Fiquei tão contente com a recepção do primeiro capítulo que lá vem o segundo. Não é feliz?

Disclaimer: Eu não possuo Fullmetal Alchemist, nem nenhuma das idéias nem dos personagens e não pretendo utilizar este trabalho para fins financeiros, fama ou dominação mundial, nem vou matar ninguém, ok? E se a vaquinha um dia ler esses contos e exigir a cabeça do autor mesmo assim, VOCÊS NÃO ME CONHECEM, TÁ!! .

002 – Disparo (Gunshot)

Ela apertou o gatilho na hora certa, justamente no momento antes dos dois jovens serem apunhalados fortemente pelo homem escondido nas pilhas de corpos. Viu pela mira do fuzil que tinha acertado em cheio a cabeça do já ferido ishvalite, mesmo sem ter a lua para se guiar. Debaixo de sua capa cinzenta, na escuridão do topo da torre alvejada por fuzilamentos, ela sentia os próprios olhos cintilarem e seu primeiro pensamento foi que deveria apagá-los, para não chamar a atenção de ninguém. Seu trabalho era se esquivar. Não chamar a atenção de ninguém.

Ela não ouviu o próprio tiro explodir a cabeça do homem, mas também não se concentrou nisso tempo suficiente. Um dos homens, que usava óculos, apontou em sua direção (por um momento tolo acho que a lente do visor ou mesmo seus olhos brilhantes a haviam denunciado) e o outro se virou para acompanhar. Pela mira encontrou o rosto (mais tarde perceberia que estava mais velho, mais cansado, mais fosco; mas agora nada disso era notado) de Roy Mustang.

Nenhum outro tiro mudo saiu de sua arma então; esta já estava esfriando. Porém um disparo ressoou muito claramente em seus ouvidos, queimou sua pele, e uma dor rasgada encharcou seu peito por completo. E, ferida pela visão desoladora do homem que um dia lhe dera um sonho, desceu da torre.