Aqui vai o segundo capítulo. Pois então... eu também gosto muito dessa história e achei que seria legal traduzir. Mas como acabei de começar a cursar o 3º colegial, sabe, ano de vestibular e tal... talvez não dê pra postar com tanta frequencia, mas eu vou tentar.
Coisas que Odeio sobre Q
Enquanto Rachel Berry fingia estar trabalhando por trás da porta fechada de seu escritório, se perguntou várias vezes o que diabos estava pensando trazendo Quinn à NY para viver com ela. Será que estava realmente tão sozinha? A resposta era sempre a mesma: sim.
Mas aquilo não significava que a morena queria passar mais tempo com Quinn. Era bom saber que tinha alguém por quem voltar para casa, alguém para compartilhar seu espaço, alguém com quem acordar de manhã, mas Quinn Fabray assustava Rachel, então ela não ficou muito tempo no apartamento. Na verdade, Rachel tinha feito uma lista sobre todos os motivos para evitar ter a loira ali, resumindo o quão terrível Quinn poderia ser. Que coisa ridícula a idéia de ter a loira morando com Rachel. E quanto ela odiava Quinn Fabray.
Rachel ficou aliviada por Quinn ainda estar dormindo quando saiu da cama, escovou os dentes, tomou banho e se vestia, pegou uma garrafa de água na geladeira e correu para o trabalho. Ela estava feliz de ter um bom motivo para se ver fora do apartamento, pois não tinha certeza se conseguiria encarar a loira. Balançando a cabeça para ignorar seus pensamentos, Rachel decidiu apenas não pensar. Quando chegasse em casa a noite, ela acompanharia Quinn de volta a Lima, desfazendo aquele enorme engano. Bem, aquele era o plano.
Depois que Quinn teve certeza de que Rachel havia saído para trabalhar naquele primeiro dia, a loira finalmente saiu da cama. Ela havia acordado com um renovado sentimento de segurança e realização. Ela conseguira, tinha saído de Ohio. Agora, sua única preocupação era se manter afastada de lá.
Quinn Fabray foi humilhada? Claro. Seu orgulho fora ferido? Naturalmente. O pensamento de realizar todos os caprichos e desejos de Rachel Berry era desmoralizante. Mas sabe o que é mais desmoralizante? Dormir no porão da lavanderia de um apartamento que não é seu. Coletar latas para reciclagem apenas para que pudesse utilizar as moedas para ligar o secador e consegui se aquecer a cada noite, pedindo resto de comidas em restaurantes locais para que tivesse o que comer.
Originalmente ela havia considerando pedir ao Sr. Shue para morar com ele por um tempo. Mas seu ex-professor e Emma estavam namorando agora. E ela era uma recém-graduada; uma garota vivendo com um professor? Quinn quase podia ler a manchete do Lima Times e ouvir as fofocas da cidade. Ela não podia fazer isso com ele, não podia colocá-lo naquela situação. Então ao invés de bater na porta de seu apartamento, ela o arrombara.
Ela não foi muito longe, porém. Quinn viu alguém entrando na lavanderia do complexo de apartamentos onde Sr. Shue morava e teve a idéia. Ela ficaria lá até ser capaz de conseguir um emprego. Depois de quase um mês ela considerou a hipótese de se ajoelhar na porta da casa de seus pais e pedir abrigo. Ela não se importava mais se Judy tinha aceitado Russell de volta. Ela pensou em perguntar aos Jones se poderia viver com eles de novo. Ela não se importava mais se Mercedes e o resto do Glee Club descobrisse que ela não tinha nada, que ela não era nada. Ela quase fez um monte de coisas. Mas toda vez que ela estava prestes a seguir em frente, algo a deteve.
Aquilo poderia ser vida passada, destino ou o que fosse. Mas Rachel Berry tinha aparecido em seu cavalo branco para salvar Quinn, e havia salvado Quinn. A diva decidiu ignorar o passado da loira por alguma razão desconhecida e Quinn não poderia estar mais grata e aliviada. Então... ela daria sua vida para pagar a diva – Quinn Fabray não aceitaria esmolas – e faria de tudo para dar a diva o que precisava.
Tudo bem, Quinn estava sendo um pouco egoísta. De duas coisas Quinn tinha certeza: um, pagaria a lealdade de Rachel com lealdade. E dois, Rachel precisava dela. Isso ficou claramente obvio quando a loira saiu do quarto. Além da cama, não havia outras mobílias no apartamento inteiro. Nem um. Também parecia que Rachel não se importara em desempacotar suas coisas. Caixas foram deixadas em torno do apartamento em desordem. Nenhum quadro nas paredes, completamente brancas. Nem mesmo um travesseiro a vista. E além da água, Rachel não se preocupou em colocar mais nada em sua geladeira.
"O que diabos você está comendo, Berry?" Quinn perguntou para si mesma, depois de perceber que todos os armários também estavam vazios.
Comidas prontas, era o que Rachel estava comendo. A diva não poderia cozinhar. Ela não estava particularmente bem versada em limpeza também. Estava deprimida demais para desempacotar e decorar. Não tinha dinheiro suficiente para comprar uma mobília para o apartamento que ganhara dos pais – eles pensavam que seria uma boa experiência para ela arrumar um emprego de meio-expediente para comprar os próprios móveis – mas a morena não teve tempo para conseguir um emprego, nada. E ela não teve coragem de pedir mais dinheiro dos pais; alimentação, aulas de canto, teatro e dança já era suficiente.
Ser a Esposa Perfeita se tornaria um pé no saco para Quinn Fabray. Mas como ela provaria para a diva que precisaria manter Quinn por perto se Quinn não provasse isso? O apartamento estava uma bagunça: pratos de plástico em todo lugar, roupas sujas acumuladas, poeira em todas as superfícies, sem mobília, nada desempacotado ou decorado, e não havia absolutamente nenhum alimento – Quinn não estava contando com os restos de comida chinesa nos pratos de plásticos espalhados pelo chão.
A loira passou as mãos pelos cabelos e suspirou profundamente enquanto andava em torno do apartamento. Por ter apenas quatro cômodos, Quinn começou a pensar no que fazer. Primeiro de tudo, Quinn pensou, tenho que fazer compras.
Felizmente, Rachel havia lhe deixado dinheiro sobre a pia antes de sair – querendo se certificar de que Quinn comeria. "Graças a Deus". A loira suspirou quando avistou 300 dólares e um recado de Rachel explicando pra que o dinheiro servia. Quinn não tinha certeza sobre quanto gastaria, mas ela sabia que esse era seu primeiro teste, e tinha que passar.
O primeiro obstáculo foi encontrar uma mercearia. O que, surpreendentemente, levou apenas meia hora. Quinn se sentiu orgulhosa enquanto atravessava as portas de correr da loja. "Nova York não é tão ruim quanto eles fazem parecer". Ela resmungou com um sorriso, andando pela loja movimentada. OK, então o motorista do táxi era um bocado idiota e não parecia entender uma palavra do que ela dizia, e sim, ela teve que esperar outro táxi impacientemente para finalmente sair do prédio sem ter absoluta certeza de onde deveria ir, mas ela conseguira.
Mas seu segundo obstáculo estava chegando rapidamente e ela não estava completamente ciente disso. Ainda rindo para si mesma enquanto esperava na fila do caixa com um cesto cheio de pão, ovos, leite, macarrão, molho e material de limpeza, algo lhe ocorreu. A revista ao seu lado declarava Novas Receitas Veganas! Quinn se amaldiçoou silenciosamente, fechando os olhos em frustração. Porque, é claro, não poderia ser tão fácil assim!
Quinn recolocou tudo de volta no cesto e ficou parada no meio do corredor oito, perdida e irritada. O que diabos veganos comiam? Os clientes passavam por ela com expressões aborrecidas enquanto ela bloqueava seu caminho e parecia não haver um funcionário ali para responder as perguntas da loira, e ela realmente não tinha tempo a perder no supermercado: ela ainda precisava ir para casa, organizar as compras, limpar, lavar roupa, desempacotar e decorar, preparar o jantar, e se Deus a ajudasse, conseguiria um banho no fim do dia.
A loira cobriu o rosto com as mãos: ser uma Esposa Perfeita era mais difícil do que havia imaginado. "OK, Fabray, você pode fazer isso." Expelindo um grande fôlego, a loira propositalmente voltou à fila do caixa e apanhou a revista de novas receitas veganas. Ela rapidamente folheou as paginas até que encontrou um ziti vegano cozido com legumes assados e decidiu que a receitava deveria ser boa o bastante.
Foi sorte ter a revista, porque ela lembrou de outra coisa: ela precisaria de muito mais do que apenas comida. Coisas como panelas, potes, pratos, utensílios de cozinha, facas, copos, raladores, ervas, azeite... e a lista não parava por aí.
Porra, porra, porra, merda, merda, merda, droga, droga, droga! Quinn gritou alto em sua cabeça, porque não havia jeito de dizer realmente em voz alta, uma vez que continuava uma boa cristã de coração... ou mais ou menos isso. 300 dólares não estava mais parecendo tanto dinheiro assim – corta essa parte. 289 dólares não parecia mais tando dinheiro assim; afinal ela havia pagado o táxi. A loira substituiu a cesta por um carrinho, e começou a guiá-lo firmemente, antes de guardar a revista e começar a procurar o que precisava.
Corredor por corredor.
Quinn calculou mentalmente tudo o que colocou no carrinho: garfos de plástico, facas e colheres; $7,75. Pratos de papel;$ 2,99. Uma panela de metal; $ 7,99. Um pote de metal; $ 5,95. Uma caçarola; $9,99. Uma colher de pau; $ 1,05. Um conjunto de copos facas de aço inox em diversos tamanhos; $ 29, 95. Duas canecas e dois copos de vidro: $ 4,99. Um liquidificador; $ 16, 99.
Quinn apanhou algumas uvas e mastigou-as.
Uma berinjela, uma cebola grande, dois pimentões amarelos, azeite virgem, sal, ziti, um punhado de espinafre fresco, queijo de leite de soja, alho, pimenta vermelha, tomates, você ainda está lendo isso, açúcar orgânico, tominho, salsa, farinha de trigo, amido de milho, extrato de amêndoa, pão francês, margarina, luvas de forno, detergentes, duas esponjas, uma vassoura e detergentes de limpeza, e claro, a revista vegana e depois de tudo isso, a mandíbula de Quinn foi ao chão ao descobrir que tinha gastado apenas 275 dólares em compras para o jantar daquela noite, e no café da manhã do dia seguinte, e no material de limpeza que duraria no máximo uma semana considerando o fato do quão surpreendente desarrumado o apartamento de Rachel Berry estava. A vida real era realmente cara!
"Você tem alguns cupons?" A mulher do caixa perguntou preguiçosamente para Quinn enquanto mascava seu chiclete e inspecionava as unhas. Cupons! Eu preciso de uns desses! Quinn pensou enquanto balançava a cabeça. Ela conseguiu se inscrever para o Clube de Descontos, e conseguiu abater trinta dólares nas compras.
Quinn sentia-se pesada de pacotes com todas as compras enquanto voltava para casa – ela teria de percorrer os trinta quarteirões andando, pois não conseguiria pagar o táxi. Seus pés estavam lhe matando – as sacolas esfregando nos tornozelos e o peito do pé latejando – e suas costas estavam doendo, os braços exaustos, e os cabelos caindo no rosto. No momento em que chegou em casa, Quinn só reuniu coragem para deixar as sacolas no chão da sala e desabar na cama.
A loira brevemente considerou cochilar, ela acabara de ter o dia mais logo de toda a sua vida e não estava nem perto de terminar. Mas tudo o que ela precisava arrumar passou pela sua cabeça. Gemendo alto, Quinn se arrastou para fora do quarto e retirou toda as mercadorias das sacolas. O jantar só levaria cerca de uma hora para ser preparado, então agora ela precisava definir o que deveria ser limpo.
"Oh," Quinn disse estupidamente. Ela apanhou algumas roupas de Rachel, um par de calças de moletom, uma camisa de flanela de manga comprida, e colocou o cabelo para trás, recolhendo toda a roupa suja. "Eu odeio lavanderias". A loira suspirou, jogando tudo nas duas maquinas de lavar, com detergente. Depois de iniciar a maquina, Quinn rastejou pelos quatro lances de escada, pois o elevador estava sendo consertado, e olhou em torno da cozinha bagunçada, sala, banheiro e quarto.
"Eu te odeio, Rachel Berry". Quinn murmurou antes de começar a limpeza. Tirar o pó primeiro, depois varrer, esfregar a banheira, pia e vaso sanitário. Desembalar as caixas demorou um pouco porque uma vez que a loira percebeu não haver lugar para colocar a maioria das coisas – precisamos de gavetas! – Quinn acabou reembalando quase tudo. Não havia pregos para pendurar quadros, ou mesas para colocar fotos, costinas para fazer o lugar parecer agradável, e nada além da monótona tinta branca para se apreciar.
Foi em algum momento entre estar de joelhos esfregando o chão da cozinha, usando o lado áspero azul pois tinha achado que era uma cor bonita e enquanto dobrava as roupas intimas de Rachel que Quinn considerou voltar para Lima. Ela estava faminta, ainda estava suja e vestindo as roupas estúpidas de Rachel Berry enquanto limpava o apartamento estúpido daquela anã, antes de cozinhar para a diva seu estúpido jantar.
"Eu te odeio, Rachel Berry!". Quinn gritou, depois de cortar o dedo com a faca que estava usando para cortar o espinafre. A loira chupou o corte e tentou se lembrar porque estava fazendo tudo aquilo. Fazendo Rachel feliz, você fica. A ajude com seu futuro, e ela ficará rica. Rachel fica rica, você fica rica. Olhos no prêmio, Fabray.
Assim, Quinn cortou em cubos, cozinhou, picou, agitou, triturou, prensou e assou com um renovado sentido de propósito.
Isso não a impediu de amaldiçoar Rachel mais uma vez quando queimou a mão na primeira tentativa de molho. Porra, porra, porra, merda, merda, merda, droga, droga, droga! Mais um suspirou e ela tentou novamente. Mesmo pensando que o jantar levaria apenas uma hora, três horas depois Quinn estava sorrindo quando olhou para sua criação. Estava cheirando inacreditavelmente bem! E faltava dez minutos para as dez horas; logo Rachel estaria em casa. A loira ficou feliz por ter começado a cozinhar cedo. Embora tivesse se dado bem na cozinha, a experiência lhe ensinou que deveria sempre começar cedo uma nova receita. Ela deixou tudo no forno para manter a comida aquecida... Agora ela só precisava estar bem para receber Rachel.
Empurrando algumas caixas grandes para formar uma mesa improvisada, Quinn se perguntava o que diria a diva quando chegasse. O apartamento fora limpo. As roupas haviam sido lavadas e penduradas no closet. As compras estavam na geladeira e guardadas nos armários. E as coisas foram desempacotadas... foram, mas voltaram para o lugar. A loira começou a ficar nervosa quando acendeu algumas velas para melhorar o ambiente.
Então esperou tão pacientemente quanto possível com as mãos cruzadas em cima da mesa de caixas de papelão e olhou para os pratos de papel, talheres de plástico, água na garrafa e os pratos fumegantes com orgulho. Talvez ela só estivesse faminta, mas para Quinn, ela havia feito um trabalho fenomenal com o jantar.
Sem nenhuma dúvida, ela odiava Rachel Berry hoje muito mais do que havia odiado os anos de escola inteiros juntos. E com certeza, depois de olhar para o papel higiênico no dedo ferido, pois não tinha band-aids. E... bem, tirando o fato de ter esquecido de economizar detergente e ter lavado as facas e panelas com uma barra de sabão, o que resultou numa água de cor duvidável, ela conseguiu fazer tudo direito. Agora tudo o que ela precisava era limpar a sujeita do jantar e tomar um banho, e então seria a hora de dormir!
Mas e se Rachel quiser conversar?
Ela não vai querer conversar; terá sido um longo dia para ela também.
Você deve estar bastante iludido se pensa que Rachel Tagarela Berry não vai desejar conversar.
Que seja, isso não significa que eu tenho que contribuir.
Você não acha que ela vai querer saber o que diabos estamos fazendo em Nova York com ela?
Jesus... por que diabos estamos em Nova York com ela?
Hum... porque estávamos sem teto.
É, eu sei disso, mas por que ela nos quer aqui?
... Talvez ela só esteja solitária?
Ela deveria estar beeem solitária para que sejamos sua única opção de companhia!
Eu não era tão ruim assim com ela!
...
O que? Eu não era! Eu não fui má com Rachel por pelo menos um ano.
Tem certeza?
Oh, tudo bem, seis meses, no máximo.
...
OK, dois meses! Mas eu mantenho o que disse, aqueles jeans realmente faziam parecer que ela estava escondendo algo na virilha!
Você precisava dizer isso em voz alta no meio do auditório antes do solo da garota?
Eu não sabia que meu microfone estava ligado!
Fale sério, Fabray. Rachel nos trouxe aqui... Por quê?
Eu ainda mantenho minha teoria; ela está solitária.
Nós não falávamos com ela há um mês!
Obrigada, eu lembro a ultima vez que nos falamos... Não preciso relembrá-la também.
Dissemos que a amávamos e sem seguida a agarramos!
E daí? Ela nos beijou também, você sabe.
Mas a ultima coisa que lhe dissemos foi: "Eu só queria ir para Nova York com você!"
... E?
E? E, você não acha muito estranho que tenhamos confessado nosso amor por ela e agora estamos aqui vivendo com ela?
... Talvez?
Fala sério!
'TÁ! É estranho! Mas não é como se Rachel estivesse na nossa! E 'Olá!', provavelmente ela não acreditou quando dissemos aquilo.
O beijo foi meio convincente, não acha?
Sem chance... espera... não... você acha que...
Hum, sim! Nós dissemos a ela que a amávamos, demos uns amassos, saímos desesperadas e um mês depois, ela nos acompanha a Nova York para morar com ela. Acho que sim.
Não... Rachel... Rachel não... ela não gosta da gente... ela só...
Só o que? Fizemos da vida dela um inferno. Ela era uma pessoa infeliz nos últimos meses no ensino médio. Dissemos que a amamos e agora estamos aqui. E acho que de uma forma enormemeeeeeeente gay!
De jeito nenhum.
De todos os jeitos.
Não.
Ela é gay por nós.
Pare com isso.
Ela tem uma enorme paixão lésbica por nós e agora temos que beijá-la e segurar aquelas mãos de homem enquanto nos divertimos em um campo de flores gays com meia dúzia de bebês judeus.
Não vai acontecer.
Acabamos de passar o dia inteiro fazendo compras, limpando e cozinhando para ela. Olá! Jantar vegano, mesa de caixas pra duas! Luzes fracas, velas acesas e nós estamos esperando nossa parceira lésbica chegar em casa depois de um longo dia de trabalho. Admita Fabray, nós passamos para o caminho gay.
Para com isso! Para com isso! Para com isso!
OK, OK, me desculpe. Mas, qual é... e se ela tiver uma queda por nós? Hã? Então?
Então... eu vou... voltar para Lima.
Uhum. E depois?
Eu não sei, eu dou um jeito!
... Ou...
Ou que?
Vamos lá, Quinn, pensa nisso! Rachel Berry tem que ter uma queda por nós, isso tornaria tudo mais fácil!
... O que você quer dizer?
Claro. Se fôssemos apenas amigas dela, leais a ela ou qualquer coisa, ela seria leal também. Mas, qual é, Quinn! Amigos não pagam aluguéis para amigos! Amigos não dão dinheiro aos amigos quando ficam ricos e famosos! Os amigos não se certificam se o outro amigo é estável financeiramente em todos os sentidos.
O que você quer dizer? Deus, você está me deixando louca!
Se Rachel Berry se apaixonar por nós, se fingirmos estarmos apaixonadas por Rachel Berry, então talvez ela continue cuidando de nós. Estaríamos bem de vida uma vez que ela se tone uma estrela. Livres de aluguel! Sem pagar por comida! Temos que fazer isso!
Você se lembra de tudo o que passamos hoje, certo? Eu dificilmente iria querer fazer tudo de novo.
Você acha que Rachel será bem sucedida um dia?
Absolutamente. Essa é a aposta mais certa de toda a minha vida.
Exato! E se estivéssemos lá com ela, a cada passo do caminho, fingindo estarmos apaixonadas por ela? Olá! Jackpot!
Isso é doentio. Até para nós!
Ahh, mas você está considerando.
... Talvez! Mas só porque eu honestamente não quero voltar a viver no porão de uma lavanderia.
Então... o que me diz? Está dentro? O jogo vai continuar rolando?
... O que eu tenho que fazer?
Fingir gostar dela. Cuidar dela ou o que seja. Seja a cheerleader dela! Certamente é mais fácil de torcer para Rachel Berry do que para o time de futebol do McKinley. E ela não é tão ruim quanto Sue Sylvester.
... Mas e se ela quiser... você sabe...
Diga que estamos esperando o casamento.
Mas e se...
Basta dizer que aprendemos com os erros do passado e estamos esperando até ter algo realmente sério com alguém – um casamento sério.
Isso é doentio.
É sobrevivência, docinho. Mentir e manipular.
E ela vai acreditar?
Você a viu nos últimos meses de escola – ela estava infeliz! Ela está provavelmente tão solitária que precisa namorar alguém!
Bem, isso não é bom!
Então você tem moral agora, de repente?
Não! Quer dizer, ela não pode gostar de qualquer um, ela tem que gostar de nós! Temos que fazê-la se apaixonar por nós, ou ao primeiro cara que sorrir e vir na direção dela nós estaremos no primeiro ônibus para Lima.
Agora você está pensando.
Ah, merda. Ela chegou!
Pare de falar comigo!
OK, desculpe.
Rachel levou tempo para chegar em casa aquela noite, sem pressa para ver Quinn. Pensar em passar a noite ao lado da loira fazia seu estomago revirar desconfortavelmente.
Aquele foi um longo dia. Ela estava exausta e faminta. Enquanto obrigava seus pés a subirem os degraus até o apartamento, ela amaldiçoou silenciosamente quem quer que tivesse cozinhado algo que estava cheirando absolutamente incrível, o aroma flutuando por todo o prédio. Rachel folheou mentalmente os diferentes menus dos deliverys que tinha em casa, selecionando comida achel folheou mentalmente os diferentes menus dos deliverys que tinha em casa, selcionando comida tailandesa por ficar mais perto o que significava que estaria comendo mais cedo, antes de voltar seus pensamentos para Quinn de novo.
Como ela diria a loira que havia cometido um engano? É claro que tinha de se livrar dela - de jeito nenhum ela voltaria a ser atormentada como no colegial, dia após dia.
Para ganhar tempo, Rachel tilintou as chaves fo lado de fora do apartamento 4D. Claro, Quinn poderia nem estar mais lá. Ela poderia entrar e não encontrar sua TV, caixas de DVD's e os 300 dólares que seus pais lhe deram para comer... e Quinn. Embora fosse irritante a ideia de ter que re-comprar todos os seus DVD's favoritos, seria um preço pequeno a pagar para se livrar de Quinn.
O estômago de Rachel rosnou raivosamente e ela revirou os olhos, colocando a chave na fechadura; a fome estava fazendo aquilo por ela – ela precisava entrar. Enquanto Rachel virava a maçaneta, manteve a cabeça erguida e entrou no apartamento pensando que encontra-lo vazio fosse a coisa mais natural do mundo. O que ela viu na sua frente... não era nada daquilo.
Ali, sentada em sua sala recentemente limpa, em frente a um jantar caseiro, entre o piscar da luz de velas, estava Quinn Fabray. Rachel não poderia manter a boca fechada mesmo que sua vida dependesse disso, ela estava mais do que surpresa.
Varrendo o apartamento, ela contornou a cozinha e a sala, direto para o quarto: cama feita, roupas limpas, pratos de plástico desaparecidos do chão, closet organizado.
Banheiro: banheira limpa, pia limpa e o vaso sanitário deu uma piscadela brilhante em sua direção.
Passando por Quinn, correu até a cozinha e abriu os armários, gavetas, geladeira e freezer apenas para encontrar comida antes de tropeçar de volta a sala.
Quinn assistiu Rachel se movimentar pelo apartamento, ansiosa. A morena parecia feliz... Bem... Mais surpresa do que feliz. Quinn nervosamente mordeu os lábios enquanto esperava a resposta de Rachel. Era isso, ela estava prestes a descobrir se passara ou se havia falhado.
Mas Rachel não disse nada. Só caiu em frente a mesa improvisada em um silencio atordoado, olhos ainda arregalados, boca entreaberta. "V-você fez tudo isso?" a diva finalmente perguntou.
Quinn assentiu silenciosamente, seu estomago vibrando desconfortavelmente. "Isso... é... UAU!". Quinn deixou escapar um pequeno suspiro de alivio quando viu o rosto de Rachel se iluminar.
Por que Quinn faria tudo aquilo? Rachel pensou enquanto analisava a refeição diante dela. "Isso é... Oh, meu Deus... isso é vegana?". Novamente Quinn apenas balançou a cabeça. Se estivesse sentada em uma cadeira e não no chão, ela estaria na beira do assento.
Por que Quinn faria tudo isso para nós?
Por que ela está apaixonada, lembra?
Mas... eu pensei... eu achava que ela não estava falando sério.
Ela veio com a gente para Nova York, por que não?
Mas... limpar para nós? Fazer compras? Cozinhar? Vegana?
Talvez ela realmente nos ame?
Mas... por que? Quero dizer... não, sim, quero dizer por que? Ela sempre foi tão horrível!
Talvez ela só estivesse em profunda negação e acabou agindo cruelmente. Ela se desculpou depois de tudo.
Mas... uau.
Ela nos ama.
Você realmente acha isso?
Totalmente.
Mas... eu... não posso acreditar!
Por quê? Por que Finn nos magoou e rejeitou tantas vezes que nem podemos contar? Por que Jesse ST. James usou e abusou de nós? Por que Shelby entrou e saiu das nossas vidas tão rápido que teríamos quebrado o pescço tentando olhar? Porque tínhamos um total de zero amigos ao longo dos anos de estudos?
Bem... sim.
Eu sei. Estou um pouco cética também.
Deus! Ela está nos olhando com aqueles olhos castanhos. O que devemos fazer?
Bem, comer é uma ótima opção. Estamos famintas.
O cheiro está ótimo.
O prédio todo está, provavelmente, morrendo de ciúmes!
Quinn Fabray preparou o nosso jantar. Uau... isso é.. Uau.
Ela nos ama.
... Mas nós não a amamos.
Não... não amamos...
Devo mencionar, porém, que amo tê-la aqui, se é isso que ela tem a oferecer.
Oh, eu sei, certo!
Ela limpou!
E lavou a roupa!
E esfregou o banheiro!
E fez uma refeição vegetariana que parece incrivelmente saborosa!
Mas nós não a amamos.
... Poderíamos.
O que? Não, não poderíamos!
Por que não? Não é como se estivéssemos quebrando nenhuma regra.
Bem... não.
Quinn é bonita.
Bem... com certeza.
Ela cozinha e limpa.
Qualidades bastante atraentes.
E estamos solitárias.
Tão solitárias.
...
Não seria assim tão terrível.
E poderíamos pagá-la.
Cuidaríamos dela – pagamos o aluguel, comida, roupas... que seja.
Ela precisa de nós!
Ela era uma sem-teto antes de aparecermos.
Demos a ela um lugar para morar.
Uma cama!
Um banho!
Comida!
Então não é como se estivemos usando ela.
Nããããão! Estamos provendo.
E, hei, quem sabe? Talvez um dia possamos amá-la.
Nesse ponto, eu decido gostar dela!
Vou ser sincera, o jantar está tão incrível que estou a meio passo de pedi-la em casamento.
Você é hilária.
Isso seria perfeito.
Sem namoro.
Sem desgosto.
E não estaríamos solitárias se Quinn estiver aqui.
Isso é perfeito!
"Então... você vai, tentar comer um pouco?" Quinn finalmente perguntou depois de Rachel ficar calada por um bom tempo.
"Oh! Sim, é claro!". Ela enrolou o ziti no garfo e deu a primeira bocada. Ohhhhhhh, Deus! Vou passar o resto da minha vida com Quinn Fabray! "Quinn!" Rachel gemeu, os olhos fechados enquanto saboreava a refeição. "Isso está absolutamente delicioso!"
Quinn finalmente relaxou ao ouvir o elogio de Rachel. Ela havia passado. O resto do jantar se passou em silencio; as duas garotas apenas apreciado a comida. Uma vez que as duas haviam terminado, Quinn levantou silenciosamente e rapidamente jogou as sobras, empilhou os pratos sobre a pia para limpa-los mais tarde, quando Rachel não estivesse por perto para vê-la usando uma barra de sabão.
A loira ficou parada em frente a pia, esperando ouvir o som da porta do quart se fechando, mas o som nunca veio. Quinn olhou por cima do ombro, para ver Rachel em pé no arco da cozinha de braços cruzados e um olhar de profunda concentração. "Por que você fez tudo isso?" Rachel perguntou, apontando o dedo para o apartamento.
A loira estava pronta para isso. Fechando os olhos brevemente enquanto se enchia de coragem, virou-se para encarar a morena, encostando-se à pia. "Eu te disse..." Quinn mordeu o lábio. Depois daquilo, não havia como voltar atrás. "Eu estou apaixonada por você."
Os olhos de Rachel se desviaram do olhar de Quinn, enquanto acalmava seu coração e lutava contra o nervosismo. "Desde quando?" a diva perguntou.
"Desde..." a loira lembrou da mentia que havia preparado uma vez ou outra. Passando cuidadosamente a linha de tempo entre ela e Rachel, decidiu por um evento que mais convencesse a diva. "Desde a gravidez.". Quinn sussurrou. Rachel piscou uma vez, duas vezes, sua boca ainda aberta.
"Uau." Ela suspirou atordoada. Ela realmente nos ama. Tudo... tudo faz sentido agora. Os insultos, os desenhos, sua raiva... tudo.
"É assim que vai ser daqui pra frente." Quinn não olhou para outro lugar além de seus pés, mas acenou com a cabeça para a mesa improvisada. "Eu estarei lá por você, eu cuidarei de você, vou ser o que você precisar que eu seja." A loira terminou, esperando que sua voz soasse mais confiante do que soava aos seus próprios ouvidos. "Então... por que eu estou aqui?" o coração de Quinn acelerou, enquanto esperava. Tudo seria muito mais simples se Rachel gostasse dela. Talvez não amor, mas ao menos uma afeição por Quinn, para que em seguida ela seduzisse a diva, garantindo sua permanência com ela até tudo ficar mais fácil.
A morena estava confusa, nunca tinha visto Quinn parecer tão nervosa e insegura de si mesma. Era meio cativante. Mas ela tinha uma pergunta a responder. Rachel ainda mordia o lábio. Ela sabia o que deveria dizer e sabia o que queria dizer. Tudo dependia daquilo. Se ela dissesse que sentia o mesmo que Quinn, a loira ficaria feliz, e lhe faria companhia, cuidaria dela de uma forma que Rachel tão desesperadamente precisava. E daí se fosse uma mentira? Um dia ela poderia sentir o mesmo... talvez?
"Porque..." Quin prendeu a respiração. "Eu sempre, " os olhos de Rachel esquadrinharam o aposento em desespero, enquanto rapidamente pesava todas as sua opções. "Eu sempre gostei de você do mesmo modo, Quinn." Rachel disse finalmente, com a cabeça girando graças à mentira, mas grata por fora. Quinn deu outro suspiro de alivio, e não pôde evitar sorrir.
Espera... o que?
"Você gosta?" Quinn perguntou, completamente em choque pela afirmação. Rachel fez um gesto para que Quinn a seguisse até a mesa de caixas para duas.
"Eu gostei de você..." Rachel olhou para as próprias mãos cruzadas e exigiu que seu eu interior saísse para atuar um pouco. Ela precisava convencer Quinn a ficar. A morena não tinha nenhum interesse em encontrar um parceiro. Ela havia sido ferida tantas vezes e não queria ter que passar por tudo aquilo de novo. "Eu gostei de você desde a primeira vez que te vi." Rachel disse um pouco mais confiante, olhando para cima, encontrando um par de confusos olhos castanhos.
"Mesmo?" Quinn brincou, não esperando aquela resposta.
"Bem, Quinn," Rachel disse, inclinando-se ligeiramente para trás enquanto sua mentira crescia. "Você é muito bonita," a sobrancelha da loira se curvou ao elogio, mas continuou esperando. "Mas desde o começo você foi cruel comigo, então eu realmente nunca levei para frente minha atração." Os olhos de Quinn se arregalaram enquanto Rachel continuava. "Depois de um tempo, eu percebi o que meus sentimentos diziam, mas eu os ignorei. E agora depois de sua confissão, eu não tenho mais porque negar."
As duas ficaram em silencio enquanto examinavam suas mãos, ambas muito confusas, mas felizes com a companhia. "Bem," disse Quinn, limpando a voz tremula. "Como você sabe muito bem, eu não sou virgem." Ela deu um sorriso amargo e mordeu o lábio antes de continuar. Mas, à observação, os ombros de Rachel ficaram rígidos. O que ela quer com isso? Rachel se perguntou, de repente, muito nervosa.
"Seja como for," Quinn continuou. "Eu gostaria de esperar até o casamento para fazer sexo." A loira engoliu nervosa enquanto esperava a resposta de Rachel. Mas como permaneceu de cabeça baixa, não notou o imenso alivio nos olhos da morena.
"Sim, não, eu entendo completamente." Rachel concordou exasperada. "A relação sexual é um grande passo e eu não me arrependo de esperar até o casamento ou até completar 25 anos... o que quer que venha primeiro." Quinn não pôde evitar, ela riu um pouco e olhou para Rachel.
"Vinte e cinco?" ela perguntou, olhando para a morena, divertida. Rachel se intimidou sob a olhar da loira, e abaixou a cabeça.
"Esse sempre foi o plano. Depois de ganhar vários prêmios Tony eu finalmente faria amor com meu futuro mari-humm... que seja e nós teríamos filhos." Ela balançou a cabeça ao falar sobre seu plano ingênuo e até conseguiu dar um sorriso para Quinn.
"Bem," sussurrou Quinn, ainda sorrindo ligeiramente. "Esse ainda pode ser o plano. Nova York pode ser o nosso novo começo. Nós duas queremos esperar, então vamos esperar." No momento em que suas palavras saíram de sua boca, Quinn mentalmente se amaldiçoou. O que ela estava dizendo? O que ela estava deixando implícito? E pelo olhar surpreso da diva, Rachel também havia notado. A loira não queria dizer um novo começo com Quinn, ela só quis dizer novo começo no geral... mas considerando aquela conversa, o comentário de Quinn soou como se quisesse dizer as duas, o que ela realmente não queria.
"Então... você está planejando... se... casar comigo?" Rachel gaguejou, sem certeza de onde isso viera.
"Hum... bem... eu... eu pensei... Quero dizer, pelo andar da carruagem... eu só..." Quinn devolveu, sem saber como sair dessa.
Sem querer, no entanto, a imagem de si própria e Quinn, no futuro, passou pela cabeça de Rachel. Quinn era bonita, e fazia o papel de esposa troféu perfeitamente. E com uma mulher, Rachel pensou, ela não teria que esperar até sua carreira na Broadway acabar para ter filhos, ela não teria que pôr sua carreira a espera de tudo! Elas poderiam começar a ter bebês a qualquer momento, Quinn poderia carregá-los! Seria o melhor dos dois mundos; bebês e carreira!
"Não, isso parece incrível." Rachel murmurou, ainda perdida em seus pensamentos e sem notar o que havia acabado de dizer. Quinn sentiu-se aliviada com o comentário da morena. Jesus, era mais fácil do que pensara! Tinha acabado de garantir todo o seu futuro num só dia.
"Então... nós estamos noivas?" Quinn perguntou, a mente correndo a um milhão de quilômetros por segundo, o que significava o melhor e pior.
"E-eu acho." Rachel concluiu, seus pensamentos enlouquecendo também. Ela não teria que se preocupar em encontrar alguém adequado. Não teria que se preocupar em ter seu coração partido. E dificilmente queria ser uma solteirona para o resto da vida e ser uma aparência publica então o casamento era uma obrigação. Mas agora ela tinha a vida perfeita e nem mesmo tinha que deixar o seu apartamento – a breve viagem a Lima não fora incluída – para realizá-lo.
Ambas as garotas olharam uma para a outra em admiração. Rachel Berry e Quinn Fabray realmente aceitaram se casar?
A velha Quinn estava gritando com a nova Quinn por seguir os passos da mãe e irmã. A velha Rachel estava gritando com a nova Rachel por estar fazendo tudo aquilo. Mas sem Rachel, Quinn estaria presa... não, estaria fodida. E sem Quinn, Rachel estaria sozinha e desolada. Era vencer ou vencer. O fato de que ambas estavam mentindo uma pra outra não passou pelas suas mentes. Afinal, as duas silenciosamente juraram ser fieis, então não era como se estivessem brincando e ferindo uma a outra.
Rachel cuidaria de Quinn e em retorno receberia cuidados também. Então era vencer e vencer.
"Eu acho que deveríamos..." Quinn quase sugeriu que devessem apertar as mãos, mas considerando que aquilo havia sido uma proposta de casamento, talvez devesse ser um pouco menos fria. "Nos beijar?" A loira terminou, as palmas das mãos suando enquanto mordia o lábio nervosamente.
"Sim... isso parece... ótimo." Rachel disse, completamente chocada de ter aceitado casar com Quinn Fabray e agindo estranhamente. Ela não havia imaginado sua proposta de casamento assim. Uma parte de cada garota considerou não mentir para a outra, uma proposta de casamento sem um namoro seria loucura. Mas elas não se importavam. As duas estavam felizes por ter alguém. Uma promessa de que ficariam ao lado uma da outra sempre. Algo que nenhuma delas nunca havia tido.
Lenta e silenciosamente, as duas sentaram-se um pouco mais perto para se inclinarem sobre a mesa improvisada. Seus olhos se encontraram, esvoaçantes, centímetros separando seus lábios antes de se conectarem suavemente. Era mais do que um simples selinho, lábios deslizando juntos um pouco mais intimamente para ser considerado inocente, mas nenhum movimento foi feito para aprofundá-lo.
Depois de um breve momento, elas se separaram, timidamente se avaliando enquanto sentavam novamente. O calor aumentando dentro delas naquele momento. Ambas sabiam que a garota a sua frente a faria mais feliz do que jamais ninguém poderia fazer. Elas só tinham uma à outra, e nenhuma poderia abalar o sentimento de segurança; não só devido a familiaridade, mas porque sabiam que tinham um futuro. Mesmo em maus momentos, teriam uma à outra.
Em um silencio atordoado elas apenas se encararam. Nunca, nem em um milhão de anos elas pensaram que estariam nesse momento – e sentindo-se tão... completas. Não havia preocupação ou pensamentos se encontrariam alguém para amar. Sem perguntas se acabariam sozinhas. A resposta estava sentada bem a quatro caixas de distancia, e aquilo de alguma forma era maravilhoso.
Mas elas ainda eram Quinn Fabray e Rachel Berry. E a loira ainda achava a diva irritante. A morena ainda achava a ex-cheerio uma vadia. Então Rachel fingiu um bocejo e se espreguiçou dramaticamente. "Estou cansada."
"Foi um longo dia". Quinn respondeu rapidamente, sem olhar para Rachel, se levantando e caminhando até a cozinha para terminar a limpeza.
"Eu vejo... você de manhã?" A diva perguntou de forma hesitante, observando Quinn arregaçar as mangas.
"Uhum." A loira respondeu, ligando a torneira para mostrar a Rachel que tinha trabalho a fazer e que queria ficar só.
"OK... bem... Boa noite." Quinn sentiu o toque suave dos lábios de Rachel em sua bochecha desaparecendo rapidamente. A morena só deixou seu calor para trás. Lentamente, aquele calor se espalhou por sua bochecha corada. Ela não se moveu até ouvir a porta do quarto se fechar. A loira terminou a louça, esfregando mais forte do que o necessário principalmente porque estava tentando se distrair com o quão bom o beijo lhe pareceu, e cambaleou até o banheiro para tomar seu tão aguardado banho.
Tinha sido um dia do inferno para Quinn. Mas pelo menos tudo tinha dado certo. A fase um havia sido completada: passara no teste e assegurara seu futuro. Tudo o que tinha que fazer agora era continuar a tomar conta de Rachel e fazer de tudo para que a diva alcançasse seus sonhos.
Já passava de meia-noite quando a loira finalmente foi para debaixo das cobertas da cama ao lado de Rachel, que cochilava. Quinn virou para o lado e realmente pensou se poderia fazer aquilo; se poderia passar o resto da sua vida com Rachel Berry. Mas naquele exato momento, Rachel soltou um ronco alto e Quinn respirou fundo. Para o melhor ou pior, ela tinha que conseguir. "Eu te odeio, Rachel Berry." A loira resmungou antes de voltar para seu lado, tentando ignorar tudo o que teria de enfrentar no próximo dia. Tentando ignorar o fato de ter que arrumar um emprego a tempo parcial para apoiá-las. Tentando ignorar os roncos de Rachel. E, tentando ignorar o fato de que o ponto em seu rosto, onde a morena havia beijado mais cedo, ainda estava quentinho. E na verdade aquilo era muito bom.
