Capítulo 1 – Por que fazer Artes?
Ficha de Inscrição para Academia de Artes
Nome: Luna Lovegood
Casa: Corvinal
Curso que pretende ingressar: Dança/Canto
Aguardava ansiosamente por esse ano. Estava mais distraída e mais sorridente do que antes. Andava pelos corredores com a ficha nas mãos como se estivesse sonhando. Ao seu lado estavam suas melhores amigas, Ginny e Amanda, ambas rindo do entusiasmo da loira. Foram se sentar em uma mesa afastada da Biblioteca, para que pudessem falar sem incomodar ninguém.
- Ai, Merlin, nem acredito que finalmente chegamos no 5º ano. – Começou a corvinal eufórica. As duas amigas riram e reviraram os olhos zombeteiramente.
- Luna, por que tanta empolgação? – Perguntou Amanda olhando atentamente para a amiga.
- Ela sempre sonhou em ser dançarina. – Explicou Ginny olhando para a amiga que sorria e balançava a cabeça afirmativamente pra ela com um sorriso bobo no rosto.
- E por que isso? – Perguntou a outra.
- Bem, desde pequena eu danço. – Começou calmamente. - Minha mãe, quando ainda era viva, me levou a uma apresentação de balé trouxa de uma companhia famosa. Eu ainda era bem pequena, mas me lembro até hoje. – Sorriu e seus olhos brilharam. As amigas sorriram também. – Eu fiquei fascinada como a forma que as bailarinas dançavam, era como... como se levitassem. – Suspirou sonhadoramente. As amigas soltaram risadinhas. – E desde então eu quis ser bailarina.
- E com o passar do tempo foi se interessando pelos outros tipos de dança? – Concluiu Amanda.
- Exatamente. – Respondeu sorrindo. – E depois pela música.
- O que não é de todo loucura, já que não existe dança sem música. – Implicou Ginny, recebendo um revirar de olhos risonho da amiga.
- Mas é sério que você quer fazer os dois testes? – Perguntou Amanda arqueando a sobrancelha.
- Sim. – Respondeu ela simplesmente.
- Mesmo sabendo que só precisa fazer um. – Completou Ginny rindo.
- Larguem de ser chatas! – Respondeu a corvinal rindo. – Quero fazer os dois.
- Só porque eu te ensinei a cantar, Luninha? – Perguntou Ginny de implicância.
- Verdade? – Perguntou Amanda olhando de uma para a outra.
- Você não sabia, Mandy? – Perguntou Ginny meio chocada.
- Não, esqueceu que não falo com vocês a muito tempo. – Revirou os olhos e riu. Arrancando risadas das amigas e reclamações dos que estavam estudando.
- Eu sempre me esqueço que você é Sonserina e que veio pra Hog a pouco tempo. – Respondeu a ruiva resignada.
- Eu também sempre esqueço. – Luna disse em seu tom aluado.
- Vocês duas são duas esquecidas. – Riu a amiga. – Mas é sério? Ginny canta?
- A Ginny canta... e muito por sinal. – Respondeu Luna olhando para uma Ginny da cor dos cabelos. – Só tem que superar a timidez. – Completou rindo junto com Amanda.
- Porque nunca te ouvi cantar, Gin? – Perguntou ela indignada.
- Porque eu tenho vergonha, ok? – Falou cruzando os braços irritadamente.
- Não sei por que. Se cantasse mal não diria nada. Mas tem um vozeirão. – Exclamou Luna.
- Nossa, preciso ouvir você cantar! Depois de tanta propaganda. – Riu Amanda cutucando Ginny que acabou sorrindo.
- E não é propaganda enganosa, você vai ver. – Falou Luna.
- Mas não agora. – Completou Ginny se levantando.
- Aonde vai? – Perguntaram as duas juntas.
- Pegar meu formulário. – Piscou para as duas.
- Isso mesmo! Finalmente a tão famosa coragem Grifinório apareceu. – Falou Amanda rindo e sendo acompanhada pela amiga loira.
Nome: Virgínia Molly Weasley
Casa: Grifinória
Curso que pretende ingressar: Canto.
Pegou as fichas das amigas e saiu da biblioteca deixando as duas lá fofocando. Foi caminhando para o 4º andar onde ficava a sala de matrícula para a Academia de Artes, ainda tinha que preencher a ficha de inscrição para o teste. Pegou uma ficha e se sentou em uma poltrona afastada. Em quanto preenchia relembrava como tinha descoberto sua voz e chegado até ali.
Ginny descobriu que tinha uma voz boa pra cantar cedo, lá pelos seus 5 anos de idade, meio sem querer. Sua mãe estava dando banho nela e ela cantarolava distraidamente uma musiquinha de ninar, quando de repente estava cantando a plenos pulmões e só se deu conta disso quando viu o olhar arregalado e brilhante, além do sorriso de orelha a orelha, de sua mãe. Bem, desde então ela nunca conseguiu esconder muito bem isso, levando em conta que a sua mãe contou pra todos os irmãos, que não eram poucos, e para seu pai, que depois de ouvi-la cantar só fazia falar pra todos que conheciam o quanto ela era boa.
Mas, ela sempre foi tímida, então não gostava muito de ficar se vangloriando de nada, e de chamar muita atenção. Só melhorou um pouco depois que conheceu e ficou amiga de Luna. Ela tinha ensinado a Ginny que não importava o que as pessoas iriam dizer, ou fazer, tínhamos que correr atrás dos nossos sonhos e ser o que desejamos ser. Não podia negar que depois que aprendeu isso sua vida mudou completamente, ou grande parte dela.
Depois que terminou seu namoro tão desejado com Harry ela tinha ficado mais decidida e tinha deixado de ser aquela menininha que andava pelos cantos querendo se esconder para que ninguém a visse. Ginny sempre tinha achado Harry o par perfeito, mas depois que namorou e conviveu com ele viu o quanto ele era diferente do que ela achava. E viu que nunca daria certo. Ele era um amigo maravilhoso pra ela, mas não iria nunca voltar a ser namorado e isso era certo na cabeça da ruiva, mesmo ela achando que não era muito certo na cabeça dele. Depois que teve seu coração livre dessa paixonite infantil, ela aprendeu a ser forte e a lutar pelo que queria, seja o que fosse. A coragem Grifinória estava mais presente nela do que nunca. No fundo se sentia grata por tudo que tinha acontecido. Tão grata que até tinha voltado a ser amiga de Harry. Agora o via como um irmão a mais (como se já tivessem poucos não?)
No ano anterior tinha travado uma discussão sem fim com Luna a respeito do teste para a Academia de Artes. Não sabia se queria fazer, se estava pronta para se mostrar para toda a escola. Mas a amiga a convencera, juntamente com Amanda. Então, agora era só preencher a ficha e esperar o dia do teste. Ah, e pedir a Merlin todas as noites para que passassem. Sorriu simpaticamente e entregou a ficha para a menina que estava recolhendo.
- Boa Sorte. – Ela sorriu amigavelmente. De cara, Ginny gostou dela.
- Obrigada. – Sorriu de volta.
- Meu nome é Naomi, Naomi Wood. – Estendeu a mão a garota e Ginny logo apertou sorrindo.
- Virgínia Weasley, pode me chamar de Ginny. Você é parente do Olívio? – Perguntou animadamente, no que a garota assentiu.
- Ele é meu primo. – Respondeu sorrindo - Preparada pro teste? – Perguntou a observando
- Ah... – Começou meio nervosa. – Eu acho que sim.
- Não precisa ficar nervosa, vai se sair bem, assim como se sai bem no Quadribol. – Falou calmamente a menina, sorrindo pra ela. – Se inscreveu pra que curso?
- Obrigada. – Sorriu ficando levemente corada. - Canto. – Respondeu sorrindo.
- Então se passar vai ser minha caloura. – Riu a menina. – Com certeza vamos nos ver na aulas.
- Assim espero. – Respondeu e sorriu. – Ah, tenho que ir. Nos vemos por ai. – Concluiu a ruiva quando avistava Luna e Amanda chegando no corredor.
- Até mais. – Disse ela acenando e sorrindo.
Nome: Naomi Wood
Casa: Corvinal
Cursando: Canto/Dança
Naomi era prima de Olívio e como tal era super simpática e atenciosa. Além de monitora chefe e uma das mais organizadas pessoas que você um dia vai conhecer. Ela sempre está envolvida em projetos e atividades extra curriculares. Impressionante como ela arruma tempo.
Sempre quis ser cantora profissional, fazer shows performáticos e que fossem inesquecíveis. Por isso resolveu fazer não só Canto como Dança e assistia também algumas aulas de Teatro. Se dedicava em tudo, não deixando de ser boa em nenhuma área.
Todos a conheciam e eram simpáticos com ela, e vice versa. Quando nos conhecemos eu a adorei logo de cara e ficamos amigas logo em seguida. Afinal, Luna a adorou e Amanda também. Então começou a andar com a gente, o que foi realmente muito bom. Porque além de ótima companhia ela ainda ajudava a gente sempre que podia.
Diria que a Naomi era justamente o tipo de pessoa que faltava no nosso grupinho. Ela é a mais simpática e encantadora de nós. Quer dizer, eu sou a estressadinha (segundo as meninas eu sou a mais nervosa), a Luna é a aluada, a Mandy é a mais complicada e a mais espontânea e ai temos a Naomi que é a simpática e brincalhona e bem, temos a Pansy, (que eu não considero muito minha amiga, porque não confio muito nela), mas ela é a mais animada e fashion.
Naomi, como uma bela monitora chefe, tem seu próprio dormitório, e divide ele com a gente de vez em sempre, o que é muito legal. Festas do pijama direto. Mas, sério, eu a adoro. Ela é uma das melhores pessoas que eu conheço e nossos gostos são extremamente parecidos.
Nome: Amanda Zabini
Casa: Sonserina
Curso de pretende ingressar: Teatro
Amanda Zabini era uma menina especial e isso era inegável. O que ela tinha de meiga, tinha de decidida. Além de conseguir ser a pessoa mais amável e odiável que poderiam conhecer, quer dizer não entendam mal, cada um tinha dela o que merecia e nada além disso. Era extremamente apaixonada pela vida e intensa em tudo que fazia. Tinha um talento único. Era uma verdadeira diva, bem, era assim que elas a chamavam de brincadeira.
Tinha morado fora do país durante a maior parte da vida com seus pais, mas recentemente se mudou pra casa do primo pois queria fazer Teatro. Sua vontade só aumentou quando conheceu Luna e Ginny sem querer no Beco Diagonal uma semana antes delas entrarem em seu 4º ano de Hogwarts. As três se deram bem logo de cara. E quando Ginny descobriu que ela era prima de Blaise, que era melhor amigo do Malfoy, já era tarde demais para desfazer a amizade. Bem, não que ela tenha pensado nisso.
Amanda ama o teatro desde quando viu uma peça na Broadway com os pais, mas sempre foi fascinada pelo cinema, mesmo sendo coisa de trouxa. Ela sabe tudo de filmes e séries trouxas e vive assistindo a tudo isso. Contrariando os dotes do primo que faz Canto. Mas Amanda nunca foi de seguir tradições ou regras. Ela sempre faz o que quer e quando quer. O colégio não foi diferente. Apesar de acharmos que ela também canta e nos esconde, mas isso não vai ficar escondido por muito tempo né?
- E ai priminha? Já fez sua inscrição? – Perguntou Blaise a abraçando pelos ombros e andando do nosso lado.
- Sim, Blaisito, nós fizemos. – Respondeu olhando dele pra gente e sorrindo.
- Odeio esse apelido. – Disse fazendo careta pra ela.
- Acostume-se. – Respondeu dando língua pra ele. Nós rimos.
- Vocês também vão fazer testes meninas? – Perguntou Blaise parecendo entediado.
- Sim, vamos! – Respondeu Luna com seu tom alegra/aluado
- Vão fazer pra que curso?
- Ginny para Canto e Luna para Canto e Dança. – Respondeu Amanda olhando para o primo com uma sobrancelha arqueada.
- Huuum... – Falou ele com um súbito interesse. – Canto E Dança? – Perguntou olhando pra Luna e arqueando uma sobrancelha.
- Sim. – Disse ela simplesmente abrindo um grande sorriso. No que ele sorriu também e depois olhou pra mim.
- Você não fala, Weasley? – Perguntou zombeteiramente.
- Se não falasse não cantaria, não é? – Disse irritadamente.
- Nossa, não precisa ser rude. – Falou fingindo-se de ofendido.
- Me poupe Zabini. – Falou sem paciência, mas rindo logo após.
- Ok, já vou indo, antes que piore. – Falou olhando pra Amanda e rindo marotamente. – Draco está me esperando.
- Tchau, Blaisito. – Falou Luna arrancando risadas de mim e Amanda.
- Tchau, Lovegood. – Disse revirando os olhos e dando um beijo na testa da Amanda. – Até mais priminha. – Olhou pra mim. – Tchau Weasley.
- Tchau.
Nome: Draco Malfoy
Casa: Sonserina
Cursando: Teatro/Canto
Draco nunca tinha pensado em fazer nada relacionado com Arte na vida, mas foi surpreendido por um caça talentos um dia que o fez ver que realmente tinha potencial para tais matérias. O homem mais elevou seu ego do que outra coisa na época, também o que mais ele faria, queria convencer um garoto de 13 anos extremamente mal humorado e prepotente a ser protagonista em uma peça trouxa, que era uma raça que ele abominava completamente. Nunca tinha simpatizado com nada que vinha deles, não queria se misturar com eles e nem se envolver com nada relacionado a eles. Mas, por fim, sua curiosidade foi maior que tudo. Q
Quando conheceu o teatro, e depois o cinema, e logo a seguir a televisão, não teve jeito. Finalmente tinha encontrado algo que o deixava feliz. O que, pra ele, não era uma coisa normal, por ter que manter a pose rígida e pomposa de ser um Malfoy. Mas veja bem, ele não reclamava de ser um Malfoy, pelo contrário, ele adorava ser temido e invejado. Mas não queria seguir os planos do pai e trabalhar nas empresas da família.
Levando em conta que o pai de Draco morreria, aliás, o mataria de maneiras muito dolorosas se descobrisse que ele fez a peça e que agora está cursando teatro na Academia de Artes, ele fingia que nada fazia na Academia, que só estava ali por causa da Escola de Magia e Bruxaria. A única pessoa que sabia da sua família era a sua mãe. Que o acobertava e incentivava. Ela sabia que ele queria seguir seu próprio caminho e adora isso nele.
Todos acham que os Malfoy eram insensíveis e maus, e bem, em parte eles até que eram, mas não entre si. Sua mãe e seu pai eram extremamente preocupados com ele e davam carinho na medida do possível, além de serem excelentes pais. Draco não tinha do que reclamar com relação a eles, fora a mania de seu de querer controlar a sua vida, mas isso ele contornava, de uma maneira ou de outra.
Suspirou irritadamente cruzando os braços e sentando na poltrona na sala comunal da Sonserina. Blaise estava atrasado novamente, era sempre assim, será que ele nunca mudaria, por Slytherin, isso dava nos nervos. Já estava quase desistindo quando o amigo apareceu com um sorriso torto e com cara de que nada tinha acontecido.
- E ai Draquinho? – Falou com tom maroto.
- Não começa com esse apelido ridículo, Zabini. – Repreendi irritadamente, só fazendo o sorriso dele aumentar mais.
- Ah, Draquinho, mas porque você está tão irritadinho? – Revirei os olhos e me levantei ficando de frente pra ele.
- Me poupe Blaise, esqueceu que temos que encontrar a Pansy pra ver o que vamos fazer com os calouros? – Perguntei irritadamente – Você não tem um pingo de responsabilidade.
- Ah, Draco, como se isso foi caso de vida ou morte. – Riu ele e eu não pude deixar de rir.
- Pra ela é. – Deu de ombros. – Cadê o Nott?
- Como se você se importasse realmente com ela. – Falou calmamente se jogando no sofá. – Eu que vou saber?!
- Tenho que manter as aparências até terminar. – Falei seriamente.
- E quando vai ser isso? – Perguntou com a sobrancelha erguida.
- Em breve... – Eu falei sorrindo.
- Bem, eu adoro a Pansy, mas não quando vocês estão juntos, ela fica realmente insuportável. – Disse fazendo cara de nojo e me fazendo rir.
- Ela é muito melhor como amiga mesmo. – Concordei.
Nome: Blaise Zabini
Casa: Sonserina
Cursando: Canto
Zabini era um dos garotos mais populares de Hogwarts e sem dúvida um dos mais desejados também. O problema é que ele se achava um pouco demais, aliás, até demais. Ele vivia aprontando por toda Hogwarts. Eu diria que ele é a cópia perfeita e piorada (ou diria melhorada?) do Sirius em quanto maroto. Pois os dois se parecem demais. Mas, vamos deixar isso pra lá.
Blaise sempre gostou de cantar e exibir seus talentos para música desde muito pequeno, e já tinha feito parte de vários trabalhos artísticos e coisas do gênero. Estava, junto com Draco, no seu 6º ano de Hogwarts. Sinceramente ninguém ficou surpreso quando ele resolveu entrar para a Academia de Artes e muito menos quando ele se mostrou um dos melhores alunos das aulas de canto. O que só aumentava o seu ego enorme.
- Vamos logo, Blaise. – Apressou Draco depois deles terem ficado um bom tempo conversando. O moreno revirou os olhos pra ele.
- Você é muito chato sabia? Que coisa mais sem graça ficar armando testes para esses calouros. – Disse monotonamente.
- Tem ideia melhor? – Perguntou o loiro o olhando inquisitivamente.
- Que tal ir atrás daquelas Corvinais gostosas da aula de Música? – Perguntou se sentando e olhando pro loiro marotamente. Draco revirou os olhos.
- Você só pensa em mulher.
- E tem coisa melhor? – Disse risonhamente.
Ah, sim, Blaise era o maior galinha de toda Hogwarts também. Não podia ver um rabo de sais que saia correndo atrás. Pela escola diziam que ele nunca ficava com a mesma garota por mais de três semanas. E ele não fazia questão de negar nenhum dos boatos, nunca. Bem, pelo menos ele era verdadeiro, e essa era uma característica marcante dele.
- Draco, por Merlin, termina logo com ela. – Falou olhando pro loiro que ria debochadamente.
- Vou terminar quando EU quiser, Zabini, você não tem nada a ver com a minha vida.
- Eu sei, Draquito. – Começou com um sorriso maroto fazendo o outro revirar os olhos. – Não quero mandar na sua vida. Só quero minha amiga de volta.
- Ela continua no mesmo lugar. – Falou calmamente. – Tudo bem, Blaise, eu sei que você está certo.
- Finalmente! Graças aos Céus! – Brincou ele. Depois se levantou e se dirigiu para a saída da sala. – Agora se me dá licença, eu tenho uma moreninha pra agarrar. – Completou marotamente indo embora. Draco apenas suspirou derrotado, ele nunca tomaria jeito.
Nome: Pansy Parkinson
Casa: Sonserina
Cursando: Canto/Teatro
Pansy nunca realmente tinha decidido o que iria fazer, sempre estava em dúvida, com tudo. Por isso fazia Canto e Teatro. Era apaixonada pelos dois e não conseguiu escolher um só antes, e nem depois, de fazer os testes. Mas estava muito feliz com os dois. Agora pensava em fazer musicais na Broadway quando terminasse a Academia.
Não era a mais uma garota de toda fútil, com o tempo, e a amizade de Amanda, tinha mudado e aprendido um pouco. Agora se dedicava mais nas aulas e não vivia correndo atrás de Draco como uma cachorrinha. Estava até pensando em terminar com o mesmo, achava Draco melhor amigo do que namorado. Como amigo era mais atencioso e menos rude. Suspirou pensando nessa possibilidade, no fundo, tinha medo de se arrepender, mas achava de Draco era melhor irmão do que qualquer outra coisa. Estava tão absorta em pensamentos que nem viu Amanda e as amigas chegarem perto de si.
- Bú! – Falou perto do meu ouvido no que eu pulei de susto e as outras duas seguraram o riso. Olhei pra elas de cara feia. – Calma, só tava brincando. – Completou ela risonha. No que eu revirei os olhos, mas acabei sorrindo levemente.
- Quase me matou do coração, isso sim, Zabini. – Disse com um tom falso de irritação.
- E o que estava pensando que estava assim tão distraída? – Perguntou inquisitorialmente no que eu suspirei levemente.
- Depois conversamos. – Falei calmamente. – Quem são suas amigas?
- Ah, desculpa. – Disse ela um pouco envergonhada? Depois riu. – Essas são, Ginny Weasley – Apontou para a ruiva que é lógico que era uma Weasley, eu sorri e acenei com a cabeça levemente. – E essa é a Luna Lovegood. – Falou apontando para a loira com cara de sonhadora, que sorriu pra mim abertamente, não pude evitar sorrir também. O sorriso dela é contagiante.
- Que bom finalmente te conhecer, a Mandy fala bastante de você, Parkinson. – Falou Luna animadamente.
- Pode me chamar de Pansy. - Eu sorri. – Verdade? – Perguntei olhando de sosmalho pra Amanda que revirou os olhos.
- Não precisa se preocupar, ela só falou bem. – Disse Ginny sorrindo.
- Menos mal né? – Falei e todas rimos. – Mas e ai? Fizeram as inscrições?
- Fizemos. – Responderam juntas e com suspiros.
- Fiquem calmas, vai dar tudo certo. – Tranquilizei. – Eu vou estar presente nos testes, vou ser uma das juradas do pessoa que vai fazer pra Canto e Teatro. – Explicou no que Ginny e Luna ficaram com os olhos levemente arregalados e eu ri junto com Mandy.
- Ela não morde meninas. – Falou Amanda ainda rindo. – Só as vezes.
- Para de por medo nelas, Mandy, larga de ser ruim. – Disse rindo da cara mais assustada das duas. – Não vou ser má como a minha fama me precede, prometo. Basta vocês serem boas. – Deu de ombros.
As duas suspiraram e nós rimos mais ainda. Depois ficamos conversando sobre o teste e tudo mais.
Nome: Harry Thiago Potter
Casa: Grifinória
Cursando: Teatro
Harry andava em uma confusão interna. Ginny tinha terminado com ele alegando que nunca daria certo entre eles. Mas ele realmente achava o contrário. Ele achava que ela o amava e não sabia lidar com o sentimento. Mas Ginny era cabeça dura e ele sabia que por hora não adiantaria insistir em algo que a ruiva não queria. Então tinha resolvido ficar amigo dela e dar tempo ao tempo, mas não estava mais aguentando toda aquela tensão que se instalara nele.
Não sabia se a amava, mas tinha a sensação de algo inacabado e isso o incomodava. Sabia que tinha que conversar com ela, mas não sabia o que falar. Ao mesmo tempo estava feliz de estar perto dela só como amigo. A relação deles era bem melhor assim. Ah, sua cabeça ainda daria um nó.
Ainda mais com Rony e Hermione o pressionando pra fazer algo em quanto não perdia a ruiva. Mas eles não entendiam que ele não tinha certeza de nada e por isso não queria fazer nada. Simplesmente ficavam enchendo a cabeça dele falando que ela ainda era apaixonada e só queria que ele corresse atrás dela. Mas Harry não tinha tanta certeza.
- Harry, larga de ser idiota. – Falou Rony já ficando da cor dos cabelos. – Você tem que aproveitar agora que a Ginny deve estar nervosa por causa do teste da Academia.
- É Harry, vai lá a ajuda ela a ensaiar para o teste, ela deve mesmo estar precisando e assim você ganha mais a confiança dela de volta. – Completou Hermione o olhando ansiosamente.
- Por Merlin! Por que vocês dois querem tanto que eu volte com ela? – Perguntou passando a mão pelos cabelos exasperadamente.
- Porque nós sabemos que ela te ama. – Falaram em uníssono.
- Ok. Eu vou ver se falo com ela. - Ele suspirou derrotado. – Mas não garanto nada.
- Vai logo. – Falaram emburrando ele pra fora da sala comunal.
Ele deu de cara justamente com ela, que estava com uma cara de nervosa, bem, nisso eles estavam certos. Sorriu ao olhar pra ela e ela fez o mesmo.
- Olá Harry.
- Oi Ginny. – Disse calmamente. – E ai? Fez a inscrição?
- Sim, acabei de voltar de lá. – Falou com um tom divertido mas que não escondia o nervosismo.
- Está nervosa para o teste não é? – Falei sorrindo de lado e ela assentiu. – Se quiser conversar, ou se precisar de ajuda pra ensaiar, pode contar comigo.
- Ah, obrigada Harry. – Sorriu olhando pra mim, sorri também. – Mas as meninas vão me ajudar. – Completou num suspiro.
- Não fica nervosa, você vai se sair maravilhosamente, como sempre. – Disse piscando pra ela que sorriu e ficou levemente rosa.
- Assim espero Harry. – Deu um suspiro. – Posso te perguntar uma coisa?
- É claro, Ginny. – Falei simplesmente. – Vamos entrar. – Disse dando o braço pra ela segurar. Ela segurou e sentamos em uma mesa afastada de todas no salão comunal.
- Harry, por que você resolveu fazer Teatro? – Perguntou me olhando curiosamente.
- Hum... boa pergunta. – Disse rindo e ela também riu. – Bem, eu sempre via os filmes e séries trouxas na casa dos meus tios. Era uma das poucas coisas que eu gostava de fazer lá. – Dei de ombros sorrindo tristemente.
Ela apoiou os cotovelos na mesa e o queixo na mão e ficou me observando atentamente, mas ainda podia sentir o nervosismo dela.
- Ai vim pra Hogwarts e aconteceu aquilo tudo. Achei que seria bom fazer algo que distraísse a minha mente, e o teatro foi a única coisa que me passou pela cabeça. – Continuei calmamente com uma risada ao final. – Não canto maravilhosamente igual a você, então nada de música. E não danço absolutamente nada como você bem sabe, então. – Dei de ombros e ela riu.
- Verdade. Você é um péssimo dançarino. – Falou rindo em quanto eu fazia uma careta pra ela. – Mas você canta bem, Harry. – Corei levemente e ela riu.
- Obrigada, eu estou pensando em cursar algumas matérias de canto esse ano. – Disse no que ela me observou com a sobrancelha arqueada. Ela estava andando muito com sonserinos, ri com a ideia. – Você está andando muito com sonserinos, está até pegando as manias deles. – Ela riu.
- Não desconversa, Sr. Potter. – Falou fingindo irritação. – Você não vai fazer isso só porque esse ano eu vou estar lá não né? – Perguntou ainda com a sobrancelha erguida e me olhando meio boquiaberta e eu não pude deixar de corar.
- Bem... É claro que não. – Disse nervosamente. – Eu preciso melhor minha voz.
- Ah, sim. – Sorriu ela, mas não parecia ter acreditado no que eu disse. – Então tá. – Deu de ombros e se levantou. – Vou subir Harry, quero tomar um banho antes do jantar. Nos vemos depois. – Disse dando um beijo na minha bochecha e saindo em direção aos dormitórios das meninas.
Nome: Hermione Granger
Casa: Grifinória
Cursando: Dança
Hermione não estava fazendo dança porque queria seguir carreira de dançarina, só estava querendo aprender novos estilos e culturas e a dança a proporcionava isso. Mas ela também fazia algumas matérias de canto e teatro, aliás, ela continuava a CDF de sempre. Fazia o máximo de matérias que conseguia.
Apesar de não querer seguir carreira de dançarina ela se empenhava grandemente nas aulas e era uma das melhores aludas da turma, pra variar. Ela tinha finalmente encontrado algo que a fazia sentir livre como nunca antes, que a deixava mais solta e despreocupada e a dança acabou se tornando uma válvula de escape pra ela.
A dança a tinha ajudado até a esquecer a paixonite que sentia por Rony, e agora os dois eram o de sempre, melhores amigos. A diferença é que agora realmente maldade da parte de nenhum dos dois, o que deixava a amizade mais leve e descontraída.
- Rony, vai fazer quais matérias esse ano? – Perguntou a ela sorrindo.
- Eu ainda não sei, Mione. – Respondeu coçando a cabeça. – Tenho que ver quais estão liberadas. Mas acho que vão ser as de sempre. – Deu de ombros olhando pra ela e rindo. Ela suspirou resignada.
- Por que não faz algo diferente? – Perguntei cruzando os braços – Você não cansa de fazer sempre as mesmas coisas não?
- Nunca é a mesma coisa. – Disse ele simplesmente. – Mas eu estou pensando em fazer algumas matérias junto com o Harry.
- Ah, que bom! – Exclamou ela animada. – Eu devo fazer alguma com você.
- Huum... – Começou ele a olhando sugestivamente. – Estou doido pra ver você soltando a voz.
- Pode ser mais cedo do que você espera. – Disse rindo mas estava corada.
- Quero só ver! – Falou rindo.
Nome: Ronald Weasley
Casa: Grifinória
Cursando: Canto
Rony sempre gostou de cantar e não ficou muito na dúvida quando pode escolher que matérias fazer. Mas foi realmente uma surpresa pra todos quando o escutaram cantar no teste. Ele realmente era bom. Só tinha um problema com Rony, seus nervos. Ele era muito mais tímido e tomado pelas emoções do que Ginny. O que fazia Hermione tomar grande parte de seu tempo falando que era pra ela controla-los.
Esse ano ele finalmente resolveu terminar um namoro grude e insuportável com uma menina da Lufa-Lufa e estava menos aborrecido e mal humorado, para a sorte de todos que conviviam com ele. Ele também estava querendo fazer alguma das aulas de Teatro pra ver se ajudavam a controlar seus nervos e pra perder um pouco da vergonha.
Tinha sempre o apoio de Harry pra isso. Tanto que eles resolveram fazer um acordo. Um ia fazer algumas das matérias do outro. Assim Harry ficaria mais dom Ginny e Rony tentaria se controlar mais.
Bem, ele ainda era o goleiro do time da Grifinória assim como Harry era o apanhador e capitão e Ginny uma das artilheiras. Mas o Quadribol havia passado pra segundo plano um pouco com a entrada deles para a Academia de Artes. O que era ruim e bom ao mesmo tempo. No geral ele continuava o mesmo cabeça dura e nervosinho de sempre. Só que eu diria que um pouco mais maduro, se é que isso é possível.
Não tenho muito o que falar do meu irmão. Ele continua pegando no meu pé junto com a Hermione por causa do Harry, continua se metendo na minha vida quando acha que deve, continua quase o mesmo de sempre. Mas acho que vamos ficar mais próximos esse ano se eu entrar para a Academia, ainda mais se formos fazer algumas aulas juntos. Bem, eu acho que do Rony nós podemos esperar tudo. Então, não vou falar mais nada.
Nome: Theodore Nott
Casa: Sonserina
Cursando: Canto/Teatro
Eu resolvi fazer canto e teatro porque sempre gostei de cantar e de atuar. Já fui modelo de fotos quando pequeno, graças a minha amada mãe que adorava explorar os meus dotes em busca de dinheiro. Depois disso ela sempre fazia o possível pra se aproveitar mais e mais dos meus dons artísticos o que me fez sair de lá e vir pra cá pra cursar Artes. Bem, pelo comentário anterior vocês podem ver que eu e minha família não nos damos nada bem. Digamos que eu sou o único que não é cego por dinheiro dentro daquela casa e que pra eles isso é um problema muito sério.
Fiquei amigo de Draco e Blaise no nosso primeiro ano em Hogwarts quando nos conhecemos dentro do expresso. Bem, desde então eles são a minha família. Draco é muito... como posso dizer... muito arrogante e difícil, mas realmente dá valor as amizades e se preocupa. E Blaise, é o Blaise, mas está sempre aqui quando precisamos dele ou não. Depois veio a Pansy que é como uma irmã pra mim, desmiolada, mas mesmo assim amada. E a pouco tempo a Amanda, que veio pra Hogwarts a pouco tempo, mas que não tem como não gostar dela.
Foi ela que me apresentou a Ginny e a Luna, que são as garotas mais doces que já conheci. E que, mesmo ninguém tendo noção disso, são minhas amigas. Nos vemos sempre que possível, mesmo a Ginny não suportando Draco, nós nos damos extremamente bem. Ela diz que eu sou uma das poucas pessoas que realmente a entende sem ela falar nada, assim como a Amanda e a Luna. Acho lindo essa amizade. Pois nunca tive isso realmente. Acho que estou fora do meu normal hoje, muito emotivo. Levem em consideração que não sou sempre esse ser que mais parece uma garota. Só fui claro pra que vocês entendessem como são as relações por aqui.
Estava voltando do corujal quando encontrei uma certa ruiva indo em direção a ele. Ela parou na minha frente e sorriu.
- Que bom te ver, Theo! – Disse me abraçando.
- Digo o mesmo, ruivinha. – Abracei ela pela cintura e sorri.
- Tudo bem? – Perguntou se afastando levemente e me olhando.
- Tudo bem. Só me livrando dos meus pais de novo. – Falei simplesmente dando de ombros. – E você? Nervosa pro teste?
- Ai, por que todo mundo me pergunta isso? – Disse ela com uma cara de desesperada me fazendo rir. – Tudo sob controle, eu acho.
- Que bom, ruiva. – Falei simplesmente. – Todo mundo se preocupa, só isso. – Completei a observando.
- Eu sei. E agradeço por isso. – Sorriu abertamente.
- Não tem de que. Qualquer coisa se avise que eu te ajudo, sim? – Falei a observando e soltando uma piscada pra ela que riu.
- Pode deixar, Theo. – Ela disse simplesmente. – Já vai voltar pro castelo?
- Eu estava sim, mas se quiser eu te espero.
- Ah, eu quero! – Ela disse dengosa – Faz tanto tempo que não fico contigo.
- Seu pedido é uma ordem, ruivinha. – Disse rindo do tom manhoso dela. – Saudades é?
- Claro! – Disse me dando um tapa no braço e rindo. – Você me abandona. – Disse fazendo bico exageradamente grande. Cai na gargalhada.
- Calma ruivinha, eu estou aqui pra você. – Falei abraçando ela e acariciando seus cabelos levemente.
- Eu sei. – Ela disse sorrindo. – Agora deixa eu escrever logo a carta pros meus pais pra gente ir. – Se afastou de mim e foi escrever e mandar a carta.
Depois de poucos minutos estávamos voltando pro castelo abraçados e rindo juntos. Ginny me contava como estava Luna. Bem, não tinha como não rir né?
- - Continua... - -
N/A: Oi gente! Então ai está o primeiro capítulo, espero que gostem e que deixem opiniões, sugestões e críticas.
Beijos ;*
Annie B. Malfoy
