N/A: Olá!
1º capítulo para vcs, mostrando um pouco dos personagens. Acho que não vão gostar muito do Edward no começo, mas isso vai mudar com o tempo.
Boa leitura, até mais!
xoxo…manchester_girl
Capítulo 1 – Recomeçando em Forks
EDWARD'S POV
Simplesmente eu não acredito que estou me mudando para Forks. Tipo: largar tudo em Seattle, meus amigos, a escola… para vir morar nessa cidade, que é um ponto desconhecido e congelado no mapa… Eu mereço! Isso porque minha mãe, Esme, resolveu aceitar uma proposta de emprego para ser administradora numa empresa de computadores, a maior da cidade. Aliás, deve ser aquilo que sustenta aquele fim de mundo. Já meu pai, Carlisle, aproveitando que queria fugir de toda a agitação dos grandes centros, apoiou minha mãe e conseguiu transferência para um hospital local. E quem arca com todas as conseqüências? Nós, os filhos, que não tem direito de opinar!
- Melhora essa cara, Edward. Não vai ser tão ruim quanto você pensa. – disse o meu pai, enquanto dirigia até a nossa nova casa.
- Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou preocupada com uma coisa. – disse Alice, minha irmã caçula – Como estamos indo para uma cidade que não tem um shopping?
A Alice tem 16 anos. Acho que ela não vai gostar de morar em Forks, já que a cidade não tem um shopping sequer.
- Calma calma. – disse minha mãe – Em Port Angeles, a cidade vizinha, tem shopping e quantas lojas você quiser. – Alice se animou no banco de trás – Mas temos que arrumar tudo na casa primeiro. Não se esqueçam que as aulas já começam na segunda.
- Ah, pensei que a gente fosse tirar umas férias da escola… – reclamou Emmett, meu irmão.
Eu e ele somos gêmeos, com 17 anos. Bom, gêmeos só no jeito de nascer, porque somos totalmente diferentes. Ele é grande, bem alto e tem o cabelo preto. Já eu sou um pouco mais baixo e não tão forte quanto ele – meus músculos são mais modestos – e tenho o cabelo num tom de cobre. A única coisa comum entre nós dois é a cor dos olhos: dourada, assim como todo o resto da nossa família.
- Aqui. Estamos chegando. – disse meu pai, ao entrar por uma trilha, se não me engano, um pouco distante do centro.
- Nós vamos morar dentro da floresta? – foi minha vez de reclamar.
- Ai, Edward! Quanto pessimismo! – disse minha irmã.
Não dei assunto pra ela e continuei de cara fechada. Depois de alguns minutos pela floresta, meu pai estacionou em frente a uma casa de três andares. É, até que era bonita.
Nós descemos do carro e logo pude sentir o clima úmido e frio bater na minha cara. Acho que aqui não faz sol nunca.
- Nossa, mãe… Que casa linda! – Alice se mostrou empolgada.
- Gostou, minha filha? – ela sorriu – Meu pai e eu achamos que seria um bom espaço para vocês.
- Mas tinha que ser no meio do mato? – falei, tirando minhas bagagens do porta-malas.
- Não estamos no meio do mato, Edward. – minha mãe explicou – Forks é toda cercada por uma floresta. Existe até uma reserva indígena aqui perto.
- Tanto faz… – dei de ombros e fui em direção à porta da frente.
Reserva indígena… Agora só falta-me topar de frente com um cara pintada.
- Eu fico com o quarto maior! – Emmett veio correndo e subiu as escadas na minha frente.
Subi logo em seguida e fiquei com o quarto ao lado do dele, pois não havia muitas janelas. Imagino o vento que deve fazer aqui. Eu que não quero congelar a noite. Joguei minhas malas num canto qualquer e me deitei na cama, que era o único móvel. O caminhão com nossa mudança deve chegar a tarde. Até lá, não há nada pra fazer. Sem televisão, computador, videogame… Espero que meu irmão tenha trazido a bola de basquete.
- Aí, Emmett! – saí no corredor – Você trouxe a bola?
- Yeah. Tá no carro. – ele respondeu e nós descemos para buscá-la.
Eu e Emmett jogamos basquete desde pequenos. E, modéstia a parte, não há ninguém melhor que a gente. Nós jogávamos no time principal de nossa escola lá em Seattle e ganhamos todos os campeonatos que participamos. Mas a melhor parte são as mulheres. Elas parecem que são atraídas por atletas, então ficava fácil pegar. Sem contar que nenhuma resiste ao meu charme. Mal posso esperar para conhecer as garotas daqui.
Passamos todo o fim de semana arrumando nossas coisas na casa nova. Não vai dar nem pra descansar, pois a aula já começa amanhã. Deve ser foda entrar no meio do semestre; todo mundo fica sabendo quem você é. Ah, mas como eu gosto de atenção, não me importo!
Eu tinha acabado de tomar banho quando ouvi uma movimentação lá fora. Olhei pela janela e vi outro caminhão chegando. Desci e fui para frente da garagem; era o jipe do Emmett e o Porsche da Alice que tinham chegado.
- Ah, finalmente o meu carrinho chegou. – meu irmão disse, enquanto meu pai assinava os papéis da transportadora.
Carrinho era pouco. Era um jipe vermelho enorme; ainda bem que nossa garagem é grande.
- Ainda bem que meu bebê veio sem nenhum arranhão. – Alice alisou seu Porsche antes de entrar nele.
Aff, nunca vi tanto carinho por um monte de metal e ferro. Também, devo estar é com inveja por não ter um.
- Pelo jeito, vou continuar indo de carona pra escola. – eu falei, enquanto meus irmãos estacionavam seus carros dentro da garagem.
- Nós já conversamos sobre isso, Edward. – meu pai respondeu após agradecer os funcionários da transportadora.
- É, devo ser o único nesse cubículo de cidade que não tem um carro. – reclamei.
- Edward, não insista. Terá um carro assim que nos mostrar que tem responsabilidade. – meu pai disse sério – Quase se matou ano passado. Não pensa na sua mãe e na sua irmã?
Mas que droga, odiava falar disso! Meu pai jogava isso na minha cara toda vez que tínhamos esse assunto. Ano passado, eu sofri um acidente com meu Volvo, que envolveu mais outros três carros. Não me lembro direito o que aconteceu, afinal, eu estava bêbado. Só lembro de acordar uma semana depois no hospital. Desde então, meu pai enche meu saco todo o dia, falando que eu quase matei a família de preocupação e outras baboseiras… Ah, eu sei que errei, mas já aprendi a lição. Não é justo me deixarem sem um carro.
- Qual é, pai. Já se passou muito tempo. Eu já mereço um carro. – continuei insistindo.
- Não merece, não. – sua voz era firme – Seu comportamento não mudou em nada, continua um irresponsável sem compromisso com as obrigações.
- Que inferno! – xinguei, caminhando de volta para a casa.
- Só estou me preocupando com você, Edward. – ainda escutei meu pai.
Preocupando é o caralho! Está é arranjando desculpa pra arruinar com minha vida. Droga! Fui pro meu quarto e nem desci pro jantar. Não queria pedir desculpas pra ninguém, muito menos escutar sermão do meu pai.
Começou a chover forte e eu logo peguei no sono, já imaginando o que me esperaria na escola amanhã.
BELLA'S POV
Domingo, dez e quinze da noite. Estou me preparando para dormir, depois de mais um dia. Pode parecer normal para você, mas pra mim isso tem muitos significados. Um deles é que estou no último ano do colégio. Por um tempo achei que eu não conseguiria chegar até o 3º ano, mas eu cheguei, então posso contar como mais um objetivo alcançado. É assim que eu faço, traço objetivos. Não com o prazo tão distante, é lógico; não gosto de falsas esperanças. Já tenho outros em mente, como o aniversário do meu irmão Jasper, o da Rose, Natal e, quem sabe, o Ano Novo.
Tudo por causa da minha condição de saúde. Não sou saudável, longe disso. Eu tenho leucemia mielóide aguda, desde os cinco anos. Foi assim que minha mãe morreu. Ela tinha 32 anos. Chances de cura? Uma em cem mil. E olha que estamos nos EUA. Isso porque esse tipo é raro em crianças e jovens, e quase nunca se encontram doadores dentro da família.
No começo, até que reagi bem ao tratamento. Dos 5 aos 8 anos, passei a maior parte do tempo no hospital, recebendo a poliquimioterapia, que é uma associação de medicamentos. Os médicos garantiram cura total e minha mãe, apesar sofrendo do mesmo mal, teve esperança. A doença ficou adormecida durante um ano, mas acabou voltando mais forte quando completei nove anos. Meus pais ficaram desesperados e, sob orientação do médico, resolveram ter outro filho. Então nasceu Annie, minha irmã mais nova, mas ela não era compatível comigo, assim como o Jasper. Com isso, passei para o tratamento com quimioterapia e radioterapia, enquanto esperava por um doador de medula óssea. Meu cabelo se foi, minhas forças se foram e até minha mãe se foi.
Quando eu tinha 12 anos, minha mãe morreu. Foi horrível. Minha irmã não tinha nem dois anos e aquilo me abalou muito. Tanto que quase não resisti após uma sessão da quimioterapia. Imagine uma criança durante duas sessões mensais de quimio durante dois anos inteiros. Eu quase morri, então meu pai decidiu parar com as sessões por um tempo, pois elas estavam me matando mais rápido que a doença em si. Tivemos sorte, uma vez que meus sintomas adormeceram por três anos. Meu cabelo cresceu de novo e eu tentei viver uma vida normal, sempre com cuidados médicos.
No entanto, aos 15 anos, tive outra crise e fui parar no hospital. Os médicos insistiram para recomeçar o tratamento com a quimio, mas meu pai não aceitou. Meu corpo não tinha mais resistência para os coquetéis que usavam e isso podia reduzir ainda mais meus dias. Concordei em continuar apenas com os remédios e as transfusões de sangue, até que achassem um doador para mim.
Bom, aqui estou eu, ainda com os remédios e as transfusões, esperando pela pessoa que possa salvar minha vida. Não tem sido fácil, isso é fato. Nem para mim nem para minha família. Meus sintomas crescem com os meses: anemia, dor de cabeça, náuseas, cansaço, desmaios… Meus irmãos estão sempre comigo, me apoiando, e meu pai procura por um tratamento ou doador em todos os cantos do mundo. Eles têm esperança. E eu também tenho esperança, mas… Tudo é mais complicado pra quem vive isso na pele. É impossível não pensar em um final ruim, por mais que todos digam que vai ficar tudo bem. Às vezes não fica tudo bem. Eu sinto, a cada dia que passa, a cada mês… sinto meu ser se esvaindo aos poucos de mim, sendo sugado pela inevitável máquina chamada tempo. E não sei o que fazer quando meu tempo acabar.
Terminei de prender meu cabelo num rabo e minha irmã entrou correndo no quarto.
- Você ainda tá acordada, Annie? – falei com a pequena, que sorriu divertida pra mim.
- Vim pegar o meu beijo de boa noite. – ela disse.
Annie é a minha irmãzinha caçula mais linda, que eu amo demais. Ela tem 7 anos e é super agitada. Ela tem os cabelos claros e os olhos castanhos, assim como a minha mãe tinha. Mas graças a Deus ela é completamente saudável.
- Vem cá, então, pequena. – eu a levantei do chão, enquanto ela agarrou meu pescoço, e dei um beijo em sua bochecha – Agora quero o meu. – virei meu rosto pro lado e Annie deu uma bitoquinha na minha bochecha também.
- Ah, aí está você. – Jasper parou ofegante na porta do meu quarto – Corri atrás dela a casa toda.
O Jasper também é meu irmão, só que apenas um ano mais novo que eu. Ele é simplesmente maravilhoso; não existem palavras para descrever o quão importante o Jazz é para mim. Às vezes eu o até considero meu irmão mais velho. Ele é a pessoa mais centrada que já conheci, esforçado e determinado, e que nunca me deixa desanimar, sempre me dando forças, seja através de um sermão ou com uma descontração.
- O Jazz quer me pegar, Bella. – Annie desceu do meu colo e escondeu-se atrás do meu corpo – Eu não quero ir dormir.
- Nada disso. Já passou da hora de garotinhas como você irem dormir. – Jasper disse, entrando no quarto.
- Eu não sou uma garotinha! Já tenho 7 anos e 4 meses. – Annie retrucou e nós rimos.
- O que está acontecendo? Reunião de família? – meu pai parou no corredor e olhou para a gente, com um meio sorriso.
O nome dele é Charlie e definitivamente é o melhor pai do mundo. Sim, podem me achar clichê, eu não me importo. Depois que minha mãe faleceu, ele conseguiu dedicar a maior parte do seu tempo para a gente, mesmo com o trabalho. Sem contar que faz de tudo para que eu possa melhorar.
- Só vou dormir se o papai me contar uma história. – Annie foi até ele, que a pegou no colo.
- Tudo bem, sua danadinha. – ele beijou seus cabelos – Então vai lá escolher um livro com seu irmão que eu já vou, ok?
- Ok. – ela sorriu e saiu com o Jasper, depois de nos dar boa noite.
- Está tudo bem, filha? Sentindo alguma coisa? – ele perguntou.
- Não, eu estou bem, pai. – me enfiei debaixo das cobertas.
- Tomou todos os seus remédios? – sua preocupação era visível.
- Tomei. – respondi.
- Ok. Boa noite, então. – ele me deu um beijo na testa – Me chame se precisar de algo ou se estiver passando mal, tá bom?
- Aham. – falei, tentando tranqüiliza-lo.
Meu pai sorriu e apagou as luzes antes de sair. O que eu disse era verdade, não estava sentindo nada por agora. Pelo menos isso significa que vou ter uma noite calma e reconfortante, assim posso acordar disposta para ir para a escola amanhã.
Espero que meu tempo dure o suficiente…
N/A: Ei!
Gostaram? O cap não ficou muito grande, mas prometo melhorar no próximo.
O cap.2 está pronto, então... Mandem reviews ^^
See ya…
xoxo…manchester_girl
