathy ao contrário do seu marido era extremamente silenciosa, Thomas dizia que a sua maior qualidade era sua discrição, que isso a tinha sustentado na presidência durante anos. Bella sabia que aqueles olhos azuis a olhavam como se fossem uma máquina de raios-X.

Thomas as apresentou e ela estendeu seu elegante braço e lhe falou de uma maneira seca.

- Ouvi falar de você, é a única capaz de aguentar o ritmo de trabalho de Thomas, e ao mesmo tempo suportar sua obsessão pela música, Mitchell o anterior ajudante não pode.

É possível que a Sra. Cope esteja com ciúmes? Não, era algo mais que Bella não poderia definir no momento.

- Cathy, meu amor não a assuste - disse Thomas, dando-lhe um beijo suave na bochecha, a mulher estava desconfortável. Bella a olhou pelo canto de olho, ela era como seu pai, uma pessoa que não podia lidar com emoções, especialmente em público.

A presença da Sra. Cope se tornou constantemente, cumprimentava de maneira educada e ficava por alguns minutos. No início, havia um silêncio desconfortável que Bella tentou levar oferecendo café ou chá de camomila, o favorito da velha toupeira; ela respondia "não, obrigada senhorita Swan" ou "não muito açúcar senhorita Swan." Um dia se surpreendeu quando ela se aproximou e começou a lhe perguntar coisas sobre ela "você vive sozinha em New York?" "Sim, senhora." Bella estava intimidada e surpreendida, pressentia que ela faria mais perguntas, era como se para passar por uma prova "Seu pai deve viver muito preocupado, de uma pequena cidade para New York deve ser uma grande mudança" 'merda andou perguntando por mim, ' pensou Bella muito assustada. "Sim, meu pai liga quase todos os dias", "Deve estar orgulhoso" "Eu acho que sim." Essa foi a mais longa conversa que tivera. Numa sexta-feira quase seis da tarde, Cathy Cope bebericando uma xícara de café lhe perguntou.

- Você estuda literatura não é?

- Sim senhora.

- Qual é o seu livro favorito?

- É difícil... Muitos como Orgulho e Preconceito, Morro dos Ventos Uivantes, Grandes Esperanças, parece que fiquei no século XIX.

- O meu é Crime e Castigo.

- Dostoievski, é maravilhoso e devastador.

- Assim é que eu gosto de livros.

- É, eu também, há algo muito bonito e poético na tristeza - respondeu Bella com apreensão.

- Sim, isto é - a mulher levantou o copo de café e segurou-o perto de sua boca, enquanto seus olhos azuis ficaram olhando de forma enigmática a menina que estava na sua frente.

Thomas observava com um sorriso malicioso nos lábios, uma piscadela cúmplice disse a Bella para se acalmar. Parecia um rato encurralado por um enorme gato.

- Sua mãe era uma boa leitora?

Um gesto de ternura apareceu no rosto de Bella, a lembrança de Renee sempre evocava um belo momento de sua vida.

- Maravilhosa, pelo menos era mais tolerante do que eu, dizia que eu tinha me tornado muito esnobe.

- E o é?

- Um pouco - Bella corou, odiava o termo esnobe, mas ultimamente tinha se dado conta que o era ao menos de uma maneira literária.

- Não há nada de errado em ter bom gosto.

- Sim, senhora - para Bella a cena devia ser a mais tonta do mundo. Certamente aquela atitude intimidadora, quase policial da Sra. Cope lhe servia para enfrentar o dragão da montanha. A mulher sorriu e foi como assistir a um grande iceberg cair.

- Pode me chamar de Cathy, somente Cathy.

Na segunda-feira seguinte, se surpreendeu ao ver que Thomas trouxe-lhe um pedaço de bolo feito por sua esposa.

- O fez para você, é de chocolate.

- Oh Thomas, eu pensei que sua esposa não gostava de mim.

- Não! Como pensa isso? Se é um amor, Catherine é difícil e desconfiada e em ocasiões imprescindível, mas nunca duvide de sua franqueza, se não gostasse de você já te teria feito saber. Vou lhe dizer algo, eu disse a ela que a amava quase que no mesmo instante que a conheci, ela disse que um ano mais tarde, embora eu soubesse que o sentimento era mútuo desde o primeiro momento.

No final do mês de junho Thomas Ford lhe deu seu voto de confiança e, consequentemente, o seu carinho sem limites, quando Bella se ofereceu para o trabalho demorado de fechar o semestre da caixa, o pagamento dos impostos respectivos, os pagamentos da folha de pagamento e realizar junto a ele as contas respectivas de todos e de cada um dos funcionários da central da CULLEN C.O. Qual era a diferença com os outros meses? Simples, o vigésimo quarto aniversário de casamento de Thomas Ford e Catherine. Por mais de sete anos, lhes foi esquivo, parece que trabalhar horas extras não era a opção de assistentes de contabilidade. Bella não foi para a faculdade e trabalhou por dois dias até às três da manhã. As noites foram entre música e boa conversa, a recompensa era o rosto de felicidade de seu amigo no dia seguinte.

- Bella estou a um passo de ser perdoado por perder a aliança.

- Fico feliz Thomas, você merece.

- Cathy te manda agradecimentos... Ambos, menina, é um anjinho.

Bella estava tão pouco acostumada com as demonstrações abertas de afeto, não desde que sua mãe morreu, não soube responder a isso. Umas pequenas lágrimas ameaçaram seus olhos.

- Oh, querida, não se preocupe, eu sei - Thomas aproximou-se e beijou sua mão, Bella emitiu um pequeno soluço e o olhou com doçura.

- Obrigada Thomas.

Poucos dias depois, Cathy apareceu com um pequeno frasco de Chanel Nº 5 e disse: "uma dama deve sempre ter um desses.".

Em seu aniversário número vinte Bella cantou "Feliz Aniversário para mim" em frente a um cookie com uma vela embutida nela. Não pediu nenhum desejo porque aquele dia em frente a um James louco rezava: "Deus vai me matar, me deixe viver" nesse dia teve a oportunidade antes que todas as ameaças deles se cumprissem, o resto parecia um presente.

Tinha um pequeno ritual que a fazia feliz, se sentava em frente ao televisor e via "A sociedade dos poetas mortos" desde criança esteve apaixonada por Ethan Hawke e aprendeu de memória o poema de Walt Whitman que se recitava no filme.

"Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco, sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos".

Não te deixes vencer pelo desalento.

Não permitas que alguém retire o direito de te expressares, que é quase um dever.

Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário.

Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo.

Aconteça o que acontecer a nossa essência ficará intacta.

Somos seres cheios de paixão.

A vida é um deserto e um oásis...".

Renne lhe dizia: "Bella, baby, Outra vez esse filme? Você já sabe tudo" não importava, era um dos seus pequenos gostos, sempre guardava para um dia especial, um aniversário, por exemplo.

Charlie lhe enviou pela Internet um cartão eletrônico, repleto de cisnes, ursos e chocolates.

- Pai, isso deve ter sido difícil.

- Não, foi fácil, além do mais são tem vinte anos linda, ontem era um bebê e agora olhe para você. Uma grande executiva.

- Pai, eu sou apenas uma assistente de contabilidade.

- Em Nova York, em CULLEN C.O. Isso é grande, além do mais você vai ser uma grande escritora.

Bella se calou, ele era seu pai, se sentir orgulhoso dela era o seu direito.

~x~

- Bella Swan eu estou furioso com você - Stella chegou com uma carranca no cubículo que Bella usava - fez aniversário a um mês e não nos disse - Stella olhou para o velho toupeira - fez aniversário e não nos disse, tive que olhar no seu currículo para saber.

Tom tirou os óculos e a apontou com eles.

- Isso não se faz senhorita, somos seus amigos, sua família - Tom andou de um lado para outro - já sei, Cathy e eu vamos fazer um jantar delicioso para você. Você gosta de comida italiana? Cathy faz uma massa que você morre. Stella você compra o bolo e o vinho.

- Feito.

- Mas... Eu - Bella estava presa.

- Nada de, mas Swan nos deixe celebrar.

A casa Ford estava perto do bairro do Queens. Era uma casa aconchegante, cheia de coisas pequenas e bonitas que contavam a história de um bom casamento. Stella foi com seu filho Sean, um menino com uma carde intelectual que a olhava abobado, para o garoto Bella era a coisa mais bonita que ele já tinha visto em sua vida.

Naquele dia, Stella, Thomas e Cathy viram mais além da menina que se escondia no escritório em roupa de mulher mais velha. Ela tinha comprado um vestido estilo vintage cor de rosa pálido sutil e leve, acompanhado por um lindo e elegante cinto de cetim preto. Quando olhou-se no espelho pensou "Bem, não sou a Carrie Bradshaw, mas posso tentar." Os sapatos não eram muito altos, mas tinha algumas fitas finas que fechavam no tornozelo, soltou seu cabelo deixando seus cachos caindo em uma cascata natural e sua maquiagem era de um tom de rosa. Cathy a cumprimentou com um beijo na bochecha, quando Thomas a abraçou dando-lhe uma volta em uma imitação de dança.

- Isabella como é possível que você não tenha um namorado!

- Se esconde-se por trás dessa roupa escura, se você se mostrar assim, como está nessa noite, a metade da cidade estaria atrás de você, olhe Sean - Stella cutucou seu filho adolescente, que provavelmente queria naquele momento que a terra o engolisse.

O jantar foi maravilhoso, todos conversavam e estavam relaxados. Bella descobriu uma Cathy agradável com seu sentido de humor aguçado e algo cínico, até Sean se atreveu a falar, queria impressionar a Bella. Logo a conversa caiu em Edward Cullen, Isabella prestou atenção, o havia visto por segundos descendo ou subindo em um de seus inúmeros carros.

- Thomas não gosta que fale de Edward Cullen.

- Querida, é um garoto mimado e egocêntrico.

- É muito mais do que isso Tom, apesar da idade, conseguiu levar a empresa a novas alturas. Além do mais trabalha mais do que todos nós.

- Sim, mas nada tira o seu lado arrogante.

- Thomas - Cathy falou com um tom ameaçador.

- Está bem, eu devo resignar-me a compartilhar seu coração com ele.

- Admita Tom, ele é mais bonito do que você - Stella suspirou.

- Sim, mas eu tenho carisma.

Todos riram.

- É alguém intimidador - Bella finalmente se atreveu a confessar - não o conheço, mas deve ser difícil trabalhar com ele.

- Às vezes, se pressiona muito para se igualar ao Carlisle.

- E todos sabemos que esses são sapatos duros de encaixar - disse Tom baixinho.

Bella viu as fotos na sala de estar, fotos da juventude do casamento, nela Thomas sorria e Cathy parecia muito séria, logo viu uma imagem de uma garota loira com grandes olhos azuis, Cathy se aproximou.

- É minha filha, Diane.

- Thomas nunca a mencionou.

- Morreu quando tinha catorze anos, leucemia, isso quase o mata quase nos mata e destrói nosso casamento Bella, às vezes o escuto chorar a noite, teria nesse momento vinte e um anos, um ano mais do que você. Tentei ficar grávida de novo, mas Deus não quis assim - a mulher ficou em silêncio, Bella olhou para Tom que mostrava sua enorme coleção de música para Sean e Stella, algumas lágrimas percorreram o seu rosto, aquelas pessoas eram a sua família, tinha a honra de que eles a acolhesse como sua amiga - Devo confessar Bella que no princípio desconfiei de você, Thomas tem um coração tão bom, qualquer um pode lhe machucar, eu devo protegê-lo, depois soube que em você poderíamos ter a filha que perdemos, eu sei que você tem um pai, mas Bella permita esse gosto a Thomas.

- Cathy é uma honra - as lágrimas começaram a correr no rosto de Bella.

- Não chore.

- Te garanto Catherine, em poucos meses ele se tornou uma parte fundamental da minha vida, eu o necessito mais.

A vida de Bella caiu em uma monotonia agoniante, em um repetitivo momento de trabalho e faculdade. Um trabalho que lhe exigia mais tempo do que ela pensou ser possível, um trabalho que ele aprendeu a amar mais por seus amigos do que pelo próprio trabalho. A universidade era a sua alegria, seu prazes, ler, escrever e debater, apesar de ser muito tímida para fazê-lo com a frequência que queria; pois alguns de seus colegas de classe eram uns idiotas arrogantes com pose de "escritores malditos" detestava isso, já tinha tido a sua quota de estúpidos rebeldes com atitude de meninos maus não amados pela sociedade, às vezes queria gritar "hey vocês não são Rimbaud ou James Dean", mas ela se calava e simplesmente deixava que a olhassem como se fosse uma extraterrestre.

Descobriu que amava o exercício, que isso a fez muito forte e vigorosa, mas ainda seguia tendo esse sentimento de vulnerabilidade e terror. Marcus com seu delicioso sotaque francês, não havia podido romper o muro que ela levantou sobre esse tema, um dia lhe disse:

"Talvez você persistir em terror, seja a maneira para se auto-punir, talvez o que aconteceu com você, te faz pensar que merecia e que é sua culpa." Provavelmente seja verdade, Bella pensou, talvez ela fosse a culpada, desencadeou um monstro e depois não foi capaz de controlá-lo.

Charlie não entendia sua relutância em voltar para Forks para Natal e Ano Novo, sempre colocava desculpas em seu trabalho ou faculdade. Então, ele voou para Nova York e passou o Natal com ela e com os Ford. Ele ficou aliviado ao saber que seu bebê estava em tão boas mãos.

2008

Ao completar vinte e um anos e depois da festa de seus três amigos e seu pai, Bella comprou um apartamento, era um lugar pequeno e aconchegante com uma bela janela que dava como vista para o Central Park. Thomas inteligente e malicioso a ajudou a conseguir um com bom preço através de um banco era um daqueles que haviam sido embargados por uma hipoteca e o dava por um bom preço. Bella estava animada, o decorou ao seu gosto, um gosto boêmio e chique, cheio de coisas que comprou em lugares pequenos que abundavam na cidade, mas o mais importante era sua biblioteca, cheia de belos livros, boa música e filmes. E ali naquele lugar que ele reinava todos os seres que amava Charlie segurando um peixe enorme, sua mãe em um dia na praia, Phil segurando um taco de beisebol, Thomas em seu escritório olhando descaradamente para a câmera, Stella posando como uma modelo e Cathy com ela em um abraço amoroso.

No final de outubro de 2008, Catherine Cope começou a rondá-la de maneira suspeita, Thomas a perguntou em um tom de zomba "amor, por acaso não trabalha? Seu chefe vai te demitir", dias depois o rosto de Thomas se tornou preocupado, Bella viu o gesto de desaprovação que lhe fazia para a sua mulher. Até que um dia:

- Bella a convido para almoçar.

- Cathy Cope não se atreva! O que vou fazer sem ela?

- Vamos Tom é por seu bem e você sabe disso.

- O que foi? - Bella perguntou - Thomas, Cathy desembuchem.

- Eu vou te dizer Bella, mas primeiro vamos almoçar. Eu tenho um intervalo de duas horas antes de o meu chefe vir de um almoço de negócios.

- Vou com vocês.

- Não, Thomas, isso é entre Bella e eu. Vamos querido, vou te trazer algo delicioso - ela se aproximou de seu marido de uma maneira mimosa, Bella sorriu, Cathy sempre conseguia o que queria, pressentia que a vida íntima de ambos daria inveja a um casal de adolescentes. Bella corou, era como pensar em seus pais tendo relações sexuais. Horrível!

O terreno para da conversa era um terreno neutro, um belo restaurante indiano perto da CULLEN C.O.

- Cathy me em suspense, diga-me.

- Menina, espera pelos puris*, você vai amar.

*Puris: um tipo de pão indiano.

- Cathy - Bella fez um gesto de impaciência - não seja misteriosa.

Catherinea olhou com aquele gesto típico dela entre questionadora e brincalhona.

- Bem, Bella eu trabalho vinte e seis anos nesta empresa, sou secretária da Presidência durante vinte e dois, comecei como recepcionista sabe? A minha antecessora Leah Clearwater era uma cadela, literalmente, a chamavam de "sargento" e de fato era, todos acreditavam que tinha chegado à presidência escalando sexualmente cada andar do primeiro ao último, mas isso nunca foi verdade, a mulher era uma trabalhadora incansável, também diziam que estava apaixonada por William Cullen, na verdade creio que sim. Mas apesar de tudo era admirável, manejou essa empresa em uma época onde os computadores e a tecnologia eram ficção científica. O pai de Carlisle dependia dela, quando Cullen C.O. Se diversificou precisaram conseguir outra secretária na presidência, ela pisou e disse que sobre seu cadáver, mas na realidade precisava então ela pediu a todos que queriam se candidatasse ao emprego, eu fiz mesmo que minha experiência não me ajudava. O que fez com a gente não foi um treinamento, foi um campo de concentração, sargento Bella minha calcinha! General! Eu fui à única que sobreviveu a isso, anos depois, lhe agradeci porque ela me ensinou tudo que sei e te garanto que meu conhecimento e minha sobrevivência na presidência se deve a algo que ela disse "seja essencial, mas silenciosa, discreta e fiel, que eles não saibam que está ali e que nunca jamais saibam que eles precisam mais de você do que você deles, essa é a chave", quando William morreu, ela simplesmente foi embora, morreu dois anos depois em um hospital, fui à única que a acompanhou. Com Carlisle o trabalho foi um aprendizado constante, bendito seja o ensino de Leah foi a minha melhor arma, discrição absoluta e lealdade férrea, mas eu estou cansada e Thomas também, quero estar com ele muito mais tempo e o ritmo de Edward já não é para mim, ele é...

- Uma máquina - Bella interrompeu.

- Vejo que já escutou o apelido, sim, de certa forma o é.

- Quer pedir demissão?

- Não, agora não, em uns dois anos vou me aposentar, enfim tem três meninas que trabalham comigo, Ângela, Lauren e Heidi, este será demitida, as razões não posso te dizer, elas são muito graves e preciso de alguém que a substituta.

Bella estava perdida, o que queria dizer?

- Eu não entendo.

- Bella você quer trabalhar comigo como minha assistente na presidência?

De repente, a imagem de um cabelos rebelde e cobre acompanhados por uns profundos olhos verdes a inundaram, como um reflexo Bella começou a brincar com as colheres.

- Eu sei que este não é o seu sonho, não quero te comprometer, eu quero que tente, pode renunciar quando quiser.

- E as outras meninas? Existem pessoas mais qualificadas para o trabalho - queria sair correndo.

- Ângela é uma boa garota, mas a Edward assusta, e ele não tem paciência com ela, além do mais sua mãe está muito doente e a pobre permanece no hospital, Lauren e que não escute as minhas palavras, mas ela é inútil, está nesse trabalho pela cunhada de Edward, Rosalie, que acreditava que a tonta Lauren poderia conquistá-lo, mas quando ela finalmente desistiu simplesmente o trabalho não lhe importou e Edward para não brigar com sua cunhada, que é alguém "especial" a deixou ali, mas preciso de alguém Bella, a cada dia a empresa fica maior e Ângela e eu não podemos com tudo o que acontece lá em cima. Nem Edward, nem eu queremos fazer entrevistas de trabalho é demorado e não temos tempo, ele me deu carta branca para que eu escolhesse alguém. Eu vejo em você tudo que é necessário para este trabalho, tudo o que Leah dizia, são oitocentos dólares por semana, com possibilidade de aumento.

"Oh Deus! Ele, ele... seu cheiro, como poderei?"

- Te volto a repetir querida, tente pelo menos até eu encontrar alguém adequado para o trabalho, por favor! Pense sobre isso.

Thomas a olhava de soslaio, quando ela voltou estava lívida. O que você faria? Cathy era como sua mãe, lhe devia carinho e lealdade. Tom era o seu protetor e seu segundo pai, eu não o querida deixar, iria sentir falta desse escritório e do calor. Caramba, o amor e seus compromissos.

- Não quero que você vá Bella.

- Eu sei Tom.

- Eu não quero deixe os seus sonhos e projetos, eu sei, você vai ser uma grande professora e uma grande escritora.

- E se eu não sou? Tom e se só persisto em algo que nunca serei.

- Bella você tem vinte e um anos, toda uma vida espera por você, esta empresa é um monstro, te absorve, eu queria viajar mais, minha Cathy e eu na China ou nas pirâmides, gastar mais tempo com minha filha.

- Thomas.

- Mas não quero que você fique comigo por meu egoísmo, folha de pagamento não é nada, na presidência verá um mundo que você não conhece o poder, a riqueza, discussões econômicas que mudam o mundo. Cathy já jantou com as pessoas mais poderosas do mundo, presidentes, estrelas de cinema, escritores! Bilionários vão te ligar para pedir conversar com o todo poderoso, não posso ser tão egoísta.

- Eu tenho medo, eu apenas sou a garota de uma cidade pequena, meu pai é um policial, minha mãe era professora pré-escolar, essa sou eu Tom, eu vim de Forks fugindo de algo terrível, terrível - pela primeira vez em dois anos de Bella se atreveu a chorar na frente de alguém, chorava por sua fraqueza e por sua solidão - Estar nesta cidade não me fez tão forte como eu tinha desejado Tom, eu... Eu, Isabella Swan. Lá? Em cima? - Com ele?

- Eu não sei o que aconteceu com você Bella e se não quer me contar é seu direito, mas você não pode definir-se por algo que aconteceu no passado, Bella minha doce menina, começa a viver sua vida.

Não dormiu bem durante vários dias, via Cathy expectante e Tom triste, na sexta à noite, Bella sonhou com Rénne, a viu em sua velha moto, fumando um cigarro (ela tinha uma filosofia sobre fumar, só o fazia quem sabe duas vezes por ano). Se viu com catorze anos, com seu jeans favorito, seu tênis vermelho que tanto amava e sua mãe montando essa máquina antiga, era um dia ensolarado em Phoenix, "Bella querida, corra riscos na vida, tudo se define em algo muito simples, a vida é essa, se você não é capaz com a carga desista e simplesmente voe quem te obriga? Ninguém meu bombom, lá em cima estão às respostas" "Mamãe eu tenho medo" "Meu amor, essa é a graça" acordou neste sábado com a imagem de sua mãe e suas palavras em sua cabeça.

- Cathy - ligou para sua casa.

- Sim Bella?

- Quando começo?

- Oh Bella, sério?

- Sim, mas deve ter paciência.

- Não querida, você tem que ter comigo. Eu direi ao meu chefe na segunda, e dentro de uma semana estará comigo na presidência.

E assim foi que em 14 de novembro de 2008 as 7 horas da manhã, Isabella Swan filha de Charlie e Rénne estava frente a porta da presidência, nada mais nada menos do que em frente ao covil do dragão.


N/A: ME AME OU ME DEIXE... Deixar comentários é quase tão bom quanto saber que será assistente pessoal do senhor do gelo.


Bellinha vai trabalhar para o dragão! Agora a coisa começa a ficar interessante... Não tivemos nosso amado Edward nesse capítulo, mas no próximo vamos conhecer mais sobre ele, seus lados obscuros, sua relação com a família...

Quem me acompanha no twitter e no face sabe que andei gripada nas últimas semanas, e quando to assim fico beeeeeem lenta para traduzir fics e bem essa acabou levando mais tempo do que eu esperava. Então desculpe pela demora. Vou tentar voltar antes de 15 dias, já que os primeiros capítulos são menores que os outros.


Agradeço a todas as reviews e fico muito feliz pelos comentários de vocês s2

Beijos para: Lari SL, Chaos B, LihTwi, Lene, Patricia Araujo, Kristin (obrigada por ler, mesmo ja tendo lido a original), AgathaRoesler, EclipseShe, Lolitasss, Prii, DayDreeamer, Karlinha, mari, fer, Escorpion Girl, Sheila, mgirardihuber, Cintia Ramos, Babi, cris reis, Dani BXB, Angela, bruna, ana lucia, SouSo, renata, Lizz (apesar do tema chefe/secretária essa fic não se parece com "A Secretária"), gabisousaa, bia, Mylla Lino, lia99a e Lizz.


Preview: Quem comentar vai ganhar uma preview, quem tem conta mandarei por PM (se não quiser a preview, é só avisar) e quem não tem deixa o email como no exemplo: edward(underline)cullen(arroba)fanfic(ponto)com, escrevendo os simbolos entre parênteses, porque se escrever normal o FF some com o email. E também não adianta comentar só com email, eu não mando a preview assim

Beijos

xx