Capitulo I
- Já chega! Isso já o suficiente! – o produtor estava cansado daquela banda, mais brigavam do que trabalhavam, entrou com tudo na sala de gravações do estúdio. – Não adianta mais, já dei minha ultima chance à vocês, uma banda não é uma banda se não forem todos amigos, no mínimo se dêem bem. – deu meia volta e saiu de lá direto para sua sala.
- InuYasha! – sua secretária o chamava enquanto passava por ele no corredor, e como sempre correndo atrás dele.
- O que quer Ayame? – perguntou mal-humorado sentado em seu lugar. – Não vê que estou no limite hoje?
- Bom, se o senhor me permite dizer, está sempre de mal-humor. – arriscou a garota, vendo o olhar mais irritado ainda de seu chefe apenas disse o que deveria – hã...bem, estamos perto do natal e gostaria de saber se o senhor vai querer preparar algo especial?
- Não. – respondeu apoiando seu rosto em uma das mãos coçando os olhos em sinal de cansaço – Acho que vou aproveitar semana que vem para viajar – voltou a dizer olhando para uma fotografia de anos atrás que sempre esteve em sua mesa.
- Para onde o senhor vai? Quer que eu prepare passagens ou algo do tipo? - perguntou folheando a agenda em sua mão.
- Não. Preciso de um pouco de paz, vou pro interior algum lugar calmo, por isso estou pensando em ir dirigindo. – respondeu arrumando suas coisas e se levantando. – Já está tarde, como não tem nenhuma gravação de banda minha hoje, vou pra casa, se quiser, está dispensada.
InuYasha, estava em seus 28 anos de idade, havia feito publicidade, mas como grande amante da musica acabou virando produtor musical, um dos mais respeitáveis, seu antigo amigo vivia dizendo que se ele quisesse poderia ser um grande músico, pelo talento que tinha principalmente com o violão. Apesar da pouca idade, trabalhava em sua própria gravadora. Seus empregados raramente o via feliz, de bom humor, a não ser que fosse por causa de algum contrato que ele tanto esperava. Esse sentimento, felicidade, tinha saudades de poder dizer que estava feliz, mesmo tendo uma carreira de sucesso.
Aos 18 anos, InuYasha vivia com sua mãe numa pequena cidade do interior, não muito longe da capital, onde todos se conheciam. Sempre sonhava em ir morar na capital, ter uma carreira de sucesso, sair daquele lugar, que chamava de fim de mundo. Mas agora, talvez a única coisa que ele desejava naquele momento era voltar a ter aquela vida de antes na cidadezinha pacata.
- Alô? – a voz do outro lado da linha
- Oi mãe! É o InuYasha. – ele estava sentado de qualquer jeito no sofá de seu apartamento, com a gravata solta, metade da camisa aberta e descalço com os pés em cima da mesa de centro.
- InuYasha! Meu filho! Aconteceu alguma coisa de ruim? Não parece estar com a sua voz alegre de sempre. – a mulher do outro lado da linha, estava empolgada, depois de muitos anos seu filho estava ligando.
- Não aconteceu nada, apenas liguei pra saber como está – ele estava com a voz mole, de quem acabou de acordar.
- Eu estou bem Inu. E com você? Às vezes aparece alguma coisa sobre você no jornal, parece que conseguiu o que sempre quis não é?
- É sim mãe, com muito esforço, mas consegui. – passaram alguns segundos de silêncio quando voltou a falar – mãe?
- Sim, querido
- Como a Kagome está? – estava nervoso agora, a ultima vez que a vira, ela estava numa cama de hospital inconsciente.
- Acredito que ela esteja bem, faz dez anos que não tenho noticias dela também.
- Como assim? Não estou entendendo. Ela não está ai? – surpreso havia sentado direito e olhando um ponto fixo no tapete de sua sala, prestando a maior atenção possível nas palavras de sua mãe.
- Não querido. Ela fez o mesmo que você, assim que teve alta do hospital, arrumou as coisas e foi embora.
- E...e...onde...- respirou fundo – pra onde ela foi?
- Bom a mãe dela disse que ela aceitou aquela bolsa pra estudar em Londres.
- Londres? A garota que mal conseguia dormir fora de casa foi pra Londres? – começou a rir baixo com a ironia que aquilo se tornou ou por puro nervosismo. Sua mãe também havia rido do comentário do filho – bom, mãe, tenho que desligar, é meia noite e tenho que levantar cedo amanhã.
- Tudo bem filho, se cuida. Ligue mais vezes...
- Prometo que vou tentar, tchau – colocou o telefone no gancho. Então, ele não foi o único a tentar fugir daquela culpa.
Kagome foi a grande paixão de sua vida, nunca teve coragem de dizer isso a ela, cresceram juntos, afinal eram vizinhos, grandes e inseparáveis amigos, quando se declarou, se sentiu o homem mais sortudo do mundo ao ser correspondido, mas no dia seguinte não havia sido nada maravilhoso.
InuYasha mesmo cansado havia se oferecido para dirigir na volta da viagem em que os quatro amigos estavam fazendo em comemoração a formatura. O que resultou numa batida de carro, quando acordou estava no hospital, havia recebido a notícia de que Miroku, seu melhor amigo e irmão de Kagome, Sango, melhor amiga de Kagome, haviam sobrevivido. Kagome estava inconsciente já fazia 3 dias, acabaram perdendo o enterro de seus amigos. Depois disso, não tinha mais coragem de olhar para Kagome assim que ela acordasse, nem para a mãe deles, de tamanha a culpa que estava sentindo.
Logo que recebeu alta, arrumou suas coisas e foi para a capital.
Agora, depois de dez anos havia ligado para sua mãe.
- Ayame, venha à minha sala agora. – havia acordado cedo, e agora mais do que nunca estava com coragem de fazer o que deveria ter feito há muito tempo.
- Sim! – a moça levantou correndo, pela velocidade em que seu chefe passou pela sua mesa.
- Vou mesmo viajar, então quero que remarque tudo que eu tiver para só depois do Natal, e o que não der... – ficou em silencio por um tempo – ...que se fodam. – Ayame riu baixo pelo modo de como InuYasha estava ao menos parecendo bem humorado.
- Certo, pode deixar. Mais alguma coisa?
- Não, vou só da uma passada pelos estúdios pra ver como andam as gravações e já vou indo. - respondeu pegando uns papéis em sua mesa e colocando tudo numa pasta.
- Tudo bem.
InuYasha saiu da gravadora, foi direto pra casa, deixou uma mensagem na secretaria eletrônica da namorada dizendo que estava indo viajar sozinho pra colocar seus pensamentos em ordem.
Havia feito uma mala pequena, com pouca coisa. Saiu trancando a porta, desceu até a garagem colocou a mala no porta-malas de seu carro. Entrou, deu a partida e foi.
Se parasse pra pensar sobre o que estava fazendo com toda a certeza perderia a coragem e daria meia volta.
Quando já estava na estrada acabou passando pelo local do acidente, não resistiu e encostou, desceu e olhou para onde o carro havia capotado na época, era uma descida e tanto, era difícil de acreditar que ele e Kagome haviam saído vivos.
Deu mais uma olhada a sua volta, respirou fundo e voltou para o carro continuando sua viagem.
Depois de mais ou menos 1 hora e meia de viagem entrou na cidade. Nada havia mudado, ainda era a mesma coisa de anos atrás. Como estava com fome, parou na padaria; quantas vezes ele e seus amigos iam lá para apenas ficar batendo papo e comendo os maravilhosos pães doce que apenas aquele lugar tinha, InuYasha nunca achou outra padaria tão deliciosa como aquela.
And this is where I grew up
I think the present owner fixed it up
I never knew we'd ever went without
The second floor is hard for sneaking out
(Este é o lugar onde eu cresci
Eu acho que o atual proprietário já consertou
Eu nunca soube que nós nunca ficamos sem
É difícil fugir do segundo andar) (1)
- Por favor, uns 4 pãezinhos doces? – pediu InuYasha ao garoto que estava no balcão arrumando alguma coisa, quando o menino reconheceu InuYasha levou um susto.
- InuYasha? – perguntou o garoto impressionado.
- Ahn? – respondeu distraído, dando mais atenção ao ambiente a sua volta
- Sou eu, Shippou! – fala o garoto empolgado, apontando para si mesmo, deveria ter uns 18 anos.
- Shippou? – deu uma boa olhada no garoto - A ultima vez que te vi você era um pirralho!
- Agora sou um homem! – se gabou o garoto – Tenho 18 agora, a idade que você tinha quando foi pra capital.
- Hahahahaa! – riu meio sem graça - È sim, eu tinha isso mesmo. Agora vê pra mim os pães que estou com fome.
- Ah sim! – Shippou logo foi pegar o pedido, voltou já com os pães dentro de uma saco de papel – Aqui. Mas me fala, que está fazendo aqui?
- Ver minha mãe, ir dá um oi pros meus amigos – deu o dinheiro já certo para o garoto e foi indo embora – vou indo, tchau!
Quando ia entrar no carro, avistou um parque do outro lado da rua, onde sempre costumava brincar quando era criança e namorar quando era adolescente. Foi até lá, sentou-se em um dos balanços e começou a comer os pães que havia acabado de comprar, sempre olhando a sua volta, lembrando das brincadeiras que fazia com Sango e de como sempre dava um cascudo no Miroku quando falava algo que não lhe agradasse. Até mesmo brincando de pique-esconde com Kagome quando moleque.
InuYasha percebeu que estava começando a chover, o que fez com que ele voltasse para o carro. Indo em direção a sua antiga casa, acabou passando na frente do colégio onde estudou. Apesar de que matava mais aula com Miroku, do que assistir como Kagome e Sango. Acabou também passando na frente da delegacia, quantas vezes acabava indo pra lá depois de aprontar alguma coisa. InuYasha acabou rindo do próprio pensamento de como ele era um moleque que não parava quieto.
And this is where I went to school
Most of the time had better things to do
Criminal record says I broke in twice
I must have done it half a dozen times
(Este é o lugar onde eu estudei
Na maior parte do tempo eu tinha coisas melhores pra
fazer
Fichas criminais dizem que eu invadi propriedade duas
vezes
Eu devo ter feito isso umas seis vezes) (1)
Parou o carro, estava na frente da casa de sua mãe. Ainda garoava um pouco e já tinha escurecido. De dentro do carro havia reparado que as luzes da sala estavam acesas, sua mãe devia estar vendo Tv.
Desceu, pegou a mala do carro e caminhou até a porta onde tocou a campainha, depositando sua mala no chão.
Esperou.
Esperou mais um pouco, e tocou a campainha novamente.
Percebeu que a luz do corredor fora acesa, segundos depois sua mãe abriu a porta.
- InuYasha! – a mulher foi logo abraçar o filho recém chegado.
- Oi mãe. – correspondeu ao abraço da mãe.
- Mas que surpresa, por que não avisou ontem que vinha, teria deixado seu quarto aberto pra tirar o cheiro de fechado. – disse a mãe dele o puxando para dentro – entre logo está congelando ai fora.
I miss that town
I miss the faces
You can't erase
You can't replace it
I miss it now
I can't believe it
So hard to stay
Too hard to leave it
If I could relive those days
I know the one thing that would never change
(Eu sinto falta daquela cidade
Eu sinto falta dos rostos deles
Você não pode apagar
Você não pode substituir isso
Eu sinto falta agora
Não posso acreditar
Tão difícil de ficar
Muito difícil de partir
Se eu pudesse reviver aqueles dias,
Eu sei que uma coisa nunca mudaria)(1)
Já era tarde da noite quando foi dormir, entrou em seu antigo quarto, deixando sua mala ao lado da porta. O quarto estava quase do mesmo jeito que havia deixado, os mesmos livros na estante, os mesmos cd's em cima da mesa perto do radio, o porta-retrato com a foto dos 4 na mesa de cabeceira da cama e o álbum de fotografia aberto na sua escrivaninha, ainda na página de onde havia retirado a foto que agora estava em sua sala na gravadora.
Every memory of looking out the back door
I had the photo album spread out on my bedroom floor
It's hard to say it, time to say it
Goodbye, goodbye
Every memory of walking out the front door
I found the photo of the friend that I was looking for
(Toda lembrança de vigiar a porta de trás
Eu deixava o álbum de fotos espalhado no chão do meu quarto
É difícil de dizer
É hora de dizer
Adeus, Adeus
Toda lembrança de sair pela porta da frente
Eu encontrei a foto do amigo que eu estava procurando)(1)
Sentou na cadeira de sua escrivaninha, ligou a luminária da mesa, e começou a olhar as fotos de seus amigos. Abaixou a cabeça apoiando em suas mão com os dedos entrelaçados no cabelo.
Cada foto uma lembrança, uma saudade.
Ao ver aquelas fotos se sentia ainda mais culpado pelo acidente, mesmo sua mãe dizendo de que ninguém tinha culpa de nada.
Não estava mais agüentando, abaixou a cabeça sobre o álbum de fotos e não segurou mais suas lagrimas. Não importando se tinha 5 ou 25 anos.
It's hard to say it,
time to say it
Goodbye, goodbye
(É difícil de dizer
É hora de dizer
Adeus, Adeus)(1)
- Meu filho, trouxe alguns lençóis e... – sua mãe entrou no quarto percebendo como seu filho estava. Deixou as coisas em cima da cama e foi ao seu lado, passando a mão em suas costas – Chora filho, pode chorar tudo o que não chorou nesses anos todos.
Capitulo II
No dia seguinte, InuYasha acordou cedo...
- Bom dia filho! – cumprimentou a mulher sorridente
- Bom dia – respondeu ele, que sentou de forma desajeitada na mesa, já apoiando a cabeça na mesa de tanto sono.
- Não dormiu bem? – pergunta ela, trazendo algumas coisas para a mesa.
- Na verdade, desisti de tentar dormir – disse InuYasha ainda de cabeça baixa.
Depois de comer, decidiu andar um pouco pela vizinhança, afinal, não tinha muito o que fazer. Voltou pra casa no final da tarde.
- Cheguei. – disse entrando na sala, retirando os sapatos.
-Vai querer comer alguma coisa? Ficou o dia todo fora. – perguntou a mulher sentada no sofá na frente da tv.
- Não, comi na rua mesmo. – respondeu sentando ao lado da mãe.
- Filho, você sabe que seria melhor que você comesse algo caseiro, vai saber o que tem ...
- Nessa comida e blábláblá...mãe escuto isso a minha vida inteira, e ainda estou vivo, certo? E eu não sou mais criança. – completou o sermão da mãe, que sempre o repreendia quando comia fora de casa quando menor.
- Eu sei disso filho! – se voltou para o filho sorrindo docemente.
Ficaram um tempo vendo televisão em silencio, na verdade quem estava vendo era sua mãe. InuYasha poderia estar olhando para a tela, mas estava mais vagando por sua mente do que prestando atenção em alguma coisa.
Lembrava-se de quando deveria ter uns 15 pra 16 anos de idade, a baderna que ficava a sala de sua casa, saiam do colégio, ficavam na rua a tarde inteira e quando voltava pra casa trazia seus amigos junto. A mãe de Kagome e Miroku passava a tarde em sua casa conversando com sua mãe sobre futilidades até eles chegarem.
Suas mães eram amigas desde sempre, uma ajudava a outra na criação de seus filhos, já que não tinham um homem para ajudar.
O Pai de Kagome chegou a falecer quando Kagome tinha um ano de idade, Miroku também não se lembrava dele, ele e sua irmã eram gêmeos.
O pai de InuYasha ainda estava vivo, mas quando ele soube que sua mãe estava grávida, a deixou. Sua mãe havia dito que seu pai na verdade tinha outra família e um filho. Izaoy, nunca aceitou nada dele, nem mesmo dinheiro, se ele a abandonou que a deixasse de vez, e foi o que ele fez. InuYasha só conhecia seu pai por foto, mas sempre dizia que se o visse algum dia a única coisa que queria fazer era dar um soco.
- Mãe? – chamou InuYasha
- Espere um minuto filho, a novela já vai acabar. – ele revirou os olhos e olhou para o outro lado da sala.
- Posso falar agora? – perguntou virando-se para sua mãe.
- Sim querido, fale.
- Sabe se a tia Higurashi está em casa?
- Deve estar, ela apareceu aqui de tarde perguntando se você tinha voltado.
- Que? Como ela sabe? – InuYasha se mostrou surpreso
- InuYasha, seu carro está parado aqui em frente.
- Ah é! – Izaoy se levantou e foi até a cozinha, enquanto ele ainda estava no sofá. – A tia Higurashi não vem mais aqui?
- Claro que vem, só que não com tanta freqüência como antes.
- Ahh! Bom, vou tomar um banho – disse para si mesmo, se levantou e foi para o quarto.
Assim que saiu de seu quarto, depois de banho tomado, foi para a sala sentindo o cheiro maravilhoso da comida de sua mãe. Entrou na cozinha, mas sua mãe não estava lá, foi ver o que estava no fogão cheirando tão bem.
- Nada de provar antes de estar pronto Inuyasha – sua mãe entrou na cozinha bem quando iria dar uma beliscada
- M pegou no flagra! – disse InuYasha fingindo desapontamento. – eu vou indo então.
- Pra onde está indo? Não vai jantar? – perguntou a mulher ao filho
- Acho que devo uma visita a tia Higurashi, volto a tempo de jantar, não se preocupe. – respondeu InuYasha vestindo os sapatos perto da entrada da casa. – fui.
Atravessou a rua e pronto, já estava na casa de Kagome. Eram vizinhos de frente, e InuYasha, Kagome e Miroku se tornaram amigos mais por ser uma rua de apenas idosos do que por outra coisa.
Caminhou até a porta de entrada, em seguida tocou a campainha, não demorou muito para abrirem.
- InuYasha! – exclamou a mulher a sua frente, já indo abraçar
- Oi tia Higurashi. – cumprimentou ele, dando um abraço na mulher.
- Sua mãe disse que tinha voltado, mas não pensei que fosse vir me visitar. – disse ela puxando InuYasha para dentro de casa, indicando o sofá para que sentasse.
- Acho que devo um pedido de desculpas à senhora. – confessou InuYasha, sentado na beira do sofá, olhando docemente para a mulher à sua frente. InuYasha sempre a considerou como uma segunda mãe, e até admitia que as duas eram muito parecidas.
- Não entendo, por que estaria me devendo isso InuYasha? – perguntou a Srª Higurashi
- Bom...- ele engoliu seco, sempre foi difícil falar sobre o acidente – eu que estava dirigindo o carro, além de que, fui embora antes da Kagome acordar. Ela ainda deve estar uma fera comigo.
- Primeiro... a Kagome realmente está uma fera com você, e segundo, você pode dar quantas desculpas quiser, mais isso é uma coisa que eu não vou aceitar – ela fez uma pausa, tempo dele abaixar a cabeça – porque ninguém teve culpa do que aconteceu, então não há desculpas a serem pedidas.
- Nunca vou conseguir convencer a senhora do contrário, não é? Você é mais insistente que minha mãe... – disse InuYasha com uma expressão divertida
- Sim, sim – ela levantou e foi até a cozinha, voltou com uma xícara de chá nas mãos e a entregou a InuYasha – tome, está muito frio hoje.
- Obrigado – aceitou InuYasha, aquecendo suas mão na xícara quente. – será que eu poderia...
- Dar uma olhada no quarto do Miroku? – interrompeu a mulher, já sabendo o que ele queria, ele sorriu como resposta – claro, pode levar o chá.
- Obrigado, novamente – InuYasha se levantou e começou a subir a escadas quando a Srª Higurashi o chamou
- InuYasha? Vai jantar aqui? – perguntou ela da ponta da escada
- Sinto muito, minha mãe está me esperando pra jantar, sabe como ela é, não vai desgrudar do filhinho que acabou de chegar. – respondeu voltando se para a mulher
- Sim, entendo.
Nas paredes da escada eram cheios de porta retratos pendurados. Havia fotos de várias pessoas, do Sr Higurashi antes de falecer, da Kagome quando criança, mas uma em especial chamou sua atenção, não lembrava do dia que tirara essa fotografia. Era da Kagome com ele e o Miroku, deveriam ter uns 6 anos de idade, Kagome estava com a carinha de quem havia acabo de chorar e se agarrando na manga do InuYasha, o Mirok com algum chapéu esquisito na cabeça fazendo graça e ele com a cara de emburrado que sempre fazia pra tirar fotos.
Look at this photograph
Everytime I do it makes me laugh
How did our eyes get so red
And what the hell is on Joey's head
(Olhe para esta foto
Toda vez que eu olho, ela me faz rir
Como nossos olhos ficaram tão vermelhos?
E que diabos é aquilo na cabeça do Joey?) (1)
Havia ficado tanto tempo olhando para a foto que já tinha terminado com o chá, voltou, deixou a xícara em cima da pia e voltou, dessa vez, sem paradas no meio do caminho.
Entrou no quarto de seu amigo e começou a fuçar em tudo que ele tinha, revistinhas, cartuchos de vídeo game, Miroku sempre foi alguém que gostava mais da tecnologia do passado do que da ultra tecnologia que existia. Seu vídeo game era um dos mais antigos, ainda funcionava perfeitamente, ele era alguém que sempre valorizou cada momento que vivia, InuYasha acreditava agora o porque desse lado do amigo.
Enquanto estava lá mergulhado naquele mundo da saudade, ouviu um carro chegando, olhou pela janela e o viu sendo estacionado na frente da casa, não deu muita atenção a isso, deveria ser alguma amiga da Srª Higurashi.
- Oi! Voltei! – entrou uma moça na cozinha praticamente gritando, toda feliz.
- Filha! Quer me matar de susto? – disse a senhora, sendo abraçada por traz pela filha
- Que isso, depois desse tempo todo a você vai brigar comigo só por causa de um sustinho! – a senhora virou e abraçou a filha
- Estava morrendo de saudades.
- Não seja dramática mamãe – brincou a moça se soltando da mãe. – mas, também estava com saudades, e pelo que parece cheguei na hora certa do jantar!
- Claro! Você sempre chega, parece que tem faro pra isso. – disse a mãe divertida.
- Então mãe, está com visita hein? Ainda mais um homem.
- Não entendo.
- Ah, mãe, vi os sapatos dele na porta. – explicou a filha, abraçando novamente a mãe pelas costas.
- Ah sim!
- Hum...namorado? – a moça riu com o próprio comentário.
- Isso é coisa que se diga! Não tenho mais idade pra isso, e você sabe que eu não substituiria seu pai por ninguém, e ele é jovem de mais. É apenas o filho de uma amiga. – disse ela sem revelar quem realmente era, se divertindo internamente.
- Tá bom então! Vou subir e tomar um banho pra gente jantar, ai eu aproveito e conheço esse tal amigo. – ela não teve tempo nem pra se virar.
- Tia, ouvi uma gritaria está tudo... – InuYasha entrou na cozinha se deparando com Kagome. Os dois se encaravam seriamente, ninguém falava nada.
This time, This place
Misused, Mistakes
Too long, Too late
Who was I to make you wait
Just one chance
Just one breath
Just in case there's just one left
Cause you know,
you know, you know
(Esta vez, este lugar
Maltratado, erros
Tempo demais, tão tarde
Quem era eu para te fazer esperar?
Apenas uma chance
Apenas uma respiração
Caso reste apenas um
Porque você sabe,
Você sabe, você sabe) (2)
- O que está fazendo aqui? – perguntou Kagome com desprezo.
Continua...
