Capítulo 2: Estátuas de Vidro
A Karen olhou para a Marie.
Karen: Que mal ela ter morrido... e numa ilha chamada Ilha da Morte...
A Anne estremeceu um pouco.
Anne: Fiquei toda arrepiada com o que disseste Karen...
Sara: O que fazemos agora?
Pit: Não há muito a fazer... pobre Marie... mas agora não podemos fazer nada. É melhor levarmos o corpo para o quarto dela.
O Pit, o Leon e a Marina pegaram no corpo da Marie e levaram-na para o seu quarto. Deitaram-na na cama e taparam o corpo com um lençol. Depois, regressaram à sala de estar.
Laura: Bom, é estranho que houvesse veneno no copo. Porque é que nesta casa haveria um copo com veneno?
Sabrina: Ninguém sabe responder a isso, Laura.
Laura: Está bem... mas pronto, é estranho.
A Helena sentou-se no sofá.
Helena: Estou cansada... isto da Marie ter morrido abalou-me muito.
Sara: Talvez fosse melhor irmos dormir. – sugeriu ela.
Peter: Sinceramente, não me apetece nada dormir.
Dean: Mas ficarmos aqui também não ajuda nada. - disse ele. - É péssimo a Marie ter morrido... mas não podemos fazer nada agora.
A Helena levantou-se.
Helena: Eu vou-me deitar. Não me parece que vá conseguir dormir mas pelo menos vou descansar.
A Helena saiu da sala e vários dos outros seguiram-na. Só ficaram na sala a Anne, a Marina e o Peter.
Anne: O que aconteceu foi mesmo inesperado...
Peter: Um horror. Coitada da Marie.
Marina: É melhor irmo-nos deitar como os outros.
Peter: Está bem. Vamos lá.
Eles subiram todos para os quartos. No seu quarto, a Laura olhou para um quadro que tinha o poema que a Karen já tinha visto antes. A Laura leu-o.
Laura (pensando): Que poema estranho... por coincidência a Marie morreu envenenada... bom, vou mas é deitar-me.
No seu quarto, a Anne olhou também para o poema mas ao chegar a meio do poema parou de ler.
Anne (pensando): Que poema horroroso. Só fala de mortes!
Pouco depois, a Anne foi deitar-se, mas não conseguia adormecer. Decidiu ir à cozinha beber um copo de leite. Ela desceu pela escada principal e passou pela sala de jantar. Quando ia para entrar na cozinha, deteve-se a olhar para a mesa com as estátuas de vidro.
Aproximou-se rapidamente. Nesse momento, apareceu o Peter.
Peter: Ah, estás a pé, Anne?
Anne: Não consegui dormir. – respondeu ela.
Peter: Pois, eu também não. Vim comer mais qualquer coisa. - disse ele. - O que foi?
Anne: As estátuas de vidro. Eu contei-as ao jantar. Eram catorze. E agora só estão aqui treze!
Peter: Tens a certeza que eram mesmo catorze?
Anne: Sim. Eu contei-as, como já disse. Eram catorze, como nós. Aliás, têm a nossa forma e agora estava a olhar para aqui e contei mentalmente e só aqui estão treze.
O Peter aproximou-se da mesa.
Anne: Falta aqui a estátua da Marie!
Peter: Se calhar levaram-na e deixaram-na no quarto dela. – disse ele, dando pouca importância ao assunto.
Anne: Será? Não me parece... bom, vamos lá à cozinha.
Eles foram até à cozinha. O Peter comeu uma sandes e a Anne bebeu o seu leite. Depois subiram juntos para o primeiro andar.
Anne: Tenho de tirar esta dúvida. - disse ela e foi ao quarto da Marie, com o Peter atrás dela.
Mas não viram a estátua em lado nenhum.
Anne: Como eu suspeitava. A estátua não foi trazida para aqui.
Peter: Também não interessa. É apenas uma estátua de vidro. Não vale nada, nem tem importância nenhuma.
Anne: Tens razão. Estou a exagerar. Mas é que com a morte da Marie... bem acho que me chocou muito.
Peter: Compreendo. - disse ele. - Mas é melhor irmos dormir. Se quiseres, podes ficar comigo no meu quarto.
A Anne sorriu-lhe.
Anne: É melhor não Peter. Não estou com cabeça para nada. Preciso mesmo de descansar.
Peter: Está bem.
Eles saíram do quarto da Marie e cada um foi para o seu quarto.
Meia hora depois, o Pit estava a mexer-se na sua cama. Ainda não tinha conseguido adormecer.
Pit (pensando): Mas que coisa que tinha de acontecer! Raios, pobre Marie! Agora que tinha recuperado a sua forma original... morre... não é justo. E não consigo dormir... talvez haja alguns comprimidos para dormir na casa de banho.
Ele levantou-se, saiu do quarto e dirigiu-se a uma das casas de banho. Não reparou que alguém o tinha visto sair do quarto. Ele procurou em duas casas de banho, mas não havia sinais de comprimidos para dormir. Quando voltou ao corredor, uma pessoa aproximou-se dele.
Pit: Também não consegues dormir?
Pessoa: Não. A morte da Marie não me sai da cabeça.
Pit: Compreendo. Tenho exactamente o mesmo problema. Estava à procura de uns comprimidos para dormir, mas não achei nenhuns.
Pessoa: Eu tenho uns. - disse a pessoa, tirando uns comprimidos do bolso. - Encontrei-os há pouco numa das casas de banho. Ia agora tomar um quando ouvi um barulho no corredor.
Pit: Ah, então dá-me um para eu dormir bem.
A pessoa deu um comprimido ao Pit e ele engoliu-o rapidamente.
Pit: Então vou dormir. Até amanhã.
Pessoa: Adeus.
O Pit voltou ao seu quarto e a pessoa voltou ao seu também. O que o Pit não sabia era que o comprimido continha veneno e quando se deitou e adormeceu, não sabia que na manhã seguinte não iria acordar.
"Treze pessoas em pânico, sem saber o que fazer;
Uma adormece para sempre e restam doze."
Na manhã seguinte, a Anne e a Helena levantaram-se cedo. Primeiro, não tinham dormido bem e segundo, tinham de preparar o pequeno-almoço para os outros.
Pouco depois as pessoas começaram a descer para tomar o pequeno-almoço. A Anne levou um prato com pão e outro com ovos mexidos para a sala de jantar e depois de pousar os pratos na mesa, arregalou os olhos.
Foi rapidamente até à mesa com as estátuas.
Anne: Não pode ser...
O Rick, o Josh, a Marina e a Sabrina, que estavam já na sala de jantar, viraram-se para ela.
Marina: O que foi?
Anne: As estátuas... só aqui estão doze. – disse ela, incrédula.
Rick: E daí?
Anne: Elas eram catorze, representando com um de nós! Ontem à noite contei treze. A estátua da Marie desapareceu. E hoje só aqui estão doze!
Sabrina: Isso é estranho... – disse ela, aproximando-se para ver bem as estátuas.
Rick: Bem, que estátua falta?
A Anne e a Sabrina examinaram as estátuas.
Anne: Falta a estátua do Periquito... quer dizer, do Pit. - disse ela.
Sabrina: Sim. A estátua do Pit não está aqui. E como a Anne disse, a estátua da Marie também não.
Marina: Não há-de ser nada. Esquece isso.
A Anne abanou a cabeça e voltou à cozinha. Algum tempo depois, todos tinham descido com a excepção do Pit.
Sara: O Pit está a demorar muito para descer.
Laura: Deve ter o sono pesado.
Karen: Não sei como é que ele consegue dormir bem durante tanto tempo. Eu mexi-me a noite toda. - disse ela. - Quero sair desta ilha.
Josh: Bom, eu vou ao quarto do Pit chamá-lo para vir tomar o pequeno-almoço.
O Josh foi até ao hall, subiu as escadas e bateu à porta do quarto do Pit. Como ele não respondeu, o Josh abriu a porta.
Josh: Ó dorminhoco, está na hora de acordares. – disse ele, espreitando para dentro do quarto.
Mas o Pit nem se mexeu.
Josh: Vá lá, acorda. - disse ele, aproximando-se da cama. - Estão todos levantados, menos tu.
Mas o Pit não se mexeu.
Josh: Pit? Pit! - gritou ele, abanando o Pit, mas ele nem se mexeu. O Josh tomou-lhe o pulso. - Ele está morto...
O Josh desceu rapidamente até à sala de jantar.
Josh: Pessoal, aconteceu uma coisa terrível! O Pit está morto!
Todos ficaram a olhar para o Josh. Por segundos, o tempo pareceu parar.
Laura: T-tens a certeza?
Josh: Tenho.
Rick: Vamos lá ver então.
Todos foram até ao quarto do Pit. O Rick tomou-lhe o pulso.
Rick: É verdade, está morto... – disse ele, virando-se para os outros.
Sabrina: Olhem, está aqui uma caixa de comprimidos para dormir. - disse ela, pegando na caixa.
Sara: Será que ele tomou comprimidos a mais?
Karen: Pode ser...
Dean: Meu Deus... duas mortes desde que chegámos aqui... – disse ele, arrepiado.
Peter: Pelo menos, morreu a dormir. Não sofreu nada.
O Josh tapou o corpo do Pit com um lençol e todos abandonaram o quarto.
Laura: Proponho que esperemos um pouco para ver se alguém aparece aqui na ilha. Talvez tragam um barco grande para nos tirar daqui.
Mas eles esperaram... esperaram... depois do almoço, eles estavam fartos de esperar.
Anne: Não haverá maneira de sairmos daqui?
Leon: Não me parece. Por ar não conseguimos sair e por terra também não. Por mar dava, mas não temos um barco...
O grupo dispersou um pouco. O Josh foi até ao pico da ilha com a Marina.
Marina: Não consigo ver terra daqui.
Josh: Nem eu. Como suspeitava, a ilha é completamente isolada. - disse ele.
Marina: Então... não podemos sair daqui? – perguntou ela, começando a aperceber-se cada vez mais da situação complicada em que se encontravam todos eles.
Josh: Pelos vistos... não. Mas eu acredito que alguém vai aparecer para nos ajudar. Não te preocupes.
Eles voltaram à casa e disseram ao grupo que não tinham avistado terra.
Karen: Estamos feitos...
Helena: Enerva-me que não possamos fazer nada!
Leon: Temos de ter calma e esperar. – disse ele, tentando acalmar a Helena.
Helena: Até quando?
Leon: Não sei...
Durante o resto da tarde o grupo andou pela casa e a Marina e a Karen ainda foram dar uma pequena volta pela ilha, mas não encontraram nada de importante, nem nenhuma maneira de saírem de lá.
Às sete da tarde, a Helena e a Anne voltaram à cozinha.
Anne: O que fazemos para o jantar?
Helena: Não sei... nem me apetece nada cozinhar!
Anne: Nem a mim, mas temos de comer alguma coisa, não é?
Helena: Sim... eu sei, mas estou nervosa. - disse ela. - Bom, podemos fazer arroz de pato. Temos pato no congelador e arroz na dispensa.
Anne: Parece-me bem. Acho que os outros gostam todos de pato.
Helena: E se não gostarem, problema deles. Eu não criada deles para andar a fazer imensas comidas. Se não gostarem, que venham fazer a comida deles e pronto. Já muito fazemos nós em estarmos a cozinhar para eles todos, sem eles mexerem uma palha.
As duas começaram a fazer o jantar. Entretanto, a Anne foi ao frigorífico e surpreendeu-se.
Anne: Helena... lembras-te de haver aqui estas bolachas com chocolate? - perguntou ela tirando um prato de bolachas do frigorifico.
Helena: Não sei... que eu me lembre não. Mas também, quem é que foi pôr bolachas no frigorifico?!
Anne: Pois... devia ser alguém que não percebe muito de comida. – disse ela, pousando as bolachas numa mesa.
Helena: Deixa-as aí. Comemos as bolachas como sobremesa.
Anne: A Marie disse que não era bom comermos sobremesas alheias.
Helena: A Marie já não está aqui. E além disso nem sabemos de quem é a casa... enfim, isto é tudo muito misterioso e estamos nervosos. Precisamos de algo para nos adoçar a boca.
A Anne encolheu os ombros e continuaram a fazer o jantar.
No seu quarto, a Laura examinava mais uma vez o poema que estava emoldurado no quadro.
Laura (pensando): Catorze pessoas... duas morreram como dizem os primeiros versos... será coincidência? Que parvoíce! Claro que tem de ser coincidência. Mais ninguém vai morrer. Estamos a salvo nesta ilha. Ela não é uma fonte de perigo para nós.
No seu quarto, o Peter estava deitado na sua cama.
Peter (pensando): Duas mortes... realmente, esta ilha trouxe coisas estranhas... mas mesmo assim... continuo a gostar de aqui estar... se não fosse pelas duas mortes que ocorreram... diria que estou feliz aqui.
A Sara e o Dean estavam sentados na sala de estar. O Rick passou por eles e espreitou pela janela.
Rick: Já está a escurecer.
Sara: E passámos o dia todo nesta ilha. Não apareceu ninguém. Será que vamos conseguir sair daqui algum dia?
Dean: Claro que vamos! - disse ele, confiante. - E pelo que vimos temos comida por algum tempo, por isso não há problema.
Rick: As nossas famílias devem estar preocupadas connosco.
Sara: Pois é. Mas nem sequer podemos contactá-las.
O Leon desceu as escadas até ao hall de entrada. Olhou à sua volta e suspirou.
Leon (pensando): Esta ilha é demasiado misteriosa para o meu gosto.
Pouco depois, o jantar estava pronto. Todos se reuniram na sala de jantar enquanto a Helena e a Anne punham a comida na mesa.
Karen: Agora está a ficar frio. - disse ela, tremendo.
Josh: Podemos acender a lareira. - disse ele, olhando para a lareira que havia do outro lado da sala de jantar.
Era uma lareira grande, de bronze e tinha alguma madeira numa cesta. O Josh foi até lá, encontrou uns fósforos, deitou a madeira na lareira e acendeu-a. Deitou algum fumo, mas depois o fogo começou a crepitar.
Josh: Pronto, daqui a pouco já ficaremos mais quentes.
Eles sentaram-se e começaram a comer. Foram conversando pontualmente, mas com as mortes da Marie e do Pit a vontade de falarem tinha esmorecido.
Quando terminaram de comer, a Anne e a Helena levaram os pratos para a cozinha.
Laura: Estive a analisar um poema que há no meu quarto. - disse ela.
Karen: Ah, um poema que está emoldurado e fala de pessoas... a morrerem? Também tenho esse no meu.
Dean: Eu também.
Sabrina: E eu.
Todos tinham o poema no quarto.
Laura: Acho-o estranho.
Rick: Eu mal reparei nele.
Karen: O meu está guardado dentro do guarda-fato. Nem quero ter de olhar para aquilo! – disse ela, aborrecida. – O dono desta casa não tem gosto nenhum para quadros.
A Anne e a Helena voltaram com o prato de bolachas.
Helena: Bom, para sobremesa só temos mesmo estas bolachas com chocolate.
Marina: Só? Não havia mais nada?
Anne: Havia, mas não devemos estar a comer as coisas alheias. Umas bolachas com chocolate chegam muito bem.
Marina: Pronto. Suponho que é melhor que nada. - disse ela, pegando em duas bolachas.
O Rick, o Josh, a Sabrina e o Leon tiraram também algumas bolachas.
Karen: Eu não como dessas bolachas. Devem engordar imenso.
Marina: Melhor. Mais fica! - disse ela, dando uma trinca numa bolacha.
E depois, aconteceu tudo muito depressa. A Marina soltou um grito, agarrou-se à garganta, gemeu e depois desfaleceu sobre a mesa.
"Doze pessoas vão jantar perto da lareira de bronze;
Uma delas come demais e restam onze."
Os outros ficaram a olhar, atónitos, para o que tinha acontecido. A Laura foi a primeira a recuperar.
Laura: Marina! Estás bem?
Ela aproximou-se da Marina e levantou-a. A Marina tinha os olhos esbugalhados e os lábios estavam de um roxo forte. A Laura sentiu-lhe a pulsação.
Dean: Laura... ela está morta, não está? - perguntou ele, subitamente.
Laura: Está.
A Karen começou a gritar.
Karen: Mais uma morte! Mais uma morte! Meu Deus, vamos morrer todos!
A Karen levantou-se e começou a gritar ainda mais alto. A Sara aproximou-se dela e deu-lhe uma bofetada. A Karen calou-se.
Sara: Controla-te Karen.
Karen: D-desculpem... foi do choque. – disse ela, respirando fundo.
Rick: Mas como é que ela morreu? Ainda agora estava bem!
Laura: Eu não sei... só se...
Ela pegou na bolacha que a Marina tinha trincado. Tirou a parte de cima e viu que por cima do chocolate estava um pó roxo.
Laura: Foi isto... deve ser veneno. Estava no meio da bolacha.
Josh: S-será que todos as bolachas estão envenenadas? Eu comi uma. Mas não morri. Mas a Marina…
A Laura pegou nas outras bolachas e abriu-as. Mas mais nenhuma tinha veneno.
Laura: Só esta bolacha é que tinha veneno. - disse ela. - Não há dúvida que alguém pôs o veneno na bolacha.
Sabrina: É o terceiro envenenamento desde que chegámos aqui! - gritou ela.
Anne: E tem sido sempre por ingestão de veneno, na bebida, na comida e em comprimidos... sim, porque depois disto não há dúvida de que os comprimidos que o Pit tomou para dormir deviam conter veneno também!
Todos olharam para ela, surpreendidos, mas depois calaram-se. Fazia sentido.
Sara: Será que há várias coisas com veneno espalhadas pela casa?
Helena: Não sabemos, mas estas bolachas apareceram misteriosamente no frigorífico. Ontem não estavam lá. É como se alguém as tivesse lá posto com intenção de que nós as comêssemos... e agora a Marina está morta.
E então aconteceu. Pela primeira vez todos eles olharam para os outros de maneira diferente, com desconfiança no olhar.
Laura: Têm a certeza que as bolachas não estavam já no frigorífico ontem?
Anne: Eu tenho a certeza absoluta.
Helena: Eu não posso dizer com cem porcento de certeza, mas que eu me lembre, não.
Laura: Ok. A partir de agora vamos ter muito cuidado com tudo, mas tudo o que comemos. - disse ela.
Não foi preciso dizer duas vezes. Os outros acenaram afirmativamente.
Josh: É melhor levarmos o corpo da Marina para o quarto dela.
O Josh, o Rick e o Peter pegaram no corpo da Marina e levaram-no para o seu quarto. Depois taparam o corpo com um lençol.
Josh: Pobre Marina… não merecia isto.
Rick: Nem ela, nem os outros.
Josh: Mas quem pôs o veneno na bolacha, há-de pagar por isso.
Os três voltaram a descer para a sala de jantar.
Rick: Amanhã temos mesmo de ver se encontramos uma maneira de sair desta ilha.
Karen: Sim. Eu não quero ser a próxima a morrer!
Anne: Mais ninguém vai morrer, Karen. – disse ela, rispidamente.
Karen: Não podes ter a certeza disso, Anne. - disse ela. - A não ser que fosses tu que tivesses andado a pôr o veneno em todo o lado.
Anne: Eu? Mas que ideia, Karen! - gritou ela, furiosa.
Sara: Parem com isso! Não discutam!
Dean: Discutir não leva a nada, meninas.
Leon: Acho melhor irmo-nos deitar.
Os outros concordaram e cada um foi para o seu quarto.
A Anne deitou-se na sua cama e suspirou.
Anne (pensando): Pobre Marina... que horror! E a estúpida da Karen a acusar-me de andar a pôr veneno para matar os outros! Que absurdo. Se eu quisesse matar alguém tinha sido super fácil. Envenenava a comida de todos e pronto. Mas porque é que eu estou a pensar nisto? A estadia nesta ilha está a deixar-me paranóica.
Nesse momento, a Anne olhou para o quadro com o poema. Levantou-se e leu-o.
Anne (pensando): Mas... bate certo... hum... oh, lembrei-me de uma coisa!
Ela saiu do quarto rapidamente, desceu as escadas e entrou na sala de jantar. Aproximou-se da mesa com as estátuas.
Anne (pensando): Eu sabia! Falta aqui a estátua da Marina! Mas porque é que ela desapareceu? Terá sido por magia? Já não sei... é melhor eu ir dormir.
Ela subiu as escadas apressadamente e entrou no seu quarto.
Onze pessoas vivas estavam na casa. Uma delas era um assassino ou assassina. E meia hora depois, essa pessoa saiu para o corredor e escondeu-se nas sombras, à espera.
E é verdade, um deles é que é o assassino que anda a matar os outros. Qual deles terá envenenado a Marie, o Pit e a Marina? Ainda restam muito suspeitos. No próximo capítulo, mais algumas personagens vão desta para melhor. Não percam!
