Dois Segredos.
Capítulo 02: Visita à Colômbia .
Após isso, pulei na minha cama, puxei o cobertor pra cima de mim, mas não conseguia dormir, meu cabelo me incomodava. Levantei, acendi a luz, peguei uma gominha de cabelo, fiz uma trança, voltei pra parede, apaguei a luz, pulei na minha cama, puxei o cobertor novamente e estiquei minha trança para cima do travesseiro... e dormi.
O sol matinal invadiu meu quarto e meu despertador tocou. Levantei da cama num pulo, coloquei meu hobbie branco, lavei meu rosto e desci às escadas vagarosamente até chegar na cozinha.
- Bom dia mãe.
- Bom dia, querida. – disse ela ao terminar de colocar a mesa do café da manhã.
- Cadê o jornal de hoje?
- Ainda não entregaram.
- Esses caras que entregam tão cada dia mais lentos. – ela não respondeu, apenas sorriu e nós duas sentamos à mesa. Depois de leves 7 minutos:
- Eu vou encontrar seu pai no Chile e vou ainda hoje, espero que não se importe e saiba se virar. – mamãe disse como quem não quer nada.
- Eu sempre me virei sozinha. – relembrei-a.
- Ótimo.
Terminamos de tomar o café e vi que suas malas já estavam empilhadas no corredor do andar de baixo.
- Nossa, que pressa. – murmurei.
Subi pro meu quarto e arrumei minha mochila para hoje. Fui até o banheiro, tomei banho, coloquei o uniforme ridículo e tirei de uma das gavetas minha nécessaire então escovei os dentes. Fiz uma maquiagem super suave e guardei a bolsinha no lugar de volta.
Fui até minha janela ver o tempo. Será que hoje ia fazer sol? Provavelmente. Nessa hora o céu estava com poucas nuvens de tom acinzentado.
Olhei para minha mochila em cima da cama e depois para o relógio. Ainda estava muito cedo para ir pro colégio e também não queria encontrá-lo agora. Ou queria? Uma lágrima que não devia ter aparecido, caiu de meus olhos então rapidamente a limpei.
- Quem ia querer ficar com uma quase-assassina?
Então uma voz aveludada e sedutora veio em minha mente: "Eu" disse ela.
- Grrrrr, quem vai querer ficar com uma menina quase-assassina e alucinada que escuta vozes. – dei-me um tapa não tão forte, na cara. Peguei minha mochila e desci as escadas correndo.
- Tchau mãe, boa viagem. – falei aos berros sem vê-la e sai porta afora.
Fui caminhando até o ponto de táxi mais próximo. Entrei em um carrinho horrível, mas era o único.
- Por favor, me leve até o Konoha.
- Sim.
Fiquei olhando o movimento das ruas que atravessava, nada fora do normal.
- Obrigada – paguei o homem e ele nem sequer agradeceu.
Abaixei a cabeça e respirei fundo, erguendo-a novamente. Passei pela catraca e subi até o segundo andar, onde o horário seria da Tsunade, História.
- Grrr – grunhi baixo. Esse garoto me persegue, não é possível.
Entrei na sala e só tinha ele lá, me encarando com seu jeito frio.
- Oi. – não resisti e falei, ao mesmo tempo dependurando minha mochila na cadeira.
Ele não respondeu, e sim saiu correndo para fora da sala, colocando a mão no bolso e tirando de lá um celular.
- Não, eu não vou fazer nada com a Karin – ele deu ênfase ao "nome" da sujeitinha ordinária. Como eu sei o que ele falou? Sei que não é certo, aliás, eu não sou certa, mas eu ouvi porque fui para perto da porta.
- ME MATA ENTÃO, DESGRAÇADO! – ele gritou para dentro de si e imediatamente fui correndo para minha mesa. Ele desligou o celular e entrou em fúria na sala.
- Sasuke?! É você ou seu clone mal feito? – falei baixo para não provocá-lo diretamente.
- Não enche Sakura.
- Uh. Ta bom, não está mais aqui quem falou – levantei as mãos em sinal de "desculpa" e virei para frente.
- Vou me controlar, eu vou. – ele fechou as mãos com uma força absurda.
Não entendi nada. Primeiro ele fala pra alguém matá-lo e depois entra em fúria na sala. No máximo estaria em estado de choque, ai ai. Ai tem!
As luzes do colégio se apagaram e só se ouve barulho de tiros na porta.
Sasuke me pegou no colo e correu comigo para o fundo da sala, entre cadeiras e mesas, o que me fez ficar perto demais daquele, daquele, daquele idiota.
- Fique quieta, Sakura. – ele murmurou tampando minha boca.
Após os barulhos acabarem e ele me soltar, levantamos.
- Você está bem? – perguntamos em uníssono e depois demos um sorrisinho.
- Vamos embora daqui, Sakura. – ele me puxou pela mão sem me dar tempo de responder e logo estávamos na rua. De repente a maior chuva de todos os tempos começa a cair sobre nós.
- Vocês estavam aí há quanto tempo? – Um policial interditou nossa passagem pela rua e fez com que nós fossemos para a delegacia.
***
- Muito bem...Então vocês estavam dentro do colégio na hora do tiroteio, maaaaaaas, não viram ninguém?
- Senhor guarda, já disse que na hora em que os tiros pararam, fomos correndo para a saída de emergência. – retruquei, com raiva.
- Bom... nesse caso, vocês estão liberados. Podem ir.
- ALELUIA!
Na hora em que colocamos o pé na rua, Sasuke tirou um moletom de sua mochila e me emprestou para que eu não sentisse frio na chuva.
- Não precisa Sasuke, eu estou bem. – ele não respondeu, apenas ficou olhando o movimento da rua.
- Er... Sasuke...Será que você poderia me acompanhar até em casa? É que você sabe hoje em dia como estão esses assaltos nas ruas de Tóquio e..
- Ta, tá. – e então ele encerrou o assunto. Garoto esquisito '-'
***
Chegando na porta de casa, ele pagou o Táxi.
- Entra, está frio aí fora. – convidei-o e ele apenas assentiu.
- Err..Eu te devolvo o moletom amanhã: seco e passado. – dei ênfase ao "seco".
- Sakura...- ele pegou minhas mãos e na mesma hora o telefone tocou.
- Um minuto! – atendi.
- Ah, oi mãe.
- Mas mãaaae. – gritei – Não, você não pode me deixar sozinha muito tempo aqui. – pedi – Tá, ta, mas que erro deu ai pra você ter que ficar mais tempo no Chile? – ela não respondeu e a ligação caiu.
- Grr! – grunhi e respirei fundo. – O que você queria mesmo Sasuke? – dei meia volta e o encarei.
- Olha... Sakura... Eu vou pra Colômbia, pra fazer turismo e...Bem, eu sei que você me odeia, mas, por favor, vá comigo. – Ótima proposta, Uchiha, argh.
- Sasuke... olha...eu não sei porque minha mãe está no Chile com meu pai e ai eu tenho que cuidar da casa, então...
- Mais um motivo para você ir comigo. – parecia que ele tinha feito cara de cachorro pidão.
Passei a mão na minha cabeça, estava muito confusa e também, eu odiava aquele garoto, eu acho.
***
- Tá. – pausei – Ok! Eu vou com você. Quando é o vôo?
- Daqui a 42 minutos e poucos segundos.
- Ótimo, M A R A V I L H A ! Não dá tempo deu arrumar minha mala.– ele me puxou pela mão e tirou do bolso duas passagens para Colômbia, como se ele tivesse programado tudo aquilo.
- Mas e minhas coisas?
- Você compra tudo lá, agora vamos sair daqui. – ótimo, o cara mais perfeito e idiota e chato e lindo do mundo me chamando para ir morar em outro país, do outro lado do mundo, COM ELE.
Pegamos um táxi e fomos para o aeroporto.
- As bagagens, senhor?
- Não tenho, licença.
Entramos no avião e fomos servidos por aeromoças muito elegantes e claro: bonitas. Eu sempre dava uma espiada nos olhares de Sasuke para elas, mas o mais intrigante é que ele não as encarava. Argh.
- Por quê... me escolheu para ir com você? – perguntei.
- Comprei duas passagens e você foi a primeira pessoa que apareceu na minha frente.
ESPERA! Meu trabalho...Tudo ficou pra trás.
- Vamos voltar para Tóquio algum dia?
- Algum dia. – afirmou ele.
- Sakura, você ainda namora o Rock Lee? – essa foi a gota!
- O QUÊEEEEEEEEEEEEEEE? EU NUNCA, EU NUNCA, NUUUUUUUUUUNCA NAMORARIA O LEE! – tive um ataque nervoso e respirei fundo. – A pessoa certa pra mim, ainda não apare... – fui interrompida por um beijo D A Q U E L E S, que óbvio, veio de Sasuke. Naquele momento, eu parecia estar nas nuvens, algum lugar que fosse além do poder humano de imaginar. Um lugar mágico.
***
Passamos o resto da viagem sem conversar, e isso foi muito tempo para mim. Chegando lá, me perdi no aeroporto. Onde estava a maior "muvuca" de policiais. Quando entrei em um bar de um hotel, ele estava lá conversando com um homem. Dois policiais me perseguiam:
- ¿Estás solo, señorita? – um deles perguntou. Eu demorei para responder porque fiquei encarando Sasuke, parado no balcão, de costas.
- ¿Estás solo, señorita? – perguntou num tom mais forte o policial.
- No! – respondi num tom agressivo para que Sasuke me ouvisse. E ele ouviu.
- No, no. Ella está conmigo. – respondeu ele, vindo em minha direção e pegando minha mão.
- Gran. Ir cuarto y quedarse allí. – falou o mais alto dos policiais.
Sem responder, fomos para um quarto e ficamos ouvindo através da porta os barulhos lá fora.
A noite caía e nós fomos para fora do hotel e começamos a conversar sobre o porquê de estar ali e enquanto a noite estrelada caía:
Ele chegou mais perto de mim.
- Prazer, Sasuke Uchiha. – sussurou.
- Prazer, Sakura Haruno. – ele me juntou perto dele novamente e me levou para a recepção do Hotel.
***
- Desculpe senhores, mas só tem um quarto vago aqui e que no caso é o que tem cama de casal...
***
Subindo as escadas fiz questão de esclarecer as coisas:
- Vamos dormir BUNDA COM BUNDA, OK?
- Ok, Haruno.
O sol adentrava o nosso quarto, e quando acordei percebi que estava abraçada com Sasuke e o safado nem pra tirar o braço de cima de mim. Ele acordou na mesma hora em que eu ia me mexer para tirá-lo de cima de mim.
Suas bochechas ganharam um tom avermelhado, achei super fofo e meigo, nunca tinha visto-o assim. Ele percebendo a situação...Não se afastou de mim, então não resisti e tasquei logo um beijo daqueles em Sasuke, com direito a trilha sonora: Taylor Swift - Should've Said No.***
Depois de alguns minutos o esperando sozinha ali, naquela cama enorme, Sasuke aparece com uma bandeja de comida na porta.- Fiz o melhor que pude. – disse ele, indo para a varandinha tomando uma xícara de café.
Vi que tinha uma florzinha na bandeja, entre um pão e uma xícara de café. Peguei-a e coloquei atrás da orelha. Olhei para Sasuke e ele sorriu.
Me enrolei no lençol da cama (eu estava de pijama, que fique claro) e fui até ele.
- Nos conhecemos novamente? – perguntei.
- Acho que sim. – Ele me beijou e depois ficamos a observar a rua.
***
A manhã foi bem tranqüila e já tínhamos almoçado algumas coisas que tinham no Hotel.
- Um nativo me disse que tem um lugar turístico aqui bem lindo, estava pensando em visitar. Você quer ir comigo, Sakura?
- Ah, claro! Onde é?
- Se chama Playa Blanca, é aqui em Cartagena!
- Ah, que lindo, quero conhecer sim, quando vamos?
- Hoje. No pôr do sol.
- Ok.
***
- É linda a lua, Sasuke! Num é? – o sol estava se pondo no horizonte e a lua aparecendo, foi a cena mais linda que eu já havia visto.
- Que bom que gostou. Só que é injustiça falar que é linda, com você ao meu lado. – fiquei roxa de vergonha, mas ele não deixou que eu voltasse a minha cor normal, me deu outro beijo... De tirar o fôlego.
Oi geeeente! Desculpa a demora para postar o capítulo 02 é que as aulas começaram e tal. Espero que gostem hein! Deixem bastante reviews *-*
