N/A: Esta é uma historia antiga. Comecei a publicá-la em julho de 2006. Muito tempo antes de DH, então ignorem o livro para ler esta história.

Disclaimer: Harry Potter e seus personagens não me pertecem. E sim, a Lady Rowling, e sua editora. O propósito aqui é diversão. Se me pertencessem, ninguém tinha morrido em livro nenhum...

SELVAGEM: A ARTE DA GUERRA

A Harry Potter Fanfic by Ligya Ford

CAPITULO DOIS – Quando nem tudo é o que parece...

A poeira que levantava, acumulava na lataria do carro alugado.

Seu coração batia descompassado. A ansiedade lhe deixava mais agitada do que nunca. Iria ver sua família. A tensão desse fato lhe deixava mais desperta do que qualquer antidepressivo.

Ginny olhava ao redor e o pasto sem fim alcançava o horizonte.

Será que estou no caminho certo?

XxLFxX

- Ah, não, Harry!

Um homem gargalhava.

Harry Potter, sentado numa mesa de escritório, encarava aquele homem com raiva. O homem se curvava e levava as mãos aos olhos para enxugar as lágrimas no rosto. Lágrimas de tanto rir.

- Isso, isso mesmo! Ria do meu infortúnio!

- Ah, Harry, desculpe, mas...

Outro dois homens apareceram, se aproximando da mesa. O primeiro pediu:

- Vai, Malfoy, agora repete pro Valtinho ouvir.

- Porra, Valter, você precisa ouvir o que esse zero à esquerda do Potter fez...

Harry revirou os olhos. De novo. Draco Malfoy ia repetir pela décima-quarta vez, o vexame que ele deu numa balada em que estiveram em Londres.

Como se não pudesse ouvir, ele observava os três: Malfoy, Valter e Ron. Os três gargalhavam efusivamente. Ron riou tanto que estava vermelho como seu cabelo. Malfoy fazia gestos, provavelmente imitando Harry. E Valter ouvia com um sorriso de orelha a orelha, com os braços cruzados no peito, prestando ainda mais atenção.

- ... e aí, ela olhou para ele, com uma cara, meu... como se ele fosse o cara mais imbecil da face da terra...

Que humilhação]! – Harry pensou, levando as mãos aos olhos.

Draco continuava contando, e então, Valter de repente, se curvou para o chão, com as duas mãos na barriga.

Meu Deus, ele tá tendo um ataque!

Mas Valter se levantou, e Harry viu. Viu que o mais novo Auror do Departamento estava realmente tendo um ataque. Mas tendo um ataque de tanto rir.

- Chega! – Harry berrou.

Os três olharam para ele, ainda rindo, com os olhos molhados de tanto gargalhar.

- Por favor, Draco. Não precisa me humilhar mais. Eu sei, tá! Eu tava bêbado e fiz papel de idiota. Agora chega.

- Desculpa, cara, mas foi muito engraçado! – ele voltou a rir.

Um homem em vestes escuras entrou no escritório.

- Posso saber o motivo de tanta risada?

Os quatro se viraram, parando a risada na hora, a ouvir aquela voz.

- É o Potter, senhor. – responde Valter.

O Auror-chefe, Sr. MacCussick olhou para Harry, muito serio.

- É a história do viado vestido de hippie?

Os três voltaram a gargalhar. Harry fechou os olhos, e abaixou a cabeça a balançando sem ação. Até seu próprio chefe tinha que rir da cara dele.

- Potter, acho que vou te mandar pra Azkaban. Uma semana lá iria te fazer bem. Ao menos, daria o tempo pra todo mundo do departamento esquecer disso.

Harry o olhou chateado e sem graça. Deu uma risadinha fraca, irônica.

- É o seguinte. – continuou o chefe. – Você nos dá licença, Valter?

- Claro. – e sai.

- Vocês sabem que nós estamos tendo problemas nos Estados Unidos. Toda a história da Lei Anti-bruxa. E o Ministério da Magia Americano nos pediu ajuda. Preciso mandar três agentes. E resolvi mandar meus melhores. Então vão vocês três.

- Pros Estados Unidos? – perguntou Ron.

Sr. MacCussick afirmou com a cabeça.

- Quando? – ele perguntou de novo.

- Em algumas semanas.

- Mas senhor, minha mulher está grávida, e...

- Não se preocupe, Weasley. Não vai ser tão rápido.

- Qual vai ser nossa missão? – perguntou Malfoy.

- Ainda não sabemos. O responsável pela missão, Sr. Dylan, não quis me dar detalhes. Mas sei que é algo sigiloso e perigoso. Mas relaxem, isso vocês tiram de letra, certo?

Os três se entreolharam. E confirmaram.

- Ótimo!

Uma mulher com um enorme barrigão de 7 meses de gravidez, entrou no escritório.

Sr. McCussick a olhou e a cumprimentou.

- Sra. Weasley, como vai indo essa criança?

- Muito bem, sr. MacCussick.

- Já sabe o sexo?

- É uma menina.

- Meus parabéns, Weasley! – ele se dirigiu para Ron.

- Obrigado, senhor.

- Com licença. – disse ele saindo.

Ela entrega uma pilha de pastas para Harry.

- Tomaram bronca, rapazes?

- Não. – eles responderam em uníssono.

- Então por que essas caras de assustados?

- Hey, Granger. Nós vamos para os Estados Unidos! - exclamou Malfoy, que sempre a chamava pelo sobrenome de solteira.

Hermione arregalou os olhos.

- Estados Unidos?

- É, pra uma missão do MMA. – disse ele novamente.

- O Ministério da Magia Americano? Quando?

- Não se sabe, talvez em algumas semanas. – Harry responde.

- Mas... mas... – ela murmurou chateada. – Eu não... não vou poder ir.

- Ah, meu amor... – disse Ron.

Hermione fechou o rosto, realmente triste. Falta pouquíssimo tempo para ela dar a luz. E mesmo que a missão seja em seis meses, o bebê vai estar muito pequeno para ela estar em campo.

Ron a abraçou.

- Deixa pra lá. – disse ela.

- Com licença, caras. – disse Malfoy olhando o relógio. – Já é uma da tarde. E tem uma gata me esperando para almoçar. – disse ele sorrindo, rindo da cara de Harry. – A gata amiga do hippie do Potter.

Hermione segura o riso.

- Porra, Mione, até você.

- Desculpe!

- Então, bom almoço pra vocês. E pra senhora também, Sra. Weasley. - Malfoy disse sorrindo, e saiu.

- Bom Harry, você vai ter que se acostumar. - Hermione balançou a cabeça.

- Me acostumar a ter todo mundo rindo da minha cara?

- É, quem mandou você beber até ter um queda por UMA hippie? Quer dizer UM hippie?

Ron voltou a rir.

- Cala boca, Ron. Se não, eu vou azarar você.

- Tente.

- Tenho duas noticias: uma boa ou uma ruim. Qual vocês querem ouvir primeiro?

- A ruim. – responde Harry ao mesmo tempo que Ron responde:

- A boa.

- Bom, a ruim, é que vocês vão ficar sem a minha companhia. Eu entro em licença-maternidade hoje.

- Nossa, como vou viver sem a sua ajuda, Mione? – brinca Harry.

- E a boa?

Hermione levanta as sobrancelhas.

- Não é boa.

- Você disse que era boa. – diz Harry confuso.

- Não é boa,... - ela repete com ênfase. – ...é maravilhosa.

- Diz logo, Mione. – Ron fica irritado.

- Recebi uma coruja da minha digníssima sogra.

- O que você quer dizer com isso? – pergunta Harry.

Hermione deu uma risadinha de prazer.

- Ginny está na Toca.

Os dois arregalaram os olhos.

- O que? – disseram ao mesmo tempo.

- Chegou hoje de manhã.

Eles sorriram felizes.

- Tá falando serio, Mione? – pergunta Ron.

Harry ficou serio. Não via Ginny há três anos. E ainda por cima, a viu de relance. Ela estava diferente, nem falou com ele. Será que dessa vez, podia vê-la direito?

- Ela veio pra ficar?

- Er... parece que não. Parece que ela pegou uma semana de férias.

Uma semana. Era tempo suficiente para conversarem. Pra se entenderem. Para ele explicar tudo o que tinha acontecido no passado.

Mas a questão era: será que ela queria explicação?

XxLFxX

Ginny se empanturrava de doce com três crianças: um menino ruivo de aproximadamente quatro anos, um menino loiro de quase cinco anos e uma menina ruiva de dois anos. Respectivamente, Liam, primeiro filho de Ron e Hermione; Charlie e Megan, filhos de Gui e Fleur.

- Ah, mãe, eu adoro Alfajor. É o meu doce favorito. – Ginny berrou para Sra. Weasley, com os dedos e a boca suja de chocolate. – Vocês não amam chocolate?

Os três chacoalham as cabeças concordando, rindo a beça.

Ginny se divertiu.

- Alguém quer brincar com a Tia Ginny?

Os três se levantaram da mesa e correram até a sala. As crianças sentaram no chão, quando Ginny enfeitiça um ursinho. O urso de pelúcia começou a andar sozinho.

Ginny fez um movimento com o dedo indicador e uma música dançante começa a se espalhar pela sala. Ela tirou a bota de couro e começa a dançar, sendo seguida pelo ursinho, que fazia os mesmos passos que ela.

Liam, Charlie e Megan riam, achando tudo maravilhoso.

Ginny rebolava, dava pulinhos, mexia os braços e os pés ao mesmo tempo. Tendo todos os seus movimentos seguidos pelo ursinho, e seguidos de perto pelos olhos dos sobrinhos.

A porta se abriu e com a musica muito alto, ninguém a escutou.

Entraram Ron, Hermione e Harry, observando aquela estranha cena: Ginny e o Ursinho dançando.

Ginny tomou um susto tão grande ao vê-los, que tudo parou, a musica e o feitiço no urso o fazendo despencar no chão.

- Meu Deus, que susto!

- Ginny! – Ron gritou. E ela corre para abraçá-lo. Ele a rodopiou no ar. – O que se precisa fazer para tê-la aqui sempre?

- Preciso responder?

Hermione se aproximou.

- Hey, cunhada!

- Mione! – e se abraçaram.

Harry a observou de longe. Observou seus movimentos, seu corpo, sua desenvoltura.

Ginny vestia uma calça de couro justa e um blusa decotada, mostrando a tatuagem nas costas. Usava também um rabo de cavalo, delineando seu pescoço.

Harry, só naquele momento, percebeu que Ginny estava olhando para ele.

Ela o olhou fixamente, como se pudesse atravessá-lo.

Se ela soubesse, o quanto ele tinha sonhado com aquele momento.

- Como vai, Ginny?

- Muito bem. E você Harry?

- Ótimo.

- Que bom. Fico feliz. – disse ela sorrindo.

É aqui que começa o jogo! – pensou ela, sem tirar os olhos dele. – Você não perde por esperar, Harry Potter!

XxLFxX

N/A: Bom, se vocês acharam Ginny muito cruel. Ainda não viram nada.

Agradecimentos mais que especiais a Nani Potter, por ter me deixado fazer isto. Obrigado!!!!!

Lis e Lanni: Como sempre, nem tenho como não elogiá-las. Agradeço humildemente pelas rewiews. Vocês são anjos na minha vida.