2. Palavras Quentes

Qualquer palavra se torna quente aos ouvidos de quem precisa.

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A missão "Domino" foi provavelmente a missão que Dean se inteirou mais rápido. Dean lêra aquele arquivo como quem lê um John Steinbeck. E também abraçou Charlie quando chegou no escritório no dia seguinte, afinal; aguentar uma reunião com Bobby e Rufus não e para qualquer um.

- Como já dito anteriormente - Bobby falava na sala privativa para cerca de 12 agentes, Dean estava na ponta da mesa - A missão "Domino" está sendo planejada há mais de um ano. O nosso agente Foxx foi um homem chamado Jake Tess durante esse tempo, tentando conseguir a confiança dos Novak's vendendo drogas como metafetamina, Cocaína e LSD, tudo na desculpa de que ele seria o braço direito de um senhor das drogas de trabalhando para um homem chamado Elliot Mores.

- A alguns meses, uma parte da gangue tem expressado uma certa vontade de ter um contrato único de venda de drogas, um contrato de milhões de dólares para que Elliot Mores só vendesse sua mercadoria ao clã dos Novaks.

- Um contrato muito grande para só quererem um bom carregamento de narcóticos, porque os Novaks iriam querer isso? – Dean perguntou.

- Acreditamos que a uma guerra prestes a estourar entre os Novaks e os Campbells; a alguns meses eles tentam superar o caixa um do outro, ambos compravam de Elliot e agora ele vai estar bloqueado aos Campbells; ainda não sabemos o porquê ou quando vai acontecer, será seu trabalho nos dizer – Bobby olhava cuidadosamente para Dean – É uma operação muito arriscada por que a maioria das pistas foram entregues por um informante dos Campbells para nós; seja lá o que começou a guerra foi algo importante. Não podemos aceitar a perda de nenhuma informação ou de pessoal, entendeu?

Dean assenou com a cabeça.

- O Agente Turner apresentara as informações de que vai precisar.

Bobby se sentou na ponta da mesa e Rufus se levantou para assumir seu lugar. Ele ajeitou as fotos da apresentação que iria fazer através dos slides.

- Winchester, você irá encontrar com 5 dos mais importantes da Bravta;e você os chamara assim,Bravta origens russas muito respeitadas e rituais ainda muito cultuados. Ira os encontrar em uma parte abandonada do porto de NY; os Agentes Bradburry, Bass e Foxx te acompanharam, e estão cientes de seus papeis. – Rufus fitou tais agentes – Você será Elliot Mores, nascido em Oklahoma; herdou os negócios do seu falecido pai; Bradburry é seu braço direito; Carrie Heinlein, Fox é Jake Tess e Bass é Bram Legun.

- Vamos detonar esse negócio. – Charlie e Dean trocaram um highfive.

- Agora um pouco mais sobre a Bravta Novak – Rufus sempre chamava a atenção dos agentes como se fossem crianças – A Bravta é dividida em uma hierarquia muito marcante. O tipo da pirâmide Russa, o chefe com o maior pode; o Pakhan, que por gerações tem sido masculino. Porem, a quase seis meses, Chuck Novak morreu por ataque cardiovascular e deixou tudo para sua filha mais velha, Anna Novak. – Rufus mostrou a foto tirada de uma longa distância de uma mulher por volta de seus 30 anos – Um escândalo na época. Chuck tinha muitos filhos mais velhos, que morreram misteriosamente a alguns anos.

- O rumor é que uma noite, Novak surtou e matou sua esposa e seus três filhos mais velhos. – Charlie sussurrou a Dean, que ainda prestava atenção a explicação.

- O Pakhan e o Brigardier; Anna e Gabriel, possuem dois seguranças pessoais, os caso deles, irmãos gêmeos, Gadreel e Ezekiel Altovoski.O conselheiro, o Sovietnik, é

Josué Cadinov e o contador, Kassir; é três Torpedos,as assassinas; são Hael, Hannah e Purah.E seus protetores, seus Kryshas, são Uriel, Asariel e Kato. Dois homens de confiança da Pakhan são Balthazar e Zachariah; que apenas a diverte.

- Quem irá encontrar Elliot Mores no porto?

- Uriel, Asariel e Kato. São os protetores então devem se certificar sobre a seriedade do percurso. – Rufus suspirou. Tinha um olhar cansado. - O encontro será daqui a dois dias; estejam prontos.

Todos foram dispensados, se levantaram e lentamente se retiravam da sala. Charlie se levantou rapidamente e começou a juntar todas as suas coisas, e quando estava prestes a sair, Dean a alcançou.

- Rainha Moondoor, espere por mim. – Dean sempre a chamava assim quando queria alguma coisa. Charlie sorriu para ele.

- O que você quer, Lord de Moondoor? – Os dois amigos conversavam enquanto caminhavam.

- Eu estava pensando; que adoro e aprecio o que quer que tenha feito por mim; mas – Agora haviam chegado a ala dos elevadores, que estava abarrotada de pessoas esperando os próximos elevadores – Mas, como conseguiu convencer o Bobby a deixar que eu fosse?

- Eu lembrei a ele que você é uns dois mais capacitados e disponíveis agentes – Ela encarou Dean - E também joguei meu melhor argumento; não havia como ele resistir a isso.

O quarto elevador se abriu e Charlie se dirigiu a ele, Dean logo atrás dela, buscando as últimas respostas. Porem, o elevador em que Charlie entrara estava com quase sua capacidade máxima; o que levou Dean a fazer a pergunta antes que as portas se fechassem.

- E qual seria o argumento?

- Que se isto estivesse acontecendo com ele; faria o mesmo que você fez.

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Os mais amados escondem os maiores segredos.

Bobby Singer tinha uma vida normal e metódica dês de que sua esposa morreu a alguns anos atrás. Até decidir começar um relacionamento serio com uma de sua conhecida (e a muito amada) juíza Ellen da morte de sua esposa, nenhum relacionamento havia durado mais que o que ele tem com era a responsável pelos maiores julgamentos de Washington; era forte e decidida, morava em um apartamento na parte sul. Era um mistério que nunca conseguira decifrar.

Afinal, ela havia sido casada; mas era viúva. Ela sempre dizia que teve três filhos, mas Bobby só conhecia a caçula, Jo. Segundo Ellen, seu filho Ash e seu marido Bill morreram ao mesmo tempo, e seu terceiro filho era "uma grande decepção amada"; que nunca aparecia. Então claro que quando Bobby foi a casa das Harvelle naquela noite, colocou seu melhor terno, ajeitou sua barba e comprou o melhor vinho que poderia pagar. Agora, parado em frente a porta do apartamento; se sentia nervoso, era a primeira vez que conheceria Jo um pouco de hesitação, tocou a campainha.

A porta foi aberta por Jo, que vestia roupas muito masculinas para o gosto de Ellen e que sempre torcia o nariz quando via não o odiava, ela já dissera várias vezes que o achava legal; porém quando Bobby a perguntava "Então qual é o problema? " Ela nunca respondia.

- Á,o cara chegou. – Ela parecia entediada.

- Olá Jo, boa noite – Ele a entregou a garrafa – É para o jantar.

- Boa noite, Casanova – Jo aceitou a garrafa e se dirigiu para dentro do apartamento; deixando o velho Bobby sozinho na porta.

As únicas diferenças entre mãe e filha Harvelle seriam as seguintes: a idade, a coloração capilar (Ellen era morena e Jo era loira) e a personalidade (Ellen era calma e bem, juíza e Jo era explosiva e bem, rebelde). Mas Bobby logo concluiu que isto era apenas parte do charme entrou no apartamento, fechando a porta as suas costas e se dirigindo a cozinha, onde Ellen tomava as últimas providencias para o jantar. A garrafa de vinho já estava no balcão da cozinha, colocada de maneira desleixada.

- Olá, Bobby – Ellen e Bobby trocaram um beijo casto, que logo foi seguido por oque parecia ser um UGHHHH de Jo, vindo da sala – Sabe, você deveria parar de tentar agradar tanto a Jo; ela é mal-educada como uma criança com ciúmes.

- Ela tem 25 anos e se está sendo desagradável por que tem um motivo melhor do que ciúmes da mãe dela; só preciso de mais tempo e ela vai se abrir comigo.

Uma expressão preocupada cobriu o rosto de Ellen, ela sabia que se Jo resolvesse soltar algo para Bobby, ele seria atingido por uma enorme bola de neve que vinha descendo o vale a anos; e que facilmente poderia mata-lo. Mas é claro que o cozido ficou pronto neste momento, levando Ellen a colocá-lo na mesa da sala de jantar e a chamar Jo para se sentar com o casal. Jo se sentou na parte esquerda da mesa, em frente ao purê de batatas e entre Bobby e Ellen.O vinho que Bobby trouxera foi servido por Ellen para todos, e Bobby foi o encarregado de dizer as preces da noite.

- Como vai o trabalho de vocês meninas? – Bobby quis ser se ocupou em arrumar o seu prato.

- A minha mãe está condenando pessoas; aí elas fogem e eu pego elas, as arrasto para cumprir suas sentenças e sou paga por isso. – Jo resumiu a profissão de ambas de uma forma banal, com um sorriso cínico – E como vai o seu trabalho? Cansado de comer donnuts o tempo todo?

- Jo!

- Está tudo bem Ellen – Bobby sorriu desconfortável – É só uma brincadeira; mas não Jo, não como donnuts o tempo todo – Ele agora se servia do assado de carne – Estou trabalhando em um caso muito importante.

- Sobre o que?

- Jo, o Bobby está trabalhando em um caso em que ele tem que pegar os bandidos, como em todos os outros. – Ellen deixou claro que o assunto do trabalho de qualquer um ali era proibido; deixou isso claro com apenas um olhar cortante na direção de Bobby e Jo.

E por mais tortuosas duas horas, Bobby e Ellen aproveitaram um jantar que teria sido perfeito, se não contasse com a presença de Jo. De algum jeito, ela sempre conseguia deixar todos desconfortáveis e o assunto acabava. Chegaram a um ponto onde Bobby; educadamente se levantou, se despediu e se retirou do apartamento. Claro que ele e Ellen trocaram um beijo na porta do apartamento, e claro que Ellen convidou Bobby para passar a noite com ela, mas ele recusou a oferta.

E quando a porta se fechou,Ellen sentiu o olhar de Jo a fitar pelas costas.

- Jo, o que você está tentando fazer? – A voz de Ellen parecia exasperada – Está tentando estragar tudo o que estou construindo com ele?

- Seja lá o que estão construindo; está se formando em cima de mentiras – A voz de Jo era alta e inconsequente – Você sempre se proclamou a justa, mas não conta a verdade para seu parceiro.

- É Jo, talvez eu não esteja sendo justa, mas é por uma boa causa. Um motivo que você não parece entender.

- Ele é diretor do FBI – Ellen tentou não gritar – Você nesta birra de criança, pensou no que ele faria se soubesse de tudo?

Jo olhou para sua mãe com lagrimas nos olhos; ambas tinham a respiração pesada, se fitavam com um reconhecimento mutuo pela primeira vez em certo tempo.

- Ele caçaria o meu irmão. – Jo sussurrou.

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7 de Março,04:00pm

Casa Winchester;Washington,D.C

Sappy tinha 10 anos de idade, seu pelo estava ralo e amarelo-doentio; ele dormia em sua casinha, perto da máquina de lavar; sua respiração era difícil e sua barriga estava inchada. E mesmo assim, Dean o olhava como no dia em que ganhou o filhote de Golden Retriver de presente do seu avô, na noite de natal de 10 anos atrás. O nome Sappy veio do fato de que ele parecia ser um cachorro muito amável.

Dizer que o veterano Henry Winchester odiou a missão que Dean atenderia era dizer a mais pura verdade. Os dois haviam tido uma enorme briga, o suficiente para Dean dormir com a consciência pesada e Henry não deixar seu quarto por dois dias. Dean ainda deixava comida na porta do quarto de Henry nesses dias. As 4h da manha, ele se encontrava pronto, mala na mão e alcançando a maçaneta.

- Apesar de tudo; achei que você iria se despedir. – Henry surpreendeu Dean, por estar em seus pijamas, descendo as escadas antigas, se aproximando dele e o abraçando.

Abraços dentro daquela casa eram tão raros quanto um dia de folga, e este com certeza abalou Dean.

- Para alguém que estava gritando a alguns dias, você está sendo estranhamente afetuoso. – Dean disse – Qual a razão do abraço?

- Eu me lembrei que só tenho você – Henry o soltou e fitou Dean – E queria te falar que; apesar de não apoiar esta missão, por todos os meus motivos – Ele apertava o braço de Dean – Você é minha família, entendeu? Va lá, faça seu melhor e volte para casa.

Henry abraçou Dean novamente, ele era seu neto; seu amigo e seu orgulho. Deixa-lo ir era sempre um golpe forte em seu coração. Eles finalmente se separaram, Dean pegou sua mala e os dois saíram pela porta da frente, aonde esperaram a carona de Dean chegar. Era comum que eles passassem bastante tempo em silencio, aproveitando a companhia um do outro. Um carro negro estacionou em frente à casa; a carona mencionada antes.

- Antes que eu me esqueça; chamei a enfermeira Moore de novo, ela vai chegar essa manhã e cuidar dos seus remédios. Ela também vai levar você e o Sappy para uma caminhada, e já deixei o salário dela pago. Só tome cuidadoso?

-Já sabia disso, não é do seu feitio viajar sem contratar uma baba para me vigiar – Henry tinha um tom brincalhão. Trocaram um último adeus, Dean deixando um "Tome cuidado, velhinho" e desaparecendo dentro do carro preto.

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A missão foi iniciada oficialmente na viagem de avião que levou os quatro agentes principais a NYC. Dean se divertiu ao saber que Charlie para teria que "dar uma de mulherzinha" em seu personagem de Carrie Heinlein; o que a fez odiar as roupas, saltos e penteado. Bass e Fox tinham estilos diferentes, Bass parecia um técnico de informática sujo e Fox vestia roupas casuais de marcas caras, o que mostrava que seu personagem tinha dinheiro e não usava. Dean, por sua vez, cortou seu cabelo curto atrás e levemente levantado na frente, ganhou uma bala inteira cheia de ternos Armani, sapatos italianos e relógios suíços. Tais agentes deixaram suas roupas normais e mundanas na posse do FBI.

Já na grande cidade, se encontraram em uma mansão no campo, a meia hora dos portos abandonados perto do Rio Hudson. A mansão seria o QG de Elliot, Dean considerava considerava esse nome tão engraçado como Carrie, Jake e Bram, mas era para o bem da operação. O encontro no porto seria as 16h e eles gastaram as horas restantes se preparando, lendo e esperando o momento certo. A casa era equipada com um time de seguranças e até mesmo os cozinheiros eram treinados e prontos para o combate. Quando o time principal rumou ao porto, Dean se sentia ansioso; afinal, era sua única chance.

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7 de março,13:45

Casa Winchester; Washington, D.C

- O senhor deveria alertar o veterinário do Sappy – Jessica, a enfermeira se preparava para deixar a casa, ajeitando sua bolsa de remédios – Ele está alcançando uma idade delicada.

- Eu estou em uma idade delicada, e nem por isso estou em alerta total – Henry sempre a acompanhava até a porta. Jessica Moore era uma ótima mulher, que tinha confiança e o carinho dos Winchesters, cuidava de Henry e Sappy sempre que Dean estava em um de seus trabalhos. Ela também era orgulhosamente a mãe solteira de uma linda menininha; a quem Henry sempre se disponibilizava a olhar.

Quando saíram da entrada da casa, Jessica apontou para a rua da casa, que agora possuía uma limusine branca e imponente, com seus vidros negros os fitando.

- É apenas um dos meus antigos companheiros; alguns tiveram mais sorte que eu – Henry assegurou Jessica, que montou em sua simples bicicleta e deixou a casa. O olhar de Henry; e de quem estivesse, a acompanhou até que ela saísse de vista.

Ele então voltou para dentro da casa, andou vagarosamente e calmamente até sua sala, quando escutou a porta da frente abrir e se fechar; e um salto alto andar sobre o piso da casa.

- Eu achava que nunca entraria nesta casa de novo – Uma voz calma, feminina e envelhecida se fez presente na casa – Também achava que nunca seria convidada a pisar aqui de novo.

- Não se ache tão importante para ser convidada – Henry se virou e encarou a mulher que lhe falava – Você deve ter uma ideia do por que você foi chamada aqui.

A mulher loira, linda em sua meia idade e vestida com as marcas mais caras encarou Henry com um sorriso quase maldoso. Um sorriso Campbell.

- Fazemos tudo pela família, não é? – Ela disse.

- Sim, Deanna; fazemos de tudo pela família.

"Palavras quentes enganam o coração dos tolos e entristecem os sábios"

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Hey everyone! Segundo capitulo aqui, e dessa vez espero estar melhor.

A culpa de qualquer erro de gramatica é da minha amiga-beta que leu a historia primeiro rsrsrs.

Comente, critique, leia; tudo é bem vindo!

bjus,

H.F .Barrie