Capitulo Um:
Os Cumplicies
Cabeça de Javali – Hogsmeade
Uma Semana Mais Tarde, Sábado
As janelas curvas eram tão incrustadas de fuligem que ao olhar para dentro do pub, Marlene McKinnon duvidou que o lugar marcado para o não-encontro fosse aquele mesmo. Mas bastou uma olhada no papal que tinha nas mãos para saber que não existia engano algum: Hogsmeade, Rua mais afastada da estrada principal, n° 59.
Ela estava sentada a sombra de uma árvore, fazendo absolutamente nada, como sempre fazia durante o horário em que deveria está na aula de Historia da Magia, quando Peter- Alguma -Coisa, um carinha sem nenhuma personalidade e muita fome, se aproximou dela e jogou aquele papel em seu colo, se afastando nervoso logo em seguida.
Me encontre em Hogsmeade, Rua mais afastada da estrada principal, n° 59.
Esteja lá de três horas no sábado.,
É urgente, McKinnon.
E não é um encontro.
Lamento por você.
S.G.B
Ao lê o bizarro – porque achar que ela cogitaria a possibilidade de ter um encontro com um cara que assinava "S.G.B" era nada menos que bizarro – bilhetinho, a primeira emoção que a tomou foi a incredulidade, seguida de curiosidade que se tornou ainda maior ao perceber que a única pessoa que poderia ter aquelas iniciais – e que era idiota o bastante para assinar com ela – era ninguém mais que Sirius Gostosão Black.
-Idiota. - Da primeira vez que disse isso foi quando identificou de quem era o bilhete, e agora dizia a si mesma por está perdendo o passeio indo a um lugar como aquele. Mas sua curiosidade havia vencido, no fim das contas. E não era como se ela tivesse algo mais legal para fazer.
Depois de um momento de hesitação, em que a garota mirou a atenção no letreiro grotesco do pub, ela empurrou a porta e entrou no local. A primeira coisa que Marlene notou foi que as pessoas combinavam com a mobilha.
Ambas eram esquisitas.
Sério, parecia que todo tipo de gente estranha e mal encarada frequentava o Cabeça de Javali. E a moda ali era, no minimo, bizarra. Mais bizarra até que o bilhetinho de Sirius Black, que alias, não tinha chegado ainda.
Depois de sentar em uma mesa desocupada perto da porta, Marlene começou a, de novo, olhar as coisas a sua volta: o lugar era escuro, o sol não atravessava a fuligem das janelas. O chão estava começando a ficar imundado e ela concluiu que dali a algum tempo, seria impossível olhar para ele não pensar se tratar de terra batida. O pub, inclusive, estava começando a feder a algo que ela julgou se tratar de cabras e esterco.
E de novo a jovem se perguntou o que diabos estava fazendo ali. Então se lembrou que não tinha nada de mais interessante para fazer e resolveu pedir uma cerveja amanteigada e beber a isso.
***
A alguns metros dali...
-Obrigada por me dá cobertura, Alice.
Alice Austen sorriu, fazendo suas covinhas encantadoras aparecerem.
- Não tem problema, Dorcas. Frank está de detenção e por isso não pôde me acompanhar hoje. Vai ser um prazer distrair a Lily.
Dorcas Meadowes sorriu, realmente agradecida.
Tinha sido fácil para Lene escapar sem deixar suspeitas. Ela havia alegado que esta entediada demais para ir ao vilarejo e Lily tinha engolido numa boa.
Marlene sempre estava entediada.
Mas Dorcas não era Marlene, e se alegasse que estava cansada – ou entediada - demais para um passeio Lily não iria acreditar tão facilmente. Então ela simplesmente havia decidido sair à francesa do Três Vassouras quando a amiga tinha ido ao banheiro.
- Acho melhor você ir. - Disse Alice. - Ela já deve está voltando.
-Tem razão. - Respondeu, levantando da cadeira. - Valeu mesmo, Alice.
-Não tem problema.
Ao sair do estabelecimento, Dorcas respirou fundo e começou a caminhar rápido, para está o mais longe possível do lugar quando Lilian descobrisse que ela tinha escapado.
A maioria das pessoas se sentiriam mal por estarem deliberadamente enganando seus amigos, mas, apesar de ser amar Lilian, Dorcas não poderia dizer que estava sendo realmente difícil deixar a companhia da amiga.
Ela se sentia horrível em constatar isso, mas era a pura verdade.
Amava Lilian, de verdade, mas desdo desentendimento que ela tivera com James Potter alguns dias antes, a ruiva andava mais nervosa que o comum. E normalmente ela era muito nervosa. E, para piorar, Potter havia simplesmente parado de chama-la para sair. Na verdade, era quase como se o garoto estivesse a ignorando.
No começo Lilian (e todo o castelo) tinha imaginado que aquela era uma especie de reação pós-tapa que todo garoto tem. Mas bastaram alguns dias para Lilian (e todo o castelo) perceber que o "Ok, Evans. Eu vou deixar você em paz" seguido da saída triunfal do Salão Comum estava sendo realmente levado a sério pelo maroto.
E aquilo deixa Lilian Evans estranhamente nervosa.
E estava enlouquecendo Dorcas e Marlene (e todo o castelo) no processo.
Certo, talvez Marlene não estivesse tão incomodada quando Dorcas (e todo o castelo) estava. Mas o fato é que nem a garota-tédio estava inume as loucuras de Lilian Evans e a maior prova daquilo havia sido Marlene concordar em encontrar os Marotos no tal "Cabeça de Javali".
Dorcas achava que era algo relacionado a amiga ruiva dela e ao amigo sorridente deles, e, para ser sincera, ficou mesmo grata quando Lupin pediu para eles se encontrarem no tal pub, porque ela esta mesmo pensando em pedir para alguem socorre-las (e todo o castelo) da TPM Eterna em que Lilian se encontrava agora.
Só não esperava que o socorro viesse do lado inimigo, como Lilian costumava chamar os Marotos.
Se bem que ultimamente a inimiga numero um de Hogwarts era a própria Lilian.
- Meadowes!
A loira olhou para trás e viu Sirius Black, Remus Lupin e Peter Pettigrew caminhando em sua direção. Quem a chamara havia sido o Black, que sorria e acenava para ela de forma animada. Dorcas sorriu de volta.
-Onde está a McKinnon? - Foi a primeira pergunta que Sirius fez quando ele e os garotos se aproximaram. - Não veio com você? - Era notório o tom esperançoso na voz do rapaz.
Dorcas sorriu novamente.
Depois de Lily e Potter, Lene e Black eram o não-casal mais badalado de Hogwarts. E, assim como as brigas de Lily e Potter, as dos dois eram estrondosas e destruidoras, com gritos histéricos e risadinhas debochadas. Só que, diferente das brigas dos primeiros, as deles não tinham motivo aparente. Bastava um vê o outro quieto num canto que começavam as provocações.
-Não. - Respondeu. Sirius suspirou, visivelmente aliviado. - Ela ia para o Cabeça de Javali do castelo. Já deve está lá.
O Black fez uma careta estranha. Remus e Dorcas sorriram da atitude do rapaz, Peter parecia mais preocupado em devorar todos os doces que estavam em seus braços para notar a cara estranha de Sirius.
-Ora, Black. - Dorcas disse, quando ela e os garotos voltaram a andar. - Não é tão ruim assim. Talvez vocês dois finalmente se acertem. - Brincou.
- Até parece. - Resmungou Sirius.
Remus olhou para Dorcas.
- Como você despistou a Lilian, Meadowes?
- Alice está me cobrindo, sabe como é. - Respondeu, tirando a franja do rosto. - Eu não podia simplesmente dizer que ia me encontrar com dois dos garotos que ela mais detesta, não é mesmo?
Aquilo chamou a atenção de Peter.
-Dois? - Perguntou depois de engolir uma quantidade de chocolate que Dorcas jugou ser impossível ser digerida em menos de cinco anos. - Mas somos em três. - E levantou três dedos melados de chocolate.
- Lilian não odeia Lupin. - Respondeu Dorcas levantando os ombros. - Na verdade ela até gosta dele.
Sirius rolou os olhos.
- Que ótimo! - Resmungou sarcástico. - A gente tentando ajudar o Pontas e a garota em questão gosta do Aluado.
Antes que Dorcas pudesse perguntar quem eram Pontas e Aluado e o que Lilian tinha com qualquer um deles, eles pararam na frente de um pequeno pub e a garota se viu de ante de um horrível letreiro cujo desenho representava a cabeça decepada de um javali, pingando sangue na toalha branca que o envolvia.
-Como vocês descobriram esse lugar? - Perguntou enjoada.
Remus corou.
- Ah, bem... Você sabe... - Começou ele.
- Remus encheu a cara e cismou que uma das clientes daqui era Rowena Ravenclaw, e ele tem essa tara estranha por bruxas inteligentes, então tivemos que segura-lo antes que ele arrancasse a roupa da mulher. - Esclareceu Peter de forma despreocupada enquanto eles passavam pela porta e entravam no pub.
Remus quase explodiu de tão vermelho e Sirius sorriu.
- Nada de McKinnon a vista. - Cantarolou alegre. - Acho que ela não vem.
- Então olhe direito, Black. - Disse uma voz sarcástica que vinha de uma mesinha atras deles. - Acho que você esta mais míope que o James.
Marlene estava muito bem acomodada em sua cadeira e não parecendo muito satisfeita em está ali. Mas ela dificilmente parecia satisfeita em está em qualquer lugar que Sirius Black também estivesse.
- Vocês estão atrasados. - Acusou quando os outros se sentam na mesma mesa que ela. - Estou aqui a quase uma hora.
Antes que Sirius pudesse dizer algo certamente mal-educado, Remus se dirigiu a garota:
-Sentimos muito, Lene. - Disse sorrindo. Sirius ergueu uma sobrancelha ante o tom carinhoso empregado no apelido de infância da morena. - Nó tivemos alguns problemas em despistar o James.
-Que seja. - Resmungou a garota, tomando um gole de sua cerveja. - Vamos esclarecer logo as coisas. O que diabos vocês querem com a gente... – Se referiu a ela e a amiga. - … que é tão urgente que fez esse daí... -Olhou desdenhosa para Sirius. -... me mandar um bilhetinho horroroso e que é tão sigiloso que tivemos que vir parar nesse lugarzinho imundo?
-Eu vou pegar umas cervejas, ai a gente conversa. - Disse Remus.
- Eu vou com você. - Se ofereceu Dorcas.
-Não seja tão apressada, McKinnon. - Resmungou Sirius quando Remus e Dorcas foram pedir cerveja para todos no balcão. Peter ainda comia seu chocolate distraidamente. - Eu sei que você estava doidinha pela minha chegada. - Gracejou, inclinando o corpo para perto da jovem.
Ela ergueu sua sobrancelha naturalmente bem-feita e não moveu um músculo para se afastar do rapaz.
-Eu estava tão doida por sua chegada quanto estou por um beijo do Malfoy, Black. - Comentou suavemente.
Antes que ele pudesse dizer algo, Remus e Dorcas retornaram a mesa com as canecas.
Depois que todos estavam devidamente acomodados e servidos com cervejas, única coisa que eles se atreviam a digerir daquele lugar ("Esses copos estão mesmo limpos?"), Sirius, mentor do Plano B, tomou a palavra.
- O negocio é o seguinte... - Começou.-... nós chamamos vocês aqui para por um ponto final nessa loucura que é o relacionamento do nosso caro amigo Pontas com a amiguinha irritadiça de vocês.
Marlene não expressou opinião e sua face permaneceu neutra, porem Dorcas quase pulou de alegria: finalmente alguém iria ajuda-la acalmar Lilian!
Sirius continuou a falar:
- Como todo o mundo sabe, Pontas corre atras da Evans desdo quarto ano, depois que aquele balaço da Sonserina o atingiu em cheio. Particularmente, eu acho que a bordoada mexeu nos miolos dele. - Peter riu, como se aquilo fosse uma grande piada. - Mas o Aluado aqui acha que ele está apaixonado de verdade. - E, novamente, a cara de nojo se fez presente. - E é por isso que eu acho que está na hora dessas briguinhas entre os dois terem fim...
- E como você pretendo operar esse milagre, Black? - Indagou sarcasticamente Marlene. - Ressuscitando Merlim?
- Eu não preciso ir tão longe, McKinnon – Respondeu Sirius. - Na verdade, meu plano é bem mais simples: vamos juntar o nosso Pontas com a Evans de vocês.
Um momento de silencio.
-Como? - Dorcas foi a primeira a se manifestar. - Acho que eu não ouvir direito. Você disse que nós vamos fazer o que...?
Marlene não foi tão sutil.
- Você andou tomando aquelas porções alucinantes de novo, Black? Porque você só pode ter perdido o juízo se acha que isso é possível.
- Com um plano perfeito é possível. - Rebateu o maroto.
-E onde nós vamos arrumar um plano perfeito? - Perguntou ela. - Com o Merlim que você vai ressuscitar?
- Esqueça a ressurreição do Merlim, McKinnon, nós não vamos precisar dela. Não com o que eu tenho em mente.
Dorcas ia falar algo, mas foi cortada pela amiga.
-Então, além de tudo a ideia foi sua? - Ela olhou para Remus. - Eu não acredito que você também está metido nisso, Remus.
O garoto levantou os ombros e sorriu.
-Escute o que ele tem a dizer, Lene. - Pediu. - Quando ele me contou o Plano, admito que eu achei tudo meio absurdo, até mesmo para ele...
-Hey! - Exclamou Sirius.
Remus o ignorou.
- Mas eu tive bastante tempo para pensar essa semana e bom.... A ideia é tão idiota que pode dá certo.
- Hey! - Exclamou novamente Sirius.
-E que plano seria esse? - Indagou Dorcas. - Potter está ciente dela?
- É claro que não. - Respondeu Remus - O orgulho de James, que já andava fragilizado por conta das rejeições da Lilian, foi completamente mutilado semana passada, quando tomou aquele tapa. - Suspiro. - Aquilo acabou com Pontas.
- Por isso ele não anda mais atras da Lily, certo? - Marlene encostou-se a cadeira e começou a brincar com as pontas do cabelo. - Ela anda meio pirada por conta disso.
- Meio? - Dorcas olhou incrédula para a amiga. - Ela pirou total depois que passou a ser ignorada por ele! Está enlouquecendo todo mundo!
Aquilo animou Sirius.
-Mas isso é ótimo! Indica que ela não é completamente indiferente a ele! Isso facilita muito as coisas...
-E qual é o seu plano, Black? - Indagou Dorcas novamente – É algo que nós podemos ajudar?
- Ai depende, gata. - Disse ele fazendo a garota corar.
- Depende de quê? - Perguntou Marlene.
-Do quão dispostas a enganar, mentir, dissimular, aprontar e se arriscar vocês estão. - Respondeu ele.
Dorcas mordeu o lábio inferior.
Quando fora convocada para aquela reunião secreta, já estava desconfiada de que se tratava de Lilian e James Potter. Porque outro motivo eles haviam pedido sigilo absoluto em relação a onde elas iriam para Lilian? É claro que era algo relacionado a ela.
O que Dorcas nunca tinha imaginado que se tratava de um plano cupido, quer dizer, James Potter havia tentado de tudo, tudo mesmo, para conquistar a afeição de Lilian e todos os seus esforços tinham dado em nada.
Quem iria supor que agora quem iria tentar algo seriam os amigos dele? Eles também pareciam está desesperados para ajudar o amigo.
Então ela pensou em Lilian, e na louca em que ela havia se transformado naquela semana e concluiu que se Sirius Black tinha um plano que Remus Lupin julgava razoável porque não ajudar? Quer dizer, era o ultimo ano deles e, por Merlim, se tinha algo que pudesse ser feito para ajudar os dois a ficar juntos, ela iria fazer.
-Certo. - Disse ela. - Eu estou muito disposta a enganar, mentir,dissimular, aprontar e arriscar se isso for ajudar a Lilian. - Suspirou. - Porque eu acho que ela também gosta do Potter. - Esclareceu.
Todos olharam para Marlene.
- Eu estou sempre disposta a fazer tudo isso. - Disse. - Mas, convenhamos, o James tem que colaborar um pouquinho.
- Mas ele não sabe do plano, Lene. - Lembrou Remus.
- Isso não impede vocês de aconselhar-lo. - Comentou Dorcas. - Mudar um pouco a atitude dele em relação a garotas e azaração seria um ótimo começo.
- Tá, tá que seja. - Sirius passou a mão pelos cabelos e sorriu. - Vocês querem ou não saber do Plano B?
- Plano B? - Marlene ergueu a sobrancelha.
Sirius sorriu novamente. Aquela seria uma longa e proveitosa tarde.
Oi!
Eu atualizei mais rápido do que esperava!
Êba!!!!!!
Deixem comentários, por favor!
E agora, os agradecimentos:
Fer C. Potter: Obrigada por comentar! Ah, para o Plano B vir a tona vai demorar um tempinho, mas vai ser OTIMO!AHAHAHAHAHAHAHAHA! Espero que você tenha curtido e que continue comentando! Beijão!
Leka Moreira: Que bom que você gostou! Espero que tenha gostado do capitulo um. Como eu disse para a amiga acima, o Plano B vai demorar um ou dois capitulos para aparecer, mas continue lendo por favor! Beijão!
Deixem comentários e me deixem feliz!!!!
