Capítulo 01

Santuário de Athenas – Grécia onze e cinqüenta e seis da manhã

O dia estava chuvoso, na verdade mais chuvoso que o normal, mas ela permanecia calma e há quem possa realmente dizer fria. Sentada em seu trono via com os outros quatro cavaleiros de bronze ainda assustados e horrorizados o florescer das enormes vagens plantas em vasos no saguão principal. Realmente ela não mentira, eles estavam ali, todos eles, seus doze cavaleiros de Ouro.

- Essa vagem dá para alimentar uma cidade inteira, como é que ela pode simplesmente deixar as pessoas morrerem de fome? – Dizia Shun ainda horrorizado com o tamanho das vagens que a jovem deusa do submundo usava para gerar a vida dos cavaleiros. – Mas sendo esposa de quem são notáveis os pensamentos parecidos.

- Ela não é como ele Shun. – Disse a jovem ao levantar-se e ir para junto de seus cavaleiros que aos poucos surgiam das vagens que aos poucos morriam, libertando-os. – Bom, não na maioria das vezes.

A jovem sorriu ao cavaleiro de Andrômeda de forma serena e gentil, não se parecia em nada com a mulher a poucos instantes sentada no trono atrás de si, na verdade ficara com aquela expressão carrancuda toda a noite, podia sentir claramente os cosmos se manifestando, não apenas no submundo ou em seu santuário, mas como também na fortaleza de Asgard e no santuário marinho. Sorriu ao perceber o outro gêmeo renascer assim como seu irmão.

Conhecia bem sua irmã mais velha, Cora era com certeza a representação real de seu nome e todas as nuances e derivadas. Corajosa, corada, além de todas as outras que pudessem surgir no instante de um pensamento divino. Corajosa por todas as vezes que salvara seus heróis da morte certa. Corada, com certeza pela paixão que nutria por seu marido, irmãos e protegidos. Era com certeza muito divertida ver essas nuances em alguém como ela, tão diferentes, mas ao mesmo tempo, tão iguais.

Sentiu o leve roçar de mãos sobre sua cabeça, o jovem de melenas azuis piscina se aproximou silenciosamente, eles já estavam despertos, com certeza não nutriam saúde abundante ou força como antigamente, mas com certeza ainda eram os mesmo rostos, sorrisos e atenção.

- Sem contar que com toda certeza, e não duvide disso, essas vagens é apenas uma ilusão. – Sorriu ao ver a rosa, meio murcha e o leve desapontamento do cavaleiro a sua frente. – Bom saber que outras, mesmo tão simples são reais e sinceras expressões de afeto.

Colocou a rosa atrás da orelha e novamente sentou-se ao trono, o rapaz antes levemente desapontado sorriu fracamente pela falta de força e novamente reuniu-se aos outros, voltando a sua expressão fria, não por estar infeliz, mas pela presença do cavaleiro de Fênix que rapidamente tomou a palavra sem ao menos esperar um consentimento.

- Isso é ridículo, acha mesmo que a única coisa que ela quer é o marido de volta? Não foi você mesma quem disse que ele havia seqüestrado ela? Como alguém poderia amar aquele homem? Como? – Sua revolta levantava mais uma vez duvidas a cerca dos reais motivos do favor da deusa do submundo. – Acha mesmo que eles queriam voltar se suas vidas estivessem ligadas ao homem que eles enfrentaram.

Sua audácia gerou um leve burburinho entre os presentes, amazonas, cavaleiros e até mesmo o dourados se entre olhavam já suspeitando da resposta da deusa. O silencio só se fez quando ela respirou profundamente e colocou-se de pé.

- Sei perfeitamente de suas duvidas Ikki, tenho irmãos mais novos também se não se lembra. – Ela começou andando de um lado para o outro. – Acha mesmo que eu, a deusa da guerra e da sabedoria queria ver minha irmã com ele, eu o vi levá-la, pessoalmente, em toda minha divina forma, lá em cima. Acha que eu não fiz nada? Porque acha que estão aqui? Porque Hades o pacifico senhor do submundo decidiu simplesmente deixar de ser um bundão e tomar o que ele acha ser dele por direito? Sinceramente se acha que foi ele a começar essa guerra espero que saiba que está enganado.

As palavras morreram na garganta de todos, mesmo para o cavaleiro de Libra aquela verdade doeu profundamente.

- Depois da primeira guerra, onde Ártemis e eu decidimos por fim aquele absurdo foi minha própria irmã quem interferiu no resultado final. – Ela finalmente parou de andar e olhou ao jovem que agora parecia profundamente chocado. – Foi de sua boca que eu ouvi, eu ouvi, eu estava lá quando ela disse que estava feliz com ele, que se sentia livre e feliz com ele.

Sentou-se novamente sentindo se frustrada com tudo aquilo, mas precisava ser sincera com eles, naquele momento devia isso a eles; não, devia aquilo a si mesma.

- No fim da guerra declaramos abertamente nossa derrota e nossas sinceras desculpas e depois de séculos terem se passado em completa paz ele declarou guerra, sem nunca ter se quer dito o real motivo daquela confusão toda. – Respirou pesadamente, mas continuou. – Minha irmã não pode passar todo ano com ele, na verdade creio que ele se aproveita disso, sempre ataca na primavera. Sempre.

Estavam cansadas daqueles jogos, aquelas guerras, aqueles receios e aquele mesmo pesar por não ter estado viva para ajudar sua irmã.

- A primeira a cair foi Ártemis, seu santuário completamente destruído, suas poucas forças de batalha, apesar dos pesares acolhidos pelo antigo grande mestre. Foi uma guerra sem vitória para ambos os lados, mas Ártemis perdeu tudo. Lembro-me que Perséfone tentou, implorou a Hades pessoalmente que reconsiderasse a destruição do santuário da lua, mas ele não a ouviu.

- E ainda acha que ele a ama. – O rapaz rebateu com violência, saliva saia de sua boca, aquilo não estava certo. – Se ele a amasse não trataria as pessoas que ela ama dessa forma.

- Belas palavras as suas, mas é perfeitamente por isso que acredito que ele o faz. – A deusa continuou sem se importar com os gritos do jovem. – Hades pode estar realmente apaixonado por ela e se estiver não saber como lidar com esse sentimento pode realmente fazer um deus cometer loucuras. Todos os tipos, mais diversos de loucuras. Destruir um santuário não é diferente de querer afundar um planeta inteiro, na verdade é até mais justo, pois menos pessoas morrem e Perséfone jamais o perdoaria se isso acontecesse.

Novas palavras, mais revelações novos choques. Os cavaleiros ainda continuavam calados, algo em suas mentes dizia que aquilo, de alguma forma estava errado, estranhamente podiam sentir que de certa forma o homem que deveriam odiar e destruir a todo custo estava de alguma forma sendo enganado e pior, sendo culpado de algo que nunca cometera em sua vida.

- Mas foi estranho o que ela disse ontem. – Recomeçou finalmente olhando para eles. – Disse que sentia muito peso por causa de um segredo, que não era seu, mas que poderia gerar uma nova guerra.

- Alguma suspeita? – O cavaleiro de Libra finalmente manifestou-se, dentre os presentes era o mais velho, conhecia muitas coisas e até mesmo muitos santuários, mas um que em comum odiasse Athena e Hades era para ele algo ainda muito mais antigo. – Se pudermos ajudar creio que devemos ser rápidos, não vejo como encontrar o inimigo, tão pouco como poderemos enfrentá-lo nas condições que estamos, mas temos de pelo menos tentar fazer alguma coisa.

- Na verdade eu esperava que vocês me dessem alguma informação sobre isso. – Ela suspirou pesadamente, geralmente sua irmã deixava pistas para não ter de sujar suas mãos com aquele tipo de trabalho. Odiava guerras profundamente. – Ela geralmente não deixa ponto sem nó. E olha que sou a melhor bordadeira da família.

Isso provocou alguns risos em si mesmos, lembrava-se de coisas que eles nem mesmo sabiam, na verdade ninguém sabia apenas ela e as irmãs. As três agulheiras, como intitulou Afrodite rabugenta por ser excluída do clube de costura, mas sinceramente a deusa da beleza nunca gostou mesmo de costura, transformaria o clube em momento de fofocas, ou melhor, ainda de se vangloriar.

Ficou séria novamente.

Afrodite era a única que conhecia capaz de querer tal guerra, conhecia encantos e feitiços para tal. Nunca conseguiu o amor ou se quer admiração de Hades, sempre desejou seu posto na Terra. Não conseguia pensar em outra pessoa, não conseguia se quer em seus melhores pensamentos para com relação à irmã, pensar em outra pessoa.

- Acho que tenho uma pista. – Disse por fim ainda dolorida por pensar na possibilidade. – Mas, sinceramente pretendia não começar uma guerra dessa magnitude com vocês desse jeito.

- Senhorita se sabe de alguém... – Fora interrompido pela andança da jovem.

- Eles não podem contra ela, não ela. – Andava apressada pelos corredores. – Ajuda, precisamos de ajuda. – Entrara na biblioteca lançando pergaminhos e tapeçarias para o alto. – Precisamos da ajuda dela, só ela pode ajudar, mas como, como, como?

Aos poucos enlouquecia decadente ruía de ante de seus homens que a acompanharam silenciosamente ainda preocupados com seus atos. Sentiu claramente quando alguém a tocou no ombro, mas ignorou procurando, seja lá o que quer que fosse ainda procurando.

Sentiu então um par de mãos segura-la pelos dois ombros, obrigando-a a virar-se para olhá-los, novamente encontrou o pisciano diante de sua pessoa, palavras para ele não eram necessárias, nomes já haviam sido ditos. Ele sorriu ainda que amargurado com a situação, respirou fundo e enfim falou, suas palavras saíram fracas, mas muito confiantes.

- Ela não teria o que ganhar com isso tudo. – Disse ainda com os olhos fechados, pensando, meditando sobre suas palavras, havia certa certeza enigmática em seus pensamentos. – Um mundo sem luz, sem brilho? Um lugar onde apenas almas incapazes de olhá-la podem passar um homem que não a deseja, nem ao menos a olha? – Abriu os olhos ainda um pouco confuso com suas próprias palavras. – Não parecem muito com o feitio dela, prefere lugares onde pode brilhar e irradiar sua luz.

- Entendo. – A jovem disse por fim soltando no chão já coalhado de papéis mais alguns que carregava consigo. – Acho que preciso de um pouco de paz, ar, pensar melhor.

- Compreendemos muito bem Saori. – Ele sorriu mais uma vez, ela percebeu finalmente os outros a guardar textos e mais textos, ajeitando as tapeçarias e vez ou outra entre olhá-la. - Sabemos que não teve escolha. Agradecemos por ter nos aceitados de volta, para por você. Com você.

O dia transcorreu para a jovem em um sono profundo e sem sonhos, para eles a tarde era de trabalho e exercícios tentando recobrar os movimentos rápidos e a noite já caia quando finalmente ela despertou para encontrar a alguns na biblioteca: Áries, Gêmeos, Virgem, Libra, Sagitário e Aquário se encontravam absortos em textos que ela mesma havia selecionado algumas horas antes, alguns outros, estes bem poucos haviam pertencido a Degel e estavam ali, pois continham informações pessoais feitas pelo próprio cavaleiro.

- Nada ainda? – Ela perguntou usando seu cosmo para aumentar a luz das tochas e lamparinas que estavam no salão, a eletricidade ainda não havia sido instalado em todo o santuário, na verdade as reformas mal haviam terminado a construção das treze casas e áreas menores para os treinamentos.

- Algumas informações de Degel falam de coisas que eu nem sabia que ocorreram, ter certeza iria requerer a ajuda de terceiros, talvez ajuda que nem mesmo poderíamos conseguir. – Disse o libriano ainda sem levantar os olhos do caderno que lia, a letra do antigo era muito bem desenhada, mas não havia sido escrita com um alfabeto comum, para maior proteção das informações, sua cabeça doía e os olhos ardiam pela leitura continua de horas. – Mesmo que os textos dele estivessem certos, eles ainda não demonstram claramente quem é o inimigo, ou pior, quem são os inimigos.

- Entendo. – Aproximou-se analisando cada um deles, cuidadosamente, eram com certeza sua melhor força intelectual. Homens dotados de inteligência, conhecimento e domínio das mais diversas áreas do saber. – Nada de anormal ou particular imagino.

Ficaram durante um tempo a analisar criteriosamente a jovem a frente deles, poderiam simplesmente lhe dizer o que sabiam, mas infelizmente apenas seus piores pensamentos poderiam supor de onde vinha aquele conhecimento antes não entendido.

Coisas como textos específicos, critérios de informação e até mesmo pessoas que poderiam ter as respostas que precisavam para aquelas pequenas duvidas que surgissem, vinham assim do nada. Como que por mágica, como se alguém realmente desejasse que eles encontrassem aquelas informações.

Mas foi o jovem de cabelos lavanda que finalmente tomou posição frente ao silencio, na verdade aquele não era um conhecimento que não tivesse, para ser muito franco lhe fora passado ainda criança, como uma espécie de lenda por seu mestre, que fora contado pelo mestre dele e que supostamente o mestre deste havia vivido aquilo, conhecido aquelas pessoas, que talvez pudessem ser um novo símbolo de esperança.

- Eu sei que talvez seja um pouco perigoso. – Ele começou calmo e lentamente, ainda sentado pousava sobre o lábio superior a pena da caneta que usava as pernas dobradas uma sobre a outra lhe conferiam certo charme mais maduro. – Na verdade até um pouco arriscado, mas eu gostaria de ter sua permissão para ver as ruínas do antigo santuário da lua Saori.

- O antigo santuário lunar? – Ela repetiu um pouco atormentada com aquilo, homens não tinham a permissão de entrar no lugar, ainda mais desacompanhados. Sem seu cosmo ou armadura poderia ser extremamente perigoso. – Porque se me permite perguntar?

- O mestre uma vez me disse que apenas alguém sem más intenções para com relação ao santuário poderia entrar nele sem ser assassinado. – Ele respondeu como se aquilo fosse uma coisa simples de mais para ele. – Na verdade imagino que qualquer um de nós aqui, exceto o Saga talvez pudesse fazer isso.

- Como assim talvez? Que eu me lembre Saga já pagou por seus pecados e tem o perdão de todos nós, até mesmo da senhorita Saori. – Saiu o sagitariano em defesa do colega. – Se tem alguma coisa a dizer que siga logo Áries, está começando a me irritar.

- Calma Aiolos, não creio que o Mu esteja se referindo a este tipo de más intenções. – Ambos chinês e grego já estavam de pé, olhavam um para o outro e depois para o mais novo. – Lembro-me de ter ouvido o Shion falar sobre isso, na verdade creio que apenas uma vez, em um momento oportuno na época que não vem a ser importante neste momento.

Voltou a sentar-se, recordava de o amigo falar sobre isso quando assistiam uma luta entre amazonas, era do agrado da maioria dos cavaleiros da época assistir a estás lutas, raras vezes era possível ver o rosto de uma amazona quando elas se atacavam furiosamente acima do pescoço, mas ver duas mulheres lutando sempre seria divertido, com ou sem máscaras caindo no chão.

- Estou certo que está se referindo a condição na qual você ainda se encontra não é? – Ele perguntou olhando o mais novo com uma expressão divertida no rosto conhecia perfeitamente bem o colega para saber perfeitamente bem que repassaria alguns de seus conceitos antigos e sem cabimento ao pupilo – Bom, pelo menos para isso serve falta de conhecimento nessa área. Não ser uma ameaça declarada.

- Do que estão falando? – Perguntou a jovem ao olhar de um para outro, mas a face corada do mais novo respondia sua pergunta. – Certo, não quero saber do que estão falando mais.

- A questão é que, devo ser o único dentro do santuário com essas especificações não? – Olhava criteriosamente para o colega loiro que mantinha um par de óculos seguro nas mãos, olhava um dos textos com atenção, sobre a certeza dos olhares surpresos sobre sua pessoa.

- Sim, creio que sim. – Respondeu por fim colocando-o sobre a face, os olhos abertos finalmente fitavam os colegas como quem perguntava qual era o problema de não ser mais virgem. – Mas ser ou não ser, não é a questão aqui. Isso não diminui a possível ameaça que você, ou qualquer um de nós represente para elas, se ainda estiverem lá.

- De acordo. – Respondeu o francês finalmente dando ao ar um leve tom frio de inverno. – Mas, antes dois que apenas um onde Judas perdeu suas calças.


Observações de capítulo –

Algumas revelações, mas nada de tão especial assim, se acham realmente que eu iria colocar o vilão da história assim no inicio estão muito enganadas, Afrodite nem de longe é uma vilã interessante.

Alguns detalhes como a relação entre Hades e Perséfone também foram colocadas, mas nada que vá definir realmente os rumos da história desta fic, como eu disse devo fazer uma continuação dela.

Outros detalhes óbvios de fim de capítulo, para as interessadas em hentai e namoricos é um prato cheio, achei melhor que o Camus fizesse companhia ao Mu que o Shaka, seria meio obvio de mais então decidi ser ousada.

No mais, duas fichas foram adicionadas como aceitas até o momento da revisão deste texto no Word, caso mais de duas tenham sido colocadas na atualização, é porque demorei de mais a colocar na internet.

Próximo capítulo deve rolar um hentai leve entre o meu novo casal favorito, no mais vamos ao que interessa de verdade, atualização de fichas.

Yuuki Tsukikage – Armadura (Áries) – Par (Shaka)

Ingrid Maja Svörden – Armadura (Touro) – Par (Aiolia)

Abigail Blaine Johnson – Armadura (Leão) – Par (Aiolos)

Anastásia iz Alexander – Armadura (Escorpião) – Par (Saga)

Adamantina Chrystopoulos – Armadura (Sagitário) – Par (Afrodite)

Idris Stark – Armadura (Capricórnio) – Par (Mime)

Mia Fulvi Davoglio – Armadura (Peixes) – Par (Kanon)

No mais, Princesa Apola ainda espero seu e-mail.

Lembrando que eu desafiei vocês a acharem o vilão, quem descobrir pode fazer uma ficha especial, com par especial. Mas, sou muito má então é capaz que não consigam acertar nem em um milhão de anos ^^

Pares Livres Dourados

Mu

Aldebaran

Máscara da Morte

Dohko

Milo

Shura

Camus

Guerreiros Deuses Disponíveis:

Thor

Fenrir

Hagen

Alberich

Shido

Bado

Generais Marina Disponíveis

Bian

Io

Krishna

Isaak

Sorento

Observações: Gente quando enviarem os pares não coloquem qualquer um não, para poder escolher os pares de outros santuários. Obrigadinha.

Armaduras livres

Gêmeos

Câncer

Virgem

Libra

Aquário

Observação: Atenção a lista está ficando menor, quem não enviou ficha, vamos rapidinhas.