Capítulo 1
A primeira coisa que viu ao abrir os olhos foi a viela mal iluminada da qual partira, ao lado de um pequeno boticário na Travessa do Tranco – um beco mal freqüentado que nenhum cliente cuja boa reputação quisesse preservar entraria – o lugar ideal para realizar um feitiço pouco convencional. O problema agora seria descobrir se o feitiço dera certo, a primeira vista nada parecia diferente, talvez o lugar estivesse um pouco mais limpo, porém isso poderia não passar de impressão sua, sua vontade subconsciente de ter dado tudo certo. Mas suas analises foram rapidamente interrompidas por uma forte tontura que faz o mundo girar a sua volta, os joelhos tremeram e ameaçaram levá-lo de volta ao chão do qual acabara de ser erguer. Harry, porém, rapidamente convocou toda força que lhe restava – o que aparentemente não era muito – e endireitou-se devagar, olhando para todos os lados, cobriu sua cabeça com o capuz da capa que usava e deixou a pequena viela. Sair da Travessa do Tranco foi mais fácil do que quando teve de entrar, o lugar parecia mais movimentado do que antes e não tão escuro. Talvez tivesse mesmo dado certo, talvez estivesse em um mundo diferente...com o coração explodindo dentro de seu peito ele entrou no Beco Diagonal.
Muitas pessoas percorriam a rua aquela hora, Harry supôs que deveria ser quase meio-dia já que sol estava alto, e ninguém parecia muito preocupado com um possível ataque. As lojas eram as mesmas – o que o deixou novamente inseguro quanto ao sucesso da viagem – mas sua aparência era um pouco diferente. Alguns detalhes como cores e logotipos que não eram os mesmos dos quais se lembrava, nada muito concreto entretanto. De repente algo em seu campo de visão chamou-lhe a atenção, fazendo-o estacar. No outro lado da rua uma placa de madeira roxa com letras prateadas acima de uma vitrine colorida, cheia de brinquedos e jogos infantis anunciava: Vegas' Dreams. Ele jamais vira aquela loja antes, a esperança brotou em seu peito e sem perceber de fato o que fazia, começou a ir em sua direção. No meio do caminho, contudo, foi forçado a parar devido a uma forte tontura que apoderou-se de todo seu corpo, enfim a exaustão vencia sua força de vontade. Fechou os olhos e esperou o fatídico choque contra o chão que viria a seguir, mas esse nunca aconteceu. Sentiu, antes, dois braços fortes envolverem seu torço e um grito agudo ressoar em seu cérebro até perder os sentidos.
No mesmo momento que Harry entrava nessa nova realidade, em outro local – poucas milhas distante – uma forte energia emanara de um dos três homens que até alguns instantes atrás conversavam descontraidamente sobre as últimas notícias que permeavam as páginas do Profeta Diário, em especial, o possível retorno de Lorde Voldemort. A conversa tornava-se cada vez mais tensa quando ocorreu o incidente, o grito de Remus colocando os outros dois em pé e ao seu lado no passo de um segundo. Uma luz dourada foi violentamente expelida de seu corpo frágil, desaparecendo com a mesma rapidez que surgira. Contudo, deixava para trás um vazio extremo no âmago do lobisomem, um vazio que por mais de 14 anos estivera preenchido.
"Lucas..." murmurou, antes de perder a consciência.
Sirius e James olharam-se apreensivos. Nenhum dos dois conseguia entender o que havia acontecido, mas o primeiro tinha a ligeira impressão de que algo mudara profundamente. Suas vidas estavam para dar uma volta de 180 graus, e ele só podia rezar que fosse para melhor.
O que ninguém presenciou – nem mesmo aqueles que habitavam as partes mais escuras da mal freqüentada Travessa do Tranco – foi a mesma luz dourada e poderosa de antes agasalhar e ser absorvida por uma pequena forma, encolhida em um chão sujo.
Pouco a pouco ele foi voltando a si, o primeiro sentido a voltar foi o tato e com ele percebeu que estava deitado em algo macio, provavelmente uma cama. O segundo foi a audição e pelo que podia escutar não havia ninguém por perto, ótimo pois ele precisava pensar no faria a seguir. O terceiro foi o olfato e esse infelizmente não captou nenhum cheiro de comido, o seu estômago deu um alto grunhido de desapontamento. A seguir e lentamente, Harry foi abrindo os olhos e deu graças a Deus quando percebeu que o lugar onde estava se achava na mais completa escuridão, a pouca luz que penetrava por uma pequena fresta nas cortinas que cobriam de cima a baixo uma janela a sua frente revelava um quarto pequeno com uma cama de dossel, um armário de madeira trabalhada com estrelas e meia luas ao lado da porta à direita e uma pequena escrivaninha trabalhada aparentemente da mesma forma com um espelho em cima à esquerda. Os únicos barulhos que conseguia ouvir vinham da rua e nesse sentido eram muitos: sons de corujas, gatos, cachorros e passos humanos soavam lá fora, vozes exaltadas e certamente enroladas chegavam aos seus ouvidos e ele sentiu o rosto aquecer com alguns dos comentário crus e impertinentes que podia discernir. Tudo levava a crer que a madrugada ia alta. As primeiras horas de um novo dia...mas que dia? E onde estava?
Uma gota de medo, como aquela que pinga na superfície espelhada de um rio, pareceu vibrar seu corpo em ondas cada vez maiores que as anteriores. Puro pânico tomou conta de sua consciência quando finalmente o impacto do que havia feito o atingiu. Estava sozinho, em um universo totalmente diferente no qual ninguém o conhecia. Respirou fundo e tentou se acalmar. O que estava feito, estava feito. Não poderia voltar atrás mesmo que quisesse e de qualquer forma, no fundo (onde o medo do desconhecido não conseguia alcançar), ele sabia que tinha sido a coisa cera a fazer. Agora era hora de olhar para frente e decidir o que faria a seguir. Certamente não poderia se apresentar como Harry Potter, todos saberiam ser falso, afinal mesmo que o nome em si no fosse tão famoso quanto era em seu mundo, os Potter eram uma das 14 famílias que fundaram a sociedade britânica de magia, o nome por si só chamaria atenção de muitos. Ou não? Quão diferente seriam as coisas nesse lugar? Quais eventos teriam sido diferentes? Se fosse muito ruim será que poderia realizar o feitiço de novo? Ir para outro lugar...não, não era o momento de pensar assim. Precisava raciocinar com clareza. Criar uma nova identidade para si deveria ser o primeiro passo. Um nome. Harry não queria se afastar muito de suas origens por mais arriscado que fosse, talvez pudesse homenagear as pessoas que mais significado tiveram em sua vida de uma forma bem simples: Orion era o segundo nome de seu padrinho, Lucas era o nome que aqueles que o amaram como filho haviam lhe dado por sugestão de seu pai biológico e Evans não apenas por ser pouco conhecido, mas por ser o nome de solteira de Lili, a única figura materna que teve em sua vida. Molly Weasley era uma boa mulher, mas nunca pôde considera-la como uma mãe. Era a mãe de Ron e de mais seis, a seu ver 7 já estava mais do que suficiente. Certo, concluiu depois de considerar todas as possibilidades que lhe vieram a cabeça, Orion Lucas Evans seria seu novo nome. Humm...precisaria de documentos, mas sendo menor de idade não seria muito fácil consegui-los. Outro problema invadiu seus pensamentos com a rapidez de um raio: sua aparência. Não podia andar por aí parecendo de um Potter, precisaria mudar alguns detalhes se não quisesse atrair atenções para si. Olhou para o espelho, na parede ao lado e começou a se levantar para ir até ele quando lembrou que precisaria de sua varinha para fazer as mudanças, observando o quarto escuro percebeu que deveria Ter começado pelo óbvio: luz. Precisava de luz, luz, onde pod...hã. O quarto explodiu em luz como se um pequeno sol surgisse a sua frente. 'Menos' pensou, sem entender o que estava acontecendo mas desejando mais que tudo que a luz diminuísse. Pouco a pouco o brilho que emanava de uma pequena esfera de luz no centro do teto do quarto foi diminuindo, até se tornar tão suave quanto os raios do sol poente. 'O que foi...espera isso...', seu olhar se fixou na pequena esfera de luz solar "Lumos Solem" suspirou Orion com admiração, como ele fizeram aquilo nem poderia imaginar. Desviando o olhar, passou a procurar sua varinha e a encontrou do lado da cama, em uma cabeceira de madeira também trabalhada. Estendendo a mão na direção dela, deu o primeiro passo para ir até a cabeceira, quando sua varinha voou para a mão estendida sem que ao menos pronunciasse qualquer encanto para convocá-la. Esquisito era pouco, não saberia dizer se tratava-se de magia acidental ou não. Das duas vezes o intento estava claro em sua mente, como quando pronunciou o feitiço que o trouxera aqui, mas nesses dois caso não tivera a intenção de realizar a magia. Talvez precisasse de um novo teste. Largando a varinha na cabeceira, deu alguns passos para traz e estendeu a mão concentrando-se em trazer a varinha para ele e um segundo depois já a tinha. Mas dessa vez, estando concentrado, pode sentir a mágica agindo por seu corpo com um canal (como se todo seu corpo fosse uma varinha) e o fluxo que partiu dele para realizar seu intento. Confusão era pouco para definir o estado de sua mente naquele momento. O que estaria acontecendo perguntava-se sem parar, a cabeça girando ante as inúmeras possibilidades, mas todos sabiam que magia sem uma varinha era impossível para bruxos e bruxas, quer fossem poderosos ou não. Poderia estar enganado a esse respeito, seria possível?
Tentando desanuviar a confusão que se instalara sobre ele, Orion decidiu concentrar-se no que era essencial naquele momento: remover o glamur ou pelo menos alterá-lo. Dirigindo-se ao espelho, mais um choque o tomou de surpresa. Seu glamur fora removido: seu cabelo não lembrava mais um ninho de rato, pelo contrário, suaves anéis de um preto luminoso escorriam até um pouco abaixo dos ombros, os olhos continuavam maiores que o habitual mas o verde dera lugar ao dourado e suas lábios estavam mais cheios e vermelhos do que nunca; a pele assumira um tom caramelo, clara e fresca, as poucas sardas que possuía desapareceram por completo; suas feições estavam mais suaves e algo aristocráticas. A altura era a mesma, 173cm, mas seu corpo perdera um pouco do volume anterior para tornar-se mais esbelto, os anos de quadribol e os genes lupinos de seu pai garantindo-lhe músculos bem definidos. 'Graças a Merlim, mais um pouco e me confundem por garota'. Realmente o novo visual lhe caíra muito bem, mas como ele nunca se preocupara com a aparência antes não via razão para começar agora. Contudo, pequenos ou grandes detalhes foram chamando sua atenção a medida que se auto-analisava: o primeiro e mais notável deles, sua visão estava perfeita (e suspeitava que até um pouco melhor que o normal); outros, como os cachos e o tom de pele, só poderiam ter sito herdados de seu segundo pai e uma única pessoa que ele conhecia tinha essas mesmas características (embora a pele fosse um pouco mais escura): Sirius. Mas seria possível?
Tão distraído estava em suas conjecturas que não notou a porta do quarto se abrir lentamente ou a pessoa que dava os primeiros passos para dentro do aposento, até que esse o interpelou em voz baixa:
"Você está bem?"
Girando no eixo, a mão fazendo menção de puxar a varinha, Orion encarou a pessoa que estava próxima a porta, mentalmente repreendendo-se por ser idiota o bastante para ser pego desprevenido em um lugar desconhecido. Era um menino, da sua idade ou um ano mais velho, cabelos castanhos claros e olhos escuros como carvão, alguns bons centímetros mais alto, peito e ombros mais largos. Tinha o físico perfeito para ser um batedor ou goleiro.
"Eu...ah" – 'Droga, e agora?'
"Eu vi a luz e..." o garoto pareceu perceber o que ele estivera fazendo em continuou - O seu glamur se desfez ontem. Nós primeiro achamos que você fosse um dos meus colegas de Hogwarts, porém quando mandamos uma mensagem para os familiares desse meu colega eles disseram que devia ser um engano.
"Família..." Orion sentiu uma pontada de pânico começar a crescer em seu peito. "Que familia, eu não...eu não sei..."
"Os Potter, você parecia muito com Harry Potter antes. Mas agora não, bem você nem mesmo parece ter a mesma idade de antes. Quantos anos você tem?"
"Acho que 14 se ontem foi 31 de julho." E então percebendo o que havia dito, arregalou os olhos ainda mais "Merlim, eu dormi por uma semana?!"
"Ah é, você me deu um tremendo susto despencando daquele jeito na frente da nossa loja. Teria levado uma pancada feia se eu não tivesse conseguido segura-lo a tempo, sua sorte que minha mãe é uma excelente medi-bruxa e tratou de você rapidinho. Só que com o nível de exaustão mágica que você tinha, ninguém poderia imaginar quando você acordaria. Mamãe previa uma mês, sabia?"
"Um mês? Nossa! Espera, você disse loja?"
"Ah que bobeira a minha, esqueci completamente de me apresentar. Meu nome é Tyler Logan, minha família é dona da Artigos de Qualidade para Quadribol e nós moramos no segundo andar. Eu estava realmente preocupado sabia, principalmente quando descobrimos que você usava um glamur e parecia ter uns trezes anos. Mamãe quase teve um ataque quando você começou a mudar, mas eu achei bem legal! Combina mais com você."
"Br-brigada" disse esboçando um sorriso embaraçado, o primeiro em meses.
"Qual é, só falei a verdade carinha. Agora é a sua vez, por que não diz seu nome e o que diabo você fez para reduzir tanto os seus níveis de magia" respondeu Tyler mais animado, sentando-se na cama e mencionado para Orion fazer o mesmo.
"Tudo bem, eu devo pelo menos isso a você e sua família. Mas primeiro preciso saber se vocês contaram para alguém que eu estou aqui, eu...bem, a minha situação é um pouco complicada. Eu gostaria de evitar complica-la mais ainda, entende?"
"Acho que sim, pelo menos vou quando você explicar um pouco melhor. Mas não precisa se preocupar que ninguém vai bater a nossa porta procurando você. Depois daquela mancada com os Potter, meu pai achou melhor esperarmos para que você acordasse para decidir o que fazer. Enquanto isso, nós temos procurado no Profeta Diário informações sobre uma criança desaparecida, mas não há nada. Seja lá que você for, ninguém parece estar te procurando..."
"Nem poderiam" o menino mais jovem murmurou baixinho e mais alto falou – me chamo Orion Evans, mas duvido que alguém vá procurar por mim, sou órfão. Os únicos parentes que tinha abandonei quando vim para cá.
"Veio de onde? E porque?"
"Boa pergunta, Ty. Isso é o que nós também queremos saber, se importa de responder meu jovem?" a voz era amigável mas grave e fez os dois garotos sentados na cama erguer rapidamente a cabeça.
Um casal na casa dos quarenta anos de idade encontrava-se parado a porta. O homem, assim como a voz tinha uma expressão amigável embora os olhos tão escuros quanto os do filho transmitissem toda a seriedade que ele dedicava àquela ocasião. Era alto e encorpado, os cabelos castanho escuros eram quase pretos, bem como seus olhos. Tinha o mesmo porte atlético do filho. Já a mulher, que tinha um expressão preocupada porém gentil, era loira e miúda, os cabelos caíam em ondas por seus ombros. Sua voz soou melíflua pelo aposento silencioso:
"Não se preocupe em começar tudo outra vez, ouvimos boa parte do que voc6es dois conversaram, peço desculpas por não termos nos apresentado antes mas não queríamos atrapalhar a conversa. Meu nome á Sarah e meu adorável maridinho aqui é Henry. No entanto a curiosidade é um dos piores defeitos dessa família e acabou vencendo nossa boas intenções" brincou tentando desanuviar o ambiente pesado.
"Tudo bem, como eu disse antes sinto que devo pelo menos isso vocês. Sou muito grato por terem me ajudado, eu não sou daqui e bem, acho que seria mais fácil começar bem do início para deixar as coisas mais claras. Do jeito que elas são, não sei nem se vocês poderão acreditar em mim de qualquer forma – dito isso ele soltou o cordão de couro marrom escuro que tinha no pescoço e segurando o pingente, uma fênix com asas abertas e em chamas feito de âmbar, murmurou a senha – "Maroto".
O pingente em pouco segundos transformara-se em um baú com vários compartimentos, abrindo o segundo ( ao tocar a segunda tranca, da esquerda para a direita) ele retirou de dentro um livro de capa de couro preta com o título O Fluxo da Magia em relevo. Abrindo diretamente na página que continha a passagem que o interessava, ele mostrou a família Logan como chegara ali, explicando somente alguns dos motivos que o levaram a tomar essa decisão tão arriscada, como o fato de seus únicos parentes vivos o odiarem, os poucos que consideravam sua família terem morrido e seus melhores amigos terem se provados tão falsos quanto ouro de Leprechaum (duendes irlandeses cujo ouro vem com tempo limitado de duração). Deixou de lado toda a parte que dizia respeito a sua fama e luta com Voldemort, afinal tudo aquilo era passado e de nada valia nessa dimensão, mesmo que ele acreditassem que uma criança derrotara o famigerado bruxo. Os Logan ouviram tudo com atenção e, tirando algumas raras exclamações de incredulidade, mostraram-se bastante compreensivos. Por fim, Sarah resolveu perguntar o único ponto que não tinha sido esclarecido a seu contento:
"O que eu ainda não entendi é o motivo do glamur. Qual era a finalidade?"
"Mesmo que eu quisesse eu não poderia responder. O único que sabe o porque de tudo isso é o Albus Dumbledore do meu mundo, foi ele quem decidiu que eu deveria ocupar o lugar de Harry Potter em meu mundo quando eu tinha penas três meses. O Harry de lá morreu no mesmo ano em que eu nasci e o diretor deve Ter pensado que eu estaria mais seguro sobre a proteção do nome deles. Tudo que sei ao certo é que o glamur se desfaria no meu décimo quarto aniversário."
"Seguro? Mas por quê?"
"Meu pai, bem ele tinha Lycantropy" disse Orion hesitantemente, ele não fazia a menor idéia de como esse mundo via os lobisomens.
"E daí?" questionou Tyler sem entender qual era o problema.
"Eu creio que entendo, antes de 1980 quando a Poção Wolfsbane foi criada, o Ministério possuía leis extremamente rigorosas quando a reprodução de lobisomens, nem sempre a maldição passava para o feto mas podia acontecer, e se fosse o caso tanto pai ou mãe e filho seriam exterminados. Contudo, Orion, você não tem com o que se preocupar. Hoje em dia o Ministério trata com muito mais respeito a maioria das criaturas mágicas, principalmente as racionais. A guerra contra Você-Sabe-Quem os fez perceber que não poderiam mais aliena-los ou se arriscariam a tê-los como inimigos. Uma de suas poucas decisões ajuizadas ao meu ver."
"Henry!" – exclamou sua esposa, dando-lhe um safanão na cabeça. "O menino mal chegou e você já esta tentando convertê-lo a oposição, francamente!"
"Se Fudge também é o Ministro aqui, então eu já sou contra."
"Rá, viu Sarah! Da próxima vez manera na violência ok. Merlim, até parece que você não concorda comigo!" retrucou o outro massageando a nuca. Orion não podia culpa-lo, o tapa tinha parecido realmente doloroso.
Tyler, por outro lado, ria e balançava a cabeça, dividido entre a exasperação e o divertimento causado pelo bate boca entre seus país. Quando os primeiros raios da manhã surgiram por entre a fresta das cortinas, todos resolveram voltar para cama e dormir por mais algumas horas, afinal era Domingo. Até mesmo Deus precisou descansar nesse dia!
