1.
Coast City
Clark ligou a televisão para ver o jogo e abriu uma lata de cerveja. Sentou no sofá e quando começou a beber, ouviu uma batida na porta.
- Mas que merda! Acho bom ser importante pra atrapalhar a minha cerva e...! – ele abriu a porta e viu Lionel. – Desculpa, moço, não é aqui que vende feijão não! – e bateu a porta na cara do pai adotivo.
- Clark! – Lionel bateu de novo na porta. – Eu preciso conversar com você, meu filho!
- O que é, porra?! – Clark abriu a porta e deixou Lionel entrar. – Que saco, eu já sai da sua aba, me deixa!
- Clark, eu sei que as coisas ficaram complicadas... Eu ia perguntar a Lex, mas ele ficou em coma depois da briga.
- Bem feito!
- Mas agora ele acordou, só que está numa cadeira de rodas.
- Mais bem feito ainda! – Clark bebeu a cerveja. – O que está esperando? Que eu fique com peninha?
- Ele é seu irmão!
- É porra nenhuma! Somos irmãos só porque você me pegou pra criar ou melhor, manipular! Porque é isso que você faz! Manipula as pessoas nos seus jogos doentios! Acha que eu não saquei que você queria que o careca e eu nos enfrentássemos?! Que vencesse o melhor! Mas o melhor sempre fui eu!
- Eu criei os dois para serem aquilo a que sempre foram destinados! Serem reis e governar sobre todos!
- Ah não vem com esse papinho de merda não! To cheio de você! Quero que você, Lex e todos os Luthor se fodam!
- Lex poderia ter ficado paralítico para sempre! Por sorte, os médicos disseram que é só questão de tempo e fisioterapia para que ele volte a andar. Não atingiu nenhum nervo.
- Tá, já recebi as notícias que eu não pedi, pode ir embora.
- Clark, você é um Luthor, gostando ou não. Você já bancou o rebelde, já ficou meses fora de casa, agora pode voltar.
- Lionel, qual foi a parte de eu-vou-embora-daqui-e-quero-que-você-morra que disse antes de ir embora que você não entendeu?! Não sou um Luthor e não quero ter ligação nenhuma com vocês!
- Ainda assim você continua sacando dinheiro da conta da LuthorCorpMedia.
- Ué, eu não sou o seu filhinho querido? – ironizou CL. – Eu tenho direitos também. E ninguém vive de vento, papaizinho querido.
- Clark, eu sei que você ficou chateado por eu não permitir seu acesso à Fortaleza do Ártico que você alega ser dos seus antepassados.
- Não seja cínico, bode velho. Você sabe muito bem que é a minha herança kryptoniana. Mas se eu quisesse mesmo saber alguma coisa, já tinha quebrado aquilo tudo que você colocou pra me barrar num piscar de olhos.
- Clark, acredite quando eu digo que você foi enviado aqui para ser o dono de tudo e de todos. E eu quero guiá-lo por esse caminho! Mas você tem que voltar para casa!
- Não volto e duvido tu me tirar daqui! Pode até tentar mas sabe que a porrada vai cantar pro teu lado! Lionel, faz um favor a todos nós e morra! – ele abriu a porta. – FORA!
- Tudo que eu faço é para o seu bem. – Lionel afirmou. – Você é o filho enviado para mim, para que eu guiasse o seu caminho.
- Não preciso de guia turístico! Agora, vaza! Vaza antes que eu te quebre a cara!
- Você ainda vai voltar, Clark e nesse dia, o esperarei de braços abertos e aí sim, você cumprirá sua missão na Terra. Até breve. – Lionel se retirou.
- Até nunca mais! – Clark berrou e fechou a porta com um estrondo. – Miserável, acabou com o meu dia! Que ódio! – Clark deu um soco na mesa, quebrando-a. Ele bufou e abriu sua mochila. Lá dentro estava uma pedra do poder. – Se essa droga se manifestasse, eu estaria com meio caminho andado...
O plano de Clark era descobrir o porque daquela pedra com símbolos kryptonianos ter ido parar em suas mãos. E qual era o propósito daquilo. Ao mesmo tempo, não queria abraçar totalmente seu lado alienígena. Gostava dos seus poderes, gostava do que era, mas não queria saber mais do que isso. Porém, também não queria ser mais dominado por Lionel Luthor e sua sede inesgotável de poder. Por causa disso, Lex quase o matara. Clark colocou a pedra de volta na mochila.
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Clark entrou num bar e bebeu um pouco de cerveja. O álcool não o afetava mas ele gostava do sabor. Uma mulher começou a flertar com ele. Clark deu um sorriso e chamou o bartender.
- Dá uma bebida para aquela moça e diz que fui eu quem paguei. - deu o dinheiro ao bartender.
- Sim, senhor. – o homem assentiu e obedeceu.
A mulher sorriu para ele e Clark pegou sua bebida e foi falar com ela.
- E aí? Aproveitando a noite?
- Estava achando tediosa... até agora. Sente-se, por favor. – ela mostrou a cadeira.
- Obrigado. Eu me chamo Clark.
- Alicia Baker. – ela sorriu quando ele beijou sua mão. – Que cavalheiro...
- Não é assim que se deve tratar uma dama?
- Com certeza. Eu pedi para trocarem a minha bebida por um coquetel, se você não se importa.
- Claro que não. – ele olho para o garçom. – Tudo que a dama quiser.
Alicia mexeu no cabelo e bebeu um pouco.
- Então, o que você faz aqui? Eu acho que já vi o seu rosto em algum lugar...
- Não sou nenhuma celebridade.
- Isso não faz seu rosto ser menos bonito. – ela o fitou.
- O seu também é lindo.
Os dois sorriram um para o outro.
Não demorou para Alicia e Clark irem para dentro do banheiro do par, se trancarem lá e trocarem beijos mais ardentes. Alicia tirou a camisa e a jaqueta preta de Clark e arranhou um pouco o peito dele, mesmo que não fizesse qualquer dano ao kryptoniano. Ele abriu os botões da camisa dela e tocou nos seios ainda com sutiã. Alicia lhe deu um olhar malicioso. Clark abriu o sutiã branco dela e chupou seus seios alternadamente e vorazmente, enquanto Alicia gemia de prazer. Beijaram-se mais e ela abriu o fecho da calça dele. Alicia colocou a mão em seu membro, já duro. Sorriu e mordeu o pescoço dele, enquanto acariciava seu pênis. Clark gemeu, enquanto suas mãos escorregavam pelo corpo da loira e apertavam sua bunda. Clark colocou Alicia contra a parede, baixou sua calcinha e a penetrou. Foi dando estocadas cada vez mais fortes, enquanto ela se agarrava à ele. Só pararam quando ficaram satisfeitos.
Os dois estavam se arrumando quando ele a olhou.
- Aí. Quer dar uma passada no meu apê?
- Claro. Vai ter cerveja?
- Vai ter isso e muito mais. – ele a puxou pela cintura e lhe deu um beijo. Deu um tapa no traseiro dela. – Coloca o casaco e vamos.
Alicia saiu ao lado de Clark do bar, mas eles foram cercados por cinco caras. Um deles, todo tatuado, se aproximou de Clark.
- Aí, quem mandou você se aproximar da minha garota? Ela tem dono!
- Jura? Eu não vi seu nome nela! E eu fiz mais do que só me aproximar, cara! – Clark deu uma risada debochada.
- Se prepara pra morrer. – ameaçou o homem.
- Acho que vocês estão contando com o túmulo errado. – Clark disse e deu um soco no homem, que o derrubou.
Facilmente, Clark venceu todos os cinco. E nem usara metade da sua super força. Aqueles homens não eram páreos para alguém como ele. Aliás, Clark Luthor jamais conhecera alguém capaz de vencê-lo em qualquer combate. Alicia estava de olhos arregalados.
- Você é muito forte...
- Um pouco de treinamento. – ele sorriu e estendeu a mão para ela. – Vamos?
Alicia assentiu e montou no carona da moto dele.
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Alicia acordou na cama de Clark. Levantou-se com cuidado para não acordá-lo e pegou sua carteira. Era uma boa grana. E os cartões de crédito poderiam ser sacados antes que ele descobrisse. Alicia se arrumou e já estava na porta quando ele a chamou.
- Vai aonde com a minha carteira?
- Oh... eu... eu...
- Se quiser sair viva daqui, devolve. – ele disse, sem ao menos se levantar da cama. – Se quiser algum pagamento pela foda, eu pago, mas se me roubar, fica sem essas lindas mãozinhas. Escolhe.
Alicia ficou com medo e devolveu a carteira com tudo dentro. Clark abriu os olhos e pegou o dinheiro, entregando pra ela.
- Toma. Até que você é boa de cama. Precisa melhorar a técnica, mas nada que faça um cara se arrepender.
- Obrigado. – ela disse, pegou o relógio dele e se teletransportou.
- Ah sua filha da puta! – ele gritou, irritado. – Deixa só eu te pegar pra tu ver! – Clark deu um soco na cama.
Clark saiu de moto e foi até o bar para ver se achava Alicia. Desceu da moto e viu um cara olhando pra ele.
- Ela não está.
Clark olhou para o homem.
- Te perguntei alguma coisa?
- Você está atrás de Alicia Baker e ela não está. – esclareceu o homem. – O bartender me contou que ela e o namorado dão golpes assim. Sinto muito cara. Ontem eu perdi uma boa grana com aquela prostituta.
- Que merda. – Clark passou a mão pelo cabelo. – Bom, pelo menos ela não levou os meus cartões... E era gostosinha.
- Era mesmo. – concordou e os dois riram. O homem estendeu a mão. – Hal Jordan.
- Clark Luthor. – o cumprimentou.
- E você sabe que ela tem poderes né?
- Você fala como se conhecesse gente com poderes...
- Conheço alguns... – Hal disse e lhe mostrou o seu anel. – Mas nem todos nascem com ele.
- Esse anel é meio baitola. Isso aí tem poderes?
Hal Jordan usou o anel para levantar um carro. Ele produzia uma energia verde. Clark ficou surpreso e depois apladiu.
- Boa! Mas porque tu me mostrou isso?
- Porque você também tem poderes. Alicia não ataca os que não tem. O namorado dela tem tipo... um rastreador de meta humanos.
- Não sou um meta-humano. – afirmou Clark. – Sou mais do que isso. – gabou-se.
- Interessante. Acho que você gostaria de conhecer umas pessoas que... tem habilidades especiais.
- Como um tipo de clube de superamigos? – Clark debochou.
- Não nos chamamos assim.
- Não, cara. Valeu, mas não. Eu resolvo minhas tretas sozinho. – Clark montou na moto. – Mas aí, até que o seu anel é legal. Meio boiola, mas legal. Tchau! – Clark colocou o capacete e saiu dali.
