N/A: Sim, sim, eu preciso deixar uma nota no começo. Sei lá por quê. Um tipo de TOC, se quiser.
Enfim. Esse cap não ficou tão grande quanto poderia ter ficado, eu sei. Mas eu não tenho tido tanto tempo assim, e eu quero entregar uma coisa minimamente legível. Sinceramente, prefiro qualidade, e se eu deixasse do jeito que estava... Eu ia apanhar. Muito. (Eu respondo os comentários no final. Assim, quem NÃO comentou, pode simplesmente parar de ler antes da última nota hahahah).
Capítulo II - "Weyler"
- Uhn... Oliver? – eu perguntei, me virando devagar para olhá-lo. Eu sei que é ele. Eu não precisava ter me virado, mas ainda assim. – Oliver Wood?
E ali estava. O cara alto, com ombros largos e cabelos castanhos que costumava ser meu capitão no time da Grifinória. E, ai, Merlin!, como os olhos dele brilham! Exatamente como naquele dia em que ganhamos a Taça.
E que momento pra me lembrar disso.
- Katie?! – ele parece bem surpreso. Ah, eu me esqueci. Eu devo estar emanando ondas de babaquice pros quatro cantos desse lugar, e ele com certeza percebeu! Divino. – Katie!
Sabe qual é a coisa mais estranha? Ser arrancada de um banquinho e ir parar com delicadeza nos braços – bem mais fortes do que nos tempos de escola – de Oliver Wood. E ele fez isso simplesmente ao me puxar pela cintura! Okay, talvez eu esteja naquele êxtase que você sente quando é abraçada por um cara muito atraente.
- Oliver! – o barman exclamou, num tom que beirava ao excitamento.
Oh, não! Ele me soltou!
- Hey, Carl! – ele cumprimentou o barman. Então esse é o nome dele! Ele não tem cara de Carl. Parece mais, sei lá, Steve. Ou Stuart.
- Então, o que vai ser, garanhão? – é impressão, ou ele mandou uma piscadela para o Oliver? E, garanhão? Qual é!
- Hum... – Oliver se sentou no banco ao meu lado, e eu o acompanhei. Ele lançou um olhar para o meu copo e deu um sorriso. – O mesmo que o dela.
- Certo, capitão! – capitão?!
COMO EU NÃO PERCEBI ISSO ANTES?! Eu... Oh, cara. Isso explica o porque dele ter respondido a minha pergunta daquele jeito. Ele escutou a minha pergunta! Ele deve estar achando que, sei lá, eu estou interessada em saber o quão delicioso ele é. Ele deve achar que eu estou tentando agarrá-lo!
Calma, respire fundo. Eu preciso parecer normal e não atraída pelo corpo dele, como eu estou. Não! Eu não estou atraída pelo corpo dele! Apesar de que ele tem um corpo muito, sabe, interessante, e muito definido. A barriga dele deve ser maravilhosa. E a pele dele não parece ser áspera, e isso compensaria totalmente o peso dele quando ele estivesse em cima de mim...
Ugh, acho que a Angie estava certa. Eu ando precisando de homem.
- Capitão! – eu exclamei. Merlin, permita que eu não seja uma completa idiota! Permita que eu não transpareça meu interesse naquele corpo! – Quando isso aconteceu?
- Ano passado. Timothy Skottsberg teve que sair do time, já não estava mais tão em forma. E então eu fui o escolhido para ficar com a sua posição. – ele me deu um sorriso. Escutei um barulho de algo sendo fortemente comprimido contra o balcão. Carl havia acabado de colocar um copo na frente dele.
E Carl acabou de me lançar um olhar duvidoso. Isso não é bom... Se tem uma coisa que a gente aprende desde que começa a freqüentar lugares com bebidas é que você não deve irritar o barman. Nunca se sabe o que ele pode colocar no seu copo ao invés de Hidromel. Alicia sabe bem dessas coisas. Ela sempre sabe muito sobre situações do dia-a-dia, principalmente porque ela vivenciou situações desse tipo várias vezes. Algo como aprender errando.
- Katherine! Você escutou a minha pergunta? – ah, aí está! Aquela voz rouca de irritação!
- Sabia que você não precisa usar esse tom quando está fora de campo, capitão? Especialmente com gente que não faz parte do time? – o que é pura verdade. Eu não sou mais 'subordinada' dele, ele não precisa falar comigo como quando eu não prestava atenção nos discursos pré-jogos que ele fazia.
- Certo, certo. – eu ri quando ele tomou um gole da bebida com impaciência. – O que eu queria saber é o que você está fazendo ultimamente. Eu não te vejo desde o casamento do George e da Angelina.
- Bom, eu estou trabalhando no Quibler.
Ao escutar isso ele quase se engasgou, enquanto tentava me encarar de forma inquisidora. Eu devia falar que isso não está funcionando. Esse jeito de me olhar, me reprovando ao mesmo tempo que tenta ver se eu sou maluca. Quer dizer, eu estaria sendo apenas uma boa amiga ao avisar que aquilo é ridículo, e não combina com ele.
- Quibler?! – porque todo mundo sempre faz essa cara quando eu digo onde trabalho?
- É! – eu respondi, impaciente. Foi a minha vez de tomar um gole do uísque, e eu senti minha garganta queimar quando o líquido passou por ela.
- Katie... O Quibler?!
- Sim! Caramba, Oliver, não é uma coisa tão ridícula assim. E eu gosto muito mais do que do Prophet. – eu respondi. Ele deu uma risada e balançou negativamente a cabeça.
- Se você diz...
Há! Olha só de onde vem a reprovação! Do cara cujo único objetivo na vida foi ser jogador de quadribol! E isso porque ele tinha as notas mais perfeitas. E, tudo bem, ele se tornou um jogador de quadribol famoso, e que provavelmente ganha bem. Mas isso foi por pura sorte!
- Olha só... – eu comecei, mas fui interrompida.
- WOOD! – uma pessoa, - eu não tenho certeza exatamente do seu gênero -, lançou-se entre mim e Oliver. – Hoje EU vou pagar a primeira rodada!
- Okay, Weyler! – Oliver respondeu, irritado, enquanto tentava fazer com que o outro o largasse.
- O que foi? – Weyler perguntou. É um homem! E daqueles... Fortes. E bonitos. – O que fo... Ah! – ele olhou pra mim, a compreensão se espalhando por seu rosto. – Olá.
- Olá. – eu respondi, enquanto Oliver começava a parecer desesperado.
- Então, o Oliver está te jogando uma cantada barata? Sabe, você sempre pode deixá-lo falando sozinho nessas situações. Geralmente ele está bêbado o suficiente pra não se importar.
Geralmente ele está bêbado o suficiente pra não se importar? Eu ri.
- Oh, Merlin! Em que você se transformou nestes anos, Oliver Wood? – eu perguntei, ainda rindo. Ele não ficou muito feliz. – Cantadas baratas? Bebendo tanto que não se importa?
O comentário fez com que ele abrisse um leve sorriso, como se estivesse se divertindo um pouco. Talvez eu consiga fazer as coisas parecerem normais, como no meu quarto ano!
Há, sei! Bom, pelo menos eu não estou mais concentrada no corpo dele.
- Ah, isso é só metade da história! – um outro jogador disse, me puxando de volta para a conversa.
É impressão minha ou eu estou rodeada de marmanjos?
Bom, não é. Impressão, digo. Acho que o time inteiro se juntou nesse bar. O que chega a ser engraçado, porque Carl agora nem tem tempo de atender outras pessoas, ou de lançar olhares malignos para mim. Eles bebem mais rápido do que a Angie – e eu achava que ninguém conseguiria retirar este posto dela.
- Metade da história? – eu perguntei interessada.
- Não há outra metade da história! Inclusive, não há história. – Oliver interrompeu. Ele usou aquele tom ameaçador de novo. Será que ele realmente acredita que isso gera algum efeito?
- Ah, Ollie! E você nunca deixava a gente encostar a boca em cerveja amanteigada direito! – Alicia comentou se referindo as bebidas e aproximando-se da... Bom, parecia uma rodinha, agora. – E agora você simplesmente se entregou para a bebida! – isso fez quase todos rirem. Não tem graça eu sei, mas eu não vou dizer que esses caras só riram porque ela é bonita. Isso iria ferir os sentimentos dela. – Hey, Katie, porque você não me chamou?
Alicia olhou para todos aqueles jogadores, finalmente parando para me encarar. Ah, ela está com aquela cara de tarada! Mas eu acho que não posso culpá-la, uma vez que eu mesma estava até a pouco tempo imaginando coisas pervertidas com o Oliver. E está me lançando um olhar indignado. Psh. Como se eu tivesse culpa! Ela é que decidiu ignorar toda e qualquer ação fora do conjunto 'Angie-Luc'.
Enfim, acho que aquele Luc já era. Mas eu não culpo Alicia. Jogadores de quadribol são muito mais interessantes do que caras que trabalham no Ministério da Magia, de várias formas.
- Alicia! Angelina está aqui com vocês, também? – Oliver cumprimentou-a com um aperto de mão, enquanto procurava Angie pelo bar sem saber que era inútil.
Mas, há!, ele não seu um abraço nela! Se bem que ele só deve ter me abraçado porque ainda me considera tipo a irmã menor dele. Era isso que ele vivia me falando, pelo menos. E faz sentido, se pensarmos que a gente se conhece desde pequenos, e que ele é mais velho e sempre meio que cuidou de mim.
- Ah, não, a Angie não pode acompanhar a gente hoje. – por um momento eu achei que ela ia comentar da coisa toda do speed dating. Ah, isso ia dar material para o Oliver me encher pelo resto da noite. Mas desta vez ela ficou quieta. – Hey, você! Será que eu posso me sentar nesse banco? – ela apontou para Philipe, o loiro bebum de que Carl havia me falado.
- Claro. – Philipe respondeu e fez um gesto galanteador.
Oh, céus.
- Obrigada. – ela se sentou, e virou-se para engatar uma conversa com ele.
Oh, céus. Ela não vai passar a noite em casa, isto é certeza. Pelo menos Carl não vai precisar 'cuidar' do Philipe hoje.
- Então, Katie, não é? – Weyler me perguntou. Estava sentado ao lado do Oliver.
- Aham. – eu respondi, pegando meu copo e bebericando um pouco do uísque de fogo.
- De onde você conhece o Wood?
- De Hogwarts. Nós éramos da Grifinória, e ele foi meu capitão por quatro anos. – eu expliquei.
- Você joga quadribol? – ele perguntou, parecendo bem mais interessado agora, enquanto se aproximava um pouco mais.
- Ahn, eu costumava jogar. A Alicia também. – eu fiz um gesto na direção dela.
Ele deu um sorriso de lado.
- Isso explica. – Weyler disse, enquanto a ponta da sua língua perpassava rapidamente seu lábio inferior.
- Isso explica... o que? – eu perguntei, me aproximando mais dele.
Bom, ele está obviamente flertando comigo, é bonito e forte, além de ser um homem, - o que é melhor do que qualquer outro item. E pelo menos agora eu tenho certeza de que preciso aliviar a minha tensão, mesmo. Porque não dar corda?
- Muita coisa. – ele respondeu, mas eu percebi que ele baixou o volume da voz. – Eu posso fazer uma lista detalhada, se você quiser.
Weyler estava totalmente inclinado na minha direção, agora. Se ele quisesse ir cinco centímetros mais para frente, acabaria encontrando minha boca.
- Ah, olha que bonitinho! Weyler realmente acha que vai conseguir a garota. – uma voz zombeteira veio do meu lado esquerdo.
Eu me afastei, rindo, mas sem poder esconder o quanto minhas bochechas ficaram vermelhas. O que eu estou fazendo, afinal? Eu não posso passar a noite com esse cara, isso não sou eu! Isso é o modo Alicia de ser! E eu não quero ser uma cópia da Alicia!
Voltei-me para o meu drinque e para o balcão. Fiz um sinal para o Carl me servir mais uma vez. Eu senti meu coração disparado e minhas mãos geladas. Ah, droga, eu estou nervosa!
- Po, Owen! Olha o que você fez! – escutei Weyler dizer, numa voz risonha.
Eu percebi um olhar em minha direção, atento a minha expressão. E eu tenho certeza de que não é do Weyler. Vi o meu copo cheio novamente e tomei metade de uma vez, tomando coragem para encarar Oliver novamente.
- Hey, você está bem? – ele perguntou, preocupado.
É incrível como ele percebe esse tipo de coisa, quer dizer, quando alguém está abalado. Não que eu esteja realmente abalada, mas enfim. Ele sempre fazia isso nos treinos, depois de dar uma dura em você porque não tinha feito um gol, ou acertado um balaço, ou sequer ter visto o pomo de ouro.
- Estou. Só um pouco cansada. – eu respondi com um sorriso.
- Ótimo. – ele disse, sorrindo também.
Oh, cara. Eu tinha esquecido desse sorriso. É tão... Quente. Pra falar a verdade, o Oliver inteiro expressa calor. Hey, como será que está a bunda dele? Antigamente era bem redonda, e firme...
Ugh! Acho que voltei a ser a pessoa pervertida.
Pare com isso, Katie!
- Hey, capitão! – eu chamei, e ele riu. – O que você tem feito da vida? Quer dizer, o que pode ser tão importante que não lhe deu tempo para escrever a uma amiga de infância?
Ah, isso! Mudar de pensamento. Costuma funcionar bem se você quer parar de tentar olhar a bunda dele. Uma técnica inventada por mim e Angelina, quando nós estávamos apreciando a... Parte traseira dele nos treinos, e ele nos surpreendia do nada.
E eu realmente quero saber por que ele não escreveu nada pra mim nesses anos todos. Ele prometeu que escreveria. Por Merlin, ele escreveu para o George! Eu sei disso, porque ele mesmo me contou quando eu perguntei se ele sabia algo sobre o Oliver. E, quer dizer, é o George! O mesmo George que uma vez colocou uma vomitilha experimental no jantar dele, só para que um treino fosse cancelado! O mesmo George que escondeu as vestes de capitão dele e as trocou por um tutu cor de rosa!
Por que ele está me olhando como se estivesse indignado? Eu é que deveria estar indignada!
- Mas eu escrevi para você! – ele afirmou, com certa raiva no olhar. – Eu te mandei cartas durante um ano inteiro, e você nunca as respondeu!
Calma aí. O quê?!
- Claro que não! Eu não recebi carta alguma! – eu retruquei, um pouco mais alto do que eu esperava. O time, mais a Alicia, deram uma breve olhada para nós dois.
Nhá, como se isso fosse tão significativo assim.
- O que você quer dizer com isso? – ele perguntou aparentemente mais calmo. Acho que ele não percebeu que estavam nos encarando.
- Eu quero dizer que nenhuma coruja me trouxe pergaminho algum assinado pela sua pessoa. – eu respondi, como se explicasse as coisas para uma criança. Eu ainda estou irritada, droga!
- Mas eu pedi o seu endereço para o seu pai, quando encontrei com ele no Beco Diag... – ele pareceu perceber o que acontecera no mesmo momento que eu.
Oh, Merlin.
Será que ninguém nunca aprende que NÃO SE DEVE PERGUNTAR NENHUM ENDEREÇO AO MEU PAI?! Quer dizer, ele sempre esquece alguma letra, ou troca algum número, ou fala o nome de uma rua completamente diferente! E o Oliver o conhece tempo o bastante para saber disso, afinal, o cara é PADRINHO DELE!
- Oliver! – eu disse num tom reprovador.
- Eu... Eu esqueci, desculpa! – ele retrucou, um sorriso brotando nos lábios.
- Oliver! Você deveria ter pedido a minha mãe, ou ao meu irmão! – movi as mãos com impaciência. – Ou ao George! Ele tem meu endereço, você sabe que ele tem, ele é um dos meus melhores amigos! Ou à mim, no casamento dele!
- Eu sei, eu sei! – ele continuava a sorrir daquele jeito caloroso.
Hum, ele tem uma boca bem apetitosa... NÃO! Pare com isso agora! Você está irritada com ele!
Pervertida, pervertida, pervertida, pervertida, pervertida, pervertida... Se bem que é só um sorriso. Um sorriso pode ser caloroso, e não ter nada a ver com os lábios serem completamente beijáveis.
É.
- Mas você poderia ter mandado alguma coisa para mim também. – ele comentou, sem me encarar.
- É claro que eu não podia! – ele me olhou indignado de novo. Ah, por Merlin! – Você tinha acabado de se mudar, e não sabia seu endereço de cor ainda! E eu não sabia, até pouco tempo atrás, que você mantinha ligações com a Angie e o George para pedi-lo.
Sinceramente, eu nunca compreendi bem essas pessoas que esquecem alguns fatos simples e necessários e que acabam acusando os outros de cometerem erros terríveis. Na verdade, a culpa é toda delas!
Passei a mão pelo meu cabelo e terminei minha bebida.
- Kates, o que você acha de me passar o seu endereço agora? – ele pediu, rindo. – Sabe, considerando que você seja uma fonte confiável.
Eu ri também, mais por estar contagiada pelo riso dele do que pelo comentário em si.
Quem liga?
- Okay. – peguei um guardanapo a minha frente e uma pena que eu sempre levo na minha bolsa. Afinal, eu tenho que ser precavida, vai que uma notícia importante acontece enquanto eu estou, sei lá, tomando um café?
Escrevi meu endereço e entreguei o guardanapo a ele, que por sua vez o guardou no bolso de trás da calça. Ah, ele ainda tem uma bunda perfeita...
Oh, céus. Eu sou totalmente um caso perdido.
E então, enquanto eu continuava a olhar para a parte de trás dele, aconteceu uma coisa estranha. Ou quase estranha, comparando a maneira que esta noite tem saído. Alicia se levantou rapidamente, parecendo um pouco alarmada. As faces coradas de uma forma que eu já tinha visto vezes sem conta, enquanto ela se apressava em procurar na bolsa algum dinheiro para deixar no balcão como pagamento. Quando finalmente fez isso, ela me encarou com um sorriso enorme estampando sua face. Philipe estava ao lado dela, parecendo tão empolgado quanto ela.
- Katie, eu vou indo. – ela sussurrou no meu ouvido. – Eu falo com você amanhã, certo?
- Ah, Alicia! – eu murmurei em resposta. – Você vai me deixar sozinha com esses, -- eu fiz um gesto em direção aos rapazes que bebiam sem ter percebido o súbito movimento ao lado deles. -, caras?
- Não! – ela disse, parecendo autenticamente surpresa. – Eu vou te deixar com o Oliver!
E então ela puxou a mão do Philipe e foi quase correndo pegar seu casaco.
Que maravilha.
- Bom, pelo menos o Carl não vai ter que cuidar daquele ali hoje. – eu escutei Oliver comentar, enquanto os via sair pela porta.
Acho que eu nunca tinha visto alguém tão bêbado assim na minha vida. Aquele Weyler não consegue ficar de pé! Oliver está tentando ajudá-lo ao menos a ficar parado, para que ele possa levá-lo embora. Acho que, do grupo todo, eu e ele somos os únicos que estão semi-sóbrios.
Eu tenho certeza de que, se não tivesse encontrado ele hoje, provavelmente eu estaria na mesma situação do Walter. Mas enfim.
Alicia já tinha ido embora fazia meia hora, e com aquele Philipe. Este último, segundo o que Carl me confidenciou após perceber que eu e o Oliver não tínhamos nada de mais, tinha saído são dali pela primeira vez em muito tempo.
- WEYLER! Eu disse para ficar sentado no banquinho! Sen-ta-do! – Oliver disse, enquanto observava o Weyler se estirar no chão.
- Mas... ele roda. E fica mindando eu ver o chin. – Weyler disse, a voz pastosa e a língua um pouco presa.
Eu ri, enquanto via Oliver partir para uma outra tentativa em deixá-lo sentado por alguns segundos, suficientes para que ele pudesse encontrar sua varinha. Aparentemente deixá-lo no chão só faria com que ele dormisse e fosse impossível de ser levado até a própria casa. Acho que ninguém sabia onde ele morava.
- Ollie, você quer ajuda? – eu finalmente perguntei.
Eu não acho que nenhum dos outros vai parar de beber para tentar fazer o companheiro de time ficar parado. Eles estão se divertindo demais com a situação para isso.
- Certo, Kates. – ele concordou. Kates? Kates?! Psh. – Você acha que consegue segurá-lo tempo suficiente até eu...
- KATIE! – uh-oh. Weyler gritou o meu nome. – CARAMBA! VOSHÊ É MUITCHO LINTCHA!
- Ah, jura? Sabe, você pode falar baixinho, eu te escuto! – ai, caramba! Metade do restaurante está olhando pra gente agora! Não que seja muita gente, já que é de madrugada, quase, e todo mundo está no bar, mas bom.
- Voshê é lintcha. Quer vishitar meu apaaaaartimanto? – hum.
- Seu o quê?! – eu o segurei pelas costas após fazer um gesto de concordância para Oliver, tentando segurá-lo para não cair.
- Meu apaaartimanto. É muitcho bonito. Tem aquele lugar pra ver... o céeeeu.
- Ah, sério? – olhei para Oliver. Ele continuava procurando a varinha. – Bom, quem sabe outro dia.
- Nãaao, mas eu tchenho a chave! A gentche pode ir agora.
E então Oliver retirou minhas mãos das costas dele e passou um dos braços do coitado pelo pescoço.
- Acho que eu consigo ir assim.
- Sai, Wud! Eu vou levar a Katshie pro meu apartimanto! – oh, cara.
- Weyler, você não vai levar a... – Oliver começou, mas Weyler conseguiu se desvencilhar dele e se manter de pé, enquanto tentava traçar uma linha reta com o olhar em minha direção.
- Vou shin! – Weyler afirmou, fazendo biquinho e andando feito um... Bom, feito um bêbado, em minha direção.
Isso só serve pra demonstrar o quão panaca eu sou. Eu só consigo atrair um bêbado! Que glória há nisso? Hein? Hein?!
Ugh. Acho que vou ter que ir com eles.
- É, vai sim. – eu concordei, recebendo um olhar surpreso do meu ex-capitão.
- Katherine, você não precisa fazer isso. – ele só usa meu nome assim quando está falando sério.
- Bom, eu não me importo. – eu comentei, enquanto Weyler mantinha seus passos vacilantes. – Além do mais, que mal pode haver? Eu vou estar com você, não é?
Ele riu, balançando a cabeça negativamente.
N/A: Certo, certo! Vamos aos comentários! (Wow. Mudança drástica, não é? Geralmente eu fico meia hora escrevendo coisas random. Como agora).
Miss Black Girl: ashuas Pode me chamar de Juh, sim! Ah, brigada, mesmo! Eu concordo. Faltam umas fics boas dos dois em português. hahaha Eu vou tentar postar o mais rápido possível - que não é tão rápido assim, pelo visto. Mas, não desanime! Eu não vou abandonar a fic. uashuashusah E, bom, eu vou tentar deixar os caps bem maiores, é mais proveitoso. Beijoos, obriga, de novo!
lilybraun: É, tem vezes que a gente sofre procurando uma fic qualificada. asuhasuhsa E casais alternativos também são bem difíceis de se ver - mas são mais interessante, acho. Obrigada! asuhasuahsuahs
Não, eu não sei responder comentários. Preciso melhorar isto, certeza.
