Titulo: A canção continua a mesma - Pro Dia Nascer Feliz (songfic) - continuação de Menino Veneno
Autora: Elizabeta Draculea
Fandom: Garo
Ship: KougaXRei Jabi
Classificação: +18
Gênero: yaoi, slash, lemon, romance, hurt/confort.
Warnings/Avisos: Relacionamento explícito entre duas pessoas do mesmo sexo (masculino). Não contém spoiler nem localização precisa na cronologia da série.
Disclaimer: Garo não me pertence e nem seus personagens. Caso fosse assim, o Kouga aindaestaria na terceira temporada, na quarta, na quinta. Fic feita para a querida Suryia Tsukiyono que surta comigo com as músicas mais improváveis.
Kouga e Rei estão em uma nova rotina juntos, sem que ninguém saiba sobre isso. Ou eles pensam que ninguém sabe.
Coleção de Oneshots que podem ou não ter ligação entre si. Songfics com músicas nacionais.
A Canção Continua A Mesma
Pro Dia Nascer Feliz
Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita...
Eles viviam um segredo, não que fosse algo proibido entre cavaleiros makai. Apenas não dizia respeito a mais ninguém, por isso Kouga mantinha seu relacionamento com Rei somente entre eles. Desde aquele dia em que decidira ficar, o cavaleiro prateado praticamente se mudara para a casa do ruivo.
Todo dia tem a hora
Da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora vão'bora...
Kouga acordava com o moreno espalhado por sobre seu corpo, com a boca dele na sua, no seu peito, em seu sexo o chupando. Ele passava o dia o encontrando em vários lugares durante sua patrulha e quando ia caçar sempre se esbarravam, voltando para a casa e já o encontrando na sua cama. Totalmente nu, claro.
Estamos bem por um triz
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir...
Era uma rotina diferente, era uma rotina perfeita. E ninguém sabia disso. Nenhum dos outros cavaleiros ou monges parecia ter percebido o que acontecia entre os dois. Será?
Jabi observava o amigo, a morena estava com os braços cruzados e não tirava os olhos do ruivo. Kouga estava como sempre treinando, mas havia algo de diferente nele e a sacerdotisa não sabia dizer o que era. Ainda. Ela virou a cabeça quando o Zero entrara ali, sem que Gonza o anunciasse.
Não que isso fosse estranho, mas não eram todos que podiam entrar naquele salão e principalmente sem que o mordomo da família Saejima anunciasse. Rei pareceu não perceber a presença da sacerdotisa ali, Jabi estava mais ao fundo e quieta. Ela quase engasgou quando viu o moreno caminhar devagar até Kouga e abraçar sua cintura.
Esperando pela reação explosiva do amigo, Jabi realmente engasgara quando Garo virou e apenas sorriu. Havia algo naquela troca de olhar, havia muito mais do que respeito e amizade na forma como Rei deslizava a mão pela cintura do Kouga. E de repente, ela entendera tudo.
Rei se afastou percebendo a presença da Jabi ali, sem parecer se abalar com isso. O moreno fora até a sacerdotisa já sorrindo.
- Jabi-chan, visitando? - Ela primeiro teve vontade de matar o cavaleiro prateado pelo apelido, mas vendo a forma como Kouga sorrira até a vontade disso passou. Ele estava sorrindo apenas por ouvir a voz do moreno?
- Estou sim, aproveitando que está tudo calmo em Kantai. - Jabi respondeu olhando do Rei para o Kouga, os dois prestando atenção apenas um no outro. - Estão caçando juntos?
- Às vezes. - Rei respondeu piscando para a morena. - Hoje por exemplo.
- Hum, horror difícil? - Jabi seguiu com eles para fora do salão.
- Ainda não sei, mas é aqui perto. Talvez eu consiga resolver sozinho. - Rei disse indo para a porta e sendo puxado pelo Kouga.
- Vou com você. - Rei sorriu para o cavaleiro dourado e fez um sim com a cabeça, os dois seguindo na direção que o horror estava.
Jabi ficou olhando para a interação entre eles. Ela já tinha dito que ia embora assim que o amigo acabasse com o treino, mas ser sumariamente esquecida assim... precisava ter certeza disso. Tomando a decisão, a sacerdotisa seguiu os cavaleiros de longe.
Tudo estava bem normal: a caçada, encontrar o horror, matar o horror. Nada fora do comum, até a hora em que Kouga fora acertado por um golpe mais forte e jogado para fora do galpão. Rei partira para cima do horror, o matando e nem parando para ver o que sobrara do demônio. Ele correra para fora do lugar, se ajoelhando ao lado do ruivo.
Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Ah! Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga
Uma hora aqui, a outra ali
No vai e vem dos teus quadris...
Jabi vira o cavaleiro prateado ver se o ferimento era grave, o rosto preocupado. A forma como ele entrelaçara os dedos com os do Garo, se inclinando e o beijando. Ele o ajudando a levantar e dizendo que deveriam ir para a casa. A sacerdotisa os seguira até a casa do amigo, subir até o quarto dele e irem para o banheiro. Juntos.
Ela ficou olhando para o vazio até a hora em que os dois saíram de lá, Rei no colo do ruivo e com as pernas ao redor de sua cintura. Os dois sem roupa alguma. Jabi parecia completamente hipnotizada sem conseguir desviar o olhar dos dois cavaleiros na cama.
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir...
Talvez fosse o beijo trocado por eles, talvez tivesse sido a forma como Kouga puxara o cabelo negro com as mãos, o fazendo jogar a cabeça para trás e aprofundar o beijo já obsceno e molhado. Dava para ver a língua do moreno saindo para tocar a do ruivo, o gemido com que ele a aceitara em seu interior, o prazer que aquilo parecia lhe proporcionar.
Jabi sabia que não devia ficar ali parada na janela, observando Kouga segurar o sexo já duro do Rei, bombando a mão por todo ele e arrancando pequenos gritos do moreno, ela sabia que não deveria ouvir Zero gemer e implorar em outros idiomas, idiomas que não conhecia. Francês? Espanhol? Não sabia o que era e nem o que ele estava dizendo, mas entendia tudo.
Era fácil de entender com Rei abrindo as pernas e rebolando de encontro à mão em seu sexo. Kouga pareceu entender bem, o ruivo descera pelo corpo firme do moreno, engolindo a carne dura e a chupando. Não era só imoral o que o Garo fazia, deveria ser muito bom pela forma que Zero se contorcia e gritava.
Ele usava os dentes, os lábios, a língua. Sugando, chupando, mordendo, deixando a saliva escorrer até se empoçar na base entre os pelos escuros do moreno. Quanto tempo durara aquilo mesmo? Muito? Pouco? Jabi apenas sentia um calor imenso subir por todos os poros enquanto via Rei foder a boca do Kouga.
E ele aceitar, gostar. Kouga deixava com que Rei fizesse o que desejasse. Puxar seu cabelo, o lençol, gritar. Gemer. Pedir por mais até gozar na boca do ruivo. Nem uma gota desperdiçada ou derramada. Deveria ter acabado e Jabi já estava prestes a ir embora quando viu Garo virar o moreno de quatro na cama. Deuses, ela não esperava por aquilo. Quer dizer, não daquela forma.
Rei sorrira segurando na cabeceira da cama, sendo puxado com força para trás contra a ereção do Kouga, ele a enfiando toda de uma vez na entrada do moreno. Aquilo deveria ter doído, o rosto do Zero dizia tudo, mas ele estava sorrindo, gostando. Como podia ser tão debochado assim? Rebolar daquele jeito enquanto era fodido com força, com vontade?
A cama batia contra a parede enquanto Kouga parecia montar o moreno, segurando ele pelo cabelo novamente, forçando seu corpo para frente e para trás. Aquilo era uma luta quase, uma luta de sexo puro. Seus corpos suados, o lençol já todo fora do colchão, Rei gritando e dizendo para o amante ir mais rápido e mais fundo. Mais forte.
Jabi lambera os lábios secos, vendo Kouga inclinar o corpo e beijar a nuca do moreno, morder sua orelha e sugar o lóbulo e arrancar ainda mais gritos e gemidos dele. Saindo de dentro do Rei e o colocando de frente para si, o beijando e o ajeitando sem colo. Zero empurra o corpo contra a ereção do amante, o fazendo entrar em seu corpo novamente.
Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Ah! Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga
Uma hora aqui, a outra ali
No vai e vem dos teus quadris...
E tudo o que eles falavam? A forma como se tratavam? Deuses, Jabi era uma mulher experiente, não uma puritana virginal, mas sua face ardia com cada palavra dita. O jeito com que Kouga procurava seguir o movimento dos quadris do moreno, as mãos de Rei no cabelo curto do Garo, nas costas dele, deixando marcas bem características ali. A força com que ele usava as coxas para impulsionar a forma como que cavalgava, como que deixava o membro de Kouga o comer, o foder bem fundo.
Quando os dois gozaram juntos novamente, com Rei molhando todo o abdômen do amante e Kouga bem fundo no canal dele, o sêmen pingando por todos os lados nas pernas do moreno até a cama, ela teve a certeza que tanto procurava.
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir...
Kouga deitara sobre o corpo menor, ainda arfando e sem muita noção da realidade. Rei entrelaçou as pernas nas do ruivo, dando pequenos beijos em seu rosto, boca, pescoço. Ele gemeu quando o amante saiu de dentro de si, não o soltando.
- Nunca mais faça isso. - Rei falara. - Me assustando dessa forma, achei que tinha realmente acontecido algo grave.
- Também te amo, Rei. - Kouga dissera com um sorriso, fazendo Jabi quase cair da janela.
- E eu a você, Kouga, por isso nunca mais faça isso. Nunca mais se machuque na minha frente. - Rei dissera preocupado e se aninhando daquela forma para dormir.
Jabi saiu dali com a cabeça virada. Amor. Kouga amava ao Rei e era amado de volta. Durante o tempo em que ficara fora realizando suas obrigações, a sacerdotisa não parara de pensar nos dois cavaleiros. Quando finalmente os reencontrou, estavam novamente juntos. E na casa do amigo.
- Jabi-chan, parece que temos uma rotina de nos encontrar assim, né? - Rei dissera largado no sofá da sala do ruivo, o moreno estava sem seu sobretudo negro.
- Outra missão? - Jabi perguntou fingindo que não sabia de nada.
- Não, nenhuma. Horrors estão quietos até. E você? Passeando? - Rei dissera.
- Vim para um ritual no Senado e aproveitei para ver o Kouga. - Ela respondeu.
- Ele ainda não chegou, mas está quase na hora do jantar então já deve aparecer. - Rei disse colocando o rosto no encosto do sofá.
Jabi até ficou sem saber o que responder, vendo o sobretudo negro do moreno pendurado onde normalmente ficaria o do Kouga indo perguntar quanto tempo ele estava ali quando ouviu o amigo chegar.
Kouga entrou entregando o sobretudo para o Gonza que pendurou sobre o do Rei, fazendo a sacerdotisa quase engasgar novamente. O ruivo estava olhando diretamente para o moreno, nem ligando para o que tinha ao redor. Era como se nada mais existisse, realmente.
- Kouga. - Jabi o chamara fazendo com que ele a olhasse. - Tudo bem?
- Tudo, Jabi. Passeando? Irá ficar para o jantar? - Kouga foi até o sofá, sentando ao lado do Rei e colocando a mão em sua coxa.
- O que Gonza fez de bom? - Ela perguntou brincando.
- O que temos para jantar? - Kouga perguntou para o moreno, agora realmente fazendo Jabi tossir e engasgar.
- Risotto e torta de morangos, claro. - Rei dissera da forma mais inocente.
- Hum, claro. - Kouga sorriu não se importando com mais nada e dando um beijo no cavaleiro prateado.
- ... - Jabi olhara para cima e entendeu muito bem. - Vocês sabem.
- Sabemos o que? - Kouga perguntou.
- Que eu já sabia sobre vocês dois. - A sacerdotisa cruzou os braços.
- Claro que sim, acha mesmo que nos seguiu aquele dia sem ser notada? - Rei disse piscando para a morena.
- Então, vocês fizeram tudo àquilo de propósito? - Jabi sentiu até o rosto arder.
- Não. Não é porque ninguém sabia que estávamos juntos que era algo escondido, Jabi. - Kouga respondeu. - Você podia ter perguntado e eu iria te responder da mesma forma.
- Mas bem que gostou mais de ficar na janela. - Rei disse piscando e deixando a morena ainda mais vermelha. - Um pouco de inveja é sempre bom.
- Um pouco? Bota inveja nisso. - Jabi olhara para cima. - Se eu soubesse que era bom desse jeito não tinha ficado só amiga esses anos todos.
- Pena que ficou, né? Agora é tarde. - Rei disse já rindo e puxando o Kouga.
- Podia emprestar né? Meu dia anda muito chato. O seu já nasce feliz sempre. - Jabi dissera brincando junto.
- Infelizmente, esse é exclusivo meu. Meu dia nascia muito ruim, muito triste. Nada como um Kouga pro dia nascer feliz. - Rei dissera piscando.
- Ou como um Rei. - Kouga dissera fazendo o moreno ficar surpreso. - No meu caso, apenas o Rei.
Jabi sorriu vendo os dois juntos, adorando poder ser parte do segredo não tão segredo deles, do amor que eles tinham um pelo outro. E pedindo para que todos os dias dos dois pudessem nascer bem felizes. Para sempre.
Oh oh oh oh..
Nota: Essa Jabi sou eu, sem mais.
Fim.
