Disclaimer: The Hunger Games pertence à Suzanne Collins, eu apenas pego os seus personagens e brinco um pouco.
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Capitulo I
Lost and insecure
Perdido e inseguro
You found me, you found me
Você me achou, você me achou
Lying on the floor
Deitado no chão
Surrounded, surrounded
Cercado, cercado
Why'd you have to wait?
Por que você teve que esperar?
Where were you? Where were you?
Onde você estava? Onde você estava?
Just a little late
Só um pouco tarde
You found me, you found me
Você me achou, você me achou
You Found Me
The Fray
Eu pulei a cerca o mais silenciosamente possível. Geralmente, esse não era o caminho que eu costumava usar, mas hoje eu estava tentando evitar Gale e eu sabia que ele estaria me esperando no caminho de sempre.
Nós tivemos uma discussão hoje, eu odeio quando isso acontece por que Gale é a única pessoa com quem eu posso realmente contar. Minha mãe parece estar melhor, voltou a dar atenção a Prim, mas mesmo assim eu não confio nela. Não posso deixar o meu futuro e o da minha irmã nas mãos de uma pessoa que não pode cuidar nem de si mesma quando as coisas ficaram difíceis demais. E eu sei que por mais difícil que seja uma situação, Gale nunca vai me abandonar, mesmo ele sendo um tremenda cabeça dura.
O motivo da briga foi bobo, mas conseguiu me tirar do sério. Amanhã chega os suplementos fornecidos pela Capital ao Distrito vencedor, e por mais surpreendente que seja esse Distrito é o nosso. Eu e Gale sempre dividimos a comida que conseguimos, e decidimos fazer o mesmo com a comida que nos será dada. O problema é que ele não aceitou quando eu quis dar um pouco a mais de comida pra família dele - mesmo ela sendo maior que a minha -, ele diz que temos que dividir igualmente, mas eu gosto da idéia de ajudar a sua família, por que sei que quando eu precisar de alguém que cuide da Prim sua mãe será essa pessoa.
Nos nunca tivemos que lidar com comida extra antes, já que nosso Distrito só foi campeão nos Jogos a muito tempo atrás, e acho que por isso a dificuldade em lidar com isso.
Eu terminei da pular a cerca e olhei para saber se alguém havia me visto. Não havia ninguém, e foi exatamente por esse motivo que eu decidi voltar por aqui.
Eu estava na Vila dos Campeões, que mesmo com a adição recente do novo campeão, era o lugar mais vazio de todo o Distrito 12, o que me dava à chance de não se vista por ninguém - alem de uma longa caminhada até chegar em casa. Aqui só viviam duas pessoas: Haymitch, o nosso antigo e bêbado campeão. E Peeta Mellark, o mais novo ganhador dos Jogos Vorazes.
Fui andando atrás das grandes casas vazias, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Mesmo que as chances de eu ser vistas fossem quase nulas, eu sempre tentava ter o maximo de cuidado possível, porque por mais que os pacificadores do nosso Distrito não fossem muito rigorosos, eles ainda trabalhavam diretamente para a Capital.
Estava quase saindo da Vila, já havia passado pela casa do Haymitch, e não foi uma surpresa encontrar as luzes apagadas. Agora eu estava próxima a de Peeta Mellark, eu esperava sinceramente que ele não estivesse lá, o que na verdade era muito provável já que ele passava a maior parte do tempo na Capital. Diziam que ele tinha casos que as mulheres de la.
Passando por sua casa, quase soltei um suspiro quando constatei que as luzes estavam apagadas.
Não é que eu não gostasse dele, nos não convivíamos o bastante para eu saber como ele era, pois mesmo antes de vencer os Jogos, Peeta já tinha uma vida diferente da minha. Sendo filho do padeiro, ele nunca precisou passar fome, como eu. Mas o real motivo para eu querer evitá-lo era por que eu tinha uma espécie de divida com ele.
Já estava passando pelos portões quando ouvi os gritos. Eu paralisei, esperando que alguém aparecesse, então percebi que ele vinha das casas, e corri naquela direção.
Eu sabia que deveria ir embora, mas aqueles gritos gelaram meu corpo. Parecia que a pessoa estava sendo torturado.
Quando cheguei ofegante ao lugar percebi que a fonte dos sons era a casa de Peeta. Levei alguns segundos pensando se devia ou não entrar, havia duas janelas abertas, uma estava mais próxima de mim então escalei até ela. Escalar não era difícil, eu já estava acostumada com isso, por isso entrei rapidamente na casa. Eu estava em um cômodo que parecia uma espécie de escritório, os gritos estavam vindo de outro lugar.
Fui em direção a eles, a casa estava escura e eu tentei ser silenciosa, com medo de outras pessoas estarem aqui. Cheguei à origem dos gritos, a porta estava fechada, a empurrei com cuidado, sem fazer barulho. Meus olhos demoraram a se acostumar com a luminosidade do quarto - ou a falta dela -, a única fonte de luz era uma janela aberta e percebi que tinha entrado pela errada. Olhei todo o cômodo, mas não havia ninguém. Os gritos continuavam, mais angustiantes agora que eu estava próxima, e quando eu percebi de onde eles vinham senti todo o meu corpo congelar e a cor se esvair do meu rosto.
No centro do quarto, Peeta Mellark estava deitado na cama, se contorcendo e gritando.
Depois do choque inicial eu corri em direção a ele, parando ao seu lado na cama, eu a escalei. Não sabia ao certo como o acordar então tentei falar com ele.
''Peeta... '' Eu segurei em seu ombro o balançando um pouco. O contato aparentemente só piorou, pois ele gritou mais alto e se debateu violentamente.
Desesperada, eu me lancei sobre ele. Com a força do meu corpo o prendi a cama, evitando que ele se machucasse. Os gritos aumentaram e eu fiz com que minha voz se sobressaltasse a eles.
''Peeta! Acorde! Peeta!'' Ele demorou, mas pouco a pouco seus gritos foram diminuindo - e assim eu fiz com a minha voz -, até que viraram soluços. Seu corpo não se debatia mais, e sim se agarrava a mim.
Eu não sabia o que fazer com alguém nesse estado, Prim era muito melhor nisso do que eu, então tentei imitá-la.
Gentilmente, o sentei na cama, seu corpo ainda grudado ao meu. Sua cabeça estava em meu pescoço e eu sentia suas lagrimas o molhando. Minha mão correu livre por seu cabelo, tentei ignorar o quão macio eles eram, e me concentrei em acalmá-lo.
Nós ficamos assim por não sei quanto tempo. Eu nem percebi que tinha começado a cantar, mas isso pareceu o ajudar, então continuei, cantando baixinho uma musica que meu pai havia me ensinado antes de morrer.
Quando ele estava totalmente sobre controle, se separou de mim. Limpando as lagrimas de seu rosto, e me encarando. Eu não sabia o que fazer. A ultima coisa que eu imaginei que iria me acontecer hoje era encontrar Peeta Mellark, ainda mais em uma situação como essa.
Com o passar do tempo, mesmo que seu olhar me deixasse constrangida, eu também me vi incapaz de desviar os olhos. Eu não lembrava do quão intenso era o azul de seus olhos, nem de como eles eram bonitos.
Ele foi o primeiro a falar, a voz baixa, não mais que um sussurro. ''Katniss,'' Eu me peguei sobressaltada por ele saber o meu nome, mas fiz o melhor para não demonstrar isso enquanto ele continuava a falar.'' Obrigada. Eu... Sinto muito por você ter visto isso''
Eu não sabia o que falar então fiz a primeira pergunta que me veio a mente. ''O que estava acontecendo com você?''
Ele pareceu corar diante a minha pergunta e eu fiz de tudo para manter o meu rosto sem emoção enquanto ele respondia. ''Eu... Tenho pesadelos. ''
''Pesadelos?''
''Sim, desde o fim dos Jogos... Eu sonho todas as noites com o que aconteceu la.''
Sua pergunta me surpreendeu e eu imediatamente percebi que isso não era tão surpreendente assim. Eu me lembrava do dia da Colheita, de como ele ficou assustado ao ser escolhido. Ninguém ia para os Jogos e voltava sem alguma sequela.
''Todas as noites? Mas como você... '' Me calei antes de soltar a pergunta que me veio a mente. Senti meu rosto corar e Peeta por estar me observando atentamente percebeu isso.
''Mas como o que? Pode perguntar Katniss''
''As mulheres da Capital com que você sai. Não... Percebem?'' Eu estava olhando para a parede, evitando seus olhos.
''Ah, isso. '' Sua voz agora estava fria e fui obrigada a olhar para ele. Seu rosto estava duro, sem qualquer emoção. ''Não, elas não percebem. ''
Depois disso um silencio incômodo se instalou. Quando a luz clara da manhã começou a aparecer eu me levantei.
''Eu tenho que ir. Desculpe ter invadido a sua casa.'' Me dirigi a janela aberta.
Eu não o ouvi se mexendo por isso me assustei quando ouvi sua voz atrás de mim.
''Você não precisa pular a janela. Vem, eu te levo até a porta. ''
Nós descemos até o primeiro andar. Sua casa era enorme, mas incrivelmente vazia, não tinha nada lá que denominasse o lugar como seu.
Eu sai sem olhar em sua direção, mas fui parada por sua voz. ''Katniss, '' Eu me virei olhando para ele. ''Obrigada. '' Ele parecia querer me dizer mais alguma coisa, mas então fechou a porta.
Confusa e cheia de perguntas eu fui para casa.
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Hey, primeiro capitulo, to nervosa...
O cap. não foi betado * a Thais tinha um casamento*, então me desculpem se tiver algum erro.
Ah, o prologo e o primeiro capitulo são meus - Jen - , o próximo cap. é da Thais, eu não sei se ela ja fez mas acho que até sábado ta pronto :)
Então, o que acharam? Ta horrível? Ta bom?
REVIEWS!
