Eu fugi, fugi como uma criminosa foge da polícia, como uma criança foge da agulha, como as pessoas fogem das dívidas, fugi, para não morrer, morrer? Uma palavra tão forte, morrer é a coisa mais simples da vida, te liberta desse mundo horroroso, onde nos colocaram, Hoje em dia, já temos até que pagar o ar que respiramos, os cemitérios estão a abarrotar de tantos mortos, nas cidades já não se vê as estrelas, muito menos a lua, que esta perdida no meio de tanta poluição, vejo os humanos a escrever as suas cartas de despedidas, se despedindo de tudo e de todos, e porque, porque estão a morrer e tem medo, por menos que admitam, elas tem medo.
É o que sinto agora, medo, medo de morrer, de deixar o ice morrer, de não poder ir a ver o tumulo dos meus pais de novo, a 30 anos que não vou lá, literalmente falar com a minha mãe, como fazia antes, contava o que sentia e pelo que passava, chorava por não ter uma resposta e ficava muito feliz quando uma leve brisa movia os meus cabelos naquele exacto momento, sentia que eram os meus pais quase a dizerem " vai tudo ficar bem", me derramava em lágrimas. Tinha medo de deixar o meu irmão, de não dizer o quanto gosto dele, o quanto ele é importante, a minha única família. Medo de não dizer ao jacob como ele é um cara legal, o cara que eu gosto a anos, o cara a que eu não tive coragem de dizer "eu gosto de você", de dizer o quanto a presença dele me deixa feliz. Tenho medo de morrer e ser lembrada como " a amarga Leah", " a coitadinha da Leah", " a pobre Leah", é mesmo depois desses anos todos ainda me vêm assim, mundo cruel? É mesmo! Os amigos duram para sempre? Os meus não! E porque? Porque eu não tenho amigos!
triste? Muito! Tenho pena de mim mesma? Nunca! Você tem pena de mim? Não perca seu tempo! No meio de tantos pensamentos, cai, e me machuquei, a minha perna dói, e muito, ice começa a ladrar para aquilo que agora vem na minha direcção, com um ar de superioridade, com pena e deboche estampado na cara! Ice corre para o meu lado quando sente o cheiro nojento que esses vampiros asquerosos tem. O meu cachorrinho tem um bom faro. Rapidamente coloco ice no buraco de uma árvore e fecho com uma pedra, os vampiros riem-se, não vejo piada, estou protegendo o que é meu, e o que eu quero que fique bem, ice reclama um bocadinho, com um ladrar fininho e abafado. Me transformo, na esperança de ter alguém transformado também, e para a minha sorte, não tem ninguém, que vida. Os vampiros se colocam em posição de ataque, eu sei que vou perder, e se ganhar, saio muito mal dessa história. A mulher, que se acha superior, muito bonita, que novidade, baixa e loira, olhos vermelho sangue, ela corre na minha direcção, ainda tenho medo, mas ela não tem que saber, me coloco em posição de ataque, ela corre mais rápido, em um movimento rápido, mordo o braço dela, e arranco-o, ela grita, uma voz aguda, que fez doer os meus ouvidos. Então os outros se juntam a ela, não esta a correr assim tão mau, já matei um, o homem, novinho, moreno, olhos vermelhos. A loira continua sem o braço, continua gritando, dever ser por ter estragado as unhas dela, ou borrado a maquiagem, mas também estou ferida, muito, a minha perna deve estar partida, tenho imensos ferimentos distribuídos pelo corpo, já vejo embaraçado e é difícil me equilibrar.
Em um avanço rápido, o vampiro homem perdeu uns dedos e eu ganhei mais um ferimento, então eles falam alguma coisa em uma língua que eu realmente não conheço, pegam o corpo do homem morto e para o meu alívio correm, vão embora e eu espero seriamente que eles não voltem. Mas e agora, me transformo de volta, espera, um lobo na minha cabeça, é Embry, que vê na minha mente o que aconteceu, já nem é preciso pedir pra olhar a minha mente, eles simplesmente o fazem.
"Meu deus Leah, o que houve?"
"houve que quando eu precisei da porcaria da ajuda, ninguém se apresentou".
Pensei eu e me transformei. Tanta dor, tantos ferimentos, não sei se sabem mas os ferimentos causados por vampiros demoram a cicatrizar, nunca senti tanta dor na vida, me custa mover-me e estou bem longe de casa, droga. Vesti a minha calcinha e o meu sutiã que sobreviveram e tirei a pedra do buraco da árvore, ice saiu de la, alegre, como se não me visse a séculos, foram só uns 30 minutos, no máximo, ou eu perdi a noção do tempo. Que importa. Peguei o ice no colo, com dificuldade e com cuidado para não o colocar em cima de algum magoado, comecei a andar, com muita dificuldade, tenho mesmo a perna partida, e caminhar na floresta é complicado, ice sempre a ladrar para mim, com carinho e a lamber-me a ponta dos dedos. Caminhei durante umas 3 horas, quando cheguei a minha propriedade, quase todos os lobos saíram da minha casa a correr, menos Embry e Quil. Seth e jacob se aproximaram, larguei ice no chão, que correu logo para dentro de casa, provavelmente para tomar água. Senti-me desconfortável por estar em trajes menores na frente de tantos rapazes, há muito tempo que isso não acontecia.
_ Leah, estava tão preocupado. – Seth disse.
_ Não acreditava nem se fosse verdade. – Eu respondi.
Estou nos meus direitos de estar chateada, uma ajudinha de vez em quando não ia matar ninguém, mas estou orgulhosa de mim, afugentei 3 vampiros, sozinha.
_ Não sejas assim Leah. – Disse jacob.
_ Assim como? – Perguntei eu, irónica.
_ Assim! – Disse ele apontando o dedo na minha cara.
_ Poupem-me vocês todos! – Disse eu, começando a me dirigir para a minha casa.
_ Leah, tens o direito de estar chateada, mas o Embry e o Quil ainda estão a tua procura. – Disse seth.
Como se isso mudasse alguma coisa. Vi Jared se afastar, provavelmente vai dizer aos outros que já apareci.
_ Isso muda alguma coisa? – Disse eu apontar para os meus ferimentos abertos.
Ele abaixou a cabeça, não gosto de ver o meu irmão assim, mas estou fula. Senti uma tontura, coloquei a mão na cabeça e fechei os olhos, respirei fundo, logo ela já tinha passado, provavelmente será fome.
_ Sentes-te bem? – Perguntou Jacob pondo uma mão na minha cintura. Afastei a mão dele.
_ Não se nota que sim! - disse eu.
Entrei em casa, e vi ice a deliciar a sua ração, cãozinho esfomeado. Subi as escadas e pude ouvir os rapazes entrarem, nem liguei, já nem vou reclamar. Abri a porta do meu quarto e entrei, feliz por estar no meu quarto, que a pouco tempo esteve em reformas, agora esta branco e lilás, a minha cama, agora é de casal, com uma colcha Rosa, com linhas amarelas e brancas, as almofadas todas arranjadas, o meu guarda-roupa, que esta bem velhinho, mas conservado, com alguns tapetes no chão e uns quadros de fadas a preto e branco nas paredes. Fui até o meu guarda-roupa, peguei umas roupas limpas e me dirigi ao banheiro, do meu quarto. Liguei o chuveiro, quando entrei, mordi o lábio, por causa da dor que a água causava ao cair em cima de algumas feridas, lavei o cabelo e debaixo das unhas e tudo o resto. Sai do chuveiro, coloquei as minhas roupas e desci as escadas ainda a mancar, a perna ia demorar pelo menos 2 dias a recuperar, porque eu me transformei e aquilo piorou. Passei pela sala que estava com aquele monte de gente que não parava de falar entre si, quando eu passei ficou tudo a olhar para mim, não liguei e fui para a cozinha. Ice estava na sua cama, a dormir, abri a geladeira e peguei um bife, coloquei-o na pia e liguei o fogo, o óleo esquentou um pouquinho, coloquei lá o bife e esperei, quando aquilo ficou pronto coloquei-o em um prato e me sentei perto de uma bancada. Jacob entrou na cozinha, não falou, sentou-se na minha frente, do outro lado da bancada e ficou a olhar para mim.
_ O que você quer Black? – Perguntei eu, incomodada com aquele olhar.
_ Eu quero saber se você esta bem? – Me respondeu, ainda a me olhar.
Percebi que ele ia ficar me incomodando se eu não respondesse.
_ Eu vou ficar bem.
_ Fico mais descansado. – Me disse com um sorriso no rosto.
Terminei de comer e me levantei, fui para o meu quarto e deitei-me na minha cama, a minha perna estava a doer, muito, ia custar adormecer. Fechei os olhos na esperança, mas nada, então me lembrei de alguns momentos com os meus pais, vai ser aniversário do meu pai daqui uns dias, o que me fez chorar. Alguém para atrapalhar o meu momento batel a porta.
_ Entra. – Disse eu com a voz tremula.
O jacob hoje não me deixa em paz, o que esta me agradando, nunca passei tanto tempo assim com ele. Entrou com um ar cansado e com umas coisas nas mãos.
_ Trouxe coisas para a tua perna, deve estar a doer.
_ Sim, esta. – Respondi.
Foi então que ele reparou em algumas lágrimas.
_ Dói assim tanto?
_ não é isso, me lembrei de umas cenas.
Ele pareceu mais aliviado, passou um gel na minha perna, que aliviou bastante e depois enfaixou.
_ Obrigado jacob.
_ Disponha.
Então ele ia sair do meu quarto, eu não quero ficar sozinha, não vou conseguir dormir.
_ Quando voltas para os cullen?
ele estacou, virou-se para mim.
_ Eu não vou voltar para eles.
Me surpreendi, ele disse isso com um grande sorriso nos lábios, então perdi o juízo de vez.
_ Fica aqui esta noite?
ele com um sorriso respondeu.
_ Eu vou ficar, estou no sofá se precisar.
Virou-se e Abril a porta, deve me ter entendido mal.
_ Fica aqui, comigo essa noite?
ele pareceu surpreso, então voltou a entrar, me mexi na cama, deixando um pouco de espaço para ele deitar-se. Assim ele fez, eu joguei a coberta por cima dele também e deitei a minha cabeça no ombro dele. [abusando da sorte], feliz por ele estar ali. Ele cheira maravilhosamente e é quente, mais do que eu. E o sono já estava chegando.
_ Jake, obrigado por ser meu amigo! – Disse eu, com voz sonolenta.
_ Não tens que agradecer, eu gosto muito de você Leah.
E foi a última coisa que ouvi antes de adormecer, no ombro do jacob, como sonhei a tantos anos atrás.

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Mais um postadinho.
Não liguem se estiver muito deprimente ou péssimo, mas tenho essa semana toda ocupada [testes] e não tenho muito tempo para escrever.
Agradeço a todas que comentaram, são todas linda e maravilhosas e as pessoas que leram e não comentaram, também são lindas.
Até o próximo domingo…… beijos [comentários, please]