Capítulo escrito por Biaa.


- O que vamos fazer? - Sirius Black suspirou.

- Ler o livro, talvez? - ironizou Regulus Black, irmão de Sirius, mesmo que ainda estivesse sem pensar direito, devido ao sono.

A casa estava silenciosa, porque todos ainda estavam dormindo depois da noite... agitada de ontem. Foram várias músicas, piadas e vozes estridentes...

- Que mau humor - retrucou Sirius, de novo.

Regulus, o mimado Black sempre acordava tarde quando não tinha aula, e, por causa disso, estava, segundo Sirius, com um "mau humor dos infernos". E era verdade. O pobre coitado literalmente caiu da cama, depois de ter mais um pesadelo, e, ainda por cima, não pode voltar a dormir.

- E exatamente como você espera que a gente leia o livro, sem o rosto do povo, oh gênio? - continuou Sirius.

Já Sirius Black, um Maroto, (segundo Lene) gostoso, estava com a mente funcionando perfeitamente, porque apesar de ter ido dormir tarde, ele já estava acostumado com aquela rotina: Dormir tarde, acordar cedo. Afinal, de que outro jeito arranjaria tempo para fazer tudo que faz em um dia? Impossível. Ah, e claro, Sirius usava algumas aulas (as mais chatas) para descansar. Pena que, ali, ele não poderia repor seu sono.

- Nem pensei nisso – admitiu Regulus, irritado.

Os irmãos estavam na luxuosa sala de estar, da Mansão Potter de Caxias do Sul.

Com certeza, a sala refletia todo o bom gosto e dinheiro dos Potters, não tinha nada muito... Chamativo, mas tive qualidade, assim tornando o ambiente um lugar acolhedor e confortável. Suas paredes eram de um tom azul claro, dividindo espaço com as janelas de vidro, de um lado. E outro tinha paredes de vidro, dando vista para o enorme quintal da casa. Seus quatros sofás eram cinza, contrastando com o piso, que era colorido e divido em quadrados. Fora os sofás, a sala tinha uma mesa no centro dos sofás, estantes que tinham alguns livros (os que eram cópias do que estavam na biblioteca), uma lareira, é claro, e pergaminhos e tinteiros, colocados perto de uma mesa que pareciam ser usada para reuniões mais intimas. Isso porque era só um cômodo da casa.

Os Potter sabiam usar bem seu dinheiro. Mas o que impressionava os Blacks, era que os Potter não pareciam querer forçar a ninguém a notar que eles tinham dinheiro.

Nessa hora, Marlene McKinnon, ou simplesmente Lene, apareceu na entrada da sala, chamando a atenção dos irmãos.

- Oi, Blacks!- cumprimentou alegremente, quando já estava próxima deles.

- Olá, Marlene - respondeu Regulus, distraído.

- Preguiçosa - resmungou Sirius.

- O QUE? Repita! - falou Lene, já pegando a varinha.

- Você falou Blacks, ao invés de simplesmente Sirius e Regulus.

Lene bufou. O que isso importava?

- E daí?

- Nada - achou melhor responder assim, Sirius. Afinal, ele ainda queria viver.

- Já tomou café da manhã? - Lene perguntou, recobrando o bom humor - Eu ainda não tomei.

- Não ainda - respondeu Sirius, ele não tinha tido fome até agora - E você, Regulus?

- Já tomei. Podem ir.

Sirius deu de ombros e acompanhou Marlene até a cozinha.

- Dormiu bem?- perguntou ele.

- Sim e você?- respondeu, por educação.

- Ótimo, pensei em você.

Marlene corou.

- Tenho medo do que você pensou, então- falou ela, com o coração acelerado.

Não era de hoje que ela tinha uma queda por Sirius.

- Nada demais- Sirius deu de ombros.

Eles seguiram o resto do caminho em silêncio.

Chegando lá, Lene se deu conta de uma coisa.

- Você não sabe cozinhar, né Sirius? - ela perguntou, rezando que dissesse que sabia.

- Não, por quê?- perguntou, enquanto observava a cozinha, que também refletia bom gosto.

- Eu também não sei- admitiu ela.

Sirius olhou para Lene.

Sem se conter, eles começaram a rir juntos.

- E agora?- perguntou Sirius, quando parou de rir.

- Agora... Bem... Nós testamos algumas receitas?

Os dois sabiam que, se eles conseguissem fazer algo comestível, já estaria ótimo. Mas, mesmo assim, Sirius assentiu.

- Bem... O que a gente tenta fazer?- Perguntou ele.

- Um suco trouxa?- Lene sugeriu

- Eu não sei como é...

- Bem, uma vez minha mãe fez para mim, não parece ser tão difícil- falou a garota.

Sirius concordou com a cabeça.

- Você sabe quais são os ingredientes? E onde eles estão?

- Er... Eu acho que era um negócio chamado popa¹, açúcar e... Mais alguma coisa... Ah, água! Bem, eu não sei onde eles estão... Mas você procura na geladeira² e eu nesse armário – falou, apontando para o armário que estava na frente dela.

Sirius assentiu e foi para perto da geladeira. O açúcar podia estar lá, bem, ele achava.

- Como é, essa popa?

- É um saquinho, ai lá tem o nome da fruta- falou animada. Estava tentando cozinhar!

Depois de muito procurar, Sirius achou a popa e Marlene o açúcar. Só faltava a água, que era o mais fácil, já que sabiam onde estavam.

Rapidamente, colocaram a água que acharam que precisavam em uma jarra.

- O que fazemos agora?- perguntou Sirius, observando os ingredientes em cima da mesa.

- Colocamos todos os ingredientes juntos na jarra e mexemos – explicou Lene.

E foi o que fizeram, porém, por algum motivo estranho, a popa não se dissolvia.

Sirius bufou, irritado.

- Vou tentar beber- falou ele.

Marlene o olhou como se perguntasse se ele estava passando bem.

Ignorando o olhar de aviso da morena, Sirius tentou beber. Mas, mal o liquido tocou na sua boca, ele cuspiu na pia. Era horrível! Não sabiam que porque os trouxas bebiam aquilo!

- Que nojo, Sirius!- brigou Lene.

- Desculpe.

Eles ficaram em silêncio por um tempo, pensando no que iam comer.

- Ah, quer saber? Aqui deve ter comida pré-pronta!- falou Lene, sorrindo.

- Como não pensamos nisso antes?

- Não sei- admitiu- Agora está tudo resolvido!

Eles abriram os armários e a geladeira, de novo, e pegaram algumas comida, que foram colocadas na mesa.

O café- da- manhã terminou em silêncio, estranhamente calmo. Foi perfeito. Um dos melhores cafés da manhã da vida dos dois.

Terminando de comer, eles lavaram os pratos e jogaram as embalagens fora.

Quando voltaram, Regulus ainda estava na sala, mas James e Harry já tinham acordado.

- Bom dia!- falaram os dois, pai e filhos, juntos.

Depois de responder ao cumprimento, Marlene se jogou no sofá, perto de Regulus. Coisa que Sirius também fez, sentando entre ela e Regulus.

Todos ficaram em um silêncio confortável.

Uma luz branca, apareceu de repente, deixando todos momentaneamente cegos.

- Ai! Alex! Você caiu em cima de mim! – falou uma voz feminina, que ninguém soube identificar de onde veio, porque ainda não estavam enxergando.

- Desculpa! Foi mal!- falou outra voz, masculina dessa vez.

A visão de todos melhorou um pouco e eles conseguiram ver três pessoas de pé, na sala.

- E ainda por cima é meu irmão... – resmungou outra voz.

- Cala boca, Josh! - falaram as duas vozes juntas.

A visão de todos ficou normal de normal. E eles viram três pessoas paradas, na sala.

O primeiro era um garoto, ou talvez, já um homem, que tinha cabelos loiros quase arrumados, olhos azuis e feições largas, gorduchas. Mas seu corpo, não era nada gordo, pelo contrário, a camisa dele marcava alguns músculos dele. Sua expressão era séria, mas, ao mesmo tempo, parecia que ele tinha um lado brincalhão dentro dele. A pele dele era um meio termo entre o branco e o moreno.

O segundo com certeza, não era mais um garoto. Parecia ter deixado à infância faz tempo, mesmo mantendo um olhar divertido e sorriso de uma criança. Seu cabelo era loiro também, mas um pouco mais... alaranjado do que o do outro, apesar de continuar a ser, indiscutivelmente, loiro, e eram arrumados. Seus olhos eram castanhos escuros, quase pretos. Alguns chegavam a dizer que ele tinha olhos pretos, mas, é claro, isso é impossível. Tinham feições parecidas, apesar do rosto dele ser mais... suave.

A última pessoa era uma menina, que era uma garota, obviamente um pouco mais nova que os outros... Tinha cabelos loiros, que pareciam ouro, olhos azuis escuros, que passavam a impressão de serem frios. Parecia estar em boa forma. Não estava nem muito magra nem gorda- longe disso. Se não fosse os olhos, lembraria muito Luna Lovegood, mas, é, claro, a menina não possuía aquele jeito lunático que Luna possuía naturalmente.

Todos os três eram lindos e completamente desconhecidos, o que fez todos encararem o trio – seja os meninos olhando para a menina (especialmente) ou Marlene olhando os meninos, em especial - que os encarou de volta, sem desmontar muito sentimento.

- Como vocês chegaram aqui? - Harry foi o primeiro a perguntar.

- Eu acho que devemos nos apresentar primeiro – falou a garota.

- Ok, isso também seria... interessante de saber - disse Sirius.

- Me chamem de Josh Paltrown Pettyfer... Ou só de Josh, mas se for com um sobrenome, digam Pettyfer, por favor - falou o homem de olhos castanhos.

- Já eu prefiro Paltrown – retrucou o outro menino, de olhos azuis - Mas me chamem só de Alex. Nós três somos irmãos, então os sobrenome são os mesmos...

- Eu sou Lissy – falou a garota loira - E, como eles falarem, sou irmã deles.

- Eu não conheço nenhum de vocês – falou, por fim, James.

- Eu também não – acrescentou Harry.

- O importante é que nós conhecemos vocês - falou Lissy.

Todos entenderam a mensagem sublinhar que era para eles não perguntarem mais nada sobre isso, que eles não iriam falar.

- E como vocês estão aqui? AP, LP e JP enviaram vocês? - perguntou Harry desconfiado.

- Você não percebeu ainda? Nós somos AP, LP e JP. Nós que mandamos o livro.


¹Polpa. Eu acho que eles fazem o suco com a fruta mesmo...

²Mesmo bruxos devem precisar de uma geladeira, né?

Nota Biaa: Eu sei que sou malvada por terminar o capítulo assim, mas, meu lado escritora me manda fazer isso!

Beijos e espero que não me matem, porque senão não vou puder escrever o que aconteceu a partir daí.