A carona

No dia seguinte já no hospital, House na sala de Cuddy a esperava sentado numa cadeira, com os pés sobre a mesinha. Cuddy chega e abre a sala, acende as luzes e se assusta ao se deparar com House.

- Será que dá pra você parar de invadir a minha sala? - colocando o blazer no cabideiro.

- Dormiu bem? Olhando assim ninguém diz que você tomou um porre ontem. - tirando os pés da mesa.

- Eu não tomei nenhum porre ontem, só fiquei um pouco tonta. - em direção a sua mesa.

- Depois do que vi ontem tive mais certeza de que você errou de profissão. Você se sairia muito melhor como stripper.

- Você adorou o que aconteceu ontem, né? Vai passar o dia todo me infernizando. - ela evitava olhar pra ele, com vergonha do que tinha acontecido.

- A parte do banho foi a melhor. TODA peladinha. - a imagem lhe veio na mente.

- Vai ficar inventando coisa agora? - ela o encarou.

- Não to inventando, só aumentei um pouquinho, mas a imagem da lingerie branca contrastando com o preto quando a água bateu, nunca mais vai sair da minha cabeça. - ele a olhava como se estivesse vendo a lingerie molhada nela.

- Com isso você vai colecionar vários calos nas mãos. - arrumando alguns objetos da mesa.

- Comecei desde ontem. - lançou um olhar tarado.

- House! - o repreendeu

- Você que começou.

- E estou terminando, sai daqui e me deixa trabalhar em paz. - a paciência já estava indo embora.

- Você bebe, fica toda tarada, eu cuido de você sem tirar nenhuma casquinha e você nem sequer me agradece. - se aproximou da mesa.

- Some da minha frente. - brava

- Biriteira! - um olhar raivoso

House sai da sala depois de ter dado seu lindo ''bom dia'' a chefe e resolve finalmente ir trabalhar, deixando Cuddy fazer o mesmo também, afinal, ela ainda tinha algo pra cuidar, o hospital, já que da sua vida quem cuidava era o House.
As horas passam e a tarde dar o ar de sua graça, Cuddy encontra House todo santo na recepção.

- Você andou falando que eu dancei como uma stripper ontem a noite?

- EU? - com a cara mais lisa do mundo.

- Você não presta House.

- Esse povo gosta de uma fofoca, bando de desocupado. - encarando a moça da recepção.

- A começar por você.

Ela dá as costas e caminha em direção a sala, House fica tramando algo em sua mente e sai apressadamente da recepção. Chega à noite e já está na hora da delícia da Cuddy ir embora, ela deixa a sala e segue para o estacionamento. Já dentro do carro ela dá a partida e o carro só no deboche, nada de pegar, ela tenta mais duas vezes e desiste. House coincidentemente chega na hora em que ela tá saindo do carro.

- Esqueceu alguma coisa? - parecendo curioso.

- Não, meu carro não quer ligar. - chateada.

- Não deve ser nada, amanhã você chama alguém pra vir dar uma olhada.

- É, vou ter que ir de táxi.

- Como eu sou um cara bonzinho, posso te dar uma carona.

- Prefiro ir de táxi.

- Qual é, eu to falando da minha moto, ninguém anda nela a não ser o papai aqui, vai recusar?

- Se você não percebeu, eu já recusei. - dando as costas.

- Cuddy! - ele a fez cessar os passos. - Eu faço questão. - todo gentil.

- Tudo bem. - o olhou com um pequeno sorriso.

Eles caminham até a moto, House a entrega um capacete e sobe na moto e ela sobe logo depois. Ela o segura timidamente pela cintura, ele insatisfeito com a pegada, pega suas mãos e faz com que ela o segure com mais força, a deixando com o corpo bem colado ao dele.

Ambos acharam aquele momento delicioso, por mais que convivessem diariamente no hospital, seus corpos quase nunca tinham um contato como aquele a ponto de sentir o calor um do outro. Por sorte Cuddy estava de calça, assim conseguiu ir mais a vontade sem a preocupação de pagar calcinha.

- Pronta? - olhando pra trás.

- Vamos lá.

E eles seguem para a casa da Cuddy, a cada acelerada ela segurava House com mais firmeza e ele tava adorando aquilo tudo.

Eles vão se aproximando de um motel e House resolve parar a moto de frente a ele.

- Porque você parou aqui? - tirando o capacete.

- Sério que você tá perguntando isso? - já com o capacete na mão.

- House vamos embora. - irritada.

- Só uns minutinhos? - a olhando com cara de cachorro pidão.

- House, AGORA. - colocando o capacete.

E ele com a maior cara cínica do mundo faz o que ela pede, ele não podia resistir a uma gracinha daquelas. Quando eles vão chegando começa a chover, eles descem da moto e ficam na porta da casa dela.

- Obrigada pela carona, House. - abrindo a porta.

- Não vai me convidar pra entrar?

- Porque eu faria isso?

- Tá chovendo ou você não percebeu?

- O problema é seu. - entrando em casa.

- Não vou embora na chuva. - entrando também.

- Fazer o que, né. - em direção ao quarto.

- Quer ajuda no banho de novo? - a seguindo.

- Vai sonhando. - fechando a porta na cara dele.

House vai pra sala e liga a TV esperando Cuddy voltar. Depois do banho ela aparece vestida num robe preto e se junta a ele no sofá.

- Tem alguma coisa por baixo desse robe? - ele quase quebrou o pescoço quando virou o rosto pro lado dela.

- Acho que você já pode ir. - tentando se concentrar na TV.

- Não tem nada, não é? - já pensando safadeza.

- Porque você tem que ser sempre tão tarado? - com os olhos na direção dos dele.

- Porque não dá pra ficar de outra forma perto de você. - dessa vez não a encarou.

- De mim e de qualquer pessoa que use saia. - voltando a olhar pra TV.

- Não, com você é diferente.

- Vou fingir que acredito. - um falso sorriso.

- Porque você acha que estou aqui? - a olhando com seriedade.

- Porque tá chovendo.

- Errado! Porque acha que te trouxe aqui?

- Porque meu carro quebrou. - sem dar muita bola pra ele.

- Algo tinha que ser sacrificado. - o refugio de seus olhos era na TV.

- Como assim algo... HOUSE, você quebrou meu carro só pra me dar uma carona? - ela levanta furiosa do sofá.

- Eu não quebrei, só dei um jeitinho pra ele não ligar.

Cuddy ficou peidada com House, ela não aceitava a idéia dele ter ''quebrado'' o carro dela só pra fazê-la aceitar uma carona dele, e ele com a maior cara de rabo do mundo falava aquilo com uma naturalidade da gota.

- Seu miserável, filho de uma mãe, você não consegue se compor...

Ele a encosta na parede antes de dar tempo dela terminar a frase.

- Adoro quando você fica irritada. - segurando-a pela cintura.

- Me solta, House!

- Adoro quando você grita comigo.

- HOU...

Ele a cala com um beijo de tirar o fôlego, ela tenta empurrá-lo e ele a segura com mais força, ela tenta resistir ao beijo e ele segura seus braços e coloca a perna entre as coxas dela. Cuddy desiste de resistir e se entrega ao beijo, House com uma mãozinha nervosa por dentro do robe rouba um seio dela, o deixando exposto, enquanto a outra mão já estava na bunda.

- Eu sabia que você não estava com nada por baixo. - pausa pra respirar.

- A idéia era essa. - a safada tinha segundas intenções.

- Você nega, mas adora me provocar. - o olhar no dela.

- E você adora me irritar.

- Porque isso me excita. - sussurrando.

- Eu sei, acontece o mesmo comigo.

Eles voltam a colar suas bocas dessa vez num beijo mais tranquilo, sem precisar usar da força, mas não menos quente que o primeiro. A mão dele continuando com toda a safadeza já se encontrava por entre as pernas dela, sentindo toda a maciez da pele, ele suspende uma delas e segura apertando-a. E naquele vuco-vuco todo de beija pescoço, beija boca, de mão naquilo e aquilo na mão, com toda a safadeza comendo no centro, House baixa a perna dela e cessando a sem-vergonhice que já estava pegando fogo, ele olha na direção da janela.

- Tenho que ir. - voltando a olhar pra ela.

- Como assim tem que ir? - ela o segue sem entender nada.

- Parou de chover. - abrindo a porta.

- House! - ela tava inconformada até o último fio de cabelo, e que por sinal estava todo bagunçado.

- Boa noite, Cuddy. - fecha a porta sorrindo com a enorme satisfação em deixá-la naquele estado.

House realmente foi embora deixando Cuddy com a cara de taxo, parada no corredor como se não acreditasse que ele tivesse ido, não depois de todo aquele amasso na parede, depois de deixá-la toda lubrificadinha, toda excitada a ponto de bala. Cuddy teve que acalmar a piriquita sozinha, House não quis ficar pra apagar todo aquele fogo. Eita pra ele!