Título: Seis Anos E Uma Noite

Autora: Lab Girl
Categoria: Bones, B&B, 6ª temporada, POV Booth, cena perdida, sexo, romance
Advertências: Spoiler do episódio 6x22 (The Hole in the Heart) e... sexo!
Classificação: NC-17
Capítulos: 2/?
Status: Em andamento

Resumo: Eles levaram seis anos avançando e recuando... e apenas uma noite para romper as barreiras que construíram.

Notas da Autora: É, eu sabia que isso ia render... não faço ideia de quando a fic vai parar, mas sei que ainda tem coisa por vir. "Bones" entra em hiatus e esta fic vem para preencher alguns espaços.

Espero que sigam lendo - e comentando *.* - e que gostem. Desfrutem de mais uma das minhas loucuras enquanto setembro não vem ;)

* Linha do tempo:
A seguir, cena perdida depois do final do episódio 6x22 (The Hole in the Heart), quando, após se despedirem de Vincent com uma canção, todos os amigos vão saindo... e B&B juntinhos


~ 2 ~

Mais Uma Noite


Seis anos.

Uma noite...

Uma noite foi suficiente para que eu soubesse que valeu a pena esperar até aqui.

Meu sorriso é inevitável enquanto a observo, o rosto apoiado em meu braço, nós dois percorrendo juntos o caminho até o carro.

Nos aproximamos do veículo e ela se afasta - o rosto e o corpo, mas não os olhos - de mim.

Páro aqui, diante dela... um sorriso (com certeza bobo) ainda no meu rosto. Os olhos dela... o brilho azul, cristalino, tão franco e iluminado me prende. E eu não consigo me soltar do momento.

Até que ela sorri. Um sorriso pequeno, mas sincero. Eu tenho vontade de abraçá-la.

E não resisto.

Não depois da noite anterior.

Dando dois passos para a frente, eu a envolvo com os braços, e sinto Bones render-se ao conforto de imediato, sem resistência... para minha absoluta surpresa e completo deleite.

Por um instante cerro os olhos, absorvendo apenas o cheiro dela, do cabelo macio que meus lábios tocam num beijo pequeno e carinhoso. Absorvendo o calor que vem dela, que *é* ela.

Eu tinha muitas coisas para dizer. Mas neste instante, tudo perde o sentido. Quero apenas estar com ela, como agora.

Estamos tão próximos, mas ela logo se afasta, olhando para mim outra vez. Apenas deixo que uma das minhas mãos deslize pelo rosto branco e delicado, e ela aceita meu carinho tão prontamente... que uma onda de emoção me aperta a garganta por um instante.

"Vamos embora?" faço um convite sussurrado.

Meu coração pula uma batida, temendo agora um afastamento, uma rejeição. Mas Bones me surpreende, uma vez mais. Ela meneia a cabeça, e percebo uma sombra de sorriso no canto dos lábios que me atormentaram em sonhos durante anos.

Poderia beijá-la aqui mesmo. Apenas me inclinar e tocar os lábios dela com os meus.

Mas sei que não é prudente.

Estamos no estacionamento e já fomos longe caminhando até aqui como um casal – o que, não vou negar, me trouxe um imenso contentamento. Ir mais além em público... acho que não é o momento.

Então, em vez de beijá-la, eu ofereço um leve sorriso e afasto minhas mãos dela para abrir o carro.

Dou a partida em silêncio. Mas assim que saímos do estacionamento, olho de relance para ela. Bones está com os olhos no caminho à frente, na rua longa e iluminada. Ela não me parece mais tão triste quanto antes. Não como ontem, ao entrar no meu quarto no meio da madrugada.

A lembrança me faz apertar o volante um pouco entre os dedos, sorrindo e voltando a me concentrar no caminho à frente. Não posso evitar, as imagens dela, de nós dois... na minha cama... ainda estão muito nítidas em minha mente.

Em meu coração.

Torno a desviar os olhos um instante da via para espiá-la. Para minha surpresa, ela também está olhando para mim.

"Tudo bem se formos para sua casa?" ela me pergunta.

O pedido me acelera o coração.

"Claro... claro, Bones" eu digo, a voz quase um sussurro.

Ela então volta a olhar através do pára-brisa do carro, e eu faço o mesmo, tentando me concentrar no caminho.

"Eu me senti mais aliviada com essa despedida" a voz de Bones chama minha atenção de volta a ela por um minuto. "Cantarmos a música preferida do Sr. Nigel Murray... foi bonito nos lembrarmos dele assim."

"Eu concordo" digo, meneando a cabeça e me concentrando no trânsito. "Essa é a melhor forma de guardá-lo nas nossas lembranças. Recordando o melhor dele, o que o deixava feliz."

"Obrigada por ter ido se despedir também" ela então murmura. "Sei que não tinha uma grande ligação com ele, mas quero que saiba que... foi importante para mim."

Tenho que desviar os olhos mais uma vez do caminho para fitá-la. "Eu também senti a perda, Bones..." digo com sinceridade.

"Eu sei" ela sussurra. "Você fez tudo o que pôde, eu estava lá."

E a vejo menear a cabeça suavemente. E eu sei que já tivemos essa conversa. Já disse a ela que perdas não são fáceis. Ela já me disse que eu fiz o que pude.

Mas parece que essa reafirmação é necessária para nós dois. Para o encerramento desse ciclo. Que nos trouxe perdas, mas também ganhos... se por um lado perdemos alguém que não queríamos que partisse, por outro lado nós dois nos encontramos.

~.~

"Eu tenho medo..."

A voz dela, suave e insegura, chega até os meus ouvidos.

Aperto um pouco mais meus braços em torno dela. Roçando o queixo nos cabelos macios, eu fecho os olhos. "Do que tem medo, Bones?"

Ela hesita por um segundo apenas. E eu sinto o corpo dela se mexer um pouco. Ela está de costas para mim, nós dois sentados em meu sofá, a TV ligada num volume quase inaudível em um programa qualquer, ao qual já não prestamos atenção desde que terminamos o jantar e nos abraçamos, silenciosamente aconchegados, isso há pelo menos meia hora.

"Você tem medo de que o que aconteceu entre nós só aconteceu..."

"...por conta da carga emocional pela morte do Sr. Nigel Murray, sim" ela completa.

Eu não sou capaz de reprimir um suspiro. Saber disso não é difícil. Afinal, eu conheço Bones.

A minha Bones.

Mas eu fico feliz que ela tenha verbalizado isso agora.

"Bones..." eu começo, acariciando de leve o braço que repousa sobre o estômago dela. "Eu sei que você tem medo de deixar as emoções dominarem você. Entendo que tenha essa dúvida agora. E é uma dúvida válida" ressalto, querendo deixar claro que dou a devida importância ao medo dela. "Mas, escuta..."

Eu viro o rosto dela para mim.

"O que nós tivemos..." minha voz sai num sussurro. "O que fizemos..."

"Amor" ela murmura, sem deixar de me encarar. "Fizemos amor."

Meu coração dispara.

"É, Bones" meu sorriso desponta, e corro um dedo pelo queixo dela. "Fizemos amor, e fazer amor é experimentar emoções. Viver essas emoções. E não é algo ruim."

"Não foi nada ruim" ela sorri por uma fração de segundo, antes de prosseguir. "Mas eu confesso que tenho medo de que só tenha acontecido por toda a onda emocional recente e..."

"Bones" eu a interrompo com um dedo nos lábios. "Lembra quando queimamos aqueles papéis? Bem aqui?" eu faço um gesto amplo com a mão, abarcando a sala onde estamos, o sofá onde nos encontramos sentados juntos.

Ela meneia a cabeça em afirmação.

"Lembra do que dissemos naquela noite?"

Bones então se vira, de modo que agora está de frente para mim. Ela olha dentro dos meus olhos, e eu percebo essa mente linda que tanto amo trabalhar evocando as imagens em questão.

"Dissemos basicamente que quando estivéssemos prontos..."

"Aconteceria" meneio a cabeça para ela. "Naturalmente. Sem pressa. Sem planos."

Ela meneia a cabeça também. "Podemos resumir assim."

"Então o que aconteceu... aconteceu. No momento certo. No nosso tempo" eu digo, murmurando as palavras.

"Como sabe que foi o nosso tempo? Se fui eu que entrei no seu quarto, fragilizada e..."

Coloco o dedo sobre os lábios dela outra vez. "Bones, você se sentia triste e eu estava aqui. Você desabafou. Eu também. Como teríamos feito em qualquer outra ocasião."

Ela concorda com a cabeça.

"O que aconteceu depois..." deixo a língua correr rapidamente sobre meus lábios. "Bem, o que aconteceu depois já estava para acontecer. Cedo ou tarde. Acho que não resta dúvida entre nós de que ambos quisemos."

"Eu sei" ela murmura. "Eu quis. Muito."

"Eu também" sorrio, acariciando o rosto dela com a mão, levando os dedos até a parte bem próxima a orelha dela. "E se nós dois quisemos, nós dois acertamos."

Os lábios dela desenham uma linha de sorriso, que vai se abrindo à medida que minha mão escorrega por entre os cabelos escuros e cheirosos... meus olhos presos aos dela.

"Eu só... tive medo. Por um momento..." ela me confessa num sussurro.

"Eu sei" digo, compreendendo as verdades do coração dela. "Mas esse não é mais o tempo de ter medo."

"Desde que você esteja comigo..." ela diz, pegando o pulso da minha mão que lhe acaricia os cabelos "...eu acho que posso vencer o medo desse terreno desconhecido pra mim."

Eu não sei se ela sabe o quanto significa o que ela acaba de me dizer. Acho que ela não faz ideia. Meu coração me dá a impressão de querer saltar do peito. E a única forma que eu tenho para exprimir o que sinto com essas palavras é olhando fundo nos olhos dela.

"Não quero que tenha medo, Bones. Eu amo você..."

Talvez eu tenha me precipitado dizendo as palavras – é o pensamento que me ocorre instantaneamente. Não sei se ela está preparada para ouvir isto agora. Mas simplesmente não posso mais segurar dentro de mim.

E antes que ela se assuste ou sinta-se pressionada, eu trato de segurar o rosto dela com minhas duas mãos.

"Por favor, eu não quero que tenha medo de sentir, Bones. E eu não estou aqui esperando que me diga o mesmo que eu acabo de lhe dizer..."

"Não?" ela me interrompe, franzindo as sobrancelhas.

Oh, Deus! Me ajude a acertar aqui... enquanto eu busco as palavras certas para fazê-la entender que não espero que ela me diga o mesmo, que apenas quero que ela me deixe amá-la e que me ame em troca – do jeito dela, como ela é – Bones me surpreende, afastando minhas mãos do rosto.

"Porque eu queria dizer que eu sinto o mesmo por você" ela murmura, olhando para mim.

Céus...

Meu coração acelera o ritmo alucinadamente.

"Bones..." é o que eu consigo dizer.

Meu sorriso é maior do que tudo, e eu não consigo pronunciar mais nada.

E é ela quem rouba qualquer resquício de intenção que eu ainda tenha de encontrar alguma palavra enquanto aproxima o rosto do meu.

Sinto a respiração quente e suave dela sobre mim, o cheiro conhecido e gostoso que vem dela... e nossos lábios se tocam. Num encontro calmo e reconfortante.

Minhas mãos voltam ao rosto dela, segurando com cuidado. Respiro fundo, e é aqui que tudo se intensifica. Os cheiros, os sons, as texturas...

Com delicadeza nossas bocas mudam o ritmo da dança, assumindo passos mais ousados. Sinto as mãos dela no meu corpo, deslizando pelos meus braços, dando a volta e envolvendo minhas costas... nos aproximando.

Meu corpo e o corpo dela se acercam, criando um calor bem vindo. Sinto os seios macios contra meu tórax e os meus batimentos parecem dobrar de intensidade. Tento segurar um pouco a vontade de apertá-la contra mim, mas é em vão. Meus dedos são mais rápidos do que o meu pensamento, e sinto Bones gemer e estremecer quando pressiono a cintura curvilínea.

Ela morde meu lábio inferior por um breve instante, arrancando um murmúrio de desejo do fundo da minha garganta. Minha resposta é interromper o beijo para focar a atenção da minha boca no pescoço exposto pela blusa dela.

É como provar algo incandescente... a pele de Bones quente e me fazendo arder a medida que meus lábios deslizam pela garganta, descendo até a parte onde a blusa faz um 'v' acima dos seios. Ela me incentiva com os dedos roçando meu cabelo e a outra mão dela me apertando pelo ombro.

"Booth... eu quero..." ela ofega por um instante. "Quero sentir você de novo..."

Ela não precisa falar duas vezes. Me afasto o bastante para começar a abrir os botões da minha camisa. Bones, no entanto, é mais rápida do que eu e ocupa as mãos com a tarefa. Dentro de poucos segundos a peça é história, voando para algum lugar da sala.

Os dedos longos, ágeis e quentes dela correm pelos músculos do meu peitoral, descendo por meu abdômen, que se contrai involuntariamente ante o contato. Ela exerce a mágica dela sobre mim, tocando, deslizando, arranhando... pressionando.

Os lábios macios e perfeitos beijam meu ombro. Depois o outro. Minhas mãos fazem o mesmo trabalho que as dela fizeram com minha roupa pouco antes. Descendo a peça de linho pelos braços dela, eu interrompo o contato de Bones com meu corpo. Apenas por um instante.

Apenas o suficiente para que eu possa me desfazer do obstáculo que me priva da visão única dela num sutiã branco. Simples. Sem apelos. Mas perfeito... envolvendo o contorno arredondando, o volume tentador.

Ergo os olhos para o rosto dela, onde encontro uma expressão tão bonita – a mesma de quando nos amamos pela primeira vez.

E tudo volta... à minha mente, ao meu coração.

Meus braços a tomam num abraço. E eu preciso beijá-la novamente. E repetidamente.

Nossos lábios continuam essa dança torturante e necessária para nós dois. Nossas respirações se misturam, nossas mãos se perdem no corpo um do outro...

E nos despimos.

Do resto de nossas roupas e do resquício de qualquer possível reserva que ainda exista entre nós.

E é o meu calor para o calor dela. O meu desejo para o desejo dela.

A ânsia dela pela minha.

E o nosso amor...

Nosso.

Sem pressa, as carícias de exploração vão cedendo à necessidade de conexão. Uma maior e mais intensa.

Tento controlar a respiração assim que a deito sobre o sofá, meu corpo cobrindo o dela. E eu poderia me perder uma vida inteira para encontrar palavras que descrevam essa sensação tão perfeita... de tê-la comigo, nos meus braços, debaixo de mim.

Meu coração bate forte contra o peito, e assim que pressiono nossos corpos, sinto os batimentos dela também.

Gemidos, sussurros, murmúrios. Meu nome se une ao dela – ao verdadeiro e ao apelido que se tornou um segundo nome para mim.

E por um momento eu me seguro e, ofegando, peço a ela um momento para puxar meu casaco num dos braços do sofá. Com rapidez – a que consigo no instante – alcanço o bolso que quero. Meus dedos sentem a textura da embalagem plástica e eu agarro o objeto, sacando-o do esconderijo.

Vejo os olhos dela em mim, a expressão cheia de desejo adquirindo um ar sério. Tento sorrir, parecer natural - o máximo que eu posso.

"Fiz uma viagem rápida à farmácia antes de encontrar com você e os outros do Jeffersonian. Eu..." um riso nervoso me escapa. "Não me culpe por ter alimentado a esperança de que isto se repetisse."

Ela então balança suavemente a cabeça. "Eu não o culpo. Eu mesma desejei que se repetisse, mesmo que num primeiro momento tenha sentido receio de ter sido tudo apenas um momento de fragilidade."

Eu me abaixo novamente para beijar os lábios dela de leve.

"Eu só quis me prevenir. Realmente não tinha por que me preocupar com isso meses atrás. Mas agora..." meu sorriso brinca no canto dos meus lábios.

Ela então desvia o olhar para a minha mão que segura a embalagem do preservativo. Tento fazer parecer que não sinto um pulo de hesitação no peito.

"O que foi, Bones?" minha voz sai murmurada. "Se você não quiser... se quiser paramos agora. É só me dizer."

Ela então ergue os olhos azuis para o meu rosto. "Não é isso..."

Eu a sinto hesitar.

Mas eu não quero que ela hesite. Seja o que for, quero que ela me diga, que se abra comigo.

"Ei, pode me dizer" sussurro, roçando o nariz no queixo dela com carinho. "Seja o que for."

Então me concentro apenas nos olhos dela.

Mas ela os abaixa, como se não conseguisse falar me encarando. "Eu estive pensando... pensando muito nas últimas semanas."

"Sobre o quê?" eu a instigo.

A língua de Bones desliza pelos lábios antes que ela volte a falar. "Vendo Angela e Hodgins tão felizes com a chegada do bebê... eu não consegui evitar me lembrar de quando... bem, de quando eu quis ter um também."

Oh, meu Deus...

Me sinto tremer um pouco por dentro.

"Bones, você... tornou a pensar naquela história toda de inseminação?" não consigo evitar o tom de insegurança.

Mas só de pensar que ela pode estar cogitando retomar essa ideia tento não perder a voz.

Ela ergue o olhar para mim, tornando a me encarar. "Eu quero ter um filho, Booth. Eu não posso esperar muito mais. O tempo está passando para mim e..."

Minha cabeça roda. Desesperadamente. Oh, Deus!

"Bones..." murmuro, nossos olhos conectados.

O tempo também está passando para mim. Talvez não seja tudo como eu esperei, como eu gostaria – mas a vida não é feita de sonhos. E às vezes a realidade pode ser melhor do que o que imaginamos.

"Bones, vamos fazer como fizemos até aqui" eu digo, sentindo o peito arder com um calor renovado. "Sem pressa. Sem planos. Vamos apenas... deixar acontecer, está bem?"

Ela me olha enquanto deixo a embalagem de preservativo no chão.

"Booth, não vai fazer diferença. Mesmo que não use proteção, eu não estou no meu período fértil como eu disse ontem quando..."

"Shhh!" eu a silencio com um pequeno beijo. "O que eu disse, Bones? Vamos deixar acontecer... começando agora."

Os lábios dela desenham um sorriso.

E eu sorrio junto com ela. Inclino o rosto para beijar o nariz, o queixo, o pescoço de Bones. E as mãos dela sobem pelas minhas costas, as pernas deslizando pelos lados do meu corpo, meus quadris.

Novas carícias, novos murmúrios... sussurros se perdendo no ar. Mãos tocando e provando. R provocando. Em tantas partes de mim eu sinto Bones. Eu a amo. E em segundos faço parte dela outra vez – fisicamente. Deslizo para dentro do corpo dela, sinto o calor estreito me receber.

E o mundo se renova.

Outra vez.

Nos movemos devagar, saboreando de novo o momento de união. Mas claro, isso dura apenas breves instantes. Nossos corpos se instigam, desafiando um ao outro - a sentir mais, a tocar mais. E assim fazemos.

Beijos.

Toques.

Pele deslizando sobre pele. Lábios e língua.

Nos beijamos. Nos mordemos.

Lambemos.

Saboreio os seios dela como se fosse a primeira vez.

Ela geme. Eu suspiro.

Eu dou, ela recebe.

Ela me prende, eu mergulho nela.

Preencho os espaços dela, e ela preenche os meus.

Somos dois corpos movendo em sintonia, numa busca em comum. Dois corações batendo com força, sentindo... vivendo um ao outro.

E apenas um sentimento.

Um amor...

...tudo o que eu esperava encontrar no fim dessa jornada. Do outro lado da nossa barreira invisível, que já nem existe mais.

Que se rompeu, como tinha que ser.

Foi um lance duplo. Meu e dela.

Apostamos. E ganhamos.

Ganhamos seis anos - de cumplicidade, de sintonia, de preparação.

Ganhamos esses seis anos... em uma noite.

~.~


Quero muito agradecer a recepção desta fic. Recebi reviews maravilhosas, que me deixaram muito feliz por saber que a história agradou tanto - mesmo a quem não acreditava que havia acontecido algo mais físico entre B&B no 6x22. De qualquer modo, fics são para explorar possibilidades... e eu não pude resistir explorar esse mundinho novo que "The Hole in the Heart" descortinou para mim.

No próximo capítulo...

...o que perdemos entre o 6x22 e o 6x23? Mais cenas perdidas vêm por aí... aguardem!