Lembrando que as estórias não são correlacionadas! A não ser quando eu disser.
Capítulo não betado. Como sempre.
Here is the catch
(I don't remember a thing)
or
Someone new
Sinopse: What if. E se?
Um
Eu estou atualmente discutindo com Ronald Weasley. Praticamente cuspindo em sua face enquanto ele grita de volta, a plenos pulmões, sobre o quanto sou impossível.
Idiota.
Agora. Veja só. Aparentemente nós somos melhores amigos - e, pelo que posso entender em suas insinuações, talvez mais que isso. Oh Deus. - há oito anos. Oito anos.
Como isso pode ser mesmo possível? Especialmente quando a única coisa que posso me lembrar sobre nossa suposta "amizade", de fato, é chorar por horas no banheiro feminino por conta de um insulto dele. No meu primeiro ano.
Como isso pode ser mesmo real, se na última "conversa" que tivemos, ele me chamara de "pesadelo" e acrescentara para quem quisesse ouvir que se eu fosse tão inteligente, eu teria reparado que não tinha amigos (*). Como essa criatura pode ser meu melhor amigo?
Deixe-me explicar: na verdade, estou na ala hospitalar do colégio. Sentada em uma das camas com Ronald Weasley de pé ao meu lado. Estou perguntando entre gritos se ele acha que sou idiota.
Deus, isto não está me fazendo qualquer favor. Minha cabeça está explodindo e sinto como se nossos gritos estivessem martelando os lados dela.
"Por quê?" Você me pergunta. Bem, aparentemente levei um balaço enquanto assistia à partida entre Sonserina e Grifinória. Que diabos?! Eu odeio quadribol. Eu sequer posso fazer uma vassoura se erguer sob minha vontade! O que eu estaria fazendo em uma partida de quadribol?!
Lanço um olhar venenoso a Ronald Weasley, que está se lamuriando sobre como o que ele disse havia acontecido em nosso primeiro ano e que eu deveria deixar passar. É claro que ele diria algo assim, não foi ele quem foi completamente humilhado na frente de metade do primeiro ano.
Cretino.
-Já basta – alguém às costas de Ronald ordenou ao se aproximar. – Ron, honestamente, qual é o seu problema? Ela levou um balaço na cabeça! Eu deixo os dois a sós por dois minutos e já estão às turras? Pelo amor de Merlin!
-Ela começou, Harry!
"Harry" lançou um olhar repleto de incredulidade para o rapaz ruivo. Ronald desviou o olhar resmungando e eu ri. E então prendi a respiração porque "Harry" postou os olhos em mim, com o cenho franzido.
-Desculpe – murmurei suavemente, incapaz de sustentar seu olhar também.
Quando tornei a encará-lo, o rapaz me fitava com a expressão ainda mais carregada. – Você está bem, Mione? - Mione? Mione? Por que as pessoas tendem a abreviar tudo? Meu nome é Her-mio-ne. Ele deve ter reparado minha carranca, porque indagou:
– Hermione?
-Ela aparentemente não se lembra de nós – Ronald comentou zombeteiro.
"Harry" deve ter machucado o pescoço pela forma que virou o rosto para Ronald e de volta pra mim. – O quê?
-Ela disse que nós não somos amigos coisa nenhuma e que eu sou apenas um girino - Girino! – se achava que ela ia cair em uma de minhas brincadeiras estúpidas.
"Harry" empalideceu. - Eu vou chamar Madame Promfrey. De novo.
E esse é praticamente o resumo da minha primeira hora acordada depois de perder parte da memória...
- xxx -
Ok. Então aparentemente eu realmente sou amiga desse rufião. Ronal Weasley. Jesus. A que ponto eu cheguei? Isso se deve, muito provavelmente, a Harry.
Sem aspas dessa vez.
Ele veio até mim e se apresentou. De novo. O que provavelmente foi a mais inábil e incrivelmente adorável reintrodução. Ele estava em total estado de pânico e pode ter havido uma boa dose de tartamudear e reconsiderações em seu discurso... Meus lábios ainda se curvam sob a lembrança.
Ao momento, Harry está lançando olhadelas para meu lado. Como se eu fosse desaparecer a qualquer instante. Como se ele não tivesse ideia do que fazer comigo. Ou como agir ao meu redor.
Ainda estava em seu uniforme de quadribol, os cabelos uma confusão e toda vez que eu o encarava ele parecia a ponto de um sobressalto.
Eu tentei, ainda assim. - Então... nós somos mesmo amigos?
-Desde o primeiro ano – perpassou as mãos no cabelo nervosamente e instintivamente franzi o cenho. Ele riu dessa vez, sem vontade, acrescentando:
– Não estou mentindo. É só estranho... isso.
Vou ignorar que ele entendeu meu olhar de desconfiança sob sua atitude mais que suspeita - com suas mãos irrequietas e tudo mais. Honestamente!
-Eu que o diga, o que eu lembro sobre você – balancei a cabeça. – Sobre seu nome, na verdade – corrigi. – São coisas dos livros que li antes de Hogwarts e um sem número de rumores desconexos que por alguma razão estão fixados em minha cabeça.
-Não... Eu quis dizer – Harry suspirou, sua mão de novo se arrastando pelos cabelos. – Eu não sei mais como agir ao seu redor. Você me olha como se eu estivesse a ponto de... eu não sei. É só um olhar que não estou acostumado.
-Seu rosto, você... Honestamente é como se tivesse entrado numa realidade alternativa. Eu posso citar centenas de feitiços, poções e fatos históricos agora mesmo, mas eu não consigo enquadrar você, ou Ronald ou qualquer um em minhas lembranças para salvar minha vida.
-Me desculpe.
-Não é sua culpa – encolhi os ombros. – A não ser que tenha sido você quem me atingiu com o... – pausei até que a palavra viesse a mim. – Balaço.
Ele me encarou com absoluto horror e não consegui evitar rir, gemendo quando minha cabeça doeu. Uma das mãos instintivamente tocando o lado da cabeça, o que me fez silvar de dor ao tocar a área ainda inchada.
Ele se aproximou consideravelmente, suas mãos ao meu encontro. Mas parou quando estava prestes a me tocar. - Você está bem?! Eu... eu vou chamar madame Pomfrey.
-O lado positivo é que não estarei atrasada em nenhuma disciplina.
Harry riu muito ao se afastar. – Oh, isso foi tão Hermione.
Nota: Eu disse que eram ideias loucas.
(*) Harry Potter e a Pedra Filosofal.
Nota nº 2: I'm not even sorry anymore. LMAO.
