Mais um cap., espero que gostem!!!

Infelizmente Jack e Elizabeth não são meus, porque se fossem, o final de AWE não seria daquele jeito!!!

Cap. 2

Havia perdido a noção do tempo enlouquecida e furiosa com seu destino solitário.

Bugger! Até o maldito rum estava acabando, e para piorar tudo ela estava num estado de embriaguês tão forte que não conseguia chegar à cascata para pegar um pouco de água, então, para matar a sede, bebia mais e mais rum.

Pelo que lembrava, há dias estava bêbada, um barril de rum foi pouco para afogar as mágoas. Ela, desde que achou os barris, havia começado a beber.

Quanto mais bebia, mais ela lembrava de Jack, Will, o pai, James Norrington, Jack, Jack, Capitão Jack Sparrow.

Definitivamente ela estava ficando louca.

Saiu da sombra de um coqueiro e foi em direção à água do mar, a fim de molhar a cabeça para tentar curar a bebedeira. Se jogou dentro d'água, que estava fria, muito fria. Ela estranhou. As águas do Caribe não costumam ficar frias, a não ser que uma grande tempestade se aproximasse.

E agora? Ela não tinha um abrigo, não havia cavernas na ilha, já havia percorrido o local de cabo – a – rabo. Teria que ficar à mercê da sorte, rezando para que um raio não caísse em sua cabeça. Mas bem que um raio viria a calhar naquele momento. Para ela agora tanto fazia viver ou morrer. Nada mais importava, nem Jack, nem Will, nem o coração, nem ninguém, muito menos ela mesma. Que tudo fosse pro inferno.

A tempestade estava chegando, o céu escureceu, as nuvens se uniram, o vento frio do Norte soprou forte, tão forte que a agora muito magra Elizabeth teve que se segurar num coqueiro para não voar.

Começou a chover, e a chuva era tão forte, tão pesada que os pingos grossos doíam em sua cabeça. Usava apenas uma roupa leve, roupa não, uns trapos velhos usados apenas para cobrir a nudez de seu corpo, mas sua alma estava nua.

Ela mal abria os olhos diante da tormenta. Parecia que Calypso estava muito brava com algo. Podia-se ouvir o uivo do vento, soprando maldições a todos que não respeitassem a fúria da grande dama do mar. Era um pensamento poético, ela riu, mas devia ser a verdade.

Haviam se passado muitas horas, estava um frio cortante e Elizabeth não parava de tremer, quando o vento diminuiu a violência e foi diminuindo até se tornar uma brisa fria. Mas a chuva ainda caía, nem tão forte, mas não cessava.

Então ela se dirigiu a praia para esperar o nascer do sol.

A chuva parou.

Ela deitou na areia ainda úmida por causa da chuva, e desmaiou, não foi um "cair no sono", foi um desmaio. Estava mortalmente cansada, bêbada, triste e tremia muito.

A solidão era terrível.