II - O inicio de uma guerra

Durante o caminho até Hogwarts um animado papo aconteceu. Animado entre o Professor Dumbledore e Aaron; sobre as férias, novidades do clã O´Neal e outros assuntos dos quais Artis se mostrava claramente desinteressada. Diversas vezes Dumbledore tentou colocá-la na conversa, mas ela simplesmente desviava o olhar por alguns segundos, e com ar de tédio, voltava a olhar para fora da carruagem, sem responder as perguntas, ou dando respostas monossilábicas.

O'Neal se irritava cada vez mais com as desconversadas dadas pela moça a seu lado, a sétima se ele não estivera contando errado. Então, já enfadado com o comportamento dela, estende o braço e abruptamente a puxa pelo braço, extremamente perplexo:

-Por que você tem que ser tão grosseira, garota? Qual é o seu problema?

Então, novamente sentiu um calor em sua mão. De novo, pensava ele. Não... Não estou louco... Parecia uma bufarada, bufarada essa que o fez rapidamente soltar o braço de Artis. Ele olhou para a garota e em seguida para a mão que ardia como se houvessem jogado água muito quente, ou passado a mão em vela e arregalou os olhos.

Dumbledore olhou com curiosidade e arqueando as sobrancelhas, não disse nada, apenas observou a reação da afilhada. Ele desconfiava do que estava acontecendo, mas a questão era se Artis teria consciência também...

Artis olhou-o com fogo nos olhos e colocou a outra mão no braço que estava vermelho pela pressão da mão de Aaron.

-Não me toque de novo, seu grosso. Ou você pode se encrencar.

-Isso é um desafio, garota? Ou é uma ameaça? – Aaron ajeitou o cabelo e passou a encará-la. Nunca em sua vida, Aaron O´Neal havia recusado um desafio e claro, ele só entrava numa competição para ganhar.

Artis observou o rapaz com cuidado. Que ousado, pensava ela. Mediu-o de cima a baixo e completou com um tom sério e resoluto:

-Isto, rapaz, é um aviso. Ameaças são coisas de covardes. E completou com um tom debochado e desinteressado, mudando o olhar para fora da carruagem a cada palavra que dizia; Você não vale o trabalho... não daria ao menos para o começo...

O'Neal, atônito, observa a garota. O seu sangue nobre fervia, e ele sentiu que com certeza seria capaz de torcer o pescoço daquela insolente... Levantou e abaixou os braços diversas vezes, ao mesmo tempo em que fechava os olhos e respirava fundo. Controle, Aaron, controle... Teve sucesso ao ouvir a voz de Dumbledore, pois isso havia dado algo com o que sua cabeça pensar ao invés de esmagar uma certa garotinha mimada.

-Basta, Artis. Pelo jeito você não perdeu a língua ferina, mas creio que não haja a necessidade de ser descortês. Aaron é um bom rapaz, e só está tentando ser educado e te envolver na conversa, disse o professor com um olhar reprovativo.

Aaron segurou a gargalhada, mas não pode conter um sorriso vitorioso por ter sido responsável ao menos em parte, pela 2a vez no mesmo dia pelo mau humor da garota.

"Ora, ora... Dois pontos para mim, queridinha... Este ano promete... promete ser bem divertido, afinal.".Aaron arregalou os olhos e congelou os pensamentos ao perceber que a garota o olhava com um olhar assassino, como se tivesse feito o seu comentário em voz alta – "mas ela não pode ler pensamentos ... ou pode?"

Na dúvida, resolveu somente pensar em amenidades até chegar em Hogwarts.

...****...

Não só nas proximidades do Salão Principal como nas escadarias do castelo havia um burburinho alto de excitação. Alunos inquietos, principalmente àqueles que estavam ali pela primeira vez, falavam de tudo que viam, as velas que flutuavam, o teto que lembrava o céu, tudo chamava a atenção. Ao longo das mesas, as velas iluminavam parcialmente os vários rostos, uns com expressões ansiosas, outras tediosas, e muitos que pacientemente, aguardavam a chegada daqueles que seriam seus novos colegas.

Quatro mesas. Uma para cada uma das quatro casas que constituíam a grandiosa escola Hogwarts. À frente uma maior, onde os professores observavam a aglomeração que era o começo de mais um ano letivo, a mesma mesa que estava numa posição privilegiada e permitia enxergar todo o salão, inclusive a fila de novatos que se encontravam entre as mesas dos professores e dos alunos veteranos.

A fila, desordenada, era formada por tagarelantes pré-adolescentes, uns com doze, outros com onze anos. Dentre eles, uma única pessoa destoava daquela multidão animada, tanto na idade como no comportamento. A "rebelde" Artis. Ela se mantinha afastada, evitando contato com os outros calouros e até mesmo com alguns incautos veteranos que desviavam os curiosos olhares, após perceberem a expressão nada amigável da adolescente.

Na mesa da Grifinória, duas amigas observavam a novata com atenção, principalmente a jovem de cabelos negros. Ela a observava com cuidado, a pose desconfortável dentro do uniforme da escola, o longo cabelo, os olhos semicerrados a fuzilar os outros membros da escola, e inclusive a presença amigável ao lado dela (que de vez em quando acenava) e que, ao que parecia outros não viam, inclusive ela. A garota a fascinava e a intrigava ao mesmo tempo."Será que ela não sabe mesmo? Será que..." teve a sua análise interrompida pela voz estridente de Anna.

- O que você acha, Naeylan? – Anna sabia que Naeylan tinha atitudes e posturas que incomodavam a muitos, principalmente com relação a seus gostos. Em suma, era alguém fora dos padrões. Anna ficou um tanto desconfiada, principalmente ao perceber o longo olhar que sua colega havia dirigido à novata, ela conhecia muito bem os gostos da melhor amiga, e suspeitou que nesse olhar houvesse um pouco mais do que mera curiosidade.

- Ela não tem a menor noção, Anna... A menor... Que estranho. Eu achei que qualquer um que tivesse uma força dessa tão perto seria capaz de reconhecê-la. A não ser que a acompanhasse desde o nascimento, completava ela, olhando para alto e batendo o dedo indicador na bochecha, Neste caso, poderia passar despercebido. Abrindo um grande sorriso, virou-se para a amiga ao lado, Ela é bonita, você não acha?

Anna concordou com a cabeça enquanto dava um sorriso amarelo: com certeza isso ainda ia acabar em confusão.

Enquanto isso, Artis continuava emburrada e encostada na parede, aguardando o inicio da cerimônia.

"Mas que roupinha cafona..." – pensava aborrecida ao analisar o uniforme que vestira a contragosto, para depois observar a alegria dos outros adolescentes ao seu redor, mordendo os lábios ao sentir uma ponta de inveja de toda aquela liberdade que eles desfrutavam.

"Ai, ai... O que eu não daria para ser como eles" – baixou o seu olhar para o chão, perdida em seus pensamentos, até que finalmente a voz de Dumbledore deu inicio a cerimônia, ao colocar o chapéu seletor no banco e lhe passar a palavra.

O chapéu então se mexeu e pigarreou antes que sua voz rouca reverberasse pelo salão. Assim que o chapéu começou a falar um silêncio tomou conta dos presentes. Era costumeiro que o chapéu falasse algo sobre o ano vindouro, ou cantasse a sagrada música de Hogwarts. Qual dos dois seria, ninguém sabia, daí o súbito silêncio.

"Hogwarts, Hogwarts,

Bela e clamada escola,

De longe a mais aberta,

De longe a mais esperta

Neste ano,

Surpresas,

Tristezas,

Franquezas,

belezas

Acontecerão aos menos esperados.

Aos estudados,

Aos viajados,

Aos centrados,

Aos convidados

Nesta época, onde as trevas imperam

Os aliados prosperam

E aqueles que não o são

Desaparecerão.

Mas não se alarmem,

Pois aqui é Hogwarts

A escola dos fortes!"

A jovem ouvia a canção do chapéu se sentindo num palco de teatro. Tudo aquilo era tão diferente do meio em que ela vivera e fora criada desde muito jovem. Toda aquela algazarra mexia com ela, deixando-a impaciente – por um lado o barulho de vozes e risos a incomodava, e por outro trazia uma sensação de algo perdido, uma parte de sua vida que parecia ter sido roubada dela e que nunca mais seria recuperada.

Aquelas palavras traziam um brilho aos olhos dos alunos, ansiosos por todas as promessas contidas na canção, futuras aventuras reservadas a aqueles adolescentes que tinham toda uma vida pela frente, um excitante e promissor futuro desconhecido. Aquilo a fazia sentir algo que não a agradava, mas que a feria mortalmente.. Inveja.. Inveja de não poder ser tão livre como eles. Não podia ter o privilegio de ter um futuro desconhecido, de viver experiências em que falhar não seria considerado um crime mortal...

Ela os invejava por serem livres.

E depois de cantar sua canção, o chapéu se calou, e após alguns minutos de tenso silêncio, (na verdade todos estavam é tentando entender sobre o que o chapéu havia cantado) aplausos irromperam por todo o salão, juntamente com gritinhos e assovios por todos os lados. Então, Dumbledore calmamente deu alguns passos à frente e com um pergaminho na mão, começou a chamar um a um os alunos que esperavam na fila.

Assovios e gritos de alegria ressoavam no salão a cada escolha do chapéu, e os calouros eram calorosamente recepcionados pelos integrantes das casas a qual agora, faziam parte.

Artis tentava encontrar uma justificativa plausível para tanto escândalo... Até que ponto todo aquele circo era necessário? Ficou surpresa ao constatar que o a lista de alunos com a letra L (de Lasair) havia acabado, e ela não havia sido chamada.

Pacientemente, aguardou todos os outros novatos serem chamados, com a vã esperança de que por culpa de algum funcionário descuidado ela pudesse se livrar de estudar em Hogwarts, vendo o padrinho enrolar novamente o pergaminho, sua pequenina esperança cresceu um pouco mais e abaixou a cabeça, segurando um sorriso e soltando um leve suspiro de alívio.

Qual não foi sua surpresa ao ouvir a voz rouca e forte de Dumbledore matar o pequeno lampejo de esperança que a garota ainda tinha ao chamar seu nome:

- Lasair, Artis Cahan

Enquanto caminhava em direção ao local onde se encontrava o chapéu seletor, ela podia sentir que mais olhares curiosos se dirigiam a ela no momento, assim como podia ouvir em sua mente alguns dos pensamentos nada amistosos ao seu redor:

"Precoce pra idade, não?" – um veterano mal-intencionado pensava, após analisá-la de cima a baixo.

"Hum... você me parece muito velha para o 1o ano.. Deve ser muito burra" – pensava uma garota que invejara sua beleza.

Artis se sentiu mal, como se tudo girasse ao seu redor, e se apoiou na cadeira, praguejando mentalmente, desejando que todas aquelas vozes se calassem. Mas infelizmente esse não era um dom que ela controlava: esses lampejos iam e vinham, e freqüentemente em situações muito impróprias.

-Você esta bem, Artis? – Dumbledore havia notado a hesitação da adolescente, e diante de sua afirmação continuou, olhando para a cara dos alunos estupefatos. – Pela primeira vez na história de Hogwarts, uma aluna será admitida num ano avançado. A Srta Lasair estudou vários sistemas mágicos em diferentes partes do mundo, e após passar nos testes de transferência, está apta a freqüentar o 6o ano de Hogwarts.

O barulho existente parou como se o tempo tivesse sido congelado, e os alunos pareciam não acreditar no que haviam acabado de ouvir.

Artis sorriu satisfeita ao notar a cara de assombro de muitos alunos que até pouco tempo atrás a olhavam com pouco caso ou faziam piadas sobre a sua capacidade.

"Quem ri por último ri melhor, seus idiotas..", murmurou baixinho Artis antes que algo fosse colocado em sua cabeça; Hei!, Disse ela indignada antes de tossir levemente.

Estava ela tão entretida em se divertir com a cara dos veteranos que se assustou de leve ao espirrar. O eve pó que desprendia do chapéu a fez espirrar, então finalmente percebeu que o padrinho havia se aproximado e colocado o chapéu seletor em sua cabeça.

-Nossa... Muito complexo... Muito difícil mesmo. Você é bem complicada, não garota? – o chapéu havia passado alguns momentos em silêncio, procurando decifrar a mente da peculiar garota e lhe escolher a melhor casa.

Artis tenta segurar um novo espirro e responde num tom entediante e malcriado: Ai... Me conta uma novidade...

Sem se abalar com a resposta da jovem, o chapéu continuou:

-Obviamente, sua mente é rápida, tipicamente corvinal. Ao mesmo tempo, seu coração tem a coragem de um grifinório, além de seu senso de honra e lealdade serem tão enraizados em sua alma que é quase impossível identificar onde um termina e começa o outro. Encaixaria-se na Lufa-lufa. Mas você tem também tem garra e ambição suficientes para ganhar uma guerra. Perfeita para a Sonserina..

-O que eu vou fazer com você menina?- o chapéu pensava alto, enquanto a garota aborrecida solta outro comentário:

-Parar de empoeirar o meu cabelo seria um bom começo... – engoliu a resposta no meio do caminho ao receber um olhar desaprovador de Dumbledore.

O silêncio ainda pairava no salão, enquanto que à mesa da casa da Grifinória uma jovem desejava que ela fosse selecionada para a Grifinória e na casa da Sonserina três rapazes faziam uma torcida mental para que a garota fosse escolhida para a casa deles, e um quarto pensava deprimido ao assistir os companheiros, o quão baixo o nível àquela escola ainda poderia cair.

-Com respostas tão ferinas quanto as suas, você só poderia ser designada para a...SONSERINA!

Artis se levantou e passou a caminhar em direção a mesa da Sonserina onde os alunos se levantavam para recebê-la e cumprimentá-la. De longe ela localizou Aaron, que a olhava fixamente, mas o olhar dele não a incomodava tanto quanto os olhares dos outros três que estavam ao lado do moreno. Ela também havia notado o olhar fixo de uma garota de cabelos negros sobre ela, mas não deu importância a este fato. Sem muita animação, cumprimentou polidamente os novos companheiros, procurando um lugar para se acomodar.

Infelizmente para a ela, só haviam lugares livres justamente junto àquele quarteto. Inconformada com a sua falta de sorte, ela se dirigiu ao banco sem muita esperança que a provável conversa que viria pudesse vir a ser algo ao menos agradável.

Antes que se sentasse, foi avassalada pelo timbre grave e irônico da voz de Aaron, confirmando-lhe a previsão com a rapidez do pensamento: -Quer dizer que você é um gênio? Quem diria que alguém tão malcriada pudesse ser um fenômeno da bruxaria?

Artis virou-se com um olhar maroto para o garoto, sorrindo com ironia: - Pois é... Tão diferente de uns e outros que aparentam ser mais do que realmente são, não, O´Neal?, Então se senta terminando de devolver a resposta e fazendo a mesa cair em gargalhadas.

Aaron a observou, e adicionou ajeitando o cabelo e colocando em seu olhar toda sua sedução:

- Você deveria ser mais cordial, pequena. Afinal, estudaremos juntos nos próximos dois anos, não seria muito melhor que nós nos déssemos bem?, E abriu um triunfante sorriso, surpreendendo os companheiros e até mesmo a si próprio, O que você me diz desta feliz coincidência? – Aaron ajeitava o cabelo mais uma vez enquanto fazia um charme, deixando-a corada. Desde quando ele se portava desta forma tão inadequada?

Artis recuperou-se e replicou entre risos: - Que mais uma vez eu tenho a prova que os Deuses não são perfeitos. Ou no mínimo que tem um senso de humor questionável ou sádico. A resposta fora tão rápida que Aaron nem teve tempo de piscar, principalmente porque Carl McGregor partira para o ataque também, arriscando a sua sorte.

- Ora, ora... Como uma boca tão tentadora como a sua, pode soltar tanta infâmia, princesa... Disse o garoto loiro de olhos claros que se posicionava à frente de Aaron; Permita que eu me apresente, e fez uma exagerada e longa reverência, sem abaixar os olhos. Sou Carl McGregor e creio que eu possa mostrar-lhe formas mais interessantes de utilizá-la. McGregor completou com malícia, seus olhos verde-esmeralda fixos nos lábios da jovem, que estremeceu de repugnância com tamanha ousadia.

- Não perca o seu tempo cobiçando o que não pode ter... E pare de medir dessa forma, ou você vai ter dificuldades de enxergar qualquer outra coisa por algum tempo... Ah, e antes que eu me esqueça... da próxima vez que você me chamar de princesa, você irá falar fino pelo resto dos seus dias – Artis deu as costas ao grupo, esperando que isso fosse suficiente para encerrar a conversa, e fingia prestar atenção no que os professores diziam logo à frente, dando inicio ao banquete.

"Bem, ele pode ser um panaca, mas sou obrigado a dar-lhe razão em relação ao comentário de seus lábios, jovenzinha. " Aaron ria da cara de tacho do amigo, que nunca havia sido descartado de uma forma tão rápida e direta antes. Enquanto tentava retomar a sua postura, observava Artis pegar um pedaço de bolo de chocolate, para logo depois lhes dar as costas novamente.

Carl McGregor não desistia facilmente. Ninguém descartava Carl McGregor logo de cara, ninguém. O Sonserino levantou de seu banco para sentar-se ao lado de Artis, apoiando os braços na mesa bem às suas costas. Isto a fez afastar-se da mesa e dirigir-lhe um olhar fulminante.

- Sabe que adoro garotas bravinhas? Dá um doce sabor à conquista... – McGregor começou a se inclinar em cima dela, enquanto a segurava pelo ombro para impedi-la de se afastar.

- Quer dizer que gosta de doces sabores, não é?, Sussurrou maliciosamente, ao mesmo tempo em que o encarava com um brilho maldoso nos olhos.

Aaron achou aquela cena um tanto quanto estranha, e teve a impressão que o amigo ia se dar mal – como era mesmo aquele ditado da esmola?

-Claro, quanto mais brava, melhor... – Ele já dava conquista como certa, e abraçava a garota, trazendo-a para junto de si, fechando os olhos enquanto se aproximava.

-Então, tome isso!

Ploft!

Artis havia esmigalhado o delicioso bolo de chocolate que ela estava comendo até então na cara de Carl McGregor, fazendo o rapaz cair no chão com a pressão inesperada do bolo em seu rosto. A casa Sonserina explodiu em risos, enquanto a jovem se levantava e ao limpar o seu uniforme das as migalhas de bolo que haviam caído e completou:

- Espero que não tenha sido doce demais para você, meu caro. Só gostaria de alertá-lo para tomar cuidado com a alta de sua taxa de glicose. Dito isso, a "doce" garota saiu andando com a maior naturalidade do mundo, enquanto o loiro permanecia em estado de choque, com o rosto coberto de glacê, bolo e confeitos, tentando entender de que inferno havia saído aquela criatura.

"Ah, nenhuma mulher faz isso com Carl McGregor... Eu ainda vou ter você a minha disposição, você não perde por esperar" McGregor praguejava a ousadia dela, mas a resistência de Artis só fez seu interesse aumentar, agora com gosto de caçada.

"Devo admitir que ela é espirituosa. Perigosamente espirituosa.", Aaron tentava segurar a risada, enquanto os outros dois puxa sacos ajudavam Carl a se recompor.

O professor Dumbledore observava a cena da mesa dos professores, e concluiu que deveria intervir de alguma forma. Ele sabia que Artis era temperamental e se defendia muito bem, mas Carl McGregor tinha má fama até mesmo entre os piores alunos da Sonserina, de forma que talvez fosse melhor nomear alguém para cuidar dela sob o pretexto de ajudá-la a se integrar com os demais alunos.

E de onde ele estava, ele conseguia ver perfeitamente a pessoa ideal para realizar este serviço.

...****...

Naeylan lançava olhares furtivos à mesa da Sonserina... Artis era realmente uma garota como nenhuma que ela havia visto, quer dizer, já havia visto sim, mas só aquelas com mais de cinqüenta anos ou aquelas em TPM. Carrancuda, mal-humorada, ácida... Mas também era atrevida, espirituosa, charmosa, ousada... Ousada como ela. Gargalhou com vontade quando ouviu o entrave entre a garota e Aaron. Ter a linhagem que tinha apresentava muitas desvantagens, inclusive um desprezo maior do que os Sangue-Ruim por parte dos Sangue-Puro. Mas a vantagem de ter habilidades como esta, de ouvir melhor, muitas vezes compensava. Muitos já a achavam ligeiramente deslocada mesmo, "alguém fora dos padrões"... E algo que ela aprendera com seus pais é que nunca ninguém poderia lhe dizer o que fazer. Ela deveria seguir o coração. Ter seu código de honra, mas ser feliz.

Olhou com atenção a pose do ser que pousava ao lado de Artis reagir com as peripécias dos garotos Sonserinos, por pouco um deles não fora flambado. Não fora flambado porque Artis deu-lhe algo muito doce para curtir, e tomar cuidado com a alta taxa de glicose... Essa garota era incrível.

Marcou bem o rosto de McGregor. Sua intuição jamais falhara e ela pressentia que ele não faria a estada de Artis no castelo ser agradável. Depois que acabou de comer, cutucou a colega Anna e a perguntou se não queria ir com ela se apresentar para Artis e o colega "invisível".

Anna virou o conteúdo da taça e apertou os passos para seguir a amiga que se distanciava rápido. "Ela ao menos podia esperar eu terminar de beber o suco, não?"

..****...

Ok... tirei os capítulos para a revisão e esqueci da vida XD

Sei que não é Naruto, Inuyasha e afins, mas eu tenho muito carinho por esta historia, entao vou revisar os demais capitulos e postar.

Kissus!

Artis