- Venha comigo - Hitsugaya andava em direção ao seu apartamento, até que percebe Sayuri se dirigindo para o lado oposto. – Por que essas coisas só acontecem comigo? – o capitão queria tanto deixá-la ir, teria uma coisa a menos para se preocupar, sem contar que ela era uma garota muito irritante, mas infelizmente ele não podia ignorar o fato que a morena conseguia enxergá-lo. Então ele a pega pelo pulso, fazendo-a parar de andar, e conseguir a atenção dela. – Olha, eu não vou te atacar, nem nada... então pare de agir dessa forma! Ok?
Sayuri ficou ponderando se ia ou não, no final das contas se deu por vencida e foi até o apartamento do prateado.
Já dentro do apartamento, Hitsugaya achou que conseguiria conversar melhor com ela, porém as coisas não iam ser do jeito que o shinigami pensou.
-Se sente. – o capitão ordena, apontando para o sofá que tinha na sala, tomada pela curiosidade, ela olhava o apartamento, era arrumado, melhor que a apartamento dela.
Sayuri se sentou o mais longe possível de Hitsugaya, pelo visto ela ainda tinha medo dele.
- Bem, vamos começar com isso logo, também quero acabar logo com isso... – o capitão encarava a garota, tentando permanecer calmo começa a falar do tal assunto. – O que você viu antes são os arrancars, você precisa ter cuidado com eles, são muito perigosos. – deu uma pequena pausa antes de continuar a falar. – E eu sou um shinigami, estou aqui para proteger a cidade deles, entendeu? Alguma pergunta? – realmente o capitão nunca fora de conversas muito longas.
A garota de olhos violetas não tinha entendido uma palavra do que Hitsugaya tinha dito, mas também não queria prolongar a conversa, o que ela queria era poder cair fora daquele apartamento o mais rápido o possível.
-Er...bem, não entendi muito bem, mas o que eu tenho que fazer é me manter longe, certo?
-Bem, isso não vai adiantar muito porque pelo que eu fui informado esses arrancars estão a procura de humanos com energia espiritual elevada, você não está a salvo. – o capitão ainda sim se intrigava com mais uma coisa. – Só que eu não consigo entender, não sinto sua reatsu... pra mim você é apenas uma humana burra. – ele não disse aquilo com a intenção de ofender, tinha dito sem pensar.
Mas a morena tinha se sentido sim ofendida e brava disse quase que rosnando.
- Se for pra me ofender eu vou embora! – a essa altura ela já não tinha mas medo do capitão.
A paciência de Hitsugaya já tinha se esgotado fazia tempo, e tentou explicar tudo calmamente para Sayuri, o que demorou algumas horas para fazer aquela humana a entender a gravidade da situação em que ela própria se encontrava.
Mas mesmo assim ela não sabia o que deveria fazer e em um tom irônico ela disse:
- Tá bom, estou em perigo isso eu já entendi... mas o que eu faço agora... devo morrer? – Hitsugaya também não sabia o que ela deveria fazer, mal conhecia os arrancars e o que eles estavam planejando ao certo. – Foi você mesmo que disse que eles estão a procura de humanos com poder espiritual elevado e eu tenho esse poder, mas não é perceptível, ou seja não tem problema, certo?
- Por enquanto acho que você não corre risco, mas deixe-me fazer uma pergunta, desde quando você consegue ver espíritos? – podia ser que ele apenas tivesse se preocupando a toa, mas não podia simplesmente ignorar aquela situação.
Sayuri olhou para o alto tentando se lembrar, não precisou pensar muito.
- Você é o primeiro... se eu não me engano...
O capitão ficou pensando por um momento, se ele próprio foi o primeiro espírito que ela vê, seria normal que a energia dela não pudesse ser percebida por ninguém, mas significava que ela não estaria segura, já que a energia espiritual dela estava aflorando.
-Se realmente eu sou o primeiro espírito que você vê, isso quer dizer que você corre perigo... preciso fazer algo a respeito.
- Fazer o que? – Sayuri não tinha entendido bem, era uma informação muito recente para ela entender facilmente.
- Simples, mas como vou explicar de uma maneira que você entenda? Bem, como eu sou o primeiro espírito que você vê, é natural que sua reatsu seja imperceptível, afinal ela ainda está se desenvolvendo, entende? – Essa parte foi fácil de explicar, mas tinha uma coisa que nem o capitão entendia. – Mas não faz sentido uma coisa, eu não deveria ser o primeiro espírito que você vê, isso não faz sentido de maneira alguma ! - Ao menos que ela visse outras almas e não se desse conta disso.
- Se não faz sentido, por que é que eu tenho que entender? Seu idiota! – Sayuri também estava sem paciência.
O capitão não deu atenção para o que a morena estava falando, ficou pensando se Sayuri podia ver espíritos antes ou não, logo voltou a dar atenção para garota.
- Você tem certeza que eu sou o primeiro espírito que você consegue ver?
A morena de olhos violetas volta a pensar, pelo que ela lembrava, sim. Ele era o primeiro espírito que ela conseguia ver, no entanto na sua mente veio uma coisa.
- Bem, há alguns meses atrás eu via vultos, isso conta?
Quando se pode ver vultos significava que a pessoa tinha um poder espiritual mais fraco, e nem sempre essa habilidade aflorava, ficava nisso ou simplesmente sumia conforme o tempo. E quanto mais ele pensava menos tinha uma boa resposta.
- Não consigo entender, você não deveria me ver...
Sayuri já estava aborrecida com todo aquela conversa que no final para ela não tinha sentido, então se levantou e nervosa disse:
- Existem coisas que não precisam e não tem como entender, por mim eu não veria essas coisas! – saiu correndo e bateu a porta. O shinigami deixou-a ir, mesmo porque eram vizinho se precisasse falar com ela, sabia onde ela morava.
Mas não parou de pensar sobre aquilo um segundo sequer, porém não achava boas resposta, Sayuri era no mínimo bizarra, tinha que saber mais sobre a morena, não pelo bem dela, mas sim pelo bem da cidade, o que poderia acontecer se os arrancars descobrissem sobre ela? Pelo menos era isso que o capitão achava.
O shinigami prateado não conseguiu dormir, ficou pensando sobre isso, nesse enrola pra dormir quando finalmente conseguiu dormir o telefone toca.
-Sim...COMO? – aquela ligação não poderia ter vindo em hora mais inoportuna! Precisaria de reforços imediatamente, pensou em chamar primeiro sua fuko- taicho, mas as coisas estavam ruins para a Soul Society também. – Matsumoto, venha para o mundo dos humanos imediatamente! – disse seriamente.
- Sinto muito taicho, mas infelizmente eu não posso sair daqui no momento. – dizendo isso ela desligou o telefone, pelo visto as coisas estavam pegando fogo dos dois lados.
Só faltava essa, não podia contar com sua tenente e praticamente todo seu esquadrão estava espalhado pela cidade, mas precisa de ajuda.
Quando amanheceu Sayuri estava tendo que lidar com o mau humor de Vane.
- Você se esqueceu que ontem a gente ia na loja de conveniência, não esqueceu? Fiquei mais de DUAS horas te esperando!! – a loira estava aborrecida,faltava sair faíscas dos olhos dela.
- Eu já pedi desculpas! O que mais a senhorita deseja? – na verdade a morena não estava com um pingo de arrependimentos, já que Vane tinha feito o mesmo com ela, isso fazia apenas alguns meses atrás.
- A questão é que você não parece estar arrependida! Nem mesmo um pouco! – Vane estava ficando cada vez mais aborrecida.
- Eu tive os meus motivos, que não lhe interessam! Além do mais você fez a mesma coisa comigo! Tínhamos combinado de ir ao shopping e você me deixou lá esperando! E o pior nem pediu desculpas depois!
A loira tenta se esquivar dessa mancada dizendo algo não muito legal.
- Você está parecendo o Ichigo falando!
Mas isso só serviu pra deixar Sayuri mais brava.
- Também não precisa me ofender!
No final das contas...acabou tudo na mesma, elas se esqueceram disso, agiam como sempre. Agora outra coisa preocupava Sayuri.
- Escuta, você sabe por que a escola vai abrir mais tarde?
Como sempre a loira estava por dentro das coisas e responde rapidamente.
- Está tendo vazamento de água.
A morena se levanta da mesa, ia ver esse tal vazamento de água que para ela não era algo tão simples assim.
- Vane, eu vou indo na frente, ok? Nos vemos depois.
A loira olha para o relógio ainda era sete e meia.
- Vai para algum lugar antes? Ainda está cedo.
- Eu preciso ir ver uma coisa, a gente se vê mais tarde, ok? – disse isso e saiu correndo para escola, algo dizia que aquele vazamento de água não era nada comum, nem ela mesmo sabia o porquê de estar indo, se fosse algo perigoso? Seria o motivo pra sair dali correndo, seria o motivo pra nem ter saído de casa.
Vane estava achando o comportamento de Sayuri um pouco estranho, pensou em seguir a morena, mas não o fez, estava morrendo de preguiça, raramente entravam mais tarde na escola, agora que iam, ia aproveitar para dormir mais um pouco.
Antes de entrar na escola Sayuri se sentiu estranha, e a sensação piorou quando viu um espírito abaixado perto das torneiras.
- Você tá legal? – pergunta a morena, chegando um pouco mais perto da tal alma.
Teve como resposta um soco de raspão no rosto, aquilo definitivamente não era coisa boa, tratou de dar meia volta e correr.
- E agora o que eu faço? – dizia enquanto corria, colocou a mão em seu rosto, estava sangrando. – Mas que droga, eu devia ter ficado em casa! Eu vou morrer!!Buááááá!!! – Sayuri corria desesperada na esperança de vir ajuda, já que não tinha poderes de shinigami e Hitsugaya não estava lá. – Pelo menos eu poderia morrer em algum lugar melhor!
A alma tentava dar outro soco nela, o estranho era ele não acertar, sem ela perceber ela tinha sim algum poder de shinigami. Possuía muita rapidez e agilidade, do contrario jamais escaparia daqueles socos.
- Me diga aonde está! – dizia tentando bater em Sayuri.
- Onde está o que? – perguntou tentando se desviar e com muito custo conseguia, acompanhar a velocidade dele era quase impossível, o pior é que ela não tinha armas para atacar ou ao menos tentar se defender, de repente se lembrou da sala de kendo, com uma espada talvez teria alguma chance, não que fosse boa em manejar uma, mas pelo menos era alguma coisa. – E por que isso está acontecendo comigo? Se eu soubesse disso eu teria me divertido mais!! Ou melhor nem tinha vindo a escola!!
Sayuri estava ficando sem fôlego, tinha uns problemas com o famoso sedentarismo, não conseguia correr durante muito tempo. E a morena tenta correr mais rápido já que a alma estava alçando-na. Quando finalmente a morena chega na sala do clube de kendo, pegou uma espada de madeira, segurava com custo, já que estava exausta.
- Você me parece um pouco fora de forma, humana. – dizia o espírito rindo, de alguma maneira era um pouco familiar.
Tentando mostrar alguma coragem ela tenta falar alguma coisa, mas estava com muito medo pra conseguir falar firmemente.
- E-eu... v-v-vou... te MATAR!
Dava para ver que o espírito era no mínimo arrogante.
- Ah, claro... com uma espada de madeira? Você está me zoando?
A morena sabia que não tinha chances, deu alguns passos para trás, o que ela ia fazer? Só podia falar.
- E-eu estou te avisando... Fi-fique... fique longe de mim!
-Cala boca, minha paciência acabou, onde está a droga do Hitsugaya? – não que aquele espírito fosse dos mais pacientes, mas até que estava tranqüilo...
- Não sei de quem você está falado. – Como Sayuri e Hitsugaya não se apresentaram em momento algum, ela não sabia o nome do capitão.
- Não se faça de tonta, eu o vi com você ontem. Não diga besteira, abra a boca ou eu arranco sua cabeça.
- Eu realmente não sei de quem você está falando e mesmo que eu soubesse, você ia me matar de qualquer maneira. – disse conformada, o que ela ia fazer sem uma espada?
- Você é menos burra do que eu pensei.
- Acho que vou considerar isso um elogio.
- Humpf, Hitsugaya é um moleque de cabelo prateado. – já que a humana realmente parecia não saber de quem se tratava resolveu dar uma "ajuda".
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaah! Não sei onde ele está. – ela responde instantaneamente.
- Estou ficando sem paciência. – ele a encara de uma forma assustadora.
- O que eu posso fazer? Se eu ainda soubesse...- Sayuri estava perto da janela e pode ver que os alunos já estavam chegando. – Escuta, só eu posso vê-lo? – ela pergunta sem pensar .
- Acho que sim. – ele não parecia se preocupar com aquela pergunta.
Sayuri notara que tinha ocorrido uma mudança de comportamento por parte dele, primeiro parecia um maníaco, agora ele estava tranqüilo e sorridente até demais.
Aquela conversa estava sendo inútil, a morena estava apenas ganhando tempo, talvez alguém viesse ajudar, mas contar com ajuda só poderia ser de Hitsugaya, mas era improvável ele aparecer por lá.
- O que quer com o Hitsugaya? – ela tentava bolar algum plano.
- Não te interessa. – ele responde.
- Claro que interessa, você vai me matar e a culpa é dele. Eu mereço saber, pelo menos.
- Garota, você é esquisita, sabe que vai morrer e fica nessa tranqüilidade, você não estava assim minutos atrás.
- Me conformei.
- Bem, acho que você ao menos merece saber, apesar de não ter me contribuído com nada. – Ele está com algo que eu quero, só isso.
- Hum...- ela não comentou a respeito, mas queria poder ao menos fugir. – Escuta, qual é o seu nome?
- Grimmjow Jeagerjaques .
O estranho era que ele estava muito calmo, se fosse ele no estado normal já teria arrancado a cabeça dela faz tempo. Por algum motivo em particular ele estava diferente. Talvez ele precisasse realmente saber onde o capitão estava, Hitsugaya era muito bom em ocultar sua reatsu.
-Já sabe meu nome, e sabe o que eu quero, já pode morrer então.
Sayuri apesar de conformada que iria morrer ainda sim queria viver, segurou a shinai o melhor que conseguia, Grimmjow riu, ela ainda tinha esperanças de viver, afinal.
- Ah, sinto muito, mas essa espada não é páreo para uma de verdade, se bem que eu nem preciso dela pra te matar. – ele pega a shinai da mão de Sayuri e a quebra.
De repente uma ansiedade veio em Sayuri, queria viver não importava como, precisava viver, ela queria sair daquele filme de terror, então ela vê ao seu lado uma espada de verdade, uma zanpakutou.
Agora quem sabe teria alguma chance, tirou a espada da bainha ,sentiu algo estranho, a espada estava falando com ela.
- "Vamos diga o meu nome!" –dizia a espada.
- Pelo visto, você tem uma zanpakutou, estou curioso para saber qual é a forma dela. – Grimmjow nem se importava no fato de ela não ser uma shinigami.
Inconscientemente Sayuri estava conversando com sua zanpakutou, era um pouco estranho, enfim.
-"Nome?"
- "Isso, meu nome é..." Ao ouvir o nome da zanpakutou, um pouco receosa disse. –* Hashite, Kitsushiro!
A forma da shikai de Sayuri era um pouco diferente, o cabo da espada era curta de cor preta com detalhes em vermelho, a lâmina da espada era fina prateada, era uma linda zanpakutou, ou melhor, eram duas espadas, menores que uma zanpakutou comum.
Uma espada perfeita para Sayuri.
A morena não tinha idéia do que estava fazendo, mas seja lá o que fosse sabia que não ia conseguir controlar. Sem saber direito o que fazer apontou uma das espadas para Grimmjow, como era uma espada parecida com a do capitão da décima divisão, achou que tinha alguma habilidade especial, ela estava certa, mas a morena não sabia como usar.
Como ela não sabia nem mesmo segurar uma espada de madeira, resolveu tentar fazer o que estava costumada a fazer em casa com cabos de vassoura, sacudindo de um lado para o outro enquanto assistia desenhos de * espadachins!
-Bem, vou usar o que eu aprendi! – Sayuri saiu correndo de qualquer jeito, tinha que fazer alguma coisa, não?
Grimmjow não sabia que ela era uma novata como "shinigami" assim como Ichigo, uma shinigami improvisada!
- Pelo, visto tinha mais uma carta na manga!
Com uma das espadas que estava na mão da morena atacou Grimmjow, que por descuido levou um corte pequeno no rosto e com a outra espada se defendeu de Grimmjow.
A própria garota estava surpresa com que tinha feito, olhou para a zanpakutou e depois para Grimmjow.
- "Quando foi que eu fiz isso? Ou melhor... fui eu quem o fez?.
- Nada mal, mas isso não é o suficiente. – disse num sorriso, era fácil matá-la, quando quisesse.
Se não fosse pela sorte de na hora aparecer ajuda de nada mais nada menos que Ichigo, sabe-se lá o que teria acontecido com Sayuri.
O ruivo estava extremamente pasmo, ele olhou para as mãos de Sayuri, sem duvida era uma zanpakutou, mas desde quando ela era uma shinigami? E onde estava o quimono preto dela? Era estranho.
- Sayuri, por que você não me contou que era uma shinigami? E cadê seu quimono??
A morena dava graças a Deus que veio ajuda, não ia morrer ainda.
- Não sei, talvez porque eu não seja uma.
O outro shinigami improvisado olhou torto para Sayuri, pelo visto iam ter muito o que conversar depois.
- Então depois a gente conversa, e você aí quem é? – perguntou ao arrancar, Grimmjow.
- Não vou ficar repetindo meu nome! Shinigami!
Os dois começaram a lutar, Sayuri via o quanto era amadora, Ichigo conseguia segurar uma espada daquele tamanho como se tivesse segurando um pedaço de papel.
Mas via também seu "companheiro" sendo gravemente ferido, pelo jeito depois que ele morresse ia ser a vez dela.
-Kuso! – dizia enquanto cuspia sangue, ficar lutando naquele lugar apertado não estava ajudando.
O jeito do Grimmjow, mudara de novo, agora parecia que ele tinha voltado ao normal.
-HAHAHAHAHA! Ei, shinigami! Acho que aquela garota luta melhor que você!
- Ora, seu...- resmungava Ichigo.
O ruivo olhou a sala, estava toda estragada, depois olhou para Sayuri que tinha apenas alguns arranhões, será que Sayuri lutava tão bem assim?
E no final, ambos saíram vivos, Grimmjow foi retirado dali quase que a força por Ulquiorra o quarto Espada. Este nem deu atenção para os outros dois.
Apenas fez o que tinha que ser feito.
Vendo que já não tinha mais perigo Ichigo vira para Sayuri e continua aquela conversa. E curioso e um pouco mau humorado por ela não ter dito para ele antes:
- Por que não me contou que era uma shinigami também?
- Digo o mesmo para você. – a morena estava tirando sarro da cara dele, já que ela ainda não era uma shinigami.
O ruivo se senta, estava cansado da luta e sangue escorrendo por todo lado.
- Eu não sabia que você era uma.
A morena olhou para ele e depois para um dos armários que ainda estava inteiro, foi andando rápido até ele e pegou uma caixa de primeiros socorros, foi até Ichigo novamente.
- Talvez porque eu não seja uma. – ela disse tirando algodões, esparadrapos e alguns medicamentos da caixa. – Me dá seu braço.
- Até que você as vezes é gentil. – disse estendendo o braço pra ela, nisso ela encharca o algodão de álcool e esfrega no braço do coitado. – AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!! Isso tá ardendooo!!! Retiro o que eu disse!
- Cala boca e fica quieto!
-E ... – Ichigo estava se lembrando do que estavam falando antes. – Mas você não é uma shinigami? Está de brincadeira comigo?! Cadê sua *Gigai!?
- Do que você está falando? – Sayuri não entendia coisa alguma.
O capitão de cabelos prateados tinha sentido a reatsu de um arrancar e tinha ido correndo até lá, o único porém é que ele chegou um pouco tarde.
- Ichigo, quem estava aqui era o Grimmjow? – muitos conheciam o Grimmjow, menos o Ichigo.
- Sim, era. – Sayuri respondeu pelo ruivo.
Hitsugaya estava observando o local, ia precisar de uma reforma... depois olhou surpreso para a mão de Sayuri, tinha uma zanpakutou? Não era possível? E ainda estava na forma de shikai? Seria possível uma humana como ela fazer tal coisa? Arriscou perguntar- O que faz com uma zanpakutou?
- Bem...- Sayuri pensou por onde deveria começar. – Eu estava fugindo do Grimmjow, aí eu achei essa espada.
Depois de insistirem tanto, a morena contou o que tinha acontecido, desde de quando tinha chego na escola por causa do tal vazamento de água, até naquele momento em que Ichigo aparecera.
- Er... – o capitão começou a falar desconfiado – Tem certeza que era o Grimmjow? Ele não é calmo desse jeito, ele teria te matado na primeira oportunidade e teria colocado abaixo esse lugar!
Como para Sayuri não fazia diferença já que nunca o tinha visto na vida, deu de ombros.
-Bom, isso agora não vem ao caso. – tomado pela curiosidade o shinigami de cabelos prateados pergunta: - Qual é o nome da sua zanpakutou?
- Kitsushiro. – Sayuri não fazia idéia do que estava acontecendo ao redor dela, das confusões cheios de perigos ela ia viver, ter que escolher entre enfrentar inimigos muito mais fortes que ela, ou fazer como sempre fez. Fugir.
Hitsugaya sabia que aquela humana escondia muitas coisas, não que fosse de propósito, mas escondia.
- "Queria que algo diferente acontecesse", me arrependo amargamente de ter dito isso. – Sayuri lamentava consigo mesma.
- De ter dito o que? –o ruivo perguntou curioso.
- Hum? Nada... só estava pensando em algumas coisas, depois a gente se fala... eu vou pra aula.
Mesmo dizendo que ia para a escola Vane não apareceu, isso deixou Sayuri preocupada, será que tinha acontecido alguma coisa com sua amiga? Poderia um arrancar ter aparecido por lá? Provavelmente não, ela não tinha o menor poder espiritual notável.
E depois do ocorrido nenhum dos dois conseguiu prestar atenção na aula, tanto Ichigo como Sayuri estavam preocupados demais para se quer olhar para a lousa ou para o professor. O capitão ficou no terraço mexendo em seu celular, era só que ele fazia naquela escola, ficar no terraço olhando para o seu celular, antes tinha ido para a Soul Society, ver se conseguia trazer mais alguém para ajudar, mas não teve jeito. Somente com sua tropa, mais Renji,Rukia e Hanatarou as coisas não iam dar muito certo, então ele teve uma idéia, não que fosse das melhores, mas pelo menos era uma idéia.
- Não queria fazer isso, mas acho que não tenho muito escolha... – disse para si mesmo, mas do jeito que estava não tinha muito jeito. –Algo me diz que eu vou fazer uma grande besteira.
Ia esperar até a hora do intervalo para falar com Sayuri e o resto do pessoal e foi o que o fez.
-Er...não, obrigada. – sem ao menos pensar a morena recusou na hora.
Rukia que tinha chego fazia pouco tempo, com permissão de seu capitão, veio para dar reforço ao Hitsugaya.
-Pense bem, você pode ajudar a salvar a cidade! – Rukia disse tentando ajudar Hitsugaya.
-Não quero treinar, deixo essa de salvar o mundo para vocês! – estava decida a ter sua vida normal de volta.
-Você tem uma zanpakutou. – Ichigo também tentou convencer a novata.
- Não, não tenho...eu achei aquela espada, ela pertence a outra pessoa. – definitivamente ela queria tirar o corpo fora, a garota não gostava muito de brigar, não que fosse algum tipo de pacifista, mas em todas as brigas que ela entrou, ela mais se machucava do que batia.
-Bah, deixa ela Toushirou! Ela é mesmo uma medrosa! Ela não serve para lutar. – Ichigo estava com menos paciência que o normal.
-Sou mesmo, não nego. – a humana não fazia a menor questão de se defender.
- Nossa, nem pra negar. – naquela conversa, Renji estava no meio.
- Eu até que lutaria, mas eu não levo jeito pra coisa, se querem saber no meu primeiro dia de kendo eu quebrei a mão!!
- Sua anta, por isso do treinamento!! – o ruivo disse aos berros, ele não conhecia esse lado de Sayuri.
- Veja bem, não é que eu queira te envolver nisso, mas eu já não tenho mais alternativas! – esbravejou o capitão.
- Ah... então eu sou apenas um quebra galho? Obrigada pela importância. – Aquilo ofendeu um pouco a humana.
Querendo dar um fim naquela discussão toda Renji se pronunciou.
- Então você concorda, né? ÓTIMO!
Não que Sayuri tivesse concordado com alguma coisa, mas achou que pelo menos tentar valia a pena, e ela estava sonhando em ter sua vida normal de volta. Quando veio-lhe uma duvida.
- Escutem, mas quem vai me treinar?
Ichigo respondeu sem hesitar.
- Toushirou, claro.
- Por quê eu? – Nem passou pela cabeça do capitão que seria ele a treiná-la.
- Ora, por que a idéia estúpida para colocar essa medrosa para lutar foi toda sua. –
Sayuri não estava mais agüentando as palavras rudes de Ichigo e resolveu responder a altura.
- Não precisa ofender, seu FRA-CO-TE!
Como Ichigo é outro que fala sem pensar, disse algo que não deveria.
- Fracote? Você nem deu conta do Grimmjow!
- Eu? Quem aqui está todo arrebentado? Não sou eu! – os dois como sempre, grossos um com o outro.
Hitsugaya veio interferir.
- Parem já com isso! Seu treinamento ficará ao cargo de Urahara Kisuke!
- Ta ferrada! – riu Ichigo
.
Sayuri foi fazer suas ultimas coisas antes de começar o treino, assistiu o restantes das aulas e foi até o seu serviço pedir demissão, seu ultimo dia como uma humana comum...
Vane estava preocupada com Sayuri, mal ficou em casa, chegou atrasada na escola embora tivesse saído mais cedo, ia falar com a morena para saber o que estava acontecendo, porém quando chegou em casa viu um bilhete dela na mesa.
"Vou ficar um tempo fora, não se preocupe... então se cuida."
- Baka...mono...
Sayuri mal sabia que aquele treinamento ia ser uma "delicia".
-Ah! Sayuri- saan, então você veio! – Urahara dizia de um modo meio cantado, era seu jeito de falar.
- É.. meio que naquelas, mas eu resolvi vir...e então como vai ser meu treinamento?
O shinigami de chapéu e sandálias respondeu sorridente.
- Vou te transformar em uma shinigami e aprenderá usar sua zanpakutou em quinze dias!
