Nota¹: o capítulo não está grande nem pequeno. Na minha opnião, é claro.
Nota²: personagens escolhidos estão no final da fic.
Nota³: as fichas ainda estão abertas!

A cartomante
Capítulo um – Carta 'O Julgamento'

Eram aproximadamente duas horas da tarde, o sol brilhava forte, fazendo com que seus raios conseguissem ultrapassar um pouco as cortinas cor de vinho da minha casa.
Eu tinha me mudado para lá faziam mais ou menos dois meses, e mesmo assim a casa ainda não se encontrava em bom estado.
Minha casa é constituída por um café no andar de baixo, e na parte superior da casa, há dois quartos, um banheiro e uma salinha, que era, na minha opinião a melhor parte da casa.
A sala, era onde eu conseguia esquecer dos meus problemas e da minha vida, e me concentrar em ajudar os outros. A sala, era o local onde eu conseguia ser outra pessoa. Era o lugar onde eu me transformava na cartomante.

O mundo das cartas, muitas vezes, pode te surpreender. Algumas pessoas são meras charlatãs, que só fingem pra conseguir dinheiro, pra ficarem ricas. Mas eu não sou assim, dinheiro não me importa. Eu gosto de ver isso mais como um hobbie, onde eu ajudo as pessoas, com coisas muitas vezes importantes, e outras vezes, coisas sem grande importância, mas que se não resolvidas, podem se tornar uma coisa ruim para a pessoa.

Um exemplo foi o que aconteceu naquele dia.


"Ai, droga, eu tenho que correr se não eu me atraso para a aula de lin..." ·Uma garota corria agitada pelas ruas de Tókio, quando esbarra em alguém.

-Hei, pirralha! Vê se presta atenção por onde você anda! – Disse o homem, segurando a garota de cabelos brancos-sintilantes pelo braço.

-F-foi sem querer... – Disse a garota, em um tom de voz muito baixo.

-Foi sem querer, é? Agora eu vou me atrasar ainda mais! Você vai ver o que é 'sem-querer'! – O homem estava apertando cada vez mais o braço dela, e algumas pessoas da rua começavam a parar para assistir a cena, mas ninguém ajudava a garota.
-A-ai!
Ela conseguiu se soltar, e começou a correr desesperadamente, enquanto o homem a seguia.

Ela virava em uma esquina, ele virava também, ela seguia em frente e ele continuava. Até que, em um momento em que ela atravessou a rua, o sinal fechou, e ela conseguiu um tempo de vantagem.
E foi nesse meio tempo, que alguém a puxou para dentro de uma loja, fazendo-a cair sentada no chão.
-Ah, m-me desculpa, garota, v-você e-está bem?
Ela olhou para cima, e viu uma mulher de longos cabelos azuis e olhos perolados, sorrindo docemente para a ela.
-Ah, e-eu a-acho que te devo e-explicações, n-não? – A garota, que agora estava levantando com a ajuda da mulher pérola, como a havia apelidado em pensamento, acenou que sim com a cabeça, ao mesmo tempo em que tentava ver algo mais no meio daquele cômodo, que estava meio escuro – M-meu n-nome é Hyuuga H-hinata, e-eu vi você s-sendo perseguida, e resolvi t-te ajudar.

-Mas como você sabia que eu estava sendo perseguida?! Ele... ele nem tinha passado por aqui ainda!
Hinata riu baixinho, enquanto acendia a luz, o que possibilitou a visão da garota de cabelos brancos.
O café tinha mesas redondas pretas com 'tampo' de vidro transparente, cadeiras pretas, um balcão branco com várias daquelas cadeiras sem encosto que giram na cor branca e preta também, e alguns sofás baixos em branco encostados a parede, perto de mesinha do mesmo estilo das redondas, só que quadradas. Suas paredes pareciam ser de uma madeira muito clara, que dava um ar mais aconchegante ao local, e na parede, havia um relógio de um gato preto de olhos bem grandes e negros, balançando o rabo, com uma plaquinha em baixo, escrito 'Café Black Lagoon'.

-B-bom, antes, e-eu acho q-que você deveria s-se sentar.

-Ãh... sim, obrigada.
Logo após a garota ter sentado, Hinata vai até o balcão do café, e começa a preparar algum tipo de bebida.
Silêncio. A rua, nem o barulho fraco dos carros era ouvido, e dentro do café, só predominava o 'tic tac' do relógio de gato.
-O seu nome é Ágata, não é? – Disse Hinata, sem gaguejar, colocando uma bandeja em cima da mesa, e se sentando na frente de Agata.

Na bandeja, no canto estremo esquerdo, havia uma xícara com desenhos no mínimo 'fofinhos', que parecia conter algo como chá de camomila, e no canto estremo direto, havia uma xícara verde, sem decoração, com chá de ervas. Já no centro da bandeja, se encontrava uma pequena caixinha preta decorada com enfeites dourados, com o desenho da carta da 'Lua' na tampa.

-Você... isso são cartas de Tarot?

-Sim, Agata. S-sabe por que a c-carta da t-tampa é a Lua? – Agata, distraidamente pegou a xícara com desenhos 'fofinhos', e começou a tomar o chá, ao mesmo tempo em que acenava que não, com a cabeça. – É por que e-essa carta é a m-minha carta.

-Como assim, a sua carta?

-Ela me l-lembra do meu p-passado, a-apesar de e-eu n-não gostar m-muito...

Hinata deu um sorriso fraco, e pela primeira vez, Agata começou a reparar em seu rosto. Ela parecia ser muito jovem, os cabelos azuis bem tratados, e estava com um brilho melancólico nos olhos.

-Você poderia ler as cartas pra mim? – Disse Agata baixinho, com um pouco de vergonha, na tentativa de fazer Hinata esquecer um pouquinho desse tal 'passado'.

-É claro. – Hinata abriu um pouco mais o sorriso, e depois de abria a pequena caixa, tirou todas as cartas com cuidado.

Conforme Hinata ia tirando as cartas, o sorriso continuava em seu rosto, mas não falava nada para Agata.

-E então, o que dizem as cartas? – Disse a garota, um pouco nervosa.
-Não precisa se preocupar, Agata. Vê essa carta aqui? – Disse Hinata, mostrando a carta 'O Julgamento' – Virada para cima, ela significa Renascer, mudanças para o melhor. Você é uma pessoa um pouco insegura de si mesma, e tem baixa alto-estima. Ágata, isso é normal. E-eu q-quero t-te perguntar u-uma coisa...

Hinata fez uma pausa, enquanto bebia um gole do chá de ervas que estava na xícara verde. Ágata pode perceber que agora, provavelmente por causa do horário, o som dos pneus dos carros correndo no asfalto, e das pessoas na rua já estava bem mais fácil de se ouvir, e se perguntou mentalmente, por que Hinata não havia aberto o café naquele dia.

-Bom, Agata, e-eu realmente p-preciso de m-mais pessoas... m-mais pessoas t-trab-balhando aqui no café, entende? E, se você t-trabalhasse aqui no c-café, quem sabe aos poucos e-eu poderia... eu p-poderia te ajudar com esses seus pequenos probleminhas. E então, o que você acha?

-Trabalhar aqui no café?

-P-pense bem, e se quiser, volte aqui para tomar um c-chá, ok? – Hinata começou a recolher as cartas, enquanto Agata permanecia em silêncio.

-Eu vou pensar, Hinata-san.

As duas sorriram, e Hinata abriu a porta para Agata sair.

"É, parece que de qualquer forma, eu acabei mesmo me atrasando para a aula de línguas!" Pensou Agata, dando uma última olhada no relógio, antes de Hinata fechar a porta.


Oiê :D
Gostaram do capítulo? ùú
Então, TODOS os personagens foram escolhidos, só para avisar. Não é minha culpa se eu amei todos x)'
Mas tipo, eles não vão aparecer de uma vez nos primeiros capítulos, eles vão aparecendo conforme a história acontece...
Portanto, não ficque chateado se o seu personagem demorar a aparecer.

e SIM, as fichas ainda estão abertas!
Isso porque eu quero mais uns personagens homens óò
'Tá parecendo o meu grupo de teatro da escola, só tem mulher nisso aqui! xD
Tudo bem, podem fazer fichas de mulheres também... ùú'

Nesse capítulo eu não vou clocar as respostas dos comentários, por
que a resposta é meio que geral, e eu estou com pressa, tenhpo aula de teatro daqui a cinco minutos, e leva vinte pra chegar até lá.
Eu gostei muito de vocês terem lido aquele pequeno prólogo, e gostado das idéias.
As reviews realmente me motivam a continuar!

-- Curiosidade desnecessária/
AH, e sobre a carta 'O Julgamento', que foi mostrada para a Agata,
Cada ersonagem da fic vai ter um tipo de carta específica(que será o título do capítulo),
e se eu não achar alguma carta que combine com algum, eu me mato òó
A da Ágata é a do julgamento :D
\Fim da curiosidade desnescessária --

Até o próximo capítulo!
Kissus