Sesshomaru tinha acabado de sair do banho com apenas uma toalha enrolada na cintura. Retornando ao quarto, não pôde acreditar que Rin ainda estivesse na cama.
Pelo amor de Deus, Rin, acorde. Já é muito tarde... Sesshoumar a chamou, visivelmente preocupado com o horário. Agitado, andava pelo quarto, tentando pegar as roupas que deixara espalhadas pelo chão na noite anterior.
Rin, vamos! repetiu, impaciente.
Rin podia vê-lo, não estava dormindo como ele pensava. Apenas observava: sim, aquele era Sesshoumaru... alto, forte, bronzeado, e acima de tudo irresistível. Aos trinta e quatro anos de idade, era dono de uma empresa de equipamentos e serviços de informática, e considerado o melhor profissional na área de computação. Inteligente e aplicado, alcançara sucesso cedo na vida.
Posso dormir um pouco mais hoje. Meu chefe me dispensou esta manhã para compensar algumas horas extras que tenho feito ultimamente explicou Rin com um sorriso nos lábios.
Não me lembro de tê-la dispensado hoje, querida, vou precisar de você... Devemos terminar o contrato da Stanwell antes do meu almoço com a diretoria da empresa. Seja boazinha e levante-se logo! exclamou Sesshomaru, apressado. já estou saindo... preciso ir ao meu apartamento para trocar de roupa.
A noite se fora e o homem atraente e cheio de paixão não estava mais presente, dera lugar ao profissional frio e calculista.
Sesshi, estou falando sério, não irei hoje pela manhã Rin explicou.
Por que não? ele indagou, irritado.
Porque... Vou sair com uma amiga. Já lhe havia dito antes mentiu Rin, pois tinha certeza que Sesshoumaru não se lembraria, mesmo que fosse verdade.
Terei que pedir a Sango para que a substitua concluiu. Sesshomaru já estava totalmente absorto nos problemas e negócios do dia.
Não será necessário, Sango já sabe e me substituirá. Estarei de volta às duas da tarde informou Rin, assumindo seu papel de secretária eficiente.
Tudo bem disse Sesshomaru dirigindo-se à porta.
Sesshi! Rin o chamou timidamente.
O que foi agora? perguntou, sem ao menos olhá-la.
Acho que mereço um beijo antes de você sair, não? Rin falou em voz baixa.
Oh! Por Deus, Rin. Eu mal acabo de sair da cama onde fizemos amor quase a noite toda e você já se sente carente! Sesshomaru exclamou com frieza.
Não é isso... Só um pouco insegura.
Sesshomaru apenas sorriu para ela e saiu.
Sozinha permaneceu deitada por mais alguns minutos e pensou consigo mesma: ah! Sesshomaru, será que lhe custaria tanto ser um pouco carinhoso? A diferença entre os dois era praticamente uma só: Sesshomaru apenas fazia sexo, enquanto Rin fazia amor.
Sesshomaru sempre fora uma pessoa metódica e não admitia misturar sua vida particular e a profissional. Rin conseguira romper esta barreira, tornando-se sua amante. O relacionamento, entretanto, era secreto. Apenas Miroku, gerente de recursos humanos da empresa e melhor amigo de Sesshomaru, sabia a respeito.
Quando acabava o expediente, Rin deixava de ser apenas a secretária de Sesshomaru. De três a quatro vezes por semana saíam para jantar e dançar. Durante a noite, Sesshomaru era um amante gentil e apaixonado, mas na manhã seguinte se transformava em outra pessoa. Assumia o papel do executivo frio e sério e saía para o trabalho sem oferecer sequer uma carona a Rin.
Aquela manhã parecia não terminar para Rin. Mentira para Sesshomaru: não iria se encontrar com nenhuma amiga. Não verdade, tinha uma consulta marcada com seu ginecologista.
Parabéns, você está grávida, Rin! disse o médico sorrindo.
Há semanas que tentava se convencer do contrário, mas no fundo, sabia haver engravidado. Só fora ao médico para confirmar suas suspeitas.
Rin não conseguia raciocinar. Não conseguia definir-se entre sentir-se feliz por carregar o filho de Sesshoumaru ou infeliz por saber que isto poderia causar o fim do relacionamento entre eles.
Foram cinco meses inesquecíveis, pensou, nostálgica.
Desde o início Sesshomaru deixara bem claro que não queria nenhum compromisso, pois prezava demais sua liberdade. Rin, apaixonada, aceitara todas as condições que o rapaz impusera.
Haviam combinado que Rin tomaria as precauções necessárias para não engravidar. Mas, freqüentemente, ela se esquecia de tomar seus anticoncepcionais. Sempre fora relapsa em relação a remédios. Às vezes passava dias sem pílulas e, quando se dava conta, tomava duas de uma só vez. Tivera sorte de não ter engravidado antes.
Com certeza o amante consideraria esse descuido como uma traição, pois confiara na palavra dela.
Rin saiu do consultório médico bastante confusa. Sabia que precisava de algum tempo para colocar as idéias em ordem. Começou a caminhar pelas ruas sem rumo certo. Não conseguia conter as lágrimas que lhe corriam pelo rosto, atraindo a atenção da pessoas que passavam por ela.
Meu Deus, o que faço agora?, Rin perguntou-se desesperada.
Sem saber ao certo como conseguira chegar ao escritório, foi direto ao banheiro e refez a maquilagem, tentando disfarçar a palidez do rosto.
Tudo parecia ter corrido normalmente pela manhã durante sua ausência. Sesshomaru nem ao menos a cumprimentara quando passou por ela em direção à própria sala, mas Rin o notara, como sempre. Vestia um terno azul-marinho com camisa de seda branca que além de muito bonita, lhe realçava ainda mais o bronzeado. A gravata era uma azul clara que ela lhe dera no último aniversário. Estava muito elegante, pois fazia questão de estar sempre bem vestido.
Rin, venha até a minha sala, por favor ele a chamou pelo interfone.
Pois não, Sesshomaru respondeu prontamente.
Rin, de bloco e caneta na mão, ajeitou a roupa e imediatamente dirigiu-se à sala de Sesshomaru.
Logo que sentou na cadeira do lado da mesa do chefe, este perguntou, sem sequer levantar o rosto dos papeis que conferia:
Como foi o encontro com sua amiga?
Tudo bem mentiu Rin. Almoçamos juntas e lembramos os velhos tempos.
Sabia que Sesshomaru não estava nem ouvindo. Estava atento a uma pilha de papéis e documentos. Tudo indicava que o contrato da Stanwell havia sido fechado pela manhã.
Rin estava muito confusa, sentia-se culpada e com medo. Não poderia esconder aquela situação por muito tempo, mas de uma coisa tinha certeza: a reação de Sesshomaru seria terrível. Havia confiado nela, e fora traído.
Posso começar? perguntou Sesshoamru, notando que a secretária estava distraída.
Claro, Sesshomaru, pode sim respondeu imediatamente.
Trabalharam a tarde toda e Rin conseguiu até mesmo esquecer-se dos problemas que a afligiam tanto.
No final do dia, encontrava-se exausta. Como já não havia mais ninguém no escritório, Sesshomaru aproximou-se com muita delicadeza de Rin e tocando-lhe o queixo, carinhosamente levantou seu rosto para fitá-la nos olhos.
Você está bem? perguntou, revelando preocupação.
Estou sim. Apenas um pouco cansada, não vejo a hora de chegar em casa, tomar um banho, e descansar respondeu Rin, sorrindo na tentativa de esconder seu nervosismo.
Em outros tempos, o simples fato de Sesshomau se preocupar seria bastante para que ela se sentisse a mais feliz das mulheres. Mas agora tudo era diferente.
É que... eu estava pensando em jantarmos juntos, talvez dançarmos um pouco, e então quem sabe... propôs Sesshomaru, assumindo uma expressão marota.
Hoje não, Sesshi. Desculpe. Estou num daqueles dias... você sabe respondeu Rin.
Conhecia bem Sesshomaru e sabia que quando se mostrava carinhoso, era porque tinha uma única coisa em mente: levá-la para a cama.
Está bem, está bem. Não vou insistir mais disse Sesshomaru, passando delicadamente as mãos pelos cabelos de Rin.
Gostava quando seus longos cabelos pretos estavam soltos, pois embelezavam ainda mais o rosto delicado e feminino de Rin. Sua pele clara e muito suave realçava os grandes olhos negros. Era uma mulher atraente, e onde quer que fosse, seu corpo muito bem-feito e sensual chamava a atenção dos homens.
Rin abaixou a cabeça para continuar o trabalho e Sesshomau percebeu que realmente não adiantaria insistir.
Você vai demorar muito ainda? ele perguntou, olhando o relógio.
Mais uns dez minutos e vou para casa, Sesshi.
Tudo bem, Rin, boa noite. Nos veremos amanhã ele falou num tom de voz preocupado. Tem certeza de que está tudo bem? Estou achando você muito estranha hoje. Não quer me dizer o que houve?
Sesshomaru colocou a mão sobre a de Rin e começou a acariciá-la ternamente.
Eu é que deveria perguntar o que está havendo... Você nunca se importou comigo! Por que isso agora? um pouco nervosa desabafou olhando-o nos olhos.
Quem escuto pensa que sou um crápula! exclamou nervoso.
E às vezes é mesmo. Nós dois sabemos disso retrucou Rin, enquanto voltava a datilografar, visivelmente irritada.
Rin era sempre muito meiga, delicada e, quando agia assim, tão impulsivamente, Sesshomaru não sabia como reagir. Confuso, recuou e fitou-a por alguns segundos sem dizer nada. Dirigiu-se à porta e, nervoso, saiu sem sequer se despedir.
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Rukia-hime: Minha primeira review!!!!! Bom muita coisa vai acontecer, meu essa e um dos romances que mais me cativaram, amei essa história do começo ao fim, eu prometo posta bem rápida essa, e já to quase terminando o 4 capitulo de A Bela e a Fera.....
