Oi amores, aqui vai mais um capítulo! Desculpe pela demora, mas estava em semana de prova!Ah, antes que eu me esqueça de novo... Essa fic é escrita em parceria com a Marcela minha querida malinha. Acho que é isso, obrigada pelos reviews.

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Capitulo II: A Bad Day

Bella POV

Vocês conhecem aquela frase?

Não poderia ficar pior?

Bom, sempre pode ficar pior.

Ainda mais depois de ontem à noite com Edward e seu repentino pedido de casamento.

E só para piorar um pouquinho, meu pai ainda não sabia do grande novidade.

Eu não sei onde estava com a cabeça quando aceitara aquele pedido. Ah sim, Mike Newton, aquele desgraçado só ficou comigo enquanto não conseguiu o que queria, me levar pra cama, e depois que conseguiu simplesmente me trocou por aquelazinha.

Mas nessa manhã todos viram o anel, um pouco, digamos... chamativo, com um enorme diamante que era visto a quilômetros de distância, virei o assunto da escola. Onde quer que eu passe alguém já cochicha algo com a pessoa ao lado.

Para piorar a situação, Edward chegou e me pegou de surpresa, me beijando e se enroscando comigo no campus da faculdade, naquele momento eu quis me esconder.

E ainda foi para a aula dele gritando um "Até mais, amor!", até a professora bicentenária de sociologia, que passava, olhou estupefata.

Nós éramos o assunto de hoje, isso era fato.

Só espero que isso não chegue aos ouvidos do chefe, antes de nós podermos contar a ele. Edward disse que iríamos logo após a aula. Eu estava aterrorizada, meu pai vai querer dar um tiro em Edward.

Quando entrei na sala, Angela me esperava saltitante, com certeza ela já estava sabendo da grande novidade. Sentei-me ao seu lado, joguei minha bolsa no chão, ela me olhava silenciosa, mas eu podia ver a curiosidade brilhando em seus olhos. Apoiei meus cotovelos sobre a mesa e coloquei meu rosto entre as mãos.

- O que você quer saber? – indaguei indiferente.

- T-u-d-o! – soletrou, seus dedos tamborilavam sobre a mesa – Quando foi? Como foi? Você traiu Mike? – perguntou impacientemente, e as poucas pessoas que estavam na sala olhavam para nós.

- Bom, ontem ele me pediu. – murmurei, para que as enxeridos não ouvissem – Foi interessante, o pedido foi bem repentino... – sorri lembrando da noite anterior, Ângela não entendeu nada – Quanto ao Mike, bom, talvez eu até estivesse traindo ele, quem sabe? – falei despreocupadamente, ainda bem que Ângela era tão ingênua que não sabia quando eu estava mentindo.

- OMG, eu sabia! – ela disse batendo a mão na mesa – Você vivia na casa dele e a irmã dele, aquela baixinha, aposto que ela acobertava vocês! – deduziu.

- Ângela, menos muito menos. – murmurei revirando os olhos – Deixe Alice de fora dessa confusão. – falei.

Apesar de que aquele toco de gente estava mais metido nessa história do que eu sabia, mas um dia eu acerto as contas com ela.

- Faço questão de espalhar a notícia. – Ângela disse, piscando para mim.

- Ângela, não seja fofoqueira. – falei rindo.

- Eu passo a informação pra frente. – murmurou, pegou suas coisas e saiu.

- Tchau para você também. – murmurei para mim mesma, abrindo meu caderno.

~~~*~~~

Quando no intervalo encontrei Edward, Emmett e Rosalie sentados numa mesa no refeitório,milagrosamente,Edward e Emmett, estavam as boas sem brigas e discussões, agora eles agiam como se fossem unha e carne.

Homens, vai entender.

Sentei-me ao lado de Edward que logo me recebeu com um selinho, eu como sempre resmungava ao receber o agrado. Rosalie e Emmett estavam as gargalhadas.

- Oi amor. – Edward disse carinhosamente.

- Ah. – respondi, pegando o refrigerante da bandeja dele – Oi Emmett, oi Rose! – disse me dirigindo a eles – Que bom que eu divirto vocês. – resmunguei, quebrando uma bolacha em mil pedacinhos em cima da mesa.

- Que isso, cunhadinha. – Emmett falou bem alto – Em alguns dias você será uma legítima Cullen. – Emmett provocou.

- Emmett, para com isso! – Rosalie advertiu brava.

- Tudo bem, ursinha. – Emmett falou, fazendo um bico.

Rosalie continuava brava, eu até sabia o motivo disso tudo. O sonho de Rosalie era casar desde a infância ela sempre dissera que no casamento dela eu e Alice seríamos as madrinhas.

Era evidente sua magoa por Edward ter me pedido em casamento, mesmo sendo praticamente obrigado. Emmett nunca nem cogitara essa possibilidade com ela.

Percebi que seus olhos estavam fixos em meu anel, seu semblante estava triste e seus olhos estavam distantes. Quando ela percebeu que eu a observava ela moveu a boca em um "Estou bem" e voltou a tomar seu suco.

Edward e Emmett conversavam sobre esportes, eu não quis me meter na conversa e continuei a comer; ora alguém passava e observava os braços de Edward rodeando minha cintura e olhava curioso, ora passava alguma líder de torcida quase soltando fogo pelas ventas ao ver a cena.

Quando o sinal tocou, Edward e eu, fomos para a sala, nós tínhamos essa aula juntos. Sociologia, a professora bicentenária, ela ganhou esse apelido, pois ninguém sabia ao certo quantos anos ela tinha, já que essa se recusava a falar sobre isso. A aula foi um saco, só pra variar, aquela professora fala demais e eu nunca consigo anotar tudo.

Edward estava praticamente roncando na sala, seus braços estavam apoiados na mesa e sua cabeça estava baixa, ele colocou um livro na frente para parecer que estava lendo.

Quando o sinal do fim da aula tocou, cutuquei-o para acordá-lo.

- Ei, acorda. – eu disse empurrando com mais força agora.

- Hã? – murmurou, ainda dormindo – Só mais cinco minutos, Esme. – sibilou e voltou a abaixar a cabeça.

- Eu não sou sua mãe, Edward. – falei irritada – Acorda logo, porra! Você ainda tem mais duas aulas. – e graças a Deus não são as mesmas que as minhas. – acrescentei mentalmente.

- Tudo bem, mãe! – Edward disse se levantando.

- Vamos então, bebê da mamãe! – disse segurando o riso enquanto ele me olhava torto.

Ele foi para o outro prédio onde teria sua próxima aula e eu segui para o caminho oposto, entrando em mais uma aula entediante.

Quando entrei na sala, me deparei com o único lugar vazio na sala, ao lado de Mike Newton. Não, só pode ser macumba, meu dia já não estava ruim o bastante?

Ele sorria escancaradamente para mim, acho que ele era o único na escola que não sabia do meu casamento.

Droga.

Joguei minha bolsa na mesa e coloquei-a entre nós, de modo que ele percebesse que eu não queria falar com ele, só que pessoas desse tipo não tem nem um pingo de semancol.

- Oi Bells. – Mike disse numa voz estranhamente alegre.

- Oi. – respondi ríspida.

- Que foi Bells? – murmurou – Não quer falar com seu namorado? – perguntou provocativo.

Meu sangue ferver nesse momento, segurei com força na mesa para elas não irem dar uma passeada na cara do Newton.

- Ex-namorado... – sibilei raivosa.

- Qual é Bells, só por causa da Jéssica? – insistia e eu estava ficando realmente nervosa.

- Só por causa dela? – repeti possessa – Você acha que vai me trair na frente de todo mundo e depois eu vou voltar e fingir que nada aconteceu? – falava rispidamente, agora a classe inteira olhava para nós – Nem nos seus melhores sonhos, Newton. – murmurei sarcástica – E, aliás, estou noiva casarei em breve. – disse animadamente, mostrando meu anel.

- O quê? – Mike quase gritou – Com quem você vai casar?

- Não que eu lhe deva satisfações, mas como eu quero esfregar na sua cara que você sempre foi corno, Edward Cullen me pediu em casamento ontem à noite. – falei, vendo a cara do babaca.

- Sua... sua... aargh! – gaguejou e não disse nada, se eu fosse ele eu nem diria nada também.

Todos na sala nos olhavam, estava uma falação enorme. Mike estava vermelho, achei que ele foi ter um treco do meu lado, mas ele só pegou suas coisas e saiu.

- Você me paga, Bells. – foi a ultima coisa que disse antes de se afastar de mim.

Fingi que não ouvi e me ajeitei na cadeira para poder assistir a aula.

~~~*~~~

O sinal da ultima aula finalmente tocou.

Peguei minhas coisas e joguei-as dentro da bolsa.

Quando coloquei o pé para fora da sala tomei um susto ao ver Edward parado ao lado da porta, encostado na parede, seus olhos fechados, os braços cruzados em frente ao corpo, sua boca se mexia levemente, ele estava cantarolando alguma música.

- Oi. – disse secamente passando por ele.

- Amore mio. – murmurou me puxando dando um selinho em meus lábios.

- Hã? – falei confusa.

- Meu amor. – Edward sussurrou em meu ouvido – Italiano Bella, italiano. – disse e caminhou me puxando pela mão.

- Você é irritante. – sibilei irritada.

- Está na genética da minha família. – falou, rindo de algo que eu não entendi – Esquece. – disse quando me viu confusa. - Piadinha interna. - murmurou.

- Ah... - bufei.

- Que bicho te mordeu? – Edward perguntou, me alcançando.

- Newton me encheu hoje na aula. – sibilei ainda irritada – Ah, e se alguém perguntar a gente já namorava escondido – parei para ver a cara de tacho dele – antes de eu terminar com o Mike, ok?

- Uau! – Edward disse espantado – Cadê a doce e meiga Isabella? – provocou – Avisa que ela vai casar em breve e precisa voltar. – disse, rindo da sua própria piada.

Decadente.

- É só confirmar. – murmurei.

- Sim senhora. – brincou batendo continência.

Caminhamos até o estacionamento, de mãos dadas porque Edward queria ser convincente. Quando estávamos nós aproximando do Volvo, percebi que tinha alguém encostado no carro.

- Droga. - Edward sibilou irritado.

- Quem é? - disse, ficando nas pontas dos pés, tentando ver quem era.

Chegamos um pouco mais perto e logo pude ver a cascata de cabelos loiros que caíam copiosamente sobre os ombros de Tanya.

Olhei para Edward, seu cenho estava franzido e sua mandíbula cerrada.

Tanya nos viu, ou melhor, viu Edward e logo um sorriso se iluminou em seu rosto.

- Oi bebê. – a voz cristalina de Tanya soou alegremente.

- Olá Tanya. – Edward disse calmamente.

Pude ver a confusão nos olhos de Tanya quando Edward se dirigiu tão secamente a ela, mas pude ver também a raiva brilhando em seus olhos quando focou em nossas mãos entrelaçadas.

- O que está acontecendo? – Tanya murmurou ainda olhando para nossas mãos – O que ela faz aqui? – seus olhos foram parar em mim, sua voz estava carregada de desprezo.

- Bella é minha noiva. – Edward disse rapidamente - Nós iremos casar em breve. – continuou.

Naquele momento achei que Tanya pularia em meu pescoço.

- O QUÊ? – um grito esganiçado saiu de sua garganta – Mas... eu... você disse que me amava! – acusou apontando o dedo no rosto de Edward.

- Isso mesmo, eu amava você Tanya, mas agora as circunstâncias mudaram. – Edward murmurou olhando nos olhos de Tanya já estavam marejados.

Eu estava ali me segurando para não cair na risada, que papo era esse de "Você me amava!"? Tanya estava bêbada, só podia ser. Edward nunca amou ninguém além dele mesmo.

- Você a engravidou não foi? – Tanya sussurrou – Não tem problema, eu cuido do bebê, nós ainda podemos ficar juntos, certo? – soou quase como uma súplica.

Ah meu Deus, eu mereço, casar com Edward já era desgraça para uma vida inteira e eu ainda tinha que estar grávida? Nós nem transamos e essa louca ainda pensa mesmo que se eu estivesse grávida eu daria meu filho para ela cuidar.

Maluca.

- Não Tanya, Bella não está grávida. – Edward suspirou – Nós... simplesmente acabou. – sua voz foi sumindo.

Cara, Edward merecia um Golden Globe com todo esse teatrinho, o pior é que a vadia estava acreditando, pobre coitada.

- Você ainda me paga, Swan! – Tanya gritou entre soluços, e saiu correndo do estacionamento.

Ei, peraí! Agora a culpa de ela ter levado um pé é minha?! Eu estava triste no meu canto sofrendo o meu pé na bunda e ele que veio com essa história de casamento.

- Eu tenho medo dessa mulher. – murmurei entrando no carro – Que papo foi aquele de "Eu te amava"? – indaguei quando Edward entrou no carro.

- Eu precisava de uma desculpa. – Edward disse enquanto dava a ré para sair do estacionamento – No fundo ela sabe que eu só queria ir pra cama com ela. – falou normalmente, como se estivesse falando "Bom dia!".

- Cretino! – falei, brincando.

- Você nem gosta dela, está defendendo por quê? - ele disse rindo.

- Não estou defendendo ela. – tentei me explicar – É que você é canalha, nenhuma mulher merece isso. – expliquei.

- Por isso que você vai casar comigo não é? – perguntou, sua gargalhada aveludada invadiu o ambiente.

- Exatamente, principalmente por essa sua canalhice! – falei, entrando na brincadeira.

- Eu sei que sou irresistível. – Edward disse com uma voz rouca.

- Convencido. – murmurei dando um tapa em seu braço.

- Ouch! – disse esfregando o local – Chegamos. – anunciou parando em frente de casa, o carro de meu pai já estava estacionado na garagem.

Um arrepio percorreu meu corpo quando íamos entrar, Edward percebeu e esfregou as mãos em meus braços, que esquentaram imediatamente pelo atrito.

- Vai dar tudo certo. – sussurrou em meu ouvido.

Abri a porta de casa e já pude ouvir meu pai mexendo em algumas coisas na cozinha, nem sei o que ele fazia lá, já que nem fritar um ovo ele sabia.

- Pai? – perguntei, tentando acalmar minha voz.

- Aqui na cozinha, Bells. – gritou da cozinha.

- Edward está aqui comigo, queremos falar com o senhor – murmurei, observando-o passar por nós sentar no sofá da sala.

- Sente-se Edward. – meu pai disse extremamente calmo – O que vocês querem crianças? – Charlie sibilou, odiava quando ele me chamava de criança.

- Er... Eu... Edward... Nós... – eu gaguejava sem parar.

- Eu vim aqui pedir a mão de Bella em casamento. – Edward falou, despreocupado.

- Tudo bem. – Charlie disse tomando um gole de sua cerveja.

Meu queixo caiu nesse momento.

- Como assim, "tudo bem"? – disse, minha voz subindo algumas oitavas.

- Tudo bem, qual é o problema? – Charlie disse olhando nos olhos de Edward.

- Nenhum pai, só que eu achei que você fosse dificultar as coisas. – murmurei, provavelmente ficando corada.

- Eu? – Charlie disse atônito – Eu só quero que você seja feliz e se você acha que Edward é a escolha certa por mim tudo bem. – disse sorridente.

- Obrigada pai. – eu disse me levantando e lhe dei um abraço.

- Porém, - ele disse pensativo – sua mãe vai criar problema, tenho certeza. – concluiu.

- Deixa que com minha mãe eu me acerto depois. – murmurei, pensando na reação da minha mãe, queria adiar aquilo o quanto fosse possível – Tchau pai. – murmurei, levantando e puxando Edward pela mão.

- Até mais, sogrão. – Edward falou e saiu, tudo que eu escutei antes de fechar a porta foi uma gargalhada sonora de meu pai e um "Juízo, crianças!", aquilo me irritava.

- Você é louco? – gritei - Meu pai tem uma arma carregada. – abaixei meu tom de voz a um murmúrio.

- E daí? – falou calmamente – Esme tem um faqueiro! – murmurou rindo.

- Babaca... – disse emburrada.

- Você esta ficando repetitiva. – Edward disse entrando no carro.

- Você me irrita, Edward! – murmurei sentando no banco do carona.

- Mal posso esperar pelo casamento. – Edward sussurrou irônico.

Não respondi.

No resto do caminho até a casa dele fomos no mais absoluto silêncio.

Quando ele chegou perto da mansão já pude ver Alice sentada nos degraus em frente a casa. Um sorriso tomava conta do rosto de fada dela, Emmett ou Rosalie já tinham espalhado a noticia, com certeza.

Saímos do carro e ela veio saltitante até nós.

- Agora você é minha cunhada! – Alice quase gritou com sua voz angelical – E eu vou fazer seu vestido de casamento, entendeu? – ela fizera questão de enfatizar o "eu".

- Com certeza, Alice! – falei, tentando me livrar dela, o que seria bem difícil agora – Por que eu escolheria outra pessoa? – disse, me fazendo de idiota.

- Isabella Swan, - Alice disse fingindo estar brava – você pensou que eu, Alice Cullen, não faria a sua festa de casamento?

- Eu... Claro que não né amiga? – disse rindo e abraçando ela – Claro que você vai fazer meu vestido, a festa, tudo está sob seu comando! – falei alegremente.

Olhei para Edward que permanecia encostado no Volvo, dava para perceber que ele estava segurando o riso.

Maldito.

- Vamos entrar, Alice? – disse, ela assentiu e continuou tagarelando sobre vestidos de noiva.

Quando entramos logo vimos Emmett e Rosalie praticamente se agarrando no sofá da sala, Edward que estava nos seguindo pegou uma almofada e lançou-a em Emmett, que soltou um palavrão.

Passei reto, levando Alice até a cozinha, onde estavam Esme e Carlisle, que conversando alegremente.

Quando Esme nos viu seu sorriso parecia que não ia caber em seu rosto.

- Minha querida! – Esme disse me abraçando – Você e Edward, quem diria? – sorriu calidamente para Edward, que estava encostado no batente da porta, parecia uma estatua, feita por algum anjo.

- É... – respondi, provavelmente estava corada.

- Bem, vamos almoçar. – Carlisle sugeriu, vendo que eu não estava confortável naquela situação.

- Um almoço em família, oba! – Edward sussurrou fingindo animação, após passar os braços sobre meus ombros quando passei por ele, aquele comentário me fez rir.

- Posso saber a piada? – Alice disse alegremente.

- Não. – Edward se dirigiu a ela rispidamente – Dá um tempo, Alice! – resmungou.

- Ninguém me ama. – Alice falou, dramática. Cruzou os braços na frente do corpo e fez bico.

- Deixa drama, Alice. – Emmett disse, ele e Rosalie já estavam sentados à mesa.

- Então Bella, seu pai deixou o meu querido irmão roubar a filhinha dele? – Emmett perguntou, com sua boca cheia de comida.

- Emmett, modos à mesa. – Esme o repreendeu.

- Desculpa, mãe! – respondeu.

- Então, querido irmão – começou Edward – Charlie aceitou alegremente nosso casamento, né amor?! – Edward me chamava de amor só para me provocar e sempre funcionava.

- Claro, bebê. – respondi, colocando no rosto um sorriso mais falso que o cabelo loiro de Tanya.

- Olha como eles são lindos, Carlisle. – Esme se derretia nos vendo fazer aquele teatrinho.

- Claro. – respondeu Carlisle – E sua mãe Bella? – perguntou, sua voz calma.

Claro. Minha mãe, meu problema existencial, eu já sabia que ela ia surtar quando soubesse, era típico dela fazer esse tipo de coisa.

- Eu falarei com ela mais tarde. – murmurei, desanimada.

- E os preparativos Alice, já tem algo em mente? – Edward perguntou, certamente ele viu que eu não queria falar sobre minha mãe e mudou de assunto.

O resto do almoço Alice tagarelou sobre vestidos, decoração, convites, bolo e tudo o que ela imaginava para o casamento ser perfeito.

Após o almoço Alice me puxou para o andar de cima, dizendo que tinha uma surpresa para mim, Esme e Rosalie foram atrás de nós.

- Onde estamos indo Alice? – perguntei preocupada, pois já tínhamos passado pela porta do quarto dela.

Ela continuou no silêncio, até que ela parou em frente a uma porta eu tinha certeza que nunca estivera ali antes. Alice abriu a porta devagar e me puxou para dentro, Rose e Esme também entraram.

O lugar era claro, janelas altas que iam do chão até o teto, a decoração toda em tons pasteis, belos moveis. Fiquei impressionada com o lugar, Alice me conduzira até o sofá, me deixou lá e sumiu da minha vista, enquanto eu admirava um quadro que havia na parede.

- Eu não acredito que você não me contou que tinha um ateliê! – murmurei estupefata.

- Ela não deixa ninguém entrar aqui. – Rosalie disse sentando ao meu lado.

- Deixem de papo, - Alice entrou com um manequim coberto com uma capa – e olhem – fez uma pausa e tirou a capa – isso.

Quando consegui ver o que tinha debaixo da capa, um maravilhoso vestido de noiva. Os ombros ficavam nus, era um do tipo tomara-que-caia, os detalhes com rosas desciam até os joelhos e que ficava bem justo na parte de cima moldando as curvas. Toda a parte de baixo era branca e algumas últimas rosas que desciam paravam na altura do joelho e tinha uma enorme cauda que descia lindamente.

Eu estava sem palavras para aquele vestido.

- E aí o que achou? – Alice disse ansiosa.

- Eu... eu... perfeito. – murmurei por fim.

- Sabia que você ia gostar, é seu. – falou alegremente.

- É realmente lindo. – Rosalie se pronunciou – Quando for o meu você fará um vestido para mim. – disse sorridente – É uma ordem. – brincou.

Alice sorriu alegremente, ela faria mesmo se Rose não quisesse. Fiquei admirando o vestido, quase babava nele, era tão... lindo.

- Vista para eu dar os últimos ajustes nele. – Alice me disse já tirando o vestido do manequim.

Após uma "briga" com todo aquele pano, finalmente Alice conseguiu deixá-lo perfeito, eu nem me reconhecia naquele vestido. Estava com curvas bem acentuadas e meus seios pareciam maiores.

- Parece um anjo. – Esme disse fascinada.

- Você está linda, cunhudinha. – Rosalie murmurou brincalhona.

- Minha obra prima! – Alice falou histérica.

- Quando você fez esse vestido Alice? – sibilei, virando de costas no espelho para ver atrás – Impossível você tê-lo feito de ontem para hoje. – falei, ainda babando pelo vestido.

- Realmente, seria impossível. – Alice disse pensativa – Esse é o vestido de Esme, mas eu reformei-o há algum tempo já, quase não parece o mesmo, exceto pelas rosas. – concluiu – Sério que você gostou, Bella? – disse animadamente.

- Eu realmente gostei, Alice. – eu disse, provavelmente corando – Mas e os vestidos das madrinhas? – falei animada – Vai me dizer que você não fez seu vestido e o vestido de Rose? – murmurei, observando a cara dela de surpresa.

- Isso é sério? – Alice disse, sua voz angelical subindo algumas oitavas – OMG, eu preciso trabalhar nisso, Rose você me ajuda! – falou indo para a mesa de desenho e pegando uma pasta – Qual será a cor dos vestidos, temos que combinar tudo! – Alice agora parecia uma pilha de tão energética.

- Eu quero meu vestido vermelho. – Rose falou se aproximando e olhando alguns desenhos.

- Vem Bella, eu te ajudo a tirar o vestido. – Esme foi a única que percebeu que eu ainda estava com o vestido.

- Obrigada. – disse sorrindo calidamente para ela.

Depois que Esme me ajudou a tirar o vestido, deixei Alice e Rosalie, discutindo, afinal elas não me deixariam escolher nada.

- Tchau meninas. – disse quando estava, como era de se esperar, ninguém me deu atenção.

Desci as escadas e logo já pude ver Edward, Carlisle e Emmett sentados no sofá da sala, conversando animadamente e rindo.

- Olá estranha. – Edward disse rindo – Já estava desistindo de te levar embora. – murmurou levantando-se.

- Alice estava me mostrando o vestido, é tão lindo. – falei fascinada.

- Que bom que gostou. – Edward disse como se já tivesse visto o vestido – Vamos? – sugeriu.

- Claro. Tchau Emmett, tchau Carlisle. – disse e Edward já me puxava para a saída.

- Tchau Bella. – Carlisle disse, sua voz sempre calma e tranqüila.

- Tchau cunhadinha. – Emmett como sempre me provocando.

- Minha família gosta mais de você do que de mim. – Edward disse entrando no carro.

- Olha o drama... – resmunguei, sentando no banco do carona.

Ele respondeu com seu sorriso torto, aquilo estranhamente me fez sentir... feliz.

Até minha casa, ficamos no silencio, apenas o som baixo do carro de Edward tocando Clair de Lune era escutado.

Aquela musica me fazia lembrar de minha mãe, que teria uma sincope em saber do casamento, ela sempre dizia que ter casado com meu pai aos 17 anos foi a pior coisa que ela fez na vida.

Eu ainda me lembrava da minha infância, meus pais brigando o tempo todo, e quando eu completei cinco anos, Renée, fugiu me levando como se fosse uma criminosa na calada da noite.

Foi horrível ficar longe do meu pai, além do mais, ter que comparecer as audiências no tribunal, para decidirem quem ficava comigo, minha mãe acabou ganhando o caso e ficou comigo.

Fui morar com ela na Flórida, bem longe de Forks, onde eu nasci. A adaptação foi bem difícil, nunca tive muitos amigos na Flórida, todos os que eu tinha ficaram em Forks

Quando entrei na adolescência eu e minha mãe começamos a brigar constantemente, sempre por motivos bobos e irrelevantes, quando ela decidiu casar-se com Phill, foi à gota d'água, aquela casa já parecia pequena com nós duas lá dentro imagina com um homem.

Então, liguei para o meu pai e pedi para morar com ele, que aceitou de imediato, meu pai sofreu muito quando minha mãe foi embora me levando.

Cheguei em Forks num dia que estava caindo um verdadeiro temporal, mal dava para ver um palmo na frente do nariz, foi quando eu cheguei na escola e bati no Volvo de Edward. Até hoje eu lembro que ele quase bateu por causa daquilo, ele teve um verdadeiro chilique. Alice que me salvou aquele dia, ela o acalmou e depois me ajudou a conhecer a escola.

E agora estamos aqui, eu e ele, a algumas semanas do casamento. Parece uma história impossível, mas a única coisa impossível agora era eu voltar atrás em minha decisão, mas eu ainda não me arrependi de ter feito isso. Só o tempo dirá se foi uma coisa boa ou não.

Só percebi que estávamos em casa quando Edward quase gritou meu nome.

- Terra para Bella. – brincou, bagunçando meu cabelo – No que você está pensando hein? – disse, quando abriu a porta do carro para mim.

Edward era tão cavalheiro quanto cara-de-pau.

- Estava lembrando do dia em que cheguei aqui. – murmurei quando paramos na porta de casa.

- Eu lembro, lembro muito bem, senhorita Swan. – falou fazendo uma careta – Meu Volvo também. – fez uma cara mais estranha.

- Bom, vou entrando, ainda tenho que avisar minha mãe. – murmurei desanimada.

- Tem certeza que não quer um apoio moral? – perguntou preocupado.

- Tenho sim, se você ficar aqui vai ser pior. Até amanhã. – disse já me virando para entrar em casa.

- Nem um beijinho de despedida? –disse fingindo indignação – Que bela namorada você é! – murmurou fazendo bico.

Virei-me para dar um beijo em seu rosto e então senti uma de suas mãos na minha nuca e a outra na minha cintura me puxando mais pra perto, ele começou só com um selinho e depois senti a língua dele brincando em minha boca, naquele momento eu já não tinha mais força pra lutar contra ele e correspondi ao beijo, minhas mãos foram parar em seus cabelos, o beijo terminou só quando nós estávamos sem fôlego.

Quando nos afastamos e eu abri meus olhos, vi um sorriso tomando conta do rosto de Edward, senti meu rosto queimar de vergonha, devia estar mais vermelha que tomate maduro.

- Até amanhã, Bells. – ele disse indo para seu carro.

Eu fiquei ali parada na porta de casa olhando o carro indo embora, minha mente estava nublada, eu não conseguia pensar em nada que fizesse sentido, entrei em casa ainda arfando um pouco.

Meu pai provavelmente vira o espetáculo em frente à porta de casa, pois ele me olhava e ria.

- Aquele garoto é corajoso. – Charlie disse entre as risadas – Eu poderia dar um tiro nele por te agarrar daquele jeito, mas como eu vi que você estava gostando achei melhor deixá-lo vivo. – sibilou, seu humor estava estranho hoje.

- Vou ligar para minha mãe. – disse subindo as escadas.

- Boa sorte. – disse sorridente.

Cheguei no meu quarto de literalmente despenquei na cama, fiquei olhando para o teto, pensando se ligava ou não para minha mãe.

"I gotta feelin' that tonight's gonna be a good night..."

Meu celular tocou, demorei milênios para levantar e atender.

- Que foi? – atendi sem nem ver quem era.

- Nossa tá de TPM é? – a voz aveludada de Edward soou do outro lado da linha.

- Não. – respondi, minha voz estava ácida – O que você quer? – indaguei impaciente.

- Eu só ia falar para você parar de olhar pro teto do seu quarto e ligar logo para sua mãe. – murmurou pensativo.

- Virou vidente é? – perguntei, meu humor melhorando, estranho.

- Não, eu só conheço você muito bem para saber que você não quer ligar. – disse sério – Eu vou desligar para você poder ligar para ela, ok?

- Tudo bem, seu chato. – suspirei derrotada e desliguei sem nem esperar a resposta.

Me ajeitei na cama, a conversa seria longa, procurei pelo nome de minha mãe na agenda e quando eu ligar meu celular vibrou, o susto foi tão grande que o celular voou da minha mão.

Levantei e fui pegá-lo debaixo da cama, pra variar, bati a cabeça quando ia sair.

- Puta que pariu! – exclamei, esfregando o lugar.

Olhei no celular.

Você recebeu um sms de Edward Cullen.

O que ele queria agora? Abri a mensagem.

"Nem me deixou te dar um tchau né?!

Isso tudo por causa do beijo?

Ninguém nunca reclamou de receber um beijo meu, fique sabendo!

Bom, liga logo pra sua mãe.

Beijos nessa sua boca.

Dorme bem e sonhe comigo.

P.S.:Eu sei que você gostou do beijo!"

Maldito.

Nem me dei ao trabalho de responder aquela mensagem idiota, liguei para Renée, tocou quatro vezes antes de atender.

- Alô. – uma voz masculina respondeu do outro lado da linha, provavelmente Phill.

- Oi Phill, é a Bella, minha mãe está? – disse o mais educada possível, aquele cara era um mala.

- Ela está sim, vou chamar.

Cinco minutos depois, eu disse CINCO, minha mãe finalmente apareceu.

- Oi Bella! – ela disse – Desculpe o atraso querida, estava resolvendo uns problemas. – murmurou, sua voz ainda estava estranha.

- Tudo bem mãe. – respondi alegremente – Está tudo bem por aí?

Era melhor ter uma conversa antes de jogar a bomba na cabeça dela, não?!

- Aqui está tudo bem, querida. – agora ela ia começar a falar sem parar – Phill arrumou um novo emprego, compramos uma casa nova, você poderia vir morar conosco, tem um quarto só para você. – disse animada.

- Que bom, mãe, mas eu não poderei ir morar com você. – respirei fundo – Vou me casar. – disse de uma vez.

O telefone ficou mudo por alguns segundos, será que ela teve um treco e morreu?

OMG, eu matei minha mãe!

- Mãe? – disse preocupada – Você está bem? – quase gritando agora.

- Isabella Swan, - ufa, ela estava viva – me diga que isso não é verdade. – ela sibilou, ríspida.

- Não mãe, é sério. – murmurei, agora eu estava ficando com medo.

- Quem foi o desgraçado que te engravidou? – disse, sua voz subindo várias oitavas.

- Mãe eu não estou grávida! – murmurei ultrajada – Por que todo mundo pensa isso? Que droga! – falei irritada – Edward Cullen me pediu em casamento. – as palavras saíram ásperas.

- Edward Cullen? – gritou – Aquele irresponsável, filho da Esme? – disse associando as pessoas – Nem por cima do meu cadáver Isabella! – sua voz estava ácida – Como Charlie permite um absurdo desses? – sibilou indignada.

- Meu pai sabe de tudo e aprova meu casamento com Edward. – falei um pouco alto demais.

- Desde quando Charlie tem alguma autoridade sobre você? Ele sempre concorda com suas insanidades! – agora o circo estava armado – Eu nunca deveria tê-la deixado ir para esse fim de mundo.

Eu já sentia as lágrimas vindo, meus olhos ardiam, meu peito estava apertado. Minha mãe nunca fora afetuosa comigo, mas ela nunca ergueu a voz para mim desta maneira.

- Mãe para! – eu gritei – Eu vou casar com ou sem seu consentimento. Se Charlie me apóia para mim já está de bom tamanho, você nunca me apoiou em nada mesmo. – cuspi as palavras com ódio.

- Isabella, não fale assim comigo, não sou uma de suas amigas, sou sua mãe! – disse exasperada – Eu sou totalmente contra seu casamento, você sabe a burrada que eu fiz me casando com seu pai, você é muito nova, não conhece nada da vida, esse moleque vai apenas usar você. – murmurou, raivosa.

- Mãe, eu confio em Edward, ele nunca me maltrataria. – disse ressentida, apesar de tudo, Edward nunca seria capaz de me fazer mal.

- Você é muito burra Isabella, - disse irônica – você quer que eu diga com todas as palavras? Eu digo. – ela gritava para quem quisesse ouvir – Ele só quer transar com você. – sibilou, essas palavras caíram como uma bomba em mim.

Meu peito estava cada vez mais apertado, eu chorava descontroladamente, estava difícil de respirar, aquelas palavras vindo da minha própria mãe me feriam como navalhas.

- Cala a boca. – consegui reunir forças para gritar antes de desabar na minha cama – Você não sabe de nada. – murmurei entre soluços.

- A verdade dói, Isabella. – continuava, sua voz ácida – Eu vou lhe dar um conselho, - sua voz agora estava sob controle – já que insiste nessa insanidade, aproveite bem do dinheiro dele, compre tudo o que quiser e termine sua faculdade – falou, séria – Veja se consegue um filho também, isso lhe renderá uma gorda pensão.

- Você acha que eu sou esse tipo de mulher Renée? – perguntei, entre soluços – Mas eu não sou, você é quem é desse tipinho que só quer dinheiro e sexo de forma fácil, você é egoísta demais para pensar em outra pessoa além de você mesma. – parei para respirar – Eu vou me casar você querendo ou não, se quiser aparecer aqui no dia do meu casamento, não arrume problemas e se não quiser, bom, você quem vai perder a festa. – explodi – Mas, pode ter certeza que eu nunca esquecerei as palavras ditas hoje, nunca Renée, NUNCA- gritei e desliguei o telefone.

Joguei meu celular do outro lado do quarto, provavelmente ele quebrou. Encolhi-me na cama, em uma posição fetal, não conseguia parar de chorar, as palavras de Renée ecoavam em minha mente, como ela fora capaz de dizer tantas atrocidades?

Aquilo havia me quebrado por dentro, como uma mãe pode ser tão fria e calculista? Como ela pode falar daquele jeito da própria filha? Só faltou ela me chamar de vagabunda, o que eu não duvidava que ela fizesse se eu ficasse mais um pouco discutindo com ela.

Logo minha mãe, a pessoa que eu mais queria que aproveitasse esse momento comigo, que me desse apoio que me dissesse como estava feliz de ver sua única filha se casando. Renée me magoou demais, eu não queria vê-la tão cedo em minha frente.

Algumas batidas na porta me chamaram atenção.

- Bella, você está bem? – era Charlie – Eu escutei parte da sua conversa lá da sala, você está bem? – repetiu a pergunta.

- Estou bem, Charlie. Eu só preciso ficar sozinha. – falei.

- Bella tem certeza? Pela gritaria eu não acho que esteja tudo bem. – gritou do lado de fora – Abre a porta.

- Me deixa em paz! – gritei entre soluços.

Continuei chorando, minha cabeça doía demais, mal conseguia respirar não tinha forças para me levantar, apenas continuei desse jeito e depois adormeci.

Acordei com um burburinho no quarto não abri meus olhos, apenas escutei.

- Agora ela dormiu, mas antes eu podia ouvir seus soluços do outro lado da porta. – Charlie dizia a alguém.

- Posso ficar um pouco aqui com ela? – reconheci a voz aveludada de Edward.

- Claro, foi para isso que eu o chamei, talvez quando ela acordar queria conversar com alguém, acho que você vai entendê-la e acalmá-la. – Charlie murmurou – Pelo que escutei Renée ultrapassou os limites desta vez. Cuide bem dela. – disse, sua voz foi sumindo, ele estava saindo do quarto.

Um silêncio sepulcral se instalou em meu quarto, apenas minha respiração falhada e a respiração uniforme de Edward eram escutadas. Escutei seus passos em direção a cama.

- Eu sei que você está acordada, Bella. – ele murmurou.

Abri meus olhos e virei para encará-lo, eu podia ver apenas seus traços sérios sob a luz do luar que entrava pela janela do meu quarto.

- Você está bem? – perguntou aos sussurros, sentando ao meu lado na cama.

- Não. – respondi desanimada – Estou despedaçada. – murmurei, olhando seus olhos verdes que pareciam diamantes sob a luz do luar.

- Ela não aceitou. – não foi uma pergunta – Eu sinto muito, Bella. – disse mirando o chão do quarto – Se você quiser, não precisa se casar comigo. – sibilou.

Isso era inédito.

Edward colocando alguém a cima dele mesmo era novidade para mim.

- Não, eu vou me casar, dei minha palavra. – ele me olhou e um sorriso se escancarou em seu rosto – Não é culpa sua se minha mãe é uma hipócrita. – murmurei, colocando minha mão na sua.

- Obrigado Bells. – ele disse me abraçando.

- Tô com sono. – eu disse, bocejando.

- Então dorme. – sugeriu – Ficarei aqui com você, até que você esteja falando enquanto dorme. – ele riu.

- Como sabe? – indaguei surpresa.

- Alice não sabe guardar segredos. – respondeu sorridente – Agora durma. – ele disse.

Me enrosquei nele enquanto ele cantarolava alguma coisa, era tão bonito. Sua voz tão doce cantarolando uma melodia mais doce ainda, aquilo me dava sono.

- O que é isso? – perguntei sonolenta.

- Não sei, acabei de inventar. – disse tranqüilamente.

Edward sempre fora um exímio pianista. Compunha musicas para Esme, que adorava vê-lo tocando.

- Eu gostei, é tão doce. – murmurei, minhas pálpebras estavam tão pesadas.

- É sua então. – foi a ultima coisa que eu ouvi.

Cai num sono profundo nos braços do meu futuro marido.

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Isso aí, um pouquinho mais da Bella com essa loucura toda do casamento. Charlie muito compreensível e amoroso! O 'primeiro' beijo deles e Renée mostrando o quanto não quer que este casamento aconteça. Link do vestido da Bella casamento no meu perfil!

;)