AVISO: Sakura Card Captors e todos os seus personagens pertencem ao Grupo CLAMP. Eu escrevo apenas para me divertir e tentar melhorar a forma como escrevo. Eu não estou recebendo nada por isso. Não há nenhuma intenção de violar a lei dos direitos autorais ou qualquer outra lei que possa ter.


Dança com Raposas

Capitulo 2 – Esperanças

Uma menina com os seus seis anos estava em frente a um grande piano preto, tentando finalizar uma das obras de Mozart, todavia, sempre que buscava o final da obra, ela errava a mesma nota, o que estava deixando a mesma irritada.

- Ah!Eu nunca vou conseguir tocar essa música direito!-reclama a menina, fechando a cara.

- Se você continuar reclamando desse jeito, não vai conseguir mesmo.-diz uma voz feminina.

- Eu sei que é você, Nakuru. Por tanto, poupe o suspense.

- Metida...

- Eu não sou metida, eu apenas sei do meu potencial.

- Então por que esta querendo desistir do piano?

- Do que te importa? –pergunta mal criada.

- Come torta! –responde Nakuru mais mal criada ainda.

- Aff! Quer saber, Nakuru? Eu não quero mais tocar esse piano estúpido, e muito menos essa música estúpida.

- No começo é assim mesmo, você vai conseguir, tem que continuar tentando.

- Como você sabe?

- Como vai saber que não consegue se você não tentar?

- Seus argumentos não estão me convencendo, Nakuru.

- Mas eu conheço um que pode te convencer.

A menina fica extremamente interessada no que a guardiã da lua estava dizendo, e decidi se calar para ouvir o que a mesma pretendia contar.

Uma moça de cabelos negros encontrava-se sentada em baixo de uma árvore de cerejeira, a jovem estava com os olhos fechados, os pensamentos distantes, mas um rapaz não se encontrava distante da mesma, e ela nem percebeu isso, até que o rapaz decidiu fazer com que percebesse sua presença.

- Como vai, querida Tomoyo?-perguntou o rapaz.

- Eriol?- perguntou Tomoyo abrindo os olhos assustada.

- Mesmo depois de tantos anos...Você ainda me reconhece.-sorriu e sentou-se ao lado dela.

- Sim...E o Eriol que eu conhecia perguntaria se poderia sentar-se ao meu lado.-respondeu fria.

- Conheço você Tomoyo, mesmo não me querendo por perto, diria que eu poderia me sentar, foi bem criada, é uma moça educada. – com ar cínico.

- O que lhe traz aqui, Hiiragizawa?-perguntou irritada.

- Nossa! De Eriol fui rebaixado a Hiiragizawa?

- Como estou vendo que essa conversa não vai dar em lugar algum, vou me retirar, com sua licença...-fazendo menção de se levantar.

- Não! Você não tem minha licença. – Eriol prende o braço de Tomoyo.

- Eriol, me solta!-exige Tomoyo.

- Preciso falar com você Tomoyo, por favor, me escute, eu não tenho muito tempo, e não quero que minha vinda até o Japão tenha sido em vão.-fitando-a.

- Então seja breve...-sentando-se ao lado do rapaz de olhos meia noite.

- Há alguns anos atrás eu fui embora com a Professora Mizuki e percebi que eu estava enganado.

- Enganado?- não compreendendo o que Eriol dizia.

- Como você bem sabe, eu sou a reencarnação do mago Clow, e por ter o espírito dele dentro de mim, eu acabei me enganando sobre os meus sentimentos sobre Kaho...Eu não a amava, quem gostava dela era o espírito de Clow que estava em mim, eu, Eriol Hiiragizawa nunca cheguei à ama-lá.

- Bem...Você não deveria dizer isso pra mim, você tinha que dizer isso à ela.

- E eu disse, e é por isso que estou aqui.

- Eu não entendo, Eriol. Sinceramente, eu não entendo onde você quer chegar.-disse fitando Eriol.

- Eu...Eu...Eu não sei como lhe dizer isso, Tomoyo.-diz praticamente num sussurro, abaixando sua cabeça.

- Então me mostre...- erguendo a cabeça de Eriol, e o olhando no fundo de seus olhos.

Eriol se aproxima do rosto de Tomoyo, envolve a jovem pela cintura e a nunca tinha se sentido daquela forma, nem havia pensado que se sentiria, a única coisa que a moça fez naquele momento foi corresponder...Corresponder ao beijo que nunca pensará em receber.

- Que lindo! Então quer dizer que foi assim que os meus avós se entenderam, Nakuru?-perguntou a jovem menina de olhos azuis.

- Sim, minha querida, daquele dia em diante os dois assumiram o sentimento que sentiam um pelo outro.- a jovem guardiã explicava para sua futura mestra.

- Eu só não entendi uma coisa, Nak...

- E o que você não entendeu, Yoko?

- Por que o vovô falou para a minha avó que ele não tinha mais tempo? – perguntou a menina curiosa.

- Porque quando se descobre que esta apaixonado, não há mais tempo a perder com coisas banais.-disse um senhor adentrando a sala, acompanhado de uma bela senhora e um gatinho preto.

- E como o senhor poderia ter certeza que a vovó ia ficar com o senhor?- Yoko pergunta indo correndo em direção aos avós.

- Eu não tinha certeza, Yoko, pois a única coisa da qual nós seres humanos temos certeza é a morte, mas naquele momento o que me fazia ter forças eram as minhas esperanças.-abaixando-se para pegar a neta no colo.

- Em momento algum ele desistiu da idéia de vir até o Japão para me dizer o que sentia, e foi essa atitude que fez toda a diferença no nosso futuro. – diz Tomoyo fitando o marido.

- A esperança e a fé são algo importantíssimos, são elas que nos dão forças para lutar por aquilo que queremos, e nunca desistir, mesmo quando parece impossível a realização de nossos objetivos.- diz Eriol fitando a neta.

- Eu compreendo...E já sei até o que fazer. – Yoko pula do colo do avô e corri até o piano, onde inicia a obra novamente, e quando chega na nota que a deixava enfurecida, ela lembrasse do que os avós disseram e consegue finalizar a obra.

Yoko virou-se para sua "platéia". Eriol e Tomoyo aplaudiam sem parar, estavam orgulhosos de sua pequena musicista; Spinel Sun estava sério, mas dava para perceber que estava com orgulho de sua futura mestra, enquanto Nakuru...Bem...Ela estava sorrindo por fora, entretanto, por dentro estava lembrando-se daquilo que ela nunca teve...Esperanças... Esperanças que ela e Touya pudessem ficar juntos, estava orgulhosa de seus mestres e de Yoko, porque eles lutaram e conseguiram o que queriam, todavia, ela nunca conseguiria o que sempre desejou, porque mesmo tendo força e coragem, faltava nela o principal, esperanças...

- Como pode ter tanta certeza?-pergunta Yoko.

- Ah?- Nakuru se assusta ao ouvir a pergunta da jovem.

- Como pode ter tanta certeza?-a menina repete a pergunta.

- Certeza do quê?

- Certeza que nunca vai conseguir ficar com ele?

- Eu apenos tenho certeza...

- Nessa vida a única certeza é a morte, e você nunca vai saber se não tentar.-Yoko sorri para a guardiã, e sai da sala acompanhada pelos avós e Spinnel.

Nakuru fica impressionada com o fato da menina ter lido os seus pensamentos com tamanha facilidade, mas no final das contas...Era a neta de seu mestre, mas como sempre, estavam certos, nunca saberia se não tentasse, e pela primeira vez sentiu algo dentro de si, algo que nunca tinha sentindo antes, talvez fosse aquilo que os humanos chamavam de...Esperança.

MORAL DA HISTÓRIA:"A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE." E SE VOCÊ NÃO A POSSUÍ, DE NADA VALE CONTINUAR A LUTAR.

OWARI


Quero agradecer as géntis pessoas que lêem esta e outras fics e tem a bondade de deixar review para essa raposinha que aqui se encontra, fico feliz em saber que alguém compartilha de minhas histórias de vida e através delas consegue viver melhor.

Carpe diem.

bY: Raposa do Deserto-Desert Fox