Sanji andava decidido até a cabine de observação, mas agradecia mentalmente pelo fato do navio ser tão grande, pois assim ganhava alguns minutos com os quais pensava sobre como deveria abordar o marimo.

Estava realmente preocupado com Zoro. Viviam brigando por qualquer coisa por mais medíocre que fosse, motivo pelo qual quase todos pensavam que não se suportavam ou até se odiava, mas a verdade estava longe disso.

É verdade que a maior parte do tempo que passavam juntos era preenchida por uma troca de insultos muitas vezes ridícula, senão alguma briga. Mas isso só acontecia porque era algo que ambos desfrutavam. Não eram crianças. Não tinham a necessidade de insultar gratuitamente uma pessoa apenas porque desgostavam dela. Se realmente se odiassem, tratariam apenas de ignorar a presença um do outro.

As brigas constantes era algo que ambos apreciavam, afinal era uma forma de interação agradável para seus gênios difíceis e orgulhosos, além de uma boa distração, já que eram homens de ação e um navio, por maior que fosse, será sempre um espaço muito limitado. Mas acima de tudo, eram a válvula de escape um do outro.

Parou ao chegar à escada, seguindo com o olhar como ela subia até seu objetivo. Agora que estava tão perto, não pôde evitar ficar nervoso.

Sempre que sentia-se perturbado com algo, descontava no espadachim, usando de provocações ou gestos agressivos, e graças ao seu temperamento explosivo muitas vezes acabava passando dos limites. Nesses momentos, Zoro logicamente não deixava barato e agia tão agressivamente quanto o cozinheiro, mas tirando alguns costumeiros insultos suas reações sempre se limitavam a gestos físicos. Mesmo quando Sanji o atacava verbalmente, tocando em pontos que certamente feriam o espadachim, ele apenas continuava a revidar os golpes até que o outro se cansasse. Mesmo tendo condições de revidar as palavras ferinas que lhe eram lançadas com a mesma intensidade, apenas continuava a lutar e recebia silenciosamente a fúria do loiro.

Depois que se acalmava, Sanji sempre sentia-se culpado, mas simplesmente não era capaz de se desculpar com o outro. Zoro porém não se importava, pois sempre que algo do gênero acontecia acabava encontrando um prato de comida ou doce visivelmente caprichado em lugares estratégicos em que apenas ele ia, e com isso, tudo voltava à normalidade como se nada houvesse acontecido.

Suspirou, começando a subir os primeiros degraus. Aquela dificilmente seria uma conversa pacífica, mas não importava. Agora era sua vez de apoiar Zoro, e não hesitaria.

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Sinto o capitulo tão curto, mas simplesmente ando sem tempo. Mas o próximo capitulo já esta quase pronto, então acho que não ira demorar muito!