Autor: Rapousa
Beta: Procura-se um.
Personagens: Harry, Ron, Sirius (e os outros aí)
Classificação: PG-13
Resumo: Quer dizer, eu estava realmente fadado a repetir os passos de Sirius e, após ser rejeitado pelo meu melhor amigo, virar um bon vivant? Não, eu não ia deixar isso acontecer.
Disclaimer: Ah, claro que eu sou dona de tudo isso aqui! Não vêem como sou loira, rica, e moro na Inglaterra?
NOTA: Para quem recebeu um trilhão de mensagens de atualização, me desculpe. Mas o ff. net me ODEIA. Só pode.
II
"But he's touching his chest
Now he takes off his dress"
Havia acabado de chegar na casa de campo dos Weasleys, que na verdade era a casa de verdade deles, mesmo que na maior parte do ano eles ficassem apertados em um pequeno apartamento na cidade, era ali que eles verdadeiramente consideravam seu lar. Por aqueles dias, só Ron e Ginny ainda moravam com os pais na cidade, todos os outros cinco irmãos haviam se mudado. Entretanto, ainda lembro de como o apartamento costumava ficar apinhado, cheio de beliches e sofás-cama, com o típico cheiro de homem impregnando o ambiente. Eram sete deles dividindo uma sala e dois quartos.
Agora que estávamos indo para o último ano do colégio, Ron mal se agüentava com a idéia de ir morar fora. Molly e Ginny, ao se verem livres de toda a homenzarada, cismavam em deixar o apartamento limpíssimo e cheirosíssimo, nada de cuecas e meias sujas embaixo da cama ou dormir sem tomar banho. O que fazia meu amigo surtar, já que crescera se inspirando na imagem de irmãos no mínimo desordeiros.
Ron cogitava ir morar com seus irmãos gêmeos, Fred e George, e foi também por essa época que comecei a pensar mais sério no convite que meu padrinho havia feito quando eu tinha uns quinze anos, de ir morar com ele, lá em Oxford.
Mesmo que os Weasleys tivessem apartamentos distintos em lugares díspares nas mais diversas cidades, quando chegava o verão, com todos de férias, eles se reuniam ali, na casa "de verdade", eram então uma grande família feliz. E eu era seu agregado mais fiel, desde os onze anos passava pelo menos metade das férias por lá. Hermione, minha outra grande amiga, também costumava aparecer, mas era no máximo por umas duas semanas.
Na verdade, só hoje em dia percebo que, talvez, o fato de ser, de sete irmãos, o único que trazia sempre o melhor amigo para passar as férias lá, pudesse ser um indício de onde iríamos parar. O nível e a profundidade da nossa amizade era tão grande que não podíamos passar uma única férias sem nos vermos. Mas naquela época nenhum de nós fazia a menor idéia do futuro, éramos jovens tolos e desligados.
Naquele verão em específico eu havia chegado n'A Toca (nome da casa dos Weasleys) há menos de uma hora, mas Ron estava fora com Ginny, comprando mantimentos no vilarejo. Eu chegara um pouco antes do planejado e por isso não era esperado. Como fazia sol danado e todos os outros Weasley estavam ocupados com alguma coisa, não consegui rejeitar a sugestão de Molly sobre ir no lago ali perto dar um mergulho.
O lago ficava em um grande terreno aberto, na parte mais afastada da periferia de Ottery St. Catchpole, o vilarejo onde ficava a casa de campo. Sua água tinha uma cor escura, próxima do marrom, cujos reflexos do sol fazia parecer acobreado. Seu tamanho era mediano e tinha uma inclinação muito leve, tornando-o raso. A parte mais funda tinha no máximo um metro a mais do que minha altura. O que convenhamos, não é muito, já que aos dezesseis eu não era o cara mais alto do mundo.
Para chegar nele era necessário pegar uma pequena estradinha de terra, onde em dias de feiras sempre encontrávamos algum fazendeiro passando com um burro de carga, indo na direção do vilarejo, mas fora isso, geralmente estava sempre deserta. A estrada cortava um largo campo de mato alto e verde, que na primavera ficava coberto de flores silvestre. Havia um bosque que margeava todo o lago, e quando passei as árvores, corri até o pequeno píer de madeira, pulei e caí na água com um estrondo, provocando algumas boas ondas. Quando saí a tona, agitando o cabelo para trás, ri sozinho pela minha criancice. Logo em seguida comecei a nadar aleatoriamente de um lado para o outro, apenas aproveitando o momento.
Já tinha percorrido a maior parte da borda e estava indo para o meio do lago quando vi algo brilhando lá no fundo. Normalmente aquelas águas eram baças ao ponto de não deixar ver o próprio pé, mas naquele dia excepcionalmente ensolarado de verão, eu não só consegui ver algo no fundo brilhando, como identifiquei na hora o que era.
Acho que tenho que voltar um pouco mais no tempo para explicar como aquilo foi parar lá.
Eu tinha uns doze ou treze anos, e, para variar, estava passando as férias de verão na casa dos Weasley. O dia havia amanhecido claro, para a minha alegria e a de Ron. Contudo, antes que pudéssemos sair para curtir, Molly nós passou uma lista de tarefas, como toda tarefa passada por mães, só poderíamos sair de casa depois de terminarmos tudo.
Ajudar a limpar tapetes, tirar a erva daninha do quintal, colocar a roupa de cama para lavar, trazer objetos do sótão para baixo e virce-versa, dar milho para as galinhas, ração para os porcos, aparar a grama... Até terminarmos tudo já era hora do almoço, então não podíamos sair sem comer. Depois de almoçar, claro, tínhamos que esperar um tempo, para a digestão. Quando finalmente estávamos livres, nem pensamos muito, pegamos as bóias, vestimos os calções e corremos descalços pela estradinha de terra até o lago.
Só percebemos as nuvens quando um trovão soou exatamente no momento em que pisamos na primeira madeira do píer do lago. Desaceleramos imediatamente e, tomando uma postura mais cautelosa, fomos até a beirada, de onde ficamos observando o céu por um tempo.
Estava escuro e nada convidativo, um vento começava a soprar por entre as árvores, sacudindo as folhas e agitando a água. Olhei para Ron e ele para mim, seu rosto demonstrava a mais pura consternação. Nosso dia estava completamente estragado. Senti meus ombros caindo e baixei a vista para o lago, imaginando como o tempo poderia ter mudado tão rápido.
Me virei para Ron, com a intenção de sugerir que corrêssemos de volta para casa antes que a chuva caísse (o que parecia que não tardaria), mas ele não estava mais ao meu lado. Olhei para trás apenas a tempo de ver seu sorriso e suas mãos vindo na minha direção. Tentei me defender, agarra-lo, mas não teve como. Eu estava muito na beirada e fora pego de surpresa.
Caí na água fazendo um rodopio em torno de mim mesmo, foi uma barrigada digna de nota.
Até hoje não sei se ele escapou do meu rosto antes da queda, enquanto eu girava, ou se foi apenas após o baque na água, só sei que, quando emergi, fulo da vida e jogando o cabelo para trás ao som dos risos de Ron, já estava sem eles. Foi desse jeito que perdi meus óculos.
Claro, depois que consegui fazer Ron entender o que havia acabado de fazer, ele entrou imediatamente na água e me ajudou a procurar os dito cujos. Sem eles eu estava completamente cego. Mas não adiantou, ficamos muito tempo chafurdando por todos os cantos do lago e nada. Até que começou a chover e Ron finalmente conseguiu me arrastar de volta para casa.
Voltei no dia seguinte para continuar procurando. E no depois do seguinte. Até a Sra. Weasley perceber que eu deixara de usar os óculos não por um súbito desejo de parecer bonito.
A primeira coisa que fez foi ligar para meus pais, que vieram me buscar, encerrando as férias daquele ano, já como forma de castigo. Nunca contei para Molly que fora por culpa de Ron, sabia que ela o obrigaria a trabalhos forçados e a um extenso castigo até as férias do ano seguinte. Em compensação, ficando com a culpa, recebi no máximo um puxão de orelha da mamãe. Mas nem ela nem meu pai se importaram de verdade, indiretamente eles sempre me incentivaram a me divertir o máximo que pudesse e nunca ligaram muito para machucados, fraturas, roupas rasgadas e objetos perdidos. Desde que nenhum deles fosse muito caro ou o acidente fosse muito grave. Os dois só queriam que eu aproveitasse minha infância.
E agora, voltando ao verão dos meus dezesseis anos, ver aqueles óculos no fundo do lago, após tantos anos e tão longe da margem, trouxe uma onda de nostalgia. Principalmente quando fazia tanto tempo que eu e Ron não brincávamos de procurar os "óculos perdidos", como ficaram conhecidos. A irmã dele, Ginny, inventou uma história sobre haver fadas no lago que teriam levado os óculos para o Todo o Sempre, que era o lugar onde elas viviam. Ginny tinha medo que no meio de nossa busca encontrássemos os portões para a terra fantasiosa e nunca mais voltássemos, afinal, uma vez no Todo o Sempre, é para... sempre.
Na época, Ginny não conseguia pronunciar mais de duas palavras na minha frente, então, soube da história pelo Ron, que tenho certeza que exagerou na hora de recontar o que a irmã havia dito. Mesmo assim, o assunto virou motivo de risos entre nós dois por muito tempo. Embora jamais tenhamos confessado um para o outro, sempre que procurávamos os óculos, tínhamos aquela infantil e secreta esperança de que realmente houvesse um portão, e fadas. Até que crescemos, Ginny começou a falar, e esquecemos do assunto.
Uma parte de mim (a que ainda não havia crescido por completo) ficou decepcionada em saber que jamais haveria um portão levando a um mundo mágico. Os óculos estiveram o tempo todo bem ali, no fundo, enferrujando e esperando um dia serem encontrados. Tudo o que faltava era um dia realmente ensolarado e um pouco de sorte.
Sem pensar muito, mergulhei na direção deles.
Queria poder dizer que houve algum sinal avisando para não fazer aquilo. Um vento forte, o tempo subitamente se fechando, um calafrio subindo pela espinha. Mas não houve nada. Era um dia perfeitamente tranqüilo e não havia sinal algum que me fizesse achar que a idéia de nadar até o fundo do lago era ruim.
Cheguei em um impulso só lá em baixo, apoiei os pés no fundo gosmento e me agachei na direção dos óculos. Tentei pega-los mas descobri que todos aqueles anos na água haviam-no oxidado em uma pedra no chão, como uma espécie de marisco excêntrico. No entanto, bastou puxar com um pouco mais de força que ele se soltou.
E foi naquele instante, quando fui arremessado para trás aos óculos se soltarem, que percebi que havia algo errado.
Um flash de pensamento passou por mim, um daqueles bem idiotas que podem assolar a gente nas piores horas. Imaginei que era uma armadilha, uma armadilha das fadas que queriam me levar para o Todo o Sempre. Claro, no segundo seguinte eu já havia descartado a idéia insana e percebido a verdade: o chão era gosmento pois o fundo era coberto por algas. Muitas delas. Se enroscando no meu pé. E não queriam soltar. Porque foi exatamente o que senti ao ser impulsionado para trás: puxado de volta, preso.
Normalmente não teria me preocupado muito, mas eu mergulhara planejando voltar rapidamente a superfície, não havia ar suficiente nos meus pulmões. E mais, com o susto que levara, havia expirado a maior parte dele, que subira segundos antes em grande bolhas para a superfície.
Dei um impulso com as pernas, o melhor que pude naquele momento de pânico. Não adiantou, as algas me puxaram novamente para baixo. De repente a água ficou densa demais, escura demais. Abaixei-me, tentando arrancar as algas com as mãos, porém eram escorregadias e estavam emaranhadas. Desesperado, sentindo o ar acabando, tentei dar mais um impulso para cima, as mãos esticadas na direção de onde eu sabia ser o céu... Não adiantou, fui puxado de volta para baixo, ainda mais em pânico. Lutei, tentei puxar, arrancar, me mover, mas nada resolvia.
Fui sentindo a dor no peito, me oprimindo, os olhos ardendo, as forças sumindo. Apertei as mãos em punho, em minha tentativa final tentei novamente me debater. A última coisa que lembro é ver o metal do óculos preso em minhas mãos cintilando no fraco o sol que conseguia penetrar nas águas escuras. Sobre a minha cabeça eu sabia que fazia o mais belo dia em anos, talvez fosse um bom dia para morrer, embora eu terminantemente não quisesse aquilo. Um som forte atrás de mim, uma corrente de água, um espasmo, a completa escuridão.
Acordei o que suponho terem sido segundos depois, o ar invadindo meus pulmões, o ar, não a água. Havia um braço passado por meu tórax, me puxando com esforço. Pisquei algumas vezes, sentindo a dor me deixar lentamente, olhei a volta e vi que estava me distanciando da borda oposta ao píer. Reparei no braço sardento que me segurava e ao me virar um pouco pude captar mechas ruivas grudadas na cabeça pela água.
- Ron... – sussurrei, rouco.
Ele não chegou a olhar, mas nadou com mais vontade. Quando chegamos ao píer, subiu sem tirar a mão de um dos meus pulsos, me içando logo em seguida.
Caímos nas tabuas de madeira, arfando, lado a lado. Comecei a tossir e logo vomitei uma boa quantidade de água. Eu estava vivo, muito vivo. Minha tosse se transformou em riso que se transformou num silêncio perplexo. Ron não disse nada, eu apenas podia ouvir sua respiração desritmada e ver pelo canto do olho seu tórax subindo e descendo, acompanheio-o na sinfonia da recuperação do fôlego.
Ficamos naquela forma por incontáveis minutos, como quem saboreia um gosto estranho, como quem pára por um tempo e tenta entender o que está acontecendo. Finalmente um vento passou por nós e tive um espasmo de frio e dor que me fez fechar as mãos e punhos e sentir... sentir que ainda segurava os malditos óculos.
Ergui a mão até a altura dos olhos e vi o metal brilhando contra o céu azul turquesa. Qual era o problema daqueles óculos? Qual era o meu problema? Por que arriscara a minha vida por aquele pedaço de metal enferrujado e esverdeado, por que não o soltara enquanto me afogava ou era salvo?
Teria ficado encarando-os até o braço cansar ou encontrar uma resposta se Ron não tivesse se ajoelhado ao meu lado e tampado a luz do sol com sua cabeça, me encarando preocupado. Observei-o abobalhado por alguns segundos, vendo uma aura de fogo circundar sua cabeça contraposta ao sol, fazendo-o parecer quase uma criatura mítica.
- Você tá bem, cara? – perguntou olhando bem dentro dos meus olhos. Os dele eram azuis, azuis como o céu antes do pôr-do-sol. Engolindo seco, apenas confirmei com a cabeça. – Você me deu um baita susto!
- Obrigado – balbuciei desviando os olhos dos dele. Eram azuis demais, me sentia nu.
Ron sorriu, se levantou e me ofereceu a mão.
Aceitei-a com a mão livre, a outra simplesmente não conseguia largar os óculos velhos recém recuperados do fundo do lago. Eles haviam quase me custado a vida, meu corpo não poderia se separar daquele pedaço de metal enferrujado, era como se considerasse-o a coisa mais valiosa do mundo.
E por que ele era valioso? Pelas memórias da infância feliz? Por me lembrar de como Ron ficara ao meu lado procurando-o? Ou era gratidão pelos risos e diversão que a "caça aos óculos" havia me proporcionado? O que estava fazendo-me prender àquele metal retorcido? Voltei a olhar curioso para minha própria mão, queria saber o que estava acontecendo comigo, por que não conseguia simplesmente abrir a mão e deixa-lo cair no... Pelo canto do olho tive apenas tempo de ver um movimento rápido, antes que pudesse processar tudo, percebi que Ron passara braços por meus ombros, me abraçando. Sua bochecha na minha orelha, meu queixo em seu pescoço.
A primeira coisa que senti, após a surpresa, foi conforto. Um imenso e maravilhoso conforto. Aspirei fundo, tentando desacelerar o coração do susto, e captei aquele cheiro característico de Ron. Um cheiro que remetia à caramelo, à infância e aos momentos mais felizes que já vivi. Além de ter um toque floral suave e doce² que eu começava a desconfiar que vinha do shampoo que ele usava. Senti um ímpeto excêntrico de apenas me aconchegar ali, naquele abraço, e deixar o mundo rodar o quanto quisesse. O tempo entre nós estaria parado por quanto tempo eu quisesse. Para sempre.
Mas não obstante, a última coisa que notei foi a forma como nossos troncos pareciam se encaixar um contra o outro. Era esse encaixe que trazia parte de todo o conforto. A água escorria entre nossas peles abrindo trilhas geladas de puro fogo.
Abri a boca, sem saber como reagir a tudo que sentia. Sem saber como reagir à súbita noção de que eu estava o mais próximo de meu amigo do que jamais estivera antes em todos aqueles anos. Era a primeira vez que Ron me abraçava de verdade. Não precisei encontrar minha voz, Ron fez isso antes.
- Cara, achei que você já estava morto quando cheguei lá. Você não estava se movendo e...
A voz dele era dura, levemente rouca, como se também estivesse sofrendo da mesma angústia que eu começava a sentir na boca do meu estômago. Estávamos no mesmo barco, então, era meu dever como amigo tentar reconforta-lo. Não que eu fosse bom nisso. Na verdade, era péssimo. Fiquei sem saber o que fazer, o que falar. Por fim, decidi pela opção que me pareceu a mais segura: levantei os braços vagarosamente e correspondi ao abraço, tocando as costas arqueadas do meu melhor amigo.
- Achei os óculos – disse num sussurro. Era uma coisa estúpida e sem sentido a se dizer. Mas era verdade, e foi a única coisa que me ocorreu. Claro, assim que disse isso soube que soara idiota e anti-clímax. Mas Ron iria entender o que eu queria dizer, bem ou mal ele sempre entendia, pois de qualquer forma, nunca fomos os mestres da dialética.
Ron me apertou contra si com um pouco mais de força, me fazendo soltar o ar de uma vez, ele estremeceu, então, se afastou. Era o frio, claro.
- Óculos?! – perguntou ele começando a corar, de raiva. - E que porra que você estava fazendo no fundo do lago, Harry?
Olhei surpreso para ele com a súbita mudança de humor, em um momento estávamos nos abraçando como... como... irmãos? E no seguinte ele estava quase ralhando comigo. Fiquei logo na defensiva.
- É, os óculos que você me fez perder há anos atrás, que a Ginny disse que foram levado para o mundo das fadas... E não é como se eu tivesse lá embaixo porque planejei ficar preso. Ou me matar! Estava só indo atrás d... – ergui a mão que segurara os óculos tão ferrenhamente afim de mostrar a Ron que não estava inventando, contudo, fiquei sinceramente surpreso ao perceber que não havia mais nada na minha mão. Encarei abobalhado os meus dedos abertos, como se esperasse que os óculos reaparecessem magicamente. Obviamente não reapareceram, o que me fez despertar da letargia que me tomara desde que saíra do lago. Procurei-os à minha volta. Lá estavam, ao lado dos meus pés. Sem perceber, eu os havia largado quando Ron me abraçara.
Olhei novamente para meu amigo, como se ele pudesse me fornecer alguma explicação, Ron apenas deu de ombros e disse:
- Sei lá, quem é que entende de magia das fadas? A Ginny bem que avisou...
Por um segundo inteiro nós nos encaramos sérios, então o rosto de Ron começou a se contorcer, e o meu também. No segundo seguinte estávamos gargalhando juntos. O momento estranho no qual me senti perdido, sem ar e de coração acelerado havia passado. Mas a sensação daquele abraço jamais abandonou a minha mente. Algo ali já estava me anunciando o que viria no futuro, porque eu sabia, sabia sim que os sintomas não eram do afogamento. Meu coração acelerado era apenas o prelúdio.
"Now let me go"
² Para quem não capitou de primeira, esses são os cheiros de Harry sente na Amortentia :X (tirando o cheiro de madeira envernizada, pq né...)
N/A: E aem, o que acharam da cena do afogamento? Ela foi editada umas quinhentas vezes porque nunca eu tava satisfeita e sempre tinha uma idéia nova. Espero que no final tenha ficado decente!
Anyway, gente, AMO vocês. Sempre tenho medo de postar Hrons por aqui (tanto que essa é só a segunda no ff. net), já que, bem, nem sei se tem público e pananã, e ver uma ótima receptividade só me empolga /o/! Por isso, continuem com as reviews e não se acanhem ;)
E se tiverem visto muitos erros gramaticais, ignorem. Fanfic sem beta é quase sempre uma caca. Falando nisso, se alguém quiser se candidatar ao cargo, me avise, ok?
Ah, fiz uma capa tosquinha para fanfic, tá lá no meu perfil, vá conferir :D
Eyre Malfoy-Potter: Maaaaaaaaan, não é que ELRI com essa de só nerds se apaixonarem por um boca a boca... super amei isso, acho que, uhn... posso usar no futuro... *pensa* Ohohohhoho
Roonil W: VOCÊ é o meu muso Hron, xuxu, afinal foi tu que me trouxe presse mundo...
Cybelle lupin: Aaaaah, que fofa! Espero que continue gostando da história e se divertindo, Não tenha medo de comentar, amodoro coments!
Cerejacomsake: No começo ela é chata por que está mal escrita ou por que logo de cara ela fede a clichê XP?
Nicky Evans: Gostou do salvamento? E do pós-salvamento? Uhuhuhu. Valeu pelo comentário ^^
Fabianadat: Harry florescer... uhn... gostei dessa frase. Bem... elucidativa AHAUHAUIHAUI (L)
Fabi: Espero que com o segundo cap continue parecendo legal 8P
Sallaberry: Jubs comentando uma fanfic?! CORRÃO! Zoa XD Gostou do Harry? Eu deixo você, tipo, tirar um pedacinho. Mas SÓ um pedacinho...
Kalyl Clive: Olha ele! Nunca mais te vi por aqui (ff. net)! Bom saber que está vivo! *a que tem mania de achar que todo mundo morreu* Anyway, valeu pelo review!
mione03: Sabe como mães como a Lily são, sempre que os filhos não saem como o esperado elas ficam desapontadas e tentam culpar alguma influência externa =P Mas não a leve a mal, ela não ficou com raiva do Harry nem nada, apenas... digamos, surpresa =P
No próximo capítulo...
Sirius indiretamente e com um quase tratamento de choque indireto acaba por... despertar Ron Weasley. Oh sim...
