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Retratações: Fic sem fins lucrativos. Não me pertencem MESMO nem tenho interesse em comprar seus direitos pelo E-bay o.o São animes... Que eu faria com animes? ¬¬ Se fossem de carne e osso aí a história seria outra uu/


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Desafio Gundam Wing 2010 – Amores Possíveis

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Fanfic: Retrato Falso

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Gênero: Universo Alternativo, Lemon, Yaoi, Romance

Casais: 3x4x3, 2x5x2 e menção a 6x1

Censura: M; +18

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Observação/Avisos: Não sei. Alguém pode realmente achar estranha a forma que escrevo, mas não gosto de padrões. Sou escritora de Universo Alternativo, gosto muito de situações rotineiras. Não costumo criar vilões ou mocinhos porque me baseio na vida e no cotidiano para escrever e, sinceramente, não acredito em vilões de capa e risada maligna.

Acredito piamente que a maior beleza está nas coisas pequenas. O cotidiano me encanta. Sentimentos naturais como amor e amizade, valorização do que se tem de mais belo.

Ao ler essa fic não espere um "Romance arrebatador", muito menos "melosidade". Não é um folhetim e a coisa que mais odeio em fanfics é essa similaridade que muitas vezes encontramos com folhetins melosos tipo "Júlia e o Amor do sultão". Sou brasileira, não mexicana para adorar fics estilo "Maria do bairro" em que o mocinho sofre até o final, antes de ter seu "feliz para sempre."

Talvez esse "Feliz para sempre" nem mesmo exista. Não acredito nisso. Sou objetiva, acredito no "Felizes agora, felizes amanhã, felizes enquanto durar". Ou como diria Vinicius de Moraes:

"...Que não seja imortal, posto que é chama.

Mas que seja infinito enquanto dure."

Soneto de fidelidade (Trecho)

Enfim... Acho que devo agradecer aos deuses por que as notas não serão contadas no total de paginas/palavras. Afinal, sou meio prolixa, huh? Só espero conseguir terminar antes de 40 paginas [/rola

Outra coisa. Sou adepta de palavras simples. Qualquer palavra mais complicada que venha a TALVEZ estar presente na história, terá uma nota no final sobre ela. Como disse: Acredito que a beleza está nas coisas simples.

PS: Não se esqueçam, é AU, Alternative Universe. A fic não se passa nem no tempo nem da realidade dos pilotos Gundam. Sou escritora de AU, odeio escrever Canon. [bjusmlig]

Espero que gostem.

Boa Leitura...

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Capítulo 02 – Wonderwall

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"A Semiótica (do grego semeiotiké ou "a arte dos sinais") é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Como um signo é composto de dois planos complementares - a saber, a "forma" (ou "significante") e o "conteúdo" (ou "significado") - logo a semiótica é uma ciência dupla que busca relacionar a sintaxe (relativa à "forma) à semântica (relativa ao "conteúdo"). Ocupa-se do estudo do processo de significação ou representação, na natureza e na cultura, do conceito ou da idéia. Mais abrangente que a lingüística, a qual se restringe ao estudo dos signos lingüísticos, ou seja, do sistema sígnico da linguagem verbal, esta ciência tem por objeto qualquer sistema sígnico - Artes visuais, Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião, Ciência, etc.

A semiótica é um saber muito antigo, que estuda os modos como o homem significa o que o rodeia.'"

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Seus olhos já estavam pesados diante da explicação absurdamente maçante de seu professor.

Já haviam tido introdução à semiologia em outras disciplinas. A verdade era que, no primeiro semestre haviam tido uma aula inteira voltada para semiologia, ou semiótica, como qualquer um preferisse chamar. A forma lingüística com que as palavras demonstram os significados nos textos ou como as imagens direcionam o olhar e os pensamentos para uma determinada direção.

Não entendia porque aquele professor teimava em repassar uma matéria já conhecida e ainda mais, sem qualquer dinamismo naquilo.

O loirinho suspirou pesadamente, encarando o notebook à sua frente. Notando que seu tweetdeck abria um pop-up com uma nova menção para si. Logo riu baixinho ao voltar seu olhar para o amigo, do outro lado da grande sala de aula. Vendo-o encarar o notebook com seriedade.

"HeeroYui: QManWinner Aula chata. Será que ele não ouviu falar de "Oratória Dinâmica?" Vou morrer até o fim da aula x.x #FailLearn"

Reply To QManWinner Less than a minute via Tweetz"

Ele realmente tinha razão. Aquela aula iria matá-lo de tédio ainda. O amigo não tinha jeito mesmo. Acabou rindo ao pensar em como todos o achavam extremamente certinho e controlado. Um exemplo para todos, sempre, mas sem saber o que se escondia por trás da mascara de moço exemplar.

Notou um olhar discreto dele para si, como se esperasse sua resposta e, por isso, discretamente, digitou como se anotasse a explicação tediosa daquela matéria.

"HeeroYui #FailLearn rly hehe. Preciso muito sair daqui antes que morra de TÉDIO ou me jogue da janela #SuicideFeelings"

Não esperou muito até que uma nova mensagem aparecesse, direcionada a si.

"QmanWinner Não se mata Qzinho… Mata o professor... Melhor 8D #KillerFeelings

Reply To QManWinner Less than 5 secconds via Tweetz"

E foi preciso alguma força de vontade para que o garoto não risse, chamando a atenção do professor. Lançando um olhar de canto de olho para a múmia que lecionava. Notando que ele ainda anotava algumas coisas na enorme lousa.

"HeeroYui Quem te vê todo certinho e sério não acreditaria que você me chama de "Qzinho" #LOLs"

Enviando a mensagem e minimizando o programa. Voltando a encarar o editor de texto conforme o professor se aproximava, olhando para cada um com aquela expressão mumificada, antes de voltar para frente dizendo:

— E a utilização dos SÍGNOS (1) em todas as formas de comunicação...

"QManWinner Será que ele consegue gritar "Signos" mais forte? Não ouviram na china ainda #HeilSignos

Reply To QManWinner Less than 10 secconds via Tweetz"

O loirinho apenas sorriu, contendo perfeitamente sua gargalhada interna enquanto lançava um olhar de esguelha para Heero, do outro lado da sala. Notando o, quase imperceptível, sorriso dele.

"HeeroYui Se contenha, por favor... Pretendo não ser expulso da aula desse CHATO"

E enviou rapidamente, voltando a fingir que prestava atenção na aula.

— Historicamente, o primeiro a citar a semiologia foi Charles Sanders Peirce...

"QManWinner aposto minha bunda que essa merda vai cair na prova... E que vou me dar mal =.=/

Reply To QManWinner Less than 5 secconds via Tweetz"

Quatre suspirou, meneando a cabeça e inspirando profundamente. Muito mal cair na risada no meio da aula. Pior... Uma aula chata pra porra.

"HeeroYui Você sempre diz que vai se dar mal. Começo a pensar que faz isso só pra perder a aposta e eu comer sua bunda ;)"

E logo vinha a resposta.

"QManWinner Droga, desmascararam meu plano maligno xDDD #BigFail

Reply To QManWinner Less than 20 secconds via Tweetz

QManWinner Se liga ai Qman (2), a aula vai acabar em cinco minutos… #Oremos

Reply To QManWinner Less than 15 secconds via Tweetz"

E logo o jovem estudante olhava para frente. Notando o professor estender a lista de chamadas para que os alunos começassem a assinar suas presenças. Finalmente a tortura estava acabando.

— Assim podemos concluir que a utilização de signos iconográficos é essencial para a comunicação comercial, mas, além disso, a curiosidade e a criação de grandes ícones são as melhores ferramentas para a publicidade e a propaganda. Um exemplo disto é o Twitter, que eu sei que muitos de vocês deviam estar usando enquanto explicava a matéria. — E houve um certo incômodo entre os alunos, como se fossem crianças, pegas trapaceando na prova. — Não se preocupem, não mordo, mas pensem em como poderiam utilizar essa ferramenta para alcançar as massas. Um ícone da comunicação, bem direcionado, pode alcançar um grande público e... — O som estridente da campainha fez com que todos os mais de quarenta alunos fechassem seus notebooks e um grande burburinho começasse. — Estão dispensados. Quero uma resenha sobre a importância iconográfica dos meios de comunicação rápida para a próxima aula.

E logo um som de desgosto era ouvido por toda a sala enquanto os alunos se levantavam, juntando-se aos seus grupos. Algumas pessoas sentando-se sobre as carteiras (3) enquanto conversavam sobre a aula, a matéria, os livros que teriam que ler.

Quatre ainda recolhia seus blocos de anotação e pequenas cadernetas quando ergueu o rosto, vendo Heero parado ao seu lado com aquele típico ar de superioridade. O sorriso contido nos lábios pequenos do amigo japonês, além daquele olhar cínico.

— Qman com sono, olheiras e humor ácido? A noitada foi boa. — Heero falou rindo. A voz levemente nasalada e característica fazendo o garoto sorrir largo.

— Sou um garoto puro e inocente, rapá! Me respeita. — Quatre respondeu finalmente fechando a mochila e colocando-a nas costas. Passando as mãos pelos cabelos loiros. Jogando-os para trás com todo o charme que possuía. — Sou quase uma dama de tão puro e tímido. — Sorriu angelical.

— Desde quando? — O amigo riu descrente. Meneando a cabeça diante daquilo.

— Desde que você é alguém respeitável que irá se casar com a nobríssima Relena PeaceCraft. — Quatre riu caminhando pela sala, parando em uma rodinha de meninas para cumprimentá-las. — Karollyne, como vai? Megan, Suzie...

— Oi, Quatre... — Megan, uma das três respondeu sorrindo, era uma linda garota e da mesma forma que era linda e deslumbrante do alto de seus 1,72 cm de altura, pele clara, cabelos ruivos e olhos verdes, era completamente cega ao ponto de ser apaixonada por ele. — E então, gatinho? Quando vamos sair? Está me prometendo um encontro romântico desde o primeiro semestre. — Ela sorriu piscando para ele.

— Desculpe Megan, Heero é meio ciumento. — Brincou fazendo não somente as três rirem como ao amigo também.

— Partido assim a gente não encontra todos os dias, Megan. — O oriental brincou, piscando para ela de forma levemente afeminada, fazendo as garotas rirem mais uma vez. — Tenho que cuidar do meu amante, já que a "Matriz" me deixa solto por ai. — Gracejou ainda mais.

— Deixe só a Relena ouvir você falando isso Heero. — A ruiva disse grudando no braço do oriental e do árabe. Pendurando-se neles antes de dizer. — Vai acabar ficando viúva antes do casamento.

E todos riram diante daquela brincadeira. Heero logo se desvencilhando do braço dela e puxando Quatre consigo de forma completamente impaciente.

— Desculpe, meninas, mas preciso aproveitar meu amante antes de encontrar a Relena. — Disse jocoso tirando-os dali e deixando-as aos burburinhos.

Logo os dois estudantes caminhavam pelos corredores da grande Universidade de Columbia, indo em direção a biblioteca. Ainda tinham coisas demais para preparar e uma tese para defender em conjunto.

O caminho pelo prédio era tranqüilo. Muitos alunos cruzavam seus caminhos. Tantos quanto podia notar comentavam sobre o excepcional aluno japonês e seu amigo o sempre doce e tímido loirinho.

Quatre não se incomodava com a fama que tinha de intocável ou de tímido, mesmo que não fosse [e quanto a isso, Trowa poderia comprovar com mérito pleno, por ter apreciado todo aquele fogo]. Preferia que espalhassem pela faculdade que era travado à espalharem que era gay, mesmo que não se envergonhasse em nada de sua sexualidade, apenas não queria ser vitima do preconceito em meio a um ambiente que seria obrigado a freqüentar por mais um ano e meio.

Quanto a Heero, o japonês se agradava da fama de fechado. Não precisava se justificar ou tentar agradar qualquer um que fosse. Bastava ignorá-los e pronto, logo diziam: "Não liga não, ele é japonês, não sabia que são todos assim?"

Então quer dizer que vocês transaram... — Heero riu, comentando em japonês.

Não apenas transamos, Heero, nós transamos muito bem. — O loiro interveio respondendo também em japonês, uma vez que havia morado na terra do sol nascente por quase toda a sua infância. Quando conhecera o amigo.

Certo... Vocês transaram MUITO, então você acordou e ele tinha deixado o café da manhã pronto pra você... Com bilhetinho "Apaixonadinho" e tudo? — O oriental riu da forma que pôde, enquanto subiam mais um lance de escadas. Não sabia como amar mais aquele idioma, já que ninguém a sua volta podia entendê-los e assim falava qualquer barbaridade sem perder sua fama de "Sério".

Sim, 'pô'. Eu to te falando. — Quatre respondeu sorrindo. — Adorável. Tenho que admitir que adorei. Estava sentindo falta de um pouco de carinho. — O loiro admitiu olhando seriamente ao oriental. — Mas deixando de falar de mim. Como andam as coisas no reino dos PeaceCraft? — Riu sabendo que o assunto do noivado [arranjado] dele com Relena PeaceCraft o deixava irritado.

A verdade é que apenas queria tirar o peso de toda aquela atenção dos próprios ombros e devolvê-la aos ombros do amigo. Ele e Relena sempre foram amigos, ela era filha dos sócios dos pais de ambos e, pela amizade maior dela com o oriental, os pais decidiram que os filhos se casariam quando adultos. Só não contavam com alguns detalhes.

Relena é um doce. — Heero respondeu entrando juntamente com o amigo na biblioteca. Passando a sussurrar em japonês, em vez de falar abertamente. Logo procurando uma das mesas mais afastadas daquele grande salão. Sentando-se de costas para a bibliotecária. — Eu realmente seria um homem de sorte por me casar com ela, caso ela fosse apaixonada por mim ou eu não fosse gay. — Riu baixinho. — Infelizmente não é o caso, além de que, ela irá anunciar seu casamento com um Europeu amanhã, na sua festa de vinte e dois anos. — Heero disse sorrindo enquanto deixava a mochila ali, seguindo o amigo para pegarem alguns livros. Servindo de apoio para a montanha de livros que o loiro pegava. — Nunca vi a Relena tão nervosa. Parece que o cara é muito mais velho que ela. Mas é um nobre ou algo assim de um país da Europa. Não sei se é Suíça, Suécia, Polônia... Gales...

Impressionante como pra você é tudo um do lado do outro, huh? — Riu.

— Ocidentais. Pra mim é quase todo mundo igual. — O oriental reclamou em inglês mesmo. Vendo o amigo rir daquilo. — Sério... — Voltou a sua língua materna. Notando que o amigo parecia satisfeito com a pilha gigante de livros que havia jogado NAS SUAS MÃOS para segurar. — Estou feliz por ela...

Mas ai o Heero-chan deixa de ter uma cara metade, alma gêmea, a outra metade da maçã, a tampa da sua panela, o chinelo velho para seu pé descalço...

Primeiro... "Chan (4)" é a puta que te pariu. — Disse vendo o amigo segurar o riso diante daquele breve descontrole mal-educado. — Segundo: Não é exatamente com a Relena que eu tenho dormido quase sempre que vou para a casa dos PeaceCraft... — Riu vendo Quatre olhá-lo espantado.

— Não... Você... — Começou alto e em inglês, mas logo viu o amigo fazer um sinal de silêncio, passando imediatamente para um japonês sussurrado. — Você e o Miliardo?

Ia fazer o que com a Relena? Tomar chá? Bordar o enxoval de casamento?

— Tudo bem, agora vamos voltar ao trabalho, porque eu ainda quero ver se encontro "alguém" na sala da monitoria...

— Lá vem o noivooooo — O oriental cantarolou baixinho, vendo o amigo contorcer o rosto antes de lhe bater com um volume de algum livro de semiologia. — Itaaaiiiii

— Baka wa desu...

.:. Desafio GW .:.

— Eu realmente ODEIO direito civil... — A voz de Duo fez com que Trowa e Wufei erguessem a cabeça de suas anotações e lhe olhassem reprovadores. — Qual'é? — O rapaz rodou os olhos, antes de observar tudo em volta naquela sala enorme e vazia. — Vou pegar essas drogas de anexos, levar até o cortador, e ver em quantas tiras sai.

Falou erguendo-se enquanto Trowa apenas apoiava o queixo na mão e o cotovelo na mesa. Pronto para o Showzinho.

Wufei tremia as sobrancelhas enquanto via o namorado NOVAMENTE agir com aquela infantilidade. Logo tomando uma caneta do estojo do amigo e jogando com força na testa de Duo que logo lhe olhou horrorizado.

— Senta essa bunda na cadeira e para de cena. — O chinês sibilou perigoso para ele. Vendo o bico imenso que Duo fazia.

— Mas Wufieeeee...

— Sem "Mas Wufieeee" nem "Qiing àirén (5)" que seu chinês meia boca não cola comigo Duo...

— Assim você me ofende Chang Wufei... Meia boca? Estou me esforçando tanto pra aprender seu idioma...

— Deveria se esforçar mais então... Assim como deveria levar nosso trabalho mais a sério "Chídùn" (5)... — Disse ranzinza, voltando seus olhos negros para o enorme processo que estudavam.

— Não entendi direito o que disse, mas suspeito que não foi nada agradável... — O moreno bufou contrariado. Voltando a se sentar e encarar aquele maldito processo.

E simplesmente, terminada aquela pequena briguinha de casal, Trowa começou a rir. Primeiro controlado, mas logo sua risada começava a se tornar mais alta até chegar às gargalhadas. Notando o olhar confuso de ambos para si.

— Des... Desculpa... — Trowa tentou se desculpar. Controlando o riso conforme podia. — É... HAHAHAHAHAHA é que... É que isso foi muito UHAUHUAHA Muito... Engraçado... — Falou por fim tampando a boca com as mãos para conter a risada alta. — Vocês... Vocês lembram meus pais... — Ria passando a mão pelo rosto. Meneando a cabeça. — O Wufie parece minha... Minha mãe mandando meu... HAHAHAHA meu pai parar de dançar no jardim e... UHAUHUAHUA... E... UHHUAUHUAHUHA... E vestir as calças... — E desatou a rir de vez, fazendo Wufei e Duo rirem juntos pela visão mental do señior Barton dançando pelado no meio das orquídeas da mãe de Trowa.

— PUTA MERDA TROWA... — Duo disse gargalhando tanto que precisou se deitar para trás. Puxando todo o ar que conseguia para dentro dos pulmões. — Eu poderia morrer sem imaginar o señior Augusto dançando pelado... — O moreno meneava a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos.

— Eu... HAHAHAHA Seu pai parou... Parou de tomar... HAHAHAHA os reme-médios? — Wufei perguntou, rindo tanto quanto os outros daquela bizarra imagem mental. Vendo o amigo menear um sim com a cabeça enquanto ria.

— Ela... HAHAHA ela coloca no UHAUHUAHUA No suco... No suco dele... — Trowa tentava se controlar, mas cada vez ria mais alto. — Quando... HAHAHA quando esquece... Fode de vez... — Disse dobrando-se sobre os papeis e enfiando a cara nos arquivos. — E sai gritando: Yo no necesito esa mierda. Yo soy un hombre saldavel y hermoso!

— Seu pai é maluco... — Wufei disse rindo ainda mais. — Como dona Mercedes agüenta...? — Ria.

— Amor... — O amigo disse finalmente controlando o riso. — Acho que isso faz agüentar os surtos de mi padre... — Ainda ria, meneando a cabeça...

— Pior que agora señior Augusto vai assombrar meus sonhos... — Duo disse rindo. Estendendo a mão sobre a mesa e tocando discretamente a mão do chinês. — Mas... Acho... Acho que entendi... — Ria meneando a cabeça. — Você me chamou de doido. — Riu.

— Mas você é amor. — Wufei disse rindo. — Ainda bem que as melhores pessoas do mundo são malucas, não concorda Trowa?

— Minha mãe que o diga... — Falou conseguindo parar de rir finalmente e encarando o relógio. — Certo guys... Não esqueçam as anotações para a revisão desse caso. Tenho que ir. Logo minha monitoria começa e tenho que garantir minhas horas de estágio. — Sorriu começando a guardar suas coisas. Recebendo um olhar cúmplice dos amigos.

— Boa sorte com seu "loirinho tímido" — Duo riu, mudando-se para uma cadeira mais próxima do amante.

— E lembra o que eu te disse... — Fei falou fazendo uma tesoura com as mãos. — Ou se arranja ou vai virar passivo pra sempre...

E o rapaz riu pegando a bolsa da mesa e colocando nos ombros antes de dizer:

— É por essas e outras que eu amo New York... Povo gentil e caloroso, Madre de Dios...

.:. Desafio GW .:.

Os risos ecoavam amenos pelo pequeno e aconchegante restaurante. Particularmente, Trowa adorava aquele lugar e havia adorado levar Quatre até lá.

A tarde havia sido gostosa, apesar de não terem se falado muito na faculdade. Não havia tempo, afinal, ambos trabalhavam com suas monitorias. A dúvida dos calouros lhes havia tomado tanto tempo que apenas uma ou outra palavra ou olhar mais longo havia resumido toda a conversa na faculdade. Além do pequeno bilhete deixado no bolso de Quatre com a pergunta: "Quer jantar comigo?" e lá estavam eles. Tomando suco e rindo enquanto conversavam amenidades.

— Então quer dizer que é muçulmano? — Trowa perguntou rindo. Apreciando os olhos azuis do loirinho.

— Mais ou menos, né? — Quatre respondeu sorrindo. — Acredito em paraíso, inferno, que Alá e Deus e Mohamed seu profeta. Sigo todas as leis sagradas do corão (6), ou quase todas... — Riu. — Mas sou gay, isso não é exatamente aceito pela religião. Mas se pregam que Alá é bondoso e ama seus filhos, por que me criaria gay apenas para que eu fosse enviado para o mármore eterno?

— Faz sentido... — O moreno disse também bebendo apenas suco, enquanto esperavam pelo jantar. — Assim como o Deus cristão. Se nos ama tanto por que teria prazer de nos mandar para o caldeirão? — Falou baixo e calmo. Vendo Quatre rir. — O que foi? — Riu junto.

— É que não consigo me acostumar com o jeito dos cristãos falarem... — Ria. — É tão estranho...

— Mais do que um árabe loiro de olhos azuis? — O rapaz perguntou sorrindo de maneira ferina, fazendo-o rir daquilo.

— Sou árabe apenas por parte de pai. Minha mãe é uma nobre dama inglesa. — Redargüiu. — Mas nada irá superar meu melhor amigo, um japonês de lindos olhos azuis. — Brincou inclinando-se suavemente para frente, quase como se o desafiasse a conseguir ser mais sensual que ele e ainda manter-se angelical. — Praticamente uma afronta a todos os conceitos genéticos existentes. — Falou arrancando risos do acompanhante. Vendo-o brincar com o copo de limonada.

— Mas então me diga. Se acredita no Deus da religião, mas não na religião de Deus, o que fará quando morrer e for para o paraíso se encontrar com suas "50 virgens"? — O advogado perguntou sorrindo de canto. Em um leve bico desafiador.

E naquele momento o jovem publicitário riu. Meneando a cabeça e lhe devolvendo o sorriso desafiador ao dizer:

— Ninguém falou especificamente que eram "Mulheres" virgens...

Touchet. — Brincou. — Costuma ser sempre tão ferino? Tipo "bateu levou?" — Trowa perguntou sorrindo.

— Não... — Respondeu pensativo. — Só quando mexem com "as minhas virgens"... — E riu, fazendo ao outro rir também. — E você? Falei tanto de mim, sabe até o nome de cada um dos filhos de cada uma das minhas MUITAS irmãs, e ainda não sei nada de você... — Falou erguendo a mão sobre a mesa e tocando suavemente o braço do outro. — Digo... Nada além do fato de que se chama "Trowa Barton", gosta de adoráveis e aconchegantes restaurantes espanhóis. Além de ser quente na cama.

— Com certeza melhor que 50 virgens. — Alfinetou rindo. — Ah... Não tem nada muito interessante pra falar de mim...

Começou, mas foi obrigado a parar com a chegada do garçom que trazia aos pedidos de ambos. Logo se afastando com a bandeja vazia e deixando a ambos diante dos pratos coloridos e de aroma forte. Típico da comida espanhola.

Era maravilhoso observá-lo. Quatre era lindo, definitivamente. Possuía aquela aura sensual, mas doce que, acompanhada de seu sorriso manso e aparência inocente, chegava a enganar a um desconhecido.

— Deve ter algo... — O loirinho incentivou. Forrando o guardanapo em seu colo e observando seu prato.

— Bem. Sou filho adotivo. — Confidenciou. — Trowa é o nome que meus pais adotivos me deram. Na verdade, meu nome era Triton Bloon (7). — Sorriu ameno, começando a comer. — Não sou rico... Na verdade, minha mãe é advogada. Ela quem me incentivou a seguir com o curso. Meu pai é escritor. Não tenho irmãos... Sou espanhol (8)... Luto boxe nas horas vagas. Como disse. Nada de muito interessante sobre mim.

E o sorriso do rapaz se alargava conforme Trowa dizia aquilo. De forma alguma parecia alguém sem nada interessante. Aliás, parecia extremamente interessante...

— Então seu espanhol é fluente? — Perguntou interessado. Notando o olhar desconfiado do moreno. — Acho uma língua muito sensual, sabia? — Aquela não era uma pergunta feita para ser respondida. Não acompanhada daquele olhar que dizia muito mais do que todas as indiretas e provocações daquela noite.

E a noite estava só começando...

.:. Desafio GW .:.

Os corpos se chocaram contra a parede daquele pequeno apartamento, derrubando o quadro próximo. O vidro trincando pelo impacto com o tapete. Um gemido rouco abandonou os lábios de Quatre enquanto tinha o pescoço atacado de forma ávida. Um risinho ofegante e levemente eufórico era ouvido. Divertido ao dizer:

— Seu quadro...

— Depois pago penitência por derrubar a virgem (9)... — O moreno disse puxando rapidamente a camisa do loirinho. Sentindo os dedos afoitos dele puxarem sua camiseta também. Os corpos se encontrando quentes. Pele com pele. Aquele calor que os enlouquecia.

— Acho... — Quatre disse beijando-o com sede daqueles lábios. Empurrando ao moreno para que invertessem as posições. Pressionando ao corpo de Trowa contra a parede enquanto os dedos apalpavam e as unhas arranhavam a pele morena enquanto mordia e chupava. — Acho... — Tentou falar de novo. Os dedos longos indo diretamente ao cós do jeans de Trowa. Brigando contra aquele maldito botão que não queria sair. — Que vamos arder no mármore... — Beijou novamente, finalmente conseguindo abrir a calça dele. — Por isso... — Riu divertido. Notando o ar quase perdido dele enquanto os dedos do menor invadiam sua roupa íntima. Segurando seu membro com alguma força. Notando os lábios do moreno se abrirem para buscar ar com urgência enquanto começava um ritmo lento, mesmo que forte, de masturbação.

— OHHHH Isso... — Trowa jogou a cabeça para trás. Sentindo-a bater na parede enquanto ele ria. — Quanta maldade... — Disse segurando as costas do loirinho. Correndo as mãos por elas até estarem sobre suas nádegas, puxando-o mais para junto e mordendo o pescoço.

— Maldade? — O loiro perguntou rindo. Mordendo ao lábio do outro. Ouvindo-o gemer.

— Você é um pecado...

— Haran? — Perguntou cínico. Apertando mais o sexo do outro. Aumentando o ritmo com que o manipulava, antes de diminuir o ritmo bruscamente.

— Qual... OHHH Qualquer... Coisa... Assim... — Foi tudo que conseguiu responder, e de forma débil, diante das provocações de Quatre. — Demônio com... ahhh carinha de...

— Anjo? — Perguntou rindo travesso. Terminando de empurrar o grosso jeans para baixo e livrando-o do aperto da roupa intima, sussurrou ao seu ouvido.

E antes que o rapaz balbuciasse qualquer coisa, seu fôlego se perdeu ao ver Quatre sumir de seu campo de visão. A cabeça logo se abaixava. Bem a tempo de vê-lo lamber os lábios. A língua do rapaz tocando apenas a ponta de seu membro. Fazendo-lhe ofegar diante daquilo. Logo vendo o membro desaparecer completamente entre os lábios dele.

— AHHHHHHHHHH! — Iria enlouquecer com aquilo. Céus aquela boca... — Qua... Quatre... — Chamou fechando os olhos e lançando novamente a cabeça para trás. Sentindo aos dedos dele, que brincavam com seus testículos. A sucção, os dentes... Quase enlouqueceu ao abrir novamente os olhos, apenas para vê-lo retirar seu membro da boca. Lambendo toda a extensão com cuidado, antes de voltar a lhe engolir por inteiro. A glande tocando na garganta dele.

Muito guloso.

Os dedos do moreno, que nem mesmo notara o momento em que havia se "agarrado" à parede, foram afoitos até os cabelos loiros, puxando-o para cima novamente. Abraçando aquele corpo esguio enquanto terminava de tirar as roupas.

E antes mesmo que Quatre notasse, ou anotasse a placa do que o havia atingido, já estava no chão. Agarrando-se a uma almofada que caíra de um sofá talvez. Completamente absorvido pelos lábios de Trowa que faziam questão de passear por toda a pele clara. Mordendo e marcando com volúpia.

Trowa já o estava livrando da calça que vestia, juntamente com a cueca. Jogando-os para trás com alguma força, sem nem mesmo notar que haviam batido em uma estatueta que sua mãe lhe dera. Mais um santo que caia... Literalmente.

Acabaria tendo que se penitenciar muito...

— Hummm Trowa... — Não conseguia pensar. Aquilo estava enlouquecendo a ele também, mas havia coisas das quais não abria mão. Precisava se lembrar... — Trowa... Ohhh... Diz hummm... Diz que você tem... — Perguntou com a voz extremamente necessitada. Quase implorando para que a resposta fosse sim.

— Camisinha? — O jovem advogado perguntou. Ouvindo-o gemer um sim fraco. — Sim... Na... — Parou por um momento, lambendo e mordendo ao mamilo do rapaz. Voltando a subir os beijos pelo dorso nu de Quatre. Ficando completamente sobre ele, os lábios extremamente próximos ao dizer. — Na minha calça... Vou pegar.

Disse se erguendo e indo até a calça. Começando a procurar em todos os bolsos até encontrar aquele pacotinho. Sorriu olhando em volta. Notando que Quatre apenas o acompanhava com o olhar. Sua rápida busca logo levou um sorriso aos seus lábios ao ver a mochila jogada em um canto da pequena sala. Correndo até ela para pegar outra coisa.

— Trowa? — Quatre perguntou curioso. Erguendo-se sobre os cotovelos antes de vê-lo se virar com um vidro de creme hidratante.

— Desculpa. Não tive tempo de comprar lubrificante... — Desculpou-se vendo o loiro sorrir. Meneando suavemente a cabeça.

— Vem logo... — Chamou-o com um dedo. Sorrindo de forma angelical abrindo mais as pernas para ele. — Quero você BEM fundo em mim Trowa... AGORA. — Exigiu imperativo. Vendo o sorriso do moreno se alargar e muito.

Não foi preciso falar mais nada. Logo o moreno estava novamente com o corpo colado ao de Quatre. Os beijos sedentos. As mãos unidas antes que, por fim, fossem um.

Entre gemidos e toques e aquele furacão de emoções e sensações tudo se embaralhava em suas mentes...

Uma nova noite... Uma nova transa e aquilo começava a ser bem mais que uma transa casual.

.:. Desafio GW .:.

O dia havia amanhecido vagaroso. O sol entrava pelas janelas do apartamento, revelando apenas um corpo claro jogado de qualquer jeito sobre o grosso carpete. Os cabelos claros esparramados, a silhueta levemente definida pelo lençol que o cobria.

Um suspiro escapou de seus pulmões, enquanto despertava lentamente. Os braços se esticando antes que abrisse os olhos de súbito. Se sentando sobre o chão. [Mesmo que imaginasse estar em sua cama, após um maravilhoso sonho.]

Seus olhos claros ainda demonstravam a confusão dos que despertam, mas logo conseguia ver a confusão que estava aquele cômodo. Metade das coisas que estavam nas mesas e estantes. [Para não dizer quase todas.] Agora estavam ajuntadas em um canto da sala. Não havia nem mesmo um bibelô inteiro naquela sala e aquilo seria trágico, se não fosse cômico.

Um som diferente fez com que Quatre se movesse. Olhando para trás e encontrando Trowa parado com uma bandeja de madeira nas mãos. O corpo vestido apenas com uma bermuda que o deixava ainda mais lindo.

Riu, meneando a cabeça ao vê-lo deixar a bandeja sobre uma cômoda e se aproximar. Ajoelhando-se ao seu lado para um – caloroso – beijo de bom dia. A mão direita no rosto dele, a esquerda enlaçando sua cintura. Trazendo-o para mais perto de si, até estar quase sobre seu colo, sentindo-o corresponder ao beijo de forma doce antes de se afastarem novamente.

— Por um momento achei que tinha acordado sozinho na minha cama novamente. Aí, vi que estávamos no SEU apartamento. — Quatre riu acariciando a bochecha de Trowa. — Fizemos um estrago imenso... — Sussurrou quase como se fosse um segredo.

E o moreno riu de volta. Acariciando aqueles cabelos loiros e olhando bem dentro de seus olhos azuis.

— Vou ter que rezar uns nove ou dez rosários de penitência pelo tanto de santos que derrubamos. — Riu. — Umas cinqüenta Ave Marias e outros cinqüenta Padres Nossos por termos quebrado as virgens e termos feito sexo na frente dos santos... — Riu, beijando-o novamente.

— Quatro vezes... Não se esqueça disso. — Quatre complementou, voltando a beijá-lo.

— Me lembre de ir à missa me confessar. — O moreno respondeu. Deitando ao loiro novamente naquele tapete. Ficando sobre ele. Prendendo os punhos delicados sobre sua cabeça antes de encará-lo bem de perto, sorrindo. — Trouxe café da manhã para nós, mas te olhando assim. Fiquei morto de vontade de pecar mais um pouco antes de comer...

— Que haran... — Quatre riu, beijando-o em seguida.

Aquele seria um bom dia. Definitivamente MUITO bom...

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Continua...

Notas da Autora:

1: Minha professora de Comunicação humana e semiologia falava assim... "Porque são através dos SÍGNOS que conseguimos nos comunicar. Os SÍGNOS fazem parte da comunicação, amém irmãos?" sempre que penso em semiologia, penso nela gritando SÍGNOS no meio da frase... Meio um "HEIL SÍGNOS" xDDD mas nada melhor que a de metodologia científica que, ao tentar falar em inglês, parecia mais um pastor alemão latindo xDDD Grande mestra e doutora Euzira [a rainha das trevas]

2: Q-Man é como a Paloma Ansuya chama o Quatre. Depois de ouvir tantas vezes, acabei memorizando [Tá que minha memória é fotográfica e memorizei na primeira vez] Ai na hora de criar o nome Twitter dele, logo Q-Man me voltou a mente.

3: Teve uma vez que coloquei "Carteiras" e ficaram me olhando com cara de "–Qzão?" Só pra explicar, pelo dicionário brasileiro: Carteiras podem ser Bancas/Escrivaninhas, Bolsas/Pastas. Cadernos/Cadernetas e Cédulas de identificação. No caso, acho que é auto-explicativo o motivo da nota.

4: Chan é diminutivo carinhoso japonês utilizado para meninas ou criancinhas [que se parecem muito com menininhas] até no Maximo 5 anos. Usado acima disso está errado. UÚ Chan é coisa de mulherzinha uú

5: Respectivamente: "Por favor amorzinho" e "Retardado"

6: O Alcorão tbm é chamado de "Corão"

7: Informação retirada daqui: w w w . pokebomba . com . br / protago . html

8: Em todos os lugares que procurei a nacionalidade estava: "Indefinida. Estima-se que seja latino." Então escolhi a espanhola porque eles são sexys pra carai

9: Gente. Eu não sou católica nem muçulmana. Sou judia, mas adoro mexer com qualquer tradição de qualquer religião 8D

Notinha especial: Eu coloquei as falas em japonês em itálico porque, colocar em japonês mesmo ninguém ia entender Chongas

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Notas finais:

Autora: Aeeeeee mais um capítulo pronto 8D

Heero: *No computador. TweetDeck da autora mostra nova menção* [Autora] Isso lá é capitulo? Acabou com minha fama de mau ç^ç Magoei...

Autora: Retardado =.= não estamos na aula ¬¬ Pode falar comigo *Dá um pesco-tapa*

Heero: Itaaaaiii Acha que eu não sei que você NÃO me ama? Eu sei muito bem que você ME DESPREZA TTooTT *sai correndo em círculos*

Autora: =.= essa não, crise agora não =.=/ *Estica o pé*

Heero: *Tropeça e cai* ITAAAAIIIIIIIII

Autora: ¬¬ Baka

Heero: MALIGNA!

Miliardo: Amorzinho *-*

Heero: Mili *-*

Autora: Bandigay ¬¬ *Olha para trás, os outros estão assistindo ao show da Cher* EU MEREÇO!