Com título para não ser esquecido: Wonderland
Com autora para ser lembrado: Condessa Oluha
Beta de estimação, Mozão, companheiro Toddyinho e bode expiatório nas horas vagas: Felton Blackthorn
E-mail para contato, elogio, crítica construtiva, tudo menos esculacho: condessa. embora não seja ditadura: NC-17
Classificação que não serve de nada : Slash, U.A., Lemon, Aventura, Romance, Drama, Comédia, Sobrenatural.
Shipper Principal, sim, porque isso aqui ainda vai virar uma salada daquelas: HPxDM
Resumo chinfrim apenas para não passar em branco: Em meio aos edifícios de concreto e os rostos sempre frios de Londres, Harry encontra uma pequena e misteriosa loja que realiza as mais diversas vontades... Bem vindos a Wonderland, qual o seu maior desejo?
Disclamer que eu sou forçada a escrever embora você não seja forçado a ler: Blá, blá, blá, Harry Potter não me pertence…
Aviso para os incautos, conselho para os desprevenidos: Obra 100 Slash, ou seja, dois monos se pegando! Se você não gosta clique no formidável e utilíssimo botão de voltar da sua barra de navegação, cortesia do Sr. Bill Gates. Agora se curtes um bom slash, sinta-se a vontade e não esqueça do review no final! Domo- Arigatô!
P.S.: Só pra ressaltar que o que estiver entre "aspas" expressa pensamentos dos persongens.
E que comece o show!
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"...Ku ku ku kuro ageha chou no you ni
Ku ku ku kudaranai-tte iwanai de
Ku ku ku kuro ageha chou no you ni
Ku ku ku kudaranai-tte iwanai de"
"...Quero, quero, quero, quero ser uma borboleta negra,
Quero me sentir amado por alguém,
Mesmo se isso só acontecer uma vez em dez
Tudo que preciso é daquele único instante
Posso ter esse único instante?" (1)
CAPÍTULO DOIS: O MAIOR DESEJO DE UM CORAÇÃO PARTIDO
Harry's P.O.V.:
- Seja bem vindo a Wonderland, Harry! Qual o seu maior desejo?
Essas foram as palavras daquela misteriosa mulher que conheci sem querer, num fatídico dia de chuva em que fugira covardemente da dor que assolava meu coração partido. Simplesmente a encarei estático. Não tinha palavras para toda aquela loucura.
Meu maior desejo... Humph! Como se obter aquilo que se anseia fosse tão fácil assim... A fitei profundamente, tentando sondar algum vestígio de zombaria que denunciasse que tudo aquilo não passava de um teatro, uma brincadeira de mau gosto, afinal de contas, sou Harry Fodido Potter, o maior imã de confusão de toda Inglaterra, muito prazer... Entretanto, olhando no fundo daqueles olhos azuis, quase absurdamente violetas, cheguei à conclusão de que aquela mulher falava sério, e isso me assustou um pouco.
O meu maior desejo... Comecei a pensar se tudo aquilo não passasse de um sonho, um sonho bizarro, daqueles que você tem quando está sofrendo em antecipação por algo... Talvez, eu nem tenha levado um fora de Ginny, talvez jamais tenha entrado naquela maldita loja, talvez eu sequer tenha acordado... É isso, tudo não passa de um sonho e...
- Argh! O que pensa que está fazendo? – Olho para o lado e me deparo com íris de tonalidade prata azulados, que agora eu percebo possuírem pupilas verticais semelhantes às de um gato... Acaricio meu braço que aquela garota loira, dona dos tais olhos, e que sequer havia notado ter retornado ao recinto, acabara de a achar que essa criatura não vai com a minha cara...
- Pensou que estava tendo um sonho e eu te belisquei pra provar que você não está sonhando...
- Achei que tinha ido embora! – respondi ainda acariciando o meu braço, putz! Aquela garota parece possuir garras ao invés de dedos...
-E eu achei que você tinha desejado um cérebro, pois é Potter, não se pode ter tudo... – rebateu enquanto brincava com as pontas dos longos cabelos lisos e loiros, cara se ela não fosse tão bonitinha, creio que seria insuportável conviver ao lado dela. Ok, deve ser insuportável conviver ao lado dela, mas ao menos se tem o consolo de que ela é bonita...
-Cara, você é mesmo um maníaco, vai ver é por isso que aquela ruiva sem graça te deu o fora...
- Ora sua... Espera aí, não me lembro de ter te contado que levei um fora e muito menos que a Ginny era ruiva... –Ok, agora sim me assusto de verdade, começo a pensar se por acaso não houve nenhuma probabilidade de eu ter entrado num episódio de Além da Imaginação...
- Não precisa me dizer nada! Ao contrário de você, eu tenho um cérebro e advinha? Eu sei usá-lo! – Essa fedelha ta pedindo pra eu martelá-la no chão... Sorte dela que Potters não batem em mulheres...
- Como se eu tivesse medo de um cara que usa samba canção com estampa do Mickey Mouse...
- Tá, pára tudo! – grito me exaltando de vez com toda aquela palhaçada. – Alguém pode me dizer que é que está acontecendo aqui? Como é que essa Barbie anoréxica sabe quem eu sou, de quem eu gosto, o que me aconteceu e, por que diabos, ela sabe a cor da minha cueca?!
- Barbie anoréxica?! Ora seu... – ela faz menção de me atacar, mas é simplesmente segurada pela gola do vestido pelo rapaz que se chama Sirius.
- Calma gente! – manifesta-se Andrômeda, e com um sorriso se volta para mim. Isto está começando a me cansar...
- Harry, - diz fazendo uma leve carícia com o seu leque no meu rosto para em seguida cobrir o seu parcialmente com o objeto, enquanto se abana suavemente. – a Wonderland não é uma simples loja de chá, vendemos mais do que o conteúdo aromático que há dentro destas caixinhas, - diz apontando o leque para as prateleiras – vendemos sonhos, desejos. Os mais profundos e ardentes de sua alma...
- Isso é impossível, não se pode vender sonhos... - respondo cético.
- Mas, é claro que se pode querido. Tanto que vendemos. – rebateu paciente, como se explicasse tudo a uma criança de três anos – Porém, não vendemos sonhos a qualquer pessoa, ela tem que ser especial, devem possuir algo a mais...
- Algo a mais?
- Sim, Harry! Os contemplados para desfrutarem os tesouros da Wonderland, devem possuir inicialmente um forte desejo e um coração puro...
- Um coração puro?
- Exato. As pessoas que têm os seus sonhos realizados não podem possuir máculas em seus corações quando entram aqui. No entanto, é normal que seus espíritos se corrompam depois de ganharem os seus gênios...
- Gênios? – Tá bom, agora comecei a parecer um idiota repetindo sempre as últimas palavras dela...
- Sim Harry, a Wonderland realiza os seus sonhos através de gênios! – ela confirma me parecendo tão extasiada como se houvesse descoberto o sentido da vida...
-Ah, tipo aqueles do Aladim?
Sua risada ecoa pelo recinto e eu me sinto um tolo, novamente.
- Não bobinho! – Diz ela, batendo de leve com o leque em minha cabeça. – Gênios assim não existem! Ou melhor, gênios de verdade não são assim!
- Tudo bem então como são gênios de verdade? – indago de uma forma bem desafiadora, agora tendo a certeza de que as pessoas dali não batem muito bem da caixola...
- Gênios são criaturas raras Harry. Nascem simplesmente para atender as vontades humanas, sejam estas quais forem... Um gênio deve ganhar um mestre antes de completar dezesseis primaveras caso contrário ele padece...
- Enfim, são como os gênios do Aladim...
- Não, não são. Não espere um idiota realizando todas as suas vontades sem contestar... Gênios, embora obrigados a realizar os pedidos de seus amos, são dotados de personalidade própria e muita vezes um tanto quanto difícil... É só pegar o exemplo de Severus e de Dray... – diz apontando com a cabeça para o homem moreno vestido num quimono que estava recostado na parede com braços cruzados e cara de poucos amigos, e para a garota loira que ainda se debatia nos braços de Sirius.
- Você está tentando me dizer que estes dois aí são gênios?
- Seu senso de percepção é incrível, Potter... Acaso eles ensinam o quê na sua escola? Como virar um ogro completo em vinte lições? – provoca a peste loira que faço questão de ignorar solenemente, fazendo-a obviamente ter um segundo ataque, sendo detida por Sirius mais uma vez.
- E você também é um gênio? – questiono olhando para a mulher.
- Não, Sirius e eu somos guardiões.
- Guardiões? – Ai, eu e minha mania de papagaio...
- Sim. Somos magos, responsáveis pelo bom relacionamento entre gênios e humanos. Há seres humanos que se aproveitam de formas absurdas do fato de receberem um gênio, e há gênios que se portam de maneiras um tanto rebeldes para com seus mestres, negando-se a cumprir suas ordens.
- Humph! Se eles podem se negar a obedecer a seus mestres então qual a vantagem de se ter um gênio?
- Eles só podem se negar a realizar um pedido por dia. É uma espécie de proteção para eles. No entanto, nós guardiões evitamos, por exemplo, que um gênio se negue a realizar um pedido vital, como salvar uma vida, ou evitar uma situação de perigo.
- Entendo... Bom foi muito interessante conversar com a senhorita, mas sabe como é... Tá ficando tarde, e tenho escola amanhã. Então se me der licença vou...
- Espere apenas um minuto! – Ela me detém, antes que eu cruze a porta – Tome. – Fico surpreso quando ela estende a mão e do nada aparece um pequeno cordão cor de cobre com uma pedra esbranquiçada de aparência esfumaçada.
- O-o que é isso? – Cara será que ela é algum tipo de bruxa...? Só espero que ela não tenha soltado nenhuma praga em mim, afinal de contas, já sou azarado demais... E ao mesmo tempo contraditório, uma vez que acredito em bruxas, mas não em gênios...
- Se chama Core. É uma pedra rara que mostra a pureza de seu coração. Enquanto se mantiver branca, seu coração continuará puro e seu gênio não poderá abandoná-lo, no entanto, se ela manchar-se de alguma outra cor significa que um sentimento impuro tomou seu coração e se ela finalmente enegrecer significa que seu coração já não é mais puro e seu gênio terá de abandoná-lo...
- Ok, valeu pelo presente dona, mas eu realmente tenho que ir e...
- Acaso não quer saber quem é o seu gênio?
- Como? – perguntei meio confuso e provavelmente com uma cara de palerma que deve ter sido cômica, já que Severus entortou os lábios num sorriso zombeteiro e Sirius deu uma pequena risadinha.
- Malfoy, a partir de hoje você será o gênio leal do senhor Potter! – Anuncia a moça me fazendo engasgar com a minha própria saliva e Malfoy ter um terceiro ataque de histeria...
- O quê?! Acaso ficou louca? Como vou servir a um desmiolado desses? Ele tem o Q.I. de uma lombriga anêmica e o cabeção tão grande quanto o de um gnomo de jardim!
- Valeu pelo elogio... – respondo depois de me recompor.
- Ora Malfoy, não teime comigo, afinal de contas, você não deseja me desafiar não é?... – A mulher encara a garota com um olhar que brilhava estranhamente perigoso, como se desobedecê-la fosse fatal... A garota imediatamente se cala, abaixando a cabeça e eu por um instante fico com dó dela...
- Não fique assim meu bem, - diz ela num tom mais suave segurando o queixo da garota-gato e virando seus olhos cor de prata para si – Você já vai fazer dezesseis anos, precisa de um mestre...
- Mas por que justamente esse brutamontes acéfalo? – Ok, momento de pena terminado.
- Você sabe que diz isso da boca pra fora! – Completa Andrômeda com um sorriso. – Afinal de contas, eu sei o que se passa nesse coração... – Um minuto depois Andrômeda põe algo que mais parece ser uma coleira no pescoço da garota, deixando-a surpresa, assim como eu. – Harry, - ela completa em seguida virando-se para mim – Isso que coloquei no pescoço de Malfoy é um selo mágico, basta uma palavra de comando e o gênio ficará paralisado por uns segundos... Isso evitará que você se machuque muito...
Um arrepio percorreu minha espinha, mas o ignoro de pronto. Estou para me retirar da loja quando escuto a voz de Malfoy se arrastar perigosa, como se fosse o silvo de uma serpente.
- Até amanhã Potty, iremos nos divertir muito...
Sinto mais um calafrio e saio para a rua, respirando o ar frio e úmido pós- chuva... Algo me dizia que amanhã seria um longo dia...
Fim do P.O.V.
oOo
Harry acordara com o irritante barulho do despertador a anunciar que já eram sete da manhã. Após levar um longo sermão da sua mãe por ter cabulado aula, uma vez que a diretora do colégio fizera o favor de ligar para sua casa para saber o porquê do garoto não ter ido a escola, ser colocado de castigo, e ainda receber as condolências de seus amigos pelo fora que levara de Ginny, o que deu a certeza para Harry de que todos no colégio já sabiam do que lhe acontecera, o rapaz foi dormir mal humorado e acordara ainda pior, lançando o despertador com fúria contra a parede, enquanto levantava rumo ao banheiro. Sequer havia retirado a roupa do dia anterior, dormindo de uniforme mesmo, por isso quando tirou a calça, o pequeno cordão que Andrômeda lhe dera caiu no chão chamando-lhe a atenção.
O moreno pegou o objeto e encarou-o por alguns minutos antes de soltar um longo suspiro:
- Merda, não foi um sonho. – Teve a constatação quando retirou a camisa e se deparou com um hematoma no braço, logo acima do cotovelo, resultado do beliscão deMalfoy.
Sem mais delongas tomou um bom banho quente a fim de espantar o frio e o estresse, vestiu o uniforme extra que tinha, uma vez que o do dia anterior estava um lixo. Soltou um longo suspiro de desagrado ao olhar seu rosto no espelho.
- Talvez seja só um bando de loucos que pensam ter poderes mágicos... – Disse para si mesmo – Mas, então, como eles sabiam tanto sobre mim... – Apertou o colar que Andrômeda lhe dera colocando-o no bolso do uniforme e, recolhendo a mochila, desceu para o café da manhã.
Dessa vez todos já estavam à mesa, tomando café calmamente. Harry sentou-se com desânimo tomando apenas sua vitamina matinal. Levantou-se logo em seguida, colocando a mochila nas costas e saindo em direção a porta.
- Onde o senhor pensa que vai, Harry James Potter?- indagou sua mãe sem sequer tirar os olhos da revista que lia.
- Pra escola. – respondeu Harry num tom indiferente.
- Sente-se. Eu o levarei para a escola assim como ontem e dessa vez esperarei no portão até que você entre, como fazia na pré-escola...
- Dá um tempo, mãe! Não é como se eu cabulasse sempre...
- Querido, você traiu minha confiança! Como posso acreditar nisso se ontem enquanto trabalhava pensava ter deixado meus três filhos em segurança na escola, quando a diretora me ligou no horário do almoço perguntando por que você não havia comparecido as aulas! Tem idéia do que eu passei? Londres, embora seja pacata, não é nenhuma cidadezinha do interior Harry. Não convém ficar vagueando por aí, por essas ruas! Não é para isso que seu pai e eu nos matamos de trabalhar!
- Certo, mãe, como quiser. Por mim você pode me levar e buscar na escola, pode tatuar seu nome em mim e até me colocar uma coleira com identificação. Só me poupa do discurso... – implorou Harry num tom tão cansado que Lilian apenas encarou-o por alguns instantes, antes de voltar a falar:
- Está bem. Mas que fique claro Harry, tomar um fora de uma garota não é motivo para cabular aula...
Pronto! Lílian Potter acabara de tocar no ponto fraco. Harry no mesmo instante a encarou com seu melhor olhar fulminante, pegou a mochila e sem mais delongas saiu porta afora, fazendo questão de batê-la antes.
A mulher ruiva apenas encarou a porta da cozinha, que ainda fazia o movimento de vai e vem, quando a voz de James se pronunciou:
- Poderia ter passado sem essa Lily...
Nem é preciso dizer que se olhar matasse, James Potter teria caído duro naquele momento.
oOo
Harry optou por pegar o metrô e acabou se arrependendo, pois encontrara alguns colegas de classe que fizeram questão de ficar apontando para ele e cochichando sobre o fora que levara de Virginia Weasley. Pensou por alguns instantes que se no metrô estava assim imagina só na escola... Deveria ter engolido o sapo e aceitado a carona da mãe. Desceu na estação e decidiu pegar um caminho mais longo e deserto para escola, escapando assim, da indiscrição assim a dos colegas, porém não pôde evitar o fato de que todas as cabeças voltaram-se para ele quando ele parou em frente aos portões ainda fechados do colégio. Merda...
Não demorou muito para ver o carro da mãe, um Land Rover preto, estacionar próximo de si. Tonny saiu do carro com sua cara mal humorada de sempre e seus cabelos repletos de mechas roxas esvoaçantes, deu um olhar de esguelha para o irmão menor, antes de lhe dar um tapinha no ombro e sorrir maliciosamente:
- Cara, ela vai te fritar no óleo fervente quando você chegar em casa...
Harry ignorou o comentário do irmão, mas no fundo estava tremendo nas bases, afinal ninguém no mundo deixava Lílian Potter falando sozinha. Ninguém em seu juízo perfeito e com um pouco de apreço a vida.
Harry reconheceu que estava perdido quando sua mãe lhe lançou um saquinho de papel marrom contendo seu lanche, que ele pegou no ar, e saiu cantando pneus quase atropelando um hidrante no caminho.
Aquilo fez com que mais alunos olhassem na direção de Harry, alguns sussurrando baixinho, outros soltando risadinhas. O garoto apenas suspirou e seguiu para os portões recém abertos. A primeira aula seria de História com o professor Binns, teria que rezar para não dormir e acrescentar pontos negativos na matéria, e aumentar sua lista "Faça o dia de um Potter infeliz".
Mais palavras de compaixão de uns, algumas zombarias de outros, e Potter finalmente consegue chegar à sala de aula. Hermione e Rony já se encontravam lá dentro, ambos sentados juntos como de costume. A garota parecia explicar alguma coisa para o namorado, e ambos pareciam discutir sobre um tópico de matéria quando pararam de chofre ao visualizar Harry.
- H-Harry... C-como está? – Perguntou a garota um tanto quanto hesitante.
- Harry, cara, eu sinto muito pela minha ir... – Rony já ia se desculpar quando foi prontamente interrompido por Harry.
- Ah, gente, de novo não! Se doeu o fora que Ginny me deu? Sim, doeu mais do que o coice de uma girafa, mas eu sobrevivo! Não é como se eu houvesse nascido grudado nela ou coisa parecida...
- Sabemos disso Harry, - completou Hermione, ainda hesitante – é só que, compreendemos também que deve ser difícil estar na sua situação, ainda mais se você não se abre com ninguém!Quer dizer, ontem você saiu como um raio, sem dizer nada a ninguém, matando todo mundo de preocupação...
Harry apenas abaixou a cabeça esperando a garota terminar de falar.
- O que queremos dizer é que estamos do seu lado Harry! Pro que der e vier, ok? Você pode confiar em nós!
- Eu confio em vocês, é só que... É difícil... – sussurrou numa voz tão fraca que fez Hermione encarar Rony com um olhar que pedia auxílio.
- A gente sabe cara... A gente sabe. Quando você estiver pronto, estaremos aqui. – Finalizou Rony com um sorriso amigo, fazendo Harry sorrir também e sentar-se na frente da dupla.
As carteiras de Hogwarts eram separadas por duplas, e logo foram preenchidas pelos alunos que entraram na sala de aula animados com a fofoca do momento, na qual o popular e irresistível Potter havia tomado um fora astronômico de uma caloura...
O burburinho só cessou quando o professor Binns adentrou na sala, com seu costumeiro andar pesado.
- Classe, peço um minuto de atenção, por favor! – pediu o professor enquanto depositava o material sobre a mesa.
Os alunos prestaram atenção no professor que prosseguiu:
- Quero apresentar-lhes a... Hum... Digamos assim, senhorita Malfoy, que a partir de hoje será a mais nova colega de classe de vocês. Ela veio da França e ficará conosco por tempo indeterminado. Como de praxe, ela ficará na casa de um de vocês e o contemplado foi o senhor, senhor Potter.
Harry ergueu-se de súbito encarando o professor:
- Mas professor Binns, não sei se meus pais irão concordar que eu leve uma aluna de intercâmbio para casa, ainda mais assim tão de repente... "Malfoy, tenho a impressão que conheço esse nome de algum lugar..."
- Não se preocupe senhor Potter, o diretor já falou com seus pais por telefone e ambos concordaram com a idéia, principalmente sua mãe, que adorou e até sugeriu que você auxiliasse a senhorita Malfoy no que fosse necessário.
- Merda! – resmungou Harry num sussurro que poucos puderam escutar.
Com a maré de azar que Harry enfrentava, não duvidava nada que essa tal senhorita Malfoy fosse uma criatura medonha com tendências psicóticas que tentaria matá-lo durante o sono.
- Pode entrar senhorita Malfoy! – Ordenou o professor e instantes depois uma garota loira, vestindo o típico uniforme colegial, uma saía xadrez, blazer azul marinho, camisa branca gravata de laço vermelha, meia ¾ brancas e sapatos boneca de verniz preto, adentrou no recinto causando um segundo burburinho na sala de aula.
O motivo era simples, a menina era incrivelmente linda, certo que para uma adolescente era uma tábua, sem seios e um tanto baixinha e sem curvas, mas possuía um belo par de pernas grossas e longas, quadris firmes e um rosto que mais lembrava o de um anjo, com os seus olhos cor de mercúrio líquido, cabelos loiros acinzentados até a cintura, uma franja longa tocando os cílios mais longos ainda e lábios pequenos e carnudos que pareciam implorar por beijos apaixonados. Todos os traços ainda eram ressaltados por orelhas e uma longa cauda de gato que balançava de um lado para outro e que os alunos pensaram talvez tratar-se de alguma nova tendência da moda parisiense...
Harry ficou chocado, estagnado, surpreso demais para exclamar qualquer palavra.
- Senhorita Malfoy queira sentar-se ao lado de...
O professor mal terminara de falar e a garota-gato sentara-se ao lado de Harry, fazendo toda a classe virar o pescoço para sua compostura e o seu andar elegante, porém a classe ficou mais chocada ainda quando a garota sentou-se sem cerimônias ao lado de Harry, que não pode se conter:
- O que você faz aqui? – sibilou exaltado, Malfoy, no entanto, apenas virou-se calmamente em sua direção e com um sorriso maroto respondeu com sua voz desprovida de qualquer sotaque:
- O que houve, querido? Surpreso em me ver? Pensei que tudo houvesse ficado bem claro ontem à noite...
- Ora sua... – Harry não podia acreditar! Mais aquela agora! Pensava que ontem havia penas tratado com um bando de loucos, mas pelo visto era bem pior do que isso... – Olha aqui, Malfoy, eu não preciso de gênio algum, já deveria saber disso! Afinal de contas não é você que vive lendo mentes?
Os alunos não conseguiam capturar o diálogo entre Harry e a nova aluna, apenas uma ou outra palavra que ficava perdida no ar.
- Ora Potty, se você não queria um gênio devia ter se manifestado ontem! Agora já é tarde, por isso pare de choramingar feito uma mulherzinha e trate de aceitar sua sorte, afinal de contas não é todo dia que se tem uma criatura perfeita como eu com disposição para acatar todos os seus desejos pervertidos... – rebateu a garota num sussurro contrariado.
Rony e Hermione apenas observavam o casal a sua frente, um pouco surpresos pela intimidade que pareciam ter... Começavam a ser perguntar se Harry não já conhecia aquela garota...
A aula seguinte seria vaga para várias turmas. Hermione e Rony decidiram esperar Harry sair da sala de aula com Malfoy:
- Estou dizendo Ron, Harry conhece aquela garota de algum lugar...
- Não duvido nada Mione, antes de cair de amores pela Ginny, Harry era muito mulherengo... Porém, como ele a conheceu se ele nunca foi à França e Binns foi claro quando disse que ela era do intercâmbio...?
- Talvez ontem, enquanto ele cabulava aula... Sei lá...
A conversa dos dois no corredor foi interrompida pela chegada de Ginny, acompanhada de Dean Thomas, que envolvia o braço em sua cintura mesmo com o olhar assassino de Rony para sua pessoa.
- Oi gente! – cumprimentou a garota – Vocês também estão com aula vaga?
- Sim, o professor Flitwick faltou.- respondeu Hermione seca. Não queria aceitar, mas estava desgostosa com a garota por causa de Harry.
- Oh, no meu caso foi o professor de matemática... E o Harry? – perguntou a garota reparando na falta do moreno.
- Está lá dentro com a nova alu... – Rony ia falar quando foi interrompido por um berro de Harry:
- Malfoy! Devolve já a minha bola!
- Se quiser vem pegar! – desafiou. E segundos depois Harry saiu a toda da sala, correndo atrás de uma garota loira, que mais parecia uma boneca ou um personagem de animação japonesa, do que um ser humano, que carregava nas mãos uma bola de basquete e vez ou outra se desvencilhava dos braços de Harry com maestria.
Os dois permaneceram no jogo de gato e rato por alguns instantes quando Harry finalmente roubou a bola da garota, agarrando-a na cintura. Toda a escola parara pra ver a maneira íntima com que ambos se tratavam, como se já se conhecessem há tempos.
Foram interrompidos por uma pigarreada de Rony e uma tossida de Hermione.
- Ron, Mione, não reparei em vocês aí... – desculpou-se Harry extremamente vermelho – Oh, Ginny... Você também está ai...
A garota despertou do transe, após ter presenciado a cena de Harry e aquela estranha garota no corredor:
- Oi Harry, tudo bem? – cumprimentou a garota um tanto sem graça, não esperava que Harry estivesse tão recuperado do fora que lhe dera no dia anterior.
- Oh, tu...
Harry foi interrompido por Malfoy, que agarrando o seu pescoço olhou fixamente para a garota ruiva:
- Por que não estaria tudo bem com o 'Pottyzinho'?
A garota encarava Ginny com um olhar desafiador, que a assustou por um instante, antes de responder:
- Creio que isso é só entre Harry e eu. E você é?... – perguntou lançando o mesmo olhar de desafio para a garota loira, reparando só agora nas orelhas de gato...
- Pra você Malfoy é o suficiente. – respondeu num tom seco enquanto torcia uma mecha do cabelo de Harry nos dedos, o que fez Hermione suprimir uma risadinha, e Ginny estreitar os olhos.
- Acaso ela é sua amiga Harry? – perguntou Ginny num tom falsamente cordial.
- Bem, é...
- Amigos? – interrompeu novamente Malfoy apertando ainda mais o pescoço de Harry, que tinha que se abaixar para alcançar a garota. – Somos mais do que amigos... Somos parceiros de foda... – respondeu lambendo a orelha de Harry fazendo o garoto corar intensamente.
Hermione quase morreu engasgada com a gargalhada que ameaçou sair boca afora, Rony simplesmente ficou vermelho como um pimentão e Dean soltou um assobio.
- Pottyzinho, essa sua amiga cor de salsicha ta me incomodando. Vamos para um lugar mais reservado? – provocou Malfoy com a voz rouca, fazendo Harry sentir um arrepio e arrastando-o em seguida pelo corredor enquanto deixavam para trás um grupo bastante surpreso...
Andaram até um corredor isolado, quando Malfoy largou Harry de repente fazendo-o tropeçar.
- O-o quê significou aquilo? – indagou o moreno só agora saindo do seu estado de torpor.
- Ora fiz apenas o que você queria, Harry. – respondeu num tom cínico.
- E desde quando eu pedi que você me agarrasse no corredor na frente de Virginia Weasley?
- Não seja tolo Harry! Eu mais do que ninguém sei o que se passa nesse seu coração. – disse cutucando o peito de Harry – E sei que você estava louco para dar o troco naquele pimentão ambulante, afinal de contas, esse é o maior desejo de um coração partido...
Harry encarava a criatura na sua frente boquiaberto, enquanto ela caminhava rumo a biblioteca:
- Ah, e não se esqueça de passar na casa de chá hoje! – completou ainda de costas enquanto se afastava – Temos que acertar o seu pagamento! – Virou-se repentinamente lançando um beijo no ar para um Harry ainda estático.
- Cara! Tô fudido... – sussurrou para si mesmo, enquanto voltava para a companhia de seus amigos, teria muitas explicações para dar e nem sabia por onde explicar...
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(1)Trecho da música 19 sai de Suga Shikao, trilha do anime XXX Holic, que também não me pertence... u.u Schiebe!
Então crianças já desvendaram o mistério da garota secreta? Sim!!! É o Draquito! Por incrível que pareça muita gente me perguntou isso... O motivo dele estar vestido como uma garota será explicado mais a frente não se preocupem, e garanto-lhes que o toupeira do Harry ainda vai pastar muito com as atitudes dessa garota com língua raquete! (comentário da Gê Black). Espero que tenham gostado do capítulo, sei que demorou a sair mastive meus motivos... E então que tal acharam do capítulo? Meio paradinho, mais para esclarecer dúvidas... Mas ainda assim acho que deu pra enganar o estômago... Pelo menos dessa vez ficou com uma aparência melhor, agradeçam a Annianka pelo toque! Obrigado a todos que comentaram no capítulo anterior! Principalmente ao meu mozão Felton Blackthorn que resolveu betar esse projeto de fic, a Annianka que puxou minhas orelhas,com muito carinho para atencionar na aparência da fic, a Gê Black por ser engraçada e por agitar pompons por mim, a Ci-Chan por ser uma garota de iniciativa e comentar primeiro, a Mirian Suzana que nessa fic deve ter tido sua dúvida respondida, a Bru Black simplesmente pelo fato dela ser uma Black e só por isso já ruleia, a Sy P. que enfrentou o seu medo de pessoas que lêem mentes e encarou essa fic, a Sarih que me desejou inspiração, a Listen.the.rain pq sim, isso é uma fic h/d! A Tety Potter-Malfoy porque ela gosta do meu jeito de escrever, lá, lá, lá! E a Brunaapoena por minha fic ter causado boa impressão! Beijos pra todos e estarei da arquibancada da vida agitando pompons pra vocês junto com a Gê Black!
A quem leu e não deixou review, tudo bem, afinal errar é humano e perdoar é divino! Beijinhos e até o próximo capítulo: O Pagamento! O que Harry terá que dar em troca?...Não Percam
