Fanfic: Conseqüências.
Gênero: Drama
Shipper: Roy/Riza
Disclaimer: Fullmetal Alchemist não me pertence.E sou apenas uma fã viciada que tem prazer em escrever Fanfictions sem ganhar nada em troca, ou seja, sou viciada em escrever e Pobre. E o Mustang não é meu. Depressiva
Sinopse: Riza escolheu protege-lo acima de tudo. Roy escolheu quebrar as regras para tê-la de volta. Estaria ele preparado para enfrentar as conseqüências de suas escolhas?
Capítulo 2 – Um plano a prova de falhas?
Já fazia uma semana e as lagrimas ainda não tinham se esgotado. A verdade era que, por mais que escondesse o seu próprio sofrimento por trás de uma mascara de falsa tranqüilidade e frieza fora do comum, Roy Mustang ainda podia sentir as feridas dentro e si mesmo.
Não houvera, naquela semana, uma noite sequer em que ele não tivesse sonhado com a morte dela. Acordar banhado em suor, ou chorando, já havia se tornado uma rotina. Uma irritante rotina.
- Se ao menos houvesse uma maneira de traze-la de volta! – ele exclamou, jogando-se exausto sobre a cama, ainda vestido com a farda militar, depois e mais um dia e trabalho no quartel.
- Há uma maneira... – sussurrou uma vozinha em sua cabeça – Transmute-a.
- Para que? – ele respondeu, irritado – Ela se tornaria um homúnculo, e seria má.
- Os homúnculos não nascem maus – disse-lhe a voz – Apenas são instruídos a praticar más ações.
Ele não sabia se aquilo realmente fazia algum sentido, ou se sua saúde mental estava começando a se mostrar debilitada. Seriamente debilitada.
- Mas eu teria que pagar um preço para transmuta-la – ele pensou.
- Qualquer preço é valido para te-la de volta, não acha? – persuadiu a voz – A ver sorrindo novamente, e, finalmente ter uma chance para dizer que a ama. Beija-la. Toca-la. Ama-la. E tudo isso por um preço mínimo.
- Nem tão mínimo assim! – ele exclamou – Edward perdeu uma perna e Alphonse perdeu o corpo inteiro, tentando transmutar a mãe.
- Eles era crianças, e suas habilidades alquímicas eram, portanto, mais fracas e ignóbeis – disse-lhe a voz – Você, ao contrario, é um alquimista federal renomado. Não será difícil transmuta-la. Pense bem.Os irmãos Elric perderam o que perderam porque não estudaram o bastante e porque seus corpos eram menores. Admita, Mustang, é um plano a prova de falhas!
- Isso faz sentido – Roy sentou-se sobre a cama e suspirou. Estava disposto a se sacrificar em nome do que sentia por Riza. Levantou-se e caminhou ate a escrivaninha da sala, catou alguns livros sobre transmutação da estante e começou a escrever em um caderno – Oitenta gramas de enxofre...cinco gramas de ferro...sete gramas e meio de flúor...oitocentos gramas de fósforo...- ele suspirou – Isso vai dar muito trabalho!
Mas, incrivelmente, estava animado.
xxxxxxxxxxx DOIS MESES DEPOISxxxxxxxxxxxxxxxx
Tudo no Quartel havia voltado ao normal. É certo que se ouviam comentários por onde o coronel passava, mas não passavam de comentários e, por isso, ele não os dava tanta atenção. Seu subordinados mais próximos esqueciam-se da pena, ou, ao menos a escondiam em um canto escuro da mente, e o tratavam como antes. Dos quatro que trabalhavam diretamente sobre suas ordens, apenas Jean Havoc sabia dos verdadeiros sentimentos de Roy pela agora falecida Riza Hawkeye. Os outros apenas suspeitavam de algo, ainda que fosse visível a incrível ligação entre os dois, raras eram as palavras de carinho entre eles. Tudo ficava extremamente subentendido, porque assim tornava-se mais seguro.
O próprio Jean Havoc só havia descoberto esse "romance" quando, meio que sem querer, presenciou uma cena um pouco intima demais.
Flashback!- Inicio.
O expediente já havia acabado e, como já era de costume, Havoc, Fuery, Hawkeye e Mustang eram os últimos a sair.
- Estão dispensados – os três voltaram-se para o coronel, que analisava alguns documentos sobre sua mesa. Jean Havoc arrumou suas coisas com pressa e, pôs-se a apressar o colega para que fizesse o mesmo.
- Vira conosco, Tenente Hawkeye? – perguntou-lhe Fuery.
- Eu ainda tenho trabalho a terminar, Fuery – ela respondeu, sem tirar os olhos dos documentos que fingia analisar.
- Como preferir.
Despediram-se do coronel e da tenente e caminhavam para a saída quando Fuery lembrou-se de algo.
- Esqueci as minhas chaves na minha mesa!
- Eu as pego para você – disse Havoc, entregando sua pasta para o colega e caminhando de volta. Para sorte de Havoc, seus passos eram silenciosos e, ao se aproximar da sala do Coronel, pode ouvir vozes numa discussão um pouco acalorada.
- Pouco me importa que esteja atrasado, Mustang – era a voz da tenente Hawkeye, mas ele nunca imaginara que ela falasse aquele jeito com o coronel.
- Se está com ciúmes, so precisa dizer, Riza – o coronel conseguia ser muito irritante mesmo.
- Não me chame de Riza – ela disse perigosamente – E muito menos me chame assim no quartel. Eu já lhe disse isso!
Ela estava parada frente a frente com Roy. Ele a olhava com sarcasmo e ela com fúria. Então, ele segurou uma mecha do cabelo dela e deu um sorriso triste – Riza...
- Tire suas mãos de mim, Roy Mustang – a voz dela tornara-se mais baixa e Jean pode ver que uma lagrima escorria pela sua bochecha.
Roy Mustang aproximou-se do rosto dela na vã tentativa de beija-la. Mas ela recuou, abaixou a cabeça e apoiou uma mão sobre o peito do coronel – Por favor...Roy...não vamos fazer isso
E a partir daí, tudo que aconteceria caberia a mente de Jean Havoc criar.Ele se afastou tão lenta e silenciosamente quanto chegara.
- Encontrou minhas chaves? – perguntou Fuery, assim que o amigo chegou perto o bastante.
- Essa noite, vai ter dormir no meu dormitório.
Flashback – Fim
No fim do expediente daquele dia, Roy Mustang se encaminhou ao cemitério. Precisava visitar dois túmulos. Primeiro foi ate o tumulo de Maes Hughes, e depois foi visitar sua amada.
- Já fazem mais de dois meses, Riza – ele começou. Seus olhos encheram-se de lagrimas sem que ele pudesse controlar – Já fazem mais de dois meses, e esta realmente insuportável. Nunca imaginei que...nunca imaginei que um dia estaria...estaria como estou hoje – Roy se ajoelhou em frente a lapide – Você sempre esteve lá por mim e...acho que...acho que não posso viver sem você – ele fez uma pausa e admirou o céu. Estava escurecendo – Eu realmente espero que me perdoe pelo que vou fazer. E eu espero que não me odeie – mais uma pausa. E dessa vez ele pôs-se de pé e sorriu, um sorriso triste, assim como todos que ele dava, agora que ela não estava mais entre eles – Eu te amo.
Naquela noite, Roy não dormiu em casa. Arrumou suas malas e tomou o primeiro trem para uma cidade qualquer. Acabou parando em Suleyhull, uma pequena cidade ao leste. Procurou uma hospedaria barata e passou a noite ali.
Na manha que se sucedeu a isto, decidiu que não havia mais tempo a perder e, numa velha casa abandonada, que ele encontrara um pouco afastada do centro da cidade, já dentro da floresta, ele juntou todos os elementos que necessitava; desenhou um grande circulo de transmutação pelo chão. E então, ele iniciou a transmutaçao.
Um tipo de poeira amarela começou a se levantar do chão. Logo ela se tornou roxa e depois tomou um aspecto esverdeado. Ele observou com pavor, seu braço esquerdo ser envolto por longos tentáculos pretos e começara a desaparecer. Doía muito.
Depois, o que ele se lembrava era de estar sangrando. Não tinha mais o braço esquerdo. Então, no meio da poeira, ele vira algo se mexer. Apertou os olhos e deu um meio sorriso, dera certo?
Mas aquilo não era a Riza. Era alguma outra coisa, que tinha sua carne completamente dilacerada, os olhos vermelhos, o cabelo loiro estava sujo de sangue, em algumas partes do corpo era possível ver os músculo e ate mesmo os ossos.
A "coisa" arfava enquanto se arrastava em direção à ele – Me...ajuda... – era a voz dela. Roy olhou aterrorizado. Era a voz de Riza, os olhos de Riza, o cabelo de Riza. Pôs-se de pe da maneira que pode e, escorando-se na parede, fugia lentamente daquilo que se arrastava aos seus pés. A "coisa" fez um barulho estranho, como se tivesse se sufocando e esticou os braços para tentar agarrar-se ao coronel. Este, por sua vez, correu ate a porta, deu uma ultima olhada cheia de remoço para a "coisa" e correu o mais rápido que pode.
Acabou tropeçando em um raiz qualquer e la mesmo ficou. Havia dado tudo errado. O sangue se esvaia pela ferida, doía demais – Droga...deu tudo errado – Roy já não tinha mais forças para se levantar e ele ficaria ali para sempre, se naquele momento não estivesse passando uma carroça por ali.
- Olha, pai – gritou a menina, apontando para Roy – Ele esta ferido.
O homem freiou a carroça e, aproximando-se de um Roy semi-inconsciente, meneou a cabeça e suspirou – Mais um idiota que tentou transmutar alguém – pegou o alquimista com facilidade, visto que era muito grande e robusto, e o pos com cuidado na parte de trás da carroça – Você vai la trás com ele, Madelaine.
A menina pulou para a parte de trás da carroça e apoiou a cabeça de Roy sobre alguns sacos que tinha por la.
- Ri...za...Riz..za...Ri...Ri...Riz...z...za...za.
Madelaine colocou um lenço sobre o ombro dele e, num instante, o lenço passara de branco a um vermelho sangue muito intenso – Papai...mais rápido...ou ele vai perder todo o sangue...
- Riz...za...Riza...Ri...za...Riza...Riza...- ele continuava sussurrando o nome dela e, Madie começava ter uma grande compaixão por ele...afinal, não podia julga-lo sem conhece-lo. E acima disto, não podia julga-lo por ter cometido um erro que ela também havia cometido.
Afinal, era um plano a prova de falhas, não é?
N/A: É isso ai. O Roy quebrou o Tabu. Agora esta sem o braço esquerdo. Espero que tenham gostado desse capitulo, embora acho que as pessoas com os coraçoezinhos muito frageis nao devem ter gostado...
Bem...as reviews...
Luh Norton e Pinky-chan2 - Obrigada por se arriscarem a ler a minha fic, mesmo nao gostando de drama. Valeu mesmo!
Amandoin - Que bom que voce gosta der drama! \o/ Qual foi a fic na qual mataram o Ed?
Sangosinha - Obrigada por gostar! E traga uma caixa de lenços de papel!
Um beijo enorme a todos que leem minha fic.
Deixem muitas reviews!
Lika Nightmare.
