• Fanfic escrita por mim e pela Bia.

• A maioria dos personagens e a temática é da belíssima e talentosa J.K. Rolling

• Quem quiser nos seguir no twitter: Meu CFMCarolis Bia BeatrizCamara

• Sim, o título do capítulo é bem sessão da Tarde. Não me culpem! Estou sem ideias para títulos!


DOIS

— Mas o que... — Hermione suspirou, antes de voltar a falar com o tom calmo de sempre — Que diabos você quer dizer com isso, Malfoy?

— Eu quero dizer exatamente o que eu disse Granger. Será que é tão difícil para você entender? Seu sangue ruim já está afetando seu cérebro? — Ele sorriu, passando os dedos nos lábios vermelhos — Acho que mereço uns 10.000 pontos para a Slytherin depois dessa. — concluiu para si mesmo.

— Cale a boca Malfoy. — Diz ela passando a mãos nos cabelos desmanchando o penteado em um puxão nervoso. Olhou para o loiro e ele mantinha o sorriso convencido nos lábios. Vê-la tão desesperada parecia gerar nele uma alegria interna.

Hermione respirou afobada. Escorou a cara no vidro e voltou a observar Severus. É óbvio! Quantos Severus com a cara tão pálida e macilenta, e o cabelo oleoso, além das respostas ríspidas existem nesse mundo? Como não vira isso antes?

Como pudera não notar? O que a havia distraído?

— No momento, eu calei a sua, Granger. — sorriu convencido

— Mas como… — Ela foi interrompida.

Ele migrou as mãos pálidas para o pescoço da Granger e apenas indicou o vira-tempo.

— O vira tempo não funciona assim Malfoy, não seja estúpido. Só podemos voltar em nosso tempo de vida, nada, além disso.

— Sozinho, sim. — Ele cruzou os braços. — Vamos Granger, o tempo não altera sua capacidade dedutiva, pelo menos eu acho que não. Pode ser algum erro da sua espécie nojenta.

— Será que você poderia ser menos repugnante um segundo da sua vida. Estou tentando pensar.

— Hei você podia aproveitar que está em 1977. Anos oitenta aprovam cabelos de bucha.

—Estou cada vez com menos paciência pra você. Mas deixe-me entender... O tempo não foi alterado no trem, correto? Eu teria sentido se alguma coisa fosse alterada.

— Se fosse assim, acho que não estaríamos vivos, Granger. Acho melhor eu sentar. Vai demorar pelo visto.

Ele encostou-se em uma das laterais de uma das cabines, massageando a têmpora.

— Antes de subir na plataforma também não... Só se... Deus! A plataforma nove 3/4! Ela é um transportador! Unindo o vira tempo e um transportador... Ele se torna... Deus!

— Parabéns, Granger. Parece que você descobriu a cura para a dragonitti — ironizou.

— Mas. O que diabos você está fazendo aqui? Você não tem um vira-tempo, ou tem? — perguntou confusa.

— Tenho, mas isso não é da sua conta Granger.

— Ha. Ha. Ha — ironizou — Sua delicadeza é nauseante, Malfoy.

Dando-se conta da situação, Hermione passou a andar de um lado a outro, bagunçando seus cabelos em nervosismo e perdendo completamente o olhou para Draco Malfoy, desesperada. Ela iria perder as aulas!

— Como voltamos? — perguntou desesperada. — Vamos Malfoy! Como voltamos?

Ele apoiou as costas na parede, enquanto procurava algo nos bolsos.

Calmamente, ele revirou os olhos.

— E existe essa possibilidade? Voltar? — riu com desdém — Não sei quanto a você, mas me sinto bem confortável onde estou — retirou um tablete de chocolate dos bolsos, abrindo-o e em seguida, deu-lhe uma dentada. É claro que ele estava sorrindo ironicamente para a morena enquanto mastigava como era de costume.

— Ai meu Deus! — gritou Hermione andando de um lado a outro. Observou Draco Malfoy, ainda calmo e sorridente e apontou o dedo indicador em seu peito. — Escuta aqui Malfoy. Eu não quero ser um erro perdido no tempo. Isso tem cara de ser coisa sua, então dá um jeito.

— É. Tudo culpa minha. — ele ironizou — Também fui o culpado de você nascer com esses cabelos assim, sabia? — suspirou — Quer saber, acho que se você quer ter alguém para culpar, olhe-se no espelho. Pelo que eu saiba você é a sabe-tudo-nojenta, o erro do vira-tempo devia fazer parte da sua biblioteca mental. Culpe a si mesma pela sua ignorância.

— Hey! O que está acontecendo aqui? — pergunta uma moça andando zangada pelo corredor. Ela exibia um sorriso convencido, os cabelos rubros caindo em cachos, em um corte reto, até a cintura. Ela apontou para o próprio peito e exibiu o distintivo de monitor que carregava com orgulho. — Escuta aqui... Os dois. Eu não tenho interesse em saber por que estão brigando... As regras de 1968 dizem claramente que é proibido andar pelo corredor com o trem em movimento, a menos que se tenha permissão para isso.

— Uou, uou. Monitoras ruivas, gosto disso. — Draco colocou as mãos para o alto, rendendo-se. — Mostre-me o poder do seu distintivo, gracinha — ele sorriu irônico

— Eu não sei quem você é nem estou interessada, loiro, mas ou você respeita as regras ou a primeira coisa que vai ver quando pisar em Hogwarts é a cara da professora McGonagall. E ela não vai ficar nada feliz.

— Que honra, já notou meus cabelos platinados — sorriu — Não farei isso, minha cara. Obedecerei humildemente. Mostre-me o caminho — fez uma falsa reverência.

A moça quase rosnou de raiva.

— Olha aqui, volte para a merda da cabine em que você estava. Eu já tenho cabelos castanhos para me encher à paciência. Não preciso de cabelos... Como é? Platinados. — Ela passa a mão nos cabelos, estressada.

— Agora você me magoou? Prefere cabelos castanhos? — riu.

— Err... Hum, tecnicamente... Sim? Mas não os cabelos castanhos... Ah Deus! Porque eu estou me dando o trabalho de responder?

— Talvez porque eu faça ótimos questionamentos, monitora — sorriu — De qualquer forma, deixe-me te esclarecer meu impasse: Esta garota aqui — indicou Hermione — estava procurando um lugar adequado para ela, já que meus colegas infantis a estavam coagindo a sair do departamento da Slytherin. Saí da cabine que estava dividindo com meu colega, Severus, e tentei indicá-la a cabine da Griffindor, infelizmente, eu sou transferido da Durmstrang, e não consegui ajudá-la.

Falou com tanta seriedade e firmeza, assumindo um tom tão cínico, que por um minuto, até Hermione acreditou nele. — Ainda bem que chegou — riu — A Gran... Hermione estava completamente perdida. Para falar a verdade, nós dois estávamos.

— E porque ela não pode ficar na mesma cabine que você e Sev, digo Severus, estão dividindo? — A ruiva está mais calma e séria, e questiona Draco com formalidade.

Draco sorriu com naturalidade

Hermione sorri e olha com o mesmo olhar inquisidor que a ruiva. — É por quê? — pergunta ela divertida.

— Uma garota horrível, chamada… — buscou na memória — enfim, uma garota da minha casa, foi bem desagradável com a senhorita Hermione, ainda depois dela entrar na minha cabine, sabe? Horrível. Chegou a chamá-la daquilo, apenas por ela ser trouxa. Um ato covarde se quer saber minha opinião. — deu outra dentada no tablete de chocolate.

Ele olhava para ambas com uma naturalidade espantosa, dando de ombros e negando o fato com a cabeça, como alguém que desaprovava inteiramente aquela prática. O cinismo tinha nome e carregava belos cabelos platinados, como ele mesmo anunciava aos quatro ventos.

— Ah. — Suspira a ruiva. — Entendo. Você também é nova querida? Vou providenciar para que ela seja punida.

— Ah. — diz Hermione. —Com certeza, se quiser, eu mesmo dou meu testemunho para a Diretora Minerva... Mas eu gostaria mesmo de me sentar... Severus até me ofereceu um lugar. Draco, por outro lado, achou que eu ficaria melhor com outros Grifinórios... E sim, vim de uma escola na Austrália... Pouco conhecida.

— Diretora? — a ruiva perguntou.

— Professora, desculpe, ainda não sei ao certo os nomes. Ainda não aprendi todos.

— Certo. Bom... Draco? Temos mais uma hora de viagem... Ela ficará com vocês até o fim da viagem e depois encontramos a tal desordeira. — A moça sorri amavelmente para Hermione, e completa. — Se houver algum problema com... — sussurra a ruiva apontando para Draco — Ele, ou Severus... Sabe, por conta da sua situação... É só me procurar. Eles não vão gostar nada da punição.

— Pode ficar em qualquer lugar, Hermione — ele sorriu simpático — Venha, não acredito que irão falar nada com você se vier acompanhada de um Slytherin. — ele deu uma pausa — Me magoa saber que a senhorita, digo Sua Senhora Monitora, pensa que eu falaria algo desse — deu uma forte pausa, como se não admitisse falar aquilo —… Desse gênero para alguém, ainda mais para a única pessoa que entende o que é ser um novato em plena finalização dos estudos em Hogwarts.

— Qual seu nome? — pergunta Hermione sorrindo matutando uma ideia em sua cabeça.

— Lily Evans. — Sorri a moça brilhantemente esticando a mão, que Hermione aceita com prazer.

Malfoy, que estava engolindo um chocolate, se engasgou.

— Lily, só por curiosidade. O que aconteceria com meu amigo novato Draco, se por acaso, e só por acaso ele desobedecesse a uma de suas regras?

— Ah. — ela coça a cabeça. — Ele passaria o resto da viagem no vagão dos monitores, vigiado, e depois seria castigado pelo diretor da escola, pela professora McGonagall e pelo diretor Dumbledore, uma vez que as duas casas estão envolvidas.

— Uma hora na sua companhia? — Sorri Draco. — Nada mal.

Lily ri.

— Oh não... Eu não fico na cabine dos monitores... Meu Colega de monitoria sim. Você iria adorar passar uma hora com ele... Ele fuma feito uma chaminé e odeia abrir os vidros.

Malfoy cruzou os braços.

— Hermione, me desculpe ok? — Malfoy fingiu indignação — Eu não sabia que você era lésbica! Não tinha como eu saber que você se sentia ofendida com gentilezas praticadas pelos homens! Mas eu sinceramente acho que eu ter tentado ser gentil com a única pessoa que provavelmente iria me entender, não é motivo para dizer para a monitora que eu vou descumprir uma das regras de Hogwarts, não quero começar com o pé esquerdo.

— Oh Malfoy... — sorri Hermione. — Eu sou não sou lésbica, embora mais garotas se sintam atraídas por mim do que por você... Bom, eu não me senti ofendida com sua gentileza, não me importo querido. Mas, claro, só passamos algumas horas juntos, e uma vez que não nos conhecemos e eu estou em um país estrangeiro, acho justo me prevenir confiando na única pessoa que exerce algum poder de autoridade nesse trem. É claro que você entende... Não é?

— Claro que entendo. — fez um sorriso pequeno, como se estivesse magoado — Me desculpe por isso, não foi a minha intenção. Se quiser, ainda vou estar na cabine com Severus. Até mais Lily. — deu um fraco sorriso para a ruiva.

Cínico, andou pelo corredor cabisbaixo, "concentrado" no chocolate mordendo o lábio.

— Hum, — diz Lily mordendo os lábios, preocupada. — Acho que você o magoou Hermione. Vai querer voltar para a cabine com ele?

Hermione ficou prostrada. É sério que ela tinha caído naquela?

— Se você se sentir constrangida, pode andar comigo pelo vagão... Meu colega monitor deve estar dormindo ou fornicando por aí mesmo.

Que maldição! Que ele fosse ser cínico daquele jeito no inferno. Hermione pensou bastante e decidiu usar aquilo a favor dela.

— Eu fui meio grossa com ele, não é? — disse tentando não revirar os olhos

— Isso acontece... Eu também não sou uma das pessoas mais pacientes da Terra, sabe... — Sorri Lily. — Bom, depois que o encontrar você pede desculpas. Está bem?

Mione sorri forçosamente

— É claro. Por que, não?

— Bom, — diz Lily sorrindo. — Já que você é nova e é uma Gryffindor!... — ela sorriu largamente. — Precisa conhecer umas pessoas.

— Mostre-me então — sorriu com a mesma vontade

— Se você quiser se concentrar nos estudos há pessoas que você precisa conhecer e pessoas que você deve evitar. — Ela então para e olha no relógio. — Como eles ainda não explodiram nada, acho justo te contar sobre os Marotos.

— Preciso que me conte, de qualquer forma, sempre tive um histórico exemplar. Não vou acabar com isso agora. — Hermione sorriu

— Gosto de você garota! — ri Lily lhe dando um soquinho no ombro. — Bom, os marotos são quatro garotos infantis e esdrúxulos, que mais se metem em encrenca, detenções e confusões do que a humanidade considera razoável. Seus nomes são Remus Lupin, Sirius Black, Peter Pettigrew e meu carma eterno, e surpreendentemente meu colega monitor, James Potter. Se você se mantiver fora da lista negra da diretora da nossa casa, Minerva, e se manter entre os melhores alunos... Sugiro que os evite. Eu mesma tento.

— Tive experiência com dois garotos muito parecidos — ela tentou desvencilhar a imagem de Fred e George, antes que lacrimejasse — duas pestes! Sei o que quer dizer. Hermione continuou o relato — Foram expulsos quando explodiram seus fogos de artifício no ar quando estávamos fazendo os testes finais. Fizeram isso para gravar a imagem deles, e irritar a diretora temporária, odiada pela maioria dos discentes e docentes. Se quiser saber, foi à única coisa que eles fizeram e que eu aprovei — Hermione riu da sua própria constatação.

— Diretora temporária? — Ela faz uma careta. — Não sei se posso imaginar Hogwarts sem Dumbledore. O nosso diretor, ótima pessoa o Dumbledore. Sabia que ele já foi cotado para ser ministro da magia? Mas recusou. Eu gostaria de ser Ministra um dia... Quem sabe não é? A primeira Ministra da magia nascida trouxa... — sorri Lily. Os olhos viajando em uma imaginação só dela. — Quando essa guerra acabar, talvez nós, nascidos trouxas poderemos ser livres. Uma vida mais justa... Oh, desculpe, me empolguei.

Hermione riu sem jeito.

— É. Quem sabe. — ela tentou soar animada, mas a única coisa que conseguiu ver foram as duas esmeraldas verdes pulsando nos olhos de Lily, olhos iguais ao do seu melhor amigo.

— Eu devo ter te deixado entediada com esse meu papo de futuro melhor. Na situação em que estamos, é meio difícil acreditar num futuro, mas eu tenho fé, sabe... Bom, chega dessa ladainha.

Hermione suspirou.

— Vamos lá, me apresente as suas pestinhas!

Lily ri e puxa Hermione pelo corredor. El anda a passos rápidos, porém não rápidos o suficiente para que significassem uma corrida. Pelas barbas de Merlin se alguém a visse correndo.

Parou em frente a uma cabine com vidro embaçado, e deu sete toques ritmados.

— Quem é? — pergunta uma voz rouca lá dentro. — Quem veio me consultar para um Bafafá?

— É a avó da Mary... Vim trazer seu casaco querida. — Diz Lily espremendo a voz.

A porta se abre num estrondo.

— Vovó! Você ressuscitou! — Lily é agarrada e abraçada e rindo aponta para Hermione.

— Esta é Hermione, veio da Austrália e vai estudar na melhor casa de todas, a nossa. Hermione, galera. Galera Hermione. Ela é uma garota gente boa. Ela se sentou com o Snape agora pouco.

— Jura? — pergunta Mary. — Aquele bode?

Hermione riu.

— Prazer, Hermione Granger — levantou a palma da mão como cumprimento.

Mary arqueia as sobrancelhas e ri.

— Você é bem borocoxó né? Dê-me aqui um abraço! — diz Mary abrindo os braços.

Hermione reparou no broche de flor que ela usava sobre o símbolo de Hogwarts, e na forma como seu cabelo estava preso num rabo de cavalo, meio caído para a direita. Achou aquilo tão estranho, mas aceitou seu abraço de bom grado.

— Não é normal termos novatos por aqui, não é Lily? — a garota perguntou quando desfez o abraço e passou a procurar algo no chão

— Raramente. Não é todo ano, se quer dizer... E nem transferência para o último ano... Mas tudo está tão esquisito ultimamente... — Responde ela. — O que vocês fizeram enquanto eu não estava? — pergunta Lily mudando de assunto.

— Ah, escovando o Urubu. — responde Mary dando de ombros.

— O que? — Hermione gargalhou.

— Escovando o Urubu... Não estávamos fazendo nada gata. — Explica Mary.

— Ah, acho que… — deu uma parada — Entendi?

Mary ri.

— Por que você não entra e conhece o pessoal? Vamos te inserir no contexto. É só ir à onda gata.

— Ela quer te integrar ao grupo. Só sorria e concorde. — Sussurra Lily ao pé do ouvido de Hermione.

— Será um prazer — Hermione sorri.

Mary abre espaço e Hermione dá de cara com cores. Todas elas. Exceto ela, Lily e Mary nenhuma das pessoas ali usa o uniforme, mas parece que todas elas pularam em um arco-íris antes de embarcar no trem. Havia mais três garotas, duas estendidas na poltrona dividindo um daqueles aparelhos de musica a base de pilhas dos anos setenta, e outra esparramada no chão lendo um livro de feitiços.

— Pessoal, — Chama Lily. A menina do chão olha pra cima e depois cutuca as outras duas do sofá e aponta para a monitora. — Essa é Hermione, nossa mais nova colega.

—Mais uma Gryffindor! Amém! Já não aguentava mais conviver com essas chatas. —Uma delas riu.

Uma das garotas sentadas deu um pulo, assustando Hermione.

—Menina, seu cabelo está daqui ó — puxou o lóbulo da orelha.

— O que você faz nele?— A garota que tinha pulado de aproximou, puxando os cabelos de Hermione para cima — Minha prática com feitiços de beleza é péssima— ela lamentou

— Betty, não assuste a novata — Lily riu.

— Hum, é natural... — Responde Hermione constrangida.

— Olha o volume do cabelo dela, você tem noção do que eu preciso fazer todo dia para que esses fios finos e nojentos tenham um pouco de personalidade? — ela disse encarando Lily, em seguida, voltou sua atenção para Hermione — Pois é, quem me vê diz que eu sou boazuda de nascença, mas eu sou? Claro que não. Tudo mentira.

— Betty! Meu cabelo também é liso feito espaguete! — se lamuria a menina estendida no chão. — Por isso meus cabelos são tão curtos! É pra ninguém ver esse desastre... Ainda bem que a Vogue diz que cabelos curtos também estão nada moda! Ou eu morreria!

— Hermione. — Sorri Lily. — A Mary você já conheceu... A deitada no chão é a Dorcas ou Diorcas, se você preferir. Ela é viciada em moda. As duas no sofá são Amy e Betty, quase uma coisa só.

Hermione gargalhou.

— O que foi?

— Nada, é porque na minha outra escola, todos viviam falando mal de meus cabelos. —ela ri com vontade

— Espera um pouco!— berrou Dorcas se arrastando no chão. — Como alguém pode rir desses cabelos de beldade!

— Se você tivesse falado isso alguns minutos atrás para aquele cabeção, eu teria agradecido bastante — Hermione riu.

— O loiro platinado? — riu Lily. — Garotas, essa coisinha aqui estava acompanhada do Ken da Barbie, na versão loira.

— Eu adoro o Ken, me processem! — Mary jogou-se no sofá.

— Tão pão assim? — Pergunta Betty surpresa. — Se ele for como o Ken... Apresente-me aquele pedaço de mau caminho meu bem.

— Não Mary... — Ri Lily. — Ele tem o cabelo tão baixo! E tão penteado!

— E daí? Gosto dos mauricinhos — riu tampando o rosto — Além disso, eu sou normal. Só você que prefere os morenos, Lily.

Lily fica rubra.

— Não fale bobagens! — responde ela constrangida.

Mary levantou no assento.

— Lily quer o Severus, Lily quer o Severus! — gritou na cabine.

Lily pareceu relaxar. E seu rosto voltou ao normal quase instantaneamente.

— Era do Severus que você estava falando? — E riu.

Depois ela se sentou na poltrona ao lado de Mary e puxou Hermione para o seu lado. — Bom, se quer saber, não, eu não penso no Severus dessa maneira. Na verdade, quase de maneira nenhuma.

Betty riu.

— Claro que não! — Betty aponta Lily. — Ela só pensa naquele marotinho!

— Que maroto Lily? A senhorita perfeição apaixonada por um Maroto? Isso é que é um Desbunde! — Ri Amy. — Estou chocada!

Ela fechou os olhos enquanto gargalhava.

Senhor Potter. Aquele safadinho — Betty disse olhando as unhas — Sempre soube.

— Agora entendi seu apresso por topetes! — riu Amy. — Caramba, ela ainda quer o líder dos malfeitores! Nem pra ser o Lupin, ele pelo menos estuda... Lily sua danada!

— Lily está bordejando! — Anuncia Mary. A garota de cabelos presos subiu no assento e começou a pular descontroladamente.

— Hermione! — Quase berra Lily, assustando a pobre coitada. — E você? Está interessada em alguém?

Hermione arregala os olhos.

— Ah, eu estou namorando — ela sorriu.

Aquelas palavras pareciam irreais até para ela.

— É uma história longa — disse tentando conter o vermelho que certamente estava se espalhando pela sua face.

— É seu primeiro chamego? — Pergunta Mary se curvando quase ocupando o mesmo espaço que a garota.

— E é um longo caminho, pode contar! — Betty disse cruzando as pernas como índias, com os olhos atentos.

Hermione suspirou tentando conter a vergonha.

Quer saber, ela estava ali para recomeçar. Então, ela simplesmente deu de ombros e começou a contar.

— Não é meu primeiro namorado, se quer saber. Eu namorei um jogador de quadribol quando tinha quatorze anos... Ele era mais velho que eu e era algo mais físico. — Então ela suspira ao pensar em seu ruivo. — Mas com o Ron é diferente... Sabe quando você gosta tanto de alguém que dá vontade de se trancar no quarto e chorar? É mais ou menos assim. Nós éramos amigos... Quer dizer, ele era amigo do meu melhor amigo, mas andávamos juntos.

Betty abriu a boca assustada.

— Mas gente, essa menina é chocante! Algo físico? Gostei! — riu

Hermione riu saindo do transe.

— Ele é bem bonito... Era o apanhador mais famoso da região. Ele me conheceu na biblioteca, gostava de me ver estudar... Estranho né?

— Caras são estranhos.

Betty constatou.

— Verdade — respondeu Amy. — Meu ex-namorado gostava de me ver usando meias-calças vermelhas... Ele tinha quase uma tara por meias-calças vermelhas... Vai entender...

Lily estava quieta quando resolveu se envolver

— Amigos? Mas como você soube que gostava dele?

— Ah... É complicado... Um dia nós estávamos quase nos despedindo e ele então me beijou. E eu soube que era ele... Faz mais ou menos uns três meses. Mas aí eu tive que vir pra cá.

— Ai que história mais… — Betty parou por alguns segundos — Bonitinha?

— É, é bonitinha. Ron é bem tímido... Ele morria de ciúmes de mim, mas nunca dizia... Só me irritava, me provocava e me atormentava o tempo inteiro.

— Sei bem o que é isso. — Suspira Lily.

— Para falar a verdade, ele me fez chorar algumas vezes quando eu era menor. — ela tentou apagar as lembranças — sempre fui muito dedicada aos estudos e ele me achava um pesadelo, no início. Depois de algumas coisas que aconteceram... Bem, a gente se aproximou. Então nós vivemos algumas coisas, sabe? O trio de ouro — ela sorriu com a lembrança — e então eu os salvei algumas vezes porque estudava demais, então no final, ele acabou vendo a minha importância.

Betty explodiu um chiclete em bola com gosto sem fim que ela estava mascando.

— Se quer saber, achei meio idiota esse seu namoradinho aí. — Betty continuou mastigando o chiclete.

Lily cutucou a amiga.

— Ai Lily! Mas é! Querem que eu minta? — fez um bico.

— Eu não. — replica Mary. — Se ela gosta dele. Além do mais... A nossa Lily aqui também tem um caso de amor e ódio. — diz Mary num supetão.

Betty suspirou.

— Olha, veja isso como um conselho de amiga — disse isso se considerando íntima — ele só te deu importância quando salvou a vida dele, isso me parece mais gratidão do que amor se quer saber — Betty falou sem medir consequências.

Amy então interferiu, rindo alegremente.

— Meninas... Vamos falar de coisa boa? — Anima-se Amy. — Parece que Skylar Beckett abandou o Sirius Black. Aquele pão está sozinho de novo.

Hermione riu imaginando o Sirius que ela conhecia como um cara bonito.

— Você ainda não conheceu o senhor Black não é? — Betty pergunta, já mudando de assunto. — O dedo dele é mais interessante que seu namorado... Praticamente todas as garotas querem tirar uma casquinha daquela rodovia... Por que aquilo não é mau caminho não meu bem...

Mary sorriu.

— Não sei o que tu vê naquele lá — resmungou — Mulherengo que só ele!

— E quem liga se é mulherengo? Você deu uma boa olhada naqueles cabelos? — respondeu indignada — E nada de rir, Hermione! Você não entende o desgosto dessa situação. O cara é um pão!

Se Harry pudesse ouvir aquilo com certeza cairia do chão de tanto rindo. Ela, por outro lado, espremeu os lábios e se concentrou nas carinhas sonhadoras das outras garotas.

— Desculpa... — Diz Hermione. — Havia um cara, padrinho do meu melhor amigo que se chamava Sirius. A imagem do seu Sirius se confunde com o meu... Eu não posso evitar. — E gargalhou.

— Só Lily que discorda... Ela prefere os topetudos — Dorcas falou baixinho

— Prefiro mesmo... Afinal, eu namorei Amus Diggory, não?

Embora ela assumisse uma falsa despreocupação, Hermione reparou na ponta de suas orelhas, tão vermelhas e, provavelmente, quentes.

— Mau gosto ímpar. Menininho nojento — Dorcas forjou uma ânsia de vômito

— Baba ovo que só ele. Coitada da Lily tinha que limpar a baba todo dia! — Mary gargalhou

— É Lily... — Disse Betty cruzando os braços. — Fora aquele topete bem mal clonado do Elvis Presley, o que mais ele tem de interessante?

Lily ficou bem vermelha.

— Qual o problema de vocês com os caras que eu gosto? Mary... Você se lembra daquele gordinho do Richard Lennon, Lufa-Lufa, que você ficou uma semana no pé. E você Betty? Já correu atrás de Peter Pettigrew... O PETER PETTIGREW...

— Ele é gatinho, vai. DEIXE DISSO. Olha o preconceito! — Betty fez bico.

Hermione mal sabia para onde olhar. Era muita informação.

— Mas vocês não sabem — Lily riu antes de encarar Hermione rapidamente — Ela dá risada, mas vocês não têm noção da cena que vi no corredor quando estava monitorando...

Uma batida na porta as fez pular. Hermione olhou e viu um rapaz com o cabelo alto, costeletas e olhos miúdos; já vestido com o uniforme da escola.

— Remus? — pergunta Lily surpresa.

— Surpresa — riu.

— O que você faz aqui? Cadê o insuportável do seu amigo?Pensei que ele fosse meu colega monitor.

— Já está procurando o James? — olhou para o relógio rindo— E nem deu cinco horas ainda!

— Deve estar por aí se atracando com alguma aluna, como de costume — deu de ombros.

— E o que VOCÊ faz aqui? — perguntou ela cruzando os braços e quase cuspindo fogo pela boca. Hermione viu de rabo de olho Betty prender o riso, acompanhada das outras meninas.

— Utilizando o abuso de poder, sabe como é Lily. — ele sorriu olhando para trás dela — Dorcas, Betty, Mary, Amy — fez uma breve reverência com a cabeça. Retornou a posição original franzindo o cenho — E você é?

Potter vai ter detenção hoje. — sussurra Amy ao pé do ouvido de Hermione.

— Eu? — pergunta Hermione assustada depois de alguns segundos. — Hermione Granger. Aluna nova.

— Gostei — sorriu com vontade

Hermione corou.

— Hum, obrigada?

Voltou sua atenção a ruiva de cabelos intensos que pareciam chamuscar junto a sua face vermelha pela raiva

— Então Lupin... O que você faz aqui? Já faltam alguns minutos pra chegarmos e o Potter não pode cumprir seu dever de monitor? — Seu sorriso é quase sádico, e Hermione prendeu o riso. Talvez Amy tivesse razão... Potter seria castigado hoje.

— Calminha aí — disse levantando as palmas em sinal de rendição — James me mandou como garoto de recado, ele disse que se fosse de seu agrado, ele aceitava você na suruba. Atrás da cabine 86, Hufflepuff. — Ele saiu correndo rindo antes da ruiva dizer qualquer coisa.

— Lupin! — berrou ela.

— Ela não... — começou Betty, mas ao ver a cara de raiva de Lily, completou. — Ela vai...

Lily se posicionou em uma quase marcha. E Hermione a olhou assustada.

— Quer ir atrás dela? — sugeriu Amy. — Acredite, vai ser engraçado.

— O que eu não faço por uma boa diversão? — Hermione riu enquanto abria a porta da cabine

Lily saiu em disparata pelo corredor, os punhos apertados e os nós dos dedos quase brancos. Hermione a seguiu de perto e viu o chamuscado ruivo andar rapidamente até cinco cabines atrás da que estavam puxando a porta com força.

Era hilário ver aquela ruiva baixinha, marrenta e completamente alterada marchando pelos corredores até uma cabine, que Hermione reconheceu. Era a mesma cabine que ela dividia com seus amigos. O rasgo mínimo do sofá framboesa, o carpete cor de abacate, só que havia outras pessoas ali. Quatro rapazes pra ser exata.

Ela invadiu o espaço indicado por Lupin com os cabelos chamuscando.

— James Potter! O que pensa que está fazendo?! — berrou — Isso é uma falta de respeito, de responsabilidade!

Disse antes mesmo de entrar com raiva e uma entonação surpreendentemente séria para seu tamanho.

— Lily, minha Luz. — respondeu um rapaz jogando as cartas de Snap explosivo para o lado e se levantando para abraçá-la. — O que faz aqui coisinha linda?

Hermione se assustou. Aquele era Harry. Exceto pelos olhos castanhos, ou pelo cabelo penteado em um topete alto, ele era Harry.

— Me largue seu brutamonte nojento e… — Berrou com aquela voz fina e delicada.

— O que houve gracinha? Você se machucou quando caiu do céu?

Ela colocou o dedo indicador na cara do Potter respirando com força.

— Escute aqui seu garoto nojento e arrogante, seu papel como membro da escola é pregar pelos deveres de Hogwarts! Por Deus, como você pode ser tão... — Gritou com fúria ao perceber que não tinha palavras exatas para definir aquele ser a sua frente.

Ok, aquele não era o Harry, mas Hermione riu. Ela não pode evitar. Não sabia se era a cara de pau ou o jeito como ele sorria de canto, em um sorriso convencido, ou o cigarro que pendia no canto de sua boca. Mas toda a situação era tão engraçada, que ela não se conteve.

Viu a cópia física de Harry jogar o cigarro no chão e o apagar com a ponta do sapato. E assumindo novamente aquele tom, ele se virou para Lily.

— Você sabia que irritada dessa maneira me parece uma Fênix em chamas? Verdade, eu juro.

— Ele é tão gato, não é? — Betty riu olhando para Hermione — Você até esquece o topete.

Hermione se assustou ao ver a cara de Betty pousada no seu ombro, encarando-os com expectativa.

— Quem? Potter? — sussurrou ela de volta.

— É! Eu juro que estou pronta para virar cinzas! Como alguém como você consegue desrespeitar esse cargo?! Você ao menos sabe o que você DEVERIA — falou com ênfase — fazer, não é? Seu, seu… — ela buscou palavras e não as encontrou… De novo.

— Ele mesmo, olhe o Sirius ali atrás — ela indicou com a cabeça.

— Hey ruivinha! Vai com calma, parece um berrador — acusa Sirius guardando o jogo na caixa.

— Lily, meu bem... Minha querida... Eu já fiz a ronda e todos os pirralhos do primeiro ano estão uniformizados e pegando perebas de alguns sapos por aí. Todos saudáveis e inteiros.

Hermione então viu para quem Betty apontava. Era um rapaz magro, mas não tão magro, os cabelos tão pretos e olhos cinzentos, sorrindo charmoso enquanto exibia uma covinha do lado esquerdo.

— E desde quando faz parte do seu papel, como membro dessa instituição, sair pegando garotas indefesas de seus vagões e levá-las até um antro nojento e… — Lily corou com a imagem que veio a sua mente — Enfim, fazer não se sabe o que.

Mas é claro que Lily fazia, porque sua pele clara e delicada estava toda corrompida pelo tom escarlate.

— O que? Megan? A Lufana?

— Não sei, teve mais de uma agora é? — Acusou ela.

— Não Lily, bom... Eu não a sequestrei... — Ele passou uma das mãos nos cabelos, e se pudesse bagunçá-los ainda mais, o teria feito.

— Seu ogro, abestalhado, idiota — esmurrou o peito dele com força — Seu babaca — pisou em seu pé com força

— AI! — berrou ele. — LILY! Um dia desses... Você me deixa sem pé sabia?

—Outro dia te deixo sem OUTRA COISA, JAMES POTTER. Boa viagem! — Saiu andando marchando com raiva para fora do compartimento.

Ela gritou correndo até o fim do corredor, desaparecendo.

Hermione não se aguentava. Nessa hora ela já escorava na porta de vidro e ria horrores da situação.

— Mas o que eu fiz? — perguntou ele a Hermione, sem nem mesmo conhecê-la. Erguendo as mãos em confusão. — Ela está louca, completamente ensandecida.

Hermione foi incapaz de se controlar e parar de rir, ela não conseguia ao menos respirar

— Amy... Tinha... Razão. — mais ria do que falava. — Hilário... Com... Completamente hilário.

Ela foi parando até encontrar a cópia do seu melhor amigo de olhos castanhos olhando para ela com curiosidade.

Ela levantou-se ainda sentindo a barriga doer pelas gargalhadas.

— Betty, dama ainda sem nome, — disse James consultando o relógio, os ombros levemente caídos. — Sugiro que voltem à cabine de vocês. Chegamos a Hogwarts em cinco minutos. Podem dizer a senhorita bomba atômica para se acalmar e me acompanhar numa última ronda?

Betty riu.

— Acho pouco provável que ela vá querer te ver até Hogwarts, mas a gente manda o recado.

— Eu não a entendo. — falou mais consigo mesmo. — E eu vou ficar louco ainda.

O garoto que tinha se pronunciado mais cedo envolveu o braço no pescoço de James.

— Cara, você precisa se empenhar na sua vida amorosa. Juro por Merlin que até o Pettigrew está se dando melhor que você.

Hermione ficou petrificada. O que aconteceu com o Sirius de sua realidade? Como ele tinha ficado tão… feio? Porque aquela beldade parada a sua frente não poderia ser... Não.

— Não enche Sirius, — disse James se desvencilhando. — Ela gosta de mim, só não admite pra si mesma, é uma turrona uma cabeça dura... Não é Betty?

Betty apenas fez mais uma bola com o chiclete que mastigava ignorando-o completamente.

— James, — diz Dorcas surgindo ao lado de Hermione na porta. — Não sei o que você fez, mas Lily está soltando fogo pelas ventas... Quando você vai aprender meu velho? — disse ela se aproximando se dando tapinhas delicados em seu rosto.

— Sinceramente? Nunca, eu acho.

Mas que diabos era aquilo? Ele não era o Sirius de 1995, não mesmo, não. Com certeza não... Aquele era outro Sirius, um Sirius bem cuidado mais alegre e animado e muitíssimo mais bonito.

— Ladys, — Diz o Sirius mais novo, charmoso e com o sorriso de covinha aproximando da porta. — Sinto lhes dizer, mas o circo fechou. Deixe nosso palhaço preferido descansar, ok? Ok.

Hermione deu meia volta, esperando as garotas a acompanharem. Seus pensamentos não estavam muito coerentes naquele momento.

Dorcas e Betty surgiram completamente atordoadas ao seu lado, com sorrisos bobos, e ao ouvir a porta se fechar, Betty sussurrou:

— Ele não é absurdamente inebriante?

— Juro que dou minha alma por um pedacinho daquele menino. — Dorcas falou enquanto puxava os cabelos pra cima, ainda descontrolada.

— Ele é lindo, seria um pecado negar. Mas a alma? Acho que não. — responde Hermione.

— Deve ser o melhor picirico de todos. — Betty falou para si mesma

— Acho que não. Devem ter piciricos melhores — Dorcas respondeu pensativa.

— Por Merlin! Onde vocês estavam? Estamos quase chegando!Lily falou com vestígios de nervosismo.

— Babando pelo Black. — responde Hermione involuntariamente, em seguida tapando a boca com as duas mãos.

— O que?! — Lily riu vontade — E o namorado?

— Foi para o inferno — Betty respondeu rindo

— Continua na Austrália... E continua sendo meu namorado. Mas isso não me impede de... Esquece.

Dorcas limitou-se a tapar a boca com a mão, segurando um riso.

— Não é sua culpa, Mione. Afinal, Lembre-se que você não conhecia os pecados dessa escola antes — Lily riu, embora estivesse com um leve rubor na face.

— Hey Dorcas, você não vai trocar de roupa? — Perguntou Amy pondo a cara pelo lado de fora, a gola do seu uniforme aparente.

— Hum, meninas... Eu as vejo no salão comunal depois? — pergunta Hermione. — Preciso buscar minhas malas... E depois que tenho me acertar aqui na escola.

— Ok Hermione, nos vemos depois — Sorriu Lily.

Dorcas, Mary e Betty acenaram para ela antes de entrarem novamente no compartimento

Hermione se despediu das outras e saiu caminhando até a porta que a levaria até o bagageiro.

O lugar estava enfurnado de malas de todos os tamanhos e cores, algumas corujas piavam ao fundo, provavelmente querendo ser libertadas, e o lugar cheirava a madeira, sementes e couro.

— Accio mala HG.

Sua pequena malinha, ampliada internamente, voou até sua mão. Hermione pode ouvir mais uma vez os livros se chocando com os frascos, e suspirou. Naquele momento, o som dos freios foi acionado.

Ela estava em casa.