Capitulo 2
Eu me mexi pela terceira vez.
–Ai Jake, vamos sair daqui! – não esperei pela resposta e me ergui levando comigo a toalha. Eu tomava cuidado ao andar por aquele terreno, chovera toda a noite e, estava úmido e escorregadio.
–Espera Bells!
Sacudi a toalha no alto.
–Espera o que, tem mato entrando na minha bunda!
–Hey, que descarado! Vem me deixa te limpar, fica quieta...- Ele me segurou pelo ombro e logo senti a dor no meio das minhas nádegas.
–Ai!
–Para! Eu estou tentando tirar o mato.
–Você está tentando arrancar a minha bunda! Essa mão tua é muito pesada!
–Acha é? – nem precisei me virar para saber que ele já estava com cara de safado. Os dedos grossos longo passaram a dar carinho nas minhas bandas e, enquanto ele me puxava já havia enfiado o rosto no meu cangote e fungado.
–Humm...e assim está melhor? – logo senti o pinto bem duro se esfregando no meu rego e aquilo me causou a um frenesi.
–Ah, Jake, aqui não!
–Porque não? – ele friccionou mais forte e eu gemi. Nesta parte uma das mãos dele já estava metida por baixo da minha camiseta e disputando lugar com o elástico do soutien, assim que ele pegou no biquinho do meu seio eu mordi minha boca e empinei minha bunda para trás, foi a vez de Jake gemer. Ele posicionou a outra mão no meio das minhas pernas pela frente e apertou a minha vagina, foi uma mistura de dor com prazer, mais prazer para dizer a verdade e, ele me apertou por trás com seu pênis, eu já podia sentir o calor e a pulsação.
–Por que estamos em cima de uma pedra e vamos escorregar e cair se continuarmos assim! – eu dei um tapa na mão atrevida e tentei me desvencilhar. Sendo mais alto e mais forte, ele levou vantagem sobre mim e logo estava bem enganchada na cintura dele gemendo alucinadamente. O fogo me consumia de uma maneira que não me dei conta quando fui posta deitada no chão liso da pedra e tão pouco quando ele tirou minha blusa. Somente percebi que rebolava embaixo dele e dei um gritinho cheio de tesão quando fui chupada. Eu sentia que estava úmida e latejava muito. Com pressa arranquei o blusão dele e o arranhei nas costas.
–Ai Bells!
Fechei meus olhos e fiquei sentindo a cabeça redonda me apertando por baixo bem gostoso.
–Jakeee!
Ele se levantou e começou a puxar a minha calça, eu ergui meu quadril para facilitar a remoção que saiu levando minha calcinha junto. Houve um minuto de silencio e, eu abri meus olhos. Jake me olhava, ele me fitava intensamente.
–Eu nunca notei antes, mas, ela é loirinha... – ele falou de um jeito estranho, entre admiração e espanto. Depois olhou para a minha cabeça e eu automaticamente levei meus dedos até os cabelos - ...é estranho os seus cabelos são castanhos...
–Jake?
–Hein?
–Sabia que eu estou passando frio?
–Ah ta! – o que eu gostava em Jacob era que nos comunicávamos com apenas meias palavras. Tudo com ele era simples e direto, sem embromação. Rapidinho ele tirou sua bermuda e o pênis, bem grande saltou diante dos meus olhos. Eu nunca iria me cansar de admirá-lo! Era bem roliço e firme. Safado como só ele era, com a mão o friccionou e a cabeça saiu bem saliente e vermelha.
–Só um beijinho vai...
Sempre o mesmo pedido...e ...sempre a mesma resposta.
–Vai sonhando...
–Ah Bells! Deixa de ser ruim...
–Estou aqui, feito frango de padaria, passando frio e ainda sou ruim?
Ameacei levantar...
–Não amor, espera!
Fiquei!
Aquele amor foi tão fofo!
Logo ele me cobriu. Eu o abracei pela cintura com as pernas e fechei meus olhos, primeiro senti o calor me cutucando na virilha e impaciente coloquei a mão lá embaixo e o peguei. Jake gemeu no meu ouvido e aquilo me arrepiou todinha. Eu levei o seu pênis até a minha entrada e antes de deixá-lo me penetrar, eu passei aquela cabeça quente e gostosa em mim, foi eletricidade pura.
–Ahhhh! - nós dois gememos, bem juntinhos e nos beijamos, soltei o pênis que ganhou vida própria me invadindo bem devagar, bem duro. Tive que agarrá-lo pelos cabelos e ergui meu quadril para recebê-lo mais fundo e Jake entendeu o recado e me socou de uma vez. A língua dele passou pelos meus dentes e ele me sugou enquanto se movimentava rápido para dentro de mim.
Era calor, era vibração, era eletricidade! Eu grudei nele, eu o queria inteirinho dentro de mim. Nossas bocas se devoravam enquanto nos movíamos bem rápido. Eu nem sentia a minha bunda ralando na pedra, eu sentia a Jake, todo ele somente. O calor dominou meu corpo e Jake me agarrou pelas bandas e aquilo, sei lá, liberou mais minha entrada. Eu revirei meus olhos e ouvi o som da nossa batida misturado com o tum, tum do meu coração. Soltei da boca dele em busca de ar, mas Jake me buscou novamente em um beijo forte e bem molhado. Depois, foi ele quem me deixou e se concentrou em me penetrar, as vezes rápido e forte, depois lento e bem firme. Eu sentia que iria sair do meu corpo.
–Ai, amor, vou gozar...!
Puta merda!
–Fora!
–Nem fudendo...
–Fora Jake!
–Ahhhh...ahhhh...ahhhh!
Ele gozou!
Eu o sentia tremer dentro de mim.
Merda!
Só ele gozou, eu fiquei na paranóia!
Então, ele começou a beijar meu pescoço, meu rosto e quando foi beijar a minha boca eu virei o rosto e o empurrei.
–Viu o que você fez?
–Foi bom, não foi?
–Bom? Jake, você gozou dentro de mim!
Olhei na cara dele, cheia de tesão. Jake sorriu bem relaxado, os dentes brancos brilharam de um jeito que me deu raiva. Ainda estávamos unidos, deitados no chão frio da pedra e, eu por baixo e insatisfeita.
–Que foi amor?
_Jake, você esqueceu?
Já fazia quase quinze dias desde que eu havia parado com os comprimidos, faltou verba e, eu não iria pedir para o meu pai. Eram poucas as vezes que eu lamentava a falta de uma mãe e, está era uma. Não que meu pai fosse uma besta ao quadrado, mas, não me sentiria legal falando aquelas coisas com ele. Jake era tão pobre quanto eu e o pior era que ele trabalhava de bico aqui, outro ali e recebia só depois de não sei quantos dias. Neste período de crise, ele havia arranjado uns preservativos com o primo mas, hoje, já havíamos usado o único que ele colocou no bolso da bermuda. Era tudo o que mais precisávamos, dois idiotas, que nem vinte anos tinha, sem emprego e com filho para criar.
–Há Bells, relaxa cara! Foi só uma vez... – incomodado ele começou a se movimentar para fora de mim e se levantou, era impressionante a disposição que ele tinha - ...também não é assim, sabe, você faz drama por tudo.
–Vai mesmo ser um drama daqui a nove meses quando nascer o Jake Junior.
–Ou a Belinha!
Me levantei muito nervosa.
–Que Belinha...? Acha que vou ser louca em ter um filho teu Jake?
–Ué, por que não?
Revirei meus olhos e comecei a pegar minhas roupas. Parecia que Jake não tinha senso de nada! Achei minha blusa e depois minha calça, mas a calcinha tinha sumido.
–Bells... – Jake continuava peladão, sentado muito a vontade na pedra -...a gente se ama!
–É Jake, quase todas as noites e bem baixinho para não acorda o Charlie!
Jake riu, daquele jeito dele, a vontade e sem culpa de nada.
–Não Bells, não é só isto... – eu olhei para ele, que tinha as mãos estendidas para frente - ...fomos feitos um para o outro! Somos assim, como pão com manteiga sabe?
–Não, não sei!
Ele se levantou e pulou ao meu lado me agarrando.
–Não Jake!
–Relaxa, amor! Eu sempre vou estar ao seu lado, sempre!
–Jake, se um filho vier agora, vai ser tudo de ruim, eu sei! Eu fui o abismo que separou meus pais e, olha, eles ainda tinham emprego!
–Bells, nosso amor vai ser tudo!
–Jake...-eu não podia acreditar, ele não ouvia nada do que eu dizia - ...veste esta roupa, temos que pensar no que fazer agora...
–Eu já sei o que vou fazer agora!
Ele beijou meu rosto e em seguida correu para a água se jogando. Os pingos foram para todos os lados, estavam gelados. Eu virei meu rosto para não receber a maioria deles e, depois voltei a olhar para a água a tempo de ver a bunda redonda dele empinando na água para depois sumir.
–Doido! Depois se ficar resfriado, não quero saber!
Andes de colocar a calça caminhei até a beira da água e me lavei rapidamente, pois já havia desistido de achar a minha calcinha. Depois, recolhi as roupas dele e subi novamente na pedra e olhei para o nada. Suspirei profundamente, de fato nada poderia fazer naquele momento. Peguei a bermuda do Jake e procurei pelo pacotinho, em seguida, acendi o cigarro e dei uma tragada bem forte, aquilo teve o poder de aliviar meus ombros. Fiquei segurando o cigarrinho por entre meus dedos por uns segundos antes de voltar a fumá-lo. Na segunda tragada, eu relaxei de vez. Deitei na pedra e vi o céu azul, tudo daria certo, tinha que dar! Depois, não sei dizer quanto tempo levou, um barulho estranho chamou a minha atenção, estava atrás de mim, me voltei lentamente e cheguei a pensar que fosse algum primo do Jake. Mas me surpreendi com o par de olhos verdes que me fitavam. O cara parecia surpreso também, como se não esperasse encontrar alguém, não, como se não esperasse me encontrar.
Eu já o tinha visto de longe, era o filho dos ricaços que mudaram-se para a casa da campina no ultimo mês. O cara não era muito de ficar circulando, o que deixou Charlie bem desapontado, pois ele já espera por movimento em Forks com os novos vizinhos. Dá ultima vez que eu vi este cara, estava no posto abastecendo a Chevy, ele parecia bem apressado, pois buzinou irritado para mim. Só tinha uma bomba no único posto da cidade. Já era um luxo para dizer a verdade termos a um posto de gasolina, para que duas bombas?
"Passa por cima, idiota!"
Eu mostrei o dedo para ele que abriu a janela do volvo prata, acho que nunca tinha visto aquele carro, nem em anuncio na TV.
"Com você eu preferia fazer outra coisa!"
O cara era abusado, eu tinha admitir.
"O que, por exemplo, luta grega?"
Ele saiu do carro, naquele dia eu havia me impressionado com a altura dele. Muito maior que Jake, mas, não tão encorpado.
"Adoraria vê-la lutando, só de lingerie..."
Um sorrisinho de lado apareceu na cara dele, sem vergonha!
"Está livre, enche ai teu tanque vazio..."
Eu dei as costas e caminhei para a Chevy.
"Faz isto para mim!"
"Como é?"
"Vem encher meu tanque"
"Vai te catar mané!"
"Eu? Se enxerga garota, mané é aquele cara com quem você fica para cima e para baixo! Olha bem para mim."
"Estou olhando e não estou vendo nada!"
"O que não é nem um pouco admirável! Afinal, não vou esperar mesmo que uma caipira como você saiba a diferença entre o bom e a excelência máxima em qualidade!"
Gargalhei bem gostoso quando ele acabou de falar aquelas palavras estranhas.
"Excelência o quê, oh besta?"
Mas acho que a minha pergunta o deixou irritado, pois o cara encurtou a distância entre a gente e me encarou bem de frente. O perfume dele era bem suave, gostoso pra cacete. E não sei dizer, ele era todo diferente, perfeito em tudo. O cabelo que combinava com os olhos, o nariz com a boca e o formato do rosto, parecia que ele havia sido desenhado a lápis. Depois desci meus olhos pelo corpo dele, que não ficava atrás. Tudo em ordem e harmonia.
"Gostou do que viu?"
"Eu gosto do que eu como!"
Virei as costas para ele e entrei na Chevy, o cara era muito estranho, pois ele apareceu do meu lado e falou pela janela semi aberta.
"A gente pode resolver isto."
"Ta no desespero, playboy? De onde você vem não tem fartura?"
Ele sorriu para mim e eu retribuí. Agora estávamos frente a frente novamente.
–Mundinho mais tosco este!
–O livre arbítrio é teu! Tem um penhasco aqui perto, se liberta.
–Nossa, você é um encanto, sabia?
–É, mas já tenho namorado! E ele é bem dotado para o teu governo.
Olhei para o meu cigarro, estava quase no final, eu traguei dele bem lentamente.
–Se tem uma coisa que não me interessa é os dotes do teu namorado. Mas um trago neste cigarro...
Cara de pau!
–Tá babado!
–Acho que nunca fumei baseado de mel antes!
Cretino.
–Olhei para ele novamente, de cima a baixo, bem lentamente, quem era aquele cara?
–Vai ficar me secando, ou vai me dar este baseado?
–Você se acha, não é playboy?
Estiquei o cigarro para ele.
–Tenho os meus encantos.
–Não acha que as pessoas deveriam te falar isto?
–Elas são tímidas, assim como você!
Eu ri, bem alto e bem gostoso.
–Você me conhece, cara?
–Ainda não! Edward Cullen.
–Senhorita Passa Fora!
Ficamos nos olhando, cheios de comédia.
–Sabe, senhorita Passa Fora, de onde eu venho, tem um ditado que diz: Quem desdenha quer!
–E aqui em Forks, temos outro que diz: Que muita propaganda é sinal de porcaria!
–Você se garante, não é?
–E você? No meio do mato pedindo para fumar do baseado da caipira...
Ele gargalhou, parecia um cantor, perfeito!
–Sabe que meu pai me enfiou neste fim de mundo para me manter longe disto? – Edward indicou o cigarrinho
–Então não vamos deixá-lo chateado... – eu levei minha mão para pegar de volta e ele desviou. Olhei sem acreditar para o cara, ele estava rindo?
–O quê? Vai regular está miséria?
–Miséria, mas você não tinha um para fumar!
–Claro! Sou rico, não sou miserável.
–Você é um idiota!
–Pode ser! Mas você...
Ele parou por um instante e olhou para a água muito sério, depois deu outra tragada no cigarro.
–O quê?- eu era muito impaciente, não gostava de suspense
–Você não veio aqui sozinha, veio?
–Como? – olhei para a água, onde estava o Jake? Me ergui e desci a pedra caminhando e tropeçando até a beira da água.
–Jakeeee? – só o barulho da correnteza. Andei um pouco e tornei a chamar por ele. Um pouco mais a frente, eu o vi, estava estranho e, de repente ele afundou.
–JAKE! – tentei correr pela margem e gritava o nome dele, que subia as vezes para logo em seguida sumir na água.
–JAKE! – comecei a ficar nervosa e passei a gritar por ajuda. Um barulho chamou a minha atenção, era Edward Cullen, ele havia se jogado na água. Rápido, ele chegou até onde Jake afundou e fez o mesmo. Foram segundos, com a sensação de horas. Eu tive a impressão que tudo ao meu redor havia se silenciado, apenas meu coração que disparava enlouquecido dentro do meu peito. A minha agonia havia se intensificado a tal ponto que fez a minha goela doer e, eu comecei a temer pelo pior quando as duas cabeças submergiram da água, eu via primeiro os cabelos acobreados de Edward e, depois, os escuros de Jake que não se mexia.
–Jake! – eu não gritei, pois não tinha forças para isto. Fiquei lá, parada feito um poste vendo Edward trazendo Jake com um braço, enquanto se equilibrava e nadava com o outro. Levou-se um tempo estranho de contar, parecia câmera lenta. Sai do meu estado de choque quando o ouvi falando comigo, ele estava sem fôlego.
–Pode me ajudar aqui?
Edward estava tirando Jake da água, não muito longe de onde eu estava, ainda levei alguns segundos até me mover, parecia que meus membros pesavam chumbo. Desci o declive e logo fiquei ao lado deles, antes de me abaixar, eu vi Edward massageando o peito de Jake e depois começou a fazer a reanimação. Ele alternava entre a flexão e a indução de ar e, se prosseguiu assim, por um longo tempo até que Edward começou a se desestabilizar.
–Ah qual é cara, na minha mão não, porra!
Senti um repuxo no meu corpo, a voz de Edward ficou cravada no meu cérebro, o que ele estava tentando dizer? Eu ainda não tinha reação, mas meus olhos já estavam embaçados e, eu tive que piscar para as lágrimas correrem livres.
–Vamos Jake! Reage cara, tua menina está chorando... – Edward ergueu o rosto e sorriu para mim - ...eu é que não seria louco em deixar uma garota desta chorando.
E a massagem de reanimação continuava e meu namorado não reagia, ele já estava com a boca roxa e, eu fiquei com muito medo naquele momento.
–Não pode! – eu finalmente agachei ao lado da cabeça deles e olhei para Jake.
O que eu iria fazer se ele morresse, com um filho na barriga?
–Jacob Balck, não ouse fazer isto comigo! – eu berrei cheia de ódio. Não podia aceitar aquilo, não queria - ...acorda seu patife!
Edward olhou para mim, ele ficou assustado com a minha reação e por um momento parou a massagem. Eu estava transtornada e me movi ficando de lado e, sem entender ao certo acertei o rosto de Jake com um tapa, bem forte. Eu sentia um calor percorrer meu corpo e quando levantei a minha mão para outro, Edward segurou meu pulso.
–Assim ele morre espancado! – olhei para Edward, havia algo de estranho no modo como ele falou comigo - ...se acalma, tua crise só está dificultando as coisas!
Ouvimos um engasgo e, eu tive que limpar meus olhos, até constatar que era Jake, ele voltara.
–Bells...- a voz estava falha - ...doeu!
–Oh Jake! – eu me joguei em cima dele e o abracei - Eu tive medo.
Algo se movimentou ao meu lado, mas eu não me importei. Eu passei a sentir a respiração de Jake embaixo de mim. O peito dele subia lentamente.
–Bells...
Antes de me levantar eu beijei o rosto dele, todo ele.
–Tudo bem Jake, agora está tudo bem...
–Estou com frio...
–Vamos tentar colocar as roupas nele, depois você fica aqui que eu vou até meu carro, lá tem um celular, vou chamar a emergência. Não sei quanto tempo levou, mas parecia que agora o tempo voava. Me dei conta de estar entrando pela porta de emergência do hospital com Jake na maca e quase mandei a enfermeira a merda quando ela me fez soltar da mão dele. Depois, eu me virei e encontrei com os olhos do meu pai.
–Tiveram muita sorte pelo filho do médico ser um excelente nadador e saber de primeiros socorros - havia uma séria implicância no modo como meu pai falou comigo- vou falar com Billy e você, dona Isabella, vai direto para casa!
Sai pela porta larga do hospital, Jake ficaria aquela noite em observação e, eu fui expulsa pela enfermeira. Eu me sentia miserável. A noite já estava firme e eu não tinha idéia do que fazer ou de onde ir.
–Carona?
Aquela voz, ela era muito bonita. Estranho com tantas coisas que me aconteceram hoje, eu naquele momento consegui ficar impressionada com a voz dele.
–O que você está fazendo aqui?
Olhei para o lado, ele falava de dentro do carro inclinado para o meu lado e os olhos, pareciam dois faróis de tanto que brilhavam. Edward tinha cor, em meio ao mundo moreno em que estava acostumada a viver. Eram os olhos, o cabelo, o sorriso que não era esboçado por inteiro, mas, que magnetizava, todo ele.
–Ganhei uns pontinhos extras com meu pai por ter salvado teu namorado.
–É? – comecei a caminhar, ele passou a me seguir com o carro.
–É sim! E tem algo aqui comigo que acho que te pertence...
Parei e olhei bem fundo nos olhos dele.
–Não tem nada meu com você!
–Ah ta! Então, vou guardá-la em um local especial na minha gaveta – ele também havia parado o carro e, de repente, mostra sem qualquer problema e bem esticada a minha calcinha.
–É minha! – praticamente pulei para dentro do carro.
–Não é! Você mesma acabou de dizer isto!
–Eu não sabia que você estava com a minha calcinha...
Ele a jogou em cima de mim, que ficou pendurada no meu nariz. Eu a tirei com raiva e a guardei no bolso de traz da minha calça.
–Eu não tenho o costume de ficar com calcinhas achadas, elas me são dadas de livre e espontânea vontade e as minhas preferidas são as pretas minúsculas de rendas, mas, até que está de oncinha é bonitinha...
–Vai sonhando se acha que algum dia eu vou te dar alguma calcinha minha...
–Vai me dar sim! Mas, antes, você vai implorar para eu tirá-la do teu corpo.
–Idiota! – quando eu já estava me movendo para sair do carro, ele se aproximou, muito rápido e me beijou nos lábios. Eu me assustei e bati minha cabeça na janela. Fiquei no calçadão com um galo na cabeça e os lábios formigando.
–E ai vai entrar?
Aquele formigamento se alastrou pelo meu rosto e eu fiquei com o cheiro dele em mim, penetrante e suave.
–A gente pode aproveitar melhor a noite se ficarmos juntos, o que acha?
Ele era diferente de tudo, suave, calmo e provocativo. Mas de um jeito muito sedutor, nada previsível, como eu estava acostumada. A porta do carona se abriu, eu olhei o escuro que me convidava a entrar, feito a corda que laça o bezerro o cheiro dele veio ao meu encontro e, quando percebi eu batia a porta e o carro entrava em movimento. Era estranho, mas, eu fiquei muito excitada com aquilo, levei alguns segundos e quando olhei para ele vi o sorriso de vitoria no rosto bonito, sim Edward Cullen era muito bonito. Era algo clássico, perfeito demais para se colocar algum defeito. Muito diferente da beleza natural de Jacob, alias, eu os comparava o tempo inteiro.
Abaixei meus olhos e fiquei olhando para as minhas mãos, fechei eles e sacudi a minha cabeça, pois naquele instante eu desejei e muito saber como era Edward Cullen. A imagem dele nu, na minha cabeça era incompleta, era como se ele fosse feito de partes humanas e de fumaça, o que era bem estranho, pois quando eu via um homem, qualquer um, logo podia imaginá-lo nu, menos Edward.
Molhei meus lábios, eu queria muito saber como era aquele homem excitado.
–Merda! – meu namorado na observação do hospital, eu uma suposta mãe descabeçada e no carro de um completo estranho pensando sandices.
–Se arrependeu?
–Eu nunca me arrependo de nada!
A voz dele também não dava um refresco.
–Isto porque, você nunca fez nada do que se arrepender, deve ser a garota certinha.
–Você acha?
–Acho! Namorada fiel, filha obediente e boa aluna, acertei!
Eu gargalhei.
Se eu fosse revelar meus pensamentos, ele teria que rever seu conceito sobre fidelidade e, obediência nunca foi meu ponto forte, tão pouco os estudos que devo confessar por pouco não concluo o ensino médio e, para desespero do meu pai, não tinha o menor interesse em cursa uma universidade.
–E você playboy? É o desordeiro, filho problemático e maluco?
–Um pouco de cada coisa. Não vou me orgulhar, neste ultimo semestre dei muito o que falar.
–Me surpreenda, sabe como é, sou apenas uma garota do interior...
Ele sorriu de lado e ficou em silencio por um longo tempo.
–Nada de tão complicado assim, bebidas, mulheres...
–E veio parar no lugar onde até mesmo o sol se esconde só por causa disso?
–Como é que eu ia fazer para conhecer você?
–Cara, você fala umas coisas estranhas...
Ele riu.
–Eu falo o que sinto.
–É?
–É!
–E o que você sente, neste exato momento?
O carro havia parado, eu nem me preocupei em olhar para fora. Edward se virou para mim e me olhou muito, mas muito sério. Depois, ele estendeu a mão e tocou o meu cabelo.
–É macio! – havia surpresa na voz dele - ...você é muito bonita sabia? Eu prefiro belezas como a sua, natural. São mais sensuais.
–Obrigada pela carona, mas é só isto!
De uma coisa eu me orgulhava, de olhar fundo nos olhos da pessoa e mentir descaradamente.
–Hoje, pode ser!
Abaixei a minha cabeça e ri.
–Olha para quem já teve problemas com mulheres, você está bem desesperado.
–Estou interessado.
–Por quê?
Ele olhou para os meus lábios.
–Pela tua boca, que é bem desenhada... – depois, olhou para os meus seios-...pelos seios, fartos, o corpo equilibrado, mas, principalmente pelo seu olhar. Ele me desafia. De todas as mulheres que eu já conheci, você é a primeira que me causa isto, só no olhar.
Depois, ele se voltou para frente.
–Boa noite!
–O quê?
–Eu falei boa noite!
Eu olhei para fora e, me surpreendi a tal ponto que até engasguei, estava para da em frente a minha casa.
–Como você sabe?
–Em uma cidadezinha como esta?Não é muito difícil...
Eu abri a porta e saltei do carro. Me sentia dividida naquele momento, mas foi ele quem me dispensou. O carro partiu rápido e silencioso, só quando eu o perdi de vista me virei para entrar em casa. Subi direto para o banheiro e me enfiei embaixo do chuveiro. A água bateu no meu rosto e ia escorrendo pelo meu corpo como uma caricia, lenta e quente. Depois de alguns minutos, peguei o xampu e lavei os cabelos, foi inevitável não pensar em Edward. Quando conclui me enrolei na toalha e fui para o meu quarto. Fechei a janela com uma sensação estranha, aquela noite Jake não viria. Deitei na cama sozinha e fiquei olhando para o teto.
Eu não estava preparada para um monte coisas! Não estava preparada para ser mãe. Não estava pronta para ser a eterna namorada e depois a mulher com filhos nas barras da saia e uma pia cheia de louças.
Virei de lado.
Eu não queria aquela vida.
Fechei meus olhos e sonhei com a imensidão verde desconhecida.
Continua...
Olá, queridos leitores (as), estou agradavelmente surpresa com a quantidade de leitores que acompanham esta fic neste site. Ficarei ainda mais feliz se puder ler alguns reviews!
