Capítulo 1 – Adeus Forks.

Mas um dia infrutífero. Mas um dia tecnicamente perdido. Em Forks, tudo era perda de tempo, e o pior era que eu sabia disso.

Mudei para cá aos meus onze anos. E desde então tenho vivido com meu pai, Charlie, em uma constante expressão de tédio. Deus, meu pai e a cobertura de nuvens eram as testemunhas.

- Bella? Você está ok? – Jacob, meu namorado, me abraçou por trás com seus braços musculosos e fortes.

- Oi amor... Nem te vi chegar. – O beijei com carinho e ternura. Depois ele encarou fundos os meus olhos. Estávamos em uma clareira, o lugar que eu sempre usava para me esconder. Ou pelo menos me esconder da vista da cidade.

- Estava a algum tempo te observando... Você estava muito parada e parecia que estava em outro mundo.

- E estava... – Suspirei. – Estava em nova York.

- De novo com isso, Bells?

- Jake... Eu não gosto daqui! Eu não quero ficar presa aqui! Eu quero conseguir um bom emprego, um bom estudo... Ser alguém na vida. E aqui em Forks, eu só tenho você e meu pai.

- Só? – Ele arqueou a sobrancelha.

- Você entendeu Jake. – Revirei os olhos. – Eu me decidi eu vou para lá.

- Eu posso te mostrar mil motivos para você ficar? – Ele perguntou me dando um sorriso safado que só ele conseguia dar.

-Eu posso te dar mil motivos para você ir comigo?

- Bella, meu lugar é aqui! Eu nasci aqui, cresci aqui... Aqui está meu sangue...

- E você acha que Forks não significa nada para mim? Eu encontrei você. Mas não é por isso que tenho que me prender.

Ele ficou em silêncio, enquanto eu arrumava e repetia meus argumentos há muito pensados.

- Eu te encontrei aqui, e posso te levar daqui. Sair daqui, não é abandonar você, nem nossas famílias. É abrir as asas e voar! Sair da asa dos pais! Ser independente! Cuidar do próprio nariz me entende?

Ele suspirou pesadamente. Enquanto beijava meu nariz.

- Depois a gente fala nisso, ok?

Ele me beijou de novo. Cada vez o beijo ficando mais intenso. E ele me deitou na grama quente e úmida. Ele tocava todas as partes do meu corpo, enquanto eu o despia. Eu sabia que ele fazia aquilo para me fazer mudar de idéia. Mas eu não mudaria.

Depois que nós fizemos amor pela segunda vez ao som do canto dos pássaros, eu deitei meu rosto no peito dele, e senti seu aroma. Eu gostava de Jake, mas odiava seus defeitos. E um deles era essa insistência em me querer prender aqui.

- Jake... – Chamei ele e ele me encarou nos olhos. O encarei com determinação. – Eu vou! Com ou sem você, eu vou...

- O que?

- Isso mesmo. Eu vou e se você quiser vir comigo você vem. Eu quero que você venha comigo. Mas sei que se depender de você, eu nunca vou sair daqui. Por isso eu vou...

- Bella! – Ele se levantou rapidamente enquanto me olhava com incredulidade. – Você teria coragem de deixar mesmo tudo para trás? Deixar-me para trás?

- Eu já disse que quero que você venha. E se você me amar você vai.

- Se você me amasse não me fazia uma chantagem dessas, não me obrigava a sair de uma cidade que eu adoro!

- Jake. – Peguei o rosto dele entre as minhas mãos. – Eu sou maior de dezoito anos. Escolho meu caminho. E se tem uma coisa que minha mãe sempre me avisou, foi: "Nunca desista de seu sonho por homem nenhum".

- Então você vai mesmo me largar? Ao seu pai? A cidade que te acolheu quando você mais precisava?

- Não quero mais falar sobre isso. – Peguei minhas roupas me vesti, e fui saindo. Ele me seguiu e me segurou pelo braço.

- Isso é sério?

- É, Jake... Eu estou certa agora. Deveria ter tomado essa decisão antes. Vou falar com Charlie ainda hoje.

Sai da clareira, e Jacob foi comigo para minha casa. Charlie estava lá e depois que eu preparei o jantar dele, eu comecei a falar.

- Pai... – Eu comecei. Jacob me fitava profundamente do outro lado da sala. – Eu preciso te dizer... Uma coisa.

- Pode falar...

- Pai, você sabe que eu tenho mais de dezoito, portanto posso fazer o que eu quiser. Eu não passei metade da vida estudando feito uma condenada para no final eu ficar aqui fazendo seu jantar, arrumando a casa, namorando Jacob e trabalhando na loja da mãe do Mike.

Ele continuava comendo. Sem saber onde aquela conversa iria dar.

- Pensei que gostasse de trabalhar lá...

- Não. Não é para mim... Eu não quero passar uma vida inteira lá, pai. Eu quero crescer... Quero fazer alguma faculdade, e me tornar alguém.

- Você é alguém... – Ele replicou, descansando o garfo no prato e olhando para mim. Jacob concordava freneticamente com meu pai do outro lado da sala. – No que você chegar, Bella?

- Eu vou para Nova York.

- Como assim? – Ele engasgou com o copo de água que ele estava tomando. – V-você? Nova York? Você é uma criança!

- Pai você ouviu o que eu falei antes? – Perguntei exasperada.

- Boa parte...

- Está vendo por que eu quero sair? Você nem sequer presta atenção no que eu falo! Eu estou cansada de ser o zero á esquerda. A garota do interior! A ignorante! Cansei, sabe?

- Bells... – Jacob implorou do outro lado da sala.

- Você ainda é uma criança. E será até os sessenta anos. Você não está preparada para uma cidade grande! Você não sabe o que te aguarda lá! Homens e mulheres aos montes, violência, prostituição, drogas, motéis, vida noturna...! Você não está preparada.

- Se eu não estiver é justamente por que o senhor não deixou! O senhor quer me prender aqui até sua morte, para cuidar de você e fazer o seu jantar. Mas e depois? Como eu vou ficar?

- Você casaria com Jacob!

- Lógico para continuar o ciclo sem fim! – Falei exasperada. – Eu amo Jacob, mas eu não quero viver com ele aqui!

- Bells... – Jacob chamou de novo angustiado.

- Me diga então Bella! – Charlie levantou da cadeira. – como você vai viver?

- Vivendo como todos. Um emprego. Uma faculdade! Se você quiser me ajudar, ótimo. Você que escolhe se quer uma filha em Nova York mendigando, ou uma filha em Nova York, com condições e uma faculdade.

- E se eu te obrigar a ficar?

- Eu fujo!

- Charlie... Ela foge mesmo. – Jacob falou amargurado. – É melhor dar o que ela quer. Ela tem direitos. – Sorri surpresa para Jake, ele tinha superado então. Ele aceitaria minha decisão.

- Ok, Bella... – Charlie falou depois de pensar durante um tempo. – Eu aceito. Mas você irá ficar a sua própria mercê! Se voltar para cá com uma mão na frente outra atrás, não irei te receber em casa. Você vai para nunca mais voltar, entendido?

- Entendi. – Falei meio abalada. Charlie era meu pai, e ele estava quase me deserdando. Mas eu precisava ir atrás do que eu queria.

Ele subiu para o quarto dele, e eu sorrindo pulei em cima de Jake.

- Obrigada Jake... De verdade!

Olhei para o rosto dele, mas ele não estava feliz.

- O que foi? – Perguntei.

- Eu concordei, pois te conheço, e sei que iria de qualquer jeito, e não quero que você viva como uma mendiga lá.

- Você está triste? Por que não vem comigo? Vamos começar uma vida lá!

Ele pensou por uns instantes.

- Bella, os laços aqui são muito fortes. Não posso cortar de uma hora para outra. Mas eu também amo você, demais... E não quero perde-la. Você me esperaria?

- Quer dizer que você vai?

- Não sei quando, Bella. A situação é difícil. Você me espera?

- Espero Jake... – Falei sorrindo e beijando ele com ternura.

Uma semana se passou. E finalmente havia chegado dia de minha partida. Charlie não falava comigo direito, e Jake vivia tentando me fazer mudar de idéia, mesmo sabendo que seria uma missão impossível.

Charlie me dera mil dólares para me estabelecer, e um cartão de uma delegacia de lá, onde teria alguns amigos dele, caso eu precisasse de ajuda, e um cartão de um hospital. Já que eu tinha uma tendência enorme para acidentes.

Entrei na viatura, e Charlie começou a dirigir. Olhei tudo a minha volta. A última vez que eu olhava tudo aquilo. Apesar de não sentir saudades, eu queria olhar uma última vez.

Chegando ao aeroporto m Port Angeles, Charlie pegou minhas malas, e colocou em um carrinho. Ele foi arrastando o carrinho até lá dentro. Fiz o check-in e acertei todos os documentos necessários. Só faltava esperar.

Quando voltei para junto de Charlie, ele estava com lágrimas nos olhos, e pela primeira vez me abraçou e falou comigo, eu achei que era uma reconciliação, mas logo veio o ataque fatal.

- Ao entrar no avião, não será mais minha filha. Você irá cortar todos os seus laços comigo, assim como você cortou com a cidade. E eu esquecerei que um dia eu tive uma filha.

Ele se afastou de mim e foi embora á passos largos. E eu comecei a chorar. Não era para ser assim. Mas era ago para o bem maior. O meu bem maior.

Logo chegou à hora de embarque. Jake não viera no aeroporto, pois ele disse que acabaria não agüentando e me arrastando para longe, por isso nós nos despedimos na última noite. E ele me fez repetir que esperaria por ele.

A voz do aeroporto avisou que o vôo para Nova York tinha chegado. Arrumei minhas roupas, empurrei o carrinho e me encaminhei junto com as outras pessoas para Nova York. Para longe de Forks. Para longe do passado.

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Espero que gostem desse capítulo.. a fic agora no começo tá meio chatinha, mais vai melhorar a partir que quando os dois se encontram :)

marinapz4 : Obrigada por estar acompanhando :)

Katryna Greenleaf Black: owwn valeu! Fico feliz.. nao sei quando o sai o prox capítulo.. mas vou tentar ser rápida..

Beeeijos..

Com amor,

Nat.