N.A.: Sabe quem vai ser muito feliz em receber visualizações e reviews como presente de aniversário? EEEEEU :3
Tem uma fala em cirílico ucraniano (muito pouco diferente do cirílico russo, mas sim, tem diferença). Se tiver algo errado, MIL PERDÕES.
Do you know who's gonna be really happy receiving reviews as birthday gift? MEEEEE :3
There's a line in Ukranian (wich is a little bit different of Russian). If there's something wrong, PLEASE FORGIVE ME.
DISCLAIMER: NCIS LA ou seus personagens não me pertencem. Apenas tomo a liberdade de viajar na imaginação e nos olhos do Deeks \o\
NCIS LA or the characters does not belong to me. I just let myself go in my imagination and on Deeks gorgeous eyes \o\
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O dia começou cedo na OSP. Para a surpresa de Hetty, o primeiro a chegar na segunda-feira foi Deeks. Ele sentou-se e jogou sua bolsa em cima da mesa. Ligou o computador e esperou que o sistema iniciasse. Foi menos de um minuto, mas antes de terminar o relatório de serviços para a LAPD, tirou aquelas duas folhas dobradas de um bolso da calça. Ficou analisando as letras por minutos infindáveis, como se ficar olhando para o bilhete e o exame fosse mudar alguma coisa no texto ou no resultado.
Seus olhos chegaram a estreitar, tamanha a concentração. Estava tão desligado que não ouviu Hetty recostar as mãos na mesa, parecendo ligeiramente preocupada.
- Para alguém que sempre chega falando pelos cotovelos, quase não percebi a sua chegada, Sr. Deeks.
WOW! Que susto! O coração deu um salto e ele escondeu o mais rápido que pôde aquelas folhas perturbadoras. Deu um sorriso sem graça e coçou os cabelos loiros, depois abrindo o formulário de serviços.
- Hetty! E-eu...não dormi muito bem, não estou com vontade de conversar.
- Hum...E isso por um acaso se deve aos papéis que estava lendo? Como aquele resultado de exame?
Ele sabia. Hetty sempre foi uma espécie de guru: nunca deixando passar nada. Ainda assim e por mais que fosse normal, ele sentiu-se...incomodado.
Não que isso fizesse diferença naquele momento. Ele jogou as duas folhas em cima da mesa, meio dobradas e cheias de informações que apenas confundiam ainda mais a cabeça do mais jovem integrante da primeira equipe no OSP. Enquanto Hetty passava os olhos na leitura, ele terminava a última parte de seu relatório para a LAPD - já que o do NCIS estava terminado, impresso e grampeado.
- Isso é uma informação que nem eu tinha conhecimento, sr. Deeks. E o senhor sabe como fico de olho em todos os meus agentes.
- Não sou seu agente. Sou um detetive que atua como ligação entre a Polícia de Los Angeles e o NCIS. Nada além disso.
Henrietta ergueu os olhos para o rapaz. Não havia nada de grosseiro em sua afirmação; muito pelo contrário. Ele sempre foi gentil e simpático. Aquelas palavras, no entanto, vieram carregadas com certa tristeza.
- Sabe que é bem mais que isso, Marty.
Ele parou seu trabalho. Ergueu o rosto da tela do computador e olhou para sua chefe de operações no NCIS. Arqueou uma das sobrancelhas, não acreditando no que acabou de ouvir. Por um momento suas preocupações ficaram de lado.
E aí tudo voltou no instante seguinte.
- Você tem duas opções: acreditar num pedaço de papel que nem sabe de onde veio...ou correr atrás da verdade. De qualquer forma, gostaria que deixasse estes dois documentos aqui. Eles simplesmente chegaram assim, soltos?
- Ah...não. Não, vieram nisso aqui.
Deeks tirou o envelope pardo de sua mochila, entregando-o para Hetty. Não havia remetente ou endereço, mas apenas o nome do detetive escrito em letra de fôrma. Hetty pegou tudo com o máximo de cuidado, como se fosse uma carga preciosa. Virou-se em direção ao centro de análise e, ainda de costas, parou por um momento.
- Vou mandar para a análise agora mesmo. Quem quer que tenha enviado isso deve ter deixado alguma pista. Você pode terminar seu relatório para a Polícia de Los Angeles. E...sr. Deeks?
Ele olhou para ela, com a ansiedade de quem tinha todas as dúvidas do mundo nas costas.
- Por enquanto isso fica entre nós dois.
O riso escapou de um canto dos lábios do detetive. Ele apoiou o queixo em uma das mãos, o espírito mais leve por ter ao menos uma pessoa que se importava com ele.
- Há dois minutos você me chamou de Marty.
- É...a ocasião pede. Mas não se acostume.
Deeks deixou finalmente as preocupações um pouco de lado. Negou com a cabeça, divertido, e voltou ao seu trabalho.
Naquele momento Callen e Sam chegaram quase ao mesmo tempo. Minutos depois, Kensi deu bom dia a todos e sentou-se para começar o próprio relatório.
Todos os três brincando com o fato de Deeks ter sido o primeiro a chegar.
E ele, como sempre, escondendo o que realmente se passava por sua cabeça e deixando-se levar pelo bom humor geral.
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Toda a papelada ficaria para depois. Ao menos para Sam, Callen e Kensi - Deeks já tinha concluído toda a parte dele.
A OSP recebeu informações sobre um depósito ligado diretamente à uma quadrilha ucraniana. Eric Beal e Nell Jones - os "gêmeos-maravilha" do NCIS - enviaram prováveis endereços e fotos de suspeitos. Sam e Callen seguiram no carro do fuzileiro, Kensi e Deeks no veículo da agente especial. E claro que a discussão diária deles começou nos primeiros metros de estrada.
- Por favor, não vamos ouvir aquela rádio de surfista, né?
- Por que não? Você já está dirigindo, já vamos no seu carro!
- Exatamente, o carro é meu!
- Nota-se pelo estoque do Willy Wonka no seu porta-luvas. Tem mais doce aqui do que numa fábrica de açúcar!
- Rá...rá, Deeks. Que hilário.
- Um dos meus raros talentos, Fern.
Um silêncio incômodo ficou entre os dois. Normalmente esse tipo de conversa duraria todo o caminho e seria misturada com as informações já existentes sobre o caso.
Naquele dia as coisas estavam um pouco diferentes. E isso preocupou Kensi.
- Uma moeda pelos seus pensamentos. Deeks?...DEEKS!
Ela falou mais alto no fim e deu um soco no ombro do rapaz. Ele estava com o rosto virado para a janela do carro e acabou levando um susto, de tão distante que estava.
- Eu!...Desculpa, Kens. Estava em outro lugar.
- Eu percebi! O que houve? Você não é assim. Aconteceu alguma coisa?
Deeks encarou sua parceira por alguns segundos. Aquele rosto lindo e aqueles olhos exóticos que ele tanto admirava. Hetty disse para deixar a análise dos documentos entre eles dois. Mas não disse para deixar a revelação do conteúdo em segredo também. Ainda assim, ele decidiu não contar a verdade completa.
- Eu...recebi uma notícia sobre o meu pai. Então assim que este caso acabar, eu vou encontrar a minha mãe e tentar ver o que ela sabe.
Kensi olhou preocupada para o belo detetive à sua frente. Por quem ela nutria sentimentos há algum tempo, mas recusava-se a admitir. Nada disso a impediu de entender a confusão presente nos olhos muito azuis. Ele já disse uma vez que o pai o odiava e que já tinha tentado matá-lo, porém nada além disso foi revelado. Deeka tinha todo o direito de desprezar o pai; ainda assim, parecia ama-lo apesar de tudo.
- Eu sinto muito, Deeks. É muito grave? Posso ajudar de algum jeito?
- Você não faz ideia de tão grave que é. E não, Kensi...obrigado, mas não tem nada que você ou eu possamos fazer. Ah, chegamos!
E então uma chave foi ligada na cabeça de Deeks, porque o olhar preocupado deu lugar à seriedade e determinação sempre presentes quando o assunto era trabalho. E isso sempre foi algo que Kensi adimrou muito, apesar de nunca falar em voz alta. Colocou seu colete ainda dentro do carro e preparou sua arma, pronto para a ação. Saiu do carro ao mesmo tempo que sua parceira e seguiu logo atrás de Callen e Sam, que lideraram a batida.
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Imperceptível. Digital. Alta resolução e transmissão simultânea. Assim é o sistema de câmeras presente naquele galpão. O homem observava a tudo que ali ocorria, pois não confiava na própria sombra - imagine então nos subordinados?!
Todos os ângulos estavam devidamente cobertos. Incluindo o lado de fora. Exatamente por isso ele viu uma equipe pequena e sorrateira aproximando-se do local. Eram apenas quatro, mas poderiam facilmente subjugar os dez homens presentes dentro do local.
Três homens e uma mulher.
Mas o que chamou sua atenção andava logo atrás de um homem alto, forte e careca. Seus olhos arregalaram-se e ele pegou um celular, apertando a discagem rápida e sentando-se em sua poltrona.
- Ne vbyvay! Bizhit' abo padinnya! Nichoho he hovory! Não matem! Fujam ou caiam! Não falem nada!
Uma chance boa demais para desperdiçar. Mas existem prêmios maiores que a morte de alguns agentes.
E ele procurou por anos a fio. Não deixaria mais um dia sequer passar em branco.
