Nota: oi gente, tudo bem? Bom, como eu havia informado anteriormente, eu estou publicando a história pra minha amiga Paulinha Potter. Sei que a fic não é particularmente sobre o Harry e a Mione, mas foi onde melhor se encaixou para eu postar. A fic está muito legal, não deixem de ler! ^^ E por favor, não esqueçam das reviews!! Boa leitura.

Kagome Christopher

Cap 2 – O inicio de um Pesadelo

Na semana seguinte do reencontro de família, Harry decide seguir o conselho de Ron e ir com Thiago até a prisão de Askaban, para ver o que poderia estar acontecendo.

- Pai, você tem certeza que isso é realmente necessário? – Pergunta Thiago, um pouco preocupado com essa estranha iniciativa do pai.

-Tenho sim filho. É uma precaução, por conta de um aviso de Ron. – Responde Harry, prestando atenção no caminho sem olhar para o filho.

-Será que da para você me falar o que está acontecendo ou ta difícil? Caramba pai, eu já sou bem grandinho para saber do que se tratam as suas conversas com Ron não acha? Aposto que Ryan sabe sobre tudo. – Thiago retruca, visivelmente aborrecido.

Harry dirige um olhar a Thiago que este não conseguiu identificar o significado, e após voltar a prestar atenção no caminho, Harry fala:

- Ron acha que os antigos seguidores de Voldemort estão tramando alguma. Ele falou para eu ficar de olho, pois se eles conseguirem o que querem, eu serei o primeiro a ser atacado, assim como minha família. – Harry fala, agora evitando definitivamente o olhar do filho.

- Você tem certeza disso pai? Não parece um po...

-Tenho certeza Thiago. – Fala Harry, interrompendo o filho com a voz um pouco alterada. – Na frente de Ron eu tenho que me mostrar indiferente a tudo, mas é claro que eu estou preocupado, tanto com você e suas irmãs, quanto com Hermione! Mione me ajudou a derrotar Voldemort, assim como Ron. Depois de nós, os próximos serão os da família de Ron, e não posso deixar nada acontecer com ninguém! – Harry fala, parando de andar e encarando o filho nos olhos.

- Pai...

-Thiago! Você vai me prometer que se acontecer alguma coisa comigo, você não vai deixar sua mãe e sua irmã fazerem nada! Entendeu? Nada! Não quero que elas vão atrás de algum tipo de vingança ou coisa pior. Conheço Mione muito bem, e sei que ela pensa com cuidado sobre tudo. Já sua irmã, bem, Krys puxou muito meu temperamento. Por mais que ela pense como sua mãe na maioria das vezes, quando ela coloca uma coisa na cabeça chega a ser mais teimosa que eu! Você vai me prometer isso Thiago?

Thiago não sabia exatamente o que falar. Parecia que Harry estava prevendo algum acontecimento, e algo muito ruim. Mas ele achava isso impossível, pois Voldemort estava morto há anos! Thiago não acreditava que algo irá acontecer, mas respondeu ao pai com dignidade.

-Sim pai. Eu prometo a você que não vou deixar Krys fazer nada precipitado. – Responde o garoto, olhando o pai nos olhos.

- Ótimo, assim eu fico mais tranqüilo. – Responde Harry, voltando a caminhar em direção a porta de entrada de Askaban.

Chegando a porta, Harry se identifica e entra para falar com o diretor do presídio, para saber sobre o movimento do lugar.

- Está muito tranqüilo por aqui senhor Potter, tranqüilo demais. Os comensais não reclamam mais, e nem ficam fazendo comentários estúpidos. Estou estranhando muito essa calmaria senhor, entranhando demais. Gostaria que reforçassem as defesas, pois prevejo que algo pode acontecer em breve. – Disse Marcu Smit, um auror dedicado, com garra e experiência.

- Ok Marcu. Mandarei mais uma quantidade de agentes para auxiliar aqui. Só gostaria de te pedir um favor... mesmo sendo proibido, quero que você investigue a memória dos principais comensais, para ver se tem alguma tramóia. – Fala Harry, com um tom autoritário o suficiente para fazer qualquer um obedecê-lo.

- Está bem senhor. Eu o farei.

Após a certeza do trabalho de Marcu, Harry e Thiago se dirigem para fora da barreira de proteção da fortaleza pra poderem aparatar, ma antes de conseguirem, escutam um forte estrondo vindo de dentro de Askaban, e, já armados, decidem retornar para conferir o que estava acontecendo.

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

Krys estava descendo tranqüilamente as escadas de sua casa para atender a porta, pois seu amigo da escola de magia e bruxaria de Hogworts havia chegado.

Ela havia o chamado para conversarem, pois estava sozinha em casa. O pai e o irmão haviam saído, com certeza para fazer a tal visita a Askaban, passeio que ela queria estar presente para saber o que estava acontecendo, mesmo já estando sabendo de quase tudo, e sua mãe tinha saído com Lily e Luna para fazerem umas comprinhas para o Bebê que estava por vir.

Krys chega à porta e a abre, revelando um belo homem, com seu quase 1,90m de altura, cabelos castanhos e olhos azuis. Krys era alta, mas mesmo assim precisou pular para alcançar o pescoço do amigo, o envolvendo em um terno abraço, sendo retribuído com braços fortes envolvendo sua cintura.

- Que saudade que eu estava de você Ed!! – Disse Krys, enquanto se separava dele.

- Eu também estava com muita saudade suas. – Disse Edward Samars, usando um tom alegre.

Krys sorriu e o guia pela mão para dentro da casa, o levando ao seu quarto, onde poderiam conversar melhor.

- Sente-se Ed! Fique a vontade. – Diz a menina, indicando um dos pufs que tinham espalhados pelo quarto.

- Não é uma boa idéia falar para eu ficar a vontade, muito menos no seu quarto. – Diz o moreno, a abraçando pela cintura com um sorriso maroto.

- Vai com calma querido. Não somos nada pra você agir assim comigo. – Diz ela, ligeiramente incomodada com a aproximação.

- Não somos nada por que você não quer. – Diz o rapaz, fazendo ela gargalhar.

- Falando sério agora Ed. Eu te chamei aqui para conversar sobre algo importante... e como você é meu melhor amigo, é o único em que eu confio para falar sobre essas coisas. – Responde Krys, lhe dirigindo um olhar preocupado. Ed se preocupa, pois sabia muito bem do que se tratava quando ela falava desse jeito.

- O que aconteceu Krysthiane? – Pergunta ele, a puxando para um puf ao lado do que havia sentado.

- Ouvi uma conversa do meu pai semana passada na reunião de família que fazemos todos os anos. Parece que algo vai acontecer Ed... e algo muito sério. – Diz ela, segurando firme a mão do amigo.

- Será que dá para você me contar logo o que aconteceu? – Pergunta ele, preocupado.

Krys narra tudo exatamente como ouvira, pois Ed era o seu maior confidente. Já se meteram em muitas encrencas juntos, tanto na escola, quanto fora dela. Esses dois juntos era sinal de encrenca e travessuras. Mesmo agora com os seus 17 anos cada, não perderam o espírito infantil, mas sabendo exatamente como e quando usá-lo. Conheceram-se na ida para Hogworts, dentro do trem. Ed contou que é nascido trouxa, assim como a mãe da menina, esse foi um dos grandes motivos pela amizade ser tão grande, pois mesmo depois da morte de Voldemort, os "salgues puros" não pararam de encher o saco que quem era nascido trouxa ou mestiço.

-...e hoje eles foram para a prisão de Askaban para ver se estava tudo certo. Mas estou estranhando muito, pois eles foram hoje de manhã, e já deveriam ter voltado. – Diz a menina, apreensiva.

- Não se preocupe, eles devem estar bem. E a sua mãe? Onde está?

- Ela saiu com a Lily e a tia Luna. Foram comprar coisinhas para bebês.

- Entendi. Você me chamou aqui somente para conversar, ou estava com medo de ficar sozinha? – Pergunta o moreno, ironicamente.

- Eu? Com medo? Ta ficando loco? Até parece que você não me conhece Ed! Para eu ficar com medo precisa acontecer algo realmente perigoso. – Diz a menina, demonstrando coragem.

Mas nesse exato momento, um barulho muito forte é ouvido do andar de baixo da casa, o que faz ela pular no colo de Ed, procurando proteção.

- Estou vendo que não tem medo. – Diz ele, segurando em sua cintura.

- Ter medo e levar um susto são coisas completamente diferentes. – Se largando dele, Krys se levanta e vai em direção a porta.

- Não esta pensando em descer pra saber o que está contessendo né? – Pergunta ele, segurando no braço da menina.

- Claro que estou! – Diz ela, pegando sua varinha. – Se for um intruso vou espantá-lo a ponta-pés! – Diz ela, se livrando do amigo e abrindo a porta pra descer.

- Essa menina da muito trabalho. – Diz Ed para si mesmo, pegando sua varinha e indo atrás dela.

Já na escada, Krys se abaixa para espiar a sala, que era bem visível de onde estava. Anos de experiência espionando as conversas dos pais no local. Não consegue ver nada de anormal, então se levanta e segue escadas a baixo, com Ed nos seus calcanhares. Krys fica bem atenta a sua volta, e quando alcança o ultimo degrau, sente uma mão envolver seu pescoço e a puxar para baixo. Sem entender, Krys se debate para se livrar da mão, mas ao olhar para trás, reconhece um colega auror de seu pai e diretor da prisão dos bruxos, Marcu Smit. Ele parecia cansado e debilitado. Com a ajuda de Ed, Krys consegue levá-lo para a sala e sentá-lo no sofá.

- Senhor Smit! Aconteceu alguma coisa? – Pergunta Krys receosa, pois sabia que seu pai e seu irmão estavam no mesmo local que o homem a sua frente.

- Você... Você é Krysthiane? Onde está Hermione? Onde está a mulher do Potter? – O homem parecia desesperado, pois chacoalhava Krys pelo colarinho da blusa que usava.

- Acalme-se senhor! – Diz Krys. – Me conte o que aconteceu? Onde estão meu pai e meu irmão? Sei que eles foram até Askaban. O que aconteceu para você estar assim?

- Onde está a Hermione? Onde está a senhora Potter? Antiga Grenger? ONDE ELA ESTÁ? – O homem estava chegando a machucar Krys de tanto a apertara na roupa, até que Ed decide interferir e solta a amiga do homem.

- Controle-se homem, e diga o que aconteceu! – Agora era Ed que chacoalhava o auror.

- Me diga onde está aquela sangue-ruim! – Agora a voz do homem parecia mudar completamente, e suas feições de dor mudarem para ódio.

Krys puxou Ed para longe do homem quando ele decidiu se levantar para atacá-los. Com um movimento rápido, e habilidade herdada do pai, Krys derruba o suspeito e o amarra, usando dois feitiços, depois atraindo a varinha do homem para si.

- Segura ele ai que eu já volto! – Diz Krys, saindo em disparada para o seu quarto. Chegando lá, ela entra em outra porta, que dava para um pequeno cômodo, onde deveria ser o seu closet, mas o transformara em um pequeno quarto de pesquisas. De dentro de um pequeno armário preso à parede, ela tira dois potes de vidro, contendo líquidos esquisitos. Ela sai correndo para baixo novamente e, se abaixando ao lado do homem, joga um dos frascos na boca dele bruscamente, se sentando para esperar logo depois.

- O que é isso Krys? – Pergunta Ed, olhando o ouro pote na mão da menina.

- Como não tenho nada para fazer nas férias, fico fazendo poções. A que eu joguei agora na boca dele é para anular qualquer outra poção que ele tenha tomado, tanto a Polissuco, quanto a que evita que o Veritaserum funcione. E essa outra... – Ela mostra o vidro cheio na sua mão. – É o próprio Veritaserum. – Diz ela, analisando o vidrinho.

- Mas... Pra que isso? E como você aprendeu a fazê-los?

- Horas... Não é óbvio? Quero saber quem é esse cara que conhece o nome de solteira da minha mãe. E fui eu quem criou essa essência para anular as outras poções.

- Krys... Você esqueceu que todo mundo conhece o nome de solteira da sua mãe por conta dos livros que ela escreveu e por ser a "menina que ajudou Harry Potter a matar o grande Voldemort"?

- Claro que eu não esqueci isso Edward... Você não percebeu o tom de ódio que ele falava conosco? E quando ele a chamou de "Sangue-ruim"?. Ele estava a procurando... E com certeza não era para ter uma conversa amigável. – Diz ela, olhando o homem se contorcer à sua frente.

Depois de alguns minutos, o homem começou a tomar forma de outra pessoa, uma pessoa que Krys já tinha ouvido falar muito, uma pessoa cujo sobre-nome pertencia a sua tia Gina. Ela estava olhando agora para ninguém mais, ninguém menos que Lucius Malfoy.

Krys levou um susto e deu um pulo para trás, enquanto o homem se esforçava para se sentar, mesmo estando amarrado.

- Que honra, conhecer a filhinha do grande Potter. – Diz o homem, com uma ironia na voz.

- Como você conseguiu escapar da prisão? O que fizeram com meu irmão e com meu pai? – Pergunta a menina, já perdendo o controle e segurando o homem pelas vestes.

- Rã... Apressadinha como o pai. Se você acha que eu vou falar alguma coisa está completamente eng...

O homem não pode terminar de falar, pois foi surpreendido pela mão fechada de Krys indo de encontro ao seu rosto. O nariz começou a sangrar, e a mão de Krys ficar ligeiramente inchada.

- Acho melhor você responder minha pergunta. Pode apostar que sou pior que meu pai quando se trata de família! – Diz a menina, cuspindo as palavras na cara do velho.

- Acalme-se Krys! – Diz Ed, segurando os braços da menina. – Usa a poção... Não é melhor?

- Eu acharia bem melhor poder socá-lo até ele decidir falar!

- Mas você sabe que isso não vai chegar a nada. – Diz ele, acariciando os ombros da morena.

Krys não tirou os olhos de Lucius nem por um minuto. Pegou o potinho que estava no chão, o abriu e forçou o prisioneiro a beber todo o conteúdo.

- Há! Você acha mesmo que Veritaserum vai funcionar? Tomei uma poção que age contra essa antes de vir. – Diz o velho, com um sorriso confiante, mas perdendo esse sorriso quando vê que Krys não mexe nem um dedo.

- Pois saiba você sua coisa esquisita, que a poção que eu te dei para anular a poção Polissuco, anula qualquer tipo de poção, até venenos. – Diz a menina com voz de deboche.

Lucius faz uma cara de espanto. Como uma menina de somente 17 anos poderia criar algo desse tipo!? Só conhecia uma pessoa que sabia poções como ninguém, e essa pessoa havia morrido na guerra. Severus Snap era o único que sabia poções como ninguém.

Como se lesse os pensamentos do homem, Krys se adianta a falar com um sorriso triunfante.

- Minha avó era excepcional em poções! Com certeza puxei esse dom dela. Aposto que você lembra da minha querida vovó, Lilyan, não é? Acho que essa cara de velho acabado não estragou sua memória. Mas você não vai conseguir me enrrolar! Responda minhas perguntas agora! O que está acontecendo?

- Rã menina tola... Você ainda não percebeu? É claro que estamos atrás de todos os Potters... Sue pai e seu irmão foram os primeiros... Logo depois vem você e por ultimo sua mãe "Sangue-Ruim" e sua irmã.

-CALA A BOCA! – Manda a menina, já o acertando com mais um soco. – Não quero saber o que você pretendia fazer! Quero saber o motivo disso tudo!- Repete a menina, segurando o homem pelo pescoço, que começa a sufocar.

- Krys! – Chama Ed. – Desse jeito você não vai conseguir nada! – Diz ele, segurando a mão da menina. Krys o solta meio que de contra gosto, dando espaço para o loiro responder a pergunta.

- Ai ai... Já que você prefere assim... O idiota do Potter penssou que sozinho poderia acabar com o meu mestre... Mas sozinho ele não consegue nada! Meu mestre está vivo e muito bem de vida, agora que se recuperou da luta. Sim, ele ficou muito debilitado, mas nada que o levasse a morte. Agora ele está devolta! Nos libertou da prisão e irá retornar ao poder! – Respondo o homem, satisfatoriamente.

- E o meu pai e meu irmão! Onde estão? – Pergunta a menina, no limite de irritada e desesperada.

- Infelizmente eles conseguiram fugir. Vim até aqui para conseguir refêns para atraí-lo. Mas vi que isso não vai ser possível. Vou mandar os meus companheiros segui-la. – Diz o homem, cm um meio sorriso no rosto.

- Rã... Como se um velho gaga como você pudesse fazer alguma coisa. – Diz a menina, com desdém. – Ed, precisamos encontrar a minha mãe... Temos que alertá-la. – Diz ela, se levantando para ir ao telefone. Mesmo sendo uma família bruxa, Hemione achou importante manter a utilização de aparelhos trouxas.

- Hahahaha! Já é tarde demais menina. Você não sabe como evoluímos nesse tempo em Askaban!

- Aaa... Cala essa boca! – Fala a menina, já com o telefone na mão.

Discando o número da mãe, ela espera aflita alguém atender. O telefone toca, toca e nada. Caixa postal.

- Mas que merda!

- Já devem estar mortos a essa hora.

Krysthiane não conseguia pensar em mais nada. Ela largou o telefone, que caiu no chão, e, encostada na parede, foi escorregando até cair ao lado do telefone.

- Krys... – Começou Ed, se abaixando na frente da menina.

- Eu não quero acreditar nisso Ed... Alguém que acreditávamos estar morto surge do nada, liberta seus capangas e os manda atrás do meu pai e da minha mãe. Quero saber onde eles estão, e se estão bem. Quero vê-los Ed. – Diz a menina, com os olhos pesos aos azuis do amigo.

- Tenha calma. – Diz ele, acariciando o rosto da amiga. - Eles vão aparecer quando você menos esperar. – Diz ele, na tentativa de confortá-la.

Krys não disse nada, somente se levantou e se dirigiu ao homem amarrado no centro da sua sala.

- Eu vou descobrir o que vocês estão tramando. Você não parece saber alguma coisa mais detalhada. Voldemort não deve mais confiar tanto em você. – Diz a menina, com ar de deboche.

Krysthiane pega sua varinha novamente e faz um feitiço para levantar o homem, que em um salto, já está de pé. Ela segue arrastando ele pela sala até chegar em um armário de vassouras. Ela joga o homem lá pra dentro e tranca a porta.

- Você não pode me deixar aqui! – Grita o homem de dentro do armário.

- Só não posso como vou! – Grita de volta a menina, lançando feitiços na porta para que ela não seja aberta por mais ninguém a não ser ela. – Vamos Ed... Temos que achar minha mãe.

- E onde você pretende procurar? – Pergunta Ed, seguindo a menina até a porta da casa.

- Primeiro vou até a casa do Tio Ron e ver se ele está lá. Depois sigo para o ministério.

- E você vai conseguir entrar lá?

- Claro que vou! Sempre consigo! – Diz a menina, pegando na mão do rapaz e aparatando para a casa do tio.

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- Da para explicar isso direito Luna? – Pergunta Ron, que tentava de todo modo acalmar a esposa para que ela possa dizer direito o que aconteceu.

Eles estavam sentados no sofá da sala de estar da casa. Luna estava extremamente nervosa, segurando firmemente a pequena Lily, que dormia nos seus braços, por conta de um feitiço jogado pela loira. Luna respirou fundo, olhou no fundo dos olhos do marido e começou a narrar o ocorrido.

- Ron, você sabe que hoje Mione prometeu me acompanhar até o Beco Diagonal para que eu possa fazer umas compras para o bebê. – Ron confirmou com a cabeça levemente, enquanto olhava atentamente para ela. - Ela apareceu com a Lily, e nós ficamos um tempão andando pelo lugar. Quando paramos para descansar, ela recebeu uma ligação no celular trouxa e se afastou para atender. – Luna abaixa a vista e passa a olhar a menina nos seus braços. - O telefonema parecia bem suspeito, e do nada Mione pareceu bem aflita. Quando ela desligou o telefone, ela voltou para onde estávamos esperando, só que andando devagar. Quando chegou à mesa, ela estava com uma cara horrível. Ela ia me contar, só que começou uma correria pelo beco, uma gritaria, até que vimos comensais da morte vindo na nossa direção. Lily se agarrou em Mione morrendo de medo. Ela colocou a menina no meu colo e mandou nos afastarmos. Mas eu não quis deixá-la sozinha. Mas ela correu para o centro da rua quando viu uma menininha ser agarrada por um comensal. Ela salvou a menininha e começou a duelar com eles. Eu queria ajudar a Mione, principalmente quando a vi ser atingida por um feitiço estranho, mas o dono da sorveteria que estávamos me tirou dali, aparatando comigo e com a Lily. Ron, eu não sei o que aconteceu, e quero saber! Minha amiga pode estar morta agora! – Luna não agüentou e começou a chorar. Ron a abraçou com um pouco de dificuldade, por conta da barriga da mulher e da criança em seu colo.

- Não se preocupe querida. Mione é forte! Tenho certeza que ela está bem. – Mas o jeito que Ron falou não foi nada convincente. Seu tom saiu com um misto de tristeza e desespero, o que passou despercebido por Luna, que ainda chorava.

Mas não passou despercebido por outra pessoa que escutava a conversa. Na porta da sala estavam Krys e Ed, que escutaram todo o relato de Luna. Krys entra na sala devagar, aparentando dificuldade para respirar. Ela olha para Ron, que no inicio se assusta com o repentino aparecimento, mas depois solta Luna, que também olhava para a morena, e vai até ela, a abraçando.

- Não se preocupe Krys. Sei que você escutou tudo, mas eu tenho quase certeza que ela está bem. – Diz o ruivo, olhando para Ed, buscando ajuda.

- Tio Ron, tenho que te contar uma coisa. – Diz Krys, se soltando do ruivo.

- O que aconteceu Krys? Você está bem né? – Pergunta ele, a olhando por inteiro, procurando ferimentos.

- Eu estou bem Tio... O que tenho a dizer é sobre isso que tia Luna acabou de falar. – Krys nem deixou Ron falar algo, já iniciando o que tinha a dizer, e narrou para os dois na sala sobre o que aconteceu na casa.

- Eu não acredito! TODOS os comensais da morte conseguiram fugir? Mas isso é impossível. – Diz Ron, andando de um lado para o outro da sala.

- Mas isso não é tudo tio. Lucius falou também sobre o retorno de Voldemort.

Ron quase morre engasgado com a própria saliva depois de ouvir isso. Ele não estava acreditando no relato da sobrinha.

- Eu estou falando a verdade Tio. Ed pode confirmar, pois ele estava comigo, e se quiser, pode falar diretamente com Lucius, pois ele está preso em um armário de vassouras na minha casa.

- Vou até lá. Você fique aqui e cuide da Luna e de sua irmã. – Diz Ron, já pegando a varinha e indo em direção a porta da casa.

- Não! Ed pode ficar e cuidar delas. Eu vou com você. – Antes de Ron retrucar, ela já completa. – Mesmo por que, eu joguei feitiços na porta que permitem que somente eu a abra.

Ron não acreditou no que ouviu. "Mas essa menina é pior que o Harry! Ela pensa em tudo! Sabia que uma mistura de Potter e Granger não ia prestar". Pensa Ron, olhando desacreditado para a morena.

- Ok...Ok... Vamos logo. – Diz ele.

- Ed! – Chama Krys. – Cuide delas pra mim, eu já volto. – E, após dar um beijo na bochecha do amigo, sai logo atrás do tio, aparatando para casa.

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N/A: Bem... está ai o segundo cap. Espero que gostem! Comentem por favor...ó_ò Críticas, sugestões, elogios, o que vocês desejarem! ^^

Bjus e até o cap 3^^