Nota: Os personagens de Naruto pertencem a Kishimoto Masashi e empresas licenciadas. Fics sem fins lucrativos a não ser diversão. Feito de fã para fã.
Antes de qualquer coisa, agradeço de coração aos coments que recebi no capítulo passado. Sorry, mas não lembro pra quem eu respondi ou não, então vou respondê-los novamente aqui:
Insana (A Família Inuzuka lhe trás recordações familiares é? E sim, se depender do Shino o Kiba ta mesmo fud#$#$$%... Caso magoe a Hinata, é claro! XD)
Analu-san (Que bom! Consegui agradar uma fã de Naruto x Hinata, mesmo que a raposa não esteja inclusa nesse romance... rs)
Gothic's Hina (Sua "ordem" está sendo acatada Gothic' s-chan.! XD)
Hachi-chan 2 (Nossa tu literalmente encheu a minha bola com o teu review: "melhor fanfic Kiba x Hinata"? Que isso, mas valeu mesmo e creio que eu estou no caminho certo então, já que vc é outra não muito fã do casal em si, mas que aprovou a idéia!)
Antares D. (Primeira fic do casal q vc lê? Hum... espero que goste então, tanto quanto eu estou em escrever e... bom, num saiu tão logo o cap.2, mas cá está ele agora. Delicie-se! XD)
FranHyuuga (Yo! Tu és outra que me deixou com a bola toda com teu review... Foi como "encontrar ouro na rua"? Arigato! Flor, tu é que me deixou MUITO feliz com o teu coment super motivador e gentil! E nossa... Terei até indicação é? Haha aquela que tu indicar e me dizer que foi por tua indicação que chegou aqui, vejamos... Ganha uma "lambida" do Kiba que tal? Pra saber como a Hinata se sentiu... rsrs)
Lust Lotu' s (Oba! Tu também gosta de variar é? Idem! Eu tb não tenho nada contra os "casais convencionais", como Hinata x Sasuke – agora eles são convencionais pra mim... AMO esse casal! – e Hinata x Neji, mas eu adoro um casal "diferente". Ah e vc acha que não foi um IMENSO prazer pra mim fazer aquele velho azedo do Hiashi quase morrer engasgado? Odeio aquele velho por ficar rebaixando a Hinata... Que pai faria algo assim?)
Raf (Haha gostou da "lambida" do Kiba? Afinal ele é um "cachorro" né? Quer dizer, já ouvi isso antes e eu concordo, o Kiba tem um "Q" de animalesco e é legar explorar isso nas histórias, bem... A Hinata saberá explicar isso melhor pela vivencia, vc vai ver... rsrs)
Uma boa leitura a todos!
A bela e a fera
Capitulo II: Emboscada
-Droga! –rosnei baixinho e Akamaru se voltou com um olhar solidário e cúmplice a mim.
Eu estava incomodado, mas não com a grama seca sob minhas costas, bom... Talvez só um pouquinho, pois ela causava alergia em minhas costelas depois de adentrar silenciosamente pela malha da minha blusa. Tão pouco me incomodava o travesseiro pouco confortável, ou seja, minha mochila de viagem sob a cabeça. Akamaru sabia o que realmente me incomodava... Hinata e Shino conversando a uma distância considerável de nós dois, uma que não nos permitia ouvir com clareza sobre o que conversavam. De onde eu estava via uma cena comum, típica em uma missão: companheiros de equipe discutindo o êxito de uma missão bem sucedida, mas algo me dizia que não exatamente sobre isso que eles conversavam.
"Porque raios eu fui fazer... Aquilo?".
Bem, aquilo havia me perturbado e ainda perturbava, mas para Hinata com toda certeza havia sido "bem pior". Não sei, talvez, aquilo tivesse parecido ser... Algo mais do que realmente fora. Será que pra ela aquilo havia sido como... Bem, como se eu estivesse...
Fazendo sexo oral com o dedo dela, ou algo do tipo?
Pensar dessa forma podia ser erótico pra mim, mas pra ela provavelmente havia sido imensamente desconfortante, constrangedor, inapropriado, indecoroso, quase que... Assustador?
Conhecendo Hinata como eu conhecia, eu poderia afirmar que talvez ela pudesse ter sentido tudo isso junto e algo mais que eu não soubesse expressar em palavras.
Poxa vida! Já fazia pelo menos uma hora que havíamos montado acampamento, acendido uma fogueira, comido – Nota: Hinata mal tocara em sua comida – e ela me evitava tal forma que me fazia imaginar se algum dia ela voltaria a ter coragem de me fitar nos olhos outra vez. Eu havia feito uma grande besteira, isso era claro, mas o pior de tudo é que não me arrependia por isso.
Eu sabia que a havia feito sentir alguma coisa, conseguido tocar em algo até então adormecido dentro dela. Era como se a exuberante mulher que era Hyuuga Hinata houvesse sido finalmente despertada. Pensar em Hinata, aquela mulher linda, com seus olhos de menina, me faziam ter vontade de levantar dali, cruzar o pequeno espaço que nos separava, a puxar diretamente pros meus braços e então lhe beijar a boca. Queria vê-la sem ar e mesmo sem fôlego sussurrando o meu nome com aquela voz melodiosa. Eu adorava a voz dela! Era como o tocar de doces sinos adentrando meus ouvidos...
No fim das contas, minha conclusão, era que se tratava de um grande desperdício que uma bela flor como ela continuasse a se reprimir e impedir que a mulher dentro de si florescesse.
Acho que agora eu pensava nela ainda mais do que antes, o que queria dizer que, inconscientemente, eu já havia mandado o regulamento ninja pros ares há um bom tempo. A certeza de que bem lá no fundo eu era correspondido, não me deixava parar de pensar nela. Eu sabia que se a provocasse de novo, ela cederia a mim. E não... Aquilo não era pretensão de minha parte, aquilo tinha outro nome, se chamava instinto. Atração. Ela também sentia atração, desejo por mim, ou pelo menos havia sentido ainda a pouco quando a toquei, mas...
Será que somente isso bastava?
Não éramos como animais no cio e ela... Ela ainda pensava em Naruto depois de tudo, e eu sabia disso. Seu coração ainda pertencia a Naruto mesmo depois de tantos anos cultivando aquele amor platônico, sendo então, como ela poderia ser minha? Literalmente minha como eu esperava que fosse?
Eu havia me tornado um tremendo de um babaca apaixonado no fim das contas e o pior, é que nem me dei conta de como a situação chegou ao ponto em que estava.
Será que eu já uivava pra lua feito um cão solitário e nem ao menos percebia?
Hinata só se entregaria de corpo e alma por amor, e me doía pensar que infelizmente não se tratava de mim o seu escolhido. Sem sombras de dúvidas ela não era o tipo de mulher que se entrega apenas por prazer. Eu não era o personagem de seus sonhos românticos, sendo então, teria de aceitar a seguinte situação, que por mais que eu a fizesse sentir libido a flor da pele ela não cederia a mim e se cedesse, seria ainda pior. Se por ventura ela se deixasse levar apenas pelo instinto, creio eu que aquilo terminaria a fazendo em pedaços. Ela se sentiria suja, machucada, e eu com toda certeza não sairia ileso disso. Eu seria o causador de tudo isso, mesmo que sem qualquer intenção de lhe ferir.
Eu queria mais que uma mulher bonita, com um corpo macio a se enroscar no meu... Queria mais que uma boca receptiva que, com toda certeza, acabaria por profanar...
Eu queria...
Eu queria...
Droga!
-Eu tenho que dormir, isso sim, não é?
Desliguei-me da imagem de Hinata e Shino que agora pareciam analisar o baú recém recuperado e me voltei para Akamaru. Ele dormia. Exatamente o que eu deveria fazer, mas como dormir sentindo aquele perfume doce flutuando entre a brisa noturna? Misturando-se ao de flores silvestres e ainda sim se sobrepondo a todo e qualquer cheiro a minha volta? Ela me provocava, me perturbava e nem ao menos sabia disso...
-Apenas feche os olhos e durma! É fácil...
Pelo menos eu esperava que fosse.
Quanto tempo eu passei me revirando sobre a grama, me aranhando e arrumando a mochila para que pudesse me acostumar melhor com a minha cama improvisada, eu não sei, o que sei é que quando eu por fim adormeci tão logo despertei. Ruídos na mata me despertaram assim como Akamaru que se posicionou em alerta.
Quando nos voltamos para Hinata e Shino, ambos já estavam em pé e em guarda. Ambos se ocultavam sob a sombra de uma imensa árvore, ainda era noite, mas a luz da lua fatalmente nos poria em evidência. A fogueira que fizemos estava apagada, mas certamente não havia sido ela que acabou por nos delatar, já estávamos bem longe da residência de Kasumo-sama. Com um sinal discreto de mãos Shino pediu para que Hinata vasculhasse a área usando obyakugan.
Usando da mesma discrição de Shino, Hinata apontou para trás com o polegar e depois indicou três com os dedos. Voltando na minha direção, ela indicou mais três.
Estávamos cercados.
Era a minha hora de agir. Akamaru e eu apuramos nossa habilidade de rastrear chakra e cheiro. Nossa rápida descoberta foi a seguinte: Atrás de nós haviam três reles guardas que pareciam estar a ponto de se borrarem de medo. Eles fediam a medo! Na direção apontada primeiramente por Hinata havia duas figuras de nível médio se comparado aos demais, no máximo eram chunnins, o que poderia nos dar um pouco de trabalho, mas a terceira presença era diferente das demais. A terceira presença era opressora, como uma grande massa pronta a esmagar tudo a sua volta, aniquilar. Era como se algo o corroesse por dentro. Não sei dizer por que, mas me senti preocupado ante essa rápida conclusão. No mesmo esquema utilizado pelos dois, eu os alertei sobre a presença desse alguém que poderia nos dar um pouco mais de trabalho.
Ao que parecia, apesar deles provavelmente souberem da presença de mais pessoas em nosso grupo, a única presença que de fato haviam descoberto era a minha e de Akamaru. Aproveitando-se disso Hinata manteve-se oculta e Shino deu inicio ao "plano B".
Nós sempre tínhamos um plano B nesses casos e éramos tão bons e sincronizados um com os outros que era como se pudéssemos prever a ação de cada um, ler a mente um do outro. Essa operação ficou conhecida como "Xeque Mate" – Shikamaru disse que isso era plágio, afinal, o mestre em jogos de tabuleiro era como no xadrez cada um de nós tinha uma posição e tarefa crucial em busca da vitória. Eu era a "isca" – fazer barulho, chamar a atenção, não era difícil pra mim, na verdade eu tinha problemas é em me ocultar quando preciso. Como a "isca" meu trabalho era atrair a atenção do inimigo. Enquanto isso, Shino, a cabeça do jogo, se movia nas sombras, assim como seus insetos, a fim de encurralar quem nos havia encurralado. Através dos olhos de Hinata, a que tudo via, ele sabia o local exato onde cada inimigo se encontrava e os podia abater sem sequer ser visto.
Se tudo corresse bem terminaríamos aquilo mais rápido do que o esperado. O plano B nunca falhava. Shino pegava os desavisados e os mais ágeis ou tolos que desejavam um combate frente à frente, mesmo em desvantagem, eram eliminados por mim, Akamaru e Hinata.
-BAKAS! –eu me levantei e gritei para o céu escuro. –Vão ficar só nos olhando é, seu bando de maricas? Estão se borrando de medo de um homem sozinho e o seu... Cachorrinho? –nesse instante eu me voltei para Akamaru e sussurrei baixinho. –Gomen amigo, ossos do ofício...
Eu jamais menosprezaria Akamaru, até mesmo porque ele era magnífico e tão pouco ele desconhecia minha admiração e respeito por ele. Havíamos passado por muita coisa juntos e eu sabia que sem ele, muitas delas teriam literalmente acabado comigo. O caso era que aqueles homens é que não sabiam com quem estavam lidando e nada melhor para atiçar a ira de alguém do que "se julgar inferior" e ainda sim estar por cima.
Com os caninos a mostra eu os provocava sem ver seus rostos, na certa, furiosos, até que Hinata me fez um sinal. Ela piscou três vezes na minha direção com aqueles olhos cristalinos de longas pestanas. As veias em suas têmporas ainda mantinham-se evidentes pelo uso do byakugan. Isso queria dizer que Shino já havia eliminado os três homens atrás de mim.
-Akamaru! –eu gritei e não foi preciso proferir qualquer outra coisa. Akamaru e eu éramos como um só em batalha.
Ele sabia o que eu pensava e vice e versa.
Akamaru correu feito um raio em direção à imensa árvore à nossa frente. Hinata ainda se ocultava sob seus galhos nodosos e seu byakugan ainda estava ativado. Os sedosos pêlos alvos de Akamaru pareciam cor de prata sob a claridade da lua. Ele correu numa velocidade absurdamente rápida e somente quando estava à alguns passos de se chocar de frente com Hinata, saltou. Ele era realmente magnífico; pensei. Seu salto foi fenomenal, num só pulo ele passou pela árvore pulando seu galho mais baixo e então sumiu na mata escura.
Instantes depois ouvimos um grito desesperado ecoando no breu.
-Um a menos... Bom trabalho garoto! –sorri satisfeito e então pela primeira vez naquela noite, pude ver Hinata realmente em ação.
Como eu adorava ver aquilo...
Com a graciosidade de quem executa uma coreografia de balé, eu a vi girar em volta de si mesma até que uma luz cor de prata a envolveu completamente. Uma esfera de luz se formou em volta de seu corpo e iluminou a clareira escura, como se fosse o local da queda de uma estrela cadente. A luz se intensificou e então explodiu a ponto de me cegar momentaneamente. Pisquei e quando finalmente consegui abrir os olhos e encontrar o foco, ela ainda rodopiava devagar até que parou em guarda, pronta pra usar de seu magnífico taijutsu. A árvore atrás dela já não mais existia, jazia completamente destruída, foi quando finalmente pudemos avistar a face de nossos inimigos.
Havia dois homens com seus ombros cobertos por grossas capas marrons, a cerca de trinta, quarenta metros de distância de nós no máximo. Um era muito alto e corpulento, sua face cheia de cicatrizes e dentes amarelados, o outro de estatura média, assim como sua aparência, a de um homem por volta dos trinta anos. Entre eles e nós jazia o cadáver do terceiro homem que os acompanhava e que havia sido abatido por Akamaru ainda há pouco. Akamaru, porem, estranhamente não estava em local algum.
Um longo instante do mais sepulcral silencio se passou até que eu não resisti e voltei a troçar com aqueles imbecis.
-Por que estão nos seguindo? –era uma pergunta óbvia, mas ainda sim a fiz. Isso poderia dar tempo para que Shino acabasse fazendo todo o trabalho sujo, o que seria ótimo. Matar idiotas depois do jantar me causava enjôos.
Mais silencio... Será que Shino já estava atrás deles?
-O que querem? –voltei a indagar e percebi que eles fitavam a bandana com o símbolo de Konoha que eu e Hinata usávamos. –Acho que elogiar meus belos olhos e dentes brancos sob o luar deve ser algo apenas para depois do expediente não?
Eu sorri jocoso e Hinata me lançou aquele olhar de reprovação de sempre: Cuidado Kiba! O homem corpulento sorriu de esguelha e nada disse, já o mais baixo foi direto:
-Devolvam o baú!
-E se eu lhe disser que não temos qualquer intenção de obedecer ao seu delicado pedido? –indaguei, não havia mais como evitar o assunto, o real porquê de estarem atrás de nós.
-Então; o homem suspirou levando uma das mãos até seu cabelo castanho e curto num gesto que expressava cansaço. –Infelizmente teremos de arrumar uma outra forma de recuperar o bem que acabam de roubar da residência de Kasumo-sama...
Start!
Era à hora de finalmente entrar em ação.
Eu esperei por uma investida direta que não veio e só então percebi algo, vários vultos escondidos sob as árvores ou no alto de suas cúpulas. Estávamos cercados de novo? Aquilo era impossível! O byakugan de Hinata havia visto apenas aqueles seis homens e agora havia cerca de mais vinte nos cercando, se não mais. Hinata os perceberia mesmo que estivessem a quilômetros de nós. Eu me voltei para ela e me deparei com um misto de decepção e confusão em seus olhos perolados.
Ela estava claramente decepcionada, frustrada, em ter falhado mesmo possuído aqueles olhos que tudo viam e ao mesmo tempo confusa, pois até então o byakugan nunca havia falhado nem consigo ou com qualquer integrante do clã Hyuuga. Aqueles olhos, aquela herança genética, era melhor até mesmo que o sharingan pertencente ao famoso e extinto clã Uchiha.
É... Eu também estava confuso, sem saber o que fazer diante daquela situação inesperada.
-E então? –indaguei em guarda, pronto para o que veria a seguir, porem, impaciente com aquela demora e com o olhar insistente e mudo daqueles homens sobre nós. –Vão tentar recuperar o baú ou vieram mesmo até aqui só pra olharem pra nossa cara?
Acho que dessa vez eu acendi o estopim. Sorri ao ver o homem mais baixo levantar a mão no sentido de executar uma ordem e depois disso a ação de fato começou. Foi como se uma chuva de homens caísse de repente. Todos aqueles rostos escondidos sobre as cúpulas se tornaram conhecidos e eles eram realmente bem mais do que vinte. Aquilo mais uma vez, me fez sentir um frio estranho na espinha. Não estávamos preparados para aquilo, o byakugan falhar? Eu achei que aquela chuva de homens, agora todos no chão, viriam até mim, mas ao contrário disso quem veio foi o homem corpulento de dentes amarelos. Com aquele tamanho todo ele me surpreendeu é pela absurda velocidade, pois se aproximou de mim feito um raio no que só tive tempo de me defender com uma kunai. De perto aquele homem era ainda mais horrendo do que ao longe e pior, mais forte do que eu imaginava. Aquela onda esmagadora de chakra que havia sentido antes vinha justamente dele.
-Sua língua é afiada garoto; ele me fitou com aqueles olhos negros feito piche e então sorriu em um tom que eu definitivamente não aprovei. Era particularmente estranho, malicioso, e eu não compreendia o real por que disso. –Mas não se preocupe, pois o nosso final de expediente será bem divertido sim...
-Gomen, mas você não faz o meu tipo; trocei com ele mesmo tendo de suportar aquela força esmagadora sobre meu braço e aquele bafo fétido em meu rosto.
Ele voltou a sorrir e dessa vez de uma forma infinitamente repugnante, que me fez de fato enojar.
-Sua amiguinha vai servir, não se preocupe...
Meu sangue ferveu nas veias naquele instante e eu o empurrei com toda a força que tinha. Só de imaginar aquele porco pensando em por as mãos em Hinata, a idéia de capá-lo e depois o partir em pedaços depois me parecia um castigo ameno demais. Ele levantou sua gigantesca mão e então deu o sinal: A chuva de homens agora estava literalmente em cima de mim...
Kunais, shurikens, o conhecido barulho de corpos sendo rasgados, estraçalhados em batalhas, tudo aquilo me era comum, mas não a sensação que me invadia o peito naquele instante: Impotência, frustração. Medo.
Hinata...
Eu só conseguia pensar em Hinata e na insinuação indecorosa daquele porco asqueroso.
-Chikusho! –eu praguejei ao sentir a lâmina afiada de uma kunai rasgar meu ombro direito. Eu tinha eu tomar mais cuidado, atenção, mas... Onde raios estavam Shino e Akamaru? Os dois haviam sumido feito fumaça, nem os seus chakras e cheiro eu conseguia sentir. Aquilo era deveras preocupante no presente momento.
Com todos aqueles homens contra mim e Hinata estava ficando difícil proteger aquele maldito baú. Shino o havia escondido ali perto, criado uma espécie de casulo usando seu chakra e o pendurado no alto de daquelas árvores próximas, o que queria dizer que, ainda sim, ele não estava seguro, não quando tantos homens se esforçavam em reavê-lo.
Um, dois, três, eu já havia perdido a conta de quantos eu havia derrubado, mas diminuir parte deles me permitiu ver além daquela massa humana que tentava me sufocar. Hinata usava seu taijutsu e já havia eliminado uma boa parte dos homens que a cercavam. O que ainda me parecia estranho e também incômodo era que tanto o grandalhão quanto o outro homem ainda permaneciam sem nos atacar. Por quê? Analisando melhor, provavelmente, isto estava diretamente ligado ao sumiço de Shino e Akamaru, assim como a falha do byakugan.
-Chikusho! –voltei a praguejar. Sem Akamaru estava realmente difícil escapar daquela emboscada inesperada, porem muito bem planejada.
-AHHHH!
Era o grito de Hinata.
-HINATA? –gritei e então busquei a sua imagem entre tantos rostos, foi só então que pude ver que aquele brutamontes havia finalmente se mexido. Aquele ser asqueroso investia contra Hinata.
Era injusto! Imperdoável que alguém como aquele homem tivesse a real intenção de machucar uma bela flor como Hinata, mas aquele monstro queria. O taijutsu de Hinata havia melhorado muito, mas lutar contra um rinoceronte enfraqueceria qualquer um. Enquanto eu desviava de kunais, investidas diretas e tarjas explosivas eu via que a expressão de Hinata ia se tornando cada vez mais cansada, exaurida. A cada passo que ela recuava depois de uma investida monstruosa de chakra do grandalhão, eu via sua face se contorcer de dor. Acho que nem mesmo eu, combinando meu chakra ao de Akamaru teria forças suficientes para enfrentar aquele brutamontes sozinho.
Aquilo era uma tremenda de uma covardia!
Eu me corroia por dentro e cada vez mais deixava de me preocupar comigo mesmo. Foi num desses lapsos de descuido que acabei levando um forte soco no estômago que me fez curvar de encontro ao chão. Entretanto, minha estupidez não era infundada. A imagem daquele monstro encurralando Hinata me deixou alheio a qualquer outra coisa a minha volta.
-HINATA! –gritei desesperado tentando me soltar de dúzias de braços me segurando e ferindo. A dor não mais me importava, meu corpo sendo ferido, a imagem que tinha diante dos olhos era aterradora e me apertava o peito. Hinata havia sido pega diretamente pelo pescoço.
O grandalhão a levantou do chão como quem levanta algo com o peso de uma pluma, porem, sem qualquer cuidado. Hinata tentava inutilmente se soltar, aparentemente, sem fôlego devido à pressão em seu frágil pescoço. O homem sorriu desdenhoso exibindo seus dentes amarelos ao constatar que ela aos poucos desistia de tentar se soltar.
-Isso é tudo que tem sua vagabunda? –ele indagou perigosamente perto da face angelical de Hinata. Enquanto ela estava visivelmente exausta e ferida, ele só tinha um corte no lado direito da face, mais uma cicatriz que se juntaria as demais.
-MALDITO! SOLTE-A! –eu gritei tentando me soltar dos braços de ferro que me aprisionavam. Estranho, mas parecia que a força daqueles ninjas havia dobrado repentinamente o que me impedia de correr até aquele rinoceronte super-desenvolvido e o partir ao meio.
-Oh! Quer exclusividade garoto? Que pena, pois a sua amiguinha me parece apetitosa demais para que eu não me atreva a prová-la também...
Aquele monstro gargalhou alto e de forma horrenda, no que na certa pode ser ouvido à quilômetros no interior da mata escura. Para piorar aquele pesadelo, aquele ser grotesco aproximou sua carranca de Hinata e então deslizou sua língua fétida pela maça do seu rosto. Eu senti ânsia de vômitos com aquele gesto, quem dirá a própria Hinata, que sentia em sua pele suave aquele toque repugnante.
-EU VOU TE MATAR POR ISSO, SEU DESGRAÇADO! –berrei e imprudentemente levei outro soco, dessa vez no rosto o que me fez cuspir uma considerável quantidade de sangue.
Agora sim eu tinha certeza de duas coisas, a primeira era que sim, estranhamente a força daqueles homens havia dobrado e a segunda era que aquele monstro queria me provocar, queria que eu assistisse o que pretendia fazer com Hinata. Seus homens já não mais me batiam apenas me seguravam. Não era preciso mais qualquer prova de que eu estava certo em minhas deduções, mas... Não! Eu poderia morrer, mas ele não completaria esse intuito, disso eu tinha certeza.
Só então percebi que o homem mais jovem, ainda estava do outro lado da clareira. Ele completava uma espécie de símbolo sobre o chão, traçado com a ajuda de um pequeno galho seco. Era esse o mistério! Enquanto o capitão, ou seja, o homem de cabelos castanhos ampliava a força de seus homens usando-se de um jutsu secreto, o grandalhão tinha a capacidade de ocultar o chakra de seus subordinados e assim enganar-nos. O lado bom, por que sim, havia um lado bom nisso tudo, era que a técnica, pelo menos do grandalhão, tinha uma falha tão imensa quanto sua grande massa corpórea. Ele aparentemente podia esconder qualquer tipo de chakra, menos o seu. Era o chakra dele que eu havia sentido ainda a pouco, o qual havia me causado aquela estranha sensação de impotência quanto a algo opressor e exacerbado. Mas também pudera, esconder algo como aquilo era o mesmo que tentar esconder um elefante numa casinha de cachorro...
-Veja só Kasua; a voz gutural do brutamontes voltou a chamar minha atenção e eu deixei para analisar melhor minha descoberta depois. –Essa mulher não é mesmo apetitosa? Podemos nos divertir bastante com ela depois de recuperarmos o baú, não acha?
Eu rosnei de raiva levando outro soco dos homens que me seguravam e Kasua, que agora eu sabia ser o homem de cabelos castanhos apenas sorriu.
-Apressado como sempre não é Kenzo? Depois, depois pensamos nisso...
-MALDITOS! PORCOS MALDITOS! –praguejei entre dentes e Kasua sorriu divertido ante a ira em meus olhos.
-Uh! Veja só Kenzo, parece que o garoto está apaixonado; Kasua apontou para mim desdenhoso.
-E não era de se estranhar, tendo uma mulher dessas do seu lado...; Kenzo sorriu maldoso e o seu gesto a seguir, mais do que em Hinata, doeu em mim, porque eu não tinha como evitá-lo.
Ele enfim largou o seu pescoço e a trouxe de volta ao chão para então a apertar contra o seu corpo gigantesco. De onde eu estava pude ver tudo, desde a marca rocha daquelas mãos no pescoço alvo dela que já havia perdido a bandana, ao seu olhar suplicante de que eu desse logo um fim naquela tortura. Mais uma vez aquela sensação de impotência me afligiu. Tentei me soltar em vão, pois ainda estava preso a "mãos de ferro".
-Chikusho! –praguejei ao ver aqueles olhos perolados e cintilantes tentando conter as lágrimas presas em sua garganta.
Kenzo continuou. Com suas mãos asquerosas ele apertou sem qualquer cuidado ou delicadeza um dois seios firmes e perfeitos de Hinata. As lágrimas enfim rolaram de seus olhos claros, talvez não tanto pela dor, uma dor física, e sim, uma dor moral. Hinata era pura e ingênua demais para suportar aquilo tudo. Chega! Eu já não agüentava mais ser um telespectador passivo daquilo...
-EU VOU TE CAPAR, SEU DESGRAÇADO!
-Uh! –Kasua sorriu. –Parece que é mesmo verdade, o garoto está apaixonado, mas o que essa mulher tem de tão especial? –ele indagou me olhando nos olhos como se buscasse algo e então se voltou para o amigo fazendo-lhe um sinal impaciente com as mãos, como quem exige receber sua "mercadoria" no exato instante. –Deixe me vê-la de perto Kenzo; kasua pediu.
Kasua foi prontamente atendido como era de se esperar. Kenzo simplesmente jogou Hinata nos braços do amigo sem qualquer cuidado como quem jogava uma trouxa de roupas sujas num canto qualquer. Hinata se chocou diretamente contra o peito de Kasua e tão logo pareceu recuperar suas forças, pois mais uma vez tentou inutilmente se soltar de outro par de braços de ferro, prontos a fazê-la sucumbir mais uma vez. Como eu já esperava, sua tentativa foi em vão. Não era só ela com ela que aquilo acontecia, era como se eu aos poucos eu estivesse perdendo meu chakra também, provavelmente outro truque desconhecido de nossos inimigos.
-Calma... Eu só quero te ver...
Kasua sussurrou e então puxou o rosto pálido de Hinata bruscamente pra cima. Fitou-a por um bom tempo, confirmando o pensamento que tive ainda a pouco, que eles dois a avaliavam como uma mercadoria. Ele sorriu maroto e então com a mão livre rasgou a blusa de Hinata que em choque sequer reagiu. Kasua mirou o par de seios alvos e firmes que só não lhe ficaram totalmente a mostra, porque a malha entrelaçada que Hinata usava por debaixo do casaco era resistente.
-Kenzo...; Kasua se voltou para o amigo. –Não estrague a mercadoria... Quantas vezes vou ter que te repetir isso? –ele se referia ao hematoma facilmente visível na lateral do seio esquerdo dela, onde a blusa havia se rasgado mais.
Kasua se voltou para Hinata, seus olhos arregalados e assustados, a boca entreaberta e a respiração acelerada. Outra vez aquele sorriso maroto se fez presente e ele voltou a sussurrar.
-Você é realmente linda! Espero que seja boa com a boca também...
Dessa vez Hinata gritou em protesto, pois além da insinuação maliciosa, ele a forçou sentir seus lábios de ferro ferindo os dela. Eu, eu já não podia mais suportar aquilo, aquela violência. Aquilo teria um fim e agora!
Eu tentava reunir chakra na vã tentativa de me soltar enquanto o grandalhão ria de mim, foi então que percebi algo... Hinata havia parado de lutar contra Kasua? Momentaneamente eu parei de tentar me soltar e então pude perceber o que realmente acontecia. Ela se deixava beijar por Kasua e nesse lapso de descuido ele acabou por se esquecer das mãos dela, justamente sua melhor arma. Pude ver sua mão direita se iluminar de chakra e então, como eu esperava, ela usou de sua ultima reserva de energia. Hinata acertou Kasua no peito com um golpe certeiro de taijutsu que o arremessou à metros dali, levando consigo meia dúzia de árvores.
A imagem que tinha diante de mim agora era completamente diferente... Uma Hinata exausta, mas livre, outro homem caído e um grandalhão com cara de paspalho, muito mais do que já o era. O circulo no chão, anteriormente traçado por Kasua, rapidamente se desfez e como eu esperava com ele se foram à força sobre-humana dos homens que tentavam me segurar. Aquele circulo estava drenando nosso chakra e o repassando aos nossos oponentes.
Sorri satisfeito. Essa era a Hinata que eu conhecia... Aquela que mesmo com suas limitações nunca iria desistir e sempre se superava, dia após dia, um passo atrás do outro.
-SUA VAGABUNDA! –Kenzo correu em direção a Hinata ao perceber o ocorrido, mas não a alcançou em tempo.
Com meu chakra recuperado eu já não tinha mais o que temer, explodi minha energia interna somada a minha ira que ainda não havia se aplacado e num só golpe, como a patada de um animal ferido, eu lancei aquela dúzia de homens longe como se fossem meros bonecos sem vida. Sem a ajuda de seu capitão para ampliar seus chakras eles não eram nada. Kenzo estava a milímetros de acertar Hinata que ainda se mantinha em guarda quando eu o interceptei.
-Seu oponente agora sou eu! –gritei entre dentes e então o lanchei para longe com um empurrão. Exausta Hinata caiu de joelhos no chão, ofegante e pálida.
-BAKA! Você não é páreo pra mim garoto! –ele me gritou em resposta para então voltar a me atacar com força total.
Meu braço pareceu ter todos os ossos rachados ao baque com aquele tanque de cimento, mas resisti. Akamaru estava me fazendo falta, muito mais, do que em qualquer momento de minha vida. Outra investida e dessa vez não iria suportar outro ataque direto como aquele, mas o inesperado aconteceu e literalmente me salvou. Eu já estava me curvando ante aquela força descomunal quando vi a face de Kenzo se contorcer em dor e se afastar de mim.
-AKAMARU! –gritei eufórico ao ver que eram as presas afiadas dele sobre o ombro de Kenzo que lhe causavam dor. –Hora de trabalho em grupo, não é amigo? –brinquei e Akamaru por fim largou Kenzo levando consigo o tecido de suas vestes. Uma profunda e sangrenta ferida ficara em seus ombros.
-MALDITO! Eu vou matar os dois, ou melhor, os três; Kenzo segurava o ombro machucado e me fitava cheio de ira. Akamaru parecia tão ansioso quanto eu em acabar com aquele idiota.
-Tente; zombei com ele e então me voltei para Akamaru que compreendeu exatamente o que eu faria a seguir. Joguei contra ele uma tarja explosiva e o grandalhão tossiu e gritou em meio a fumaça.
-Acha que truques infantis como esses serão o bastante para me vencer garo...
Kenzo não completou o que pretendia dizer, pois atrás da nuvem de fumaça que agora se dissipava não havia somente a mim, e sim, dois de mim...
-Chikusho! Que raios significa isso? –os olhos negros de Kenzo pareciam não acreditar no que viam.
-Significa que acabou pra você baka; eu lhe respondi e minha cópia, ou seja, Akamaru sorriu confirmando minhas palavras. –GATSUAAAA!!!!!
Nós dois voltamos a ser apenas um, nos unimos num redemoinho de chakra e nos lançamos contra Kenzo. O lancei para longe, não longe o suficiente, mas o bastante para derrubar uma árvore próxima.
-Acabou; eu suspirei aliviado vendo a expressão disforme de Kenzo sem vida, mas quando me voltei para Hinata meu coração voltou a acelerar preocupado. Ela ainda estava sentada no mesmo lugar e respirando com dificuldade sem perceber que atrás dela Kasua se aproximava. –HINATA! –gritei a alertando.
-Pensou que ia me matar apenas com aquilo kunoichi? –Kasua tinha um enorme rasgão em suas vestes e uma ferida que sangrava muito, mas ainda sim se mantinha lúcido e caminhava. –Esse maldito baú significa muito mais do que imaginam para nós; estranhamente uma expressão alucinada tomou conta de sua face, cobiçosa, quase que desesperada. –Se o recuperarmos seremos muito mais do que homens de confiança de Kasumo-sama, seremos...
Sua frase foi interrompida, pois sua boca estava... Cheia. Centenas de insetos começaram a sair de sua boca. Shino estava de volta! Kasua caiu para trás e eu corri até Hinata. Ela parecia tão pequenina e frágil no chão, tão exposta, tão vulnerável. Estendi-lhe a mão e ela aceitou minha ajuda para se levantar. Seus olhos estavam marejados, sua bela face machucada, o canto esquerdo de seus lábios inchado e marcado pela brutalidade que havia sofrido.
Eu a abracei.
Aquela era a única forma que eu tinha de confortá-la naquele instante. Hinata se agarrou ao meu casaco e então chorou, chorou tudo o que vinha tentando evitar até agora, chorou copiosamente como uma criança amedrontada. Não havia mais porque manter uma pose imbatível, já não estávamos mais em combate.
Ao meu lado Akamaru já havia voltado a ser Akamaru com sua costumeira forma peluda. Ele latiu solidário e se sentou ao nosso lado, mas tão logo rosnou para algo atrás de nós. Hinata e eu, ainda abraçados nos voltamos para trás à tempo de ver o que incomodava Akamaru. Kenzo estava em pé, mas mal deu dois passos em nossa direção. Sua enorme boca também estava cheia de insetos e ele tombou para trás finalmente como um peso morto. Hinata afundou a cabeça contra meu peito e eu a aparei.
Agora sim havia terminado.
Das sombras a figura discreta e quase invisível de Shino reapareceu. Vagarosamente ele se aproximou de nós. Sem esperar que eu lhe perguntasse o porquê só reaparecera agora, ele começou a explicar o ocorrido.
-O inimigo armou-nos uma emboscada muito bem feita. Atraiu-me para fora da clareira, onde havia uma barreira que só pude ultrapassar depois de provavelmente um de vocês ter desfeito o que a segurava.
-Está certo, havia mesmo uma barreira, uma espécie de jutsu secreto, genjutsu, não sei ao certo; respondi.
-Seu chakra mantinha-se oculto, fazendo-nos pensar que havia apenas seis homens nos cercando, quando havia mais de vinte; completou Shino.
-Exatamente. Aquele ali; eu apontei para o grandalhão. –Era ele quem ocultava o chakra dos demais, e o outro atrás de mim era o que mantinha a barreira em pé. Aparentemente eles fariam tudo para conseguir recuperar esse maldito baú; completei.
-É o que parece; Shino se voltou para Hinata ainda com o rosto enterrado contra o meu peito, as vestes rasgadas e o pescoço com um visível hematoma. –Conversamos melhor sobre isso depois, agora temos muito o que fazer; disse Shino e então me surpreendeu pelo gesto a seguir.
Shino levou as mãos até o zíper de seu casaco e o abriu. Tirou-o deixando a mostra o seu rosto jovem e quase sempre oculto. Aproximou-se de mim e então cobriu os ombros de Hinata que por fim se soltou parcialmente de mim para fita-lo.
-Arigato, Shino-kun; ela agradeceu trêmula e então realmente se afastou de mim, abraçando-se ao casaco oferecido por Shino.
Droga! Eu era mesmo uma besta! No estado em que ela se encontrava e eu nem ao menos pensei em tal gentileza...
-Bem; Shino voltou a ter a palavra depois de analisar a cena a nossa volta. –Como disse, teremos muito trabalho a fazer e o primeiro deles vai ser ter de nos livrar desses corpos...
-Hai.
Nós apenas concordamos enquanto os insetos de Shino cuidavam de fazer tal tarefa. Desfazer-se de cadáveres nunca era uma tarefa agradável, mas dessa vez Shino provavelmente achava que era melhor ele mesmo cuidar disso, pois aquela parecia ser a parte mais amena daquela noite.
Continua...
