-ATCHIM! – Mais um espirro maravilhoso. Ai, como é bom "desentalar"!
Está bem, confesso que voei um pouco, mas um espirro quando você está gripado – por causa de um ar condicionado de estúdio - é sempre bom para aliviar as tensões.
A minha cara está ótima. Como eu sei? Estou agora diante do maior espelho do meu quarto contemplando a minha imagem.
Para, tá! Eu não sou gay, só me acho foda, só isso. Enfim.
Meu nariz está vermelho, meu olho está pequeno e inchado e a minha boca vermelha. Ai, a minha imagem. Se eu aparecer assim na TV as minhas fãs vão me achar sexy, acredite. Será que eu faço mais sucesso assim?
-Sasuke, meu filho, abre essa porta. – Berrou, literalmente, a minha mãe do outro lado.
-Já vou! – E alem de tudo, minha voz está nasalada. Parece que eu estou falando de nariz fechado. Isso é tenso.
-Como você está meu bem? – Minha mãe colocou a mão na minha testa para medir minha temperatura. – Nossa, sua aparência está horrível.
-Ah, valeu. – Disse sarcasticamente. Minha mãe é doida e... e foda, cara. A melhor mãe do mundo. Juro! – Estou ótimo, não está vendo?
-Oras Sasuke Uchiha, me responda direito! – Disse e deu um tapa no meu braço esquerdo. Ter mãe da mão pesada não é um bom negócio.
-Não estou bem, né mãe! – Joguei-me na cama e me embrulhei. Que frio! Não tá sentindo não?
-Sasuke, você está com febre... – Puxou meu edredom - ...não pode se embrulhar.
-Não! – Choraminguei. Qual é? Eu to com um frio do cão, dá licença!
-Sim sim. – Jogou o edredom dentro do armário e pegou um lençol fino. – Embrulhe-se com este. Vou pegar um remédio pra você.
-Hn. – Tentei a aquecer-me com aquela coisa mais fina que papel.
-Já volto, meu bebê! – Saiu falando de um jeito, érr, fanho?
Ai, eu prefiro passar o dia com dor de cabeça – não que eu goste – do que ficar gripado. É horrível. Você não tem ânimo para nada. Você olha para as pessoas saudáveis ao seu redor e se pergunta: "De onde ela tira essa disposição toda? Se fosse eu, não agüentaria fazer metade do que elas fazem". É terrível. É o pior estado físico para quem nunca passou da gripe. E tudo culpa daquele maldito ar condicionado e do retardado do meu irmão.
-Sasuke? – Escutei aquela voz feminina e linda entrar nos meus ouvidos.
-Entra. – Olhei para a porta e acertei a minha aposta. É a namorada do meu irmão, Sakura Haruno.
-Como você está? – Ela olhou-me da beira da cama. Tenho a sensação de que ela sabe a resposta, né?
-Ótimo. – Fechei a expressão. Ela não está vendo o meu estado deplorável?
-Desculpa, está meio óbvio de que você não está bem. – A senti sentar. – Está assim desde quando?
-Desde o dia... – Tossi - ...da sessão de fotos.
-Ah.
-Está aqui o seu remédio, filho. – Minha mãe entrou de uma vez no quarto. Cara, se eu tivesse traindo meu irmão agora, ela seria a primeira, a saber, e a sair gritando.
-Opa, eu adoro educação! – Disse zangado e Sakura deu uma leve risada. Minha mãe? Ela só me lançou uns dos seus costumeiros olhares mortais.
-Ai, ai. Bom, eu vou ver se o Itachi já terminou. – Sakura levantou-se e foi até a porta.
-Terminou o quê? – Dona Mikoto perguntou enfiando o remédio minha goela abaixo.
-Ele disse que tinha um relatório para fazer e que tinha que entregar amanhã. Por isso vim ver Sasuke... eu viria depois, mas ele estava ocupado.
Hn, meu irmão deve ter "adorado" ela ter largado ele lá para vir me ver.
-Ah.
-Tchau. – Sorriu, saiu e fechou a porta.
-Pelo menos seu irmão tomou jeito e arrumou uma moça descente!
-É eu também acho. – Disse sonolento. Novalgina me mata de sono.
-Só espero que dure.
Cai duro na cama.
IMP
Acordei, olhei no relógio, vi as horas – Ahá, lógico, não é? -, levantei-me e fui ao banheiro. Tomei um banho morno, porque gelado não rola. Vesti uma calça moletom preta, uma blusa do Slipknot, dei uma mexida no cabelo e fui em direção à cozinha. Aliás, doença nenhuma tira minha fome, acredite.
Estou tranqüilo, descendo as escadas da minha lindíssima mansão, fazendo notas imaginárias na minha guitarra imaginária – depois eu a apresento pra vocês – quando eu dou de cara com uma cena nada legal... meu irmão e a minha linda – perfeita – cunhada se pegando em frente a televisão. Aquilo me deu um nojo tão grande que se eu estivesse de estomago cheio eu teria o maior dos prazeres de eliminar o conteúdo bem em cima da cabeça deles.
-O quarto é no andar de cima. Se quiserem posso fazer um mapinha indicando o local. – Sakura engasgou e corou, e meu irmão me lançou um olhar matador.
-Sasuke... – Sussurrou Sakura muito, mas muito envergonhada.
-Cala a boca, imbecil! – Itachi levantou nervoso e veio na minha direção.
-Ei, calma ai! Não vamos partir pra violência, beleza? Sabia que é falta de respeito vocês ficarem se pegando no meio da sala sendo que tem gente em casa. – Olhei para Sakura e ela estava de cabeça baixa e encolhida. Tadinha, me deu uma pena... AH, NÃO DEU NÃO!
-Falta de respeito? Eu estou na minha casa, tá? – Apontou o dedo na minha cara.
-E na sua casa tem quarto, não é? Acho que eles que não foram feitos só pra dormir.
-Gente, já chega! – Sakura levantou-se e colocou-se entre nós. – Chega Itachi. Seu irmão tem razão, nós deveríamos ter ido há um lugar reservado. – Olhou de esguelha para mim e depois voltou a encarar Itachi. – Eu vou embora. Te ligo mais tarde. – Pegou a bolsa e saiu.
-Ah, pirralho, você me paga! – Veio bufando na minha direção.
-C-calma Itachi, calma. – Só sei que sai correndo.
-Calma? Viu como você deixou a minha namorada? Viu o estado que ela ficou?
-Ah, coitada. – A ironia falou, digo, eu. Fiquei atrás do sofá debochando do que ele falava.
-Eu não vou fazer nada com você. – Parou de me seguir. – MAIS RESPEITO COM A SAKURA E COMIGO! – Subiu a escada. – AH, E VOCÊ VAI PEDIR DESCULPAS PRA ELA! – Falou no meio do percurso.
-Ah, não vou não! – Bufei.
-Vai sim! – Senti meu braço sendo agarrado. – Você a fez passar vergonha. O mínimo que você deveria fazer é pedir desculpas.
-Não vou não.
-Ah, vai sim Sasuke Uchiha. – Seu olhar veio como uma facada no meu coração... eu mereço. – Eu tenho a sua carreira em minhas mãos. – Largou-me e subiu.
Ferrou. Vou ter mesmo que pedir desculpas.
DROGA!
IMP
-VOCÊ FEZ O QUÊ?
-É surdo? – Levantei-me depois do meu auto nomeado melhor amigo gritar uns dez mil decibéis acima da sua voz. – Porque eu não sou.
-Foi mal. – Sussurrou. – Mas o que você fez foi mais mal ainda.
-Ah, valeu pela consolação. – Disse a Ironia, digo, eu.
Naruto apenas levantou as mãos em rendição.
-Mas como você vai fazer para pedir desculpas a ela?
-Simples. Quando ela for lá em casa eu peço. – Dei de ombros. Sentei-me no sofá e cruzei as pernas.
-Tá bom. Você é quem sabe. – Sorriu e sentou-se em frente do computador.
É, eu realmente espero que fosse simples assim, como eu imagino.
IMP
Hello peoples, bem?
Segundo capítulo ai para vocês.
É isso.
Beijos :*
REVIEWS? =D
