Notas da Autora:
Yo, people~~
Bom, como vcs podem ver esta é a segunda atualização em menos de 24h, o que significa que eu estou na ativa!
Espero poder contar com vcs e NÃO DESISTAM DAS MINHA FICS! Juro que vou terminar tds! Palavra de escoteiro U.U
Beijos e boa leitura =*
Konoha
"Malditos!" A mulher loira de meia idade esbravejou após amassar e atirar a carta recém-aberta no fogo da lareira em frente a mesa de seu amplo e mal iluminado escritório.
"Tsunade sama! A senhora não deve xingar a Igreja! Acalme-se, por favor!" A mulher morena, alguns anos mais jovem, repreendeu.
"Como você quer que eu me acalme, Shizune? Você leu o que eles responderam! Nossa situação não se caracteriza como prioridade?! Se ter uma cidade inteira sob o jugo desses demônios não é prioridade, me pergunto o que é?" Disse enquanto dava às costas a sua assistente e socava firmemente a madeira velha da mesa cheia de papéis.
"A única coisa que podemos fazer é confiar no julgamento dos homens de Deus e aguardar." A secretária tentava argumentar inutilmente.
"Aguardar pelo quê? Pela morte? É a única coisa que vai chegar até eles decidirem..." Um silêncio amargo tomou conta do escritório da prefeita. Logo o sol iria se pôr e ambas sabiam muito bem o que isso significava...
Konoha. Assim era chamada a cidade pequena incrustada entre as montanhas no coração do País do Fogo e constantemente mergulhada nas neblinas da floresta que a cercava. Uma terra que há já havia sido um rico e próspero entreposto de troca para todo comerciante que viajasse por aquela terra, porém, que há cerca de 50 anos, havia sido tomada pelo mal em sua forma mais pura: Um antigo clã de demônios vampirescos conhecido como Uchiha, o clã das aves negras, havia se instalado nas montanhas e transformado a cidade em sua principal fonte de alimento. Em pouco tempo, a notícia de que a cidade havia sido amaldiçoada se espalhou pelo país e os visitantes pararam de chegar. Alguns desavisados que se arriscavam nos arredores do local, acabavam mortos de forma violenta antes de adentrarem à cidade. O mesmo acontecia com os moradores que, na tentativa de salvarem suas vidas, fugiam dali.
No início, os líderes, junto a população, resistiram bravamente. Lutavam, oravam, estendiam crucifixos e jogavam água benta nos monstros, porém, nada era capaz de derrubá-los... Até que, vencidos, todos se renderam e passaram, então, a aceitar a situação como uma espécie de carma do qual não se podia fugir. A população passou a ser ensinada a nunca caminhar pela floresta ou tentar sair da cidade; a nunca andar pelas ruas durante as horas escuras e a sempre carregar um crucifixo sob suas roupas. Tudo apenas de forma paliativa, afinal, nenhum desses métodos eram efetivos: a sombra das montanhas bloqueava os raios de luz que poderiam ferir os demônios garantindo-lhes segurança para irem à cidade e andarem na floresta no momento em que desejassem. Ademais, as cruzes e os demais objetos sagrados nem sequer os paralisavam.
Para Tsunade esta situação era um opróbrio ao qual não aceitava submeter-se. Quando criança viu seu avô morrer combatendo uma horda de Uchiha e, mais tarde, já moça, viu seu irmão mais jovem e o amor de sua vida perecerem da mesma forma. Decidiu, então, colocar todos os seus esforços na libertação de Konoha e encontrou em seus dois assistentes, Katou Shizune e Hatake Kakashi, o mesmo espírito de revolta. Secretamente, treinaram arduamente alguns homens nas antigas artes da caça aos vampiros e do exorcismo. A prefeita também passou a enviar cartas aos tribunais da Inquisição na tentativa de obter apoio da Santa Igreja e reforçar ainda mais sua luta contra o mal.
Entretanto, os bons ânimos duraram apenas até o primeiro ataque... A Anbu, nome dado ao pequeno exército formado pelos jovens sonhadores que desejavam a liberdade de Konoha, conseguia resistir e salvar algumas vidas, porém estava longe de ser uma real ameaça aos vampiros do clã. Os Uchiha eram muito fortes, resistentes e não caíam perante as técnicas tradicionais de exorcismo.
"Notícias de Kakashi?"
Como medida desesperada, o líder da guarda Anbu ofereceu-se para procurar socorro fora dos limites da cidade. Mesmo sabendo que, ao tentar sair, poderia ser atacado e morto pelos monstros. Ainda assim, o homem de cabelos cinzentos e fala mansa, decidiu arriscar-se em uma missão suicida.
"Nenhuma ainda, senhora..."
Contudo, desde que partira, cerca de 1 ano, após a benção do único clérigo da cidade, Uzumaki Naruto, nunca mais ouviu-se falar dele.
Uma chuva perene caía sobre Konoha naquele fim de tarde. O céu estava escuro e, da mesma forma, o escritório da prefeita. Um lugar amplo e confortável iluminado a luz de velas, mas que estava longe de ser requintado. Os estofados desbotados, as madeiras lascadas, o tapete puído, de certa forma, refletiam a decadência na qual toda a cidade estava mergulhada.
"Devemos dá-lo como morto e encerrar essa espera. Fale com Naruto para marcar a realização de uma missa dentro de alguns dias..." A voz da loira soou firme, porém não conseguia esconder a nota de tristeza contida em suas palavras.
O silêncio pesado foi quebrado por um som que há muito não era ouvido por ali. A prefeita ergueu os olhos e deparou-se com a expressão incrédula de sua assistente que fitava algo além da janela que ficava atrás de sua mesa. Dali era possível visualizar toda a cidade: suas ruelas, becos, seu portão de entrada quase em desuso e, principalmente, a praça central. Levantou-se e confirmou que o som que ouvia era mesmo de uma grande carruagem de viagem que adentrava a cidade e dirigia-se ao prédio da prefeitura.
A grande cabine de ferro e madeira envernizada era puxada por quatro cavalos fortes e escuros como a noite. Seus cascos batiam ferozmente contra o solo retumbando no ar junto ao som da chuva constante que lavava o lugar. Bufavam e relinchavam exaustos de uma e longa difícil viagem. Quando o veículo parou em plena praça central, Tsunade não teve dúvidas:
"Shizune, convoque os guardas Anbu para que fiquem de prontidão."
Enquanto a autoridade máxima da cidade descia rapidamente as escadas da prefeitura municipal, em silêncio e calmamente, três figuras desciam da carruagem. Usando longas capas de viagem feitas de algodão cru com capuzes longos que cobriam-lhes a face.
"Alto lá! Quem são vocês?" A mulher mais velha indagou autoritária em meio a chuva.
"Não se preocupe, prefeita Tsunade. Viemos em paz." A voz masculina soou vinda da figura mais alta e encorpada.
O rapaz tirou o capuz revelando um rosto jovem, por volta de seus 20 e tantos anos, másculo e alvo, longos cabelos castanhos e olhos diferentes de tudo o que a prefeita já havia visto: perolados em vários tons de turquesa, lilás e dourado; mas sem pupilas. Em seguida a menor das figuras repetiu o gesto e revelou, porém, um rosto feminino. Bem mais jovem e com uma tez ligeiramente mais bronzeada que a do rapaz. Os olhares de ambos eram gentis, porém firmes. Como os de alguém que não teme nada e que encararia a morte de olhos abertos quando chegasse a hora. Ambos possuíam uma marcação na testa, como uma espécie de tatuagem.
"Um homem chamado Hatake Kakashi nos contou sua história. Será que poderíamos entrar?" A adolescente, que tinha uma fala deveras madura para sua idade, disse fazendo o coração da mulher mais velha disparar. Seria possível que, depois de tanto tempo, teriam boas novas a respeito do líder da guarda?
~X* *X~
"Em toda criação existe uma balança que pesa o bem e o mal e que deve sempre estar equilibrada. Apesar de ter sido criada pelo Senhor da Luz, a humanidade tem tendência a ser seduzida pelo mal e toda vez que isto ocorre, facilita a ação de seres como os vampiros que cercam a cidade de Konoha. A sede por riquezas, desprezo pelo próximo e egoísmo desregrado que regiam esta vila acabaram por fazer esta balança pensar desmedidamente para o mal e atraiu algo muito mais antigo e poderoso do que as bruxas que a Inquisição queima em suas fogueiras. Algo que padres usuários de métodos comuns nunca conseguiriam derrotar..." Dentro do escritório da prefeitura, os três viajantes misteriosos aqueciam-se próximos à lareira, enquanto contavam a Tsunade e Shizune os motivos que os levaram até Konoha.
O jovem rapaz havia se identificado como Hyuuga Neji e a adolescente que o acompanhava seria sua prima mais jovem, Hyuuga Hanabi. Com eles estava uma segunda moça, a irmã mais velha de Hanabi, Hyuuga Hinata, que não havia tirado sua capa e, nem mesmo, dito uma palavra sequer até então. Sua aura era diferente da dos demais Hyuuga.
Ela parecia mais etérea e estava concentrada em algo fora dali. Enquanto Neji e Hanabi tratavam diretamente com as dirigentes da vila, a moça mais velha mantinha-se a parte, olhando através da janela, para um ponto perdido no nada.
"Para que a balança pudesse ser restaurada, o Senhor das Luzes criou, a partir do sangue dos anjos, a existência mais pura e bondosa, o clã Hyuuga, chamados de o caçadores da lua. Nossa missão é combater essas existências vis, julgar o equilíbrio entre o bem e o mal e, onde for encontrada falta, executar juízo... O clã Uchiha é um dos últimos de sua espécie; uma linhagem especial de vampiros praticamente indestrutível. Durante séculos cometeram inúmeros crimes, barbaridades em proporções assustadoras. São cruéis e sádicos, atraídos pela ganância e pelo cheiro do desprezo pela vida." Hanabi prosseguia com a explicação de Neji revelando suas reais identidades.
"Há cerca de meio ano, encontramos nos arredores da cidade da fronteira do País do Fogo, um homem que estava muito doente. Fraco e maltrapilho, ele andava pelas sombras. Sempre fugindo da luz e da ajuda que a igreja oferecia para os mendigos. Entendemos o que se passava com ele assim que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez: Estava infectado. O veneno dos demônios corria por suas veias e, a cada dia que passava vivo sobre a terra, se tornava um perigo para todos na cidade. Era preciso eliminá-lo." Neji revelou.
"A beira da morte, ele nos revelou que seu nome era Hatake Kakashi e contou sua história. Falou de Konoha e do jugo de escravidão ao qual os Uchiha os submetiam há anos. Contou que havia sido mordido enquanto saída da cidade para procurar por salvação, porém, não havia sido transformado em um escravo pois, quando o sol raiou, conseguiu lançar o demônio na luz e fazê-lo queimar."
Um gosto amargo tomou a boca da prefeita Senju ao ouvir as palavras de Hanabi. Kakashi havia sido mordido? Já havia visto algumas pessoas que haviam sido mordidas e abandonadas ainda vivas pelos Uchiha. Vez ou outra eles o faziam somente pelo prazer de ver o sofrimento da vítima. Viraram uma espécie de morto-vivo com aparência cadavérica e passavam a ter a mesma sede de sangue, porém não possuíam as presas e a força necessárias para caçar. Como a luz ardia suas peles, andavam pelos cantos escuros com uma fome que nunca era saciada e uma sede que nunca terminava. Era como o inferno na terra.
"Seu juízo foi executado, porém, antes de morrer, ele clamou para que algo fosse feito por Konoha. Então, juramos que o atenderíamos... Porém, devemos alertá-los de que há um preço." Hanabi alertou.
"O que querem dizer com isto?"
"O equilíbrio deve ser mantido em qualquer situação. Um preço justo deverá ser pago. Preço que é igual para todos. Ricos ou pobres devem pagar com toda a riqueza de sua cidade."
"Isto é um absurdo! Sabe o quão pobre nós somos?"
"Sabemos, prefeita. Porém, este é o preço a ser pago. Devem provar que não são mais os mesmos que, com sua ganância, atraíram o mal para si."
"Eles estão vindo..." Pela primeira vez a voz de Hinata soou na sala. Era baixa e sem expressão, porém invadiu os ouvidos de todos ali presentes, como se ela houvesse cochichado nas orelhas de cada um.
"Você deve decidir, Senju Tsunade. Viver para poder recuperar o que irão pagar, ou morrer na miséria sob o julgo desses seres."
O sino da catedral tocou anunciando mais um ataque. O rosto de Tsunade ficou tenso. Sacrificar o pouco que tinham para manter a população ou entregar tudo a uma promessa de liberdade. Deus... Se tudo acabasse da pior forma, seria sua culpa por ter lançado todos à miséria, porém, se recusasse, poderia estar jogando fora a salvação pela qual sempre havia clamado.
"Não se preocupe, Senju Tsunade." A voz suave da Hyuuga mais velha soou novamente, como um coro celestial nos ouvidos da prefeita. "Somos a resposta de seus clamores por liberdade."
Tsunde não sabia exatamente definir o que sentiu ao olhar nos olhos perolados de Hinata. Era uma sensação semelhante a um mergulho nas águas límpidas de um lago em um dia muito quente. Algo dentro de si sentiu-se tão acolhido, tão confortado que não mais hesitou e disse:
"Está bem! Acordo feito"
Neji apertou a mão de Tsunade e a prefeita sentiu uma onda de energia quente percorrer-lhe o corpo. Logo em seguida, os três desceram correndo as escadas em direção a praça central. Alguns guardas Anbu seguiram os primos misteriosos, enquanto a prefeita e sua assistente ficaram na sala acompanhando a situação afastadas.
As poucas pessoas que estavam nas ruas corriam para suas casas apavoradas, enquanto outras trancavam janelas e portas apressadamente. No céu, uma horda de cerca de 20 criaturas aladas aproximava-se rapidamente. Todos estavam transfigurados em suas versões bestiais. Seus corpos lembravam quimeras de homens e águias. Suas peles eram cinzentas e possuíam padrões negros que se espalhavam pela pele. Suas asas eram longas, deformadas e possuíam garras nas pontas. Seus olhos brilhavam em um vermelho diabólico. Com gritos esganiçados alguns pousaram no teto das casas enquanto três deles tornaram-se fumaça negra e materializaram-se como homens no meio da praça central.
"Olha só! Pelo visto hoje nós vamos brincar de novo com o rebanho." Um deles disse em uma referência a combates anteriores com a Anbu.
"Ouvi dizer que o gosto fica melhor se batermos bastante antes de devorar." Outro debochou e foi completado por uma das mulheres do grupo:
"Quebrem os ossos bem quebrados para sentirmos o gosto do tutano..."
Os poucos guardas Anbu presentes no lugar recuaram vários passos, segurando suas armas com as mão trêmulas até que perceberam os 3 Hyuuga, em um movimento contrário, aproximando-se do grupo de vampiros.
"O que é isso? Estão se oferecendo como sacrifício para nós? Muito nobre aceitarem morrer primeiro." Um Uchiha alto e musculoso ironizou.
"Hoje, os únicos que irão morrer aqui são vocês, demônios." Neji disse arrancando sua capa e revelando uma armadura de couraça preta e uma longa espada que aparentava ser muito pesada.
Da mesma forma fez Hanabi, que posicionou-se pouco atrás do primo e tirou de sua bainha direita uma besta atiradora e, da bainha esquerda, uma cartucheira com várias flechas com pontas prateadas. Hinata ficou atrás de ambos, contudo, permaneceu com sua capa. Ajoelhou-se em apenas uma perna e, unindo as mãos, tomou posição de oração. Shizune apontou para a jovem chamando a atenção de Tsunade para o fato de a energia ao redor da jovem parecer diferente de todos os demais: a orla de sua capa movimentava-se apesar da ausência de vento no local.
"Seus ridículos! Vão pagar pela insolência!"
Um dos vampiros, transtornado de raiva, transfigurou-se em sua forma bestial e avançou sobre Neji que, em um movimento rápido e intenso, partiu a criatura ao meio. Um silêncio confuso calou os vampiros restantes que, perplexos, assistiram as metades de seu companheiro caírem no chão do pátio debatendo-se e, logo em seguida, desfazendo-se em fogo.
O sangue da prefeita e de sua assistente gelou ao ouvir os gritos repletos de ódio e rancor vindos dos Uchiha restantes que atiraram-se em direção aos Hyuuga. As bestas avançavam em movimentos rápidos e agressivos dos quais pessoas comuns não teriam a menor possibilidade de escapatória.
Neji seguia na linha de frente retalhando os vampiros enquanto manuseava com impressionantes força e destreza a grande espada medieval que portava. Era rápido e ainda forte o suficiente para derrubá-los em um combate corpo a corpo.
Pouco atrás do primo, Hanabi dependia menos do combate físico para impedir o avanço do clã, abatia-os com as flechas de sua besta. Tsunade observou como o material dessas armas, definitivamente, não era uma prata comum. Possuía um brilho diferente, puro, tal com se a luz das próprias estrelas estivesse solidificada. Ademais, quando uma criatura era atingida, algo acontecia com seu corpo: perdia a coordenação motora e passava a vomitar sangue e coçar-se como se em suas veias corresse fogo.
Afastada de todos, Hinata permanecia imóvel, com os olhos fechados, em posição de prece. Em comparação aos outros, aparentava total vulnerabilidade e distanciamento da batalha. Contudo, a aura misteriosa que a envolvia trazia a certeza de que ela não estava apenas pedindo aos céus pela proteção de seus parentes. Foi quando um dos vampiros aproximou-se perigosamente de Hanabi. A irmã mais jovem, que atirava em uma criatura que vinha do lado oposto, não teria chances de escapar...
"Obrigada, Onee sama" Hanabi disse com um sorriso de lado antes de golpear o estômago de um Uchiha com o pé.
Pouco antes de alcançar a adolescente, a criatura teve seu corpo subitamente envolvido por chamas azuladas e caiu no chão em agonia. Várias outras criaturas que conseguiam escapar da lâmina de Neji e das flexas de Hanabi, também caíam com seus corpos consumidos pelo fogo conjurado por Hinata.
"Matem a bruxa! A que está ajoelhada!" Uma das vampiras que havia entendido o papel de Hinata na batalha e gritou aos poucos que sobraram ao seu redor.
Em um só movimento, todos avançaram em direção à irmã mais velha. Toda a batalha virou-se em direção à jovem. Neji e Hanabi conseguiram derrubar parte deles, contudo, um dos homens transfigurou seu corpo em uma fumaça negra e avançou ferozmente por entre o campo de batalha em direção a Hinata.
Ele estava muito rápido...
Ela não conseguiria focar a tempo...
Não iria conseguir derrubá-lo…
Tsunade prendeu a respiração quando o vampiro materializou-se acima de Hinata. Seu coração pulou uma batida e, em meio milésimo de segundo, todo um filme passou em sua mente: Aquela moça tão angelical destroçada. Os Hyuuga, a única esperança de Konoha, derrotados. E o fim inevitável pelas mãos do clã. Contudo, no milésimo seguinte, viu a expressão plácida de Hinata transformar-se em um olhar furioso e intenso com veias grossas que, saltadas sob a pele, seguiam da fronte e penetravam até o interior das íris peroladas.
Em um movimento inesperado, Hinata sacou, de dentro da capa, um sabre prateado e abriu um corte de lado a lado no peito do monstro que caiu atrás da jovem sem conseguir reagir.
Tremia e se debatia como se houvesse eletricidade correndo pelo seu corpo. A lâmina daquele sabre era feita do mesmo material da espada de Neji e das flechas de Hanabi. De pé e sem a capa que até então cobrira-lhe o rosto, Hinata revelou sua figura única: Longos cabelos azualdos, escuros como noite estrelada, tez alva como porcelana e um rosto como de um anjo de catedral. Ela não tinha a testa marcada como sua irmã e seu primo mas, naquele instante, tinha uma expressão feroz e altiva como a de uma leoa. Pisou no peito do Uchiha e, apontando a lâmina do sabre para seu rosto, disse:
"Pouparei sua vida, demônio, para que volte ao seu ninho e avise ao seu rei: Eu, Hyuuga Hinata, juíza do clã dos caçadores da lua, Hyuuga, julguei os Uchiha e os achei em falta. Sua pena: extinção. Nesse momento, pela minha alma e pela alma de meus antepassados, eu juro: Não restará nem o pó do clã das aves negras, Uchiha."
Notas finais:
Gente, EU JURO que não abandonei, nem vou abandonar nenhuma das minhas histórias!
Vou terminar de postar o que já estava escrito antes e vou postar capítulos novos. Tenham só um pouco de paciencia pliss!
É muita coisa para organizar, porém, estou aqui e as atualizações vão acontecer, ok?^^
Beijos e até mais^^
