Dia 2

Ou como o piorar e o melhorar é apenas perspectiva


No segundo dia verdadeiro, ela sentiu os pés tremerem.

Ele estava ali, em qualquer lugar, e ela não saberia o porquê.


No café da manhã, Ginoza parecia feliz. Viagem era realmente uma coisa relaxante para ele. Sem stress, sem gritos, sem discussões.

Bem, não as dele.

Enquanto Ginoza permanecia satisfeito em seu café, Akane sentia o líquido quente se transformam em lava e descer por sua garganta como no inferno.

A sensação de querer revê-lo era insuportável.


Na frente de um ponto turístico conhecidíssimo, vários braços e corpos esbarram nela. Várias risadas e hálitos agradáveis ou não chegaram até seus ouvidos e nariz, respectivamente. Ali, ela se sentiu ruborizar no gélido vento por não estar agasalhada o suficiente.

Nenhum pobre romântico lhe ofereceu casaco. Nem Ginoza. Meio decepcionada, ela olhou para os lados na procura de alguém, mas falhou.

O dia estava totalmente indiferente a ela.


Noite, tudo igual. Comida japonesa num restaurante pequeno e bonito. Luzes coloridas no teto e uma sensação de estar observando galáxias.


Madrugada. Um toque.

"Recarregue seu celular."

Ela rugiu no sono, parecendo um animal.

Um animal, muito, mas muito furioso.