Capitulo 2:

Buffy acordou de manhã sozinha, como já esperava. Ela havia preparado tudo em sua mente, sabia que não seria o Angel que ela amava que acordaria com ela, mas sabia muito bem o que ela queria dele.

Ele estava no banheiro lavando o rosto e antes que ela se movesse, ele a viu sentando-se na cama enrolada nos lençóis.

- Bom dia caçadora. Fazia um bom tempo desde a última vez não? Buffy não disse nada, apenas o encarou firmemente e engoliu em seco. – Olha, você melhorou muito desde a última vez sabe? Ele provocou rindo enquanto fechava a camisa.

- Deveria não? Afinal se passaram seis anos... Ela comentou, entrando no jogo dele. Não se deixaria abater por suas emoções, pois sabia que não se tratava da mesma pessoa.

- Seis anos? Ele teve uma crise de riso de repente deixando-a confusa.

- Eu disse algo engraçado, Angelus? Ela perguntou seriamente cruzando os braços.

- Quatro anos, querida. Esqueceu da visitinha que você me fez aqui em L.A há uns quatro anos? Ele disse aproximando-se dela.

- O que? Não houve nada daquela vez... Não seria possível... Ela ficou confusa de repente.

- Ah... é mesmo. Senão eu teria voltado, certo? Quem sabe... Ele instalou a duvida na mente dela ficando completamente extasiado com isso. - Mas é graças a isso que posso dizer: É muito bom estar de volta. Ele deu um sorriso presunçoso olhando para o pescoço dela. – Aliás, você me deixou com fome. Ele provocou aproximando-se mais.

- É mesmo? Ela desceu os olhos até os lábios dele. – Eu não vou impedir. Não dessa vez. Ela disse tentando mostrar-se decidida.

- Nossa! Quanta coragem... A caçadora se rendendo. Ele disse com um ar de deboche.

- Eu estou falando sério. Ela disse num tom mais alto encarando-o.

- Ah não me faça rir garota. Não sou mais o seu namoradinho, lembra? Ele disse de repente colocando um canivete no pescoço dela.

- Eu sei muito bem quem você é. Ela disse ríspida por entre os dentes. – E estou pedindo para que você me transforme.

- Você quer parecer tão corajosa... Ele disse fazendo-a soltar o lençol, com a mão que lhe restava livre, colocando-a sobre o coração dela. – Mas nesse caso, porque seu coração está tão acelerado e você está tremendo? Ele indagou sorrindo sarcasticamente.

- Pense bem, Angelus, o que acha disso para o seu currículo hein? Uma caçadora de vampiros, transformava em vampira... Por você. Ela o conhecia o bastante para conhecer o ponto fraco dele. Ele era vaidoso.

- Seria interessante eu admito. Mas você sabe que eu tenho meu próprio método e... Você não chegou nem na metade da corrida ainda. Ele explicou com uma voz suave.

- E você sabe que eu se eu quisesse essa faca não estaria no meu pescoço. E você sabe também que muito antes de me enlouquecer eu o mandaria para o inferno. Eu mandei o Angel. Porque acha que eu não mandaria você? Ela usou o mesmo tom de voz provocante.

- Você aprendeu a jogar também, não? Mas ainda não entendi o que você ganha se tornando uma de nós. Sabe que sou muito seleto com as minhas escolhidas. Os olhos dele brilharam com idéia de torná-la imortal e poder exibi-la orgulhosamente como um troféu.

- Quem sabe... Carma talvez. E admita que é melhor me ter como aliada do que como inimiga. Ela o provocou aproximando-se dele, sentindo o canivete apertando sua garganta.

- Eu não sei que droga você tomou antes de vir para cá, garota. Mas eu gostei. Ele riu.

Quando ele se transformou e atacou-a com rapidez, ela pela primeira vez se deu conta do que havia feito, mas não havia mais volta, ela sabia que ele não era Angel e que agora Angel definitivamente estava morto para sempre, porém algo lhe dizia que ela deveria tentar.

Podia sentir o sangue esvaindo de suas veias, as pálpebras pesadas e uma canseira que crescia em seu corpo causando-lhe sono. Aos poucos sentiu seus olhos fechando e tudo se tornou escuridão.

De repente sentiu-se estranha, como se tivesse desmaiado, estava desorientada.

Ainda estava deitada na cama nua e ao passar a mão em seu pescoço não havia mais nada nele. Olhou pela janela e viu que já havia escurecido, ela já devia estar transformada pois sentia-se diferente.

Foi até o banheiro de frente para o espelho apenas para constatar que não havia seu reflexo nele. Ela era imortal. Estava feito.

- Como você se sente? Angelus apareceu atrás dela satisfeito com o que via.

- Diferente. E com muita fome. Ela sorriu e seu rosto se transformou de repente.

A caçadora havia se tornado a caça.